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1.INDISCIPLINA E VIOLÊNCIA NA ESCOLA 1.1: BULLYING

Palestra bullying

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Bullying

1.Indisciplina e violncia na escola

1.1: Bullying

Bullying AMEAARHUMILHARBATERAPELIDOS MALDOSOS Bullying palavra inglesa que no tem uma traduo direta para o portugus. um termo utilizado para descrever atos de violnciafsica ou psicolgica, intencionais e repetidos, praticados por um indivduo ou grupo de indivduos causando dor e angstia, sendo executadas dentro de uma relao desigual de poder. Terminologia

acossamento (perseguir, atormentar, afligir, etc)ameaa,assdio, (Insistncia importuna, junto de algum, com perguntas, propostas, pretenses, etc.intimidao.

um termo frequentemente usado para descrever uma forma de assdio interpretado por algum que est, de alguma forma, em condies de exercer o seu poder sobre algum ou sobre um grupo maisfraco.4Caractersticas dosbulliesPesquisasindicam que agressores tm personalidades autoritrias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Outros pesquisadores tambm identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a fora, em acrscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as aes de outros como hostis, a preocupao com a autoimagem e o empenho em aes obsessivas ou rgidas. Osvalentescostumam ser hostis, intolerantes e usar a fora para resolver seus problemas. Formas de manifestao:O bullying se manifesta de vrias formas:

Verbal: xingamentos, apelidos, insultos, insinuaes;Moral: atentado honra, difamao, discriminao em razo do sexo, idade, opo sexual, deficincia fsica, doena,etc;Psicolgica: perseguio, intimidao, chantagem, ameaa de morte, etc;Fsica: agresso atravs de empurres, socos, bicos,etc;Material: furto de material e pertences, dano a veculo; eVirtual: divulgar imagens no autorizadas , criar comunidades para depreciao da imagem da vtima, enviar mensagens invadindo a privacidade e intimidade da vtimaCaracterizao do assdio escolar O cientista define assdio escolar em trs termos essenciais:1. O comportamento agressivo e negativo;2. O comportamento executado repetidamente;3. O comportamento ocorre num relacionamento onde h um desequilbrio de poder entre as partes envolvidas.Tipos de assdio escolar Osbulliesusam principalmente uma combinao de intimidao e humilhao para atormentar a vtima. Alguns exemplos das tcnicas de assdio escolar:1. Insultar a vtima;2. Espalhar comentrios;3. Recusa em se socializar com a vtima;4. Intimidar outras pessoas que desejam socializar-se com a vtima;5. Ridicularizar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia , religio, incapacidades da vtima e etc).6. Acusar sistematicamente a vtima de no servir para nada;

7. Ataques fsicos repetidos contra a vtima, seja contra o corpo dela ou propriedade (material escolar),

8. Espalhar rumores negativos sobre a vtima;

9. Depreciar a vtima sem qualquer motivo;

10. Fazer com que a vtima passe vergonha ou faa o que ela no quer, ameaando-a para seguir as ordens.

RELAO PROFESSOR/ALUNOA escola como espao para incluso, socializao, civilizao, politizao e de construo e prtica da cidadania s tem sentido diante dos dois sujeitos principais no processo ensino aprendizagem e de formao integral: o professor e o aluno ou o aluno e o professor.A relao entre aluno-professor e vice-versa deve se pautar nos princpios ticos, incluindo o respeito e considerao pessoa do prximo, onde cada autor desempenha seu papel para que a escola seja um ambiente de construo de saberes e de formao moral e de socializao, com base na solidariedade, fraternidade e democracia

Tratando-se a relao aluno-professor, de relao interpessoal constante e que atravessa vrios ciclos e etapas da vida de uma pessoa, comum nessa relao o surgimento de conflitos que podem ser controlados ou no pelo professor, transformando-se em microviolncias (descaso, xingamentos, agresses verbais, etc) ou at mesmo macroviolncias (agresso fsica e outras condutas previstas no Cdigo Penal, por exemplo).

Bullying professor/aluno

1. Intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua auto-estima; 2. Manipular a classe contra um nico aluno o expondo a humilhao;3. Assumir um critrio mais rigoroso na correo de provas com o aluno e no com os demais; 4. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas;5. ameaar o aluno de reprovao;

6. negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber gua, expondo-o a tortura psicolgica;

7. difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acus-lo de atos que no cometeu;

8. tortura fsica, puxes de orelha, cassupita, tapas, cocos e etc.Tais atos violam o Estatuto da Crianae podem ser denunciados em um Boletim de Ocorrncia na polcia.Escolas Grande parte das vtimas no reage ou fala sobre a agresso sofrida.Ele pode acontecer praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prdio da escola.Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psquicos muitas vezes irreversveis, que podem at levar a atitudes extremas.Indicativos de estar sofrendo bullyingVtimas de bullying tem mais chance de desenvolverem transtornos de humor, trans-tornos alimentares, distrbios de sono ou/e transtornos de ansiedade, tais como:enurese noturna(urinar na cama);distrbio do sono(como insnia);problemas de estmago;dores e marcas de ferimentos;transtornos alimentares;isolamento social/ poucos ou nenhum amigo;

irritabilidade / agressividade;transtornos de ansiedade;relatos de medo regulares;resistncia/averso a ir escola;demonstraes constantes de tristeza;mau rendimento escolar;atos deliberados de auto-agresso;depresso maior; suicdio Reflexo

"Daqui a cem anos, no importar o tipo de carro que dirigi, o tipo de casa em que morei, quanto tinha depositado no banco, nem que roupas vesti. Mas o mundo pode ser um pouco melhor porque eu fui importante na vida de uma criana. autor annimoLegislao - Aspectos JurdicosPela gravidade do ato, o autor pode ser obrigado a pagar indenizaes e podem haver processos por danos morais.

Os atos de assdio escolar configuram atos ilcitos, por desrespeitarem princpios constitucionais(ex: dignidade da pessoa humana) e o Cdigo Civil, que determina que todo ato ilcito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar.

Condenaes legais Muitas vtimas tm movido aes judiciais directamente contra os agressores por "imposio intencional de sofrimento emocional" e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princpio da responsabilidade conjunta. Vtimas norte-americanas e suas famlias tm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de superviso adequada, violao dos direitos civis, discriminaoracial ou de gnero ou assdio moral.

O que fazer??? Como posso ajudar? Encorajar os alunos a participarem activamente da superviso e interveno dos atos de bullying,O enfrentamento da situao pelas testemunhas demonstra aos autores do bullying que eles no tero o apoio do grupo. A formao de grupos de apoio, que protegem os alvos e auxiliam na soluo das situaes de bullying. Alunos que buscam ajuda tem 75,9% de reduzirem ou cessarem um caso de bullying. Buscar cooperao de outras instituies, como os centros de sade, conselhos tutelares e redes de apoio social e at mesmo a polcia

CONSTITUIO DA REPBLICA DE ANGOLA 2010Vista e aprovada pela Assemblia Constituinte, aos 21 de Janeiro de 2010 e, na sequncia do Acrdo do Tribunal Constitucional n. 111/2010, de 30 de Janeiro, aos 03 de Fevereiro de 2010.Artigo 80.(Infncia) CAPTULO IIIDIREITOS E DEVERES ECONMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS

1. A criana tem direito ateno especial da famlia, da sociedade e do Estado, os quais, em estreita colaborao, devem assegurar a sua ampla proteco contra todas as formas de abandono, discriminao, opresso, explorao e exerccio abusivo de autoridade, na famlia e nas demais instituies. 2. As polticas pblicas no domnio da famlia, da educao e da sade devem salvaguardar o princpio do superior interesse da criana, como forma de garantir o seu pleno desenvolvimento fsico, psquico e cultural.CNAC - O Conselho Nacional da Criana CNAC - O Conselho Nacional da Criana (CNAC), criado por Decreto n. 20/07, de 20 de Abril, do Conselho de Ministros, o rgo de concertao social, responsvel pelo acompanhamento e controlo da execuo das polticas pblicas de promoo e defesa dos direitos da criana, sendo uma demonstrao clara de que a responsabilidade pela garantia dos direitos da criana deve ser compartilhada entre Governo e Sociedade.O CNAC, organizou nos dias 15 e 16 de Junho de 2009, no Centro de Convenes Talatona, em Luanda um frum sob o lema ANGOLA 11 COMPROMISSOS PARA CRIANA. PENSAR NACIONAL AGIR LOCAL.

Compromisso n. 8 Preveno e Mitigao (diminuir, aclamar, atenuar) da Violncia contra a Criana

PREVENO E COMBATE VIOLNCIA CONTRA A CRIANA

Concluses:

Violncia contra a criana em muitas escolas e nas cercanias o que leva ao absentismo escolar;

Recomendaes: Tornar pblicos os actos de violncia contra a criana e anunciar a punio aplicada aos autores do crime salvaguardando a dignidade, privacidade e interesses superiores da criana.

INSTITUIO:Instituto Nacional da criana - INAC CONSELHO NACIONAL DA CRIANA CNAC

LOCALIZAOLuanda, Municpio do Rangel, Avenida Hoji-ya-Henda, Edifcio N 117 1. Andar MINARS CP -102/C

TELEFONE: (00244) 222 440 920 FAX:222 440 920E-MAIL: [email protected] Como a maior parte dos alunos no denuncia e alguns adultos negligenciam sua importncia, a sensao de impunidade favorecem a perpetuao do comportamento agressivo.

Mas isto est a mudar!

Bibliografia:Menzezes, M. Azancot. Reflexes sobre educao, Mayamba editora, Luanda, 2010Revista Nova Escola, junho/julho de 2005.http://www.brasilescola.com/sociologia/bullying.htm

Muito obrigado!

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Questionrio de avaliaoMensagem (vdeo exemplos)