PN - Edição 391

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PN - Edição 391

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  • www.potiguarnoticias.com.brParnamirim - 26 de setembro de 2011 - segunda-feira Ano 12 - nmero 391 - R$ 1.50

    Jos Pinto Jr.

    Carlos Eduardo eMicarla entretapas e beijos em Natal

    Pgina 5

    Claudino Leite

    Micarla virouevanglica, masprecisa agoramelhorar Natal

    Valrio Mesquita

    Bens histricosdo RN estodesmoronandoatualmente

    Pgina 2

    Evandro Borges

    Mun. Pg. 3

    Rmulo Estnrley

    Mun. Pg. 6

    Joo Bezerra

    Novidades sobreo mundo empresarial e econmico

    Pgina 6

    Potiguar NotciasSndrome de prefeito de frias pode complicar Carlos

    Mun. Pg. 2

    O acmulo decargos noservi pblicomunicipal

    Dr. Fernandopoder voltar aoPMN, caso PSDseja inviabilizado

    noonon. no. 4

    Passa e FicaCarnaubaisSo GonaloExtremozMessias TarginoMacabaNsia FlorestaIelmo Marinho

    e muitos outrosRN

    MUNICPIOS NESTA EDIO

    Pgina 7

    Caderno Especial

    PMDB querHermano Moraiscandidato em Natal

    Em evento do PMDB na

    Assemblia Legislativa na

    semana passada, o deputa-

    do Henrique Eduardo Alves

    disse que o partido dever

    lanar Hermano Morais em

    Natal. Pg. 3

    A histria doSebo Irmozinhoem Parnamirim

    As pessoas, no entanto,

    no conhecem Joo Batista

    pelo seu nome real. O apeli-

    do de Irmozinho j o

    consolidou como uma fa-

    mosa figura da cultura de

    Parnamirim. Pg. 6

    Parnamirim. Capa

    Parnamirim luta contra hansenase

    Mun. Pg. 4 e 5

    Embora lidere pesquisas, Carlos Eduardo Alves deve lembrar 2004 e pode ter problemas com Wilma, Mineiro e Rogrio Pgina 3

    Dando continuidade srie de ma-trias sobre a memria eleito-

    ral, a reportagem do PNfoi a Extremoz para sa-ber se os eleitores lem-bram em quem vota-ram para deputado

    federal. Uns votarampor beleza do candi-

    dato, outros por propos-tas que sequer conhecem.

    Eleitor no lembra emquem votou para federal

    Parnamirim. Capa.

    Concurso de PoesiaZila Mamede lanablog

    Promovido

    pelo jornal

    Potiguar Not-

    cias, o Con-

    curso de Poesia

    Zila Mamede che-

    ga a sua 5 edio.

    As inscries vo

    at 25 de outubro. O

    concurso tem um

    blog agora com infor-

    maes e regulamen-

    to: www.concursozi-

    lamamede.blogs-

    pot.com

    Pg. 7.

    Potiguar Capa:2.qxd 23/9/2011 20:05 Page 2

  • DESTAQUESDESTAQUESda semana

    Mano convoca duasselees brasileiras

    O tcnico da seleo brasileiraMano Meneses convocou duasselees brasileiras - uma para ojogo contra a Argentina na quar-ta-feira, dia 28; e outra para doisamistosos internacionais. Con -tundido, o atacante Leandro Da -mio no foi chamado. O meiaHernandes, da Lazio, foi convo-cado.

    Partcula tem velocidademaior que a da luz

    A descoberta de que a partcu-la neutrino tem um deslocamentomais rpido que o da luz estintrigando estudiosos. At agora,tem-se que a velocidade da luz o limite em que um corpo podeviajar. Mas, cientistas anunciamter constatado que a velocidadedo neutrino maior.

    Mrtires de S. Gonaloso homenageados

    Foi iniciada no sbado, dia24, a programao religiosaem homenagem aos Mrtiresde Uruau e Cunha, cujadata celebrada, com feriadoestadual, no dia 3 de outubroem So Gonalo. At o dia 2,no Monumento aos Mrtires,em Uruau, haver a bnodo Santssimo Sacramento.

    Rock in Rio comeacom polmica

    Na sexta-feira dia 23 teveincio o festival de msicaRock in Rio. Entre as primei-ras atraes, Rihanna (foto),Kate Perry, o cone inglsElton John e a polmica apre-sentao da cantora baianaCludia Leitte.

    Musica

    Esporte

    Cincia

    Religio

    ARTIGOS

    Como uma onda

    Dizer que os bens culturais imveis doRio Grande do Norte esto desmoronandono pecado. Eu me lembro de pocas emque a restaurao do patrimnio histrico,representado pelos monumentos, igrejas,stios e casares centenrios eram preser-vados pela ao dos poderes pblicosfederal e estadual. De um tempo para cisso vem sendo esquecido. A memriahistrica do estado foi morrendo com osviventes. Ningum quer nada com o pas-sado. At mesmo o ser humano quandopassa dessa para outra, torna-se aliviopara os que ficam. E quem vai se preocu-par com runas antigas, insepultas, sujas eemudecidas pelo tempo?

    Eu me recordo do livro Inventriodos Bens Culturais Mveis e Imveis doRio Grande do Norte, pesquisa exaustiva

    sobre o tema e lanada pela FundaoJos Augusto h quase trinta anos passa-dos. Essa obra permitiu ao Instituto doPatrimnio Histrico e Artstico Nacionaldo antigo MEC, a formular uma polticaem defesa das razes formadoras do nossoestado, permitindo a dezenas de edifica-es serem recuperadas ao longo de duasdcadas. O jornalista Woden Madruga foium presidente da FJA que assumiu essepropsito, continuando o formidvel tra-balho iniciado antes dele, com o apoio doIPHAN, Fundao Roberto Marinho e dosgovernos estaduais. s consultar amemria dos que no aceitam desviver otempo, mesmo sabendo hoje que nada doque foi ser do jeito que j foi um dia,como nos versos de Lulu Santos.

    Profetizo que se poder perder amemria histrica definitivamente, se nofor dispensada ateno imediata a execu-o de um plano de preservao e/ou res-taurao dos monumentos abandonados.No me posiciono contra a poltica de ani-mao cultural em curso. As duas aesdevem caminhar paralelamente, assimsuponho. Uma em detrimento da outra, reprovvel. Tornar-se- um seguimentoparecido com algumas igrejas crists queadotam o estilo gospel, musical, rebolati-vo, em vez da cultura bblica, teolgica ehistrica. Cultura gospel? Por a; caso sejaapenasmente exclusiva. No plano musi-cal, o baio de Luiz Gonzaga, Jackson do

    Pandeiro, Elino Julio, Dominguinhos,entre outros, hoje, est metalizado comcoxas grossas e bumbuns ouriados, semprecisar falar na pornofonia educativa ecvica.

    O Guapor em Cear-Mirim gemeopresso no meio do vale. Os Guarapes doalto das dunas do Jundia cho insepul-to dos antepassados. O memorialCmara Cascudo na Cidade Alta nin-gum enxerga a chama votiva da mo dohistoriador clamando ateno e respeito.Mas, o dinheirama para a copa do mundovem a de forma explicita, implcita eelptica. O objetivo de atrair o turismonacional e internacional imanente e per-manente. E quanto a memria histricade Natal e do Rio Grande do Norte, nohaver nada para ser exibido aos gringose compatrcios? A capital to indigenteassim? No confunda o meu dizer comose contrrio a copa eu fosse. O meu cam-peonato outro. No posso nele escalarRicardo Teixeira. Jogo com Cascudo,Auta e Eloy, Tavares de Lyra, Severo eAlberto Maranho. Da direita para aesquerda: monsenhor Expedito, DomNivaldo, Aluzio, Dinarte e Walfredo.Acredito em ressurreio e na corrente dobem. No banco de reservas, por falta deespao o leitor pode declinar mais onzenomes da melhor extirpe da conterranei-dade potiguar, mesmo sabendo que nadaser mais do jeito que j foi um dia.

    Valrio Mesquitamesquita.valerio@gmail.ccom

    Presidente do

    TCE/RN e

    escritor

    Habilidades artsticas 2

    verdade que muito da opresso daditadura no se deixava sentir de formadireta entre os de minha idade, no obs-tante haver todo um aparato disciplinarnas escolas filas, ordem unida, hastea-mento de bandeira, e a disciplinaEducao Moral e Cvica, que, no entan-to, eram vistos como naturais. Mas noera necessrio muito esforo para com-preender o que acontecia no pas, pois,apesar da censura, a imprensa, a msicapopular e o cinema traziam informaesque davam conta do movimento estudan-til, as passeatas e conflitos de rua, desdeRecife a So Paulo. E um ou outro acon-tecimento local, inclusive o Movimentode Educao de Base, espetculos musi-cais ou de teatro, permitia um esclareci-mento que levava indignao e neces-sidade de manifestao.

    Ainda no meu caderno, a expresso deprotesto encontrava veculo numa lingua-gem de extrema sintetizao de figuraspretensiosamente naturalistas ou de basefotogrfica, cujas referncias encontram-se tanto em certas obras da pop art como,talvez principalmente, nas artes grficasaplicadas indstria do disco e seu uso deefeitos psicodlicos ou de extrema sensi-bilizao retiniana. A propsito de efeitosticos, observam-se alguns desenhos,inclusive explicitamente legendados, querevelam informao sobre a op art.

    Uma produo de protesto, usandoos recursos da colagem muito prprios daarte pop, foi objeto de minha primeiraparticipao em uma exposio de obrasde arte. A convite do ator Carlos Albertode Lima, tambm artista visual e designergrfico, elaborei algumas colagens queforam exibidas junto a trabalhos de mui-tos outros jovens na praa VigrioAntnio Joaquim. A exposio foi organi-zada pelo Centro Estudantil Mossoroensee teria sido motivada por recentes emba-tes de rua no Rio de Janeiro, que culmina-ram com a morte do estudante Edson Luizde Lima e Souto. Era o ano de 1968, nofinal do qual seria promulgado o AI-5.

    Participar daquela exposio teve duas

    decorrncias importantes. A primeira dizrespeito formao ampliada de umaconscincia de que eu era artista, dada avalorizao de meus exerccios vinda defora do mbito familiar e escolar. Asegunda tem a ver com o desde entorecorrente uso de referncias da arte popem meu trabalho at hoje. A princpio,uma prtica expandida com a pop artedevia-se aos materiais baratos ou de fcilacesso. Por outro lado, a apropriao deimagens prontas eliminava a necessidadede habilidades grficas no muito desen-volvidas da representao naturalista.Naquele momento, porm, o carter denovidade e a capacidade de comunicaoimediata daquela linguagem me coloca-vam numa vanguarda de produo de apa-ratos visuais identificada com a necessi-dade de falar aos povos, um apelo tantooriundo da igreja catlica quanto dasesquerdas internacionais. Havia, assim, acompreenso da proximidade entre artepop, esta j integrada grande arte e aomercado de arte, e a linguagem de massasdos meios de comunicao, em partic