POLUIÇÃO VISUAL

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POLUIO VISUAL

Por: Mayza Machado Vera Lucia da Silva Krycia Bortoli Erton Rene Luciene Luiz Felipe Silveira Antonio Majewski

- PAISAGEM URBANA- O QUE POLUIO VISUAL? - POLUIO VISUAL E SEUS DANOS - DANOS SADE HUMANA

POR UMA CIDADE SEM POLUIO VISUAL

POLUIOLUMINOSA

Competncia - a importncia do Municpio no controle da poluio visualO Municpio possui um papel importantssimo no controle e na represso da poluio visual, at porque, no territrio do Municpio que os homens residem, trabalham e interagem com meio ambiente. A Constituio Federal de 1988 estabelece a seguinte diviso e competncias: a) Art. 21 - Competncia geral da Unio b) Art. 22 - Competncia legislativa privativa da Unio, porm delegvel aos Estados (paragrafo nico) c) Art. 23 - Competncia administrativa comum a Unio, Estados, Distritos e Municpios. d) Art. 24 - Competncia legislativa concorrente a Unio, Estados e Distrito Federal e) Art. 25, paragrafo 1 - Competncia de poderes residuais dos Estados f) Art 30 - Competncia de poderes Municpios

Fiscalizao

Cabe aos municpios a fiscalizao e colocao de placas, outdoors, faixas e cartazes.

Poder PblicoO sistema legal prev e condena a poluio visual, mas, na pratica, no est funcionando a fiscalizao por parte da Administrao Pblica.

Participao da ComunidadeApesar de a paisagem urbana estar protegida juridicamente, a legislao no cumprida, muitos menos, h controle por parte dos rgos responsveis. Cabendo a comunidade fazer o seu papel denunciando aos rgos responsveis.

Tutela Jurdica Do Meio Ambiente Visualmente SadioAo Popular (Lei 4.717/65); Ao Civil Pblica (Lei 7.347/85);

Mandado de Segurana (Lei 12.016/09);

(45) 3025-3025 Avenida Brasil, 500 Centro, Foz do Iguau - PR

Ao Popular (Lei 4.717/65)Protege Patrimnio Pblico: Unio; Distrito Federal; Estados; Municpios; Entidades Autrquicas entre outros. cabvel em defesa dos bens de valor esttico; Tem fundamentao Constitucional no Art. 5, LXXIII; Qualquer cidado pode ser parte legtima;

Ao Popular (Lei 4.717/65)

O hotel pertence Secretaria do Patrimnio da Unio e operado em regime de concesso pela Orient-Express.Fonte: http://www.malapronta.com.br/hotel2302-hotel-das-cataratas

AO CIVIL PBLICA (7.347/85)Protege: O meio ambiente; O consumidor; Bens e direitos de valor artsticos, esttico, histrico, turstico e paisagstico, a qualquer outro interesse difuso ou coletivo, por infrao da ordem econmica e da economia popular, ordem urbanstica. Segundo Meirelles, a ao civil pblica instrumento processual adequado para reprimir ou impedir danos aos bens e direitos de valor esttico (artigo 1 da Lei), protegendo, em princpio, os direitos difusos da sociedade.MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Municipal brasileiro. So Paulo: Malheiros, 2001, p. 535.

AO CIVIL PBLICA (7.347/85)

Foz do Iguau escrito em frente ao Shopping JL.

AO CIVIL PBLICA (7.347/85) taxativo o rol das entidades que tm legitimidade para propor a ao civil pblica. Neste sentido, dispe o artigo 5 da Lei 7.347/85: o Ministrio Pblico; a Defensoria Pblica;

a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Municpios;autarquias, empresas pblicas, fundaes e sociedades de economia mista; o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei 8.906/94, art. 54, inciso XIV); e associaes que, concomitantemente, estejam constitudas h pelo menos 1 (um) ano nos

termos da lei civil e incluam, entre suas finalidades institucionais, a proteo ao meio ambiente,ao consumidor, ordem econmica, livre concorrncia ou ao patrimnio artstico, esttico, histrico, turstico e paisagstico; as entidades e rgos da administrao pblica, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurdica, especificamente destinados ao ajuizamento da ao coletiva (art. 82, III, do Cd. do Consumidor, aplicvel de maneira integrada ao sistema da ao civil pblica cf. art. 21 da Lei n. 7.347/85).

Mandado de Segurana (Lei 12.016/09) Protege Direito Lquido e Certo; Mandado de Segurana Coletivo (Artigo 5, LXX); Em defesa do meio ambiente, j que a lei no se refere apenas proteo de direito individual, cabe tambm a modalidade coletiva; Fora da proviso jurisdicional mandamental, atinge indiretamente os direitos difusos.

Mandado de Segurana (Lei 12.016/09)

Painel eletrnico na esquina da Avenida Paran com Avenida Jos Maria de Brito.

LEGISLAO INFRACONSTITUCIONAL APLICVEL

Lei n 6.938/81 (Poltica Nacional do Meio Ambiente) III- [...] a degradao da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a sade, a segurana e o bem-estar da populao; b) criem condies adversas s atividades sociais e econmicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; d) afetem as condies estticas ou sanitrias do meio ambiente; e) lancem matrias ou energia em desacordo com os padres ambientais estabelecidos.

Lei Municipal n. 14.223/2006 que ficou conhecida como Lei Cidade Limpa

LEI COMPLEMENTAR N 191, de 29 de maro de 2012

Decreto-lei n 25/37 (Proteo do Patrimnio Histrico e Artstico Nacional)

Lei n 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais)

Lei n. 9.503/97 (Cdigo Nacional de Trnsito)

Lei n. 9.504/97 (Propaganda Eleitoral)

Lei n. 10.257/01 (Estatuto da Cidade)

Estudo de impacto de vizinhana - EIVO estatuto de impacto de vizinhana (EIV) um dos instrumentos de poltica urbana previstos no Estatuto da Cidade.

- Sobrecarga no sistema virio; - impacto na infra-estrutura (esgoto, energia eltrica, telefonia); - aglomerao populacional; - poluio sonora; - poluio visual; - sombreamento nos imveis vizinhos, entre outros.

CRIMES DE POLUIO

POLUIO SONORA

Nvel de rudo provocado (aproximadamente em decibis)- torneira gotejando (20 db) - msica baixa (40 db)

- conversa tranqila (40-50 db)- restaurante com movimento (70 db) - secador de cabelo (90 db)

- caminho (100 db)- britadeira (110 db) - buzina de automvel (110 db)

- turbina de avio (130 db)- show musical, prximo as caixas de som (acima de 130 db) - tiro de arma de fogo prximo (140 db)

Consequncias PenaisO alto teor de rudos em rea residencial condenado pela Lei dos Crimes Ambientais, pelo Cdigo de Trnsito, pelo Cdigo Civil e pela Lei das Contravenes Penais.

Gosto no se discute, mas volume discutvel!

Art. 228. Usar no veculo equipamento com som em volume ou frequncia que no sejam autorizados pelo CONTRAN: Infrao - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - reteno do veculo para regularizao.

Resoluo 204, do Conselho Nacional de Trnsito (Contran)Motoristas cujos veculos que forem flagrados emitindo nvel de som superior a 104 decibis sero penalizados com o pagamento de multa no valor de R$127,69. A infrao considerada grave e prev a perda de cinco pontos na carteira de habilitao.

Nvel de Presso Sonora Mximo dB(A) Distncia de medio DB (m) 104 - 0,5m

98 - 1,0m92 - 2,0m 86 - 3,5m 80 - 7,0m 77 - 10,0m 74 - 14,0m

Decreto Lei 3.688/41 LEI DAS CONTRAVENES PENAIS - LCP DAS CONTRAVENES REFERENTES PAZ PBLICA

Art. 42. Perturbar algum, o trabalho ou o sossego alheios: I com gritaria ou algazarra; II exercendo profisso incmoda ou ruidosa, em desacordo com as prescries legais; III abusando de instrumentos sonoros ou sinais acsticos; IV provocando ou no procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda: Pena priso simples, de quinze dias a trs meses, ou multa.

Art. 36 - expressamente proibido perturbar o sossego pblico com rudos ou sons excessivos, evitveis, tais como:

I - Os de motores de exploso desprovidos de silenciadores ou com estes em mau estado de funcionamento; II - Os de buzinas, clarins, tmpanos, campainhas ou quaisquer outros aparelhos; III - A propaganda realizada com alto-falantes, tambores, cornetas ou outros objetos ou meio sem prvia autorizao da Prefeitura e fora do horrio comercial. IV - Os produzidos por arma de fogo; V - Os de morteiros, bombas e demais fogos ruidosos; VI - Os de apitos ou silvos de sereia de fbricas, cinemas ou estabelecimentos outros, entre as 22 (vinte e duas) horas do dia anterior e as 6 (seis) horas do dia posterior; VII - Os batuques, congados e outros divertimentos congneres , sem licena das autoridades; Shows musicais ao vivo atravs de aparelhos mecnicos, executados em restaurantes, bares e similares, nas proximidades de edificaes residenciais, antes de tomadas as precaues necessrias quanto ao isolamento acstico, previstas no Cdigo de Edificaes e Obras.

LEI COMPLEMENTAR N 7, de 18 de novembro de 1991. FOZ DO IGUAU

Art. 37 - proibido executar qualquer trabalho ou servio que produza rudo, antes das 7 horas e depois das 20 horas, nas proximidades de hospitais, escolas, asilos e edificaes residenciais. Pargrafo nico - Excetua-se da proibio deste Artigo a execuo de emergncia de servios pblicos.LEI COMPLEMENTAR N 7, de 18 de novembro de 1991. FOZ DO IGUAU

IMPLICAES AMBIENTAIS E NA SADE HUMANAEfeitos negativos da poluio sonora na sade dos seres humanos: Insnia (dificuldade de dormir); Estresse Depresso Perda de audio Agressividade Perda de ateno e concentrao Perda de memria Dores de Cabea Aumento da presso arterial Cansao Gastrite e lcera Queda de rendimento escolar e no trabalho Surdez (em casos de exposio nveis altssimos de rudo) Zumbido Deteriorao do reconhecimento da fala Intolerncia a sons Ansiedade Confuso e dificuldades na comunicao Tonturas Gastrite, lcera Impotncia sexual Alteraes do apetite O sono fica profundamente afetado pelo rudo, tendo como reflexo uma menor produtividade do indivduo em suas atividades laborais e dificuldades em desempenhar tarefas que exijam concentrao.

A Lei n 9605/85 em seu art. 54 prev uma penalizao para a conduta:Art. 54. Causar poluio de qualquer natureza em nveis tais que resultem ou possam resultar em danos sade