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  • PLANO DE ACTIVIDADES E ORAMENTO

    2011

  • ndice 1. Mensagem do Conselho de Administrao ............................................................................... 1

    2. Enquadramento do Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE ........................................... 9

    3. Actividades previstas e recursos ................................................................................................ 14

    Principais realizaes previstas para o exerccio de 2011 ...................................................... 15

    Objectivos assistenciais para 2011 ............................................................................................ 16

    Recursos Humanos ..................................................................................................................... 18

    4. Oramentos.............................................................................................................................. 25

    4.1. Oramento de compras ................................................................................................. 27

    4.2. Despesa com Pessoal ..................................................................................................... 28

    4.3. Oramento de Investimentos ....................................................................................... 30

    4.4. Oramento Econmico ................................................................................................. 32

    4.5. Balano Previsional ........................................................................................................ 39

    4.6. Demonstrao de Fluxos de Caixa Previsional .......................................................... 43

  • CENTRO HOSPITALAR DE LISBOA CENTRAL, EPE

    1 PLANO DE ACTIVIDADES E ORAMENTO 2011

    1 . MENSAGEM DO CONSELHO DE ADMINISTRAO

    do conhecimento de todos ns o contexto de crise econmica, financeira e consequentemente

    social que se tem instalado em vrios pases da Europa, nomeadamente em Portugal.

    Os efeitos da crise tm-se feito sentir muito em particular na retraco de vrias polticas pblicas

    e dentro destas tambm as relativas rea da sade.

    A forte componente pblica do sistema de sade, determina hoje mais do que nunca a imperiosa

    necessidade de uma gesto a todos os nveis muito mais eficiente e eficaz.

    Cada um de ns no CHLC e todos no seu conjunto temos que ser capazes de dar mais valor ao

    dinheiro que gastamos.

    O mesmo dizer que temos que ter presente em todos os momentos qual o resultado que

    pretendemos atingir. Em funo deste, temos que equacionar todos os recursos disponveis e

    dentro destes, quais so os que nos vo permitir atingir o resultado desejado ao mais baixo custo.

    Esta equao obrigatria para todos e cada um de ns pois s criando mais valor com recursos

    mais escassos poderemos continuar a garantir a universalidade na acessibilidade aos cuidados de

    sade por parte dos cidados.

    Os cidados so os destinatrios da nossa actividade e tambm so eles, (todos ns) que atravs

    do pagamento de impostos sustentam os Servios Pblicos.

    para eles e por eles que temos que ser cada vez mais rigorosos e parcimoniosos na utilizao

    dos meios existentes.

    So efectivamente razes de interesse pblico que nos impem a necessidade de reduzir os custos

    das nossas prestaes de cuidados de sade.

    Este imperativo tambm tem estado presente em relao aos operadores econmicos que

    connosco trabalham.

    Temos que reconhecer que tem sido demonstrado pela maioria destes agentes um enorme

    esforo de colaborao e solidariedade.

  • CENTRO HOSPITALAR DE LISBOA CENTRAL, EPE

    2 PLANO DE ACTIVIDADES E ORAMENTO 2011

    sobretudo em nome desta solidariedade que temos que estar permanentemente vigilantes,

    atentos e unidos na nossa misso.

    A nossa misso implica demonstrar que o SNS sustentvel. Tem que garantir o direito Sade

    dos cidados em termos de universalidade, acessibilidade, e equidade pois um direito

    fundamental.

    Um Direito fundamental que est consagrado na Constituio da Republica Portuguesa que para

    ser efectivo, determinante que as Instituies Pblicas prestadoras destes cuidados, sejam um

    dos pilares mais importantes no contributo para aquela efectividade.

    Esse contributo implica competncia tcnica, conhecimento cientfico, investigao e boas

    prticas clnicas. As boas prticas so as que actuando de acordo com o estado da arte, fazem as

    escolhas mais adequadas em cada momento.

    Normalmente a m prtica caracteriza-se por excesso e no por defeito na utilizao de recursos.

    Este exerccio de permanente adequao tem que estar bem vivo em toda a nossa actividade.

    No podemos cair na terrvel tentao de facilidade e do facilitismo, tudo se constri milmetro a

    milmetro com muito trabalho e persistncia. A histria tem-se encarregado de demonstrar que os

    homens crescem sempre mais na tormenta do que na bonana e por isso temos nesta crise uma

    grande oportunidade, uma oportunidade Histrica.

    tempo tambm de cada um de ns no dar ouvidos aos clssicos arautas das tragdias e das

    tempestades.

    De Lisboa partiram as naus que fizeram a maior epopeia da nossa histria e todos sabemos que

    houve vozes que vaticinaram a desgraa.

    tempo tambm hoje de acreditar e trabalhar para superarmos mais esta prova, fazendo cada um

    de ns mais e melhor.

    Temos conscincia que um momento em que a compatibilizao dos recursos financeiros com

    a actividade hospitalar um exerccio difcil que tem que ser realizado por uma elevada

    conscincia tica e rigor cientfico crescentemente exigentes.

    Mas no temos alternativa e por isso temos que investir muito mais nas escolhas que temos

    que fazer a todo o tempo.

  • CENTRO HOSPITALAR DE LISBOA CENTRAL, EPE

    3 PLANO DE ACTIVIDADES E ORAMENTO 2011

    Por outro lado ns no CHLC temos mais um desafio que constitui seguramente um incentivo

    para a maioria dos nossos colaboradores.

    O novo Hospital de Lisboa Oriental Hospital de Todos os Santos, que estar construdo em

    2013.

    um Hospital desenhado num modelo inovador de prestao de cuidados de sade, vai ser

    servido por uma plataforma tcnica de elevado padro de qualidade e tem profissionais de

    excelncia, com provas dadas e que mesmo em circunstncias adversas esto motivados para os

    desafios que se vo colocar.

    Estamos a construir o futuro de muitas geraes, numa parceria estratgica com a Faculdade de

    Cincias Mdicas, com a Universidade Nova de Lisboa, abertos a outras parcerias com outras

    Instituies de mrito reconhecido, preparados para uma assistncia de elevada qualidade,

    preparados para o ensino (pr e ps-graduado, formao continua) preparados para a

    Investigao.

    Temos a certeza que estamos preparados para promover uma cultura de exigncia, rigor,

    transparncia e participao da comunidade na nossa actividade quotidiana.

    O novo Hospital um projecto que constitui a realizao de um sonho de dezenas anos.

    Foi, , e ser, construdo com pacincia e sabedoria, com determinao e vontade e com

    esperana.

    Estamos convictos que ns no CHLC responderemos todos pr-activamente aos desafios que

    temos pela frente e com inabalvel confiana no futuro da Sade em Portugal.

  • CENTRO HOSPITALAR DE LISBOA CENTRAL, EPE

    4 PLANO DE ACTIVIDADES E ORAMENTO 2011

    Introduo

    O Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE foi criado pelo DL n. 50/07 de 28 de Fevereiro e

    integra numa mesma organizao quatro unidades hospitalares: Hospital de S. Marta, Hospital de

    D. Estefnia, Hospital de S. Jos, o Hospital de S. Antnio dos Capuchos e o Hospital do

    Desterro (os trs ltimos, integravam o Centro Hospitalar de Lisboa Zona Central).

    A criao deste Centro, integrado no projecto de ampliao do universo de hospitais com

    estatuto de entidades pblicas empresariais, visa facilitar a reconverso a mdio prazo destes

    hospitais numa moderna e avanada unidade hospitalar, tendo por base o projecto de

    reestruturao da rede hospitalar da rea de Lisboa.

    O novo Hospital de Lisboa Oriental representa uma grande oportunidade, que deve dar incio a

    um novo ciclo na cultura da prestao de cuidados de sade.

    O novo Hospital no ser condicionado pela oferta, ser um Hospital que se deve antecipar e

    apostar tudo na satisfao atempada e no rigoroso controlo da qualidade dos cuidados prestados,

    do ensino e da investigao que produz para os cidados.

    Em relao aos seus profissionais aposta j hoje na formao altamente qualificada, quer em

    termos tcnicos, quer humanos. A poltica de gesto de recursos humanos tem como objectivo

    estratgico estimular o desenvolvimento da cultura onde o rigor tico e cientfico um princpio

    fundamental, assim como flexibilidade, inovao, empreendedorismo, comunicao, partilha do

    conhecimento, responsabilizao e avaliao sistemtica.

    Esta cultura tem que ter traduo no estabelecimento de objectivos qualitativos e quantitativos

    definidos na sequncia de processos de avaliao rigorosos, exigentes, e transparentes.

    So estes os grandes objectivos estratgicos do novo Hospital de Lisboa Oriental e isso que

    reflecte a forma organizacional prevista para a sua entrada em funcionamento.

    At essa data, o Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE (CHLC, EPE) tem um programa de

    transio que se concretiza em etapas anuais consensualizadas internamente e tendo at data

    cumprido o calendrio estabelecido.

    Actualmente o