O Saquá 171

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Edição especial de maio de 2014 do jornal O SAQUÁ, de Saquarema, Rio de Janeiro. O Jornal O Saquá é produzido mensalmente em Saquarema pela Tupy Comunicações, distribuído na Região dos Lagos e enviado para assinantes no Brasil inteiro.

Text of O Saquá 171

  • Desfile cvicocomeou como Cenecista

    PGINA 2

    Ano XIV n 171 1 a 31 de maio de 2014 Saquarema Rio de Janeiro www.osaqua.com.br Diretora: Dulce Tupy

    O Baro de Saqua-rema um dos personagens mais ilustres do mu-nicpio, mas continua sendo desconhecido. Sabe-se que do seu passado de glria, res-ta a lembrana de que foi o doador do prdio onde hoje est situada a Casa de Cultu-ra Walmir Ayala, onde fun-cionou a primeira Cmara Municipal e a primeira Pre-feitura. Baro de Saquarema tambm nome de uma das principais ruas da cidade, no que restou do chamado cen-tro histrico da antiga Vila.

    Pginas 6 e 7

    Baro de Saquarema, esse desconhecido

    O Baro de Saquarema, desenho publicado no livro Minha Terra Saquarema, do pesquisador e ex-vereador de Saquarema Darcy Bravo

    Na antiga sede, a Cmara ficava numa sala ao lado da Prefeitura

    O prdio histrico ficou pequeno para abrigar a Cmara e a Prefeitura

    Ozo e Juarez, pai e filho

    PAU

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    PAULO LULO ACERVO DE HERIVELTO BRAVO PINHEIRO

    RUGENDAS

    EDIO ESPECIAL DE ANIVERSRIO DA CIDADE

    Criado em 8 de maio, municpio de Saquarema elegeu vereadores somente em outubro de 1841

    A Lei que criou o municpio foi assinada em 8 de maio de 1841, po-rm a eleio dos vereado-res se deu em 3 de outubro e a posse em 3 de novembro, quando foi eleito o presi-dente Dr. Joaquim Mariano de Azevedo Soares, o verea-dor mais votado que passou a acumular as funes de

    prefeito. A festa da posse foi de gala, com bandeirinhas nas ruas. No mesmo prdio histrico, doado pelo Baro de Saquarema, a Cmara funcionou durante muitos anos junto com a Prefeitura, que se mudou para um novo prdio construdo em frente. Hoje, a antiga Cmara ocu-pada pela Casa da Cultura e Biblioteca Municipal.

    Pgina 3

    Antenor de Oliveira, o primeiro animador cultural do municpio

    Artista plstico, poeta, ator, cengrafo, car-navalesco e vereador, Antenor de Oliveira foi um autntico animador cul-tural de Saquarema. Em todas as atividades que exerceu de-monstrou o seu talento e o com-

    promisso com o povo, retratado em seus quadros e poemas. En-tre suas telas, as mais valiosas so suas marinhas com cenas de canoas, da praia e do mar, alm dos pescadores que so um dos seus temas preferidos.

    Pgina 5

    Oscar de Macedo Soares

    Ele nasceu na fazenda Bon-sucesso, em Saquarema, que depois foi integrada a Araruama. Disputado pelos dois municpios, Oscar de Macedo Soares foi o poltico que trouxe

    para Saquarema a Casa de Ca-ridade, com maternidade e hos-pital, dirigida pela Madre Maria das Neves. Trouxe ainda a gua encanada e a iluminao pblica, atravs de lampies. Pgina 9

    Meio sculo do surfe em Saquarema ser o foco do prximo filme de Rossini

    Maraca. Pgina 11

    Futebol atravs do tempo e dos seus eternos craques

    Pgina 10

    SURFE

    FUTEBOL

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  • Outdoor tipo de

    propagandapara ingls ver

    Cenecista volta ao desfile que

    criou, com novo uniforme

    Maio/20142 EDIO ESPECIAL O SAQU

    Comemorao do 8 de maio comeou com o CenecistaSilnio Vignoli

    Jornal impresso continua sendo a mdia com maior credibilidadeDulce Tupy

    O jornal de Saquarema

    Av. Ministro Salgado Filho, 6661Barra Nova Saquarema RJ

    Tel.: (22) 2651-7441(22) 9 9913 7441 (Vivo)

    Fax.: (22) 2651-8337

    Editora: Dulce Tupy dulcetupy@osaqua.com.brEditor adjunto: Silnio Vignoli Diretor comercial: Edimilson SoaresDiretora de arte: Lia Caldas / Subito Creative - www.subito.cr

    Colaboradores autnomos: Alessandra Calazans (redao e reviso), Michele Maria (redao e reviso), Agnelo Quintela, Paulo Lulo e Pedro Stabile (fotografia)

    Jornalista Responsvel: Dulce Tupy (registro:18940/87/62)

    O SAQU

    CNPJ: 04.272.558/0001-87 Insc. Munic.: 0883

    www.osaqua.com.brjornal@osaqua.com.br

    twitter.com/osaquafacebook.com/osaqua

    Grfica: Editora Esquema Tiragem: 3.000 exemplaresCirculao: Saquarema e Regio dos Lagos

    As matrias assinadas no refletem necessariamente a opinio do jornal.

    www.tupycomunica.com

    C O M U N I C A E S

    Desde que Gutenberg inven-tou a impresso, no sculo 15, houve uma revoluo no mundo, a partir da multipli-

    cao da informao. Grfico alemo, inventou a prensa mvel por volta de 1439, o que permitiu a produo em massa de livros e jornais, abrindo um novo horizonte para o perodo moderno, a Renascena, a Reforma e a Revoluo Cientfica e Industrial, lanando as bases para a disseminao da aprendizagem. Depois de Gutenberg, nunca mais o mundo foi o mesmo. Como tambm nunca mais o mundo foi o mesmo depois da informtica, dos computa-dores, da internet, abrindo ainda mais a era do conhecimento. Porm, entre a descoberta de um e outro marco da civilizao, h sculos de evoluo, passan-do conhecimento de gerao em gerao, at os dias de hoje.

    Desde a edio da primeira Bblia de Gutenberg at os mo-dernos processos de comunicao atra-vs da interntet tudo mudou. Neste largo perodo histrico, surgiram novas mdias. O mundo viveu o surgimento do telgrafo, do telefone, da fotografia, do cinema, do rdio, do telex, da televiso, do fax, dos celulares, dos computadores. Mas todas as mdias continuam complementares e evoluti-vas! Assim, apesar das previses em contrrio, a pintura no acabou depois do advento da fotografia, como preco-nizavam alguns, o cinema no extinguiu o teatro, nem desapareceram os livros e jornais. Ao contrrio, a cada nova mdia que surge, as mdias anteriores conti-nuam suas trajetrias especficas, cada uma a seu sabor, com seu destino...

    O papel dos jornais determinante na civilizao moderna, desde o sculo

    15. No final do sculo 20, alguns teri-cos apressadamente imaginaram que, com o surgimento da internet os jornais impressos iriam acabar, o que no acon-teceu. Ao contrrio, pesquisas recentes demonstram que os jornais impressos nunca foram to lidos como atualmente, no sculo 21. At as empresas jornalsti-cas que pararam de produzir jornais im-pressos e passaram a publicar jornais apenas na internet hoje esto revendo suas estratgias e muitas j anunciam o retorno s publicaes impressas, aos jornais e revistas vendidos nas bancas de jornais, pontos tradicionais de difu-so de conhecimento.

    Uma pesquisa feita pela Secretaria de Comunicao da Presidncia da Re-pblica, publicada h cerca de um ms

    nos jornais O Globo e O Dia, revelou que os jornais impressos continuam sendo a mdia de maior cre-dibilidade no Brasil e no mundo, sendo assim insubstituveis. De nada adianta ter um programa de TV ou uma propaganda

    num outdoor (propaganda de rua), se o mesmo contedo no for impresso nos jornais, porque so os jornais que gozam de credibilidade junto ao pblico, informando, formando e transformando opinies. No toa que o slogan do Sistema S, da Firjan (Federao das Indstrias do Estado do Rio de Janeiro) justamente este: formar, informar e transformar! A opinio pblica no se forma, nem informa, nem transforma, com placas de rua, que no foram feitos para formar, informar e transformar ningum! So apenas lembretes rpidos, instan-tneos e passageiros que no fixam contedos. mdia de muita visibilidade e pouca eficcia. Coisa, como diziam antigamente, para ingls ver...

    Na segunda metade da dca-da de 50, Darcy Bravo, pio-neiro no resgate da memria do municpio, recebeu meu

    pai, na saudosa Padaria Natal, com uma pilha de papel sobre o balco e a cobrana desafiadora: Casimi-ro, Saquarema no comemora sua emancipao poltico-administrativa, ocorrida em 8 de maio de 1841, com festa, foguetrio, solenidade, missa e desfile cvico-escolar. Eu estou falando com voc, Casimiro, porque voc e Dona Nair, sua esposa, so as pessoas talhadas para articular esses tipos de coisas. Dito e feito! Casimiro empolgou-se, topou a ideia, arregaou as mangas e foi logo viabilizando tudo rpida e simultaneamente.

    E, assim, em 10 de julho de 1957, o salo do ento Hotel Invicto, no Centro da cidade, ficou pequeno para a grande quantida-de de pessoas da comunidade que foi recepcionar a cara-vana comandada pelo inesquecvel Felipe Thiago Gomes, fundador da Campanha Nacional de Educandrios Gratuitos, posteriormen-te, Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), e participar da as-sembleia de criao do Setor Municipal da referida entidade educacional, tendo frente o casal Casimiro e Nair Vignoli responsvel pelo encaminhamento da fundao do Ginsio Professor Alfredo Coutinho, mais tarde transformado em Colgio Cenecista Professor Alfredo Coutinho. Sobre a escolha do patrono que deu o nome do colgio, Casimiro Vignoli justificou: Trata-se de um sa-quaremense, nascido na localidade de Palmital, professor de portugus e autor de uma conceituada gramtica que, por

    30 anos, desde o incio do sculo XX, foi adotada, praticamente, em todas as es-colas pblicas e particulares do Brasil.

    Ao mesmo tempo em agilizavam a construo da sede prpria do colgio em terreno de 3 mil metros quadrados, doado pelo Dr. Jos Cludio Bocaiuva Bulco, Casimiro Vignoli e sua incan-svel esposa, Nair Vignoli, consegui-ram tambm viabilizar o projeto para a comemorao do 8 de maio, data da emancipao poltico-administrativa de Saquarema, com a realizao em 1960, do primeiro desfile cvico-escolar pelas ruas do Centro da sede do mu-nicpio, puxado pelo ento Ginsio Professor Alfredo Coutinho. A partir da, Saquarema passou a ter o seu braso, a sua bandeira e o seu hino.

    Casimiro acionou um desenhista conhe-cedor dos princpios bsicos que regem a herldica que foram aprovados por re-soluo da Cmara. Conhecedor de teo-ria musical, filho do maestro Francisco Vignoli, Casimiro es-

    creveu as partituras para