Click here to load reader

Organização da Manutenção

  • View
    57

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of Organização da Manutenção

A ORGANIZAO DA MANUTENO

A Organizao da Manuteno

1MBR00504

NDICE

1. PORQU A ORGANIZAO DA MANUTENO ....................................................................... 3 2. A GESTO DA MANUTENO ................................................................................................... 4 3. CONSTRANGIMENTOS GLOBAIS.............................................................................................. 5 4. INFORMAO COMO FACTOR DE EVOLUO....................................................................... 6 5. OBJECTIVOS DA ORGANIZAO DA MANUTENO ............................................................. 7 6. CONSTRANGIMENTOS DA ORGANIZAO DA MANUTENO............................................. 9 7. OS GANHOS E CUSTOS DA ORGANIZAO DA MANUTENO......................................... 11 8. ACTIVIDADES PARA A ORGANIZAO DA MANUTENO.................................................. 12 9. ORGANIZAO DE BASE......................................................................................................... 13

9.1 Introduo ................................................................................................................13 9.2 Abrangncia da Organizao de Base.....................................................................14 9.3 Materiais e Codificao de Artigos de Armazm......................................................15 9.4 Estruturao dos Meios Intervenientes ....................................................................15 9.5 Ligaes entre a Codificao da Manuteno e a Estrutura Contabilistica da Empresa.........................................................................................................................15 9.6 Estruturao de Aces e Trabalhos .......................................................................16 9.7 Fluxos de Pedido e Reporte de Intervenes ..........................................................16 9.8 Obras e Preparao de Trabalho .............................................................................17 9.9 Planos de Manuteno.............................................................................................17 9.10 Reporte das Intervenes .....................................................................................1810. NOTAS FINAIS ......................................................................................................................... 18 11. A EVOLUO DA ORGANIZAO ......................................................................................... 19

A Organizao da Manuteno

2

1. PORQU A ORGANIZAO DA MANUTENO A gesto de activos em geral e da manuteno em particular, no so habitualmente consideradas na proporo do seu contributo para a eficincia global das organizaes. A subavaliao da abrangncia e influncia desta funo no universo de uma empresa traduz-se por incapacidade de optimizar as instalaes e a capacidade de aco do corpo operacional. Esta ausncia de viso estratgica, que gera uma limitao cultural, decorre de no avaliar o impacto do investimento em activos produtivos pelo Custo do Ciclo de Vida, mas apenas pelo valor do investimento inicial. Ao avaliar e quantificar o impacto de todas as decises em funo do seu efeito no Custo do Ciclo de Vida descobre-se a importncia da organizao da Manuteno como vector que potencia realmente uma maior produtividade dos negcios. O Custo do ciclo de vida ento a medida de desempenho global, e inclui necessariamente as opes de Produo ou explorao de uma instalao, assim como as de manuteno. Este custo de ciclo depende tambm do ritmo produtivo configurado para responder necessidade de colocar no mercado um caudal determinado de bens ou servios com qualidade adequada, e respeitando os constrangimentos de mercado ou sociais. O ritmo produtivo vai determinar um perodo de tempo de calendrio, designado por tempo afectado explorao, em que h que garantir a produo dos bens ou servios. Nem todo este tempo afectado utilizado para a produo/explorao, uma parcela ser ocupado com avarias. De facto, em maior ou menor nmero, as avarias so uma presena constante na vida de um equipamento e por isso devem ser consideradas. Para as quantificar define-se o conceito de disponibilidade, uma percentagem que define o perodo de tempo de calendrio afectado explorao, em que se garante a produo dos bens ou servios. A parcela que subtrada ao tempo afectado designada por Down Time. Obviamente h outras causas de Down Time para alm das avarias e que contribuem para reduzir o tempo afectado com efectiva produo de bens ou servios. Associado a estes perodos de Down Time, h custos com dimenso que pode ser muito significativa. Em funo de cada negcio e, por consequncia, dos custos associados ao Down Time, define-se o nvel de disponibilidade pretendido; em princpio o que corresponde minimizao do custo de ciclo de vida. Note-se que este calculado levando em conta a importncia relativa da parcela do tempo destinada a avarias, o respectivo custo de reparao e as intervenes de manuteno preventiva. De facto a disponibilidade pretendida funo de um balano a efectuar que avalia o custo das perdas de produo (directas e indirectas) e os custos de manuteno, para as circunscrever a determinado valor. A disponibilidade pretendida funo do negcio e depende do par formado pelo modelo de manuteno e fiabilidade dos equipamentos. Assim a disponibilidade requerida ser atingida se se verificar em simultneo, a utilizao de equipamentos com qualidade adequada (fiabilidade) e a execuo de um modelo de manuteno ajustado. As intervenes de manuteno, so em geral de dois tipos, ou tm carcter preventivo, visando a substituio de componentes, ou ainda a lubrificao, limpeza ou ajuste, ou tm carcter correctivo, implicando substituir equipamentos degradados na sequncia de avarias ou indcios destas. As primeiras so em geral calendarizadas de forma determinstica e no longo prazo, as segundas se calendarizveis, s o sero no curto prazo.

A Organizao da Manuteno

3

Complementarmente h intervenes de inspeco, que visam verificar a qualidade de funcionamento dos equipamentos ou sistemas, garantindo que esto dentro de determinados parmetros pr-definidos, e so em geral calendarizadas no longo prazo. O domnio da manuteno ser formado pelo conjunto de intervenes do tipo anteriormente referido e incluir portanto intervenes programadas sobre equipamentos crticos (determinantes para o custo do ciclo de Vida), tendo como objectivo intervir antes da avaria (manuteno preventiva), complementado por intervenes na sequncia de avarias, sobre os equipamentos no crticos (manuteno correctiva) coexistindo com aces de inspeco. As intervenes de manuteno preventiva so definidas para garantir uma determinada disponibilidade, ou seja so definidas aces de substituio de componentes de modo a manter o risco de falha num determinado valor pr-determinado. Estas aces so complementadas por aces de inspeco que visam validar o risco assumido, ou seja monitorizar se h desvios face deteriorao esperada. As inspeces permitem uma actuao proactiva (manuteno predictiva) que radica na combinao da informao actual resultante das inspeces com a de carcter estatstico que est por detrs da criao de planos de manuteno preventiva e que justifica antecipar ou atrasar intervenes programadas. Assim define-se uma base de manuteno preventiva condicionvel, por informao decorrente do estado operacional dos equipamentos (Inspeces Tcnicas e Controlo de Condio), justificvel do ponto de vista tcnico e econmico, quando o custo do Down Time for significativo. O modelo de Manuteno especifica que tipo de manuteno se faz em cada objecto e definido com o objectivo global de minimizao do custo do ciclo de vida, e consequentemente evitar desperdiar vida dos componentes, por actuar demasiado cedo, ou deteriorar os equipamentos ou produtos, por actuar demasiado tarde. construdo sobre um conjunto de pressupostos, designadamente de fiabilidade e de disponibilidade pretendida de equipamentos e sistemas, envolvendo objectivos de operacionalidade e ponderando os custos de no manuteno, de imobilizao, etc.. A necessidade de minimizar o custo de ciclo de vida, leva na vertente de engenharia, modularidade dos equipamentos, a operaes de manuteno mais rpidas e espaadas (ou inexistentes), a mais sistemas de controlo de condio para garantir o tempo ideal para as intervenes, etc.. Na vertente de gesto h que maximizar a articulao e compatibilidade entre os programas de explorao e de manuteno, a par da execuo de alteraes pontuais que eliminem pontos fracos e melhorem a manutibilidade dos sistemas e portanto diminuam a influncia da manuteno sobre a explorao/produo.

2. A GESTO DA MANUTENO Num sistema em explorao a configurao de projecto dos equipamentos e as condies de explorao, so dados de partida, que eventualmente apenas podero ser equacionados numa perspectiva de redesign. Por isso aps fixada uma lgica produtiva, ganhos de produtividade, sero apenas viveis sobre os graus de liberdade que restam, e que constituem uma parcela pequena do conjunto global. Para promover o melhor nvel de disponibilidade e eficcia de uma instalao, quantificado pelo mais baixo custo de ciclo de vida dos equipamentos, h que utiliz-los o mais possvel, o que no contexto em que se inserem, significa fazer as intervenes de manuteno adequadas ao ritmo de explorao e s caractersticas de fiabilidade dos equipamentos e nos perodos em que h menor ocupao.A Organizao da Manuteno 4

Assim o tempo para manuteno deve essencialmente encaixar-se no calendrio de explorao, pressupondo-se ter sido garantido, na fase de concepo, que h condies de manutibilidade que, sem criar constrangimentos utilizao das instalaes, comportem este encaixe de forma compatvel. Para melhorar o desempenho da manuteno, na fase de operao dos equipamentos e instalaes, h que concentrar a ateno e energia, sobre alguns factores como a adequao e utilizao dos equipamentos, sobre a eficinc

Search related