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Reitor

Herman Jacobus Cornelis Voorwald

Vice-reitor

Julio Cezar Durigan

Chefe de Gabinete

Carlos Antonio Gamero

Pró-reitor da Pró-Reitoria de Administração

Ricardo Samih Georges Abi Rached

Pró-reitora da Pró-Reitoria de Extensão Universitária

Maria Amélia Máximo de Araújo

Pró-reitora da Pró-Reitoria de Graduação

Sheila Zambello de Pinho

Pró-reitora da Pró-Reitoria de Pesquisa

Maria José Soares Mendes Giannini

Pró-reitora da Pró-Reitoria de Pós-Graduação

Marilza Vieira Cunha Rudge

Secretária-geral

Maria Dalva Silva Pagotto

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Coordenador

Herman Jacobus Cornelis Voorwald

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Elaboração do documento inicialAleardo Manacero Júnior (Coordenador de Grupo)Ângela Cristina Cilense ZuanonAntonio Celso Ferreira (Coordenador de Grupo)Antonio Luís de AndradeAntonio Roberto EstevesCinara Maria Siqueira RovaiDagoberto MartinsDalva Maria de Oliveira VillarrealFrancisco Inácio PinheiroHelen Regina BozelloHerculano Dias BastosJohnny Rizzieri OlivieriJorge Roberto PimentelJosé Roberto RodriguesJosé Walter CanôasLourdes Piovezani VilaLúcia Maria Xavier LopesLuiz Roberto Vasconcellos BoselliMarcelo Andrés Fossey (Coordenador de Grupo)Marcio Francisco ColomboMarcos Barros de SouzaMaria José Soares Mendes Giannini (Coordenadora de Grupo)Maria Regina Brauna BatistaMaysa FurlanPaulo Sérgio RamãoRogério Luiz BuccelliSilvania Bonaldo

Sistematização finalAdriano Brant FavarinAlexandre Santos DomeneCarlos Eduardo VerganiCláudio Benedito Gomide de SouzaFernando Andrade FernandesIraíde Marques de F. BarreiroJoão Fernando Custódio da SilvaJosé Manoel BalthazarMaria Candida Soares Del MassoMaria de Lourdes M. V. Paulino (Coordenadora)Solange de SouzaWagner VilegasWashington de Brito Martins

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ApresentaçãoPor força de seu Estatuto, a Administração Central da UNESP

sempre teve de apresentar ao Conselho Universitário um Plano de Ges-tão – um “projeto de governo”. No entanto, este nunca havia sido ela-borado de forma estratégica e com o rigor e a organicidade necessá-rios para pensar a Universidade.

O PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) apresenta comuma perspectiva estratégica os desafios a serem enfrentados por con-ta de fatores internos e externos ao ambiente universitário. Diferente-mente, porém, de um “projeto de governo”, ele não só aponta alterna-tivas para esses desafios, mas também a Missão, os Princípios e a Vi-são de Futuro da UNESP.

O Plano indica objetivos e ações em seis dimensões: Ensino deGraduação; Ensino de Pós-graduação; Pesquisa; Extensão Universitá-ria; Planejamento, Finanças e Infraestrutura; e Gestão e Avaliação Aca-dêmico-Administrativa.

Previsto para ser executado desde já, o PDI teve início no Conse-lho Universitário, para o qual retorna, agora, em abril de 2009, devida-mente aprovado. Sua discussão foi realizada em dezenas de reuniõesiniciadas em 2007, com uma primeira comissão conjunta do ConselhoUniversitário, Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão e Conselho deAdministração e Desenvolvimento. Esses debates encerraram-se coma aprovação do documento final na assembléia formada por esses trêscolegiados centrais, em Águas de Lindóia, em março último.

Antes de sua aprovação final, o projeto foi submetido aos órgãoscolegiados centrais, às congregações das Unidades Universitárias, aosCâmpus Experimentais, ao Sintunesp, à Adunesp Central e ao DiretórioCentral dos Estudantes.

Desse modo, este documento é o resultado da participação deci-siva de toda a comunidade unespiana por meio de seus órgãos cole-giados, em todos os níveis, o que garante a institucionalidade de seusobjetivos e ações, norteando o futuro da Universidade. Agradeço a to-dos os que direta ou indiretamente participaram de sua construção.

Herman Jacobus Cornelis VoorwaldReitor

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Sumário1- Introdução .......................................................... 12

1.1- Raízes históricas da UNESP1.1.1- Institutos Isolados de Ensino

Superior do Estado de São Paulo

1.1.2- Criação e expansão da UNESP

1.2- Perfil institucional

1.3- Desafios

2- Princípios ........................................................... 22

3- Missão ................................................................ 23

4- Visão de futuro ................................................... 24

5- Dimensões ......................................................... 255.1- Ensino de graduação

5.2- Ensino de pós-graduação

5.3- Pesquisa

5.4- Extensão universitária

5.5- Planejamento, finanças e infraestrutura

5.6- Gestão e avaliação acadêmico-administrativa

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1 A contextualização histórica da UNESP foi baseada em CORRÊA, Ana Maria Marti-nez (Org.). UNESP 30 anos: Memória e perspectivas. São Paulo: Ed. UNESP, 2006.

1- Introdução1.1- Raízes históricas da UNESP

A compreensão das raízes históricas e do desenvolvimento daUNESP possibilita definir seu perfil institucional, realizar o balanço dosobjetivos até agora alcançados e diagnosticar os grandes desafios aserem enfrentados na sua missão. Tais aspectos são essenciais para oplanejamento estratégico proposto neste documento.

A natureza desse planejamento tem como base, ainda, a distri-buição geográfica da UNESP e as mudanças na educação brasileira noque se refere ao acesso à educação, à expansão dos cursos superio-res públicos e privados, ao campo e mercado de trabalho e à amplia-ção da escolarização brasileira. Há uma diferença crucial entre o mo-mento de criação da Universidade e os desafios do presente.

O desenvolvimento do interior paulista exigia a presença de uni-versidades públicas, e a interiorização do conhecimento especializa-do foi o marco fundamental da presença da UNESP no atendimentode tais demandas. Esse é o ponto de partida para o entendimentodas origens da configuração multicâmpus que singulariza esta insti-tuição universitária.

Atualmente distribuída em 23 municípios do Estado de São Pau-lo, incluindo a capital, a UNESP é composta de 32 Unidades Universi-tárias, criadas em três diferentes momentos históricos. As 14 primeirasoriginaram-se de Institutos Isolados de Ensino Superior do Estado deSão Paulo, fundados ou estadualizados entre o final da década de 1950e os primeiros anos da década de 1970. Outras 10 resultaram da insta-lação de um novo câmpus, de desdobramentos dos já existentes ou denovas incorporações a partir de 1976. Oito Câmpus Experimentais fo-ram estabelecidos no início da década de 2000.

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1.1.1- Institutos Isolados de EnsinoSuperior do Estado de São Paulo

Os Institutos Isolados que foram incorporados à UNESP, reestru-turados e renomeados, são:

• Faculdade de Farmácia e Odontologia de São Josédos Campos, criada em 1954;

• Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araçatuba,criada em 1954;

• Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara,estadualizada em 1955, embora existisse desde 1923;

• Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara,criada em 1957;

• Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis,criada em 1957;

• Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília,criada em 1957;

• Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de PresidentePrudente, criada em 1957;

• Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro,criada em 1957;

• Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Josédo Rio Preto, criada em 1957;

• Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu,criada em 1962;

• Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca,criada em 1962;

• Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, criada em 1964;• Faculdade de Medicina Veterinária e Agronomia

de Jaboticabal, criada em 1964;• Faculdade de Música Maestro Julião, criada em 1974 (sediada

em São Paulo, mais tarde transferida para São Bernardo doCampo e, por fim, reinstalada na capital).A criação ou estadualização dessas escolas ocorreu nos gover-

nos de Jânio Quadros (1955-1959) e Carvalho Pinto (1959-1963), pe-ríodo caracterizado por significativo crescimento demográfico não sóna capital como também em várias cidades do interior do Estado deSão Paulo. O processo de expansão do ensino superior, entretanto, foiconsequência das mudanças ocorridas no país após a redemocratiza-ção, sinalizadas na Constituição Federal de 1946 e subsequente Cons-tituição Estadual.

No início da década de 1960, as cidades onde os Institutos Isola-dos foram criados variavam entre 33.000 habitantes (Jaboticabal) e89.000 habitantes (Marília), indicando a progressiva importância que

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passavam a ter os núcleos urbanos médios do interior paulista. Não sónessas localidades, ampliava-se o número de jovens concluintes dosestudos secundários à espera de oportunidades de ingresso no ensinopúblico superior, que até então se concentrava nas capitais dos Esta-dos ou na capital federal.

O número insuficiente de vagas nas poucas e distantes universi-dades existentes estimulou iniciativas em favor da criação de faculda-des no interior paulista, tanto as de Filosofia, destinadas a formar pro-fissionais para o ensino secundário, quanto as de Ciências Exatas, Me-dicina, Odontologia e Farmácia. Naqueles anos, a bandeira da demo-cratização do ensino superior público era levantada seja por setores dasociedade civil – como as comunidades locais, especialmente os estu-dantes –, seja pelo Poder Executivo Estadual e Federal, além dos de-putados interessados em atender suas clientelas regionais. Apesar dasvozes contrárias ao estabelecimento de faculdades no interior, que de-nunciavam a falta de planejamento na expansão em curso e anuncia-vam a perda da qualidade do ensino a ser ofertado, os Institutos Isola-dos lograram êxito.

Não obstante as várias dificuldades enfrentadas, como a infraes-trutura insuficiente e a ausência de um órgão administrativo estadualpara coordená-los, eles se consolidaram, formando várias turmas deprofissionais qualificados, fornecendo as bases para a criação de umauniversidade multicâmpus. O corpo docente dessas escolas, geralmen-te constituído por jovens oriundos de renomadas instituições brasilei-ras e estrangeiras, dedicou-se com entusiasmo ao ensino e a impor-tantes atividades de pesquisa.

Desse modo, os primeiros troncos da universidade vincularam-seao processo de democratização e interiorização do ensino superiorpúblico do Estado de São Paulo, aspecto que também foi marcante emseu desenvolvimento ulterior.

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1.1.2- Criação e expansão da UNESP

A criação da Universidade Estadual Paulista “Júlio de MesquitaFilho”, em 1976, resultou de um complexo e tenso processo de inte-gração político-administrativa. Ao longo da década de 1960, o poderpúblico estadual tomou algumas iniciativas com o propósito de criarum modelo de gestão padronizado para os Institutos Isolados e de es-tabelecer maior interação entre eles. A primeira foi a criação do Conse-lho Estadual de Educação (CEE), em 1963, com uma Câmara de Ensi-no Superior, com a finalidade de discutir a política do ensino superiorno Estado de São Paulo. A principal, no entanto, foi a criação, em 1967,da Coordenação de Administração do Sistema de Ensino Superior (CA-SES) que, após dois anos, adquiriu o status de unidade de despesa doEstado, denominada Coordenadoria do Ensino Superior do Estado deSão Paulo (CESESP). Naquela época, estudava-se também a possibili-dade de integrar os Institutos Isolados numa universidade regional.

É preciso, no entanto, relacionar tal quadro às diretrizes da políti-ca educacional estabelecida pelo governo militar então vigente. Desdeo final de 1968, com a Lei da Reforma Universitária, editada num anomarcado por grandes manifestações estudantis nas principais cidadesdo País, o governo federal reorientou a política pública para o setor,com o objetivo de formar novos profissionais para o mercado de traba-lho em expansão e de racionalizar os recursos já aplicados, especial-mente as vagas disponíveis para o ingresso no ensino superior. As me-didas, dentre outras, previram a junção das faculdades isoladas emuniversidades, a substituição das cátedras por departamentos, a cria-ção do vestibular classificatório e a oferta de licenciaturas curtas. NoEstado de São Paulo, a solução encontrada para a criação da UNESPfoi orientada, em grande parte, por essas diretrizes, efetivadas pela Lei952, de 30 de janeiro de 1976.

Estabeleceu-se que a nova universidade funcionaria como enti-dade autárquica de regime especial, tendo como sede e foro o distritode Ilha Solteira, então pertencente ao município de Pereira Barreto. Aescolha da sede deveu-se ao interesse do governo em aproveitar asinstalações deixadas pela Companhia Energética de São Paulo (CESP)no local, após o término da construção do Complexo Hidrelétrico deUrubupungá. Assim, um câmpus universitário foi implantado naquelacidade e os demais câmpus nas cidades em que existiam os InstitutosIsolados: Araçatuba, Araraquara, Assis, Botucatu, Franca, Guaratingue-tá, Jaboticabal, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, São Bernardodo Campo, São José do Rio Preto e São José dos Campos. A Lei 952,em seu artigo 15, transformou o Centro Paula Souza em autarquia deregime especial associada à UNESP.

A configuração multicâmpus da universidade exigiu, desde cedo,a procura de soluções para um modelo equilibrado de gestão. Como

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não existia instituição semelhante no País, as atenções voltaram-separa a experiência bem-sucedida da Universidade Estadual da Califór-nia, nos Estados Unidos, distribuída em diversas cidades. Em 1975,Luiz Ferreira Martins visitou aquela universidade para conhecer sua es-trutura e funcionamento e subsidiar ações futuras. No ano seguinte,ele foi nomeado o primeiro reitor da UNESP.

No processo de organização da UNESP foram extintos e remane-jados vários cursos, principalmente os das áreas de Letras, Filosofia,História e Educação, sob alegação de racionalidade administrativa enecessidade de não duplicar meios para os mesmos fins. Apesar demanifestações contrárias da comunidade acadêmica e de setores dasociedade civil, o novo modelo foi implantado e legitimado pelo Con-selho Universitário Provisório, que votou o primeiro Estatuto da UNESP,publicado em janeiro de 1977. Esse contexto, aliado ao descontenta-mento da sociedade brasileira com o sistema político vigente, gerou naUNESP uma vida acadêmica agitada e extremamente rica em seu mo-vimento estudantil.

Na década de 80, várias manifestações aconteceram no Brasil quemobilizaram toda a sociedade brasileira. Na UNESP, em 1983, ocorre-ram as primeiras manifestações no País, visando eleições diretas paradirigentes dos órgãos colegiados. Culminaram no movimento das “dire-tas já” e na eleição, pelo voto direto, dos governadores de Estado. A de-mocracia se instala no País com a aprovação das Constituições Federalde 1988 e Estadual de 1989, tendo esse momento possibilitado discus-sões que culminaram na aprovação do novo Estatuto da Universidade,em 1989. A partir de então, o sistema de representação, que constitui abase da gestão universitária, é consolidado nos órgãos colegiados cen-trais e locais. O mesmo ocorreu com o sistema de eleição direta paratodas as instâncias da administração e com a adoção de concursos pú-blicos para renovação dos quadros de servidores docentes e técnico-administrativos. A movimentação universitária na década de 1980 con-tribui para a abertura democrática do País. A partir de 1983, as lutas seintensificaram e as manifestações pelas eleições diretas de diretores, rei-tores e representantes nos órgãos colegiados ganharam força na impren-sa e foram importantes para que esse processo se estendesse a todasas universidades públicas brasileiras.

A Constituição Federal de 1988 garantiu o princípio da indisso-ciabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão universitária, alémda autonomia didático-científica, administrativa e de gestão patrimo-nial e financeira da Universidade. No ano seguinte, como resultado deintensa mobilização das universidades paulistas, esses direitos foramconcretizados por decreto do governo estadual que, a cada ano, esta-belece a Lei de Diretrizes Orçamentárias que deve aprovar a parcela doICMS a ser transferida para as Universidades. Em decorrência dessasações foram criados o Conselho de Reitores das Universidades do Es-

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tado de São Paulo (CRUESP) e o Fórum das Seis, que organiza as ins-tâncias representativas dos servidores docentes e técnico-administra-tivos das três universidades estaduais do Estado de São Paulo. A lutapara que o percentual do ICMS viesse a alcançar o patamar históricoprecedente à autonomia de 1989 tem sido mantida com o objetivo degarantir condições de trabalho e padrão crescente na qualidade dosserviços oferecidos pelas Universidades.

A UNESP ampliou a oferta de vagas no ensino público paulistapor meio da criação de cursos novos, desdobramento de turmas, prin-cipalmente no período noturno, e incorporação de outras instituiçõesde ensino superior, demonstrando sua real e efetiva função social. Em-bora possam parecer traumáticas num primeiro instante, essas amplia-ções têm possibilitado à UNESP cumprir sua missão de oferecer ensi-no público de qualidade nos vários pontos do Estado de São Paulo.

A estruturação da Universidade também trouxe para o centro dasatenções as atividades de pesquisa. Os antigos Institutos Isolados jápossuíam núcleos de pesquisa, fundamentais para a indissociabilidadeentre ensino, pesquisa e extensão universitária.

A Reforma Universitária e o Primeiro Plano Nacional de Pós-gra-duação (1975-1979) levaram à criação de diversos Programas, resul-tando no fomento do sistema de pós-graduação da UNESP. Nos anosde 1987 e 1988, a Câmara Central de Pós-graduação e Pesquisa apro-vou os documentos “Para uma política de Pós-graduação na UNESP”e “Para o desenvolvimento da Pesquisa na UNESP”. Colocados emprática, resultaram na organização da Pró-Reitoria de Pós-Graduaçãoe Pesquisa, em 1989. Em 2005, ocorreu a reorganização dessa Pró-Reitoria, tendo sido criada a Pró-Reitoria de Pesquisa.

Ao longo desses anos foi constante a solicitação, por parte dascomunidades locais e por grupos políticos regionais, da criação de no-vos cursos, assim como da incorporação de instituições de ensino su-perior já existentes. Muitas dessas solicitações esbarraram nas limita-ções orçamentárias. Em 1987 é incorporado à UNESP o Instituto deFísica Teórica de São Paulo, conhecida instituição dedicada à pesqui-sa e pós-graduação nessa área do conhecimento. Em 1988, foram in-corporadas à UNESP a Universidade de Bauru (instituição municipalque passou a constituir o câmpus de Bauru, atualmente com três fa-culdades) e o Instituto Municipal de Ensino Superior de Presidente Pru-dente (integrado ao câmpus de Presidente Prudente). Em 1993 foi cria-do o Centro de Ensino e Pesquisa do Litoral Paulista (CEPEL), que apartir de 2002 se transformou no Câmpus do Litoral Paulista (CLP).

Entre 2002 e 2003, a UNESP passou por grande ampliação com acriação de mais de 30 cursos e aumento no número de vagas em cursosjá consolidados. Nove desses cursos foram oferecidos pelas recém-cria-das Unidades Diferenciadas, posteriormente denominadas Câmpus Ex-perimentais, instaladas nas cidades de Dracena, Itapeva, Ourinhos, Ro-

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sana, Registro, São Vicente, Sorocaba e Tupã, em convênio com as pre-feituras locais. Essa ampliação de vagas, em cerca de 30%, soma-se aodesafio de garantir a consolidação com qualidade dos cursos da UNESP,bem como o equilíbrio entre as grandes áreas do conhecimento.

1.2- Perfil institucional

Atualmente, a UNESP é constituída por 15 câmpus consolidados,sediados em 15 municípios do Estado de São Paulo, incluindo a capitalpaulista, totalizando 26 Faculdades ou Institutos que oferecem cursosde graduação e programas de pós-graduação lato e stricto sensu. Éconstituída também por 8 Câmpus Experimentais, localizados em dife-rentes municípios, nos quais funcionam 9 cursos de graduação. Alémdesses, fazem parte da UNESP Unidades Complementares, Centros deEstudos e Fundações a ela vinculadas.

A UNESP está distribuída nos seguintes câmpus, com suas res-pectivas unidades:

• Câmpus de Araçatuba: Faculdade de Odontologia;• Câmpus de Araraquara: Faculdade de Ciências Farmacêuticas,

Faculdade de Ciências e Letras, Faculdade de Odontologia eInstituto de Química;

• Câmpus de Assis: Faculdade de Ciências e Letras;• Câmpus de Bauru: Faculdade de Arquitetura, Artes e

Comunicação, Faculdade de Ciências e Faculdade deEngenharia;

• Câmpus de Botucatu: Faculdade de Ciências Agronômicas,Faculdade de Medicina, Faculdade de Medicina Veterinária eZootecnia e Instituto de Biociências;

• Câmpus de Franca: Faculdade de História,Direito e Serviço Social;

• Câmpus de Guaratinguetá: Faculdade de Engenharia;• Câmpus de Ilha Solteira: Faculdade de Engenharia;• Câmpus de Jaboticabal: Faculdade de Ciências Agrárias e

Veterinárias e Centro de Aquicultura da UNESP;• Câmpus de Marília: Faculdade de Filosofia e Ciências;• Câmpus de Presidente Prudente: Faculdade de

Ciências e Tecnologia;• Câmpus de Rio Claro: Instituto de Biociências e Instituto de

Geociências e Ciências Exatas;• Câmpus de São José do Rio Preto: Instituto de Biociências,

Letras e Ciências Exatas;• Câmpus de São José dos Campos: Faculdade de Odontologia;

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• Câmpus de São Paulo: Instituto de Artes e Institutode Física Teórica.

• Câmpus Experimentais de Dracena, Itapeva, Litoral Paulista(São Vicente), Ourinhos, Registro, Rosana, Sorocaba e Tupã.De acordo com o Anuário Estatístico de 2008 (dados de 2007), a

UNESP conta com 168 cursos de graduação, em todas as áreas doconhecimento, e 109 programas de pós-graduação que oferecem 105cursos de mestrado acadêmicos, 4 cursos de mestrado profissionali-zantes e 83 cursos de doutorado acadêmicos (www.unesp.br). O totalde alunos matriculados em 2007 foi de 34.425 nos cursos de gradua-ção, 9.008 nos programas de pós-graduação stricto sensu e 3.023 noscursos de pós-graduação lato sensu. Seu quadro de servidores é com-posto por 3.554 docentes, em sua maioria em RDIDP (Regime de Dedi-cação Integral à Docência e à Pesquisa) e por 6.984 servidores técni-co-administrativos.

1.3- Desafios

A estrutura da UNESP está assentada no modelo de universidadeque concilia atividades de ensino, pesquisa e extensão universitáriaque, além da indissociabilidade dessas atividades, incorpora outrasduas ideias fundamentais: a autonomia e a liberdade acadêmica.

A Universidade tem procurado assimilar as transformações dosprocessos culturais, políticos e econômicos, ocorridos nas últimasdécadas, que influenciam a forma como o conhecimento é gerado edisseminado. A sociedade tem necessidades próprias que algumasvezes não permitem respostas imediatas frente à autonomia universi-tária. Conciliar essa autonomia com os anseios da sociedade requerdiscernimento com vistas à sua real missão. Contudo, faz-se neces-sário garantir sua presença no cenário social como locus privilegiadode produção e disseminação do conhecimento numa época em que,internacionalmente, a universidade tende a perder sua hegemonia nasociedade da informação e da dominação midiática. A Universidadepública deve preservar a missão de formar indivíduos críticos e refle-xivos, dotados de cultura e conhecimento científico e tecnológico,que possam contribuir para o progresso material e cultural do País esuperar os grandes dilemas econômicos, políticos, sociais, culturaise ambientais da sociedade contemporânea em escala mundial. Parareforçar sua missão é imprescindível avançar tanto do ponto de vistaadministrativo quanto acadêmico, por meio de ações planejadas.

A UNESP enfrenta o desafio de manter o equilíbrio entre as instân-cias administrativas locais e a central. Nas Unidades Universitárias, asCongregações têm o poder colegiado máximo coordenando diferentes

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atividades e debates acadêmico-científicos e administrativos. Nesse nível,é preciso, no entanto, rever ampla e meticulosamente a estrutura depar-tamental e dos conselhos de curso, que muitas vezes agem de maneiradesarticulada. Os colegiados centrais, por sua vez, tomam decisões quedevem conduzir com clareza e fundamento ao desenvolvimento harmô-nico da Universidade. Nesse contexto, há necessidade de se traçar dire-trizes claras que orientem decisões de acordo com interesses institucio-nais, eliminando o excesso de burocracia e de centralização de deci-sões e a multiplicação de órgãos administrativos e de comissões.

Com relação ao ensino de graduação, a comunidade unespiana éfavorável tanto à manutenção dos cursos bem avaliados quanto à ex-pansão de cursos e vagas, porém condicionadas à ampliação de in-vestimentos na infraestrutura física e de recursos humanos, principal-mente na reposição do quadro de servidores docentes e técnico-admi-nistrativos. Na pós-graduação, o anseio da comunidade não é diferen-te, sendo que a proposta por ampliação é predominante nos casos deprogramas que já têm mestrado e pretendem implantar o doutorado.

Quanto às metas para o quadro docente, é apontada a necessi-dade de aumento de 20% a 50% nas unidades consolidadas e de maisde 50% nos Câmpus Experimentais. Praticamente todas as unidadespretendem atingir um patamar em que 95% dos docentes tenham atitulação mínima de doutores, com um terço de livre-docentes nos pró-ximos cinco anos e 50% de livre-docentes e 20% de professores titu-lares nos próximos dez anos. Para o subquadro dos servidores técni-co-administrativos, a maioria das unidades aponta a necessidade deum aumento de 20% a 50%.

Outro desafio está relacionado à necessidade de revisão do atualplano de carreira do corpo técnico-administrativo e implementação deplano de carreira docente.

Com relação ao ingresso dos discentes na universidade, indica-se a necessidade de aperfeiçoar o sistema de seleção, ampliando ediversificando o acesso à universidade, incluindo-se instrumentos quevalorizem o ensino público como forma de inclusão.

É evidente que a UNESP deverá enfrentar esses desafios a curtoe médio prazo. Um deles será estabelecer critérios que permitam au-mentar a oferta de vagas de modo racional, equilibrado e com qualida-de, aproveitando a infraestrutura, sem duplicar cursos existentes namesma região. Além disso, será necessário consolidar o processo daúltima expansão, no que se refere ao quadro de servidores docentes etécnico-administrativos e às necessidades de infraestrutura.

Na elaboração do planejamento para a graduação, por outrolado, deve-se estar atento às mudanças paradigmáticas em curso noterreno educacional, científico, artístico e cultural, que indicam cadavez mais horizontes transdisciplinares em termos de currículos e con-

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teúdos de ensino. A universidade deverá preencher seus quadros con-siderando os projetos pedagógicos, as necessidades e especificida-des dos departamentos, cursos e programas de pós-graduação, deforma integrada aos planos estratégicos institucionais. Além disso, éindiscutível que o regime de trabalho adequado para uma pesquisade qualidade é o de tempo integral (RDIDP), que deve estar em cons-tante avaliação.

Com relação ao servidor técnico-administrativo, além de definir operfil adequado dos candidatos, é necessário oferecer ao servidor pro-gramas permanentes de capacitação.

A reposição dos servidores técnico-administrativos e docentesdeve ser assegurada para que não haja interferência na qualidade doensino, da pesquisa ou da extensão universitária, que são as ativida-des essenciais da Universidade.

O sistema de pós-graduação também deve ser continuamenteaperfeiçoado. A UNESP mantém mais de cem Programas, dentre osquais vários reconhecidos nacional e internacionalmente. Esses podemservir como modelos para aqueles que necessitam atingir os mesmosníveis de excelência. É a pós-graduação que subsidia mais proxima-mente o desenvolvimento das pesquisas, que devem ser ampliadas,qualificadas e internacionalizadas. Assim, é fundamental a ampliaçãodo financiamento de suas atividades. Outro desafio é aumentar a inser-ção docente nos programas, tendo em vista que apenas 50% dos do-centes em RDIDP estão vinculados a programas de pós-graduação.

Somado a isso, os modelos didático-pedagógicos e as estruturascurriculares dos cursos oferecidos na Universidade devem ser atuali-zados constantemente, sobretudo considerando a velocidade com queas informações são disseminadas e os novos paradigmas científicosdebatidos pela comunidade acadêmica mundial. Novos modelos e ins-trumentos pedagógicos, assim como recursos de infraestrutura devemser explorados com o intuito de tornar o processo de aprendizagemmais efetivo. Neste contexto, um desafio importante a ser enfrentadoserá dotar a UNESP de infraestrutura para a incorporação de novas téc-nicas e ferramentas na prática pedagógica, entre elas a Educação aDistância.

Estes são alguns dos desafios que o presente Plano de Desen-volvimento Institucional propõe-se a enfrentar para que seja cumpridaa missão proposta para a UNESP.

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2- PrincípiosA UNESP tem como objetivo permanente a criação e transmissão

do saber, da arte e da cultura, devendo para isso:• Criar, preservar, organizar e transmitir o saber, a arte e a cultura

por meio da indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da ex-tensão universitária;

• Defender a autonomia didático-científica, administrativa e degestão financeira e patrimonial;

• Oferecer ensino público gratuito, laico e de qualidade;

• Formar cidadãos críticos e capacitados para o exercício dapesquisa e das diferentes profissões;

• Respeitar a liberdade intelectual, o pluralismo das ideias,defendendo e promovendo a cidadania, os direitos humanose a justiça social.

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3- MissãoExercer sua função social por meio do ensino, da pesquisa e da

extensão universitária, com espírito crítico e livre, orientados por prin-cípios éticos e humanísticos. Promover a formação profissional com-promissada com a qualidade de vida, a inovação tecnológica, a so-ciedade sustentável, a equidade social, os direitos humanos e a parti-cipação democrática. Gerar, difundir e fomentar o conhecimento, con-tribuindo para a superação de desigualdades e para o exercício plenoda cidadania.

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4- Visão de futuroSer referência nacional e internacional de Universidade Pública

multicâmpus, de excelência no ensino, na pesquisa e na extensão uni-versitária, que forme profissionais e pesquisadores capazes de promo-ver a democracia, a cidadania, os direitos humanos, a justiça social e aética ambiental, e que contribua para o letramento científico da socie-dade e para a utilização pública da ciência.

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5- Dimensões5.1- Ensino de graduação

Objetivos

I- Consolidar e assegurar a excelência em todas asáreas do ensino de graduação.

II- Ampliar e diversificar o acesso à Universidade, estendendoas oportunidades de formação em nível superior.

III- Aprimorar e criar mecanismos para uma formaçãocientífica, tecnológica, humanística, ética, política ecultural, articulada com conhecimentos multidisciplinaresnas grandes áreas do saber.

IV- Proporcionar condições para a reflexão crítica e autônomasobre os conhecimentos gerados pela Universidadeface aos desafios mundiais contemporâneos.

Ações

1. Aprimorar e aplicar mecanismos de acompanhamentoe de avaliação dos cursos de graduação, incorporandonovos conhecimentos, metodologias e tecnologias.

2. Renovar e modernizar as estruturas, acervos e materiaisdidáticos e pedagógicos.

3. Incentivar a presença de professores visitantes noscursos de graduação.

4. Incentivar e fortalecer as licenciaturas, procurandoalcançar o equilíbrio entre as diferentes áreas.

5. Articular os conselhos de cursos e departamentos de ensinopara elaborar e implementar projetos pedagógicos.

6. Aprimorar o sistema seletivo para ingresso de alunos na UNESP.

7. Implantar políticas de ampliação de cursos e vagaslevando-se em consideração o equilíbrio entre as grandesáreas e o perfil das Unidades, desde que asseguradas ascondições orçamentárias e financeiras.

8. Realizar estudos, pesquisas e fóruns de discussão paraviabilizar a educação a distância como modalidadecomplementar aos cursos de graduação e avaliar apertinência da certificação intermediária.

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9. Propiciar aos alunos dos cursos noturnos as mesmasoportunidades de acesso aos serviços de apoio acadêmicooferecidos aos cursos diurnos.

10. Ampliar programas de cooperação e apoioà educação básica pública.

11. Assegurar às pessoas deficientes condições para a suainclusão e acessibilidade ao ambiente universitário eseus recursos materiais e didáticos.

12. Realizar fóruns das grandes áreas do saber ou entrecursos similares para definir diretrizes comuns.

13. Apoiar a realização de cursos e eventos presenciais,semi-presenciais e a distância, aproveitando a competênciaacadêmica multicâmpus da Universidade.

14. Fomentar programas de intercâmbio e mobilidade intercâmpuse interinstitucionais de discentes e docentes.

15. Ampliar e valorizar oportunidades de iniciação científica,com o fortalecimento de projetos e programas de ensino,pesquisa e extensão universitária.

16. Reestruturar e flexibilizar currículos e carga horária paraampliar oportunidades de estudo, reflexão e participação ematividades de formação complementar.

17. Reformular estruturas curriculares de modo a tornar a extensãouniversitária parte integrante da formação do estudante e daprática cotidiana dos docentes e pesquisadores.

18. Criar estratégias para preservar e ampliar o vínculo doegresso com a Universidade.

19. Fornecer a opção de disciplinas específicas de redaçãoe línguas estrangeiras.

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5.2- Ensino de pós-graduação

Objetivos

I. Formar profissionais capazes de gerar conhecimentos edesenvolvimento científico, tecnológico, artístico e sociocultural.

II. Alcançar e assegurar a excelência dos programas depós-graduação da Universidade.

III. Incentivar a participação do corpo docente da Universidadeem Programas de Pós-Graduação da UNESP.

Ações

1. Ampliar e fortalecer o intercâmbio interno, nacional einternacional de docentes e de pós-graduandos.

2. Estimular a transformação dos cursos de especialização decaráter contínuo e com reconhecida qualidade em mestradosprofissionais ou acadêmicos.

3. Articular atividades entre os programas de pós-graduaçãoe cursos de graduação.

4. Incluir disciplinas de formação pedagógica nos cursos depós-graduação e viabilizar a atuação supervisionada dos alunose de pós-doutorandos em atividades de ensino.

5. Viabilizar a criação de novos programas de pós-graduaçãoem áreas ainda não contempladas pela UNESP, especialmenteos de caráter multidisciplinar.

6. Investigar, discutir e incentivar, quando adequado, ooferecimento de mestrado profissional.

7. Estimular a implantação de estruturas curriculares temáticasque permitam a formação de profissionais para atuar emáreas estratégicas multidisciplinares.

8. Flexibilizar etapas e critérios para a formação profissional emnível de graduação e pós-graduação.

9. Aprimorar mecanismos de acompanhamento, deavaliação continuada e assessoria aos programasde pós-graduação stricto e lato sensu.

10. Aumentar a produção acadêmica qualificada e sua divulgação.

11. Apoiar e tutelar os programas com conceito mínimo deforma que venham a atingir níveis de excelência.

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12. Coordenar ações para ampliar a participação dedocentes da UNESP nas agências de fomento e deavaliação da pós-graduação.

13. Ampliar a divulgação interna e externa dosprogramas de pós-graduação.

14. Apoiar eventos científicos.

15. Apoiar a edição de textos científicos pela Editora UNESP.

16. Incentivar e viabilizar a presença de professores visitantes nosprogramas de pós-graduação.

17. Induzir à associação de programas não consolidados damesma natureza e à reformulação das suas estruturas,aproveitando a experiência dos programas de excelência.

18. Incentivar a participação dos programas nas ações decolaboração solidária interinstitucional apoiadaspelas agências de fomento.

19. Apoiar programas de pós-graduação interunidades einterinstitucionais, inclusive com a participação deUniversidades estrangeiras.

20. Ampliar a captação de recursos financeiros.

21. Incentivar o desenvolvimento de ações conjuntas e a Integraçãoentre programas de pós-graduação, utilizando inclusive recursose metodologias de ensino a distância.

22. Valorizar a orientação em programas de pós-graduaçãocomo atividade docente didática.

23. Viabilizar a mobilidade docente e discente entreprogramas de pós-graduação da UNESP.

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5.3- Pesquisa

Objetivos

I. Produzir conhecimentos científico, humanístico e deinovação tecnológica.

II. Ampliar, avaliar e qualificar a pesquisa para alcançar aexcelência.

III. Fortalecer os grupos de pesquisa e induzir a formaçãode novos grupos.

IV. Contribuir com o desenvolvimento regional, nacional einternacional, sem prejuízo da pesquisa básica.

V. Ampliar a captação de recursos.

VI. Fortalecer a interação entre a UNESP, agências de fomento eoutras instituições que apoiem o desenvolvimento da pesquisa.

Ações

1. Promover condições para o desenvolvimento da pesquisaacadêmico-científica nas diversas áreas do conhecimento.

2. Prospectar áreas estratégicas e capacitar docentespesquisadores.

3. Aprimorar os mecanismos de estímulo, acompanhamentoe avaliação continuada da pesquisa básica e aplicadada Universidade.

4. Estimular a instalação e manutenção de laboratóriosmultiusuários nas diferentes áreas.

5. Estimular a participação em programas de pós-doutoramento eo intercâmbio com pesquisadores nacionais e estrangeiros.

6. Aprimorar e fortalecer os programas de Iniciação Científica (IC).

7. Ampliar a divulgação da pesquisa em veículos de reconhecidomérito científico nacional e internacional.

8. Promover interlocução efetiva e ações conjuntasentre os pesquisadores.

9. Estimular e apoiar os grupos de pesquisa emergentes.

10. Aprimorar mecanismos de apoio técnico à pesquisa,consideradas as especificidades das áreas.

11. Apoiar as atividades de pesquisa desenvolvidas pelasUnidades Complementares.

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12. Garantir infraestrutura mínima de pesquisa para docentes epesquisadores recém-contratados.

13. Fomentar a criação de redes incubadoras em ciência etecnologia e fortalecer as já existentes na Universidade.

14. Fortalecer as atividades do Núcleo de Inovação Tecnológica.

15. Criar mecanismos de apoio técnico e logístico para oregistro de patentes em nível nacional e internacional.

16. Estimular, apoiar, planejar e acompanhar as solicitações definanciamento de projetos junto às agências de fomento eoutros órgão financiadores.

17. Estimular a coordenação e participação em projetostemáticos e outros de grande porte.

18. Criar, ampliar e fortalecer escritórios de apoio à pesquisa.

19. Aprimorar os critérios de concessão de bolsas de IC,criando-se subáreas de avaliação.

20. Estimular a participação de docentes da UNESP emComitês de Agências de Fomento.

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5.4- Extensão universitária

Objetivos

I. Sedimentar a excelência da extensão universitária comoprocesso educativo, cultural e científico articulador doensino e da pesquisa.

II. Promover a democratização da cultura científica, artística ehumanística para viabilizar uma relação transformadora entre aUniversidade e a sociedade.

III. Contribuir para a permanência e o fortalecimento da memóriasocial por meio da preservação, criação e divulgação deacervos de valor histórico e cultural.

IV. Implementar as ações de Extensão Universitária quecontemplem as grandes questões político-sociais, tais como:meio ambiente, violência, direitos humanos e cultura material eimaterial (popular e erudita).

Ações

1. Articular os projetos e atividades de extensãouniversitária com a estrutura curricular.

2. Aperfeiçoar o sistema de avaliação dos projetos deextensão universitária.

3. Fortalecer a cooperação com outras instituições sociais,programas e projetos institucionais.

4. Ampliar a captação de recursos para financiamento daextensão universitária.

5. Aprimorar os meios de divulgação das atividadesde extensão universitária.

6. Apoiar o desenvolvimento de programas e projetos sociais.

7. Fortalecer e estimular a prestação de serviços à comunidade.

8. Assegurar espaços de sociabilidade para a comunidadeinterna e externa, promovendo programas de apoioà convivência universitária.

9. Estimular a aplicação das metodologias de educação adistância como ferramenta de interação entre auniversidade e a comunidade.

10. Estimular a criação, geração e veiculação de programaseducativos nas diferentes mídias.

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11. Fomentar atividades artísticas, culturais, esportivas ecientífico-tecnológicas e utilizá-las para promover aintegração entre as unidades universitárias.

12. Promover ações itinerantes entre os câmpus para adivulgação da produção científica, artística e cultural(orquestras, grupos musicais, grupos de teatro, corais,mostras científicas e artísticas, exposições, centros deciência e documentação e outros).

13. Integrar as atividades de difusão da Pró-Reitoria de Extensãocom a programação da Rádio UNESP, da TV Digital UNESPe da Assessoria de Comunicação e Imprensa.

14. Desenvolver projetos institucionais de preservaçãodo patrimônio histórico-cultural.

15. Apoiar e viabilizar a criação de centros e museusde ciência, de arte e de cultura.

16. Articular projetos de preservação do meio ambiente.

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5.5- Planejamento, finançase infraestrutura

Objetivos

I. Aumentar os recursos necessários ao funcionamento edesenvolvimento da UNESP.

II. Aperfeiçoar a política de recursos humanos para garantir a altaqualidade das atividades-meio e fim.

III. Assegurar infraestrutura necessária às atividades da UNESP.

IV. Aperfeiçoar permanentemente a gestãoorçamentária e financeira.

V. Consolidar e ampliar políticas para otimização de recursos.

Ações

1. Promover ações junto ao governo e à AssembleiaLegislativa, visando ao aumento real do repassefinanceiro do Estado para a Universidade.

2. Atuar na captação de recursos externos, não-governamentais e governamentais, incluindo aquelesprovenientes das leis de incentivos fiscais.

3. Aprimorar área voltada ao planejamento estratégicocom o objetivo de incentivar a prospecção e captaçãode recursos financeiros.

4. Aglutinar forças com outras instituições científicas,universitárias, educacionais e sociais, desenvolvendoações para que as metas de financiamento em ciência,tecnologia, artes e educação, que constam do PlanoNacional de Educação, sejam cumpridas.

6. Garantir na peça orçamentária recursos paracontratação do quadro necessário de servidoresdocentes e técnico-administrativos.

7. Manter e desenvolver programas de saúde, segurança dotrabalho, qualificação e de assistência aos servidores.

8. Estabelecer ações de valorização do servidor público e deprestação de serviço público de qualidade exemplar.

9. Aperfeiçoar políticas para qualificação dos servidores,segurança no trabalho e saúde ocupacional.

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10. Adotar, de forma permanente, políticas de qualificaçãocontinuada e progressiva do corpo docente etécnico-administrativo.

11. Criar política de valorização permanente do corpodocente e técnico-administrativo, por intermédio deplanos de carreira específicos.

12. Institucionalizar programas de gerenciamento de serviçosbásicos (energia elétrica, água, telecomunicações, limpeza,transporte e segurança) para maior eficiência.

13. Oferecer estímulo e espaços para atividades científicas,artísticas, culturais e de lazer nos câmpus.

14. Modernizar o sistema de segurança e vigilânciapatrimonial nos câmpus.

15. Considerar nas políticas de planejamento normas deacessibilidade, sustentabilidade e gestão ambiental.

16. Elaborar plano de construção, reformas, restauração emanutenção de imóveis.

17. Melhorar continuamente a infraestrutura para asatividades acadêmico-administrativas e de apoio aensino, pesquisa e extensão universitária.

18. Viabilizar infraestrutura específica para a pós-graduação.

19. Agilizar a tramitação dos convênios, parcerias eintercâmbios celebrados pela UNESP.

20. Consolidar o programa de incentivo à captaçãode recursos (PICR).

21. Apurar a relação custo/atividade, em consonância comindicadores de desempenho.

22. Avaliar a pertinência da construção e aplicação domodelo de gestão orçamentária com características deorçamento participativo.

23. Avaliar constantemente e dar transparência à gestãofinanceiro-orçamentária.

23. Aperfeiçoar o atual modelo de distribuição do custeio para asunidades universitárias.

24. Elaborar Planos Diretores das unidades universitáriassubmetendo-os ao Conselho Universitário.

25. Institucionalizar programas orçamentários de caráter continuadoque atendam às atividades-fim da Universidade.

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26. Garantir na peça orçamentária recursos para as demandasdas atividades de graduação, pós-graduação, pesquisa eextensão universitária.

27. Buscar política comum para as universidades públicas no quese refere aos pagamentos de precatórios e folha de inativoscom recursos suplementares do Governo do Estado.

28. Desenvolver e implantar um sistema de planejamentoorçamentário, financeiro, contábil e patrimonial nas unidadesuniversitárias, acompanhado pela administração central.

29. Discutir o modelo de gestão e a vinculação administrativa eorçamentária do hospital universitário, garantindo seufinanciamento público e a gratuidade de suas ações.

30. Redefinir o financiamento das despesas comhospitais universitários e demais unidades auxiliaresde estrutura complexa.

31. Estimular o uso compartilhado de recursos físicos eadministrativos nos câmpus.

32. Elaborar estudos com vistas à contratação de serviçosemergenciais para garantir a manutenção das atividades fins.

33. Agilizar o uso da tecnologia da informação e detelecomunicações para reduzir custos e aprimorar processos.

34. Priorizar o uso de software livre ou software decódigo aberto (open source).

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5.6- Gestão e avaliaçãoacadêmico-administrativa

Objetivos

I. Fortalecer o papel dos Colegiados Centrais e Locais comoformuladores de políticas com vistas à adequação dasestruturas acadêmicas e administrativas.

II. Redefinir o papel das Pró-Reitorias, Assessorias,Coordenadorias e Comissões de forma a integrar as diferentesáreas de atuação acadêmicas e administrativas.

III. Simplificar, homogeneizar, desburocratizar e otimizar osprocedimentos acadêmicos e administrativos.

IV. Implementar planos de carreira e regimes de trabalhoque valorizem o desempenho dos servidores docentes etécnico-administrativos.

V. Aprimorar a avaliação institucional da UNESP.

VI. Estabelecer política de permanência e apoio estudantil.

VII. Estabelecer política de comunicação da Universidade.

VIII. Reavaliar a política de convênios da UNESP.

IX. Estabelecer políticas para as unidades de ensinomédio da UNESP.

X. Aperfeiçoar os processos e métodos de gestãoadministrativa pública buscando a ampliação daautonomia das Unidades Universitárias.

XI. Elaborar política de informação e gerenciamento dedocumentos.

Ações

1. Redefinir a natureza e as atribuições dos órgãos colegiadoscentrais e locais e de suas comissões assessoras.

2. Reavaliar a estrutura e as atribuições dos Departamentose dos Conselhos de Curso.

3. Rediscutir a representação paritária nas instânciasdeliberativas e em eleições da Universidade.

4. Realizar Assembleia Universitária para discussão edeliberação sobre possíveis mudanças acadêmico-administrativas e estatutárias.

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5. Reconfigurar a representação intercolegiados.

6. Promover maior interação entre as atividades das Pró-Reitorias.

7. Redefinir o vínculo e a estrutura das assessorias,coordenadorias e Secretaria Geral com o Gabinetedo Reitor e do Vice-reitor.

8. Avaliar a estrutura acadêmica, administrativa e de subquadrodos Câmpus Experimentais para sua consolidação.

9. Redefinir a sede da UNESP.

10. Capacitar gestores para o exercício das atividades deplanejamento, organização e avaliação.

11. Descentralizar processos e métodos para agilizar agestão das Unidades Universitárias.

12. Implantar plano de carreira docente com progressão horizontal.

13. Aprimorar plano de carreira dos servidorestécnico-administrativos.

14. Adequação da carga horária docente média em níveiscompatíveis com os objetivos traçados neste PDI,respeitando as especificidades dos cursos.

15. Integrar instrumentos e procedimentos de planejamentoe avaliação.

16. Aprimorar o programa de avaliação de docentes epesquisadores considerando as grandes áreas doconhecimento.

17. Avaliar e pontuar as atividades de ensino, pesquisa eextensão universitária de forma igualitária

18. Aprimorar o programa de avaliação dos servidorestécnico-administrativos.

19. Manter, aprimorar, institucionalizar e divulgar programa de apoioe permanência estudantil com a respectiva rubrica orçamentária.

20. Promover a saúde e segurança do corpo discente da UNESP.

21. Criar / incentivar sistema de suporte (psicológico,didático, social, médico) ao estudante.

22. Aprimorar o programa de edição de revistas da Universidade efomentar sua inclusão nas diversas bases de dados.

23. Desenvolver e implementar instrumentos para a políticade comunicação.

24. Aumentar a visibilidade da UNESP nas diferentes mídias.

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25. Assegurar a observância ao programa deidentidade visual da UNESP.

26. Estabelecer políticas para as Fundações na UNESP.

27. Incentivar e apoiar convênios com Instituições eOrganizações não governamentais.

28. Ampliar a relação Universidade/Empresa.

29. Redefinir o vínculo da UNESP com o Centro Estadualde Ensino Tecnológico “Paula Souza”.

30. Democratizar a gestão e ampliar a participação dostrês segmentos nos processos decisórios.

31. Elaborar Plano Diretor de Tecnologia da Informação.

32. Implantar política de gestão de documentos, commetodologias que considerem sua produção,tramitação, arquivamento, avaliação e uso.

33. Estabelecer políticas de desenvolvimento de coleções ede obras raras para a Rede de Bibliotecas da UNESP.

34. Ampliar e modernizar a infraestrutura das bibliotecase dos arquivos nas Unidades Universitárias.

35. Criar uma Comissão Supervisora de carátermultidisciplinar, vinculada ao Gabinete do Reitor, paradefinição de políticas de Tecnologia da Informação.

36. Criar Banco de Dados e Sistema de Gerenciamentoque integrem informações acadêmico-administrativase orçamentárias.

37. Implantar a rede de arquivos com definição dos arquivoscorrentes, intermediários e permanentes, visando aaplicação da gestão documental e a preservaçãoda memória da UNESP;