Panfletos_As Profissões Rurais

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Historia da cortiaNo ano 3000 a.C, a cortia j era utilizada na China, no Egipto, na Babilnia e na Prsia para fabrico de aparelhos destinados pesca. Vinho e cortia so dois produtos que h muito se associam. Assim o prova uma nfora datada do sculo I a.C : no s estava vedada com uma rolha de cortia como ainda continha vinho. A partir do sculo XVIII, a produo de rolhas de cortia torna-se o principal objectivo. Nesta altura comeam a surgir os primeiros trabalhos sobre a constituio qumica da co rtia. Em 1903, aparecem as rolhas com discos de cortia natural e corpo de aglomerado. Durante a Segunda Guerra Mundial, este material passa a ser utilizado em mltiplos equipamentos militares. Por fim, tudo indica que no sculo XXI, a cortia voltar a gozar o respeito e a admirao que lhe foi dada no passado, por ser uma matria -prima nobre e multifuncional. No s a reputao das rolhas naturais como vedantes de excelncia permanece imaculada, como neste sculo em que a preocupao ambiental se tornou uma constante, o recurso a um material ecolgico, reciclvel e biodegradvel

Curiosidade:Recentemente, foi apresentado ao mercado uma inovao absoluta e original: um banco de automvel com o assento feito em cortia que reduziu para metade o seu volume e tornou -o trs vezes mais leve que os bancos tradicionais. Cada um destes novos bancos consegue subtrair 45 quilos a um carro normal, ajudando assim a resolver dois dos grandes problemas do sector automvel, o peso e o volume. Constituda em 60% por cortia moda, esta almofada alm de oferecer mesmo conforto com metade do volume, tem ainda a vantagem de poder ser reciclada.

Escola Bsica e Secundria de Miranda do Douro

rea de Projecto 12 A

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Trabalho elaborado por:Ana Marisa Alonso Ernesto Vara Sofia Anto Tnia Raposo

Os Rurais

Ano lectivo 2009/2010

Caractersticas da cortia:ymuito leve yimpermevel a lquidos e a gases yelstica e compressvel yum excelente isolante trmico e acstico ycombusto lenta

A primeira camada de cortia a chamada cortia virgem. Nove anos depois, no segundo descortiamento, obtm-se um material que se designa por cortia secundeira. Nove anos mais tarde extrai -se a cortia de melhor qualidade: a chamada cortia amadia ou de reproduo

Cortia em PortugalPortugal o maior produtor e exportador mundial de cortia, exportando actualmente mais de 800 milhes de euros por ano em produtos. 90% da cortia que produzimos destina-se ao mercado externo e portanto a indstria corticeira um elemento-chave da economia exportadora portuguesa. Em termos globais 60% das transaces de cortia a nvel mundial tm origem em Portugal, valor que sobe para cerca de 80% quando nos referimos a transaces de produtos j transformados. Em 2008, as importaes atingiram 129 milhes de euros e 59 milhares de toneladas

AplicaesCom o crescente desenvolvimento tecnolgico, a utilizao da cortia e dos seus derivados para alm da indstria rolheira tem vindo a aumentar de forma quase exponencial nas seguintes reas: como marroquinaria, vesturio, pesca, mobilirio, calado ou indstria automvel e at espacial.y Construo Civil y Revestimento (Pisos e Parede) y Isolamento y Novas Aplicaes

Descortiamento

ymuito resistente ao atrito

O descortiamento, tal como o nome sugere, um processo que consiste na extraco de cortia de um sobreiro. So precisos 25 anos at que um tronco de sobreiro comece a produzir cortia, e os descortiamentos so intervalados por nove anos. Cada tronco tem que atingir um permetro de cerca de 70 cm quando medido a 1,5 metro do cho. A explorao de um sobreiro durar em mdia 150 anos. .

Nas novas aplicaes incluem -se reas tais como o vesturio, pesca, mobilirio, calado ou indstria automvel e at espacial.

1.3 A Cardagem Nesta etapa destrinamento posteriormente Na cardagem processos o elctrico. completa -se o das fibras e a sua limpeza. existem dois manual e o

1.4 A Fiao Consiste na transformao da l em fio atravs do retorcimento e alongamento das fibras. A fiao pode ser feita atravs de uma roca manual ou elctrica. Neste processo pode-se obter um fio fino ou grosso, obtendo-se no final novelos.

A LEBS de Miranda do Douro

Os

Rurais

Na cardagem manual (1 figura) empregam-se duas escovas com fios de ao denominadas cardas que penteiam a l, sendo movimentadas em sentido oposto. Na cardagem elctrica (2 figura) a nica vantagem a rapidez de execuo da tarefa.

1.5 Meadas e Tingimento um processo opcional pois muitas vezes utiliza-se a l na sua cor natural. Nesta etapa podem-se utilizar ainda corantes qumicos ou naturais. Para a l ser tingida necessrio que os novelos sejam transformados em meadas, para isso

rea de Projecto 12A

Ano Lectivo 2009/2010

De todas as matrias primas utilizadas na tecelagem manual, a L apresenta as maiores qualidades do ponto de vista txtil. A L um material muito fino possui uma estrutura que facilita a fiao , uma grande elasticidade, da ordem de 30%, sem deformao do plo, o que impede que as fibras, mesmo quando muito finas se arrebentem ao serem esticadas na fiao. A facilidade de fixao de corantes qumicos ou naturais, durante o processo de tingimento,

1.Etapas de Obteno da L 1.1 A tosquia um processo a partir da qual a l extrada das ovelhas, realizada duas vezes ao ano, podendo obter-se de 0,5 a 1kg de l por animal.

Lavagem: realizada com sabo e gua morna para retirar a gordura existente na l, denominada por lanolina. Deve ter-se cuidado de no deixar ferver a l. Limpeza: Depois da l seca um processo que consiste em abrir a l com os dedos de forma a desembaraar as fibras e eliminar as impurezas.

1.2 Limpeza e Seleco Esta processo consiste em trs etapas: Seleco Manual, Lavagem e Limpeza. Seleco Manual: Consiste na separao da l do animal, uma vez que esta no e toda homognea. A melhor qualidade da l deriva dos flancos do animal, enquanto que a l do pescoo, das pernas e da barriga muito embaraada e suja.

EBS de Miranda do Douro

CuriosidadeH casos que so contados , Certinhos e verdadeiros, A Vilar Seco foi-lhe dado O nome de escrinhos e escrinheiros Homens que passeavam Durante a noite pela rua Falavam e pensavam Como haviam de chegar lua Comearam a montar escrinhos At chegar a certa altura Faltava-lhe apenas um Para chegar mesmo lua Todos juntos a pensar Para chegar concluso Foram tirar os de baixo Caram todos ao cho Cortmos as silvas dos caminhos Tivemos tanta pacincia Fizemos tantos escrinhos E vede a nossa inteligncia J tantos anos passaram Que no me lembro de mais nada Era isto o que falavam E a histria est contada .

MANUFACTURAO DE ESCRINHOS

OS RURAISTrabalho elaborado por:rea de ProjectoAna Alonso Ernesto Vara Sofia Anto Tnia Raposo

12A

Ano lectivo 2009/2010

Qual a funo dos escrinhos?Antigamente como no havia electricidade usavam-se os escrinhos, como espcie de frigorfico, pois era l que se guardavam alguns dos produtos alimentares, como por exemplo, a farinha, o po, presunto, etc.. Actualmente servem como adorno.

Ferramentas necessrias:Fura-fura

Quanto tempo se demora?Faca

Materiais necessrios: Produo do escrinho . . .O escrinho comea-se a fazer pela

Fig.1: Silva

Fig.2: Centeio

A silva mais adequada para este trabalho , s se encontra no ms de Dezembro, Janeiro e meados de Fevereiro. Depois de cortada limpa e, corta-se com uma navalha em quatro partes. De seguida retirada a miola toda e enrola -se, em novelos. Posteriormente pem-se a secar um ou dois meses, aps a limpeza. Passado esse tempo cozem-se num caldeiro e volta-se a p-las a secar. Quando se quer trabalhar com elas(Fig.1) s amolec-las, para fazer delas o que se pretende, caso contrario no se dominam. O outro material essencial a palha centeia (Fig.2).

O tempo que um escrinho leva a fazer depende do tamanho, ou seja, quando so pequenos fazem-se dois ou trs por dia, e quando so grandes demoram trs a quatro dias.

parte de baixo cu (fig.3). Em concluindo est parte j se faz o formato que a pessoa desejar.Fig.3: CU

As medidas so controladas pelo numero de voltas. Assim, um escrinho grande tem vinte voltas da asa para baixo. O mdio tem aproximadamente dez voltas da asa para baixo. Da asa para cima s se do voltas para acabar. Para fazer um escrinho bem feito, preciso ter muita pacincia e fora nas mos.

Nomes que se do s partes do escrinho tradicional so: