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PAES/2017 - DOCV/UEMAcastroweb.com.br/castrodigital/Provas-PAES/PAES-2017-GRUPO-5-ok… · Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior – PAES/2017 - DOCV/UEMA 2° Dia - 21/11/2016

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    2 Dia 21/11/16 das 13 s 18h

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    LNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA

    01

    Texto I [...] Professor ... Professor ... O que ? Professor estava semi-adormecido. Eu quero uma coisa. Professor sentou-se. O rosto sombrio de Volta Seca estava meio invisvel na escurido. tu, Volta Seca? Que que tu quer? Quero que tu leia pra eu ouvir essa notcia de Lampio que o Dirio traz. Tem um retrato. Deixa pra manh que eu leio. L hoje, que eu amanh te ensino a imitar direitinho um canrio.

    AMADO, Jorge. Capites da Areia. So Paulo: Companhia das Letras, 2008.

    Analise as formas verbais desse dilogo, cuja linguagem reflete a informalidade da situao experimentada pelos interlocutores. a) Reescreva adequadamente as formas verbais que esto em desacordo com as regras sintticas de concordncia sujeito e

    verbo, prescritas na norma culta da lngua portuguesa.

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    b) Transcreva do texto as formas verbais empregadas para indicar ideia de ao futura.

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    Texto II As luzes do carrossel [...] Eles muitas vezes j tinham visto um carrossel, mas quase sempre o viam de longe, cercado de mistrio,

    cavalgados os seus rpidos ginetes por meninos ricos e choraminguentos. O Sem-Pernas j tinha mesmo (certo dia em que penetrou num parque de diverses armado no Passeio Pblico) chegado a comprar entrada para um, mas o guarda o expulsou do recinto porque ele estava vestido de farrapos.

    [...] Quer ver uma coisa bonita? Todos queriam. O sertanejo trepou no carrossel, deu corda na pianola e comeou a msica de uma valsa antiga. O

    rosto sombrio de Volta Seca se abriu num sorriso. Espiava a pianola, espiava os meninos envoltos em alegria. Escutavam religiosamente aquela msica que saia do bojo do carrossel na magia da noite da cidade da Bahia s para os ouvidos aventureiros e pobres dos Capites da Areia. Todos estavam silenciosos. Um operrio que vinha pela rua, vendo a aglomerao de meninos na praa, veio para o lado deles. E ficou tambm parado, escutando a velha msica. Ento a luz da lua se estendeu sobre todos, as estrelas brilharam ainda mais no cu, o mar ficou de todo manso (talvez que Iemanj tivesse vindo tambm ouvir a msica) e a cidade era como que um grande carrossel onde giravam em invisveis cavalos os Capites da Areia. Neste momento de msica eles sentiram-se donos da cidade. E amaram-se uns aos outros, se sentiram irmos porque eram todos eles sem carinho e sem conforto e agora tinham o carinho e o conforto da msica. Volta Seca no pensava com certeza em Lampio neste momento. Pedro Bala no pensava em ser um dia o chefe de todos os malandros da cidade. O Sem-Pernas em se jogar no mar, onde os sonhos so todos belos. Porque a msica saa do bojo do velho carrossel s para eles e para o operrio que parara. E era uma valsa velha e triste, j esquecida por todos os homens da cidade.

    AMADO, Jorge. Capites da Areia. So Paulo: Companhia das Letras, 2008.

    02 - No texto II, do captulo As luzes do carrossel, v-se que o narrador emprega uma linguagem capaz de mostrar uma viso diferenciada dos meninos, caracterizados, ao longo do romance, pela hostilidade e pela dureza.

    a) Com relao ao tratamento dado aos meninos, no texto II, qual o efeito produzido pela linguagem do narrador? ________________________________________________________________________________________________________

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    b) Comprove com dois exemplos transcritos do texto.

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    Considere o fragmento a seguir:

    Todos queriam. O sertanejo trepou no carrossel, deu corda na pianola e comeou a msica de uma valsa antiga. O rosto sombrio de Volta Seca se abriu num sorriso. Espiava a pianola, espiava os meninos envoltos em alegria. Escutavam religiosamente aquela msica que saia do bojo do carrossel na magia da noite da cidade da Bahia s para os ouvidos aventureiros e pobres dos Capites da Areia. Todos estavam silenciosos.

    03 - Identifica-se a presena de certos recursos estilsticos explorados na linguagem literria do narrador, como por exemplo, o da hiplage, que consiste em associar adjetivo(s) a substantivo que no , pela lgica, o seu determinante.

    Analise a seguinte construo: ouvidos aventureiros e pobres dos Capites da Areia. Explique o efeito expressivo criado pelo emprego da figura hiplage nessa construo. ________________________________________________________________________________________________________

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    04 - Leia a sequncia em quadrinhos abaixo.

    BROWNE, Dik. O melhor de Hagar, o horrvel. Porto Alegre:L&PM,2007.

    a) Explique a inteno da fala de Hagar no segundo quadrinho.

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    b) Justifique que recurso o autor explorou para produzir o humor da tirinha.

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    05 O texto a seguir faz uma severa crtica situao poltico-social do pas. O autor parte de versos de Olavo Bilac, poeta

    parnasiano da segunda metade do sculo XIX, agregando informaes atuais sobre a situao da infncia no Brasil, que

    representam vises de momentos sociais bem diferentes.

    Texto III

    Criana! No vers nenhum Pas como esse ????????????????????????????????????????? ????????????????????????????????????????? (talo Cerqueira, 10 anos, foi morto, no interior de um carro, pela Polcia Militar de So Paulo) Ama, criana, com f e orgulho, a terra em que nasceste ??????????????????????????????????????????????????? ??????????????????????????????????????????????????? (Waldick Gabriel Silva Chagas, 11 anos, foi morto com uma bala na nuca, no interior de um carro, pela Guarda Civil Metropolitana de So Paulo) V que vida h no cho, v que vida h nos ninhos, que Se balanam no ar... ??????????????????????????????????????????????????? ??????????????????????????????????????????????????? (Jhonata Alves, 16 anos, foi morto pela Polcia Militar do Rio de Janeiro que confundiu com arma o saco de pipoca que ele carregava)

    Entre os ramos inquietos, v que luz, que calor, que multido de insetos ??????????????????????????????????????????? ????????????????????????????????????????? (Robert Pedro da Silva Rosa, 15 anos, foi morto, no interior de um carro, pela Polcia Militar de So Paulo)

    Olavo Bilac, me desculpa, voc e seu poema A Ptria, talvez essas crianas at amassem o Brasil, a terra em que nasceram. Mas o Brasil no as amava no e amor troca. Amamos somente parte das crianas, amamos apenas as crianas das pores mais cheirosas das cidades, desamamos aquelas que nascem prximas a crregos, esgotos, monturos. [...] as tuas exclamaes, patritico parnasiano Bilac, infelizmente no cabem mais em nosso Brasil. Ingenuamente cantaste (e isso d para entender porque os tempos eram outros e se podia at afirmar ora, direis ouvir estrelas), ingenuamente exaltaste no Brasil a multido de insetos. Quebra tua lira e mata tua musa, poeta, porque agora crianas so mortas como insetos alis, os insetos esto so e salvos infectando o pas. Chega, Bilac, nenhuma criana ama o pas se, para sobreviver, tiver de ficar merc do trfico de drogas e margem da lei. [...]

    PRADO, Antonio Carlos. Revista ISTO, n 2431.

    a) Explique de que modo o verso Ama, criana, com f e orgulho, a terra em que nasceste est relacionado argumentao organizada no trecho Olavo Bilac, me desculpa, voc e seu poema A Ptria, talvez essas crianas at amassem o Brasil, a terra em que nasceram. Mas o Brasil no as amava no e amor troca..

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    b) Considerando o contexto, qual o sentido, no ltimo pargrafo, da referncia crtica multido de insetos, do verso de Bilac, feita pelo autor Antnio Carlos Prado?

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    O texto IV serve de referncia para responder questo 06.

    Texto IV

    Domingo Chove mas no tem importncia porque a chuva no perturba o espetaculoso concurso do baile de fantasias. E agora a atmosfera de solenidade, as fantasias so solenes: reis, rainhas, imperadores e deusas desfilam gravemente porque sustentam nas frgeis cabeas coroas pesadssimas, pirmides, gndolas, jardins suspensos da Babilnia, isso sem falar no peso que carregam nos ombros onde equilibram asas, conchas, polvos e raios quilos de pedrarias e cetins e acrlicos. [...] Me pergunto se ter algum resultado acordar a conscincia dos explorados (e deformadores) dessa festa e est nas nossas mais fundas razes. A indstria do carnaval, do futebol, das enchentes. Me pergunto se ser justo acordar qualquer conscincia. No me despertes se sonho! pediu Dom Quixote. A diferena que sonho quixotesco era s desejo de amor. Testemunhar o seu tempo respondi a um jovem que me perguntou qual a funo do escritor. Volto para a minha mquina de escrever e peo a Deus que me ajude.

    TELLES, Lygia Fagundes. A disciplina do amor. So Paulo: Companhia das Letras, 2010.

    06 Considerando a carga semntica que o adjetivo espetaculoso assume no contexto,

    a) explique o processo de formao do adjetivo espetaculoso, linha 01.

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    b) explique a intencionalidade no uso dessa palavra no discurso do narrador.

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    LNGUA ESPANHOLA

    Lea el texto y conteste las cuestiones 01 y 02, en lengua espaola.

    Texto I

    Aqu te lo dejo escrito si quers copiarlo y pegarlo en algn lugar: No pretendamos que las cosas cambien si siempre hacemos lo mismo, la crisis es la mejor bendicin que puede sucederle a personas y pases porque la crisis trae progresos. La creatividad nace de la angustia como el da nace de la noche oscura .Es en la crisis que nace la inventiva, los descubrimientos y las grandes estrategias. Quien supera la crisis se supera a s mismo sin quedar superado. Quien atribuye a la crisis sus fracasos y penurias violenta su propio talento y respeta ms a los problemas que a las soluciones. [...]. Es en la crisis donde aflora lo mejor de cada uno, porque sin crisis todo viento es caricia. Hablar de crisis es promoverla, y callar en la crisis es exaltar el conformismo. En vez de esto trabajemos duro. Acabemos de una vez con la nica crisis amenazadora que es la tragedia de no querer luchar por superarla.

    Albert Einstein

    www. actitudlaclavedelexito.com/un-texto-que-me-cambio-la-vida/.

    01 - Segn el texto arriba, la crisis trae progresos. Explique esta expresin.

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    02 - El texto arriba dice que Quien atribuye a la crisis sus fracasos, violenta su propio talento y respeta ms a los

    problemas [...]. Justifique ese trecho.

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    http://actitudlaclavedelexito.com/albert-einstein/http://www.actitudlaclavedelexito.com/un-texto-que-me-cambio-la-vida/

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    Leia o texto e responda questo 03, em lngua portuguesa.

    Texto II El amor es para valientes Para quienes arriesgan su vulnerabilidad Existen muchas maneras de querer. Casi todos somos capaces de, en mayor o menor medida, sentir amor por alguien. Sin embargo, enamorarse supone llegar al punto ms alto de la cima de la montaa de este tipo de sentimiento, plantar la bandera con tu nombre, balancearte de un lado al otro mientras bailas a pata coja y te sostienes con un solo pie, perder el equilibrio por momentos y, an as, no sentir miedo ante la posible cada. Independientemente de cuanto dure esta sensacin. Por eso, enamorarse es de valientes. Porque te acarician estas sensaciones cuando eres capaz de deshacerte de todas tus protecciones. Porque sucede en el momento en el que te das cuenta de que la persona a la que quieres tiene en una mano el poder para hacerte dao y en la otra toda la confianza que has decidido depositar en ella.

    www. lasubastademivida.com/2012/12/el-amor-es-para-valientes.html?spref=tw.

    03 - El texto afirma que la persona a la que quieres tiene en una mano el poder para hacerte dao y en la otra toda la

    confianza que has decidido depositar en ella. Explique sobre esa dualidad de sentido.

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    Leia o texto e responda questo 04, em lngua portuguesa.

    Un anuncio visa promover una idea (o un producto). Al observar el anuncio, se nota la imagen de una persona que se delenea en

    la humaca del cigarrillo. Vea y conteste lo que se pide:

    Texto III

    www. google.es/search?q=im%C3%A1genes+de+publicidad+y+propaganda&biw=1366&bih=667&tb.

    04 - Qu desea destacar el anunciante al vehicular esta publicidad en el medio de comunicacin, a travs de la imagen de una

    persona en el suelo, saliendo de las cenizas del cigarrilo?

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    Leia o texto e responda s questes 05 e 06, em lngua portuguesa. Una de las principales preocupaciones mundial es con la conservacin del medio ambiente, buscando respetar los valores

    naturales, sociales y culturales para la permanencia de la vida en la Tierra.

    www. actiludis.com/wp-content/uploads/2013/05/Medio-ambiente.pdf.

    05 - Considerando el mensaje del texto arriba, diga a qu se refiere el trmino tontera en el verso, que eso es una tontera! ________________________________________________________________________________________________________

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    06 - En el poema, el yo potico es de primera persona. Justifique la afirmativa.

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    PROVA DE PRODUO TEXTUAL PAES/2017

    Os textos servem como base para refletir sobre o tema que ser apresentado e como ponto de partida para voc,

    candidato, desenvolver suas ideias com argumentao consistente. Leia-os antes de elaborar sua redao.

    Texto I

    [...] As autoridades no agiram contra o padre, mas se queixaram ao arcebispado. E o padre Jos Paulo foi chamado presena do cnego secretrio do arcebispado. O padre ficou amedrontado. [...] O cnego entrou com um passo manso. Os lbios tinham uma linha dura. No havia nenhuma simpatia humana na sua figura, nos seus traos duros. O padre o viu, levantou-se, beijou humildemente sua mo: Cnego... Sente-se padre, temos que conversar. Olhava com os olhos sem expresso o padre. Sentou-se, cruzou as mos com grande cuidado, afastou sua reluzente batina da batina suja do padre Jos Pedro. Este arcebispado tem graves queixas contra o senhor, padre. Creio que o senhor j sabe do que se trata... S se as crianas... Tem nos chegado bastantes queixas, padre Jos Pedro. Olhou o padre com olhos duros. Jos Pedro baixou a cabea. A viva Santos, continuou o cnego, queixou-se. O senhor ajudou uma corja de moleques numa praa a vai-la. No verdade, cnego. O senhor quer dizer que a viva mentiu? O que ela disse no verdade. Eu posso lhe narrar o fato... No me interrompa. Porm agora h coisa muito mais grave. O senhor sabe o que fez, sabe? O senhor sabe o que o leprosrio? O cnego no respondeu. s vezes tenho que fazer... Compactua com os roubos, com os crimes desses perversos. Que culpa eles tm... Que culpa... Cale-se. A voz do cnego era cheia de autoridade. O padre o olhou horrorizado. O cnego virou as costas e foi saindo. A entrevista est terminada, padre Jos Pedro. Pode se retirar. Mas o padre ainda ficou parado uns minutos, querendo dizer alguma coisa. Mas no dizia nada, estava como que apatetado.,.

    AMADO, Jorge. Capites da Areia. So Paulo: Companhia das Letras, 2008. (Com adaptaes).

    Texto II

    CARTA DO SECRETRIO DO CHEFE DE POLCIA

    REDAO DO JORNAL DA TARDE

    Sr. diretor do Jornal da Tarde

    [...] Pelo exposto ficou claramente provado que a polcia no

    merece nenhuma crtica pela sua atividade em face desse

    problema. A polcia no tem agido com maior eficincia

    porque no foi solicitada pelo juiz de menores.

    Cordiais saudaes.

    Secretrio do chefe de polcia

    (AMADO, Jorge. Capites da Areia. So Paulo: Companhia das Letras,

    2008. (Com adaptaes)).

    Texto III

    CARTA DO JUIZ DE MENORES REDAO DO JORNAL

    DA TARDE

    Exmo. sr. diretor do Jornal da Tarde

    [...] No cabe ao juizado de menores capturar os pequenos

    delinquentes. Cabe velar pelo seu destino posterior. E o sr.

    dr. chefe de polcia sempre h de me encontrar onde o

    dever me chama. No tenho culpa, porm, de que fujam [...]

    Por qu? Isso um problema que aos psiclogos cabe

    resolver e no a mim, simples curioso da filosofia.

    De v. exc., admirador e patrcio grato,

    Juiz de menores

    (AMADO, Jorge. Capites da Areia. So Paulo: Companhia das Letras,

    2008. (Com adaptaes)).

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    Texto IV

    Vivemos uma guerra civil verbal

    Enquanto o surto da gripe HINI preocupa os brasileiros, o

    psicanalista e psiquiatra Jorge Forbes chama a ateno

    para outro tema, uma crise social do pas que, a seu ver,

    to importante ou mais que a gripe: a falta de dilogo entre

    as pessoas que esto aferradas a verdades estanques. [...]

    Mas no temos vacina para isso, comenta.

    (MESQUITA, Renata Valria. IN: Revista PLANETA. Maio 2016, ano 43,

    ed. 520.)

    Texto V

    Voc precisa escolher um lado?

    importante lembrar que o nosso bem-estar depende

    tambm do bem-estar comum. Sinto falta disso na nossa

    sociedade, comenta a psicloga Bel Cesar. [...]

    Conversas sobre temas controversos devem envolver uma

    inteno verdadeira das partes de ampliar suas vises,

    recomenda a psicloga. Se no, ser pura discusso, ou

    seja, uma disputa contaminada pela raiva e pela luta de

    poder para ver quem se impe melhor e convencer o outro

    de que ele que est errado.

    (MESQUITA, Renata Valria. IN: Revista PLANETA. Maio 2016, ano 43,

    ed. 520.)

    RECORTE TEMTICO

    Como vemos nos textos apresentados, a fala do cnego, um discurso autoritrio, se sobrepe e tenta apagar a fala do padre, um discurso sem prestgio, o que impossibilita um dilogo entre os dois para a resoluo de um problema social (Texto I, Capites de Areia). J os trechos das cartas (Textos II e III), da referida obra, evidenciam justificativas frgeis de seus emissores, calcadas no desinteresse de ambos em dialogarem sobre importante assunto.

    Por outro lado, os textos da Revista PLANETA (Textos IV e V) tratam da necessidade do dilogo entre as pessoas. A falta de comunicao entre as pessoas, em qualquer grupo social, permite refletir sobre o que afirma o psiquiatra citado na reportagem: vivemos uma guerra civil verbal. * Dialogar trocar opinies, comentrios etc., alternando papis de ouvintes e de falantes.

    (Dicionrio Houaiss de Lngua Portuguesa.)

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    PROPOSTA DE REDAO

    Com um olhar atento para os fatos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, em prosa, com no mnimo 15 linhas, em

    que voc apresente argumentao fundamentada sobre o tema: DILOGO: ALICERCE PARA AMPLIAR A CONVIVNCIA

    ENTRE AS PESSOAS E O CONHECIMENTO NA SOCIEDADE.

    Ateno:

    - Ao desenvolver seus argumentos, utilize em um deles uma relao de causa-consequncia ou causa-efeito.

    - A leitura dos textos como base para suas reflexes sobre o tema indispensvel.

    Instrues

    D um ttulo sua redao.

    Utilize a norma padro da lngua.

    No copie trechos dos textos apresentados na coletnea.

    No escreva a lpis.

    Escreva de modo legvel e na folha apropriada para a redao.

    Obedea ao que consta no Edital n99/2016 REITORIA/UEMA, a respeito da correo da Produo Textual.

    Item 11.7 Ser atribuda a nota zero prova de produo textual do candidato que:

    a) identificar a folha destinada sua produo textual;

    b) desenvolver o texto em forma de verso;

    c) desenvolver o texto sob forma no articulada verbalmente (apenas com nmeros, desenhos, palavras soltas);

    d) fugir temtica proposta na prova de produo textual;

    e) fugir tipologia textual proposta na prova de produo textual;

    f) escrever de forma ilegvel;

    g) escrever a lpis;

    h) escrever menos de 15 (quinze) linhas;

    i) deixar a produo textual em branco.

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    RESERVADO DOCV ASSESSORIA DE CONCURSOS E SELETIVOS DA REITORIA

    DIVISO DE OPERAO DE CONCURSOS VESTIBULARES

    FOLHA DE REDAO

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  • Processo Seletivo de Acesso Educao Superior PAES/2017 - DOCV/UEMA

    2 Dia - 21/11/2016 das 13 s 18h

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