Plano Diretor de Cons. Lafaiete

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LEI COMPLEMENTAR N 0004/99 INSTITUI O PLANO DIRETOR DO MUNICPIO DE CONSELHEIRO LAFAIETE E D OUTRAS PROVIDNCIAS

A Cmara Municipal de Conselheiro Lafaiete decreta e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte lei:

TTULO IDOS PRINCPIOS FUNDAMENTAIS

CAPTULO IDA CONCEITUAO E DOS OBJETIVOS

Art. 1 - O Plano Diretor do Municpio de Conselheiro Lafaiete o instrumento bsico da poltica de desenvolvimento urbano sob o aspecto fsico, social, econmico e administrativo, objetivando o desenvolvimento sustentado do Municpio, tendo em vista as aspiraes da coletividade e de orientao da atuao do poder pblico e da iniciativa privada.

Art. 2- A poltica de desenvolvimento urbano tem por objetivo o ordenamento do Municpio e o cumprimento das funes sociais da propriedade, assegurando o bem estar dos muncipes, garantindo o pleno exerccio da cidadania, produzindo espaos pblicos que propiciem o convvio social, bem como a formao e difuso das expresses culturais.

Art. 3- So objetivos do Plano Diretor:I - ordenar o pleno desenvolvimento do Municpio no plano social, adequando a ocupao e o uso do solo urbano funo social da propriedade;II - melhorar a qualidade de vida urbana, garantindo o bem estar dos muncipes;III - promover a adequada distribuio dos contigentes populacionais, conciliando-a s diversas atividades urbanas instaladas e as que vierem a se instalar;IV - promover a estruturao de um sistema municipal de planejamento e gesto urbana democratizado, descentralizado e integrado;V - promover a compatibilizaco da poltica urbana municipal com a regional, a estadual e a federal;VI - preservar, proteger e recuperar o meio ambiente e o patrimnio cultural, histrico, paisagstico, artstico e arqueolgico municipal;VII - promover a integrao e a complementao das atividades urbanas e rurais na regio polarizada pelo Municpio, visando, dentre outros, reduo da migrao para este, mediante o adequado planejamento do desenvolvimento regional.Art. 4- O ordenamento da ocupao e uso do solo urbano deve ser feito de forma a assegurar:I - a utilizao racional da infra-estrutura urbana;II - a descentralizao das atividades urbanas, com a disseminao de bens, servios e infra-estrutura no territrio urbano, considerados os aspectos locais e regionais;III - o desenvolvimento econmico, orientado para a criao e a manuteno de empregos e rendas, mediante o incentivo implantao e manuteno de atividades que o promovam;IV - o acesso moradia, mediante a oferta disciplinada de solo urbano;V - a justa distribuio dos custos e dos benefcios decorrentes dos investimentos pblicos;VI - a preservao, a proteo e a recuperao do meio ambiente e do patrimnio cultural, histrico, paisagstico e arqueolgico, assegurando, quando de propriedade pblica, o acesso a eles;VII - seu aproveitamento socialmente justo e ecologicamente equilibrado, mediante a utilizao adequada dos recursos naturais disponveis;VIII - sua utilizao de forma compatvel com a segurana e a sade dos usurios e dos vizinhos;IX - o atendimento das necessidades de sade, educao, desenvolvimento social, abastecimento, esporte, lazer e turismo dos muncipes, bem como do direito livre expresso religiosa, nos termos da Lei.

CAPTULO IIDO PERMETRO URBANO

ART. 5 - O Permetro Urbano do Municpio de Conselheiro Lafaiete, configura-se pelos limites descritos na Lei n 2.767/89, que dever revisto pela Lei de Uso e Ocupao do Solo.

CAPTULO IIIDA ZONA URBANA

ART. 6 - A Zona Urbana compreende as reas internas ao permetro urbano, e composta pela rea urbana e pela rea de expanso urbana.

SEO IDA REA URBANA

ART. 7 - Considera-se urbana a rea parcelada contida nos limites do permetro urbano.

SEO IIDA REA DE EXPANSO URBANA

ART. 8 - rea de Expanso Urbana aquela destinada urbanizao, compreendendo os espaos vazios existentes na malha urbana, conforme definido na Lei de Uso e Ocupao do Solo.

CAPTULO IVDAS FUNES SOCIAIS DA PROPRIEDADE Art. 9 - Para o cumprimento de sua funo social, a propriedade deve atender aos critrios de ordenamento territorial e s diretrizes de desenvolvimento urbano desta Lei.

PARGRAFO NICO - As funes sociais da propriedade esto condicionadas ao desenvolvimento do Municpio no plano social, s diretrizes de desenvolvimento Municipal e s demais exigncias desta Lei, respeitados os dispositivos legais e assegurados:I - o aproveitamento socialmente justo e racional do solo;II - a utilizao adequada dos recursos naturais disponveis, bem como a proteo, a preservao e a recuperao do meio ambiente;III - o aproveitamento e a utilizao compatveis com a segurana e a sade dos usurios e dos vizinhos.

TTULO IIDO DESENVOLVIMENTO URBANO

CAPTULO IDISPOSIES GERAISArt. 10 - Os objetivos estratgicos e as diretrizes de desenvolvimento urbano estabelecidos nesta Lei visam melhorar as condies de vida no Municpio, considerados os seguintes fatores:I - o papel do centro poltico-administrativo regional e de ncleo de comrcio e de servios modernos;II - a base econmica industrial relativamente inexpressiva;II. - a alta concentrao espacial das atividades de comrcio e de prestao de servios;IV - o sistema virio e de transporte coletivo radiocntrico, que compromete a fluidez do trnsito;V - a alta concentrao demogrfica em conjuntos residenciais no regularizados, desprovidos de infra-estrutura de saneamento bsico;VI - a alta concentrao demogrfica em reas de risco potencial ou inadequadas para o uso habitacional;VII - a progressiva reduo dos padres de qualidade ambiental;VIII - a ocupao inadequada de reas verdes;IX - a crescente obstruo visual dos elementos naturais da paisagem urbana e dos conjuntos de interesse cultural.CAPTULO IIDOS OBJETIVOS ESTRATGICOS

Art. 11 - So objetivos estratgicos para a promoo do desenvolvimento urbano:I - a consolidao do Municpio como plo regional de aglomerao de servios, mediante o estabelecimento de condies para o estreitamento das relaes entre:a) as fontes de conhecimento cientfico, as de informao e as de capacitao tecnolgica;b) as empresas de servios especializados e os clientes e os fornecedores destas;c) as empresas de servios especializados e os segmentos do mercado de mo-de-obra qualificada;II - a criao de condies para a instalao de indstrias leves de alta tecnologia, para a especializao industrial dos setores tradicionais e para a integrao do setor industrial com as reas industriais dos municpios vizinhos;III - a expanso do sistema virio e sua com a da regio, de modo a viabilizar a sua participao na estruturao do desenvolvimento econmico, da ordenao da ocupao e do uso do solo;IV - a melhoria das ligaes virias com os Municpios vizinhos;V - a melhoria do sistema de transporte coletivo, mediante a criao de condies para a sua expanso, integrando os sistemas de capacidade baixa, mdia e alta;VI - o controle do adensamento habitacional, segundo as condies geolgicas e a capacidade da infra-estrutura urbana das diversas reas;VII - a regularizao fundiria, a melhoria das moradias e a urbanizao das vilas e reas de concentrao popular, inclusive por meio de programas que possibilitem sua verticalizaco;VIII - o aumento da oferta de moradias de interesse social;IX - o controle da ocupao das reas de risco geolgico potencial;X - o aumento da rea verde preferencialmente no Alto do Cristo e no Alto da Castanheira;

XI - o controle das condies de instalao das diversas atividades urbanas e de grandes empreendimentos, minimizando as repercusses negativas;XII - a criao de condies para preservar a paisagem urbana e manter o patrimnio cultural;XII - a valorizao urbanstica da rea central do Municpio, visando a resgatar a sua habitabilidade e a sociabilidade do local;XIV - a criao de condies para a preservao do carter histrico-cultural da rea central;XV - a preservao e a manuteno dos marcos urbanos de valor histrico, artstico e cultural;XVI - o aumento dos recursos municipais a serem destinados ao desenvolvimento urbano;XVII - a participao popular na gesto do Municpio;XVIII - a adequao da estrutura administrativa ao processo de implementao desta Lei e aplicao das normas urbansticas, de acordo com Lei especfica;XIX - a promoo da integrao municipal e da complementariedade dos investimentos, tanto na prestao de servios quanto na execuo de obras de interesse comum;XX - o apoio instalao e consolidao de atividades produtivas, inclusive atividades industriais;XXI - a promoo da criao de uma coordenao de assuntos municipais com a funo de estudar, planejar, propor e supervisionar problemas urbanos que tenham relao com outros Municpios da regio.

Pargrafo 1o. - rea central do Municpio de Conselheiro Lafaiete a rea compreendida pelo permetro iniciado na confluncia da Praa Getlio Vargas, no sentido da Avenida Prefeito Telsforo Cndido de Rezende, passando pela Praa Pimentel Duarte, Avenida Professor Manoel Martins, Rua Henrique Tolomeli, Rua Leozina Albuquerque, Avenida Professor Manoel Martins, Rua Waldemar Pena, Rua Narciso Jnior, Avenida Prefeito Telsforo Cndido de Rezende, Rua Domingos Mendes, Rua Comendador Bata Neves, Praa Baro de Queluz, Praa Tiradentes, Avenida Prefeito Mrio Rodrigues Pereira, Rua Assis Andrade, Rua Baro de Coromandel, Rua Doutor Melo Viana e terminando na Praa Getlio Vargas, conforme Anexo I.Pargrafo 2o. - Hipercentro do Municpio de Conselheiro Lafaiete a rea compreendida pelo permetro iniciado na interseco das Ruas Andr Rodrigues Silva e Santa Efignia, prosseguindo pelas Ruas Baro de Suassu, Desembargador Dayrell de Lima at a Igreja de Santo Antnio, descendo pela Alameda Oswaldo Cruz, Praa Madre Teresa Grillo Michel, Rua Comendador Bata Neves, Praa Baro de Queluz, Praa Tiradentes, Avenida Prefeito Mrio Rodrigues Pereira, Praa Nossa Senhora do Carmo, Ruas Sandoval Azevedo, Horcio de Queiroz, Assis Andrade, Baro de Coromandel, Doutor Melo Viana, Praa Getlio Vargas, Ruas Marechal Floriano Peixoto (sentido Rio de Janeiro), So Jorge, Avenida Dom Pedro II, Rua Luiz Leite, Praa So Seba