Pareceres T©cnicos

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CURSO PRTICO E ESPECFICO PARA ELABORAO DE RELATRIOS E PARECERES NO SETOR PBLICOismeniat@uol.com.br (61) 91586666

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SUMRIO

PGINA

APRESENTAO

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PARTE A Aspectos Gerais do Texto1. 2. 3. 4. O Relatrio como instrumento de Comunicao Escrita Comunicao Escrita Profissional Nveis de Comunicao Qualidades Essenciais do Texto 5. Vcios de Linguagem 6. Emprego dos Pronomes de Tratamento 04 05 06 07 15 15

PARTE C Padronizao do Texto7. 8. 9. 10. 11. 12. Planejamento do Texto Escrita de horas Uso de siglas Escrita de nmeros Caminhos para uma boa Redao Questes Tcnicas para Uniformidade do Texto 22 24 24 25 26 28

PARTE D Aspectos Gerais da Elaborao de Relatrios e Pareceres13. O Relatrio como instrumento de Comunicao Escrita 14. Organizao do Relatrio 15. Tipos de Relatrios 16. Estrutura do Relatrio 17. Elementos que podem compor a estrutura do Relatrio 18. Fases da Elaborao do Relatrio e do Parecer 19. A Organizao do Relatrio e a Organizao das Informaes 20. Modelos de Relatrio e Parecer 21. Exerccios 22. Parecer Tcnico 23. Modelo de Parecer 28 30 31 34 34 36 36 36 41 43 45

24.A Reviso 25. Exerccios

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PARTE E -

26. Bibliografia

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APRESENTAO

Em nenhum momento da histria da humanidade foi to importante desenvolver e aprimorar a gerao, a absoro e a difuso de informaes e de tecnologia. Em um mundo cada vez mais competitivo, as palavras de ordem so eliminar entraves burocrticos e barreiras tecnolgicas e adotar polticas de flexibilizao e adequao s mudanas de comportamento de uma sociedade cada vez mais exigente e consciente de seus direitos. Nesse novo contexto, a escrita tcnica ganha um relevo todo especial. So centenas, milhares de textos a serem produzidos, revisados, adaptados e reescritos. So normas, procedimentos, manuais, relatrios de pesquisa e textos afins, que devem chegar todos os dias a leitores vidos por obter informaes, produtos e servios capazes de exceder s melhores expectativas. Dominar a linguagem escrita com preciso tornou-se ferramenta vital para a propagao do conhecimento, e o profissional que conseguir aliar conhecimento tcnico e qualidade comunicativa ser cada vez mais valorizado e requisitado pelo mercado de trabalho. Isso porque essa sociedade que tem pressa sepultou de vez a imagem extica do cientista enfurnado em seu laboratrio, que no tinha que prestar contas ou fazer concesses a ningum que no a seus pares ou superiores imediatos. Se hoje vivemos a era da informao e do conhecimento, torna-se inevitvel a constatao de que a escrita tcnica ter forosamente de se adaptar s exigncias desses novos tempos, em que os avanos notveis da informtica propiciaram a expanso e a democratizao do conhecimento. Diante da Publicidade infinitamente maior da informao, todo e qualquer esforo no sentido de imprimir maior Transparncia e Clareza s comunicaes ser bem-vindo e apreciado pela sociedade, sem que isso necessariamente signifique que o redator de textos tcnicos tenha que abrir mo das peculiaridades inerentes a seu ofcio. Diferentemente do texto jornalstico contexto em que se admite linguagem mais distensa e muitas vezes prxima da linguagem oral a escrita tcnica deve preservar a Formalidade. Isso implica a eliminao de coloquialismos e de regionalismos, alm do respeito rigoroso s regras gramaticais, caracterizadoras do padro culto da Lngua. Nessa mesma linha de raciocnio, o redator deve ainda evitar linguagem figurada, malabarismos verbais, contorcionismos sintticos, abuso de sinnimos e outros recursos de estilo, considerados imprprios ao contexto da escrita tcnica. Em nome da clareza, objetividade e impessoalidade devem comandar o processo comunicativo. Este curso tem como objetivo aprimorar tcnicas de elaborao de textos escritos, como Relatrios e Pareceres, para auxili-los na rdua tarefa de redigir.

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O RELATRIO COMO INSTRUMENTO DE COMUNICAO ESCRITA Qual foi a ltima vez que voc precisou ler um relatrio escrito por outra pessoa? Gostou do que leu, ou pelo menos achou fcil? Com que impresso ficou sobre o assunto ou sobre o autor do texto? O texto o estimulou, de imediato, a concordar com sua mensagem ou a partir para a ao? Provavelmente no. Na maioria das vezes, os relatrios no so bem escrito e um texto mal redigido causa desinteresse. Um bom relatrio uma coisa rara por inmeras razes. Muitas vezes so escritos com pressa, tomam como modelo frmulas ou formatos ultrapassados ou so realmente documentos padronizados, talvez um pouco distorcidos para satisfazer a exigncia de uma ou outra chefia. Alm disso, eles sempre tm falhas que praticamente asseguram que ser um aborrecimento sua leitura. Carecem de estrutura, de lgica e de estilo. Usam dez palavras para exprimir uma ideia que poderia ser expressa em trs. Tais relatrios so de difcil compreenso e podem realmente desinformar, falhando, portanto, quanto proposta almejada. O modo de trabalhar desempenha um papel preponderante. Grande parte do que se escreve parece feito no piloto automtico e os vcios que enfraquecem tanto o que poderia ser uma boa redao tcnica, comprometem o texto, porque deixamos de pensar sobre o qu estamos fazendo. Redigir fruto de um trabalho rduo. Lembre-se: quem escreve pode at copiar, mas quem redige, cria, d vida ao texto. Veja, 99% (noventa e nove por cento) transpirao mesmo e apenas 1% (um por cento) pode ser inspirao, portanto empenhe-se sempre em melhorar, pois na vida profissional voc redigir o tempo todo. Quanto mais voc escreve mais melhora sua produo textual. Como acontece em muitos casos, o que faz a qualidade do texto no um nico fator e sim uma combinao deles. Um relatrio produto de uma reflexo sria, no deve ser escrito s pressas, Deve ser bem revisado, sem mistura de gria profissional, palavrrio empolado e confuso. No se quer aqui, na verdade, apenas criticar os modelos j existentes, de maneira negativa. O que se quer dar oportunidade s pessoas que redigem dessa forma produzir algo melhor para seus leitores e consequentemente para sua instituio. Sabemos que o profissional hoje tem muitas tarefas a cumprir, mas necessitamos de momentos mais tranquilos para redigir. H vrias maneiras de se conseguir isso. Desde uma boa negociao com o chefe at mesmo procurando se isolar dentro da prpria instituio. Preparar um bom relatrio no se resume em tomar uma srie de cuidados. O processo delicado. Cuidado porque muito fcil perder o sentido do que voc est querendo dizer. Uma orao, uma frase ou at mesmo uma palavra mal empregada podem comprometer a clareza do texto. O cuidado com os detalhes para evitar erros fundamental. Os relatrios devem causar no leitor uma boa impresso e serem de fcil leitura. fundamental que se tenha um estilo agradvel e acessvel. A preocupao com o leitor deve ser o tema central do seu texto. Voc s precisa ter em mente as ocasies em que deve se comportar mais como leitor do que como autor. Os leitores precisam sentir que o relatrio foi escrito na linguagem adequada para eles visando s suas necessidades. s vezes necessrio fazer duas verses do texto, uma mais tcnica e outra para os no-especialistas, de modo que, assim, ambos os grupos se percebam considerados. Como resultado, seus relatrios parecero legveis e a recompensa a de que eles realmente sero lidos. Portanto, voc precisa saber que objetivos pretende alcanar. Escrever um relatrio deve ser encarado como um meio para atingir um fim. Voc precisa saber claramente por que o est redigindo. necessrio estabelecer objetivos bem definidos. Nunca se deve colocar diante da tela do computador sem ser capaz de responder pergunta: Por que estou escrevendo este documento? E faz-lo de modo direto, preciso e exato. Por isso muito importante elaborar um planejamento para compor seu texto. Ele vai lhe auxiliar a produzir um documento dentro dos padres de qualidade exigidos em seu trabalho.

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PARTE A - Aspectos Gerais do Texto Comunicao Escrita ProfissionalPensamos com palavras e, ao escrever, procuramos captar nossos pensamentos. Escrever , portanto, um processo criativo que nos ajuda a selecionar nossas ideias, preservando-as para posterior considerao. ROBERT BARRASS

Ao nos comunicarmos com outra pessoa, temos sempre algum objetivo. Ento, preciso que nos fixemos em trs elementos bsicos: Emissor Receptor Mensagem o servio pblico a audincia (quem ler o documento) o documento expedido pelo poder pblico

Para que nosso objetivo seja alcanado, necessrio que o receptor da mensagem a entenda perfeitamente; caso contrrio, o processo de comunicao no se completa e o esforo e o tempo gastos por ambas as partes tero sido em vo. Escrever bem escrever muito? utilizar termos que levem o leitor, repetidas vezes, busca do dicionrio? esbanjar conhecimento de forma desnecessria? Definitivamente NO. Devemos, com urgncia, tomar como norma mxima e irremovvel, que escrevemos para nos comunicar, no para impressionar. Irretocvel. O que se diz para a redao de atos normativos, pode se dizer para todos os tipos de comunicao (oral ou escrita), desde um simples comunicado, at um Memorando a um departamento. A falta de clareza e de conciso, bem como algumas outras armadilhas que tornam confusa nossa comunicao, sero abordados adiante, no intuito de, tomando conscincia de que existem, podermos evit-las.

AUDINCIA sabido que, no decorrer de nossa vida profissional e pessoal, tratamos com pessoas dos mais variados nveis intelectuais e, por conseguinte, de percepo. Fica claro que, com um mnimo de bom senso, devemos saber nos dirigir a cada uma delas de maneira que a mensagem lhe fique inteiramente ntida, sob pena de o processo de comunicao no se concretizar. a chamada adequao vocabular. Precisamos ter em mente que o foco do falante ou redator est no leitor e que, ao redigir algo, deve ter clareza que para algum ler. Em nenhuma instituio h uma audincia nica. Existem setores que se obrigam a comunicar com receptores