OJB Edição 47 - Ano 2014

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A edição desta semana é dedicada aos Ministros de Música das nossas Igrejas Batistas.

Text of OJB Edição 47 - Ano 2014

  • 1o jornal batista domingo, 23/11/14????? ISSN 1679-0189

    Ano CXIVEdio 47 Domingo, 23.11.2014R$ 3,20

    rgo Oficial da Conveno Batista Brasileira Fundado em 1901

    Marselle Karolina Emanuelle Karolina

    Vera Lcia Nogueira Pereira

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  • 2 o jornal batista domingo, 23/11/14 reflexo

    E D I T O R I A L

    A msica , sem d-vida, a mais fina e sublime de todas as artes e a mais significativa de todas as ex-presses humanas. A msica tem o poder mgico de in-fluenciar atitudes acalmar temperamentos revoltosos, modificar estados de humor e em certos casos at transfor-mar conceitos e filosofias. As reaes do homem msica podem ser divididas em trs classes: fsica, emocional e intelectual. Sabe-se que estas reaes so inter-relaciona-das e interagidas, e que elas no poderiam ser completa-mente separadas.

    A reao tipicamente fsi-ca msica notada pelo aumento da pulsao, da respirao e a tendncia de uma movimentao corpo-ral, como bater o p, bater palma, acompanhar com o corpo e a cabea o ritmo percebido. Essas so as rea-es fsicas mais comuns msica.

    Na emoo, no se discu-tem as reaes to pronta-mente. Algum que tenha experimentado a emoo do medo sabe perfeitamente do que estou falando. Contu-do, como pode ser descrito? Quantas vezes nos expres-samos assim: Meu corao quase soltou pela boca ou Minhas mos esto geladas e suando. A reao emo-cional se mantm sem ex-plicao. Toda emoo forte precisa ser experimentada para que seja completamente entendida.

    Toda pessoa que experi-menta um contato com a

    msica tem sentindo por meio da emoo a fora de sua comunicao. Um sim-ples fragmento meldico que conhecemos nos leva, muitas vezes, a um passado to remoto que jamais po-deramos experimentar ou lembrar a no ser estimula-dos por uma experincia com determinada melodia. Assim, pode ser uma brincadeira de criana da qual nos lembra-mos ao ouvirmos a msica. Essas emoes podem ser de alegria, tristeza, regozijo, etc. interessante notar que no apenas lembrana, mas tambm a emoo daquela poca.

    A reao intelectual aque-la que vem pelo conheci-mento musical, no somente do ponto de vista histrico, mas tambm estrutural e es-tilstico.

    O envolvimento, o back-ground cultural e o treina-mento especfico so fatores condicionantes da aprecia-o musical. De acordo com essas condies, a msica pode evocar nas pessoas res-postas fsicas, emocionais e intelectuais.

    Pensando neste aspecto das reaes do homem aos estmulos da msica, seria interessante lembrarmos: Cantai louvores a Deus, cantai louvores; cantai lou-vores ao nosso Rei, cantai louvores. Pois Deus o Rei de toda a terra; cantai lou-vores com salmo (Sl. 47. 6-7). Que fazer, pois? Orarei com o esprito, mas tambm orarei com o entendimento; cantarei com o esprito, mas tambm cantarei com o en-

    tendimento (I Co. 14.15). Cantai ao Senhor um cn-tico novo, cantai ao Senhor todos os moradores da terra (Sl. 96.1).

    A msica do povo de Is-rael consistia em cantos de louvor, gratido, instruo, experincia pessoal e at ce-lebrao de fatos histricos. J existiam cantores, corais, instrumentistas, professores, regentes e compositores. O livro de Salmos o primeiro hinrio do povo judeu. O rei Davi nomeou os levitas como responsveis pela m-sica no templo e tambm pela liturgia dos cultos da poca, como diz I Crnicas 16.4-7). Na dedicao do templo de Salomo, a msica foi esplendorosa, de acordo com o que diz II Crnicas 5. 13-14). Naquela ocasio, no resta a menor dvida de que a msica trouxe ao povo um profundo sentimento de certeza da presena de Deus.

    Em vrios e significantes momentos do Novo Tes-tamento, nos deparamos com a msica cumprindo um importantssimo papel. No Evangelho de Lucas, por exemplo, trs belssimos can-tos marcam a presena da msica: Canto de Maria, o Canto de Zacarias e o Canto de Simeo.

    impossvel pensar em msica sem lembrar-se de Deus. A msica a voz que fala ao corao humano e o mais rpido veculo da vonta-de, da emoo, do sentimen-to que nascem do Criador em direo sua criatura.

    Tudo na natureza harm-nico, como se uma grande

    partitura tivesse sido criada para que cada nota, cada se-mifusa fosse uma pequenina parte daquele conceito ex-cepcional que une homem, animais, plantas, astros. Tudo se coordena, como se no houvesse maestro. As notas se sucedem, entrelaam-se, arpejam-se em uma organi-zao que revela o grande esprito que as reuniu.

    Que Deus permita que use-mos esta harmonia em nossos cultos para conduzir o seu povo edificao, cheios de bom exerccio teolgico, e temperados com trs ingre-dientes que melhoraro a aci-dentada relao entre msica e adorao; fervor reverente, sentido de comunho soli-dria, e obedincia sincera ao Senhor. Fervor reverente, para que no esqueamos que estamos diante de Deus e que no podemos esconder nosso sentimento. A msica aju-dar a aquecer nossos cora-es guardando o sentido de respeito festivo. Comunho solidria, para sensibilizar--nos realidade do corpo de Cristo que somos. A msica dever ser colaboradora do amor e da paz, os verdadei-ros alicerces entre os cristos. E obedincia sincera, para sair do culto e viver o que confessaram nossos lbios, mesmo que esta obedincia nos custe sofrer no meio de um mundo idlatra. A msica nos recordar a Palavra de Cristo, Palavra de vida, justa-mente em meio luta contra as foras da morte.

    Ery Herdy Zanardi, presidente da AMBB

    O JORNAL BATISTArgo oficial da Conveno Batista

    Brasileira. Semanrio Confessional, doutrinrio, inspirativo e noticioso.

    Fundado em 10.01.1901INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

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    L.T. Hites (1921 a 1922); e

    A.B. Christie (1923).

    ARTE: OliverartelucasIMPRESSO: Jornal do Commrcio

  • 3o jornal batista domingo, 23/11/14reflexobilhete de sorocabaJULIO OLIVEIRA SANCHES

    O mundo est em c r i s e , n o h como negar. O nosso governo est em crise, j fato com-provado. A famlia tambm est em crise. Tantas so as investidas do maligno para destruir a famlia que segue o padro original divino. Mui-tos no mais creem na res-taurao da clula mater da sociedade. A Igreja est em crise. A inverso dos valores bblicos, a tentativa de moldar a Igreja nova concepo de pecado, nova moralidade e ao mundanismo que penetrou os nossos arraiais deixam a Igreja aturdida e vulnervel. A mensagem pregada pela Igreja parece ineficiente para confrontar o reino das trevas. Qual a mensagem a ser pre-gada hoje para mudar a atual situao do mundo peca-dor? Os curandeiros vendem milagres. Os oportunistas aproveitam-se das desgraas alheias e oferecem solues

    Anderson Resende Barbosa, pastor da Primeira Igreja Batista Brasil Novo PA

    Base Bblica: II Timteo 4.1-8

    Gostaria de chamar a ateno do lei-tor para a realida-de da vida crist. No existe vida crist sem batalha espiritual, sem sofri-mento, sem morte, por isso Jesus disse: Quem quiser vir at mim, negue-se a s mesmo, tome a sua cruz, siga-me, quem quiser pois salvar a sua vida perd-la-, e quem perder a sua vida por causa de mim e do evange-lho salv-la- (Mc 8.34-35).

    Timteo era um jovem com uma histria de f e cami-nhada crist excepcional. Sua vida de testemunho louvada por Paulo graas ao zelo e tambm fidelidade da sua av Lide e sua Me Eu-nice para com Deus. Quando ainda muito jovem seguiu Paulo na sua segunda viagem missionria e, logo depois, assumiu o pastorado da Igreja de feso. Sua caracterstica pastoral aprovada por Jesus. Doutrinou a Igreja de forma que nenhum vento de dou-

    que no solucionam. A crise tambm j atingiu os pasto-res. Logo eles que deveriam estar acima de todas as crises. So eles que oferecem supor-tes e caminhos para aqueles que vivem momentos dif-ceis. Como profetas de Deus, deveriam estar inclumes s adversidades que atacam o rebanho. Os cuidados ovelha em crise exigem um pastor saudvel em todos os sentidos, que no se deixa contaminar pela peste que assola o rebanho. Deveria ser assim, mas no . Pastor tam-bm humano, diro alguns. verdade. Mas, pastor em cri-se no tem como apascentar o rebanho e buscar a ovelha desgarrada. As ovelhas atur-didas reclamam, aumentando ainda mais as crises do pastor.

    No se trata de crise quan-to vocao. A maioria cr na chamada divina e tem conscincia de que Deus quem convoca ao ministrio. No h dvidas sobre o cha-

    trina atacou a Igreja de feso, mesmo muitos anos depois de ele partir para outro minis-trio ou mesmo ter morrido por causa da perseguio.

    Vemos que, em Apocalipse captulo 2, Jesus faz meno a essa Igreja que foi pastorea-da por Timteo. Mesmo com toda convico e bagagem pastoral, h