Pism 2 – Objetiva

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  • COMISSO PERMANENTE DE SELEO COPESE MDULO II DO PISM TRINIO 2013-2015

    PROVA DE LNGUA PORTUGUESA, LITERATURAS, MATEMTICA, BIOLOGIA, FSICA, GEOGRAFIA, HISTRIA E QUMICA O2

    NOME LEGVEL: .............................................................................................................................................................................. ASSINATURA: ...................................................................................................................................................................................

    INSCRIO:

    ANOTE ABAIXO SUAS RESPOSTAS Somente o fiscal poder cortar a parte de baixo desta pgina, para que voc a leve consigo.

    UFJF MDULO II DO PISM TRINIO 2013-2015 PROVA OBJETIVA

    01 02 03 04 05 06 07 08 09 10

    11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

    21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

    31 32 33 34 35 36 37 38 39 40

    Digiselo

    INSTRUES PARA A REALIZAO DA PROVA

    Ser excludo do concurso o candidato que for flagrado portando ou mantendo consigo celular, e/ou aparelho e componente eletrnico.

    Se solicitado pelo Fiscal, o candidato deve assinar a Ata de Abertura do Lacre, conforme Edital. O candidato no pode usar em sala: bon, chapu, chaveiros de qualquer tipo, culos escuros, relgio e similares. Junto ao candidato, s devem permanecer documento e materiais para execuo da prova. Todo e qualquer outro

    material, exceto alimentos, gua em garrafa transparente e medicamentos, tm de ser colocados no saco plstico disponvel, amarrado e colocado embaixo da cadeira.

    O candidato que possuir cabelos compridos deve mant-los presos, deixando as orelhas descobertas. O candidato deve conferir se sua prova tem 5 questes de Lngua Portuguesa, 5 de Literaturas, 5 de Matemtica, 5

    de Biologia, 5 de Fsica, 5 de Geografia, 5 de Histria e 5 de Qumica, sendo cada questo constituda de 5 alternativas (a, b, c, d, e) e numeradas de 01 a 40. Caso haja algum problema, solicitar a substituio de seu caderno ou pgina.

    O candidato deve comunicar sempre aos fiscais qualquer irregularidade observada durante a realizao da prova. No sendo tomadas as devidas providncias a respeito de sua reclamao, solicitar a presena do Coordenador do Setor ou comunicar-se com ele, na secretaria, ao final da prova.

    O candidato no pode retirar nenhuma pgina deste caderno. A durao da prova, considerando a marcao do carto de respostas, de 4 horas. O candidato s poder sair

    decorridos 1h e 30min. O candidato deve assinar a lista de presena e o carto de respostas com a assinatura idntica da sua identidade. O candidato, ao receber o carto de respostas, deve ler, atentamente, as instrues contidas no verso desta pgina. Os trs ltimos candidatos devero permanecer at o final da prova para assinar a Ata de Encerramento, conforme Edital.

  • INSTRUES PARA MARCAO DO CARTO DE RESPOSTAS:

    1 - Na correo dos cartes de respostas, para efeito de pontuao, ser desconsiderada:

    questo que no apresentar nenhuma opo assinalada; questo que contiver mais de uma opo assinalada, sejam estas marcaes

    acidentais ou no, independentemente da dimenso, ocasionadas por borres, corretivos, emendas, manchas, pontos, sombreados de lpis ou caneta, traos ou quaisquer outros tipos de rasuras.

    2 - Para que o candidato no se enquadre em nenhuma dessas situaes, tendo alguma

    questo anulada devido a mltiplas marcaes, imprescindvel que ele tenha o mximo de ateno, cuidado e capricho ao transcrever as respostas das questes do caderno de provas para o carto de respostas.

    3 - Em hiptese alguma, ser fornecido outro carto de respostas, portanto, preciso

    que o candidato fique atento e preencha, corretamente, apenas uma das cinco alternativas em cada questo, utilizando caneta esferogrfica azul ou preta de corpo transparente, conforme a figura abaixo:

  • UFJF MDULO II DO PISM TRINIO 2013-2015 PROVA OBJETIVA

    L N G U A P O R T U G U E S A

    Leia o texto abaixo para responder s questes que se seguem:

    TEXTO I

    'Jeitinho brasileiro': 82% acham que maioria pretende tirar vantagem, diz pesquisa

    Levantamento da Confederao Nacional da Indstria (CNI) revela percepo da populao sobre o tema

    LETICIA FERNANDES

    RIO - Vivemos em uma sociedade dividida entre malandros e mans? O cultuado "jeitinho brasileiro"

    costuma ser usado para burlar regras, furar filas, andar pelo acostamento e sempre se sair melhor do que

    a pessoa ao lado. Mesmo quando ela da sua famlia, seu amigo, vizinho ou colega de trabalho. o que

    mostra pesquisa da Confederao Nacional da Indstria (CNI), feita entre 17 e 21 de setembro de 2012, e

    completada com dados divulgados somente no incio deste ano. A percepo dos entrevistados em

    relao forma de agir do brasileiro reflete o jeito com que tratamos as pessoas, mesmo as mais

    prximas do nosso crculo afetivo: 82% acham que a maioria age querendo tirar vantagem, enquanto s

    16% dos entrevistados acham que as pessoas agem de maneira correta. Embora os dados tenham sido

    coletados no ano retrasado, a coordenao da pesquisa diz que um ou dois anos no interferem na

    alterao do nvel de percepo das pessoas.

    H certas imagens sobre o comportamento do brasileiro que permeiam as percepes das pessoas nas

    suas relaes sociais. A ideia de que o brasileiro sempre burla normas e determinaes para obter o que

    almeja - e essa uma definio do jeitinho - recorrente. Para a grande maioria dos brasileiros, a busca

    de atalhos, solues facilitadas ou vantagens fazem parte do cotidiano das pessoas - explica Rachel

    Meneguello, cientista poltica da Universidade de Campinas (Unicamp).

    Nvel de confiana e percepo da forma de agir do brasileiro

    Quando o assunto confiana, o nmero tambm alto: de 62% dos brasileiros que responderam

    negativamente para o quesito confiana, 29% no tm nenhuma e 33% quase nenhuma confiana na

    maioria das pessoas. Os otimistas, que confiam muito no prximo, so apenas 6%, e os que disseram ter

    alguma confiana somam 31%.

    Quanto mais prximo o crculo social, maior a confiana. A pergunta sobre familiares teve 93% de

    respostas positivas, em que os entrevistados disseram depositar muita (73%) ou alguma confiana (20%)

    em membros da famlia. Logo depois, vm os amigos, que inspiram muita confiana em apenas 18% das

    pessoas. Os que disseram ter alguma confiana foram 48%.

    A pesquisa aponta ainda que o Nordeste a regio onde as pessoas mais acreditam estar sendo

    passadas para trs. So 89% os entrevistados que acham que os outros querem tirar vantagem e s 9%

    acreditam que as pessoas agem de maneira correta. Em seguida, vem o Sul, com 85% de grau de

    desconfiana, seguido pelo Sudeste (81%) e Norte/Centro-Oeste (71%).

  • UFJF MDULO II DO PISM TRINIO 2013-2015 PROVA OBJETIVA

    01. Sobre os dados apresentados pela pesquisa, POSSVEL afirmar que:

    a) os mais ricos tm uma desconfiana muito maior das pessoas do que os mais pobres. b) menos da metade dos entrevistados desconfia dos colegas de trabalho ou de escola. c) a relao de proximidade entre os vizinhos assegura um baixo nvel de desconfiana. d) a percepo da forma de agir do brasileiro no tem relao com o nvel de escolaridade dos

    entrevistados. e) cerca de 90% das pessoas entrevistadas deposita total confiana nos membros da famlia.

    O perigo mora ao lado

    To prximos, mas to distantes: assim percebemos nossos vizinhos em 53% dos casos analisados. De

    acordo com a CNI, que entrevistou 2.002 brasileiros de 143 municpios, mais da metade dos brasileiros

    desconfia dos moradores da porta ao lado.

    Para Rachel Meneguello, o alto nvel de desconfiana mesmo entre pessoas prximas aponta para a

    fragilidade das relaes sociais: Em contextos em que, mesmo entre os grupos mais prximos, a relao

    frgil, estamos diante de situaes em que o tecido social est esgarado.

    A ltima categoria analisada foi a de colegas de trabalho ou escola. Nesta faixa, dos 44% de entrevistados

    que relataram confiana, 9% confiam muito e 35% tm alguma confiana nas pessoas sua volta. A

    desconfiana, aqui, chega a 47%, sendo 22% os que confiam quase nada e 25% os que no tm nenhuma

    confiana nesse grupo.

    No grupo dos que recebem at um salrio-mnimo, a desconfiana aumenta, com 83% dos entrevistados

    acreditando que a maioria das pessoas quer tirar vantagem. O nvel s diminui na categoria dos que

    ganham de 5 a 10 salrios-mnimos, mesmo assim chega aos 77%. Sobre a percepo que o brasileiro tem

    da sociedade, o nvel de desconfiana maior entre os mais pobres e os mais ricos. Na faixa de quem

    ganha um salrio-mnimo, 67% dos entrevistados disseram ter pouca (26%) ou nenhuma confiana (41%)

    na maioria das pessoas. No grupo que ganha mais de 10 salrios-mnimos, 68% apontaram desconfiana

    absoluta (39%) ou muita desconfiana (29%) na maioria das pessoas.

    O que tem essa viso de que o brasileiro sempre quer tirar vantagem, ele passa pelo acostamento, fura

    fila, no devolve o troco, cola na prova, e isso afeta essa avaliao. As pessoas podem defender uma

    sociedade sem corrupo, mas, nessas pequenas coisas, elas no tm essa tica, e a voc comea a

    perder confiana. uma confiana desconfiada - conta Renato da Fonseca, coordenador da pesquisa.

    Entrevistados com nvel superior so os que mais confiam nos outros. Mesmo assim, so apenas 19% os

    que acreditam que as pessoas agem de forma correta e 80% os que acreditam que elas querem tirar

    vantagem.

    F