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Os Ecossistemas Costeiros. Caracterização Geral Constitui um ecótone entre o ecossistema continental e o ecossistema aquático. Constitui um ecótone entre

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  • Os Ecossistemas Costeiros
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  • Caracterizao Geral Constitui um ectone entre o ecossistema continental e o ecossistema aqutico. Constitui um ectone entre o ecossistema continental e o ecossistema aqutico. Identifica-se praticamente com o planalto continental (inf.100m).A largura deste planalto vai desde centenas de metros a centenas de quilmetros Identifica-se praticamente com o planalto continental (inf.100m).A largura deste planalto vai desde centenas de metros a centenas de quilmetros
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  • Caracterizao Geral De um modo geral, nestes sistemas existe um aumento da produo de matria orgnica e um aumento da diversidade especfica De um modo geral, nestes sistemas existe um aumento da produo de matria orgnica e um aumento da diversidade especfica A ocupao fractal do espao-tempo tambm permite um aumento considervel das superfcies de contacto A ocupao fractal do espao-tempo tambm permite um aumento considervel das superfcies de contacto Emergncia de um sistema global ou ecocomplexo Emergncia de um sistema global ou ecocomplexo
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  • Condies fsicas dominantes Fraca espessura da camada de gua e a proximidade do fundo Intensificao da turbulncia (camada de mistura espessa) Turvao frequente (camada euftica pouco espessa) Movimentos de gua peridicos ligados mar Importante sedimentao Infelizmente Poluies de todos os tipos
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  • Condies biolgicas dominantes A zona litoral alia uma forte produtividade a uma diversidade biolgica elevada A zona litoral alia uma forte produtividade a uma diversidade biolgica elevada Apresenta comunidades particulares, muito diversificadas e muito compartimentadas Apresenta comunidades particulares, muito diversificadas e muito compartimentadas As redes trficas so bastantes complexas As redes trficas so bastantes complexas A reciclagem muito importante: quase toda a biomassa passa por uma fase de sedimentao, de enterramento e de mineralizao, graas aos muitos abundantes detritvoros e decompositores que povoam os sedimentos. A reciclagem muito importante: quase toda a biomassa passa por uma fase de sedimentao, de enterramento e de mineralizao, graas aos muitos abundantes detritvoros e decompositores que povoam os sedimentos.
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  • As interaces biolgicas Importantes na estruturao das comunidades nas zonas de mars A actividade dos animais herbvoros determina frequentemente a presena e o desaparecimento de algas dominantes A predao regula muitas vezes a abundncia de um organismo sssil que, de outra forma, podia monopolizar o espao. A competio pelo espao revela-se sobretudo entre os organismos ssseis e hemi-ssseis (como cracas e mexilhes)
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  • Relaes Intra-Especficas O agrupamento de vrios indivduos da mesma espcie aumenta a probabilidade de sobrevivncia e de reproduo Quando o grupo se torna demasiado grande vai aumentar a competio intra- especfica particularmente pelo espao e/ou alimento o que pode levar a atrasos nomeadamente no crescimento e diminuio na reproduo.
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  • Rede Trfica Organizada por tamanhos de organismos Compreende uma forte interaco entre plncton e bentos ( que filtra as partculas orgnicas em suspenso) Forte predomnio de detritvoros, que consomem a matria orgnica morta que cai a partir da colnia de gua O regresso do bentos ao plncton assegurado pelos ovos e larvas emitidos razo de vrios milhares ou milhes por indivduo A sua biomassa serve, por sua vez, para alimentar filtradores tanto bentnicos como pelgicos
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  • Fornecimento de sais nutritivos Tm tripla origem OCENICA: graas aos diversos mecanismos de subida das guas profundas CONTINENTAL: lixiviao dos continentes pelas ribeiras (extracto de solos, matria orgnica e seres vivos que morrem aquando do contacto com a gua salgada) ATMOSFRICA: nitratos formados por oxidao do N atmosfrico, durante as tempestades e posteriormente descarregados pela chuva; transporte de poeiras minerais pelos ventos terrestres
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  • RESTITUIO DE BIOMASSA Reciclagem Ovos e larvas que serviro de alimento de filtradores tanto bentnicos como pelgicos
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  • Caractersticas O modelo aqutico computacional da dinmica do ecossistema (CAEDYM) um modelo ecolgico aqutico que pode funcionar independentemente ou acoplado com outros modelos hidrodinmicos CAEDYM consiste numa srie das equaes matemticas que representam os processos biogeoqumicos principais que influenciam a qualidade de gua No seu mais bsico, CAEDYM um jogo das sub- rotinas da biblioteca que contm descries processuais para a produo primria, produo secundria, nutrientes e de ies fornecendo um ciclo, a dinmica do oxignio e o movimento do sedimento
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  • ECM- caractersticas A finalidade do ECM ( Ecological Computional Model) gerar uma tarefa operacional que examine a distribuio espacio-temporal das concentraes dos poluentes no mar Os resultados obtidos por este modelo sero utilizados para melhorar a informao sobre a distribuio oceanogrfica, a disperso e a disperso dos poluentes nos oceanos e regies costeiras A aproximao local para uma regio limitada tem uma limitao intrnseca uma vez que os movimentos de ondas no so confinados somente ao mar interno (p. ex. perto da baa ou dos esturios) mas a todo o mar exterior
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  • Esto representadas as espcies pertencentes zona das algas vermelhas, da parte superior do infralitoral, que se encontrava a descoberto da mar. Nesse destacam-se pela sua especificidade quatro espcies. Trs, so espcies de algas vermelhas que caracterizam esta zona Laurencia pinnatifida, Plocamium cartilageneum e Corallina elongata. Esta ltima, sendo a mais abundante, apresenta adaptaes que lhe permitem formar fcies muito densas nas reas mais batidas e na zona mais superficial do infralitoral. Estas adaptaes traduzem-se na estrutura dos talos e na justaposio dos indivduos, que permite a reteno de uma quantidade de gua aprecivel durante a baixa-mar Tal como a C. Elongata, a L. Pinatifida, apresenta adaptaes ao hidrodinamismo, caracterstico desta rea, tais como uma estrutura cartilaginosa e um orgo de fixao discidal com pequenas radculas. O gnero Halopteris tambm se demonstra extremamente representativo nesta zona. Este pertence classe de algas castanhas que se desenvolvem em guas frias, e na zona do infralitoral
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  • As fcies das cracas e dos mexilhes do incio zona do mediolitoral. Esta trata-se de uma densa faixa com uma curta extenso e caracteriza-se pela existncia de Mytilus galloprovincialis e Chthamalus montagui. Identifica-se tambm a elevada presena de um gastrpode, Gibbula umbilicalis, que se alimenta de bactrias, diactomceas e esporos de algas da superfcie das rochas. Esto tambm representadas com ndices de abundncia mdias, outras espcies como Enteromorpha sp., Fucus spiralis, Ralfsia sp. e Patella aspera. Nesta zona inicia-se a distribuio de Patella depressa (tpica da parte mdia do mediolitoral), que aqui tem uma abundncia mnima, e de Caulacanthus ustulatus, que a partir desta plataforma, no sentido ascendente, mantm um povoamento uniforme at ao supralitoral. A reduo na quantidade de Enteromorpha e de F. Spiralis em relao zona anterior pode dever-se actividade herbvora tanto do G. Umbillicalis como das espcies de Patella. O herbvorismo no se direcciona apenas a algas adultas mas tambm aos esporos, inibindo a sua recolonizao.
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  • A tonalidade de verde desta zona conferida pela presena de Ulva sp. e de Enteromorpha spp., que aqui atinge o seu maior nvel de expresso. Esta espcie parece demonstrar uma resistncia acentuada ao herbivorismo, pelo contrrio a espcie Ulva spp. parece estar mais sujeita predao. Pela anlise do mesmo grfico tambm se verifica a presena de duas espcies de lapas Patella depressa e Siphonaria pectinata. Esta ltima s coloniza esta zona do mediolitoral, vivendo juntamente com a Patella. A espcie C. Montagui apesar de tambm existir em abundncia, diminuiu o seu povoamento pois, sendo um filtrador, dispe de menos alimento nesta zona. A abundncia de Ralfsia sp. foi aumentando desde o infralitoral at esta zona, o que pode ser explicado pela sua capacidade de adaptao aos locais expostos do intertidal.
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  • O andar do supralitoral o que apresenta a menor diversidade de seres vivos Esta zona caracterizada pela presena de algas azuis microscpicas, as cianofceas. Estas no se encontram nas zonas j descritas. Com o mesmo comportamento de distribuio, mas com um ndice de abundncia mdio relativo inferior, apresenta-se a espcie de gastrpodes Melaraphe neritoides. Esta espcie, caracterstica do andar supralitoral, vive nas fissuras das rochas, em locais onde h concentrao de humidade, podendo no entanto, encontrar-se sobre as superfcies expostas A pequena quantidade de espcies neste local pode ser justificada pela adversidade dos factores abiticos, nomeadamente a temperatura elevada, a exposio ao sol e a salinidade proveniente do spray.
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  • Discusso e concluso do estudo Com base nas informaes obtidas, possvel concluir que a fronteira entre os povoamentos do infralitoral superior e do mdio litoral inferior, pertence a uma zona de transio, por vezes com limites pouco perceptveis. sem dvida, a zona de maior biodiversidade, devendo-se mistura de espcies adaptadas a ambas as zonas, aparentemente associadas a condies mais estveis do meio. Na zona mdio litoral, denota-se a abundncia relativa tanto de filtradores como de herbvoros, devendo-se a abundncia de ambos disponibilidade da sua potencial fonte a