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Manual de Treinamento dos Educadores Programa de Educação Pré-escolar Georgina Lyn Christie OBE Terezinha Candieiro Iolanda Miranda da Silva Fátima Félix dos Santos Lima Bianca Diacov ABIAH – JMM – JMN “Cumprindo nossa missão, alcançamos nossa visão”

PEPE - Treinamento Educadores

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  • Manual de Treinamento dos EducadoresPrograma de Educao Pr-escolar

    Georgina Lyn Christie OBETerezinha Candieiro

    Iolanda Miranda da SilvaFtima Flix dos Santos Lima

    Bianca Diacov

    ABIAH JMM JMN

    Cumprindo nossa misso, alcanamos nossa viso

    ABIAH JMM JMN

  • Treinamento dos EducadoresMdulo Bsico

  • Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)(Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

    Manual de coordenador do PEPE : Programa de Educao Pr-Escolar / organizadora Terezinha Candieiro. - Osasco, SP: Ed. do Autor, 2013.

    Vrios colaboradores.Parceria: Pepe-Network.Bibliografia.

    1. Crianas de comunidades carentes 2. Edu-cao de crianas 3. Educao religiosa 4. Igreja - Trabalho com crianas I. Candieiro, Terezinha.

    13-04128 CDD-306.43

    ndices para catlogo sistemtico:1. PEPE : Programa de Educao Pr-Escolar: Manual de

    coordenadores: Sociologia educacional 306.43

    Treinamento dos EducadoresMdulo Bsico

    Pepe-Network

    ABIAH JMM JMN

    Cumprindo nossa misso,alcanamos nossa viso

    Pepe-Network

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    Cumprindo nossa misso,alcanamos nossa viso

  • Treinamento dos Educadores 7 6

    Sobre os colaboradoresGeorgina Lyn Christine OBE - Mestre de Artes em Educao Internacional, com especializao em curriulum e formao de professores, na Sussex University. UK . Formada em pedagogia com

    especializao em cincia pela Worcester College - University of of Birmingham-UK. Certificada em movimentos com msica para ensinar aerbica na Royal Society of Artes e YMCA, Kids Fitnesse YMCA -

    especializao em exerccio para o envelhecimento. TESOL,TEFL (qualificaes no ensino de Ingls como Lngua estrangeira).Fundadora do PePe, Consultora do PEPE Network.

    Terezinha Aparecida de Lima Candieiro - Mestre em Artes no Programa de Desenvolvimento Integral da Criana pelo Malaysia Baptist Theological Seminary; Licenciatura Plena em Pedagogia com especializao em Magistrio e Orientao Educacional pelas Faculdades Integradas Campos Salles; Bacharel em Teologia com especializao em Educao Religiosa pela Faculdade Teolgica Batista de So Paulo; Curso de consultoria

    do Programa Claves Brasil de Preveno contra a violncia sexual de crianas e adolescentes. Atualmente a coordenadora internacional do PEPE na Junta de Misses Mundiais da CBB.

    Iolanda Miranda da Silva Bacharel em Teologia com especializao em Educao Religiosa pela Faculdade Teolgica Batista de So Paulo, formada em Magistrio com especializao

    em Pr-Escola pelo Colgio Batista Brasileiro. Atualmente colaboradora do PEPE.

    Ftima Flix dos Santos Lima Bacharel em Pedagogia, Administrao Escolar, Educao Infantil, Ensino Fundamental pela Universidade Guarulhos SP, formada em Magistrio

    com especializao em Ensino Fundamental.

    Bianca Cunha da Silva Diacov Bacharel em Teologia com especializao em Misses pela Faculdade Teolgica Batista de So Paulo. Atualmente coordenadora regional do Pepe Brasil

    para o sul-sudeste e centro-oeste.

    Parceiros promotores do PEPEABIAH - Associao Brasileira de Incentivo e Apoio ao Homem

    JMM - Junta de Misses Mundiais da Conveno Batista BrasileiraJMN - Junta de Misses Nacionais da Conveno Batista Brasileira

    Reviso de textos: Carmem Lcia Purens SarkovasIlustraes: Marcos Alves Dias

    Projeto Grfico: Eliene de Jesus Bizerra

    PEPE NETWORK/ABIAH - Associao Brasileira de Incentivo e Apoio ao Homem, 2012. Todos os direitos reservados. proibida a reproduo desta obra, no todo ou em parte, por qualquer meio, sem autorizao

    expressa e por escrito dos parceiros promotores do PEPE.

    ABIAH - Associao Brasileira de Incentivo e Apoio ao HomemEscritrio: Rua Andr Saraiva, 783 - Vila Snia - So Paulo - SP - Brasil

    CNPJ 64.032.584/0001-60CEP 05626-001 - Telefones: 55 (11) 3739 0302/ 3749 1205

    www.pepe-network.org - www.abiah.orgImpresso no Brasil - Printed in Brazil

    SumrioPrefcio ...................................................................................................................... 07Parte I - APRESENTAO DO PEPE 1. O que o PEPE? ............................................................................................ 11

    1. Filosofia do Programa de Educao Pr-Escolar ............................................... 11 2. Programa para Implantao das Unidades do PEPE.......................................... 13 Cronograma de desenvolvimento do PEPE ......................................................... 14 3. Regulamento do PEPE ................................................................................... 16 4. Modelo de Convnio para implantao do PEPE .............................................. 23 5. As instalaes do PEPE ................................................................................... 24 A organizao do espao .................................................................................. 24 Modelos de sala de aula e cartazes ................................................................... 25 Teste sua aprendizagem ................................................................................... 28

    2. Quem desenvolve o PEPE? .............................................................................. 33

    1. A igreja ....................................................................................................... 33 Comprometimento da igreja ............................................................................. 33 Legalidade do trabalho ..................................................................................... 33 2. Missionrio-educador .................................................................................. 33 3. Auxiliar ....................................................................................................... 34 Teste sua aprendizagem ................................................................................... 35

    3. Para quem o PEPE? ...................................................................................... 37 1. Conhecendo a criana de 4 a 5 anos ........................................................... 37 Caractersticas fsicas ....................................................................................... 37 Caractersticas mentais ..................................................................................... 38 Caractersticas sociais ...................................................................................... 38 Caractersticas emocionais ............................................................................... 39 Caractersticas espirituais .................................................................................. 39 Concluso ...................................................................................................... 40 2. Como as Crianas Aprendem ........................................................................ 41 3. Texto para leitura e reflexo ............................................................................ 42 O planejamento do professor ........................................................................... 42 Reconhecer as reaes das crianas e das famlias ............................................. 43 Bibliografia ..................................................................................................... 43 Teste sua aprendizagem ................................................................................... 44

    PARTE II COMO ENSINAR NO PEPE?Referencial curricular e metodologia de ensino .......................................................... 51 1. Linguagem ................................................................................................... 51 1.1. Linguagem oral ........................................................................................ 52 1.2. Leitura e escrita ......................................................................................... 63 1.3. Grafismos ................................................................................................ 66 1.4. Letras Basto ............................................................................................ 71 2. Natureza e Sociedade .................................................................................. 72

    2.1. Conhecimento da natureza ....................................................................... 72 2.2. Conhecimento da vida social ..................................................................... 73 3. Msica ........................................................................................................ 76 3.1. Educao musical ...................................................................................... 76

  • Treinamento dos Educadores 9 8

    PrEfcio

    Bem-vindo ao Mdulo Bsico para Treinamento dos Educadores!

    Este mdulo tem como objetivo equipar o participante com o conhecimento necessrio para implantar um PEPE.

    Os captulos O QUE O PEPE? e QUEM DESENVOLVE O PEPE?, oferecem ao missionrio-educador os requisitos bsicos para comear a ensinar crianas menos favorecidas de recursos, na faixa etria de 4 e 5 anos de idade.

    Estudando os captulos PARA QUEM O PEPE? e COMO ENSINAR NO PEPE? o missionrio-educador vai conhecer os princpios bsicos da metodologia de ensino.

    Este mdulo bsico no representa o fim do treinamento, pois o missionrio-educador deve continuar seus estudos nas capacitaes mensais, participando dos outros mdulos.

    No fim de cada captulo h uma srie de atividades (perguntas de mltipla escolha, tabelas para completar), com as quais voc ter a chance de testar seu conhecimento em relao ao material que estudou. obrigatrio completar esta parte.

    Lembre-se que para trabalhar com PEPEs voc deve ser uma pessoa vocacionada e ter o chamado de Deus. O missionrio-educador, que vai mostrar para as crianas o amor de Deus, deve ter uma boa reputao, compromisso missionrio e fazer o melhor no seu trabalho.

    O PEPE uma oportunidade de ajudar as crianas a gostarem de seus estudos e a terem bom aproveitamento, como tambm saberem o que o Amor de Deus.

    Georgina Lyn Christine OBEDeixem vir a mim as crianas, (...). (Marcos 10. 13-16)

    O que vocs deixaram de fazer a alguns destes meus pequeninos, tambm a mim deixaram de faz-lo. (Mateus 25. 45)

    3.2. Metodologia de ensino da msica .............................................................. 76 3.3. Sugesto de Atividades .............................................................................. 77 3.4. Bandinha ................................................................................................. 78 4. Arte Visual ................................................................................................... 80

    4.1. Desenho .................................................................................................. 80 4.2. Pintura ..................................................................................................... 80 4.3. Modelagem .............................................................................................. 81 4.4. Recorte, colagem e montagem ................................................................... 81 4.5. Construo .............................................................................................. 81 5. Educao Religiosa e Valores da Vida ........................................................... 83 5.1. Sugestes para o currculo bblico .............................................................. 84 5.2. Como preparar e apresentar uma aula bblica ............................................ 85 6. Movimento .................................................................................................. 88 6.1. Segurana ............................................................................................... 88 6.2. Antes de comear ..................................................................................... 88 6.3. Aquecimento ............................................................................................ 88 6.4. Dana ..................................................................................................... 90 6.5. Jogos Socializadores ................................................................................. 90

    7. Matemtica ................................................................................................ 95 7.1. Educao Sensorial ................................................................................... 95 7.2. Noes elementares da matemtica ........................................................... 97

    Interdisciplinaridade e Projetos ................................................................................... 101 Rotina ............................................................................................................... 102 1. A hora da chegada ........................................................................................ 102 2. A hora da conversa ........................................................................................ 103

    3. Centros de Interesse ....................................................................................... 103Planejamento ........................................................................................................... 105

    1. O que planejamento ................................................................................... 105 2. Por que planejar? .......................................................................................... 105 3. Como planejar .............................................................................................. 105 4. Planejamento semanal .................................................................................. 106 5. Planejamento Dirio ....................................................................................... 107 Teste sua aprendizagem ...................................................................................... 108

    PARTE III MODELOS E DOCUMENTOS Apndice ........................................................................................................... 120 Modelos de Cartazes de Rotina ........................................................................... 120

    Modelos de Impresso .......................................................................................... 120 Ficha de Pesquisa na Comunidade ...................................................................... 130 Termo de Compromisso dos Missionrios Educadores ........................................... 131 Ficha de Matrcula da Criana ............................................................................ 132 Ficha de Controle de Freqncia . ......................................................................... 133 Ficha de Avaliao e desenvolvimento da Criana ................................................ 134 Relatrio Narrativo ............................................................................................. 135 Relatrio Financeiro ........................................................................................... 136 Ficha da Famlia da Criana ............................................................................... 137 Diploma para as Crianas .................................................................................. 139 Bibliografia ......................................................................................................... 141

  • Treinamento dos Educadores 11

    Parte iApresentao do PEPE

    Pepe-Network

    ABIAH JMM JMN

    Cumprindo nossa misso,alcanamos nossa viso

  • Treinamento dos Educadores 13

    1. O que o PEPE?

    1. Filosofia do programa de educao pr-escolar

    uma preparao para o processo de ensino na escola formal. o perodo introdutrio de uma nova etapa na vida da criana, ou seja, a fase da escolarizao. Ao contrrio do que se pensa, no simplesmente um lugar onde os pais podem deixar seus filhos com segurana enquanto trabalham. Mas, sim, o lugar onde elas vo adquirir e aprimorar pr-requisitos para o bom desempenho e acompanhamento do processo de ensino, bem como o processo de socializa-o e cidadania. O objetivo da educao infantil preparar a criana, fornecendo-lhe estrutura, principalmente para o perodo de alfabetizao, no desenvolvimento dos seguintes aspectos:

    Biolgico

    Psicolgico

    Cognitivo

    Cultural

    Social

    Perceptivo,motoresensorial

    Fsico

    Criativoeartstico

    O curso do PEPE (dois anos antes da escola formal) no obrigatrio na maioria dos pases, exceto os da Amrica Latina, e nem exigido que a criana prossiga os estudos; mas frequentar o PEPE, sem dvida, faz diferena no desempenho do aluno durante a alfabetizao. No PEPE, a criana desenvolve os aspectos citados acima, que so de grande importncia, pois servem de alicerces para todo o processo de educao. Como alicerces, fornecem firmeza, confiana e segurana a fim de que a criana possa enfrentar a fase da alfabetizao, consciente de sua capacidade, valor e inteligncia, dando-lhe suporte para superar as dificuldades sem ser de-sestimulada. Ao mesmo tempo, a criana comea a aprender a viver em sociedade, aprende a respeitar regras e pessoas diferentes daquelas com as quais convive em sua casa. Desta forma, sua adaptao escola, um ambiente ainda maior e com mais diferenas, ser muito mais fcil e mais tranquila, pois j passou pela experincia de vida em comunidade.

    Alm de manter estes objetivos comuns a toda proposta pedaggica da educao infantil, o PEPE tambm abraa outros, por estar fundamentado na f crist, e por apreciar a situao socioeducativa da criana menos favorecida de recursos, que ser beneficiada pelo programa.

  • Treinamento dos Educadores 15 14

    O PEPE destaca como fundamentais mais trs objetivos:

    1.proporcionar s crianas socialmente carentes um ensino de qualidade, equiparado ao ensino pblico ou particular, de forma a oferecer oportunidade de apresentar um bom rendimento escolar na continuidade do seu processo de alfabetizao e aprendizagem equiparada s das crianas que possuem melhores condies financeiras.

    2. proporcionar s crianas carentes espiritualmente e sua comunidade, uma oportunidade de experimentar o amor e conhecer o evangelho de Jesus Cristo;

    3. proporcionar igreja local um meio prtico e relevante de atender as necessidades humanas e espirituais, podendo, assim, fortalecer seu relacionamento com a comunidade, tornando-se conhecida e respeitada em sua regio.

    A partir dessas bases formulada a prtica pedaggica que caracteriza o PEPE.

    2. Programa para implantao das unidades do PEPE

    Os procedimentos para a implantao e desenvolvimento do PEPE sero executados da seguinte forma:

    1. Preparo do Projeto

    Propostadoprojeto;

    Termosdeparceria.

    2. Preparo da Igreja

    ApresentaodoPEPEigreja;

    EscolhadosMissionriosEducadores.

    3. Preparo da Comunidade

    PesquisaparaverificarograudeaceitaoeinteressenaeducaoPEPE;

    Visitaosfamliasinteressadasemmatricularcrianasde4e5anosdeidade;

    ReuniocomospaisparaapresentaodosobjetivosdoPEPEeregulamentointerno.

    4. Preparo dos Missionrios Educadores

    FormaoinicialdeEducadores/Facilitadores;

    FormaocontinuadadosEducadores/Facilitadores,apsoinciodotrabalho;

    SeminriosdeCapacitao.

    5. Preparo das Instalaes e Materiais

    Preparodolocaladequado;

    Aquisioderecursosmateriaisbsicosparaassalas.

    6. Execuo

    Matrculadascrianasde4e5anos;

    PreparodocalendriodeatividadesdoPEPE;

    Inciodasaulas;

    Desenvolvimentodasaulas;

    AvaliaoeplanejamentoparaprosseguimentodoPEPE;

    Visitassfamliasdascrianas(igrejaeMissionriosEducadores);

    EstudosBblicosnosLares(igrejaeMissionriosEducadores).

  • Cronograma de desenvolvimento do PEPE

    PASSO 1: Preparo do projeto

    Preparo da proposta do projeto

    Preparo dos termosde parceria

    PASSO 3: Preparo da comunidade e

    dos missionrios educadores

    A Igreja: trabalhar na comunidade

    para identificar as crianas

    O Coordenador:organizar

    treinamentos

    Definir o currculo

    Preparar o material

    (currculo)

    Identificar os

    treinadores

    Divulgar o treinamento

    entre as igrejas

    PASSO 4: Preparo das instalaes e

    execuo

    Reunio com educador,

    coordenador e pastor para

    preparar o encontro com

    os pais

    Reunio de Pais,

    apresentao e matrcula

    Um dia de preparo

    da sala (Missionrio Educador)

    Correspondncias ou visitas aos pais

    para marcar reunio

    Preparar regulamento

    do PEPE

    Preparar material bsico

    e uniforme

    Preparo do calendrio

    Incio das aulas no PEPE

    Criar uma ficha para

    cada criana

    PASSO 2: Preparo da Igreja

    Organizar evento falado

    Preparar material para apresentao

    Apresentar o PEPE para

    a Igreja local

    Organizar futuras visitas

    quando a igreja estiver interessada

    A Igreja escolhe o

    Missionrio Educador

    (na assembleia)

    As pessoas

    se inscrevem (para o

    treinamento)

    Kit de treinamento

    Realizao do

    treinamento

    Cerimnia de graduao,

    entrega de certificado

    Treinamento continuado para educadores

    Realizar encontro dos pais (a cada 2 meses)

    Fazer visitas s famlias (todos os meses)

    Encontro dos MEs nas unidades do PEPE para

    planejamento e avaliao

    Preparar Estudos

    Bblicos para as famlias

    interessadas

    Realizar os Estudos Bblicos com as famlias

    interessadas

  • Treinamento dos Educadores 19 18

    3. Regulamento do PEPE(modelo padro num contexto onde se trabalha com igrejas evanglicas)

    Captulo I

    Nome, loCal e fINalIdade

    Artigo 1 O PEPE Programa de Educao Pr-Escolar um trabalho social realizado pelas igrejas evanglicas interessadas, tendo seu escritrio central de coordenao nacional numa sede prpria, determinada por seus usurios.

    1 A igreja interessada em implantar PEPE dever assinar um acordo com a Coordenao Nacional do Programa, comprometendo-se a cumprir os termos da parceria e a seguir as orientaes do regulamento do programa no contexto do pas em que est sendo inserido, inspirado nos termos do presente regulamento.

    2 O PEPE das igrejas locais ter um nome significativo para sua identificao na comunidade.

    3 O coordenador de rea do PEPE informar aos rgos pblicos governamentais a abertura das unidades implantadas, para seu reconhecimento e regulamentao de acordo com as normas do pas, se isto for necessrio.

    Artigo 2 O PEPE no tem fins lucrativos e sua finalidade desenvolver as potencialidades das crianas menos favorecidas de recursos, das zonas rurais e urbanas, na idade pr-escolar, capacitando-as a ter estrutura emocional, intelectual e motriz, no desenvolvimento de diversos aspectos relacionados sua formao fsica, pessoal e social, a fim de que possam ser bem sucedidas no processo de ensino-aprendizagem, socializao e cidadania.

    Captulo II

    da estrutura e fuNCIoNameNto do pepe

    Artigo 3 O PEPE ter um coordenador nacional e coordenadores de rea (regies no pas, de acordo com a necessidade), porm, toda a orientao do trabalho ser feita atravs de um Conselho Coordenador, composto pelo Coordenador Nacional do Programa e demais membros indicados pela Conveno local.

    Artigo 4 Cada unidade do PEPE ter, no mnimo, dois educadores (um, que tambm assumir a funo de diretor ou responsvel, e outro somente na funo de educador) para uma classe de 20 crianas de 4 anos e outra classe de 20 crianas de 5 anos.

    Artigo 5 Cada unidade do PEPE ser administrada pelo diretor-educador e uma Comisso Diretiva composta de, no mnimo, trs membros eleitos pela igreja mantenedora.

    1 Quanto ao movimento financeiro, cada unidade do PEPE ter administrao prpria e a Comisso Diretiva dever prestar relatrio das atividades e relatrio financeiro mensal igreja mantenedora.

    Captulo III

    do susteNto fINaNCeIro

    Artigo 6 Para a organizao dos seus recursos de funcionamento, a manuteno do PEPE nacional contar com contribuies da Conveno do pas, doaes e ofertas de agncias missionrias e organizaes.

    Artigo 7 Cada unidade do PEPE ser mantida por uma igreja evanglica que poder sustentar financeiramente o trabalho da seguinte maneira:

    a) que dentro do oramento da igreja se destine uma verba mensal diretamente para a unidade;

    b) dependendo do contexto, a igreja pode receber uma contribuio simblica para auxiliar nas despesas dos prprios alunos e para que haja maior valorizao por parte da comunidade. Todavia, a falta desta contribuio provocada por algum impedimento da famlia no impede o aluno de frequentar o PEPE;

    c) a igreja pode ainda se conveniar a outras igrejas no sustento da mesma unidade do PEPE;

    d) a igreja pode entrar em contato com empresas e organizaes buscando doaes daquilo que for necessrio para o funcionamento do trabalho;

    e) no sistema de apadrinhamento, os prprios membros da Igreja podem adotar financeiramente um aluno e se comprometerem a contribuir com uma determinada quantia mensal, de acordo com o custo de vida da cidade local.

    Captulo IV

    do fuNCIoNameNto das uNIdades do pepe e matrCulas

    Artigo 8 O horrio de funcionamento de cada unidade do PEPE ser estabelecido pela igreja local e pelo diretor-educador, de acordo com as possibilidades e necessidades da comunidade local, perfazendo em mdia 3 horas de atividades por dia, de segunda a sexta-feira.

    Pargrafo nico. O PEPE observar os feriados nacionais e as crianas e os educadores estaro dispensados das atividades naqueles dias.

    Artigo 9 Para que a criana seja matriculada em uma unidade do PEPE ser necessrio:

    a) que tenha idade compreendida entre quatro e cinco anos;

    b) que se preencha uma ficha de matrcula com os dados corretos da criana;

    c) que os pais ou responsveis pela educao da criana manifestem o interesse e desejo;

    d) que os pais ou responsveis concordem com o regulamento do PEPE.

    Artigo 10. A matrcula ser anulada pelos seguintes motivos:

    a) por desistncia, expressa pelos pais ou responsveis;

    b) por falta de frequncia no justificada;

    c) por motivos de sade que impossibilitem a criana de cumprir as atividades dirias.

  • Treinamento dos Educadores 21 20

    Captulo V

    do CurrCulo do pepe

    Artigo 11. O PEPE adotar o Currculo Nacional para a Educao pr-escolar do pas em que est sendo inserido, considerando e contextualizando o referencial curricular do Programa no mbito global.

    Captulo VI

    dos Colaboradores do pepe

    Artigo 12. Todos os colaboradores que desenvolvem atividades nas unidades do PEPE devem ser pessoas de bom testemunho, maturidade e recomendadas pela Igreja Mantenedora.

    Pargrafo nico. Para comear a desenvolver as atividades em uma unidade do PEPE necessrio que o educador tenha sido treinado e realizado estgio de observao de aulas.

    Artigo 13. De acordo com o contexto do pas e as peculiaridades do local, os missionrios-educadores devero receber um subsdio mensal, definido pela igreja mantenedora de acordo com as suas possibilidades, e aceito pelo educador.

    Pargrafo nico. O PEPE poder contar com uma equipe de voluntrios que auxiliar o missionrio educador nas suas atividades.

    Artigo 14. Todas as pessoas que colaboram nas atividades do PEPE tero direito a gozar frias anuais, conforme calendrio de atividades da unidade.

    Artigo 15. As atribuies do pessoal do PEPE so as seguintes:

    Coordenador Nacional

    a) Preferencialmente, deve ser algum originrio do pas escolhido pela conveno nacional atravs de seu Conselho Coordenador ou outro rgo competente. Ele deve ser capaz de desempenhar as funes abaixo descritas.

    b) O trabalho do coordenador nacional se desenvolver em cinco reas principais com o apoio da coordenao regional do programa:

    Implantao e Desenvolvimento:

    a) Promover, divulgar e desenvolver o Programa (Viso, Misso, Objetivos, Estrutura e Funcionamento) no mbito nacional, de acordo com o contexto em que est inserido e com a conveno do pas.

    b) Currculos e Programas/Capacitao

    c) Preparar todo o material curricular para: capacitao dos coordenadores de rea, formao inicial dos missionrios-educadores, formao continuada, seminrios de capacitao pedaggica semestral, programa educativo pr-escolar para as crianas, PEPE-Vai (Programa de Visitadores de Apoio Infantil).

    Superviso

    Fazer visitas s unidades de PEPE das regies, fazer o acompanhamento e superviso das atividades no mbito nacional, em contato direto com os coordenadores de rea, de acordo com o programa de avaliao e monitorao do PEPE.

    Representao

    Representar o Programa no mbito nacional e informar os rgos eclesisticos e governamentais competentes sobre a abertura, funcionamento e resultados do aproveitamento das crianas nas unidades de PEPE no pas.

    Administrao

    a) Organizar e orientar os trabalhos necessrios para o desenvolvimento do Programa, se possvel num escritrio nacional do PEPE, com o apoio de um Assistente Administrativo ou um dos coordenadores de rea.

    b) Identificar, levantar e administrar recursos financeiros e materiais destinados ao trabalho e sua distribuio nacional.

    c) Elaborar plano estratgico nacional para o PEPE, com base nos planos das reas e outras necessidades identificadas, como tambm apresentar relatrios trimestrais ao Conselho Coordenador Nacional e/ou Conveno do pas, encaminhando cpia dos documentos coordenao regional.

    Coordenador de rea (estados ou provncias)

    a) Orientar os procedimentos necessrios para a implantao das unidades do PEPE nas igrejas interessadas.

    b) Promover o treinamento dos educadores, de acordo com a localizao nas regies do pas.

    c) Promover Treinamento Continuado e cursos de Capacitao.

    d) Dar a orientao pedaggica necessria para o desenvolvimento do PEPE.

    e) Fazer o acompanhamento e superviso das atividades.

    f) Preparar o material pedaggico necessrio e encaminhar s unidades.

    g) Informar aos rgos governamentais a abertura das unidades do PEPE, para seu reconhecimento, se for necessrio.

    Diretor-Educador ou Responsvel pelo PEPE:

    a) Responsvel pela administrao e funcionamento da unidade.

    b) Estimular os educadores a observar o Programa, os contedos e orientar a execuo dos trabalhos, de acordo com as necessidades, possibilidades e peculiaridades de cada local.

    c) Trabalhar para que haja um ambiente saudvel, harmonioso, cristo e para que sejam atingidos os alvos pedaggicos na vida das crianas.

  • Treinamento dos Educadores 23 22

    d) Convocar e dirigir as reunies ordinrias e participar das reunies da Comisso Diretiva.

    e) Elaborar plano anual de atividades e os relatrios narrativos e financeiros, de acordo com as orientaes estabelecidas, e encaminh-los igreja Mantenedora e Coordenao do Programa em sua rea de atuao.

    Missionrio-Educador:

    a) Responsvel pelas crianas nas unidades do PEPE e em trabalhar para que sejam atingidos os objetivos propostos.

    b) Observar o currculo e os alvos pedaggicos do PEPE.

    c) Fazer planejamento semanal e dirio das atividades a serem desenvolvidas com as crianas.

    d) Fazer constante avaliao do aproveitamento das crianas, bem como de seu prprio trabalho.

    e) Cultivar um relacionamento amoroso e firme com as crianas para desenvolver nelas valores morais e espirituais.

    f) Zelar pelo uso das instalaes, materiais e equipamentos da unidade.

    g) Educar as crianas para que aprendam a cuidar de si mesmas, da sala, dos materiais, equipamentos e brinquedos.

    h) Manter contato com as famlias das crianas e estar pronto para desenvolver relacionamento e apoio s mesmas, de acordo com as possibilidades.

    i) Caso queira deixar de exercer suas funes, deve avisar o diretor-educador ou o responsvel e a igreja mantenedora, num perodo de pelo menos trs meses de antecedncia, para que se providencie outra pessoa e as crianas no sejam prejudicadas.

    j) Caso a igreja no deseje mais contar com o trabalho do educador, esta dever avis-lo num perodo de pelo menos trs meses de antecedncia.

    Ajudante

    a) Manter limpas e organizadas a sala e as demais instalaes utilizadas pelas crianas.

    b) Preparar e servir o lanche todos os dias, sob a orientao do diretor-educador.

    c) Auxiliar o educador com as crianas, conforme necessrio.

    Captulo VII

    dIreItos e deVeres das CrIaNas

    Artigo 16. Direitos das crianas:

    Toda criana tem direito a:

    1. alimentao, moradia e assistncia mdica adequada para a criana e sua me;

    2. educao e cuidados especiais, se tiver alguma deficincia fsica ou mental;

    3. amor e compreenso por parte dos pais e da sociedade;

    4. educao gratuita e lazer infantil;

    5. ser socorrida em primeiro lugar em caso de catstrofes;

    6. ser protegida contra abandono e explorao no trabalho;

    7. igualdade, sem distino de raa, cor, religio e nacionalidade;

    8. proteo para o seu desenvolvimento fsico, mental e social;

    9. um nome e uma nacionalidade.

    10. crescer dentro de um esprito de solidariedade, compreenso, amizade e justia entre os povos.

    Artigo 17. Deveres das crianas:

    a) devem observar o horrio de entrada e sada estabelecidos pela unidade do PEPE;

    b) devem ser assduas a todas as atividades do PEPE e evitar faltas, a no ser em caso de doena. As faltas devem ser justificadas pelos pais ou responsveis, atravs de informao ao missionrio-educador;

    c) devem zelar pela organizao da sala e instalaes da unidade do PEPE.

    Captulo VIII

    dos paIs ou respoNsVeIs

    Artigo 18. Os pais ou responsveis devem estar cientes e concordar com o regulamento do PEPE.

    Artigo 19. Os pais devem estar conscientes de que a educao da criana de sua responsabilidade. O PEPE apenas ajudar nesta tarefa.

    Artigo 20. Cabe aos pais ou responsveis, em cooperao com o PEPE, trabalhar para que sejam alcanados os objetivos propostos.

    Artigo 21. Cabe aos pais ou responsveis encaminhar as crianas no horrio estabelecido para a entrada na unidade do PEPE.

    Artigo 22. Cabe aos pais ou responsveis informar ao missionrio-educador da unidade do PEPE, caso a criana tenha alguma doena grave ou contagiosa.

    Artigo 23. Os pais ou responsveis devem orientar a criana quanto ao seu comportamento, sendo auxiliado pelo educador.

    Pargrafo nico. Caso haja algum problema srio de indisciplina, o assunto ser tratado entre o pai ou responsvel e o missionrio-educador, em benefcio da criana.

    Artigo 24. Os pais ou responsveis devem participar das reunies, quando convocados.

  • Treinamento dos Educadores 25 24

    Captulo IX

    ComIsso de paIs e/ou respoNsVeIs

    Artigo 25. A comisso de pais da unidade do PEPE ser composta por cinco membros, eleitos em reunio extraordinria, e ter a responsabilidade de apoiar o trabalho do diretor-educador servindo como elo entre a unidade do PEPE e a comunidade.

    Captulo X

    dIsposIes fINaIs

    Artigo 26. A igreja mantenedora e todos os colaboradores ligados unidade do PEPE, em geral, devem ter conhecimento e cumprir o presente regulamento.

    Artigo 27. Este regulamento ser vlido at a sua substituio por um novo, devidamente aprovado pelo Conselho Coordenador do PEPE.

    Artigo 28. Os casos omissos sero analisados pelo responsvel pela unidade do PEPE e pelo Coordenador de rea.

    4. Modelo de convnio para implantao do PEPECONVNIO ENTRE IGREJA E COORDENAO DO PEPE

    Igreja Mantenedora:

    Endereo:

    A igreja acima citada, deseja manter convnio com a coordenao do projeto PEPE Programa de Educao Pr-Escolar, implantando uma unidade do PEPE nos termos abaixo:

    1. Responsabilidades da Igreja Mantenedora:

    escolhaeequipamentodolocal;

    escolhadosmissionrios-educadores;

    envioeapoiodosmissionrioseducadoresparaformaocontinuada;

    sustentoeadministraodoPEPElocal;

    orientar-sepeloRegulamentodoPEPE;

    desenvolverumtrabalhoevangelsticocomasfamliasdascrianasecomunidadelocal.

    2. Responsabilidades da Coordenao do Projeto PEPE:

    orientarquantoaosprocedimentosnecessriosparaaimplantaodaUnidadedoPEPE;

    promoverCursodeFormaodeEducadoresparaoProgramadeEducaoPr-Escolar;

    daraorientaopedaggicanecessriaaoseducadoresparaodesenvolvimentodoPEPE;

    oferecertreinamentocontinuadoecursosdecapacitao;

    fazeroacompanhamentoesupervisodasatividadesdaUnidadedoPEPE;

    informaraosrgoscompetentessobreaaberturadaUnidadedoPEPE,sefornecessrio.

    3. Disposies Gerais quanto estrutura e funcionamento das Unidades do PEPE:

    a) para cada classe de 20 crianas com idade de 4 ou 5 anos, cada unidade do PEPE dever ter, no mnimo, um missionrio-educador e um ajudante;

    b) cada unidade do PEPE dever escolher um nome significativo para sua identificao;

    c) o horrio de funcionamento ser escolhido pela igreja, de acordo com as necessidades, e ser em mdia de 3 horas por dia, de segunda a sexta-feira;

    d) a Unidade do PEPE ter um calendrio de atividades no calendrio do Ministrio da Educao;

    e) o responsvel pelo PEPE dever prestar um relatrio narrativo escrito das atividades e relatrio financeiro mensal Igreja Mantenedora e, depois de aprovado, dever entregar uma cpia coordenao da rea.Atravs deste documento, declaramos que concordamos com o exposto.

    _____________________ ___________________________________Local e Data Assinatura do responsvel pela

    Igreja Mantenedora e carimbo

  • Treinamento dos Educadores 27 26

    5. As instalaes do PEPEO ideal que, em havendo condies, as salas de aula tenham forma retangular e sejam

    amplas. As janelas devem ocupar quase toda a extenso da parede do lado oposto da porta, comeando cerca de um metro do cho estendendo-se at o teto, e devem ficar no lado esquerdo das crianas para evitar sombra dos braos nos cadernos ou nos materiais com os quais estiverem trabalhando.

    A cor das paredes da sala de aula dever ser clara e o teto branco para melhor difuso da luz.

    O quadro de giz ou quadro branco deve ocupar toda a extenso da parede que fica de frente para as crianas. Nas paredes restantes podem ser colocados painis de madeira, onde se fixaro os trabalhos realizados, e embaixo desses painis estaro dispostos os armrios.

    A quantidade de banheiros depender do prdio. Uma unidade de PEPE pequena ter pelo menos dois banheiros para os alunos, separados por sexo. importante que os banheiros e a cozinha estejam sempre limpos.

    ideal que a unidade de PEPE disponha de dois ptios: um ao ar livre e outro coberto. Outro item importante o parque com balanos, gira-gira, escorregador, trepa-trepa, etc.

    Cabe aos responsveis pelo PEPE usar a criatividade para adequar o ambiente disponvel da melhor forma possvel.

    A organizao do espaoA sala de aula deve ser um ambiente agradvel onde as crianas possam ampliar sua vivncia

    e fazer descobertas que resultem em aprendizagem. Este espao deve conter materiais de todos os tipos, inclusive os trazidos de casa ou confeccionados pelas prprias crianas.

    Vejam os modelos nas pginas seguintes.

    Espaos

    Modelo de uma sala de aula

    Espao para murais e brinquedos

    Espao para trabalhos em grupo

    Espao para contato com elementos da natureza

    Espao para experincias e observaes

    Espao para contar e ouvir histrias

  • Treinamento dos Educadores 29 28

    Espao para dramatizaes Espao para recreao

    Ajudante do Dia

    No esquecer de preparar fichas com os nomes das crianas em letra basto e afix-las na parede ou num painel em lugar bem visvel. Exemplo: Maria

    Formas Geomtricas: Crculo, Quadrado, Retngulo, Tringulo

    recursos e cartazes

    NUMERAIS VOGAIS

    Aniversariantes no ms de__________________

    Dia Aniversariante

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    os coordenadores devem se sentar em grupos com os Novos Educadores e discutir as respostas.

    1. Quais so os principais procedimentos para a implantao e desenvolvimento do PEPE?

    1. ......................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    2. ......................................................................................................................................

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    3. ......................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    4. ......................................................................................................................................

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    5. ......................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    6. ......................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    2. mltipla escolha sobre os regulamentos. marque a resposta correta.

    a. O que significa PEPE?

    Programa Educacional para Escolas

    Pr-Escola Programa Educacional

    Programa de Educao Pr-Escolar

    b. Cada PEPE deve ter:

    Um conselheiro regional e um conselheiro nacional

    Um coordenador regional e um coordenador nacional

    Um conselheiro do PEPE

    Teste sua aprendizagem c. Uma classe do PEPE deve ter: 26 crianas

    30 crianas

    20 crianas

    d. A idade das crianas deve ser:

    2 e 3 anos

    3 e 4 anos

    4 e 5 anos

    e. Quem mantm o PEPE?

    Uma associao

    Uma Igreja Evanglica

    Uma empresa

    f. Quantos dias por semana o PEPE deve funcionar?

    7 dias da semana

    3 dias da semana

    5 dias da semana

    g. O que necessrio para matricular a criana no PEPE?

    Ter 4/5 anos e ficha de matrcula preenchida, pais ou responsvel interessados que concordam com os regulamentos do PEPE

    Ficha de matrcula preenchida e concordar com os regulamentos do PEPE

    Ter 4/5 anos, pais ou responsvel interessados

    h. O currculo do PEPE est baseado no:

    Currculo da ABIAH

    Currculo do PEPE Network

    Currculo Nacional para Educao Pr-escolar

    i. Em qual destas reas o Coordenador de rea tem responsabilidade?

    Promover a formao continuada e cursos de capacitao

    Trabalho no escritrio da ABIAH

    Arrecadar dinheiro para os PEPEs

  • Treinamento dos Educadores 33 32

    j. Em qual destas reas o Diretor tem responsabilidade?

    Responsvel pelos treinamentos

    Responsvel pela administrao e funcionamento da unidade

    Responsvel pelo PEPE Network

    k. Em qual destas reas o Educador tem responsabilidade?

    Fazer planejamento semanal e dirio para a classe e atividades a serem desenvolvidas com as crianas

    Fazer o currculo

    Ensinar nos treinamentos

    l. Em qual destas reas o Ajudante tem responsabilidade?

    Organizar o PEPE

    Arrecadar dinheiro para os PEPEs

    Auxiliar o educador com as crianas, conforme necessrio

    m. Em qual destas reas a criana tem responsabilidade?

    De fazer o que ela quer

    De fazer tarefas de casa

    De observar o horrio de entrada e sada estabelecido pela unidade do PEPE

    n. Em qual destas reas os pais ou o responsvel tm responsabilidade?

    No tm responsabilidade para coisas ligadas ao PEPE

    Devem cooperar com o PEPE e trabalhar para que sejam alcanados os objetivos propostos

    Serem desligados dos PEPEs

    o. Em qual destas reas a comisso de pais e responsveis tem responsabilidade?

    Apoiar o PEPE

    Escrever o regulamento do PEPE

    Escrever o currculo do PEPE

    3. faa uma lista do que necessrio ter nas instalaes do PEPE:

    1 ......................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    2 ......................................................................................................................................

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    3 ......................................................................................................................................

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    4 ......................................................................................................................................

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    9. .....................................................................................................................................

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    11. ....................................................................................................................................

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    12. ...................................................................................................................................

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    4. Desenhe uma sala ideal para o PEPE: 2. Quem desenvolve o PEPE?

    1. A igreja

    Comprometimento da igrejaAcima de tudo, este um trabalho missionrio que vem dando resultados surpreendentes.

    absolutamente necessrio que a Igreja esteja comprometida com o trabalho na comunidade carente, quando ela abraa este ministrio. Se a Igreja no d suporte espiritual, financeiro, administrativo e quando os membros no se envolvem, o trabalho fica estagnado, perde seu objetivo de evangelizar e ajudar o prximo e pode acabar morrendo. O trabalho do PEPE um ministrio srio e de responsabilidade da Igreja que o implanta.

    Legalidade do trabalhoO PEPE funciona como uma atividade social da Igreja local, sendo de inteira responsabilidade

    da mesma. mais um segmento da Igreja, e esta j deve ser uma instituio reconhecida, dentro da legalidade.

    Quanto ao curso do PEPE, voltamos a afirmar que no obrigatrio por lei, e a criana que frequentar um PEPE implantado pela Igreja tem o mesmo direito que qualquer outra criana possui, ou seja, de ingressar no Ensino Fundamental.

    importante salientar que o PEPE um Programa de Educao Pr-Escolar, no uma escola, porque para a abertura de uma Escola de Educao Infantil o governo faz vrias exigncias, o que no acontece para o Programa de Educao Pr-Escolar.

    2. Missionrio-educadorDeve ser convertido, que viva em comunho com a Igreja, que d bom testemunho, que seja

    algum com viso, que tenha amor obra com crianas e tenha esprito missionrio porque ele ser a ponte entre a comunidade e a Igreja. Seu trabalho no somente ensinar; mas, sobretudo, estar em contato com a comunidade fazendo visitas s famlias dos alunos, num trabalho evangelstico e educacional dentro e fora da sala de aula. atravs dele que a Igreja entra na comunidade, desenvolvendo trabalhos de evangelismo e ao social.

    prefervel que o missionrio-educador tenha formao acadmica (magistrio ou curso similar) e experincia na rea. necessrio que seja maior de idade.

    de sua responsabilidade:

    1) zelar pelas crianas nas unidades do PEPE e trabalhar para que sejam atingidos os objetivos propostos, segundo a orientao do diretor-educador;

    2) observar o currculo e os alvos pedaggicos do Programa pr-escolar;

  • Treinamento dos Educadores 37 36

    3) fazer planejamento semanal e dirio das atividades a serem desenvolvidas com as crianas;

    4) realizar constante avaliao do aproveitamento das crianas, bem como de seu trabalho;

    5) cultivar um relacionamento amoroso e firme com as crianas para desenvolver nelas bons valores morais;

    6) ter o domnio da classe;

    7) cuidar das instalaes materiais e equipamentos da unidade;

    8) educar as crianas para que tenham cuidado consigo mesmas, pela sala, pelos materiais e por todos os equipamentos e brinquedos;

    9) manter contato com as famlias das crianas e estar pronto para dilogo e apoio s mesmas, de acordo com as possibilidades;

    10) caminhar diariamente com Cristo; ser um exemplo de conduta crist em todo o tempo, dentro e fora do PEPE, reconhecendo que sua vida, mais do que qualquer outra, vai moldar seus alunos, seja positiva ou negativamente; ter compromisso, lealdade e fidelidade com a igreja local, assegurando um relacionamento apropriado.

    3. AuxiliarDeve ser tambm algum convertido, em comunho com a Igreja, que d bom testemunho,

    que tenha viso, amor obra e que possua esprito missionrio, porque o auxiliar estar com o missionrio-educador em todas as atividades dentro e fora da sala de aula. Tambm precisa ser maior de idade. Deve ser uma pessoa ativa, que goste de trabalhar com crianas, com iniciativa e dinamismo e de fcil convvio; algum capaz de assumir a sala na ausncia do missionrio-educador.

    responsabilidade do auxiliar:

    1) manter limpa e organizada a sala e as demais instalaes utilizadas pelas crianas;

    2) preparar e servir o lanche todos os dias, sob a orientao do diretor-educador;

    3) auxiliar o educador com as crianas, conforme necessrio;

    4) manter a disciplina na sala de aula.

    Teste sua aprendizagem

    Os coordenadores devem se sentar em grupos com os novoseducadores e discutir as respostas.

    1. Quem so os responsveis pelo PEPE?

    2. Por que o PEPE um programa e no uma escola?

    3. Qual o perfil/caractersticas do missionrio-educador?

  • Treinamento dos Educadores 39 38

    4. Quais so as responsabilidades do educador?

    5. Qual o perfil/caractersticas do auxiliar?

    6. Quais so as responsabilidades do auxiliar?

    3. Para quem o PEPE?

    3. Para quem o PEPE?

    1. Conhecendo a criana de 4 a 5 anos

    At a criana se d a conhecer pelas suas aes, se faz o que puro e reto. (Pv. 20:11)

    As crianas so fantsticas! A opinio mais saudvel acerca das crianas v-las como gente em formao.

    de suma importncia considerarmos o que as crianas tm em comum, bem como suas caractersticas prprias, as quais nos possibilitaro compreender melhor suas reaes e atitudes, dando-nos subsdios para que as ajudemos a andar no caminho em que devem andar (Pv. 22:6).

    Por que ser que Joozinho sempre se comporta desse jeito quando lhe pergunto alguma coisa? Voc tambm j analisou por que as crianas reagem deste ou daquele modo? A razo poderia ser simplesmente porque o comportamento delas normal na idade em que se encontram.

    Para qualquer professor, seria de grande ajuda entender como so os seus alunos, qualquer que seja a idade deles. Deus criou o homem sua imagem e semelhana, demonstrando nele a maravilhosa expresso de sua criatividade. Cada aluno diferente, por isso o professor deve conhecer as diferenas que existem entre seus alunos.

    Um meio de comear a conhec-los melhor estar a par das diferenas gerais entre as faixas etrias das crianas do PEPE. Neste estudo, mostraremos o aluno em cinco dimenses da sua personalidade: fsica, mental, social, emocional e espiritual. Atravs deste material, voc poder saber como o seu aluno e receber sugestes de como suprir melhor as necessidades dele.

    nessa fase, entre 4 e 5 anos, que as impresses mais profundas, provindas do ambiente em que a criana vive, esto se interiorizando nela para depois serem externadas atravs de aes e reaes, inclusive na fase adulta. uma idade propcia para se entender a realidade de Cristo e Sua atuao na vida diria. A criana poder entender, sentir e viver Cristo se isso lhe for ensinado atravs de palavras e atitudes. Procuremos, ento, conhec-la em suas diferentes caractersticas a fim de ajud-la a se desenvolver plenamente.

    caractersticas fsicas

    a) Crescimento muito rpido Os msculos esto se desenvolvendo, dando-lhe assim um melhor controle motor. Consiga equipamentos adequados como, por exemplo: cadeiras baixas, para que os pezinhos no fiquem balanando e mesas de altura apropriada, a fim de que a criana no tenha que ficar pendurada ou em p para escrever, desenhar ou brincar.

    b) muito ativa Movimento a palavra que descreve bem esta faixa etria. Mexe-se o tempo todo. Como movimento sinal de crescimento, preciso providenciar atividades variadas, pois o melhor instrumento para a aprendizagem neste perodo em virtude da necessidade de movimento.

  • Treinamento dos Educadores 41 40

    c) Cansa-se rapidamente Como est sempre em atividade, cansa-se facilmente. Seus olhos ficam ardendo e os ouvidos cansados quando ouvem ou vem algo por muito tempo. Da a necessidade de se promover perodos de descanso entre as atividades; basta, s vezes, apenas uma mudana de atividade como: desenhar, ver um livro, contar histria, colar, brincar com lego, etc. Apesar de ser to ativa e aparentar sade inabalvel, sensvel e sujeita a doenas. Para evitar que a criana transmita ou contraia alguma doena, esteja sempre alerta e verifique se algum aluno est com alguma doena contagiosa, como: coqueluche, caxumba, escabiose (sarna), sarampo ou com qualquer outro sintoma que revele possvel doena.

    d) Gosta de cuidar de sua prpria pessoa Nessa fase, a criana inicia um processo de busca de suas conquistas: Independncia e Autonomia, que facilmente transparecem na atitude deixa que eu fao, nem sempre bem-vinda aos adultos. Ela deseja tomar banho sozinha, vestir-se, amarrar os sapatos, etc., e permitir que ela tente realizar seu objetivo, contribuir para o bom desenvolvimento da sua autoestima e alvos de conquista.

    caractersticas mentais

    a) Questionadora Quem fez? Como ? Por que o cu azul? De onde eu vim? Como eu entrei e sa da barriga da mame? Por que no di quando cortam meu cabelo? Responda a todas as perguntas de maneira simples e verdadeira, pois a criana dessa idade curiosa e perguntadora e est disposta a aprender sempre.

    b) Pouco tempo de concentrao O tempo de concentrao para esta faixa etria de 5 a 10 minutos. Aprende verdades profundas sobre Deus se lhe forem ensinadas em sua linguagem. Precisa de informaes concretas, pois no entende expresses figurativas. Se algum diz: choveu pra chuchu, ela pensa em chuchu caindo do cu. Ela precisa ouvir vrias vezes a mesma histria para gravar. Quando gravar ser para sempre! O grande recurso do professor o mtodo de repetio. Sua mente ativa e deseja expressar o que pensa, mas no sabe como. No tem noo exata de tempo ou distncia.

    caractersticas sociaisa) Egocntrica Duas coisas lutam no interior da criana nesta poca: O egocentrismo e a

    necessidade de aprovao social.

    Comea a se interessar por amizades com crianas da mesma idade e a participar de atividades em conjunto, embora por pouco tempo. Porm, os sinais de egocentrismo ainda so fortes; acha que tudo lhe pertence. Mostre-lhe como Deus se agrada quando dividimos as nossas coisas com os outros (Ex.: o menino que deu os pes e os peixes para Jesus).

    b) Lder Nesta idade, muitas j esto demonstrando qualidades de liderana, enquanto outras s agem baseadas em sugestes. Encoraje os lderes a tomarem a liderana, mas no egocentricamente, e proporcione oportunidades para que outros liderem tambm.

    caractersticas emocionais

    a) Sente intensamente Proporcione um ambiente calmo. No grite, nem crie uma atmosfera carregada, pois a criana sensvel e suas emoes so intensas.

    b) explosiva Nunca lhe pea algo que esteja alm de sua capacidade, pois quando no consegue realizar a tarefa chora ou fica desanimada.

    c) teimosa e bate o p quando as coisas no saem como ela deseja, ou quando obrigada a fazer algo que no quer fazer. Aprenda a boa arte de sugerir as coisas firmemente, contudo, sem rispidez. Ex.: Em vez de dizer: Guarde os brinquedos, sugira: Vamos todos guardar os brinquedos na caixa, antes de ouvir a histria?

    d) medrosa demais Evite histrias que causem medo. Evite dizer: Se voc no ficar quieto vou falar com sua me, ou coloc-lo no quarto escuro, etc.

    e) Percepo aguada Capta com facilidade as emoes dos que a rodeiam. Se Deus grande, amoroso e amigo no conceito do missionrio-educador, ele conseguir passar facilmente isso criana atravs do sentimento. Se no sentir, no transmitir.

    f) insegura Sua adaptao a ambientes e pessoas novas lenta. A sala de aula seu novo ambiente e, por ser muito sensvel e insegura, assusta-se facilmente. Precisa de um lugar calmo, bonito, aconchegante, sossegado e alegre. A apreciao sincera no momento do sucesso e o estmulo no momento de frustrao ajudam-na a sentir-se segura.

    caractersticas espirituais

    a) crdula Acredita facilmente no que lhe ensinado. Por isso, o missionrio-educador precisa estudar bem a Palavra de Deus para ensinar corretamente.

    b) Procura Deus Como todo ser humano, a criana tambm tem necessidade de encontrar Deus. um impulso que nasce conosco. Geralmente, ela ouve com ateno o que falado sobre Deus e quando entender que precisa de Jesus como Salvador manifestar o desejo de receb-lo.

    No se atenha a histrias de moral, nem insista na prtica de ser sempre boazinha e generosa. Lembre-se de que a criana, como qualquer um de ns, no conseguir s-lo por si mesma. Leve-a a se encontrar com Aquele a quem tanto procura: JESUS.

    Seja verdadeiro e revele a ela no um Cristo histrico, mas o Cristo real e vivo, de maneira bem simples. Certifique-se de que realmente a criana teve uma converso genuna por Jesus.

    Use o plano de salvao sempre que contar histrias bblicas ou em momentos apropriados.

    * Escrito por Nicole Taylor e Laura Jackson.

  • Treinamento dos Educadores 43 42

    concluso

    Nosso conhecimento da criana baseado em estudos j feitos por renomados psiclogos que, convivendo com as mais diferentes crianas, puderam observar as caractersticas de cada uma e chegar concluso de que a base da educao deve ser o AMOR, pois elas s se revelam quando se sentem amadas.

    O amor pela criana se revela em nossas atitudes: olhar, fisionomia, gestos, ateno, sorriso permanente, quando nos interessamos por seus problemas e estudamos suas atitudes para bem servi-la.

    O bom educador realmente ama a criana a ponto de sentir-se feliz em servi-la, embora isso lhe custe.

    Amar a criana no s dizer: eu gosto de criana. Essa uma frase vazia se no vier acompanhada de qualidades positivas.

    Amar a criana compreend-la e ajud-la. No amar somente aquela que obedece, que bem vestida, bem calada, cheirosinha, com lacinhos no cabelo. Na verdade, essa criana , por si mesma, um deleite para os olhos; amar de verdade servi-la quando suja, carente, doente, desnutrida, faminta, resfriada, quando fala palavro, quando nos agride, etc. Esta a criana que mais precisa de amor e que sem dvida est nossa espera. Portanto, amemos essa criana!

    O educador que verdadeiramente ama (pois a primeira e fundamental qualidade de um educador), tornar felizes as crianas que lhe forem confiadas, custe o que custar. Amando a criana, se faz criana, sentindo-se e pensando como tal, captando sua confiana, ajudando-a a ser comunicativa, feliz e realizada. Este, e s esse, o clima ideal para a educao.

    Que o bom Deus nos capacite na sublime misso de educar os pequeninos que vivem em situao de risco, com muito amor e dedicao.

    Jamais esqueamos que moldar vidas exige tempo, tolerncia, pacincia, f, abnegao, amor e trabalho, pois A criana como um barro nas mos do oleiro, o qual se molda para se tornar um objeto de valor.

    Professora Marta H. Cerqueira Figueiredo So Paulo, Janeiro de 2003

    2. Como as crianas aprendem*

    H diferentes maneiras de aprendizagem para cada criana. Todas tm gostos, personalidade e preferncias diversas. Se voc observar, pode identificar qual tipo de aprendizagem ela prefere.

    As crianas aprendem usando os olhos, os ouvidos, o tato e a mente:

    olhando;

    ouvindo;

    fazendo;

    pensando.

    Olhando: Algumas aprendem melhor olhando os desenhos, imagens e cores. Elas usam imagens na cabea para ajudar com a memria. Frequentemente elas gostam de arte e fazem desenhos.

    Ouvindo: Algumas aprendem melhor pelo ouvir os sons e vozes. Aprendem escutando e lembram bem as poesias, cnticos ou msicas; s vezes tm problemas com a leitura, porque no visualizam bem. Para ajudar essas crianas use msica, conte histrias e experimente os sons e ritmos.

    Fazendo: Algumas aprendem fazendo, mexendo e tocando. So crianas que gostam de explorar e investigar. Elas apreciam a dana, o teatro e os esportes, aprendem melhor quando esto agindo.

    Pensando: Algumas aprendem pensando. Tornam-se aptas quando tm tempo para pensar e refletir, gostam de procurar solues de problemas lgicos e que as coisas estejam bem organizadas.

  • Treinamento dos Educadores 45 44

    3. Texto para leitura e reflexo

    Adaptao escolar Aes a serem realizadas para receber a criana na escola

    ARLETE DOS SANTOS PETRYPsicloga, especializada em psicologia escolar Novo Hamburgo/RS

    Este tema um alerta aos professores para a necessidade de realizar um trabalho no sentido de facilitar o ingresso da criana na escola. Abord-lo , antes de tudo, manifestar o respeito ao aluno e sua famlia. Veremos o porqu a seguir:

    Ao nascer, o beb completamente dependente em sua sobrevivncia, pois, para ele, no existe ainda a percepo do outro, ou seja, de algo exterior a si; somente em torno dos 4 ou 5 meses que comea a distinguir certos sinais externos. Aos 6 meses de idade, notamos claramente a ligao dessa criana com quem lhe dedica os cuidados maternos, quando seu desenvolvimento ocorre dentro dos padres considerados adequados.

    Por volta dos 8 ou 9 meses, so comuns o choro e o desespero frente a rostos estranhos, o que conhecido na literatura de psicologia como a angstia dos 8 meses. Entre 1 e 2 anos, a criana percebe a necessidade de estar prxima pessoa a quem est ligada; mas, comea a desenvolver habilidades cognitivas para lidar com a ausncia dessa pessoa. Com 2 anos, ainda so intensos os sentimentos de ligao. Tem clara compreenso da importncia dos pais (ou daqueles que cuidam dela e lhe do carinho). Da necessidade dos seus cuidados e da confiana que vai se estabelecendo por sentir o que precisa, surge o sentimento de ser protegida. Aps 3 e 4 anos, aprende a andar com clara noo de si prpria como indivduo ligado aos pais; mas, separado deles, pois, sua capacidade de evocar os pais ausentes est bem solidificada, ou seja, o fato de estarem fora do alcance de sua viso no significa mais estarem fora de sua memria. Este um forte fator para o aumento de segurana da criana nessa idade. Para ela, entrar na escola um desafio, algo excitante pelo novo a ser desvendado; todavia, tambm frequentemente aterrador, pois o desconhecido traz, com certeza, inseguranas. Por isso, podemos dizer que certa ambivalncia normalmente ocorre em todo incio de ano escolar. Afinal, trata-se do comeo da vida escolar de uma criana, de uma escola nova, de uma sala de aula desconhecida ou de um novo professor. Seja qual for a dimenso do elemento novo bom lembrar que a autoconfiana surge de separaes bem-sucedidas e, sendo a escola um dos primeiros lugares aonde essa experincia vai se dar na histria de uma criana, v-se a importncia da escola estar preparada para ajud-la e respectiva famlia a viverem essa situao.

    o Planejamento do Professor

    Atravs de um adequado planejamento, o professor pode fazer com que a criana saia de sua experincia de separao fortalecida como indivduo, autoconfiante e capaz.

    Nesse comeo, o objetivo principal deve ser: favorecer o conhecimento entre as pessoas do grupo que passa a se constituir. vlido, tambm, permitir e estimular que a criana traga seu brinquedo favorito, fotos suas e da famlia e propor atividades atravs das quais cada um dos alunos possa mostrar aquilo que gosta, falar de acontecimentos da sua vida e de sua famlia.

    Algumas brincadeiras so particularmente interessantes, pois auxiliaro a criana a manter a lembrana de casa e a trabalhar a separao temporria da mesma. Referimo-nos aqui s atividades culinrias e aos jogos de esconde-esconde.

    Trabalhar com materiais como tintas, blocos, argila e lpis coloridos facilitar a representao espontnea de seus sentimentos.

    reconhecer as reaes das crianas e das famlias

    Quando a criana enfrenta essa nova experincia, normal alguma regresso. No entanto, deixar o que nos familiar e entrar no desconhecido, passando pela experincia de separao, caracteriza-se como mudana e oferece a possibilidade de crescimento, ainda que predomine uma sensao temporria de perda.

    Comear a ir escola tambm uma transio; uma nova fase, tanto para a criana quanto para os pais.

    Algumas reaes so comuns nesse momento como chorar, no brincar, no comer ou comer demais, no falar ou quase no falar, chupar o dedo, apresentar movimentos fsicos desajeitados, apresentar sintomas fsicos psicossomticos (constipao, dores de cabea), reaes agressivas ou reao atrasada (parecer muito bem nos primeiros dias e depois regredir). A observao destas reaes indicar ao professor quais as crianas que necessitam de ateno especial. Entretanto, essa observao s ser possvel com o auxlio dos pais, que conhecem o comportamento que seus filhos normalmente adotam.

    So comuns, por parte da famlia, tentativas de sair da escola sem avisar a criana, s escondidas, o que s aumentar a desconfiana em relao ao novo lugar e aos pais.

    O ingresso na escola um marco no desenvolvimento da criana e uma experincia signifi-cativa para seus pais; uma experincia que exigir um tanto de modificaes frente a essa nova realidade, que precisar de certo tempo para ser assumida e ajustada aos novos padres de vida.

    Nas escolas onde se desenvolvem programas de adaptao escolar que ensinam a fazer a separao, uma quantidade cada vez maior de crianas ir se desenvolver com segurana, competncia e autoconfiana.

    BibliografiaBALADAN, Nancy. O incio da vida escolar: da separao independncia. Porto Alegre: Artes

    Mdicas 1988.BOWBLY, John. Apego e Perda: separao, angstia e raiva. So Paulo: Martins Fontes, 1984. v. 2.

  • Treinamento dos Educadores 47 46

    Teste sua aprendizagem

    os coordenadores devem se sentar em grupos com os Novos Educadores e discutir as respostas.

    1. Listar as 5 dimenses da personalidade das crianas:

    1. ......................................................................................................................................

    2. ......................................................................................................................................

    3. ......................................................................................................................................

    4. ......................................................................................................................................

    5. ......................................................................................................................................

    caractersticas fsicas

    2. Perguntas de mltipla escolha. marque a resposta correta.

    a. O crescimento :

    devagar

    normal

    muito rpido

    b. O equipamento deve estar:

    Adequado para a idade

    Com espao para crescimento

    Grande

    c. Crianas com esta idade:

    Ficam bem quietas

    Mexem-se o tempo inteiro

    No gostam de se mexer

    d. As atividades devem ter:

    Pouco movimento

    Nenhum movimento

    Movimentos variados

    e. Quais so as atividades que no ajudam a criana a descansar:

    Pular

    Ver um livro

    Ouvir uma histria

    f. As crianas desta idade buscam ser independentes. Quais atividades no ajudam nesta busca:

    Vestir-se

    Amarrar sapatos

    Fazer tudo por elas

    3. cite alguns exemplos das caractersticas abaixo:

    mentais

    Questionador ....................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    Memria curta ...................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

  • Treinamento dos Educadores 49 48

    Sociais

    Egocntricas ......................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    Lderes ...............................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    caractersticas emocionais

    4. Faa uma lista das caractersticas emocionais:

    a. .....................................................................................................................................

    b. .....................................................................................................................................

    c. .....................................................................................................................................

    d. .....................................................................................................................................

    e. .....................................................................................................................................

    f. .......................................................................................................................................

    caractersticas espirituais

    5. As crianas acreditam em tudo o que lhes ensinado. D exemplos de histrias, cnticos, frases que no devem ser usados, pois as crianas vo acreditar.

    ........................................................................................................................................

    .........................................................................................................................................

    ........................................................................................................................................

    como as crianas aprendem

    6. Escreva exemplos na tabela abaixo:

    Olhando .........................................................................................................................

    Ouvindo ..........................................................................................................................

    Fazendo ...........................................................................................................................

    Pensando ..........................................................................................................................

    7. Preencha as lacunas em branco completando a frase:

    ObomeducadordeveA a criana e deve educar com A e D

    Ajudarnotrabalhodeeducarcrianasexige:

    T T P

    F A A

    T

    Adaptao Escolar

    8. Depois que voc leu o texto Adaptao Escolar, liste:

    Algumas atividades que voc deve incluir no primeiro dia de aula no PEPE

    .........................................................................................................................................

    Atividades que voc pode dar para uma criana que est chorando ou sentindo dores,etc.

    .........................................................................................................................................

    9. Liste os sintomas de crianas que esto sentindo falta dos pais ou responsveis:

    1. .....................................................................................................................................

    2. .....................................................................................................................................

    3. .....................................................................................................................................

    4. .....................................................................................................................................

    5. .....................................................................................................................................

    6. .....................................................................................................................................

    7. .....................................................................................................................................

    8. .....................................................................................................................................

    9. .....................................................................................................................................

    10. ...................................................................................................................................

  • Parte iicomo ensinar no PEPE?

    Pepe-Network

    ABIAH JMM JMN

    Cumprindo nossa misso,alcanamos nossa viso

  • Treinamento dos Educadores 53

    Referencial curricular e metodologia de ensino

    o currculo do PEPE baseia-se no currculo Nacional do pas em que est sendo inserido. Todas as atividades so estudadas de forma interdisciplinar abrangendo as seguintes reas:

    1)Linguagem

    2)Naturezaesociedade

    3)Msica

    4)Artevisual

    5)Educaoreligiosaevaloresdavida

    6)Movimento

    7)Matemtica

    1. Linguagem

    a rea da educao relacionada ao conhecimento das formas de comunicao entre os homens e da expresso de ideias e sentimentos das pessoas.

    Um dos principais objetivos ampliar gradativamente as possibilidades de comunicao e expresso da criana, estimulando-a a se interessar em conhecer vrios gneros orais e escritos, participando de diversas situaes de intercmbio social nas quais possa contar suas vivncias, ouvir as de outras pessoas, elaborar e responder perguntas.

    Nesta rea, so trabalhadas atividades de linguagem oral, escrita e de literatura.

    O contedo composto de atividades que desenvolvem: o conhecimento do prprio nome, descrio de objetos, hora da conversa, entrevistas, jogos orais, hora da histria, poesias e exerccios preparatrios para a escrita.

  • Treinamento dos Educadores 55 54

    1.1. Linguagem oral

    A linguagem oral precede a escrita e deve estar presente em muitas atividades dirias com os alunos:

    1) Conversas

    2) Roda da conversa

    3) Hora da novidade

    4) Hora da notcia

    5) Hora da poesia e literatura

    6) Transmisso de ordens

    7) Entrevistas

    8) A arte de contar histrias

    9) Sacos de histria

    10) Trava lnguas

    Todas as atividades de linguagem oral ajudam a criana a enriquecer seu vocabulrio, aumentando o seu potencial de comunicao e compreenso.

    Alm disso, o desenvolvimento oral da fala explora a memria, o raciocnio lgico e a socializao da criana com o grupo e com a escola como um todo, com trocas de experincias, que devem ser prazerosas.

    Conversas

    As conversas so o melhor meio de o educador verificar o nvel lingustico de seus alunos. O educador deve proporcionar criana oportunidades de falar, contar algo que aconteceu com ela, acontecimentos da comunidade, fazer e responder perguntas na roda da conversa. Este tipo de atividade ajuda a desinibir a criana tmida, dando-lhe oportunidade de se expressar oralmente com mais desenvoltura. O educador ser o condutor das conversas, encaminhando o assunto. Com isto, sero atingidos os objetivos de desenvolver a linguagem oral, estimulando tambm as habilidades sociais e proporcionando ainda a aquisio de conhecimento em todas as reas curriculares.

    Roda da conversa

    a) O que a roda da conversa?

    Nesta atividade, um grupo de pessoas senta-se em crculo para conversar, com o objetivo de se conhecer mais e reforar as regras da sala de aula.

    importante usar a roda da conversa regularmente no incio do semestre, porque, assim, os alunos se entendero e aplicaro as expectativas de comportamento rapidamente.

    b) Por que usar a roda da conversa?

    Usamos a roda da conversa para promover um ambiente agradvel e positivo, onde as crianas so ouvidas e se sentem especialmente valorizadas.

    A roda da conversa tem a finalidade de:

    criaroportunidadeparaacrianaaprenderabrincareadiscutir;

    encorajaraparticipaoemgrupo;

    estabelecerasexpectativasdecomportamentoeasregrasdasaladeaula;

    aumentaraconfianaentreacrianaeomissionrio-educador;

    motivaracrianaacompartilharpensamentosesentimentos;

    aumentarasuaautoestima;

    promovercomportamentopositivo;

    estimularascrianasaajudarosoutros;

    mostrarcomopodemreceberasrecompensas;

    promoverautodisciplina.

    c) Antes de comear, estabelea as regras:

    1) levantar a mo para falar;

    2) toda criana ter sua vez para falar;

    3) olhar para a pessoa que est falando;

    4) escutar com ateno;

    5) no atrapalhar os jogos.

    Voc pode fazer alguns smbolos para ajudar a criana a lembrar as regras.

    Qual smbolo voc usaria para cada regra?

    d) Cinco temas para roda de conversa com crianas do PEPE*

    Tema1:Apresentao(paraa1semananoPEPE)

    1o) Dinmica: Passe o sorriso

    a) O missionrio-educador sorri para uma criana e pergunta o seu nome.

    b) A criana responde.

  • Treinamento dos Educadores 57 56

    c) Sempre sorrindo, o missionrio-educador estende-lhe a mo e diz: muito prazer, (nome da criana), eu sou (nome do missionrio-educador).

    d) Ento, esta criana deve escolher outra, sorrir para ela e perguntar-lhe o nome.

    e) A outra criana responde.

    f) Sempre sorrindo, a 1 criana estende a mo para a 2 criana e diz: muito prazer (nome da 2 criana), eu sou (nome da 1 criana).

    g) a brincadeira continua at que todos tenham se apresentado.

    2o) Discusso: Troca de lugar

    Uma de cada vez, as crianas trocaro de lugar, de acordo com a regra proposta. Exemplo:

    1 rodada: crianas cujos nomes comeam com a letra M trocam de lugar com crianas que esto usando brincos.

    2 rodada: crianas cujos nomes comeam com a letra C trocam de lugar com crianas que esto usando alguma roupa azul.

    ...e assim, sucessivamente.

    Aps a brincadeira, cada criana dever apresentar o colega que est sua direita.

    3o) Jogo de fechamento: Ensinar uma cano fcil que seja cantada com gestos.

    Tema2:Comosergentilecooperativo:

    1o) Dinmica: Salada das frutas.

    Cada criana recebe o nome de uma fruta.

    O missionrio-educador prope: Vamos fazer salada de...e.....e.....

    As crianas que receberam o nome das frutas citadas entram no meio da roda, sentam-se no cho e se abraam, formando um crculo. Aps a salada estar completa, elas devero se levantar, ainda abraadas, ajudando-se mutuamente.

    2o) Discusso: O missionrio-educador faz a mmica de uma atividade que precisa de ajuda. Por exemplo: segurando bales, empurrar uma porta pesada, etc. Escolha algumas crianas para ajudar.

    Discutir: porque bom ajudar os outros? Faa uma lista sobre maneiras de ajudar os outros.

    3o) Jogo de fechamento: No meio do crculo, faa um caminho com obstculos; escolha duas crianas, coloque uma venda sobre os olhos de uma delas e pea outra para gui-la por entre os obstculos.

    Tema3:Concentre-seemsuatarefa:

    1o) Dinmica: Chuvinha.

    Nesta dinmica, o missionrio-educador ser o maestro. A finalidade que as crianas se concentrem nos movimentos propostos. O som produzido pelo conjunto de movimentos ser semelhante ao barulho da chuva.

    1) O ME/MF dever instruir as crianas a imitar os seus movimentos e a prestar ateno ao som produzido.

    2) Comear a bater dois dedos de uma mo na palma da outra, devagar, como se estivesse pingando gua no cho.

    3) Aumentar a intensidade da fora aplicada e da velocidade, at ficar bem rpido e alto.

    4) Diminuir a intensidade da fora aplicada e da velocidade at parar a chuva.

    2o) Discusso: Espelhos Coloque as crianas em duplas.

    Uma far o papel de ator, e a outra, o de espelho.

    O espelho faz exatamente o que o ator faz, refletindo suas aes. Depois de alguns minutos, inverta os papis.

    Observe todos e premie ou elogie aquela que estiver bem concentrada.

    Discutir: Como podemos nos concentrar melhor?

    3o) Jogo de fechamento: Um jogo de memria.

    Tema4:Escutarcomateno:

    1o) Dinmica: Sons!

    Trazer para o PEPE diversos instrumentos que fazem barulho. Por exemplo: chocalho, apito, cascas de coco, tampa de panela e colher de pau, etc.

    Escolha uma criana para ficar de olhos vendados.

    Produza som com um dos instrumentos.

    Ela dever reconhecer qual foi o instrumento utilizado para fazer o som.

    2o) Discusso: Usar uma histria ou tocar uma cano.

    Estabelea algumas palavras constantes na histria ou cano.

    Diga para as crianas: vocs devero levantar as mos quando ouvirem as palavras.....e.....

    Conte a histria ou cante a cano e observe as crianas, premiando ou elogiando aquelas que esto levantando as mos ao ouvirem as palavras propostas.

    Discutir: Por que precisamos escutar bem?

  • Treinamento dos Educadores 59 58

    3o) Jogo de fechamento: Um jogo com palmas.

    Cante com as crianas uma cano bem conhecida.

    Cante novamente, mas, desta vez, escolha uma palavra da cano que no dever ser cantada, mas substituda por palmas ritmadas.

    Na prxima rodada, substitua mais uma palavra por palmas, e assim, sucessivamente, at que sobrem apenas algumas palavras na cano e ela seja quase que totalmente cantada com palmas ritmadas.

    Tema5:Todossoespeciais

    1o) Dinmica: Espelho

    Coloque um espelho no fundo de uma caixa com tampa.

    Posicione uma cadeira em um lugar afastado da sala, para onde cada criana dever se dirigir, quando for chamada.

    Chame uma criana de cada vez e d-lhe a caixa fechada, dizendo-lhe que o que ela ver algo MUITO ESPECIAL.

    Depois que ela se vir no espelho, instrua-a a no contar para ningum o que viu, a fim de no estragar a surpresa.

    2o) Discusso: Discutir com as crianas sobre o que viram dentro da caixa e porque elas so especiais, tanto para suas famlias, para o PEPE, como para Deus. Depois, escolher uma delas para ser a criana especial do dia ou da semana, colocando-a no meio da roda para que cada um dos colegas fale alguma coisa boa sobre ela.

    3o) Jogo de fechamento: Faa uma brincadeira com bola da seguinte forma: Posicione todas as crianas em crculo e em p. Jogue a bola para uma das crianas, dizendo: (nome da criana) voc especial. Ela, ento, jogar a bola para um coleguinha dizendo: (nome do colega) voc especial, e assim sucessivamente, at que todos tenham recebido a bola e escutado a frase com o seu nome.

    Hora da novidade

    Pea para alguma criana trazer algo novo e mostrar para a classe. O educador pode trazer algum objeto que as crianas nunca viram e explicar do que se trata.

    Hora da notcia

    A notcia pode ser do pas, da cidade ou mesmo algum acontecimento na comunidade. Deixe as crianas contarem o que est acontecendo na comunidade.

    Sempre traga notcias que so de interesse das crianas como, por exemplo, campanhas de vacinao.

    Hora da poesia e literatura

    Atravs da Literatura, a criana aprende a apreciar obras literrias, a fazer narraes curtas e a recitar poesias c