Paisagens Signicas

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  • Paisagens Sgnicas:Uma refl exo sobre as artes visuais contemporneas

    Paisagens Sgnicas

    Maria Celeste de Almeida Wanner

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    anner

    Foto: Luiz Eduardo de Oliveira

    Maria Celeste de Almeida Wanner CELESTE ALMEIDA Graduada em Desenho e Plstica, Universidade Federal da Bahia. Mestrado em Artes Plsticas Colorado EUA. Doutorado em Artes Visuais California College of Arts So Francisco EUA. Possui representao na Artists Gallery San Francisco Museum of Modern Art California EUA. Professora Titular da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde ingressou em 1980 j como Mestre em Artes Visuais. Residiu nos Estados Unidos da Amrica do Norte por 11 anos, onde ensinou artes visuais em escolas pblicas de 1, 2 e 3 graus. Foi professora-assistente, monitora e conferencista de universidades e instituies americanas. Realizou vrias exposies individuais e coletivas em galerias, instituies e museus americanos. Realizou viagem de pesquisa pela Amrica (Central e do Sul), como parte integrante da equipe de arquelogos e fotgrafos, e pela Europa. Participou de encontro com o historiador de arte americano Peter Selz, e historiadores da fotografi a e fotgrafos americanos, como Beaumont Newhall e Van Deren Coke. Coordenou o Mestrado em Artes Visuais/EBA/UFBA, 1997-2000, quando reabriu e credenciou este Curso junto CAPES. Criou a Revista Cultura Visual, com sua devida indexao. Presidente por dois anos da Associao Nacional de Pesquisa dos Cursos de Ps-Graduao em Artes Visuais do Brasil ANPAV. Foi Diretora da Escola de Belas Artes/UFBA 2000-2004. Tem sido professora visitante e conferencista em universidades brasileiras, americanas e europeias. pesquisadora-membro dos seguintes Grupos de Pesquisa do CNPq: 1. Arte Hbrida - Lder; 2. Processos Hbridos na Arte Contempornea - UFRGS; 3. Imagem - Centro Internacional de Estudos Peircianos - PUC/So Paulo; 4. Centro de Estudos de Pragmatismo Curso de Filosofi a da PUC/So Paulo. Ps-Doutora pela Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo em Artes Visuais Contemporneas e Semitica [Filosofi a Peirciana] - Supervisora Profa. Dra. Lucia Santaella, Bolsita Snior do CNPq - maro de 2007 a fevereiro de 2008.

    Em A tica de curiosidade, prefcio deste Paisagens Sgnicas: uma refl exo sobre as artes visuais contemporneas, de Maria Celeste de Almeida Wanner, Lcia Santaella observa:

    Se h um atributo que poderia dar conta da apresentao desta obra de Celeste Almeida, a meu ver, este se encontra na maneira como a autora pratica a tica da curiosidade. No se trata, evidentemente, de uma curiosidade sem rumo, mas sim ancorada em anos de experincia como artista e como professora. Plagiando Pound, poderamos dizer: se quiser saber alguma coisa sobre arte, pergunte a um(a) artista. Em especial a um(a) artista compromissado(a) com a transmisso do fazer e do saber sobre a arte. Neste livro, atividade da artista e da mestra adiciona-se a da pesquisadora. Seu objeto lhe era caro: a relevncia da matria nas artes atuais. O tema lhe era claro: as transfi guraes estticas da natureza e da paisagem. Para acercar-se deles, era preciso traar os lugares da arte no ltimo sculo, tarefa enredada que s podia ser cumprida com a sonda de uma curiosidade multidirecional, capaz de captar sinais ontolgicos, epistemolgicos, semiticos e estticos. As paisagens da arte se constroem da arte e na arte. Ao fi m e ao cabo, so paisagens sgnicas.

  • Paisagens Sgnicas:Uma reflexo sobre as artes visuais contemporneas

  • UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

    ReitorNaomar Monteiro de Almeida Filho

    Vice ReitorFrancisco Jos Gomes Mesquita

    EDITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

    DiretoraFlvia Goullart Mota Garcia Rosa

    CONSELHO EDITORIAL

    Titularesngelo Szaniecki Perret Serpa

    Caiuby Alves da CostaCharbel Nin El-Hani

    Dante Eustachio Lucchesi RamacciottiJos Teixeira Cavalcante Filho

    Alberto Brum Novaes

    SuplentesAntnio Fernando Guerreiro de Freitas

    Evelina de Carvalho S HoiselCleise Furtado Mendes

    Maria Vidal de Negreiros Camargo

  • Salvador2010

    Paisagens Sgnicas:Uma reflexo sobre as artes visuais contemporneas

    Maria Celeste de Almeida Wanner

  • 2010 by Maria Celeste de Almeida WannerDireitos para esta edio cedidos Editora da Universidade Federal da Bahia.

    Feito o depsito legal.

    PROJETO GRFICO E DIAGRAMAOGenilson Lima Santos

    CAPAMaria Celeste de Almeida Wanner

    REVISO DE TEXTO E NORMALIZAOCida Ferraz

    EDUFBARua Baro de Jeremoabo, s/n Campus de Ondina, Salvador BahiaCEP 40170 115Tel/fax 71 3283 6164

    www.edufba.ufba.bredufba@ufba.br

    Editora filiada :

    Wanner, Maria Celeste de Almeida. Paisagens sgnicas : uma reflexo sobre as artes visuais contemporneas / Maria Celeste de Almeida Wanner. - Salvador : EDUFBA, 2010. 302 p.

    ISBN 978-85-232-0672-7

    1. Paisagem na arte. 2. Arte moderna. 3. Natureza (Esttica). 4. Semitica. 5. Sinais e smbolos. I. Ttulo.

    CDD - 704.9436

    Sistema de Bibliotecas - UFBA

  • A meus Pais e Dinda, amor recproco e incondicional.

    A meu neto Joaquim, milagre da vida,

    onde tudo recomea, segundo Novalis, amor feito visvel.

  • AGRADECIMENTOS

    minha supervisora Prof Dr Lucia Santaella, exemplo de elegncia profissional, vitalidade e disposio intelectual contagiante, sempre atenta aos assuntos mais novos e familiaridade com os mais clssicos. Constante companheira, desde os primeiros momentos do projeto. Lucia, aqui ex-presso minha maior e eterna gratido, sempre!

    Ao Prof. Dr. Ivo Assad Ibri, pelo papel fundamental que desempenhou no impulso minha pesquisa, com entusiasmo ao repassar seus conhecimentos sobre a filosofia de Charles Sanders Peirce e a filosofia da natureza.

    Presto meus sinceros agradecimentos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico (CNPq), pelo continuado apoio minha formao acadmica e de pesquisa, desta vez como bolsista Ps-Doutorado Snior (PDS), 2007-2008.

    Fundao de Apoio Pesquisa do Estado da Bahia (Fabesp), pelo patrocnio deste livro.

    Ao Programa de Estudos Ps-Graduados de Comunicao e Semitica da Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo (PUC/SP), por ter me acolhido em um espao de pesquisa acadmica, o que para mim foi um grande privilgio.

    A todos os colegas e amigos do Grupo de Pesquisa sobre Pragmatismo (PUC/So Paulo/CNPq), representados na pessoa de Tiago da Costa e Silva, pelo prazer em trabalharmos juntos.

  • Especiais agradecimentos:

    Prof Dr Ceclia Salles (PUC/SP) e ao Prof. Dr. Vincent Colapietro, research professor of Philosophy at Penn State University, EUA, presidente do Peirce Edition Project, pelas valiosas discusses.

    s professoras Diana Seplveda Tourinho, Flvia Garcia Rosa e toda a equipe da Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba), por terem acolhido meu trabalho, com profissionalismo e excelncia. A Cida Ferraz, pela impecvel reviso final, fruto de seu entusiasmo pelas artes e letras.

    bibliotecria da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (EBA/Ufba), Leda Maria Ramos Costa, pela primeira normalizao bibliogrfica.

    Aos colegas do Grupo de Pesquisa Arte Hbrida (Ufba/CNPq), e a todos os queridos alunos e ex-alunos (graduao e ps-graduao), aqui repre-sentados por Eriel Arajo, Bia Santos, Tonico Portela e Virgnia Medeiros, pela demonstrao de carinho, alegria, sobretudo por suas inquietaes que me levaram constante pesquisa sobre a Arte.

    Aos amigos de sempre, incentivadores neste projeto: Maerbal Marinho, Cleomar Rocha, Maria Vidal, Clia Maria Barreto Gomes e Fernando Freitas Pinto e Eduardo Baioni.

    a Iannis Mastronikolis, por ter trazido tona uma das mais lindas lembranas que guardo at hoje da minha infncia, a cultura grega.

    A Marta Gmeiner e Clara Wanner.

    A meu querido irmo Miguel. Aos meus amados filhos Julia e Joaquim.

    A meus pais, exemplos de coragem, amor, determinao e respeito incon-dicional pelas diferenas do outro.

    Maria Celeste de Almeida Wanner

  • CORRESPONDNCIAS

    A natureza um templo onde vivos pilares Deixam filtrar no raro inslitos enredos;

    O homem o cruza em meio a um bosque de segredos Que ali o espreitam com seus olhos familiares.

    Como ecos longos que distncia se matizam

    Numa vertiginosa e lgubre unidade, To vasta quanto a noite e quanto a claridade,

    Os sons, as cores e os perfumes se harmonizam.

    H aromas frescos como a carne dos infantes, Doces como o obo, verdes como a campina,

    E outros, j dissolutos, ricos e triunfantes,

    Com a fluidez daquilo que jamais termina, Como o almscar, o incenso e as resinas do Oriente,

    Que a glria exaltam dos sentidos e da mente.

    Charles Baudelaire

  • SUMRIO

    PREFCIO: A tica de curiosidade, Lucia Santaella13

    UM ENCONTRO COM O ADMIRVEL17

    UMA REFLEXO SOBRE A FILOSOFIA DE C. S. PEIRCE25Fenomenologia28Esttica32tica35Lgica ou Semitica36Signo38Objeto41cone, ndice e Smbolo43Metafsica44Pragmatismo e Semiose44Charles Sanders Peirce: uma possvel Filosofia da Natureza47

    REPRESENTAO53Natureza61Paisagem Landscape66Natureza da Arte: Martin Heidegger74Espao Tempo Lugar83

    NDICES DE CONTEMPORANEIDADE NAS ARTES VISUAIS95Assinatura do Modernismo: primeiro conceito de Vanguarda95O advento da Fotografia e sua relao com a Pintura99A crise da Pintura Vincent van Gogh102A Fotografia e seu processo de elevao categoria Arte109Alfred Stieglitz112Edward Weston 114Ansel Adams 114Perodo Modernista116Alegoria, Colagem e Fotomontagem120Arte no baru