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Pódio [email protected] 3090-1075 E1 MANAUS, DOMINGO, 1º DE MAIO DE 2016 PROBLEMAS O que deu errado no clássico Pódio E7 RICARDO OLIVEIRA FOTOS: DIVULGAÇÃO VALENDO TÍTULO Finais dos principais campeonatos regionais começam neste domingo. No Rio, Botafogo e Vasco se enfrentam no Maracanã. Já em São Paulo, o surpreendente Audax duela com o Santos em Osasco. Pódio E5

Pódio - 1º de maio de 2016

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Pódio - Caderno de esportes do jornal Amazonas EM TEMPO

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    E1

    MANAUS, DOMINGO, 1 DE MAIO DE 2016

    PROBLEMAS

    O que deu errado no clssico

    Pdio E7

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    VALENDO

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    Finais dos principais campeonatos regionais comeam neste domingo. No Rio, Botafogo e Vasco se enfrentam no Maracan. J em So Paulo, o surpreendente Audax duela com o Santos em Osasco. Pdio E5

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  • MANAUS, DOMINGO, 1 DE MAIO DE 2016E2 PdioPdio

    PDIO - O que voc pode destacar na classificao do Audax na classificao no Paulisto?Fernando Diniz - A maturi-

    dade que a equipe foi desen-volvendo ao longo dos anos, tanto coletiva como individu-almente fi zeram com que esse ano a gente chegasse com uma possibilidade maior. As ferramentas estavam mais afi adas para conseguirmos o primeiro objetivo, que, como em todo time pequeno no in-cio, era conseguir escapar do rebaixamento, j que caem seis esse ano. Depois, passamos a pensar na classifi cao. A gente tem conseguido avanar em todas as frentes. E, alm dos resultados, o contedo que a equipe tem mostrado est bastante convincente.

    PDIO Houve mudan-as na sua filosofia de trabalho da ltima vez que voc comandou o Audax para agora?FD - Em termos de fi loso-

    fi a, no teve grandes altera-es, o processo contnuo. Nas outras ocasies, tanto em 2014, quanto em 2015, a gente teve pontuao para classifi car, mas estvamos em uma chave em que as equipes pontuaram muito e acabamos

    No futebol brasileiro, onde se costuma tomar decises baseadas somente em resultados, muito difcil ver uma equipe que aposta no trabalho de um treinador e consegue ter pacincia. O Grmio Osasco Audax fez exatamente isso e vem conseguindo colher os frutos do espao e da confi ana dados ao jovem treinador Fernando Diniz. A equipe fundada em 2013 conquistou um grande feito: est na fi nal do Paulisto.Questionado no passado por seu sistema ousado, o comandante de 42 anos afi rma que no se espelha em tcnicos badalados do exterior como Pep Guardiola.Formado em psicologia, ele acredita que um dos principais problemas do futebol brasileiro no tratar o jogador como pessoa, deixando de lado os fatores extracampo, que so, na viso dele, cruciais para a formao do atleta.

    Devemos CHEGAR ELITE DO FUTEBOL brasileiro em um futuro MDIO

    FERNANDO DINIZ

    fi cando de fora do mata-mata.

    PDIO Qual a sua relao com a diretoria do Audax?FD - A relao com a dire-

    toria muito boa. Tanto com o Vampeta, como com o Nei Teixeira, que o diretor de futebol, junto com o Sr. Mrio, dono do clube, trabalhamos de maneira bastante integrada. Para mim, um privilgio tra-balhar aqui, tenho liberdade para implantar as ideias que eu tenho. Ento, s tenho elogios para fazer parte diretiva, onde as pessoas apostam no meu trabalho do incio ao fi m.

    PDIO Qual a diferena do Audax para as outras equipes consideradas pe-quenas?FD - No uma questo de

    melhor ou pior. Temos apenas uma proposta diferente e no em relao s equipes peque-nas. a relao ao futebol de maneira geral, da prtica di-ferente da maneira que outras equipes jogam. Ento uma coisa muito ntida a parte ttica do time, que tem uma proposta bem incisiva para ter o controle do jogo, com bastante posse de bola, com muitos jogadores de qualidade tcnica e o coletivo se desdobra para marcar bem. Eu acredito que, desta forma, a gente consegue resgatar o que tem de melhor nos jogadores, ento eles acabam sentindo mais prazer, gostam da ideia, o que acaba aumentando o grau de comprometimento e tudo isso, junto de uma certa plastici-dade que o time apresenta, nos tornamos mais competitivos.

    PDIO Existe algum projeto concreto para a projeo do Audax no ce-nrio nacional?FD - Aqui ns fazemos um

    trabalho passo a passo. O calendrio do futebol muito complicado. Ento eu no sei qual vai ser a diretriz que a di-retoria vai adotar, mas est todo mundo estudando para ver qual o melhor projeto a se seguir. No s pode-mos, como devemos chegar elite do futebol brasileiro em um futuro mdio. Claro que a gente tem que buscar. O Campeonato Paulista o estadual mais difcil, ento no tem porque a equipe no sonhar com um avano no cenrio nacional. Acredito que a diretoria pensa assim tambm.

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    PDIO Quando voc es-tava sob o comando do Para-n, saram algumas notcias de desentendimentos entre voc e alguns jogadores (Ra-fael Carioca e Jean). O que voc pode falar sobre isso?FD - As pessoas no futebol

    tm o costume de analisar as coisas de maneira muito su-perfi cial; ao fi nal dos jogos, com muita emoo. Alguns jogadores aqui no Audax es-to comigo h quase quatro anos e j tiveram oportunidade de deixar o clube, mas no o fi zeram. Alguns que foram treinados por mim no Paran queriam ter vindo comigo para o Audax. As pessoas pegam um fato isolado e a imprensa, quando quer deformar a infor-mao, deforma mesmo. Eu no tenho problema com as pessoas, tenho problema com os valores. Eu cobro compro-metimento, se voc combina algo e acaba no cumprindo, voc ter grandes problemas comigo, independente se voc for um roupeiro, jogador ou presidente. Eu acabei tendo desentendimentos com dois jogadores, s que o elenco ti-nha 30. Eu prefi ro fi car com os bons aspectos, do que com as fofocas e picuinhas. Ficamos em dcimo, isso algo que reverbera, as pessoas fi cam co-mentando, mas no analisam um fato como um todo.

    PDIO De maneira geral, como voc avalia sua pas-sagem pelo Paran?FD - Minha passagem pelo

    Paran foi tima, quando eu cheguei l, a equipe tinha o mesmo nmero de pontos do time que estava na zona de rebaixamento e quando eu sa de l ns estvamos dez pon-tos frente do Z4, depois de apenas 2 meses, e durante a competio chegamos a fi car seis pontos da zona de classi-fi cao. Se eu no me engano,

    o Paran tinha uma das me-nores folhas de pagamento da Srie B, se no a menor, e era uma equipe jovem. Quando eu cheguei no clube, consegui im-plantar meu estilo de jogo e as estatsticas mudaram comple-tamente em termos de posse de bola e fi nalizaes, sem contar o nmero de jogadores que recuperamos. O problema maior que eu tive no Paran foi com a diretoria e com parte da imprensa, especialmente com umas duas ou trs pessoas.

    PDIO Como voc ava-lia a situao do futebol brasileiro?FD - No s no Brasil, mas

    aqui de maneira mais incisiva, a gente tem uma cultura que analisa muito resultado e pouco contedo. No digo que seja o principal problema, mas um dos principais o fato do jogador no Brasil no ser tratado como pessoa. Desta forma, acaba se perdendo muito. Aqui, temos um contexto social extrema-mente complicado no que diz respeito s origens do jogador de futebol, muitos jogadores saem de casa com pouca idade e acabam no tendo os afe-tos bsicos e essenciais para uma boa formao em termos emocionais. E infelizmente, em termos cognitivos e de educa-o formal, o atleta no tem estudo e quando estuda, vai para uma escola do Estado, onde vai somente para passar e no para aprender. Se essa fosse uma poltica pblica, ou se o futebol se aproveitasse disso, a gente poderia reverter o quadro que est o futebol de maneira mais rpida. Ao invs de fi car se atolando em metodologia de treino, que a principal discusso que temos hoje. O primeiro fator que eu descartaria, ao avaliar a sele-o brasileira, seria os joga-dores. A melhor matria-prima futebolstica do mundo do

    Brasil. Ns temos bons joga-dores. O principal problema, na minha opinio, est na ma-neira que o jogador tratado, deve se tratar o jogador como gente, para que ele chegue na seleo mais bem preparado emocionalmente.

    PDIO Quais so suas principais inspiraes para o seu trabalho como tcnico?FD - Quando me pergunta-

    vam no passado sobre minhas inspiraes, eu nem sabia res-ponder. No tinha nada a ver com o futebol internacional, at porque eu nem tinha tempo de acompanhar. Tambm no posso dizer que me inspirava no Guardiola, porque eu sou treina-dor desde 2009 e s consegui acompanhar o trabalho dele em 2011, quando o Barcelona ganhou de 4 a 0 do Santos. A minha inspirao na verdade, desde quando eu jogava, so os grandes jogadores. Tudo o que eu fao aqui para que o jogador possa ser o Pel que ele quer ser, bvio que igual ao Pel no vai ter mais, mas meu objetivo que meu atleta consiga realizar seu sonho de infncia. Minha inspirao isso: ver o jogador jogando bem, de maneira alegre, atu-ando com plasticidade e de maneira competitiva. E isso no vem de maneira s ldica, pre-cisa de muito trabalho, treino e comprometimento de todos.

    PDIO O que voc deseja para o futuro da carreira?FD - Minha aspirao para o

    futuro fazer o que eu fao hoje. Estou no melhor lugar que eu poderia estar. Eu fi cava ansioso para o que poderia acontecer quando eu jogava, agora eu estou feliz como tcnico. Tenho paz para fazer o que eu fao, gosto de fazer o que eu fao. Ento eu dou o meu melhor, me dedico para fazer o melhor treino, o melhor jogo.

    No digo que seja o principal problema, mas um dos princi-pais o fato do jogador no Brasil no ser tratado como pessoa. Desta forma, acaba se perdendo muito

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  • MANAUS, DOMINGO, 1 DE MAIO DE 2016E3PdioPdio E3Pdio

    Willian Dngelo

    Colunista do pdio

    Fundado no dia primeiro de maio de 1932, h alguns anos antes do incio da Segunda Guerra Mundial, por um grupo de jovens do bairro da Glria e do So Raimundo, o Sul Amrica comemora neste domingo 84 anos de tradio no futebol amazonense. O clube foi fundado com o intuito de fazer frente ao So Raimundo, do bairro vizinho, e o zagueiro Mrio Bacuri um dos bons jogadores que j vestiram a camisa do Trem da Colina.Zagueiro de estilo guerreiro

    de muita liderana, Mrio Bacuri jogou em quase todos os times do Amazonas, com destaque para suas passagens pelo Na-cional e Fast, onde disputou al-gumas edies do Campeonato Brasileiro. Tambm jogou no Rodoviria, Amrica, Sul Amri-ca e So Raimundo, todos times amazonenses, onde foi vrias vezes campeo estadual.Pelo o time do Sulo de 1975,

    Bacuri jogou ao lado de joga-dores como Orlandino, Botica, Tio, Maravilha, Milo e Ze-quinha, Wilkens, Silva, Luluca e Santiago. Em 1977 conquistou a Taa Cidade de Manaus pelo time da Glria, aps vencer o Nacional por 2 a 0, classifi can-do-se para a fi nal do campeo-nato amazonense.A equipe da Rodoviria con-

    quistou o ttulo de 1973, com Bacuri fazendo parte do elenco

    Mrio Bacuri, um lder do futebol [email protected]

    Tnel do tempo

    Mrio Bacuri entrou para a histria do futebol do Amazonas pois partici-pou do time do Fast que venceu o Fluminense por 2 a 1 dentro do estdio do Maracan pelo Cam-peonato Brasileiro de 1978

    que contava com nomes como Iane, Dirlei, Joaquim, To, Zequi-nha, Sudaco, Marcos Mascara-do, Julio e Santiago. Nacional, Rio Negro, So Raimundo, Sul Amrica, Olmpico, Amrica e Fast tambm participaram do certame daquele ano.Mrio Bacuri entrou para a

    histria do futebol do Amazo-nas pois participou do time do Fast que venceu o Fluminense por 2 a 1 dentro do estdio do Maracan pelo Campeonato Brasileiro de 1978. A base do Fast, ento time grande de Ma-naus, tinha Iane; Carlos Alberto,

    Mrio Bacuri, Edgard e Carli-nhos; Limo, Raulino (tambm falecido) e Zezinho; Z Lima,Dentinho e Cabral.O zagueiro tricolor carioca,

    Drio, marcou contra, para o Fast. O empate veio atravs de Gildzio, aos 18 minutos e assim terminou o primeiro tempo. No perodo fi nal, o ponteiro Cabral, aos 22 minutos, marcou o gol da vitria do Rolo Compressor.Mrio Bacuri foi campeo

    pelo Nacional, em 1972, ao lado de Edson Borracha, Virgi-lio e Iane (goleiros), Mesquita, Fausto Souza, Mrio Motorzi-

    nho, Jorginho, Helinho, Walmir Coutinho, Reis, Valdomiro, Chi-quinho, Naninho, Joo Batista, Careca, Z Eduardo. Em 1973, campeo pela Rodoviria. Eram seus companheiros, dentre ou-tros, Iane, Toinho e Amauri (go-leiros), To, Zequinha, Tadeu, Sudaco, Larcio, Zez, Julio, Santiago, Wilson Lopes. Em 1974 teve rpida passagem pelo Amrica. No ano seguinte defendeu o Sul Amrica. Em 1976 e 1977, vestiu a camisa do So Raimundo. Em 1978 e 1979, defendeu o Fast Clube.No dia 15 de outubro de

    1978, sobre arbitragem de Od-lio Mendona, o Fast de Mrio Bacuri venceu o Nacional por 2 a 1 no estdio Vivaldo Lima (gols de Raulino (2) e Esquerdinha), partida vlida pelo returno do certame regional. No segundo tempo, o jogo foi suspenso aos 43 minutos, pois o Fast reti-rou-se de campo, inconformado com a marcao de um pnalti a favor do Nacional. O time fastiano jogou com Ribamar, Carlos Alberto, Luis Carlos, Ba-curi (Duarte), Anselmo, Limo, Fabinho, Raulino (Bosco), Do, Fidlis e Z Lima.

    Dirley Joaquim, Iane, Mrio Bacuri, To, Zequinha, Larcio, Sudaco, Zez, Julio e Santiago, so os jogadores do timao do Sul Amrica

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  • MANAUS, DOMINGO, 1 DE MAIO DE 2016E4 PdioPdio MANAUS, DOMINGO, 1 DE MAIO DE 2016

    Carlos S. JuniorColunista do pdio

    A vida um grande desafi o. Podemos ultrapassar os obs-tculos ou desistir no meio do caminho esta frase os praticantes de wheeling, levam ao p da letra. Mas voc sabe o que whelling? Ele um esporte radical prati-cado com motocicleta, no qual consiste em realizar manobras que levam seu praticante ao extremo de equilbrio.Tem-se a informao que

    seu percursor foi doug do-mokos pela dcada de 1970. Ele resolveu fazer exibies com sua moto, fi cou conhecido como o rei do whelling.No brasil o esporte tornou-se

    notrio na dcada de 1990, mas foi somente em 2010 que foi reconhecido como prtica esportiva pelo ministrio dos esportes. Exige-se um preparo muito grande dos pilotos e das motos para este esporte, pois os impactos so frequen-tes. Usa-se uma diversifi cao de potencias, desde 50cc a 1200cc, so retirados vrios componentes, como painel, se-tas, farl e colocados outros para ajudarem nas manobras e protegerem a moto.Em manaus, temos a Amazon

    Moto Show, equipe formada por quatro pilotos no qual paulo barca faz parte. Sua paixo surgiu em 2002, mas como no tinha nenhuma informao

    Whelling, um esporte pra l de [email protected]

    Sobre rodas

    Existe um leque de manobras muito grande dentro desse esporte, como borraho, enceradeira, grau, super-man, zerinho etc. Agora, um item in-dispensvel a segurana desse espor-te. Capacete, bota, canelei-ra e luvas so prioridade. A segurana prpria e de todos que assistem norma

    partiu para os videos do youtube onde conheceu o piloto ac farias que lhe incentivou ainda mais.Atualmente possui uma moto

    fazer 250 cc toda adaptada para a prtica do wheeiling, mais seu grande sonho par-ticipar de um campeonato fora

    do pas, porm como os custos so altos a procura por patro-cinadores diria.Existe um leque de manobras

    muito garnde dentro deste es-porte, como borraho, encera-deira, grau, superman, zerinho, etc. Agora um item indispens-

    vel a segurana deste esporte. Capacete, bota, caneleira e lu-vas so prioridade. A segurana prpria e de todos que assistem norma, o local tambm para a prtica tem que ser um local que conte com toda a infraestrutura para a segurana de todos.

    Mais como tudo na vida, de-vemos nos dedicar ao extremo, uma vida ardua, como a de todos que almejam sucesso.Quando penso que cheguei

    ao meu limite, descubro que tenho foras para ir mais alm, dizia Ayrton senna.

    Praticantes de whelling so obrigados a testar seu equilbrio em manobras radicais sobre duas rodas. Esporte surgiu na dcada de 90

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  • MANAUS, DOMINGO, 1 DE MAIO DE 2016E5PdioPdio

    Alvinegros fazem primeiro jogo da final do Campeonato Carioca. Principal estdio do Estado foi reaberto para receber as duas partidas da deciso

    Botafogo e Vasco duelam no estdio do Maracan

    Rio de Janeiro (RJ) - Uma fi nal justa. Assim pode ser descrita a deci-so do Campeonato Ca-rioca entre Botafogo e Vasco. As duas melhores equipes da competio se enfrentam s 15h (de Manaus) deste domin-go (1), no Maracan, pelo jogo de ida da fi nal do Estadual. No ano passado, as equipes

    tambm duelaram na deciso, com vitria do Cruz-Maltino. Na viso dos jogadores vas-canos, porm, no h ligaes entre as duas fi nais.Todo jogo tem sua histria

    e o que aconteceu no ano passado fi cou no passado.

    Naquela poca, inclusive, os dois times tambm tinham outros jogadores e por isso mesmo precisamos ter o equi-lbrio necessrio para enten-dermos que nada possvel fazer em termos de prever o resultado, disse o volante paraguaio Julio dos Santos.Sem nenhum desfalque para

    o jogo, o tcnico Jorginho promete um Vasco ofensivo contra o rival. Gostamos de jogar de maneira ofensiva e no vamos mudar a nossa for-ma de atuar porque chegamos fi nal. Logicamente que uma deciso de 180 minutos, mas temos que tratar essa primei-

    ra partida como se fosse o nico jogo. Apenas a vitria estivesse nos nossos planos, afi rma o zagueiro Luan.O Vasco deve ir a campo

    com: Martn Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos San-tos, Andrezinho, Nen; Jorge Henrique e Riascos.

    BotafogoVindo de uma classifi cao

    sofrida sobre o Coruripe-AL pela Copa do Brasil, o Bo-tafogo muda o foco para o campeonato regional. Mesmo com um time abaixo tecnica-mente de Flamengo, Vasco e

    Fluminense, o Glorioso mos-trou fora e disciplina ttica para chegar deciso.Ainda sem poder contar com

    o volante Arton, o tcnico Ri-cardo Gomes, j defi niu o time do Botafogo que vai a campo. Como poupou alguns atletas no jogo de meio de semana, o comandante mandar o que tem de melhor para a partida.Diante disse, o Botafogo

    deve ir a campo com: Jeff er-son, Luis Ricardo, Joel Carli, Emerson (Renan Fonseca) e Diogo Barbosa; Rodrigo Lin-doso, Bruno Silva, Leandrinho (Fernandes) e Geg; Salgueiro e Ribamar (Diego).

    PAULISTO

    Santos e Audax fazem primeiro jogo da fi nalSo Paulo (SP) - Com

    futebol bonito e efi ciente, o Audax chegou fi nal do Campeonato Paulista. Aps eliminar So Paulo e Corinthians, o time do interior faz a primeira de-ciso de sua histria neste domingo (1), s 15h (de Manaus), contra o Santos, no estdio Jos Liberatti, em Osasco. Com a fama de destruir dos grandes, os comandados de Fer-nando Diniz tm desper-tado ateno especial do elenco santista.Corrermos um risco mui-

    to grande. Uma equipe, que tirou os adversrios que tirou no foi por acaso. O Audax est na fi nal por suas qualidades e eu sei o que chegar com uma equipe de menor expresso contra

    um grande, lembra.Para o duelo, a nica d-

    vida a escalao de David Braz. O zagueiro ainda no est 100% fi sicamente. Se ele for preservado, Lucas Verssimo assume o posto. Assim, o Santos deve en-

    trar em campo com: Van-derlei, Victor Diniz, Gustavo Henrique, Lucas Verssimo (David Braz) e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno; Gabriel e Ricardo Oliveira.

    AudaxA escalao do Audax

    ser: Felipe Alves; Francis, Andr Castro (Mrcio Dio-go), Bruno Silva e Lo Bahia (Felipe Diadema); Tch Tch, Camacho e Rodrigo Andrade; Mike (Rodolfo), Ytalo e Bruno Paulo Jogadores de Botafogo e Vasco entraram em campo no meio de semana, em duelos vlidos pela Copa do Brasil, mas os titulares foram poupados

    Santistas entram na final carregando todo o favoritismo

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  • MANAUS, DOMINGO, 1 DE MAIO DE 2016E6 PdioPdio

    No dia 5 junho, ser realizada a segunda edio da maior corrida de obstculos da Regio Norte, em Manaus

    Est chegando a hora de superar seus limites fsicos e psicolgicos. No dia 5 de junho, no Clube do Trabalhador, locali-zado no Coroado, Zona Leste da capital, ser dada a largada para a segunda edio da In-sanus Race primeira corrida de obstculos organizada em Manaus. A prova realizada pela Vegas Team e tem o apoio do Grupo Raman Neves de Comunicao.De acordo com um dos ide-

    alizadores do evento, Eduardo Santos, a Insanus Race surgiu do boom que aconteceu no Brasil em relao a corridas com obstculos. O modelo observado e seguido pelos organizados foi o mesmo da Spartan Race, considerada uma das maiores provas do segmento no mundo, onde os participantes so obrigados a superar os mais variados entraves durante o percurso.A corrida com obstculos j

    um pouco antiga por conta dos obstculos militarizados. So obstculos e exerccios que so copiados dos militares e adaptados para o grande pblico, no s militar, mas para que toda pessoa consiga fazer, independente de classe, faixa etria, ou estilo de vida, atleta profi ssional ou no, explica Santos, ao citar que a primeira edio do evento reuniu 1600 pessoas.Nesta edio, a prova pro-

    mete testar ainda mais os li-mites dos atletas com circuitos com cordas, canos, tubulaes, gua gelada, rampas, paredes para escaladas, subidas, desci-das, escadas e at lama. Sero

    15 obstculos em um percurso de quatro quilmetros, com direto a trilha. Diferentemente do primeiro evento, que foi rea-lizado na Ponta Negra, o Clube do Trabalhador ser palco da maior corrida de obstculos da regio Norte.A palavra que defi ne a In-

    sanus Race superao, essa a nossa palavra chave. uma prova que tem mais de quatro quilmetros, e com os obstculos ela acaba tendo um desgaste fsico muito grande. Ento, mesmo o atleta mais acostumado com o tipo de corrida tradicional, encontra difi culdades em superar essa prova, e esse o nosso grande diferencial: motivar o pblico a se superar, aponta um dos organizadores do evento.Urubu, Trepadeira, Sucuri,

    Garimpo, Guariba, Santurio, Cururu, Pega Leso, Cabrei-ro, Pico Insanus, Interbairros, Tup, Cip, Maroaga e Jequi-tib so os nomes dos 15 obstculos que tero de ser superados pelos participan-tes da corrida. Para Santos, a regionalizao da prova ajudou o evento a cair nas graas dos manauenses, que no vm a hora de ser dada

    a largada da segunda edio da Insanus Race.O grande sucesso da prova

    se deu por isso. Tambm con-seguimos adaptar os obstcu-los para todo tipo de pblico. Temos um grupo de corri-da chamado Manaus mais saudvel, que so pessoas com sobrepeso. Elas fi zeram sua bateria, formaram suas equipes, seus quartetos, ou

    individual mesmo, fecharam em massa conosco e foram para prova. J esto empenha-dos, treinando para a segunda edio, revela Santos.A corrida ser disputada na

    categoria individual masculino e individual feminino, alm da categoria equipe, podendo ser composta tanto por homens quanto por mulheres, com qua-tro participantes.

    As inscries da corrida j esto abertas ao preo de R$ 69 e podem ser feitas no site www.assessocor.com.br. A en-trega dos kits acontecer nos dias que antecedem a prova, em local, data e horrio a ser informado pela organizao na pgina facebook.com/ve-gasteaminsanusrace ou pelos telefones: (92) 99362-1142, 99359-3676, 99253-0827.

    PremiaoOs trs primeiros colocados

    em suas respectivas catego-rias, masculina e feminina, re-cebero premiao de R$ 300 para o primeiro colocado, R$ 200 para o segundo e R$ 100 para o terceiro. Na categoria por equipe a premiao ser de R$ 400 para equipe primeira colocada, R$ 300 para a segun-da e R$ 200 para a terceira.

    REGIONAL

    Organizadores do evento apostam em nomes de obs-tculos regionais para cair na graa do pblicos. Entre eles esto o Trepa-deira, Pega Leso, Interbairros, Tup, Maroaga e Guariba

    Jequitib

    Parede de 2,20 metros de altu-ra, onde o atle-ta ultrapassar utilizando fora e tcnica. Ajuda de um compa-nheiro pode ser indispensvel neste desafi o.

    Pico Insanus

    Trepadeira

    Escalar quatros metros de altura de uma rampa em inclinao e com piso quase sem aderncia, sendo a nica ajuda pequenos pedaos de corda. Velocidade e tcnica para ser tornar Insanus!

    Subida e des-cida vertical com apoio de cordas ser o desafi o a ser enfrenta-do pelos atletas para encarar um paredo de cinco metros de altu-ra. Fora e muita tcnica tero de ser usados para ultrapassar esse obstculo.

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    ANDR TOBIAS E ASSESSORIA

    Atletas sero submetidos obs-tculos insanos

    Insanus Race testar limite de atletas

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  • MANAUS, DOMINGO, 1 DE MAIO DE 2016E7PdioPdio

    Padro FifaJogo entre Flamengo e Vasco mostra falhas de organizao e Arena da Amaznia Vivaldo Lima mostra que o padro Fifa foi embora assim que terminou os jogos da Copa do Mundo

    ALEX

    ANDRE

    FONSE

    CA/PRO

    A

    Dentro de campo, o clssico carioca en-tre Vasco e Flamen-go realizado no ltimo domingo (24) saiu conforme o esperado. Disputado do incio ao fi m, a jogo terminou com vitria dos cruz-maltinos por 2 a 0. Porm, fora das quatros linhas, a partida fi cou marcada por uma srie de problemas que comprometeram a orga-nizao do evento. Tonico M-ximo, responsvel pela Sarelli Festas e Eventos, empresa que trouxe o duelo carioca para a Arena da Amaznia Vival-do Lima, afi rmou no realizar mais partidas em Manaus por causa da desorganizao.Em entrevista concedida du-

    rante o Clssico dos Milhes, o empresrio reclamou do des-preparo da Policia Militar que no soube dividir as torcidas e da Secretaria Estadual de Ju-ventude, Esporte e Lazer (Sejel), que teria permitido a entrada de pessoas no autorizadas pelos portes reservados imprensa e camarote do governador.Tivemos problemas no por-

    to que entra os governantes. Mais de 500 pessoas entraram

    por essa entrada. As catra-cas tambm no funcionaram. No podemos saber quantos ingressos falsos entraram no estdio. Sabemos que houve superlotao da arena. Teve fl amenguista em p. Faltou logstica. Isso afetou a orga-nizao, disse o produtor que confi rmou que foram vendidos 44.500 ingressos.Questionado sobre esta de-

    nncia feito pelo organizador do evento, a assessoria de imprensa da Sejel informou que as catracas podem fun-cionar de duas maneiras: via contador (quando o ingresso recebido por uma pessoa e rasgado) e no modo auto-mtico (leitura do bilhete por cdigo). No dia do jogo entre Vasco e Flamengo, a opo de uso foi por contador, uma vez que estava chovendo e muitas pessoas chegaram com seus bilhetes molhados. O modo automtico iria atrasar a en-trada dos torcedores uma vez da difi culdade da leitura e isto poderia ocasionar tumulto e prejudicar a segu-rana do evento.J sobre a entrada de pes-

    soas pelo camarote do Go-vernador, testemunhas que

    estavam no local, entre elas o presidente da Associao de Cronistas e Locutores Es-portivos do Amazonas (Aclea), Eduardo Monteiro de Paula, perceberam que alguns ve-culos ofi ciais, entre eles um Volkswagen da marca Voyage, cor branco, placa OAN 7541, entraram e saram do esta-

    cionamento inmeras vezes transportando pessoas.Na entrada, teve problema

    com o Estado. Chegava car-ros com um monte de gen-te que no poderia entrar, mas entrava. Vi pessoas da Sejel tentando conter, mas no conseguiram por causa da hierarquia, relatou Dudu.Outro problema encontra-

    do foi que alguns profi ssio-nais de imprensa no tiveram acesso ao campo permitido, porque os coletes destina-dos para os profi ssionais j tinham terminado. Pergunta-do sobre a situao, Eduardo relatou que a Sejel repassou para algumas pessoas, no credenciadas, o uniforme.Acho que no fundo, a Sejel

    acaba trabalhando contra a prpria Sejel. Quando libera a entrada de pessoas que no trabalham com esportes para ir para o campo. Est estra-gando a prpria estrutura que foi montada para a partida. preciso ter bastante cautela. At entendemos que podem ter os seus compromissos, mas a prpria promotora se complica. Graas a Deus, ne-nhum problema foi muito for-te, mas tivemos. No tivemos muitos problemas da nossa parte (Aclea). Quem estava com o colete da imprensa e no era, foi a Sejel quem passou. Quem era da Aclea, no atrapalhou. Os problemas foram com jornalistas que no tinham a credencial da Aclea e sim com os que entraram atravs da secretaria, infor-mou o presidente.

    THIAGO FERNANDO

    ???

    Quando a partida j es-tava 2 a 0 para o Vasco, Yesley Ricarte Arajo, 28, invadiu o campo fazendo com que a partida fosse interrompida. No demo-rou para ele ser detido pela Polcia Militar do Amazonas. Agora, ele est suspenso de ir a jogos na Arena da Amaznia Vival-do Lima. Yesley foi autua-do pelo Artigo 41-B da Lei n 10.671 do Estatuto do Torcedor. Sobre o assun-to, a Sejel explicou que o torcedor passou pela se-gurana privada contrata-da pelos organizadores e pulou para o campo.O titular da pasta, Fa-

    bricio Lima, comentou que o indivduo pulou da ar-quibancada direto para o gramado, surpreendendo a todos os seguranas.Ele pulou de uma altura

    de mais de 4 metros. In-felizmente, no podemos imaginar que uma pessoa far uma maluquice como

    essa. Ainda bem que rapi-damente foi pego e a par-tida continuou. Erramos menos que no Fluminense e Vasco. A tendncia errar cada vez menos, explicou o secretrio que, perguntado sobre os erros na escalao que apare-ceu nos teles da arena, afirmou que isso foi culpa das assessorias dos clu-bes que erraram na hora de passar os nomes para os administradores. Fora isso, o locutor oficial do estdio admitiu ter errado em uma substituio.As escalaes foram

    passadas pelos assesso-res dos times e o locutor, bem como o digitador, apenas repassaram a informao. No entanto, houve a constatao de um erro na substituio do Ederson, camisa 10, no segundo tempo. Segundo o locutor, o rdio falhou e ele escutou Everton, no lu-gar de Ederson, finalizou.

    Invaso e erros nos teles

    IMPRENSA

    A Aclea admitiu ter tido dificuldades em permitir que apenas jornalistas esporti-vos tivessem acesso ao gramado. Segun-do o presidente da entidade, coletes foram distribudos de forma indevida

    Wallace comanda fl a-menguistas na entrada do

    time ao campo de jogo

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  • MANAUS, DOMINGO, 17 DE ABRIL DE 2016E8 PdioPdio

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