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Olho de pavão (Spilocaea oleagina (Castagne) Hughes)

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  • DIVULGAO

    PSILA AFRICANA DOS CITRINOS

    Trioza erytreae (Del Guercio)

    Trioza erytreae um inseto picador-sugador, originrio da frica subsaariana, tendo como hospedeiros exclusivamente plantas da famlia das Rutceas, espontneas e cultivadas, entre as quais os citrinos, parecendo ter preferncia por limoeiros (Citrus limon) e limeiras (Citrus aurantiifolia), embora se encontre tambm nas outras espcies (laranjeira doce e azeda, tangerineira, torangeira e cumquates (Fortunella spp.)). vetor da bactria causadora da forma africana da doena conhecida como citrus greening disease (Candidatus Liberibacter africanus), causa de declnio e morte prematura dos citrinos. Foi observada pela

    primeira vez na Europa em 1994, na Ilha de Porto Santo (Madeira) e mais tarde, em 2002, nas Ilhas Canrias. Em 2014 foi identificada pela primeira vez na provncia de Pontevedra, na Galiza e em Portugal Continental. A identificao desta praga em Portugal Continental foi confirmada pelo INIAV, em amostras

    colhidas pela Estao de Avisos de EDM em quintais do Porto e de Matosinhos. Trata-se de uma praga de quarentena, inscrita na Lista A1 da OEPP. __________________________________________________________________________________________________________________________________________

    Incio da infestao de jovens rebentos de limoeiro. As ninfas nascidas dos ovos fixam-se na pgina inferior das folhas, formando depresses (galhas) que vo crescendo medida que as folhas se desenvolvem.

    As ninfas de Tryoza eritreae invadem os rebentos novos das rvores. Fixam-se na pgina inferior das folhas, provocando a formao de

    galhas abertas nas quais se fixam e vivem sugando a seiva da folha. Causam graves deformaes dos rebentos e o atrofiamento,

    enrolamento e clorose das folhas.

    Pgina inferior de folha mostrando as galhas formadas pela fixao das ninfas de Tryoza eritreae.

    Folhas velhas deformadas por ataque no ano anterior.

    Lanamentos novos de limoeiro fortemente infestados. As folhas acabam por enrolar acentuadamente para o interior.

    Copa de limoeiro fortemente infestada por Tryoza eritreae.

    https://www.eppo.int/QUARANTINE/bacteria/Liberobacter_africanum/LIBESP_ds.pdf

  • Temperaturas amenas e humidades do ar elevadas, em terrenos situados at 500 ou 600 metros de altitude, em que os citrinos tm diversas pocas de rebentao no ano, so timas para o desenvolvimento desta praga. Assim, a Regio de Entre Douro e Minho rene condies para que a praga a se expanda sem dificuldade, a no serem tomadas medidas de controlo adequadas e efetivas.

    BIOLOGIA

    Os adultos, com cerca de 4 mm, so voadores eficazes e fogem rapidamente quando so incomodados. Cada fmea pode produzir 2000 ovos ao longo dos seus 30 dias de vida, depositando-os durante o dia nas extremidades dos ramos mais expostos luz, nos rebentos novos em desenvolvimento. tarde os insetos adultos procuram refgio no interior da copa das rvores, onde passam a noite abrigados.

    Dos ovos nascem as ninfas, que se fixam na pgina inferior das folhas, produzindo depresses (galhas abertas), sintoma caraterstico do ataque deste inseto.

    Os ovos e os primeiros estados ninfais, so muito sensveis a temperaturas altas e humidades relativas reduzidas, verificando-se, em tais condies, elevada mortalidade.

    Cada gerao, do ovo ecloso de novo inseto adulto, passando por 5 estados ninfais, pode durar de 40 a 100 dias, aproximadamente, dependendo da temperatura ambiente. A psila africana no tem diapausa (perodo de hibernao), mas com temperaturas inferiores a 10 o C as ninfas no se desenvolvem.

    DISPERSO

    A disperso natural de Tryoza erytreae no vai alm de 1,5 km de distncia.

    Pelo contrrio, material vegetal procedente de zonas infetadas pode transportar ovos e/ou ninfas a longas distncias. O transporte da praga em frutos muito pouco frequente.

    Do mesmo modo, a bactria causadora do citrus greening disease pode ser transmitida pelo inseto vetor at um mximo de 1,5 km.

    No entanto, esta bactria pode tambm ser transmitida por enxertia de material infetado e por plantao de rvores infetadas, o que possibilita a transmisso da doena a longas distncias.

    SINTOMAS E PREJUZOS

    As ninfas, localizadas no verso das folhas dos rebentos, alimentam-se de grandes quantidades de seiva, injetando ao mesmo tempo toxinas na planta. Por vezes, aparecem juntas nos mesmos ramos e folhas psila africana, larva mineira (Phylocnistis citrella), mosca branca,

    fumagina, etc.. As picadas de alimentao das ninfas do origem a galhas e deformaes nas folhas, que se apresentam atrofiadas, encarquilhadas, enroladas e amareladas, originando o enfraquecimento da rvore e a diminuio da quantidade e qualidade da produo.

    No entanto, o problema principal este inseto, na forma ninfal e adulta, ser vetor da bactria Candidatus liberibacter africanus, causadora da forma africana da doena denominada citrus greening disease.

    Esta grave doena tem como sintomas o amarelecimento irregular das folhas, ficando as nervuras salientes e amarelas. Os frutos crescem pouco, apresentam-se deformados (assimtricos) e descoloridos, no todo ou em parte, no amadurecem e tm sabor amargo. As rvores atingidas por citrus greening apresentam uma copa pouco densa, ramos esparsos e pouco desenvolvidos, secando a partir das extremidades e folhagem esparsa e amarelada.

    D-se uma severa queda dos frutos e o declnio progressivo da rvore.

    De acordo com as informaes disponveis, o citrus greening no foi ainda despistado na Europa.

    MEDIDAS DE CONTROLO

    Como medidas de combate a esta praga de quarentena, salienta-se a proibio da entrada no pas de material de propagao de citrinos (plantas inteiras, porta-enxertos e garfos e borbulhas para enxertia), provenientes de pases onde seja conhecida a existncia de Tryoza eritreae.

    Cortar e queimar de imediato os ramos com sintomas da praga.

    No adquirir nem plantar rvores com sintomas. No enxertar com garfos ou borbulhas

    provenientes de rvores afetadas.

    As rvores afetadas devem ser sujeitas a monitorizao durante o ano, para confirmao da eliminao ou no da praga e continuao da aplicao de medidas para o seu combate.

    Esto homologados em Portugal quatro inseticidas neonicotinoides, base de acetamiprida (EPIK SG), imidaclopride (CONFIDOR O-TEQ e NUPRIDE 200 SL) e tiametoxame (ACTARA 25 WG), para a luta contra Tryoza eritreae. A sua aplicao deve coincidir com os perodos de rebentao, sobretudo com os principais, de fim de inverno primavera e de outono, apenas nas rvores afetadas e nas da sua vizinhana.

    Os tratamentos base de leo de vero, normalmente aplicados contra cochonilhas, tendo o cuidado de atingir completamente toda a copa da rvore, so tambm eficazes contra a psila africana.

    _______________________________________________________________________________________________Textos de divulgao tcnica da Estao de Avisos de Entre Douro e Minho n 01/ 2015 (II Srie) (1 edio)

    Ministrio da Agricultura e do Mar/ DRAP-Norte/ Diviso de Apoio ao Setor Agroalimentar/ Rua da Repblica, 133 5370-347 MIRANDELA Estao de Avisos de Entre Douro e Minho Estrada Exterior da Circunvalao, 11846 4460281 SENHORA DA HORA

    22 957 40 10/ 22 957 40 16/ 22 957 40 19 avisos.edm@drapn.min-agricultura.pt _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    Fontes: Data Sheets on Quarantine Pests - Trioza erytreae ( https://www.eppo.int/QUARANTINE/insects/Trioza_erytreae/TRIZER_ds.pdf ); Normes OEPP/ Diagnostics/PM7/57/ 2005/=EPP/EPPO Bulletin 35, 271-273 (https://www.eppo.int/QUARANTINE/insects/Trioza_erytreae/pm7-57%281%29%20TRIZER%20web.pdf ); La Psila africana de los ctricos (Trioza erytreae Del Guercio), Hoja Divulgativa Cabildo de Gran Canaria (Espanha) (file:///C:/Users/DRAPN/Downloads/Hoja%20divulgativa-La%20Psila%20africana%20de%20los%20c%C3%ADtricos%20(3).pdf ); Situacin de Trioza erytreae en Canarias - IVIA (http://www.ivia.es/nuevaweb/jornadas/hbl/3_F.Siverio%20Liberobacter%202007%20-%20Canarias.pdf ); Citrus Greening (Huanglongbing) (http://www.crec.ifas.ufl.edu/extension/greening/index.shtml); Ficha coleccionable:Plagas exticas/ Tryoza eritreae, Levante agricola, n 378, 2005. (http://gipcitricos.ivia.es/wp-content/uploads/2010/10/33-TRIOZA-ERYTHREAE.pdf). Texto e fotos: C. Coutinho

    mailto:avisos.edm@drapn.min-agricultura.pthttps://www.eppo.int/QUARANTINE/insects/Trioza_erytreae/TRIZER_ds.pdfhttps://www.eppo.int/QUARANTINE/insects/Trioza_erytreae/TRIZER_ds.pdfhttps://www.eppo.int/QUARANTINE/insects/Trioza_erytreae/pm7-57%281%29%20TRIZER%20web.pdf../../../../Downloads/Hoja%20divulgativa-La%20Psila%20africana%20de%20los%20c%25C3%25ADtricos%20(3).pdf../../../../Downloads/Hoja%20divulgativa-La%20Psila%20africana%20de%20los%20ctricos%20(3).pdfhttp://www.ivia.es/nuevaweb/jornadas/hbl/3_F.Siverio%20Liberobacter%202007%20-%20Canarias.pdfhttp://www.ivia.es/nuevaweb/jornadas/hbl/3_F.Siverio%20Liberobacter%202007%20-%20Canarias.pdfhttp://www.ivia.es/nuevaweb/jornadas/hbl/3_F.Siverio%20Liberobacter%202007%20-%20Canarias.pdfhttp://www.crec.ifas.ufl.edu/extension/greening/index.shtmlhttp://www.crec.ifas.ufl.edu/extension/greening/index.shtmlhttp://gipcitricos.ivia.es/wp-content/uploads/2010/10/33-TRIOZA-ERYTHREAE.pdfhttp://gipcitricos.ivia.es/wp-content/uploads/2010/10/33-TRIOZA-ERYTHREAE.pdf