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FÁBIO MESQUIDA PORTFOLIO DESIGN GRÁFICO 2008-2010

Portfolio Design - Fábio Mesquida

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Portfolio de design gráfico.

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FÁBIO MESQUIDAPORTFOLIO DESIGN GRÁFICO

2008-2010

Nas ciências exatas, cada incógnita possui seu valor específico, a junção de diferentes fatores e símbolos dá origem a resultados imutáveis. Certo ou errado são essas as duas únicas respostas possíveis para as equações matemáticas. Para um designer, isto é muito pouco.Está ai a magia do design. Ao receber um briefing, não existirá resposta certa ou errada, a junção dos fatores não resultará em soluções concretamente engessadas, onde técnica e conhecimentos teóricos muitas vezes valerão menos que emoção e intuição. As incógnitas da minha profissão são como as incógnitas da minha vida, nunca nos darão mesmos resultados, mas se resolvê-las com afinco e paixão, serão reflexos de meus valores, repertório e técnica, todos resultando na melhor solução possível.Todos os trabalhos apresentados neste portfolio foram desenvolvidos no período de 2008 a 2010 e estão divididos em dois grupos: experimentais e documentais. Os experimentais são trabalhos de âmbito acadêmico, produzidos para matérias da ESPM, (Escola Superior de Propaganda e Marketing) faculdade que curso, e os documentais são projetos realizados diante de uma demanda real, oriundos de experiências verdadeiramente profissionais.Por acreditar que cada projeto possui características únicas, procurei reservar um espaço diferenciado para cada um. Todas as páginas estão adequadas segundo as singularidades dos projetos nelas inseridos. Seria impossível unificar o portfolio por apenas uma linha criativa.Visto pela ótica do “x” que encontrei para cada equação profissional ou acadêmica, convicto de que esse nunca será o único resultado adequado, portanto, este impresso não é apenas um portfolio, mas um reflexo de como encaro a profissão, onde cada projeto é um novo desafio.

Fábio Mesquida

señordesenvolvimento de família tipográfica, incluindo sinais diacríticos, algarismos e pontuação

projeto experimental.

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unilaboralprojeto de identidade visual para empresa de saúde laboral, participante da mostra seletiva de projetos estudantis da 6º semana do design ESPM como melhor identidade visual de 2009projeto experimental. realizado em grupo.

Eu vi um homem la na grimpa do [coqueiro, ai-ai,não era homem, era um coco bem [maduro, oi-oi.Não era coco, era a creca de um [macaco, ai-ai,não era a creca, era o macaco todo [inteiro, oi-oi.

são marcosprojeto da capa e do miolo do conto de Guimarães Rosa, participante da mostra seletiva de projetos estudantis da 6º semana do design ESPM como melhor livro de 2009projeto experimental. realizado em grupo.

revista do corredor urbano

camila

Kanye

aventura vale

banalização

os Perigos

Qual seu

da rua

das corridas

nicolau

mais Que ouro

West no seu iPod

de treino?horário

revista do corredor urbano

camila

Kanye

aventura vale

banalização

os Perigos

Qual seu

da rua

das corridas

nicolau

mais Que ouro

West no seu iPod

de treino?horário

aîaPÉprojeto editorial de revista sobre corrida urbana e estilo de vida, vencedor do prêmio Expocom Sudeste 2010 e Expocom Nacional 2010projeto experimental. realizado em grupo.

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BIBLIOTECA

COMUNIDADE

Precisando de informações para re-chear sua corrida? Procurando um livro de cabeceira para os momentos de descanso entre treinos? Ou sim-plesmente afim de adquirir curiosida-des para entreter outros corredores? A gente te dá uma mãozinha!

A Aîapé traz uma listinha de livros bacanas com aquele assunto que todo mundo aqui adora: corrida. Escritos por treinadores, corre-dores, médicos e fisioterapeutas, têm título para todo gosto. Dá uma olhada na nossa seleção:

Andar ou correr? de Miguel SarkisTraz orientações sobre níveis de con-dicionamento físico e vários treina-mentos para quem ainda vai começar a caminhada e também para quem já está correndo há tempos. O próprio autor explica: o livro não é um trei-nador de bolso, mas um apoio para quem pratica atividade física.

Programa de corrida e caminhada de Marcos Paulo ReisSegundo o autor prender a correr é algo que está ao alcance de todos. Para ajudar quem está começando, o livro traz planilhas detalhadas de atividade, princípios básicos do treinamento eficiente, o jeito certo de medir a freqüência cardíaca, su-gestão de exames e tipos de alon-gamento que evitam riscos, dicas para comprar o tênis adequado e a alimentação ideal para uma boa performance.

Maratonando de Rodolfo LucenaO jornalista era admitidamente se-dentário até 1998, quando come-çou a correr e se apaixonou pelo esporte. Virou maratonista e parti-cipou de provas por todo o mundo. No livro, ele conta parte dessas his-tórias e de sua paixão pela corrida. E você? Que livros de corrida tem na cabeceira da cama?

Essa pergunta quem lança é o pes-soal da comunidade JUST RUN! Corrida é tudo!, uma das mais po-pulares comunidades de corrida do Orkut.

O Josimar começou a discussão com o argumento de que há mui-tos corredores iniciantes, que mal tem experiência em meias e provas de distância média, como a Volta da Pampulha (18k) ou São Silves-tre (15k), e que já correm marato-nas. Pior: muitas vezes o fazem sem o treinamento adequado e a preparação física necessária.

O Carlos Hideaki vai além e fala de uma “maratona responsável”; afinal, não é só cruzar a linha de chegada, mas terminar os 42k bem e sem lesão grave por falta de preparo. Ele ainda menciona uma

A BANALIZAÇÃODAS CORRIDAS

COMUNIDADE

osson on somaçnal euq acimêlopblog e depois levamos para o Orkut, sobre o par baladas-treinos. Segun-do ele, esse tipo de discussão já é sintomática de que o treinamento para maratonas, e a prova em si, não estão sendo levados a sério como deveria ser feito.

A Regianne faz um aparte: en-tende que a banalização advém da falta de preparo de alguns corredo-res em provas mais curtas, como as de 5k, 10k e até meias. E se diz real-mente preocupada com isso.

Outro assunto que eles dis-cutem no tópico é o número de maratonistas no Brasil. Alguns mencionam seis mil, mas deve-se considerar que muitos desses seis mil participam de mais de uma prova de 42k no ano e outros que

não são maratonistas de tradição, apenas completaram uma mara-tona. Será que esse número não é muito, mas muito menor?

Com a popularização da corrida como esporte, especialmente nas grandes cidades, polêmicas como essa não só são esperadas como bem-vindas. Assim, o que você acha desse crescente aumento no número de corredores de marato-nas? Acredita que é resultado da popularização da prática ou muito oba-oba sem o respaldo de treina-mento? Quantos maratonistas de verdade você conhece? Você se considera um real esportista?

Você ainda pode levar a discus-são para a comunidade do Blog Nike Corre no Orkut.

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KANYE WESTProdutor-artista ou artista-produtor? Uma dúvida que sempre permaneceu no ar durante os últimos anos.

É inegável o talento de Kanye West como cantor e compositor. Exercendo a primeira função, Kanye, cuja voz não é propriamente privilegiada, sempre driblou suas limitações vocais com uma interpretação muito convincente. Desempenhando o segundo papel, West sempre procurou sair do lugar comum e cansativo do universo Hip-Hop / R&B / Rap, cujo conteúdo das le-tras apresenta insistentemente temas como dinheiro, bens materiais e mulheres, sempre vistos pela ótica da bandidagem.

É incontestável também o talento de Kanye West como produtor. Seja costurando ou alterando e até mesmo simplesmente copiando, Kanye parece ser “o cara” para escolher as batidas certas para cada música assinada por ele. Juntamente com Timbaland, West é de longe um dos maiores nomes na arte dos “drum programmings”, “grooves” e loops eletrônicos.

entrevistaCOMUNIDADE NO iPOD

FOTO

DIV

ULG

ÃO

11 12 16 30 3219 22

SAÚDE E CUIDADOS 11 Onde correr depois das nove? 12 Os perigos da rua 16 Qual o seu horário de treino? 19 O problema da pisada

NUNO COBRA 44

MATÉRIA DE CAPA 22 Camila Nicolau COMPRAS 40

AGENDA 42

POEMA VISUAL 46

COMUNIDADE 30 Desafio Cartel Endorfina 32 No iPod: Kanye West 36 A banalização das corridas 37 Biblioteca do corredor 38 Mural

COLABORADORES Axe 20-21, 34-35 Ray-Ban 19, 29 Redbull 2-3, 14-15

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EDITORIAL

O leitor deve-se perguntar por que batizarmos nossa revista de Aiapé?

Afinal, o que significa essa palavra?

Por hora, dizemos que Aiapé é uma palavra de origem Tupi. O seu significado, no entanto, guardemos para mais tarde. Por enquanto, contentemo-nos em saber do que se trata essa revista.

Essa é uma revista sobre corrida urbana, ou melhor, essa é uma revista sobre o estilo de vida dos corredores urbanos. Sobre tudo aquilo que se refere ao cotidiano das pessoas que vivem e trabalham nas grandes cida-des do mundo e que reunem-se em torno de um interesse comum, a corrida.

É sobre a música que se ouve na hora de corer, sobre a roupa que se veste, sobre o percurso que se faz. É sobre o surgimento de uma comunidade, sobre as relações sociais que a corrida desperta.

É sobre pessoas e cidades.

E, quando dizemos cidades, não nos referimos apenas à sujeira, ao stress e ao caos. Para a revista, a cidade é muito mais coisas.

Dizer que a cidade se resume ao grafite, ao asfalto, ao concreto e ao ruído é o mesmo que dizer que são estas nossas únicas referências. E aqui, permitimo-nos a generalização, pois essa revista nasceu e viveu na cidade sua vida inteira. Ousamos dizer que a cidade moldou o que ela é e que, portanto, tudo que nela há escrito, pensado e criado, é devido à cidade e tudo aquilo que o ambiente urbano oferece.

Ressaltamos o fato da cidade ser o espaço físico onde se reúne um grande número de pessoas, organizadas ou desorganizadas entre dif-erentes opiniões e grupos de interesse, em constante estado de comu-nicação.

É essa multiplicidade e esse grande número de interfaces que tomamos como fonte para a elaboração de nosso conteúdo.

Por esse motivo, escolhemos como nossa primeira material de capa a entrevista com a corredora

de aventura Camila Nicolau, pois dela, consegue-se extrair muitos dos valores de nosso projeto.

Finalmente, resta dizer que Aiapé significa superfície. E é sobre as superficies das grandes cidades e tudo aquilo que delas se extrai que vamos pensar e projetar nossa revista.

Quem sabe, ao final do texto, o Tupi já não pareça um pouco mais compreensível?

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LIX/

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EXPEDIENTE

Escola Superior de Propaganda e Marketing

Projeto Revista Projeto III - Cultura e Informação Profa. Marise de Chirico Marketing II Profa. Vivian Strauss Módulo Cor Profa. Paula Csillag Língua Portuguesa III Profa. Regina Ferreira da Silva Produção Gráfica Prof. Antônio Celso Collaro

Graduação em Design 2009/3A

Cristiano Vinciprova Machado Fábio Mesquida Felipe Guimarães Garcia Thomás Gaze Debeus

Diretor de RedaçãoEurípedes Pastore

Redator-Chefe Ivan Camargo

Editores Renato Silveira e Tatiana Pamplona

Edição de Arte Flavia Pinheiro e Luciano Pires

Ilustração Gus Bozzetti

Revisão de Texto Bruno Ricco e Vivian Paggi

Projeto Gráfico Cristiano Machado Fábio Mesquida Felipe Garcia Thomás Debeus

Colaboradores Amanda Simões Fernanda Coura Igor Campella Marco Bianchi Ronaldo Oyama

[email protected]

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CAMILANICOLAUGata, paulistana e estudante de arquitetura,

Camila Nicolau é caçula d’Oskalunga, equi-pe quarta colocada no mundial de corrida de

aventura. Desde moleca, Camila sempre trilhou o ca-minho da vitória. Seguiu o rumo dos sonhos, ultrapas-sou barreiras quase intransponíveis, escapou do sufo-co, optou por atalhos, apostou na intuição. Para chegar aonde chegou, ela não hesitou em arriscar. Trancou a faculdade, pulou de uma cachoeira desconhecida, en-frentou o frio nos ossos, bebeu água quente por três meses, venceu abismos, bancou literalmente a própria expedição. Camila Nicolau encara tudo e não tem mo-leza, “se eu preciso fazer um negócio, eu vou”. Entre “levar a vida na barriga”, como ele mesma diz, ou usar a inteligência, Camila prefere sempre consultar a ca-beça e contribuir para um mundo melhor: “não quero deixá-lo pior para as próximas gerações”. Camila só tem 23 anos e por tudo que já ralou na vida parece que viveu 100. Ninguém duvida – nem ela própria – que, dia após dia, ela conquista a vitória. Para vencer os limites, seu maior segredo é investir no risco e na solidariedade. Conheça algumas histórias e dicas de Camila Nicolau e inspire-se com sua trajetória.

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elegêredesign das embalagens de leite Elegê, reposionando o produto no mercado

projeto experimental. realizado em dupla.

design lablogo do núcleo de design experimental da ESPMprojeto documental.. realizado no design lab.

trofÉu luiz fernando garciaprojeto do troféu em comemoraçao dos 10 anos do professor Luiz Fernando Garcia na diretoria de Graduação em Comunicação Social da ESPMprojeto documental. realizado no design lab.

caePmidentidade visual para Centro de Altos Estudos da ESPMprojeto documental. realizado no design lab.

lúcio 20 anoslogo e aplicações da festa Lúcio 20 anos, com o tema Toy Story projeto documental.

burtipeça gráfica pertencente a 11o edição da revista Casa do Vaticano, vencedora do concurso Burti

projeto documental.

Fabio Mesquida8015.3373

[email protected]