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  • PARTE GERAL

    Normas gerais procedimentais em matria processual TTULO I

    Normas fundamentais

    Art. 1. Esta Lei estabelece normas sobre os procedimentos em matria processual civil e penal no mbito do Poder Judicirio do Estado de Pernambuco.

    Pargrafo nico. Os atos, termos ou diligncias de natureza peculiar, que no estejam abrangidos pela disciplina desta lei, observaro o que a respeito deles dispuser a legislao prpria e, na falta, as normas gerais de procedimento previstas no Cdigo de Processo Civil, no Cdigo de Processo Penal, no Estatuto da Criana e do Adolescente, no Cdigo de Organizao Judiciria e nas Normas de Servio da Corregedoria Geral do Tribunal de Justia.

    Art. 2. Os integrantes do Poder Judicirio, no exerccio da funo judicial, obedecero aos princpios previstos no artigo 37 da Constituio Federal e no artigo 97 da Constituio do Estado de Pernambuco.

    Art. 3. Nos procedimentos em matria processual, sero observados os seguintes critrios:

    I o atendimento ao pblico em geral, aos advogados e aos membros do Ministrio Pblico deve ser feito, por juzes, desembargadores e servidores, com objetividade, clareza, impessoalidade, correo e urbanidade;

    II o atendimento aos advogados deve observar as prerrogativas da profisso, disciplinadas na Lei Federal n 8.906, de 4 de julho de 1994;

    III a relao entre magistrados, membros do Ministrio Pblico, advogados, servidores e auxiliares da justia deve pautar-se no respeito mtuo, na objetividade, serenidade, correo e urbanidade;

    IV a atuao nos procedimentos em matria processual deve realizar-se segundo padres ticos de probidade, decoro e boa f;

    V na prtica de atos procedimentais, devem ser adotadas formas simples, suficientes a propiciar adequado grau de certeza, segurana e respeito s garantias constitucionais e legais do processo;

    VI os atos procedimentais devem ser praticados com observncia adequao entre meios e fins, bem como eficincia funcional.

    Art. 4. Os atos procedimentais devem observar as formalidades essenciais garantia dos jurisdicionados, com preferncia aos meios eletrnicos para a transmisso, recebimento, devoluo e arquivamento de informaes, atos e dados.

  • Art. 5. Na prtica dos atos procedimentais, devem ser observadas as prioridades de tramitao conferidas pela legislao federal a determinados tipos de demanda e aos casos em que o autor, o ru ou o interveniente seja idoso.

    TTULO II

    Das autuaes, dos registros e da distribuio CAPTULO I

    Das autuaes Seo I

    Da autuao de aes e peties

    Art. 6. A autuao de aes feita, em conformidade com a legislao federal de processo, pelo setor de distribuio de cada foro, observadas as normas contidas no Cdigo de Organizao Judiciria.

    1. A urgncia do pedido no dispensa a autuao, salvo se no houver condies de ser realizada a tempo, caso em que a petio deve ser imediatamente distribuda e encaminhada ao juiz competente que, depois de examin-la e decidir a seu respeito, dever determinar sua autuao.

    2. O encerramento do expediente forense no impede a apreciao de pedidos e requerimentos urgentes, os quais devero ser encaminhados imediatamente ao presidente do tribunal ou ao juiz diretor do foro, para pronta anlise, independentemente de distribuio e autuao.

    3. A apreciao prevista no pargrafo anterior limita-se a providncias urgentes, as quais, em razo da manifesta exiguidade de tempo, no tenham condies objetivas de aguardar o exame no dia seguinte ou no horrio normal do expediente forense.

    4. Ficam expressamente excludos da apreciao prevista no 2 pedidos e requerimentos que importem em liberao de dinheiro ou bens, bem como revogao de priso decorrente de ordem judicial.

    5. A autuao de incidentes e outras peties feita nas varas ou cartrios judiciais.

    Art. 7. desnecessria a autuao de reconveno, de exceo de pr-executividade e de petio de cumprimento da sentena.

    Art. 8. Para melhor organizar sua atividade e garantir maior eficincia na conduo do procedimento e na anlise da situao, o juiz poder determinar a autuao de peties que normalmente no so autuadas.

    Art. 9. A autuao deve ser feita de modo a facilitar a incluso das peas que so sucessivamente apresentadas e a impedir o seu extravio, observando-se o

  • disposto nas normas regulamentares expedidas pela Corregedoria-Geral da Justia. Pargrafo nico. Os autos no devero exceder a duzentas folhas em cada volume.

    Seo II Da autuao de recursos

    Art. 10. Os recursos devem ser autuados, observadas as normas contidas no Cdigo de Organizao Judiciria e as do Regimento Interno do Tribunal de Justia de Pernambuco.

    Pargrafo nico. Os embargos de declarao, o agravo interno, os embargos infringentes e o agravo de admisso em recurso especial ou extraordinrio no se sujeitam autuao prpria.

    Art. 11. As peties e os incidentes apresentados nos recursos interpostos no se sujeitam autuao prpria, devendo ser juntados aos autos e encaminhados ao relator no Tribunal de Justia.

    CAPTULO II Dos registros

    Seo I Do registro de aes e peties

    Art. 12. Todos os processos esto sujeitos a registro.

    1. Os processos devem ser, no momento do registro, classificados com segredo de justia, quando assim determinado na legislao federal de processo ou, posteriormente, quando assim determinado pelo juiz.

    2. Os nomes das partes devem constar do registro, sendo divulgadas somente as iniciais quando se tratar de segredo de justia.

    3. Nos processos criminais, devem constar do registro os tipos penais indicados na denncia ou queixa apresentada.

    Art. 13. O ajuizamento de reconveno, de assistncia ou qualquer interveno de terceiro e do cumprimento da sentena deve ser registrado no distribuidor, fazendo-se constar de qualquer informao ou certido expedida sobre o processo respectivo.

    Seo II Do registro de recursos

  • Art. 14. Os autos remetidos ao Tribunal de Justia sero registrados no protocolo no dia de sua entrada, cabendo secretaria verificar-lhes a numerao das folhas e orden-los para distribuio.

    Pargrafo nico. Tratando-se de processo eletrnico, a secretaria do tribunal deve registrar o recurso e orden-lo para distribuio.

    Seo III

    Do registro de decises, sentenas e acrdos

    Art. 15. As decises, sentenas e acrdos sujeitam-se a registro e arquivamento eletrnicos, devendo servir para consulta de estatstica e de jurisprudncia.

    1. As decises, sentenas e acrdos devem ter seu inteiro teor acessvel e disponibilizado no stio eletrnico do Tribunal de Justia.

    2. O acesso e a disponibilizao a que se refere o pargrafo anterior so limitados s partes e a seus advogados em casos de segredo de justia, somente podendo ser estendidos a terceiros por prvia deciso fundamentada do juiz.

    CAPTULO III

    Da distribuio Seo I

    Da distribuio na primeira instncia

    Art. 16. As causas principais ou incidentais sujeitam-se distribuio onde houver mais de um juiz ou mais de um chefe de secretaria.

    1. A distribuio livre, alternada e aleatria, mediante sistema eletrnico de sorteio que deve obedecer rigorosa igualdade.

    2. A distribuio deve ser feita por dependncia nas hipteses estabelecidas na legislao federal de processo, observadas as normas sobre competncia. 3. No necessria a obteno de prvia autorizao judicial para que se realize a distribuio por dependncia ou para que se realize a distribuio para quem pede os benefcios da gratuidade.

    Art. 17. Os atos que venham de outra comarca, a exemplo de mandados e ofcios, no se sujeitam distribuio, devendo ser encaminhados diretamente ao seu destinatrio.

    Pargrafo nico. As cartas de ordem e precatrias devem ser encaminhadas Central de Cartas Precatrias, que lhes dever dar cumprimento, ficando tal atribuio a cargo do diretor do foro nas comarcas onde no houver a referida Central.

  • Art. 18. A distribuio tem lugar em todos os dias teis e realizada de forma automtica. Pargrafo nico. A distribuio prioritria nos casos de urgncia e naqueles em que a legislao estabelece prioridade na tramitao do respectivo processo.

    Art. 19. obrigatrio dar publicidade distribuio de causas e incidentes, devendo a relao de processos distribudos ser divulgada no Dirio da Justia.

    1. Feita a distribuio, ao distribuidor caber, a requerimento de qualquer interessado, fornecer certido que ateste a existncia do processo, indicando seu nmero, o nome das partes e a pretenso ali formulada.

    2. Tratando-se de processo de execuo ou cumprimento de sentena, a certido dever, alm de indicar o nmero do processo, o nome das partes e a pretenso ali formulada, informar o valor executado. 3. As certides a que aludem os pargrafos anteriores sero fornecidas gratuitamente.

    Seo II Da distribuio no tribunal

    Art. 20. Far-se- a distribuio no Tribunal de Justia de acordo com o seu regimento interno, observando-se os critrios da publicidade, da alternatividade e do sorteio livre e aleatrio.

    Pargrafo nico. Na distribuio feita no Tribunal de Justia, devem ser observadas as regras de seu regimento interno e as da legislao processual, sobretudo as que disciplinam a preveno e a distribuio por dependncia.

    Art. 21. No Tribunal de Justia, a distribuio efet