PObj Conhec Basic e Espec Agente Policia Legisl 24

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  • ||CAMARA14_024_24N459876|| CESPE/UnB Cmara dos Deputados Aplicao: 2014

    C De acordo com o comando a que cada um dos itens a seguir se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campodesignado com o cdigo C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com o cdigo E, caso julgue o item ERRADO.A ausncia de marcao ou a marcao de ambos os campos no sero apenadas, ou seja, no recebero pontuao negativa.Para as devidas marcaes, use a folha de respostas, nico documento vlido para a correo das suas provas objetivas.

    C Nos itens que avaliam noes de informtica, a menos que seja explicitamente informado o contrrio, considere que todos osprogramas mencionados esto em configurao-padro, em portugus, e que no h restries de proteo, de funcionamento e deuso em relao aos programas, arquivos, diretrios, recursos e equipamentos mencionados.

    PROVA OBJETIVA P1 CONHECIMENTOS BSICOSLNGUA PORTUGUESA (ITENS COM PESO 2)

    A histria eleitoral do Brasil uma das mais ricas do1mundo. Durante o perodo colonial, a populao das vilas ecidades elegia os representantes dos conselhos municipais. Asprimeiras eleies gerais para escolha dos representantes 4Corte de Lisboa ocorreram em 1821. No ano seguinte, foipromulgada a primeira lei eleitoral brasileira, que regulou aseleies dos representantes da Constituinte de 1823. Desde71824, quando aconteceu a primeira eleio ps-independncia,foram eleitas cinquenta e uma legislaturas para a Cmara dosDeputados. Somente durante o Estado Novo (1937-1945), as10eleies para a Cmara foram suspensas.

    Hoje, os eleitores escolhem os representantes para osprincipais postos de poder (presidente, senador, deputado13federal, governador, deputado estadual, prefeito e vereador) epouca gente duvida da legitimidade do processo eleitoralbrasileiro. As fraudes foram praticamente eliminadas. A urna16eletrnica permite que os resultados sejam proclamados poucashoras depois do pleito. As eleies so competitivas, comenorme oferta de candidatos e partidos (uma mdia de trinta19partidos por eleio). Quatro em cada cinco adultoscompareceram s ltimas eleies para votar. O sufrgio universal, pois j no existem restries significativas que22impeam qualquer cidado com pelo menos dezesseis anosde idade de ser eleitor. Hoje, o Brasil tem o terceiro maioreleitorado do planeta, perdendo apenas para a ndia e os25Estados Unidos da Amrica.

    Jairo Marconi Nicolau. Histria do voto no Brasil.

    Rio de Janeiro: Zahar, 2002, p. 7-8 (com adaptaes).

    Em relao ao texto acima, julgue os seguintes itens.

    1 Seriam mantidos o sentido original e a correo gramatical dotexto se o perodo No ano seguinte (...) Constituinte de 1823(R.5-7) fosse assim reescrito: Promulgou-se, um ano depois, aprimeira lei referente s eleies no pas, a qual estabeleceu opleito para a escolha dos representantes da AssembleiaConstituinte de 1823.

    2 Os termos eleitores (R.12), gente (R.15), fraudes (R.16),restries (R.22) e Brasil (R.24) so ncleos do sujeito daorao em que se inserem.

    3 Nesse texto, o autor louva o processo eleitoral no Brasil,onde, segundo ele, a tecnologia e a inexistncia de fraudesconcorrem para o reconhecimento da legitimidade desseprocesso.

    4 Conclui-se da leitura do texto que a magnitude numrica doeleitorado brasileiro, o terceiro maior do planeta, decorre dadisposio de 80% dos brasileiros de comparecer s eleies.

    5 No primeiro pargrafo, quatro perodos so iniciados porelemento adverbial, o que justifica a colocao de vrgulalogo aps colonial (R.2), seguinte (R.5), 1824 (R.8) e(1937-1945) (R.10).

    A atividade policial pode ser verificada em quase1

    todas as organizaes polticas que conhecemos, desde as

    cidades-estado gregas at os Estados atuais. Entretanto, o seu

    sentido e a forma como realizada tm variado ao longo do4

    tempo. A ideia de polcia que temos hoje produto de fatores

    estruturais e organizacionais que moldaram seu processo

    histrico de transformao. 7

    A palavra polcia deriva do termo grego polis, usado

    para descrever a constituio e organizao da autoridade

    coletiva. Tem a mesma origem da palavra poltica, relativa10

    ao exerccio dessa autoridade coletiva. Assim, podemos

    perceber que a ideia de polcia est intimamente ligada noo

    de poltica. No h como dissoci-las. A atividade de polcia ,13

    portanto, poltica, uma vez que diz respeito forma como a

    autoridade coletiva exerce seu poder.

    Arthur T. M. Costa. Polcia, controle social e democracia. In: Arthur

    Trindade Maranho Costa. Entre a lei e a ordem. Rio de Janeiro: FGV,

    2004, p. 93. Internet: (com adaptaes).

    Considerando os sentidos e aspectos lingusticos do texto acima,

    julgue os itens a seguir.

    6 A informao a respeito da etimologia dos vocbulos polcia

    (R.8) e poltica (R.10) fundamenta a concluso do autor,

    introduzida pela palavra Assim (R.11).

    7 O trecho No h como dissoci-las (R.13) poderia ser

    corretamente reescrito de diferentes maneiras, a exemplo das

    seguintes: impossvel separ-las; No h forma de as

    dissociar; No separam-se.

    8 Da leitura do texto conclui-se que a ao da polcia depende

    diretamente da ao dos ocupantes de cargos polticos na

    sociedade, os responsveis pelos fatores estruturais e

    organizacionais (R.5-6) que definem a atividade policial.

    9 A substituio de cidades-estado (R.3) por cidades-estados

    no prejudicaria a correo gramatical do texto.

    10 No primeiro pargrafo, o pronome relativo que exerce, nas

    duas primeiras ocorrncias, a funo de complemento verbal

    e, na terceira, a de sujeito da orao em que se insere.

    1

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    A democracia j no se reduz a uma esperana, no 1

    mais uma questo, no apenas um direito, no somente o

    apangio de uma cidade ilustrada como Atenas, ou de um

    grande povo como o romano: mais, tudo nas sociedades4

    modernas. De mera previso, converteu-se em fato; de opinio

    controversa, transformou-se em realidade viva; deixou de ser

    puro direito para ser direito e fora; passou de simples7

    fenmeno local a lei universal e onipotente.

    Enquanto alguns discutem ainda se ela deve ser, j ela

    . Como o crescer silencioso, mas incessante, do fluxo do10

    oceano, sobe e espraia-se calada, mas continuamente. Cada

    onda que se aproxima, e recua depois, estende os limites do

    poderoso elemento. Os espritos que no veem muito13

    deixam-se dormir, entretanto, recostados indolentemente

    margem que as guas no tardaro em invadir, porque a

    enchente cresce linha a linha sem que a percebam, e, como a16

    onda retrocede sempre, parece-lhes que, retrocedendo, perdeu

    todo o terreno vencido. Embora alguma onda mais impetuosa,

    como que os advertindo, jogue de longe sobre eles a espuma.19

    Riem dela, porque a veem retrair-se logo aps; persuadidos de

    que tm subjugado o oceano quando mandam pelos seus

    serviais antepor-lhe a cautela de algum quebra-mar que dure22

    pela vida de uma ou duas geraes. Cuidam ter desse modo

    segurado a sua casa e o futuro dos filhos. Mas o frgil

    anteparo, minado pela ao imperceptvel das guas,25

    esboroa-se um bom dia, malogrando-lhes os clculos, quando

    no mais que isso.

    A aristocracia teve a sua poca e passou. A realeza28

    teve a sua, e extinguiu-se tambm. Chegou a vez da

    democracia, e esta permanecer para sempre. Por qu? Porque

    a aristocracia era a sujeio de todos a poucos, era o privilgio,31

    a hereditariedade, que, na propriedade individual, legtima,

    por ser consequncia do trabalho, mas que, em poltica,

    absurda, porque exclui do governo a vontade dos governados34

    e submete o merecimento incapacidade. A realeza tambm

    era o privilgio, ainda mais restrito, mais concentrado,

    personificado em um indivduo, circunscrito a uma famlia.37

    A democracia, essa a negao das castas, das excluses

    arbitrrias, e a consagrao do direito: por isso, no morre.

    Rui Barbosa. Obras completas de Rui Barbosa.

    Vol. I (1865-1871), tomo I, p. 19-20. Internet:

    (com adaptaes).

    Julgue os itens de 11 a 16, relativos s ideias e a aspectos

    lingusticos do texto acima.

    11 Respeitando-se as regras gramaticais, as ideias desenvolvidas

    no ltimo pargrafo do texto podem ser assim sintetizadas: O

    respeito a igualdade de todos perante a lei fonte da

    superioridade da democracia frente outros sistemas polticos,

    o que garante-lhe sua perenidade.

    12 A linguagem empregada no texto adequada

    correspondncia oficial, com exceo da utilizada no segundo

    pargrafo, em que predomina a conotao.

    13 Seriam mantidas a correo gramatical e a coerncia do texto

    caso as palavras apangio (R.3), esboroa-se (R.26) e

    castas (R.38) fossem substitudas, respectivamente, por

    privilgio, desmorona e rgidas estratificaes sociais.

    14 Conservando-se a coerncia e correo gramatical do texto, o

    primeiro perodo do primeiro pargrafo poderia ser assim

    reescrito: A democracia deixou de ser apenas uma esperana,

    uma questo, um direito; abdicou de seu papel de mero

    apangio de uma cidade adornada como Atenas ou de um povo

    admirvel como os romanos: hoje, para as sociedades

    modernas, ela mais, tudo.

    15 Evidencia-se, no texto, o entusiasmo do autor por um regime

    poltico e econmico que garantisse a todos os cidados iguais

    oportunidades de representao poltica e de acesso aos bens

    existentes na comunidade.

    16 Utilizando-se de metforas, o autor constri texto

    argumentativo em que a democracia retratada como o oceano

    e suas