O SAQU 146

  • View
    548

  • Download
    33

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Edição de junho de 2012 do jornal O SAQUÁ, de Saquarema, Rio de Janeiro. O Jornal O SAQUÁ é produzido mensalmente em Saquarema pela Tupy Comunicações, distribuído na Região dos Lagos e enviado para assinantes no Brasil inteiro.

Text of O SAQU 146

  • As lies que podem vir da Rio+20 PGINA 2

    Ano XII n 146 1 a 30 de junho de 2012 Saquarema Rio de Janeiro www.osaqua.com.br Diretora: Dulce Tupy

    SUSTENTABILIDADE

    Comemorado Dia do MeioAmbiente

    PGINA 11

    SURFE

    Matt, ocampeo

    PGINA 10

    GESTO

    A grandeza do Polo

    IndustrialPGINA 17

    Cidade em clima de festa

    Uma Pesquisa Eleito-ral contratada pelo PMDB-RJ e registrada em 31 de maio indica que a prefeita Franciane, pr--candidata reeleio, tem 44,5% das intenes de voto, enquanto seu principal adversrio, o verea-dor Pedro Ricardo alcanou 25% e Thiago Ccaro apenas 1,9%. A pesquisa foi feita pelo Instituto GPP Planejamento e Pesquisa,

    com 600 entrevistados, nos dias 26 e 27 de maio, foi registrada com o protocolo RJ-13/2012. De acordo com a Resoluo do TSE n 23.364 Seo II Art. 11, obrigatria a divulgao da data da coleta de dados e nmero de entrevistas. A pesquisa est dis-ponvel no site do TSE e indica os ndices de votos nos trs dis-tritos: Saquarema, Bacax e Sam-paio Corra. Pgina 3

    Situado entre a Ponte Darcy Bravo e o Morro da Cruz, o Porto Novo comea a ser valoriza-

    do como ponto comercial, alm de ter sido sempre um point chi-que, desde a poca do Iate Clube,

    um hotel cercado de rvores em frente Lagoa de Saquarema, fre-quentado pela elite saquaremense e visitantes, como o pintor Pan-cetti e a cantora Rita Lee, que se encantaram com a paisagem e um magnfico pr-do-sol. Pgina 20

    O charme do Porto Novo

    A Sesso Solene da Cmara aconteceu na CBV com a presena de ilustres convidados

    Autoridades municipais assistem do palanque ao desfile cvico-escolar de 8 de Maio

    Franciane tem 44,5% das intenes de voto

    O municpio de Sa-quarema come-morou o seu ani-versrio, no dia 8 de maio, mais uma vez em grande estilo, com vrias inauguraes de creches, no Retiro e no Rio da Areia, da nova sede da Secretaria Muni-cipal da Mulher, lanamento da pedra fundamental do as-faltamento de ruas nos bairros de Jacon e Vilatur, Praa do Bem Estar, no Centro, entre outras iniciativas promovidas pela Prefeitura Municipal, entre elas a comemorao dos dois anos do Caf do Trabalhador,

    promovido pela Secretaria de Assistncia Social. Mas o auge das comemoraes foi o Desfile Cvico-Escolar, que este ano foi dedicado s mulheres. Apesar da chuva, ningum arredou p da comemorao. A Cmara Municipal tambm comemo-rou os 171 anos do municpio com a sua tradicional Sesso Solene, quando so concedidos os ttulos de Cidados Saquare-menses e Honra ao Mrito, para as personalidades que se des-tacaram na vida da cidade. O evento foi no Centro de Desen-volvimento do Vlei da CBV, em Barra Nova. Pginas 4 e 5

    FOTOS: EDIMILSOM SOARES

    RO

    SS

    INI M

    AR

    AC

    A

    DA

    NIE

    L S

    MO

    RIG

    O

  • A ressurge advida: se no

    srio quepas este?

    Rio+20: a ltima chance de equilibrar

    o planeta

    Junho/20122 O SAQU

    O jornal de Saquarema

    Consideradas apenas um instru-mento da minoria, as Comisses Parlamentares de Inqurito (CPI) costumam ser instaladas sob o controle ferrenho da maioria, onde prevalece a postura de tratar a corrupo dos aliados do governo como uma questo estrita-mente poltica, ao passo que a corrupo dos adversrios demonizada sumaria-mente. Enquanto for assim no consegui-remos dominar essa praga que sobrevive no pas, diante de um acolhimento afvel devido uma legislao frouxa e cultura da impunidade que aqui impera desde Cabral, o do Descobrimento, e revivida por Vaccarezza: No se preocupe porque voc nosso e ns somos teu.

    O fato de relatrios de rgos inter-nacionais terem classificado de end-mica a corrupo brasileira no quer dizer que se trata de uma doena t-pica dos trpicos, mas que ela se espalhou pelo pas, o que, convenhamos, parece uma verda-de incontestvel. De acordo com o ndice da Transparncia Internacional, o Brasil caiu da 45 para a 73 posio em matria de corrupo entre 2002 e 2011, numa piora significativa durante os governos do PT, partido que sempre usou o combate corrupo como sua marca antes de chegar Presidncia e tentou salvar as aparncias nos primeiros tempos. Em vo: o ex-ministro da Casa Civil, Jos Dirceu, cunhou o slogan que repetia seguidamente, este um governo que no rouba nem deixa roubar, at que seu assessor poltico, Waldomiro Diniz, foi denunciado por um vdeo que o mostrava recebendo propina do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que trabalhava na Loterj (Lo-teria do Estado do Rio de Janeiro).

    Quando a existncia do mensalo

    veio a pblico, ficou bem claro que a propalada diferena do PT em relao aos outros partidos no existia , era apenas um artifcio de maquiagem do marketing poltico. Confirmando isso, muitos ainda devem lembrar que, em entrevista televiso francesa, indagado sobre o mensalo, o ento presidente Lula justificou: No Brasil, todos os outros partidos tambm fazem isso...

    No primeiro grande escndalo depois do mensalo, o da tentativa de compra de um dossi fajuto contra Jos Serra, em 2006, surgiram ento os aloprados, termo da lavra presidencial de Lula. Agora, fala-se muito das evidncias de que aloprados reapareceram na bara-funda em que se transformou a investida supostamente planejada para usar a CPI

    do Cachoeira visando atemorizar o procura-dor-geral da Repbli-ca, Roberto Gurgel, e atravs de presses sobre o ministro do Supremo Gilmar Men-des, emparedar o STF e empurrar com a bar-riga o incio do julga-mento do mensalo,

    assunto que atormenta Lula e a ala radical do PT. O STF respondeu marcando o julgamento para agosto. A conferir...

    Com o voluntarismo de Lula, que no sabe fazer outra coisa a no ser politizar tudo, o estrago est feito. Independen-temente das verses sobre o encontro do ex-presidente com o ministro Gilmar Mendes, este encontro no poderia ter acontecido se vivssemos num pas srio. Realmente. Mas se no srio como tanta gente acha que pas esse? como indagava o ex-governador mineiro, Francelino Pereira, j na dcada de 70. Pelo jeito o pas do deboche, onde cabe ao povo o dever de pagar impostos para garantir ao Cachoeira o direito de ficar calado.

    Tudo mudou e nem parece que 20 anos se passaram. Todos ns que participamos e estamos vivos para contar, temos + 20 anos hoje e o mundo em que vivemos outro. Em 92, a inter-net estava dando os primeiros passos no Brasil ; era um luxo algum possuir um notebook. S estrangeiros chegavam carregando novidades e alguns executi-vos brasileiros, com seus telefones celu-lares enormes e carssimos. Em 20 anos demos um salto em tecnologia, mas o que ganhamos com isso? Certamente, tempo e dinheiro. Mas o ambiente me-lhorou? Ficamos mais felizes?

    Naquela poca o conceito de de-senvolvimento sustentvel ainda estava se consolidando na mente dos antena-dos com a ecologia. A prpria palavra ecologia ainda no era to conhecida e meio ambiente tam-bm. A fronteira en-tre os conceitos no eram muito claras. A Rio-92, que definiu o desenvolvimento sustentvel foi uma pajelana, encontro de muitas raas, po-lticos, cientistas e leigos, mulheres, ndios, negros, religiosos... A Rio-92 foi, como diria o antroplogo Darcy Ribeiro, uma pajelana no meio de um tringulo com 3 vrtices: um no Rio Centro onde se reuniram os chefes de estado, outro no Aterro do Flamengo, onde se reuniu a sociedade civil organ izada e mais um na oca indgena construda na zona oeste da cidade, em Jacarepagu. Alm do exrcito ostensivamente nas ruas, os batedores correndo em suas motos velozes, o feriado na cidade, a imprensa se concentrava no prdio do IAB, Instituto dos Arquitetos do Brasil, no Flamengo, de onde disparava not-cias para todo o mundo.

    Hoje, a Rio+20 a Rio-92 levada ao

    extremo. O desenho da atual Confern-cia das Naes Unidas (ONU) sobre o desenvolvimento sustentvel, agora, em 2012, 20 anos depois daquela Rio-92, um tringulo pulverizado que se multipli-cou em milhares de vertentes, faces de tantas tendncias, em tantas dimenses, que impossvel visualizar todas ao mes-mo tempo. A Rio+20 uma moderna Torre de Babel, onde vrios idiomas se cruzam. Vestimentas de todos os tipos revelam diversas culturas. Interesses de vrias matizes circulam pelos ares e recaem sobre os documentos que sero assinados, mas sabe-se l quando sero colocados em prtica efetivamente.

    E o que faz toda essa gente? Milhares de pessoas discutem a sustentabilidade, a reduo da pobreza e a economia

    verde, s para ficar nos principais temas. Na Rio+20 est em jogo o futuro da hu-manidade, dos oce-anos, das florestas, da terra, da vida no planeta, da biodiver-sidade, dos recursos naturais, das estre-las, das religies e

    at o grau de felicidade que teremos. Um encontro em Copacabana vai medir o PIF, um ndice que indica o nvel de felicidade dos indivduos e povos, que se coloca em contraposio ao PIB, que s mede os ndices econmicos... De 1992 a 2012, a distncia entre as naes ricas e pobres ficou ainda maior. Com o atual padro de consumo, no h hiptese de vida futura no planeta Terra. Se todos quiserem consumir como os americanos, por exemplo, morreremos engolidos pelo lixo produzido por esta sociedade que vem gerando mudanas climticas cada vez mais catastrficas. A Rio+20 a ltima chance de equilibrarmos o planeta. Vamos ver se desta vez seremos mais responsveis.

    Av. Ministro Salgado Filho, 6661Barra Nova Saquarema RJ

    Tel.: (22) 2651-7441Fax.: (22) 2651-8337

    Editora: Dulce Tupy dulcetupy@osaqua.com.brEditor adjunto: Silnio Vignoli Diretor comercial: Edimilson SoaresDiretora de arte: Lia Caldas / Subito Creative - www.subito.cr

    Colaboradores autnomos: AG Marinho (redao), Alessandra Calazans (redao e reviso), Monique Barcellos e Michele Maria (redao), Paulo Lulo e Pedro Stabile (fotografia), Rossini Maraca (publicidade)

    Jornalista Responsvel: Dulce Tupy (registro:18940/87/62)

    O SAQU

    CNPJ: 04.272.558/0001