Planejamento Mineração

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    DNPM - Rua Des. Otvio do Amaral, 279 CEP 80.730-400 Curitiba-PR - Fone: (XX41) 335-3970 www.dnpm.gov.br MINEROPAR -Rua Mximo Joo Kopp, 274-Bloco 3/M CEP 82630-900 Curitiba-PR - Fone: (XX41) 351-6900 - www.pr.gov.br/mineropar

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    Captulo 4

    Planejamento na Minerao

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    4.1 A Minerao na RMC e o Planejamento

    Para avaliao da questo do planejamento na minerao na Regio Metropolitana de Curitiba, como uma das atividades do Plano Diretor de Minerao, foram contratados os servios dos engenheiros de minas da empresa Geossistema Terra Pangea S/C Ltda. O relatrio especfico desta atividade foi adaptado com algumas modificaes para insero no relatrio final do PDM, como segue.

    4.1.1 - Introduo

    A regio de Curitiba, como outros lugares do Brasil, foi palco da busca de riquezas pela coroa portuguesa no perodo colonial, em especial o ouro e as pedras preciosas. A busca dos portugueses pelo ouro e pelos ndios promoveu a ocupao do litoral de Paranagu e dos campos de Curitiba no sculo XVII. H evidncias documentais de que bano Pereira esteve na regio de Curitiba em 1639, em busca de ouro. Na regio que hoje a RMC teriam se formado arraiais de mineradores em meados do sculo XVII, como o Arraial Queimado em Bocaiva do Sul, Borda do Campo em So Jos dos Pinhais e Barigi e Tidiqera em Araucria (COMEC, 1999a).

    A povoao de Curitiba passou condio de Cidade em 1842. Para seu desenvolvimento, a populao necessitou de tijolos e telhas produzidos a partir do barro das vrzeas, da extrao de areias e cascalhos, bem como do preparo da cal a partir de ostras no litoral. Em grande parte, os materiais necessrios construo do que hoje a grande metrpole de Curitiba, foram obtidos desde os tempos remotos do sistema fluvial formado pelo rio Iguau, seus afluentes e vrzeas (RIBAS e SILVA, 2000).

    Junto a este desenvolvimento da RMC, outras substncias minerais foram sendo descobertas e explotadas, como o calcrio, gua mineral, fluorita, barita, caulim, alm do prprio ouro, como se pode observar dos dados de compilao da geologia e do cadastro mineral executado para o Plano Diretor de Minerao para a Regio Metropolitana de Curitiba.

    Conforme demonstrado nos perfis dos insumos minerais (captulo 3), a minerao uma atividade essencial para a populao da RMC e para a economia em geral. Dela vem praticamente todas as substncias necessrias para a qualidade de vida da populao. Seja oferecendo materiais para uso na construo civil brita, areia, tijolos, cal, cimento, para agropecuria corretivos de solo, raes ou outros mais diversos usos. Tambm uma indstria que gera empregos, impostos e renda. Como exemplo, no Brasil a transformao mineral representa 8,5% do PIB, gera 500 mil empregos diretos e 2,5 milhes indiretos e teve um crescimento mdio anual do produto mineral de 8,2% no perodo 1995-2000 (S e LINS, 2001).

    4.1.2 - A Importncia do Planejamento

    Pode-se afirmar que o planejamento indispensvel, seja qual for a atividade. Sem uma previso das variveis envolvidas e as solues, todo empreendimento tende a ter maiores dificuldades para se desenvolver, ou est fadado a fracassar na sua implementao. Do mesmo modo, o planejamento urbano importante para a gesto do desenvolvimento municipal, prevendo tanto a preservao de seus recursos naturais, como as reas propcias para habitaes e indstrias.

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    Um exemplo da importncia do profissionalismo e planejamento na minerao encontra-se na origem dos cursos de engenharia de minas no Brasil. O incio do ensino referente mineralogia e metalurgia o alvar de 13 de maio de 1803, promulgado pelo prncipe regente D. Joo VI, onde, alm de providncias relativas minerao e a moedagem em Minas Gerais, recomendava o emprego de meios para o estabelecimento de escolas mineralgicas e metalrgicas semelhantes s de Freyberg e Chemnitz, na Alemanha". Esta estratgia se justificou no Brasil colnia, pois as lavras de fcil extrao de ouro e pedras preciosas, do tempo dos bandeirantes, j apresentavam decrscimo na produo e conseqente queda de arrecadao para a coroa portuguesa. Assim, era necessrio planejar as prospeces e lavras minerais, para o seu melhor aproveitamento e rendimento.

    Atualmente, alm dos aspectos de viabilidade tcnica e econmica para a explotao mineral, existe tambm o aspecto da conservao ambiental no planejamento. Ento, independentemente do porte de cada minerao, o planejamento dos trabalhos de prospeco, pesquisa mineral, lavra e beneficiamento, essencial para o melhor resultado, tanto do aproveitamento racional de recursos no renovveis, como do resultado financeiro para a empresa e a satisfao das demandas da sociedade, via empregos, impostos e responsabilidade social.

    Por outro lado, o planejamento estratgico dos municpios tem a ver com a minerao, pelos conflitos na ocupao do solo. As diversas legislaes existentes, em particular a legislao mineral, fundamentada no axioma o subsolo propriedade da Unio, geram incompreenso nas pessoas alheias ao setor. Outro ponto a considerar que muitas vezes a atividade mineral j estava instalada, e com o crescimento das cidades muitas vezes desordenado ocorreu a ocupao ao seu redor, gerando as demandas individuais, contrariando a rigidez locacional intrnseca das jazidas minerais. No cerne da questo, entre a minerao e o desenvolvimento urbano, esto as caractersticas geolgicas da regio, que devem ser avaliadas a partir de dois pontos bsicos:

    A atividade de minerao est baseada nas caractersticas geolgicas, ou seja, os jazimentos esto condicionados evoluo geolgica, onde o homem no tem influncia na sua formao, podendo somente buscar a melhor forma de aproveitamento;

    A ocupao dos municpios tambm est condicionada pelo substrato geolgico, pois este que indicar os melhores locais para a implantao de indstrias, residncias, reas de preservao e outros servios urbanos.

    Assim, o planejamento da atividade de minerao propriamente dita (lavra e beneficiamento), alm de sua insero no contexto urbano, de suma importncia. Sendo elaborada com critrios tcnicos, a convivncia da minerao com quaisquer outras atividades plenamente vivel, trazendo benefcios para todos.

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    4.2 - Estrutura da Produo Mineral na RMC

    4.2.1 ASPECTOS GERAIS

    Na estrutura da produo mineral na RMC existem desde pequenas empresas de estrutura familiar at grandes grupos empresariais, que utilizam as melhores tcnicas de minerao para a explotao mineral e excelentes suportes administrativos e comerciais. Destacam-se os minerais utilizados na construo civil (britas, areias e argilas) e os calcrios.

    No caso do calcrio, o incio do aproveitamento no Paran surgiu para obteno de cal. O processo DNPM de nmero 317/41 foi o primeiro referente lavra de calcrio, datado de 1941 e pertencente Companhia de Cimento Portland Rio Branco. So comuns na regio os primeiros fornos de barranco, ainda hoje em uso. Posteriormente, a partir da dcada de 60, com a introduo da agricultura mecanizada, houve aumento da produo para uso como corretivo de solo (OLIVEIRA, 2000).

    No setor de corretivo de solos e cal as empresas so familiares, em sua maioria quase absoluta. Atualmente, nestas empresas, a segunda ou terceira gerao est no comando (OLIVEIRA, 2000). Nesta mudana de geraes pode-se perceber que novas idias de administrao comeam a surgir, agregando profissionalismo e tecnologia.

    Este quadro se repete no setor de extrao de insumos para a construo civil, que tambm provou um crescimento exponencial, paralelo exploso urbana e populacional da RMC nas dcadas de 70 e 80.

    Infelizmente, uma parcela menor, mas significativa de empresas, mantm-se agregada aos procedimentos e tcnicas ancestrais, negando-se aceitao dos novos paradigmas da minerao e do meio ambiente, tratando o atendimento s legislaes especficas como um aspecto meramente burocrtico, sem vnculo com as boas prticas da indstria de extrao mineral.

    Alm dos fatores acima descritos, verificados durante a execuo do cadastro mineral integrante do PDM, pde-se constatar algumas evidncias reveladoras do grau de estruturao da indstria de extrao mineral, particularmente para calcrios, quartzitos e granitos, corroborados na experincia profissional dos autores do presente captulo, como se descreve a seguir:

    - A Regio Metropolitana de Curitiba mostra um elevado potencial mineral, comparando-se com outras regies similares do pas. Isso porque alm dos minerais de uso direto na construo civil, como areia e brita, existe a produo de vrias outras substncias como gua mineral, rocha ornamental, calcrio para cimenteiras, cal e corretivo de solo, argilas para cermica vermelha e branca, barita e ouro, alm de filitos e quartzitos.

    - Nestas circunstncias crescente o c