OBJETIVO ALCANCE 1 – 3 BENEFÍCIOS DA INFORMAÇÃO .NBC TG 03 (R2) – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS

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  • NBC TG 03 (R2) DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXA

    A letra R mais o nmero que identifica sua alterao (R1, R2, R3, ...) foi adicionada sigla da Norma para identificar o nmero da consolidao e facilitar a pesquisa no site do CFC. As citaes desta Norma em outras identifica pela sua sigla sem a referncia a R1, R2, R3, pois essas referncias so sempre da norma em vigor, evitando, assim, que em cada alterao da norma no haja necessidade de se ajustar as citaes em outras normas.

    Sumrio Item

    OBJETIVO

    ALCANCE 1 3

    BENEFCIOS DA INFORMAO DOS FLUXOS DE CAIXA 4 5

    DEFINIES 6 9

    Caixa e equivalentes de caixa 7 9

    APRESENTAO DA DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXA 10 17

    Atividades operacionais 13 15

    Atividades de investimento 16

    Atividades de financiamento 17

    APRESENTAO DOS FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 18 20A

    APRESENTAO DOS FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO E DE FINANCIAMENTO 21

    APRESENTAO DOS FLUXOS DE CAIXA EM BASE LQUIDA 22 24

    FLUXOS DE CAIXA EM MOEDA ESTRANGEIRA 25 30

    JUROS E DIVIDENDOS 31 34A

    IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIO SOCIAL SOBRE O LUCRO LQUIDO 35 36

    INVESTIMENTO EM CONTROLADA, COLIGADA E EMPREENDIMENTO CONTROLADO EM CONJUNTO 37 38

    ALTERAO DA PARTICIPAO EM CONTROLADA E EM OUTROS NEGCIOS 39 42B

    TRANSAO QUE NO ENVOLVE CAIXA OU EQUIVALENTES DE CAIXA 43 44

    COMPOMENTES DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 45 47

    OUTRAS DIVULGAES 48 52A

    EXEMPLOS ILUSTRATIVOS

    A. Demonstrao dos fluxos de caixa de entidade que no instituio financeira

    B. Demonstrao dos fluxos de caixa para instituio financeira

    NOTA EXPLICATIVA NORMA

  • Objetivo Informaes sobre o fluxo de caixa de uma entidade so teis para proporcionar aos usurios

    das demonstraes contbeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como as necessidades da entidade de utilizao desses fluxos de caixa. As decises econmicas que so tomadas pelos usurios exigem avaliao da capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como da poca de sua ocorrncia e do grau de certeza de sua gerao.

    O objetivo desta Norma requerer a prestao de informaes acerca das alteraes histricas

    de caixa e equivalentes de caixa da entidade por meio de demonstrao dos fluxos de caixa que classifique os fluxos de caixa do perodo por atividades operacionais, de investimento e de financiamento.

    Alcance 1. A entidade deve elaborar a demonstrao dos fluxos de caixa de acordo com os requisitos

    desta Norma e deve apresent-la como parte integrante das suas demonstraes contbeis apresentadas ao final de cada perodo.

    2. (Eliminado). 3. Os usurios das demonstraes contbeis de uma entidade esto interessados em saber como a

    entidade gera e utiliza caixa e equivalentes de caixa. Esse o ponto, independentemente da natureza das atividades da entidade, e ainda que o caixa seja considerado como produto da entidade, como pode ser o caso de instituio financeira. As entidades necessitam de caixa essencialmente pelas mesmas razes, por mais diferentes que sejam as suas principais atividades geradoras de receita. Elas precisam de caixa para levar a efeito suas operaes, pagar suas obrigaes e proporcionar um retorno para seus investidores. Assim sendo, esta Norma requer que todas as entidades apresentem demonstrao dos fluxos de caixa.

    Benefcios da informao dos fluxos de caixa 4. A demonstrao dos fluxos de caixa, quando usada em conjunto com as demais

    demonstraes contbeis, proporciona informaes que permitem que os usurios avaliem as mudanas nos ativos lquidos da entidade, sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvncia) e sua capacidade para mudar os montantes e a poca de ocorrncia dos fluxos de caixa, a fim de adapt-los s mudanas nas circunstncias e oportunidades. As informaes sobre os fluxos de caixa so teis para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa e possibilitam aos usurios desenvolver modelos para avaliar e comparar o valor presente dos fluxos de caixa futuros de diferentes entidades. A demonstrao dos fluxos de caixa tambm concorre para o incremento da comparabilidade na apresentao do desempenho operacional por diferentes entidades, visto que reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes critrios contbeis para as mesmas transaes e eventos.

    5. Informaes histricas dos fluxos de caixa so frequentemente utilizadas como indicador do

    montante, poca de ocorrncia e grau de certeza dos fluxos de caixa futuros. Tambm so teis para averiguar a exatido das estimativas passadas dos fluxos de caixa futuros, assim como para examinar a relao entre lucratividade e fluxos de caixa lquidos e o impacto das mudanas de preos.

  • Definies 6. Os seguintes termos so usados nesta Norma, com os significados abaixo especificados: Caixa compreende numerrio em espcie e depsitos bancrios disponveis.

    Equivalentes de caixa so aplicaes financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que so prontamente conversveis em montante conhecido de caixa e que esto sujeitas a um insignificante risco de mudana de valor.

    Fluxos de caixa so as entradas e sadas de caixa e equivalentes de caixa.

    Atividades operacionais so as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades que no so de investimento e tampouco de financiamento.

    Atividades de investimento so as referentes aquisio e venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos no includos nos equivalentes de caixa.

    Atividades de financiamento so aquelas que resultam em mudanas no tamanho e na composio do capital prprio e no capital de terceiros da entidade.

    Caixa e equivalentes de caixa 7. Os equivalentes de caixa so mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa

    de curto prazo e, no, para investimento ou outros propsitos. Para que um investimento seja qualificado como equivalente de caixa, ele precisa ter conversibilidade imediata em montante conhecido de caixa e estar sujeito a um insignificante risco de mudana de valor. Portanto, um investimento normalmente qualifica-se como equivalente de caixa somente quando tem vencimento de curto prazo, por exemplo, trs meses ou menos, a contar da data da aquisio. Os investimentos em instrumentos patrimoniais (de patrimnio lquido) no esto contemplados no conceito de equivalentes de caixa, a menos que eles sejam, substancialmente, equivalentes de caixa, como, por exemplo, no caso de aes preferenciais resgatveis que tenham prazo definido de resgate e cujo prazo atenda definio de curto prazo.

    8. Emprstimos bancrios so geralmente considerados como atividades de financiamento.

    Entretanto, saldos bancrios a descoberto, decorrentes de emprstimos obtidos por meio de instrumentos como cheques especiais ou contas correntes garantidas que so liquidados em curto lapso temporal compem parte integral da gesto de caixa da entidade. Nessas circunstncias, saldos bancrios a descoberto so includos como componente de caixa e equivalentes de caixa. Uma caracterstica desses arranjos oferecidos pelos bancos que frequentemente os saldos flutuam de devedor para credor.

    9. Os fluxos de caixa excluem movimentos entre itens que constituem caixa ou equivalentes de

    caixa porque esses componentes so parte da gesto de caixa da entidade e, no, parte de suas atividades operacionais, de investimento e de financiamento. A gesto de caixa inclui o investimento do excesso de caixa em equivalentes de caixa.

    Apresentao da demonstrao dos fluxos de caixa 10. A demonstrao dos fluxos de caixa deve apresentar os fluxos de caixa do perodo

    classificados por atividades operacionais, de investimento e de financiamento.

  • 11. A entidade deve apresentar seus fluxos de caixa advindos das atividades operacionais, de investimento e de financiamento da forma que seja mais apropriada aos seus negcios. A classificao por atividade proporciona informaes que permitem aos usurios avaliar o impacto de tais atividades sobre a posio financeira da entidade e o montante de seu caixa e equivalentes de caixa. Essas informaes podem ser usadas tambm para avaliar a relao entre essas atividades.

    12. Uma nica transao pode incluir fluxos de caixa classificados em mais de uma atividade. Por

    exemplo, quando o desembolso de caixa para pagamento de emprstimo inclui tanto os juros como o principal, a parte dos juros pode ser classificada como atividade operacional, mas a parte do principal deve ser classificada como atividade de financiamento.

    Atividades operacionais 13. O montante dos fluxos de caixa advindos das atividades operacionais um indicador chave da

    extenso pela qual as operaes da entidade tm gerado suficientes fluxos de caixa para amortizar emprstimos, manter a capacidade operacional da entidade, pagar dividendos e juros sobre o capital prprio e fazer novos investimentos sem recorrer a fontes externas de financiamento. As informaes sobre os componentes especficos dos fluxos de caixa operacionais histricos so teis, em conjunto com outras informaes, na projeo de fluxos futuros de caixa operacionais.

    14. Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais so basicamente derivados das

    principais atividades geradoras de receita da entidade. Portanto, eles geralmente resultam de transaes e de outros eventos que entram na apurao do lucro lquido ou prejuzo. Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais so: (a) recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestao de servios; (b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorrios, comisses e outras receitas; (c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e servios; (d) pagamentos de caixa a empre