Orienta§µes Tuberculose

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orientações para doentes com tuberculose

Text of Orienta§µes Tuberculose

  • TRATAMENTO DA TUBERCULOSE

    LINHAS ORIENTADORAS

    para

    PROGRAMAS NACIONAIS

    Lisboa, 2006

  • Traduo e publicao em Portugus pelaDIRECO-GERAL DA SADE

    Portugal

    Publicado pela Organizao Mundial de Sade em 2003 erevisto em 2004,

    com o ttulo

    Treatment of tuberculosis: guidelines for national programmes,3rd edition

    ORGANIZAO MUNDIAL DE SADE 2003

    ORGANIZAO MUNDIAL DE SADETratamento da tuberculose: linhas orientadoras para programas nacionais. DGS, 2004.108 p. Ttulo original: Treatment of tuberculosis: guidelines for national programmes. third edition, 2003. Reviso aprovada pela STAG (OMS), em Junho de 2004.

    TraduoDulce Fernandes

    Reviso TcnicaFonseca Antunes e Mota Andr

    EdioDireco-Geral da Sade

    Execuo tcnica:Grfica Europam, Lda., Mem MartinsPortugal

    Tiragem3000 exemplares

    ISBN: 972-675-146-2

    Depsito Legal n. 237665/06

  • TRATAMENTO DA TUBERCULOSE: LINHAS ORIENTADORAS

    3

    NDICEPrefcio ..................................................................................................... 5

    Nota prvia segunda edio ................................................................... 7

    Agradecimentos ........................................................................................ 8

    Abreviaturas e acrnimos ......................................................................... 9

    1. Introduo .......................................................................................... 11

    2. Estratgia e enquadramento para o controlo efectivo da tuberculose 17

    3. Definio de caso .............................................................................. 21

    4. Regimes de tratamento estandardizado ............................................. 27

    5. Abordagem dos casos crnicos e multi-resistentes ........................... 39

    6. Adeso ao tratamento ........................................................................ 47

    7. Monitorizao do doente ................................................................... 53

    8. Tuberculose da criana ...................................................................... 61

    9. Fornecimento e utilizao das drogas anti-tuberculosas ................... 67

    10. Infeco pelo VIH e tuberculose ....................................................... 75

    Anexo 1 Abordagem diagnstica na suspeita de TB pulmonar .............. 85

    Anexo 2 Drogas anti-tuberculosas essenciais ......................................... 87

    Anexo 3 Drogas anti-tuberculosas de reserva ........................................ 89

    Anexo 4 Exemplos de nmero de comprimidos das drogas anti-TB con-soante os grupos de massa corporal ......................................... 99

    Anexo 5 Lista dos preos de referncia das drogas anti-tuberculosasessenciais ................................................................................. 105

  • TRATAMENTO DA TUBERCULOSE: LINHAS ORIENTADORAS

    5

    PREFCIO

    A seco Stop TB da Organizao Mundial de Sade preparou a terceira edio daobra Tratamento da tuberculose: linhas orientadoras para programas nacionais como apoio da Unio Internacional Contra Tuberculose e Doenas Pulmonares e de peritosde todo o mundo. O objectivo dar uma orientao prtica aos programas nacionaisda Tuberculose (PNTs) e classe mdica na abordagem efectiva da Tuberculose (TB).Os princpios do tratamento expostos nas duas edies anteriores deste livromantm-se. Esta reviso pretende actualizar as orientaes tcnicas, luz daexperincia ganha, mediante o acompanhamento de PNTs e apresentar informaorelativa TB associada ao VIH, TB multi-resistente (TB-MR) e aos casos crnicos.Este livro destina-se basicamente s reas de grande prevalncia, com 95% da cargaglobal de TB. As orientaes para pases desenvolvidos, de baixa incidncia, emboraseguindo os mesmos fundamentos, incluem recomendaes que podem no seradequadas para a maioria dos pases de alta incidncia e cujos recursos para o controloda TB so frequentemente limitados.

    A medida de sade pblica com melhor relao custo-efectividade para o controlo daTB a identificao e cura dos casos de TB infecciosa, i.e. doentes com TB pulmonarcom microscopia positiva. Contudo, os PNTs pretendem a identificao e cura detodos os doentes, qualquer que seja a forma clnica de TB. Estas orientaes incluem otratamento dos doentes, adultos e crianas, com TB pulmonar com microscopiapositiva, com TB pulmonar com microscopia negativa e com TB extra pulmonar.

    O tratamento da TB a pedra de toque de qualquer PNT. A estratgia de tratamentomoderno baseada em regimes estandardizados de quimioterapia de curta durao ena abordagem caso a caso para assegurar o tratamento completo e a cura. O tratamentoestandardizado um componente do pacote da estratgia de controlo da TB, lanadano documento enquadrador da OMS para o controlo efectivo da TB1 , e da estratgiainternacionalmente recomendada para o controlo da TB, designada estratgia DOTS.O sucesso da estratgia de tratamento depende do compromisso poltico integralpara a implementao do pacote das medidas tcnicas.A nfase est na colocao do doente no centro das actividades de controlo da TB,responsabilizando o sistema de sade por facilitar o acesso ao tratamento e assegurara toma dos frmacos. A estratgia DOTS proporciona ao doente com TB os requisitosnecessrios para a cura. Esta reviso das orientaes incide sobre os aspectos tcnicose de gesto do tratamento.

    Os objectivos das orientaes revistas so: Descrever o problema global da TB e a estratgia e enquadramento para o controlo

    efectivo da TB;

    Estabelecer regimes de tratamento estandardizado de acordo com definies ecategorias de caso, incluindo TB crnica e TB-MR;

    Definir a monitorizao individualizada dos doentes e a forma de assegurar aadeso ao tratamento;

    1 An expanded DOTS framework for effective tuberculosis control. Geneva. World Health Organization. 2002 (documentWHO/CDS/TB/2002.297)

  • PREFCIO

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    Apresentar as consideraes especiais relativas ao tratamento da TB nos doentesinfectados pelo VIH;

    Fornecer informao acerca da disponibilidade dos frmacos anti-TB no contextodas polticas farmacuticas nacionais e dos programas de gesto das drogasessenciais.

    Esta nova edio foi concebida para uso pelos PNT como ferramenta para oestabelecimento de uma poltica nacional para o tratamento da TB e para treino dasequipas, como uma referncia para as escolas mdica e de enfermagem, e para clnicosdos sectores pblico e privado. As orientaes so dirigidas primordialmente aosresponsveis pelos PNT, autores das polticas nos ministrios da sade, organizaesno governamentais e organizaes dadoras. No entanto, tambm podem ser teis paraos clnicos, professores e estudantes das escolas mdica e de enfermagem.

    Jong Wook LeeDirector; Stop TB

  • TRATAMENTO DA TUBERCULOSE: LINHAS ORIENTADORAS

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    NOTA PRVIA SEGUNDA EDIO

    Vai haver uma boa aceitao desta segunda edio das orientaes tcnicas. A primeiraedio, em 1993, foi bastante apreciada e largamente utilizada. Desde a suapublicao, os Programas Nacionais de Controlo da Tuberculose em muitos pasesatingiram maior dimenso e experincia. Torna-se, por isso, apropriada a revisodestas orientaes.

    A primeira abordagem desta reviso foi no sentido de tentar simplificar asrecomendaes anteriores. Aps uma extensa pesquisa chegou-se concluso que ascircunstncias e recursos dos diversos pases variam consideravelmente. Assim,decidiu-se que as orientaes tcnicas deveriam ter alguma flexibilidade. Para vriosdos aspectos de um programa de controlo devem existir alternativas fiveis. Cadaprograma nacional pode selecionar os regimes de tratamento e modos de aplicaomais adequados s suas prprias circunstncias.

    Uma das actividades importantes de um programa nacional de tuberculose encontrarsolues para os problemas. Por exemplo, como que um programa de um pas comrecursos limitados implementa a toma directamente observada numa rea rural compoucas infra-estruturas? essencial avaliar os diversos mtodos de implementara toma directamente observada. A ampla adopo de determinado mtodo dependedos sinais de sucesso em locais de demonstrao cuidadosamente identificados.

    A essncia da toma directamente observada mantem-se, independentemente do mtodode implementao escolhido. Para todos os casos com microscopia positiva,recomenda-se sempre a toma directamente observada na fase inicial do tratamento,e na fase de manuteno quando inclui rifampicina. Os resultados desta abordagem soos seguintes: elevadas taxas de converso da microscopia no fim da fase inicial; altastaxas de cura; baixa prevalncia de bacilferos crnicos; diminuio da transmisso dainfeco; preveno da resistncia aos frmacos.

    Os autores das orientaes tcnicas devem ser felicitados pela clareza e simplicidadede apresentao dos princpios chave. O texto contm muitas indicaes prticas,baseadas na experincia em diferentes programas nacionais. Tem em conta o impactotrgico da pandemia de VIH, quer no doente individual, quer na epidemiologia datuberculose e na necessria modificao dos programas de controlo.

    Com a exploso global do VIH e, em alguns pases, com a prtica de tratamentosinadequados ou mesmo caticos, o mundo est ameaado por uma epidemia intratvelde tuberculose multi-resistente. A nica maneira de o prevenir assegurar que osprincpios definidos neste livro so universalmente aplicados, quer nos programasgovernamentais quer nas prticas do sector privado. imperativo que todos nosempenhemos para assegurar que este objectivo vital , de facto, atingido. O tempo noest do nosso lado. A interveno urgente. Estas orientaes devem ter umadistribuio to ampla quanto possvel.

    SIR JOHN CROFTON KAREN STYBLO1Professor Emeritus de doenas respiratrias Ex-Director Cientfico Da Unio Internacional Cont