POLUIأ‡أƒO LUMINOSA -FLORA E FAUNA â€؛ ...آ  A POLUIأ‡أƒO LUMINOSA E O PROJETO ELP -EDUCATION ON LIGHT

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  • A poluição luminosa, alteração dos padrões de iluminação no meio ambiente devido às fontes de luz criadas pelo homem, é um efeito conhecido de todos os que se dedicam, com maior ou menor interesse, às observações astronómicas. A perturbação dos padrões naturais de luz influencia vários aspetos vida dos seres vivos ao nível da fisiologia e aos tipos de interações que seres vivos mantém entre si. Para além de ser desastrosa para os animais noturnos, animais migratórios e para os animais em voo, a poluição luminosa também acarreta riscos nas plantas. Os animais e as plantas vivem de acordo com um ritmo que está sincronizado com o ciclo de 24 horas do nosso planeta (ritmo circadiano). Esta é uma característica hereditária, que é transmitida através dos genes de uma espécie.

    FAUNA Os comportamentos dos animais também são alterados quando estão expostos a demasiada luz artificial durante a noite. O dia e a noite são essenciais para o bom funcionamento do organismo de todos os seres vivos. Assim, animais que caçam durante a noite, que fecundam ou que dormem, ficam confusos com as luzes emitidas artificialmente. Como a duração das noites é cada vez menor, alguns dos sues comportamentos (acasalamento, migrações, sono e procura de alimento) são perturbados negativamente.

    Mamíferos As luzes intensas das cidades e vilas prejudicam a vida de alguns mamíferos (morcegos, veados, alces e coiotes, …) através da perda do seu ecossistema noturno. A sua vida pode ser alterada ao nível da reprodução, da dificuldade em procurar alimento, da sua exposição a predadores e do aumento de mortalidade por enfraquecimento da visão.

    FLORA Um grande número de vegetais (árvores nas cidades ou plantas em estufas com iluminação) sofrem “fotoinibição”, processo resultante do stress causado nas plantas pela contínua exposição à luz. Quando as plantas estão, constantemente, expostas à luz o seu processo fotossintético é alterado, o que pode originar a produção de substâncias prejudiciais ao seu crescimento. Por outro lado, o excesso de luz artificial origina mudanças na duração dos dias, situação que confunde as plantas em relação à estação do ano em que se encontram. Esta alteração implica produção de flores, frutos ou queda de folhas em épocas inesperadas. Tais alterações podem resultar em graves consequências para outros seres que dependam destas plantas para a sua alimentação e para os agentes polinizadores (insetos).

    Aves migradoras Muitas espécies de aves migram ou caçam durante a noite. Esta dependência da escuridão torna-as extremamente sensíveis às luzes intensas em zonas que são naturalmente escuras. As aves são atraídas para as fontes luminosas e ficam fixadas no feixe de luz. Esta desorientação causa efeitos negativos nos seus comportamentos - colisões com edifícios e torres iluminados e saída das suas rotas. Muitas vezes, o percurso a realizar aumenta, causa exaustão, morte e, em grande parte dos casos não alcançam o destino natural. No caso das aves marinhas, muitas vezes, as suas colisões são com os faróis dos navios, turbinas eólicas e plataformas flutuantes no mar.

    Anfíbios O brilho do céu noturno tem, também, impactos em ambientes localizados a muitos quilómetros das cidades, incluindo o habitat natural dos anfíbios. Este brilho leva os anfíbios e outros seres vivos que vivem em zonas húmidas a ficarem confusos e desorientados, causando uma diminuição na reprodução, uma diminuição da exploração pela comida, uma redução do seu peso corporal e uma confusão dos instintos naturais que os protegem dos predadores.

    As tartarugas marinhas fazem os seus ninhos em praias longínquas e muito escuras. As crias rastejam, por instinto, em direção à segurança do oceano atraídas pela luminosidade do reflexo, na água, da lua e das estrelas, pontos de luz mais brilhantes da praia. O aumento das luzes artificiais confunde as crias e obrigam-nas a rastejar para longe do oceano na direção da luminosidade artificial. Estes comportamentos implicam exaustão, muitas vezes desidratação e, consequentemente, a sua morte. Existem outros tipos de répteis noturnos que ficam desorientados com as luzes artificiais. Estas causam diminuição do apetite com a consequente diminuição do peso, diminuição no acasalamento e aumento da vulnerabilidade a predadores naturais, carros e humanos.

    Répteis

    Insetos A iluminação artificial exerce um poder de atração muito forte sobre muitas espécies de insetos. Esta atividade em torno da luz interfere com o acasalamento e a migração, causa a diminuição das populações de insetos e torna-os presas fáceis para morcegos e outros predadores noturnos. Como consequência ocorre a redução do seu número. Todas as espécies que se alimentam destes insetos, como por exemplo as rãs, ficam sem alimento.

    Curiosidade Os vaga-lumes são bioluminescentes (emitem a própria luz) e utilizam essa luz como sinal para se reproduzirem, afugentar predadores e até para predarem outros vaga-lumes. A finalidade mais comum da bioluminescência para esses insetos é a corte, em que a fêmea e/ou o macho sinalizam a sua posição para atrair parceiros/as. Para que tais sinais sejam vistos, no entanto, é preciso haver escuridão. Cidades ou áreas iluminadas são determinantes na redução dos encontros entre os pares.

    ESCOLA SECUNDÁRIA FILIPA DE VILHENA A POLUIÇÃO LUMINOSA E O PROJETO ELP - EDUCATION ON LIGHT POLLUTION

    IMPACTO DA POLUIÇÃO LUMINOSA NA FLORA E NA FAUNA AUTORES: Anaísa Pinto e Bianca Lopes

    PROFESSORES: Raúl Lima1; Salvador Bará2; Rui Carvalho3 e Fátima Simões3 1 Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico do Porto; 2 Universidade de Santiago de Compostela: 3 Escola Secundária Filipa de Vilhena

    Árvores nas cidades com iluminação artificial

    Agentes polinizadores

    No Canadá a organização Fatal Light Awareness Program, fundada em 1993, tem programas de sensibilização e envolvimento dos cidadãos para o problema da colisão de aves com edifícios.