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  • Pastor, Capelo e Juiz de Paz Eclesistico: Odilon Gonzaga de Campos Treinamento de Obreiro pg: 2

    RELIGIO, SEITAS E HERESIAS

    INTRODUO:

    O QUE RELIGIO? R: Culto Prestado a uma divindade; doutrina religiosa; dever sagrado; ordem religiosa; crena viva; conscincia escrupulosa; escrpulos; (Social.) um sistema solidrio de crenas e prticas relativas a coisas sagradas, isto , separadas, interditas, e que unem em uma mesma comunidade moral, chamada Igreja, todos os que aderem a esse sistema. (Do latim religionis, termo este oriundo de religare, ligar outra vez) Tudo quanto o homem divindade Religio. O QUE SEITA? R: Doutrina ou sistema que se afasta da opinio geral; conjunto dos indivduos que a seguem; comunidade fechada; de cunho (carter) radical; faco; partido. O QUE HERESIA? R: Doutrina contrria aos dogmas (ponto fundamental e indiscutvel de uma doutrinas) da igreja; contra-senso; ato ou palavra ofensiva religio, escolha, seleo, preferncia...

    (Pequeno Dicionrio Brasileiro da Lngua Portuguesa, de Aurlio Buarque de Holanda Ferreira)

    CONHECENDO OS ARGUMENTOS BBLICOS: No trato com as doutrinas da Bblia, podemos dividir os argumentos da seguinte maneira: Argumento bblico, Argumento extrabblico e Argumento anti-Bblico.

    Argumento Bblico: aquele extrado da Bblia em uma interpretao correta e lgica (Lc 4:16-22).

    Argumento Extrabblico: aquele que no tem base na Bblia, entretanto no se choca com os seus ensinamentos.

    Argumento antibblico: aquele que fere, torce, subtrai, acrescentando ou se choca com as verdades encontradas na Palavra de Deus (2Pe 2:1-3).

    O PERIGO DAS SEITAS E HERESIAS

    Gn 4:3-7 Compreender a origem e a natureza da religiosidade bsico para entendermos a extrema disseminao de seitas e ensinos falsos, no apenas em nossos dias mas em toda a histria da humanidade. Este texto espelha de uma forma clara, a maneira pela qual o esprito de religiosidade comeou a se manifestar entre os homens. A palavra "religio" vem do latim religio, que significa "religar". O conceito implcito nessa palavra o de uma tentativa do homem de "religar-se" a Deus, reatando uma comunho rompida. Esse sentimento "religioso" comum a todos os homens, no importando sua origem social ou geogrfica. A religio surgiu no vcuo provocado pela ausncia da comunho autntica com Deus. O homem foi feito para viver em comunho com Deus, e na falta dessa comunho ele experimenta, ainda que inconscientemente, um sentimento de profunda frustrao. Esse anseio (e no o "medo do desconhecido", como muitos sustentaram no passado) que originou na humanidade a busca religiosa. O texto que lemos caracteriza alguns aspectos essenciais do esprito de religiosidade. Caim ofertou do que lhe sobrava, enquanto Abel trouxe suas primcias (note as palavras "oferta" e "primcias", nos versculos 3 e 4). O esprito religioso sempre oferta do que

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    sobra, seja dinheiro, tempo, esforo; Caim procurou aproximar-se de Deus por seus prprios meios, enquanto Abel, pelo meio determinado por Deus. Este um dos principais motivos que levou o Senhor a rejeitar a oferta de Caim. Em Gn 3:21 vemos pela primeira vez nas Escrituras o surgimento de uma vtima sacrificial (se Ado e Eva foram vestidos por Deus com roupas de peles, um animal teve que ser morto!). Esta verdade a mesma que aparece registrada em Hb 9:22. Em conexo com Gn 3:21, importante lembrar que a palavra hebraica que significa "cobrir" tem o sentido do termo "propiciao", que a palavra utilizada pelo Novo Testamento para definir a obra redentora de Jesus na cruz, veja Rm 3:24,25. Ora, o esprito de religiosidade sempre apresenta uma oferta que Deus no pediu, que incapaz de resolver o verdadeiro problema que separa o homem de Deus: s vezes so "obras", outras vezes so "rituais", mas sempre so coisas que no podem tratar adequadamente o problema do pecado. Abel, pela f, apresentou o Senhor Jesus (porque todo sacrifcio de animais no Velho Testamento apontava profeticamente para Jesus). J Caim, apresentou a si prprio: suas obras, seu trabalho, suas iniciativas! Caim apresentou, recusa da sua oferta, a reao caracterstica do esprito de religiosidade. Veja Gn 4:5b. a reao caracterstica do orgulho ferido. O esprito de religiosidade sempre o esprito do farisasmo, o qual marcado por uma idia elevada de si prprio, o que leva-o automaticamente a no cogitar jamais a possibilidade de ser recusado. Neste ponto, diametralmente oposto ao esprito do cristo, o qual marcado por um corao quebrantado. Vemos uma ilustrao clara disso na parbola do fariseu e do publicano (veja Lc 18:9-14). Se a situao fosse inversa, e o publicano fosse rejeitado, ele simplesmente continuaria orando por misericrdia, porque era um homem de corao quebrantado; mas o fariseu jamais suportaria ser rejeitado, porque estava firmado nos seus "mritos"! Gn 4:7 Todas as religies sempre tm sua base no que o homem pretende fazer ou ser, por si s, independente de quem quer que seja. A palavra de Deus para Caim foi "Se bem fizeres, no haver aceitao para ti?". Se bem fizeres, aqui, tem o sentido de fazer o que correto, aproximar-se de Deus da maneira certa. No Velho Testamento, essa maneira era a observncia da lei e dos sacrifcios, tendo em vista a obra de Jesus que se manifestaria no futuro. No Novo Testamento, a aproximao de Deus unicamente atravs de Jesus, submetendo-se ao Seu senhorio, governo e confiando apenas nos mritos da Sua obra realizada em nosso favor. No difcil, contudo, verificamos como o homem procurou seguir o caminho de Caim desde o princpio da humanidade. Gn 4:16,17 Caim foi tanto o iniciador da religio como o primeiro a procurar construir uma sociedade parte de Deus. A expresso "E saiu Caim de diante da face do Senhor" (v.16) nos mostra que Caim optou por afastar-se de Deus, vivendo longe dEle. partir desse homem, surgiu toda uma linha de seres humanos que no tinham conscincia da pessoa de Deus, mas que experimentavam o anseio inconsciente por comunho com seu Criador, ao qual j nos referimos. Entre essas pessoas temos sem dvida os primeiros a adorarem os elementos da natureza, seguindo seus coraes corrompidos. Rm 1:21-24 Apesar da revelao disponvel de Deus na criao, os homens preferiram escolher seus prprios caminhos, marcados pela religiosidade. O fim disso, como o v. 24 demonstra, est sempre em carnalidade e imoralidade. Rm 1:21 "... e o seu corao insensato se obscureceu." O corao do homem foi obscurecido a fim de que perdesse de vista qualquer trao de revelao do verdadeiro Deus e direcionasse o anseio de seu corao para outros seres. 2 Co 4:4 O diabo o autor desse entenebrecimento dos coraes e da transformao desse anseio legtimo num esprito pervertido de religiosidade. At 19:17-20, 27; 2 Co 10:4,5; Ef 6:11,12 Se a ao do diabo que est por detrs do esprito de religiosidade, precisamos concluir que todas as religies so de iniciativa diablica, e que a maneira pela qual podemos combat-las no atravs de debates ou coisas parecidas, mas unicamente atravs da batalha espiritual, discernindo sua origem satnica e combatendo com armas espirituais, os demnios que esto por detrs delas. "HERESIAS E SEITA" O mesmo esprito religioso que est por detrs de cultos como o islamismo, o animismo (adorao de espritos, englobando todas as formas de umbanda), o espiritismo e outras manifestaes religiosas, est tambm por detrs de todas as seitas e heresias que surgiram no meio da Igreja no decorrer da histria. Na verdade, o diabo especialista em variar suas armas no ataque contra a Igreja. A diferena entre o paganismo e o cristianismo fcil de ser detectada, mas o mesmo no acontece entre o cristianismo verdadeiro e alguns movimentos herticos. O interesse aqui no formar um painel acerca das religies que atuam ou atuaram no mundo, mas analisar principalmente algumas heresias e seitas que surgiram no meio da Igreja. Para isso, precisamos compreender primeiramente a diferena entre "heresia" e "seita".

    HERESIA

    A palavra "heresia" vem do termo grego "hairesis". Essa palavra empregada no Novo Testamento com dois sentidos principais: (1) seita, no sentido de faco ou partido, um corpo de partidrios de determinadas doutrinas (veja At 5:17; 15:5; 24:5; 26:5; 28:22); e (2) opinio contrria doutrina prevalecente, de cujo ponto de vista considerada heresia (veja 2 Pe 2:1). 1 Co 1:10; 11:18 Em ambos os textos, a palavra traduzida "divises (ou dissenses)", no grego, schismata, que significa literalmente "rasges em pano". Alguns estudiosos sustentam que essa palavra indica divises em torno de personalidades, e no em torno de ensinos. Segundo esse ponto de vista, divises em torno de personalidades seriam um "mal menor", no to grave quanto as "heresias" (negaes de verdades da

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    f). O texto de 1 Co 11:19, no entanto, parece relacionar as divises aos partidos (haireseis). Podemos resumir isto dizendo que, na perspectiva do Novo Testamento, toda diviso no corpo de Cristo (seja motivada por personalidades ou por diferenas no ensino) considerada heresia. Isto coloca como heresia todo o denominacionalismo, to comum na igreja. No entanto, o uso histrico da palavra "heresia" passou a apontar quase que exclusivamente para seu segundo sentido assinalado acima, ou seja, o de opinio contrria doutrina prevalecente, de cujo ponto de vista heresia. Desta maneira, passaram a ser qualificadas de "heresia" os ensinos que, de alguma maneira, contrariam alguma verdade da f crist. Nesta perspectiva, heresia pode ser definida como a "negao de uma verdade crist definida e estabelecida, ou uma dvida concernente a ela". A heresia no pode ser confundida com a apostasia. O apstata algu