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PORTUGUÊS - Caderno Regular 2011.2

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PORTUGUS - Aula 1 - Lngua e Sociedadetera-feira, 2 de agosto de 2011 12:12 AM

GRAMTICA OBRIGATRIA: Celso Cunha.O registro que escolhemos identifica o nosso espao, de onde a gente fala. Quem tem mais escolaridade, obedece aos princpios de ECONOMIA e AGILIDADE. Por outro lado, pessoas de escolaridade mais alta no podem usar a lngua mais simplificada.

Ele obedeceu o regulamento.Essa frase da norma culta? NO. Deve-se acrescentar a preposio ao objeto.Portanto,

ELE OBEDECEU AO REGULAMENTO.E quando Machado de Assis escrevia "obedecer O regulamento", estava errado? TAMBM NO. Obedecer, naquela poca, ERA VTD. POR QU? O que aconteceu ao longo do tempo? Obedecer algo que era superior. Hierarquia leva adoo de uma preposio. Aquilo que era apenas estilstico passou a ser obrigatrio. Iniciou-se como elemento estilstico. Com o passar do tempo, foi convencionado que esta seria a norma culta. S posso transformar voz ativa em voz passiva se eu tiver um sujeito, um verbo e um objeto preposicionado. Por qu? Se eu tiver esse objeto e um sujeito, no posso comear com um sujeito. Ento, hoje se dissermos "O regulamento o obedeceu", est errado. Percebeu a confuso? a lngua.

Princpios:1- Economia Lingustica - Ex.: Reduzir 5 ou 6 declinaes do latim a uma s em portugus. 2- Conveno -Princpio fundamental da lngua. ESTABELECE AS REGRAS DE CONCORDNCIA. O CESPE MUITO FECHADO EM RELAO NORMA LINGUSTICA. Tem que escrever em relao norma culta. No TPS,tem que ter pensamento crtico em relao aos regionalismos e marcas de oralidade. necessrio escrever de VRIAS formas. Nosso paradigma vai ser a norma culta, mas vamos trabalhar o tempo inteiro com o popular. Na segunda fase, temos que UTILIZAR A NORMA CULTA DE 40 ANOS ATRS!

Outro exemplo: VERBO "PEGAR".Na parte de PARTICPIO do Celso Cunha, existem algumas regras: TER/HAVER: Verbos terminados em -DO. Ex.: GASTADO. SER/ESTAR: Verbos terminados em IRREGULAR. Ex.: GASTO. No entanto, as pessoas usam a segunda forma indiscriminadamente, pois "mais bonita" que a primeira. Voltando ao exemplo inicial, o verbo PEGAR tem apenas UMA forma de particpio: PEGADO. Mas algum fala "pegado"?

E o TRAZER? TraziDO. E CHEGAR? ChegaDO.

Mas de onde vem isso? Nossa cabea utiliza paradigmas. O paradigma, nestes dois ltimos casos, a semelhana com a primeira pessoa do presente do indicativo (EU TRAGO, EU CHEGO). O que so verbos DEFECTIVOS? A estrutura RD+VT+DMT+DNP no vale para todos os verbos? Existe, mas o uso VAI ESTIGMATIZAR a lngua. Ex.: Qual a nica forma verbal do verbo FEDER que no usamos? PRIMEIRA DONova Seco 1 Pgina 1

Ex.: Qual a nica forma verbal do verbo FEDER que no usamos? PRIMEIRA DO SINGULAR DO PRESENTE DO INDICATIVO. Ela existe? No mais, porque o povo assim o quis. Outros exemplos: ROMPIDO, CORRETO. Se falamos dessa maneira, porque nossos antepassados falavam e aprendemos ao longo de nossos anos escolares. ISSO SIGNIFICA QUE SABEMOS FALAR E ESCREVER, MAS SEGUNDO A NORMA CULTA DE HOJE. Diferenas no espao geogrfico - VARIAES DIATPICAS Diferenas entre as camadas socioculturais - VARIAES DIASTRTICAS Diferenas entre os tipos de modalidade expressiva - VARIAES DIAFSICAS

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QUESTES - folha 1tera-feira, 2 de agosto de 2011 11:19 AM

No necessariamente o escrito culto e o falado popular. Num telejornal ou numa palestra, por exemplo, no falaremos de forma informal, da mesma forma que no nos preocuparemos em concordar numa conversa pelo Messenger O que existe no UMA LNGUA, mas VARIAES. Vrias vezes o assunto do TPS foi linguagem. E a, quando temos contedo acerca disso, facilita a interpretao do texto. fundamental perceber que CADA LNGUA DETERMINA UMA SOCIEDADE. A maneira de usar, a escolha que se faz ao usar a lngua, determina QUEM SOMOS e o AMBIENTE EM QUE VIVEMOS. Como ns somos os falantes da lngua, a capacidade de nomear tudo ilimitada. A questo falava sobre a LIMITAO DA LINGUAGEM. Num determinado momento, achamos que podemos nomear qualquer coisa. A nomeao precisa ser expandida, as pessoas precisam aceitar aquelas novidades. Ex.: Verbo "MALUFAR" = Roubar. Se a pessoa nomeia, mas aquilo no cai em consenso, no serve. Ento, como dar o nome naquilo que to particular? Na prova de 2009, houve uma questo de vocabulrio em relao ao texto 06. "COMO SE FOSSE INFNCIA DA LNGUA" a mesma coisa que "REINVENO DA LNGUA"? NO. Dentro do contexto do poema, o menino est INVENTANDO, no REINVENTANDO a lngua No livro "Casa Grande & Senzala", quando usamos o imperativo, tanto para dar uma ordem quanto para pedir um favor. Quando os escravos chegavam aqui, no aprendiam portugus na escola. Tudo o que eles tinham que falar era splica. O escravo no podia usar a mesma forma do senhor, ento ele CRIOU a prclise. Isso foi se consolidando na lngua portuguesa FALADA e ESCRITA no Brasil. "Mande-me o seu relatrio", nos dias de hoje, soa arrogante e autoritrio! Por isso, a prclise preferida. PRCLISE NO CONSIDERADA NORMA CULTA. Portanto, temos que dizer que natural. No uma questo financeira e de pouca escolaridade que o L se transformou em R. Isso uma tendncia da lngua, muito mais fcil! Isso tambm percebido no portugus falado na Bahia: "Vixi Maria" ao invs de "Virgem Maria"; "Oxente" ao invs de " gente". O galego-portugus falado da mesma forma. Diz Bechara: O bom falante no o que sabe falar a norma culta, mas ser poliglota na prpria lngua 1O uso que determina a norma Adequao e no de "Certo e Errado" Erro lingustico: Usar registro informal em situaes informais no errado CAPTULO 1 DA GRAMTICA DO CELSO CUNHA a resposta. 2Procurar marcas de oralidade no texto: No s marcas informais, mas marcas formais adaptadas oralidade. O uso de vocativos, p.ex., no informal, mas culto. s vezes, a questo quer que procuremos A ORALIDADE, no apenas O DESVIO DA NORMA PADRO. Carta que o av escreveu ao neto e que o neto leu antes de sua morte. a) ERRADA. Aqui o DISCURSO DIRETO. Para construir o discurso direto, ele usou "Mariano" e "voc". b) ERRADA. Esse autor moambicano, mas no como outro que lemos por a. o portugus africano. Isso marca de informalidade. c) ERRADA. O que um marcador discursivo? S existem na fala. Para dar um freio ao pensamento, precisamos encade-lo. Esses marcadores discursivos, na escrita, so todos retirados. O "bom" e o "ento" so os marcadores discursivos mais usados na fala. TODO MARCADOR DISCURSIVO MARCA DE ORALIDADE. d) ERRADA.Discurso direto indica FALA. Quando fazemos uma pergunta, queremos que O OUTRO RESPONDA. e) CERTA. Na oralidade, contramos a preposio. Como est separado, NORMA ESCRITA. 3 e 4 - antecipamos durante a aula. Texto 2 para as questes 3 e 4 Cano do Ver (fragmento) 1 Por viver muitos anos dentro do mato Moda aveNova Seco 1 Pgina 3

Moda ave 4 O menino pegou um olhar de pssaro Contraiu viso fontana. 7 Por forma que ele enxergava as coisas Por igual 10 como os pssaros enxergam. As coisas todas inominadas. gua no era ainda a palavra gua. 13 Pedra no era ainda a palavra pedra. E tal. As palavras eram livres de gramticas e Podiam ficar em qualquer posio. 16 Por forma que o menino podia inaugurar. Podia dar s pedras costumes de flor. Podia dar ao canto formato de sol. 19 E, se quisesse caber em uma abelha, era s abrir a [palavra abelha e entrar dentro dela. Como se fosse infncia da lngua. Manoel de Barros. Poemas rupestres. Rio de Janeiro: Record, 2004. QUESTO 4 Com base no texto, julgue (C ou E) os itens seguintes. (E ) Em Por viver muitos anos/dentro do mato (v.1-2) e ele enxergava/as coisas/Por igual (v.7-9), a preposio Por, nas duas ocorrncias, introduz uma circunstncia de modo nos perodos em que se insere. O primeiro "Por" indica CAUSA, no MODO. Portanto, isto J SUFICIENTE para indicar que esta questo est ERRADA. (C ) No trecho era s abrir a palavra abelha e entrar dentro dela (v.19-20), verifica-se redundncia de efeito estilstico. SIM, um texto literrio e tem efeito ESTILSTICO. Por que importante? A ambiguidade e a redundncia, dentro de um texto literrio, so recursos de EXPRESSIVIDADE. Num texto formal, so vistos como VCIO, um ERRO MUITO GRAVE. (C) As ideias expressas nos versos de 17 a 19 ilustram o sentido de inaugurar (v.16). Inaugurar como?Ele podia dar nome como ele quisesse. EXEMPLIFICANDO o sentido de inaugurar. (E) verso final Como se fosse infncia da lngua equivale semanticamente. No existe uma REINVENO, mas CRIAO 4- ERRADA. Ao falar "todo mundo", ele fala de todos, mas aqui, ele fala DE PARIS, no DO BRASIL. ERRADA.Que ele manifesta essa vontade, ele manifesta. Mas que ele estava em misso diplomtica ERRADA.Ele escreve vrias cartas, mas ele rasga todas (ele diz logo NO INCIO DA CARTA). So s desabafos, no d para inferir isto. CERTA. O registro informal se vale de GRIAS E PALAVRAS DE USO COTIDIANO.

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PORTUGUS - Aula 2 - Teoria da Comunicao/Funes da Linguagemsegunda-feira, 8 de agosto de 2011 11:25 AM

No um assunto muito complicado. para fazer a questo e acertar. H alguns tericos que dizem que EST ULTRAPASSADO. Mas o CESPE no quer saber disso. O livro do Celso Cunha no tem isto. O que tem nesta folha suficiente, mas o livro USOS DA LINGUAGEM tem maiores detalhes. NO INCIO, existiam trs elementos: EMISSOR, RECEPTOR e MENSAGEM. No final do sculo XIX, comearam a perceber que isto no bastava, pois o cdigo que um est falando diferente do que o outro conhece. Mas s o cdigo no basta, O MEIO FSICO tambm, o CANAL. No para por a; necessrio que haja UM CONTEXTO ( uma questo de INTERPRETAO) ANEDOTA - Hoje, o contexto j no mais este Os tempos so outros. Porm, existem alguns textos dos sculos passados que fazem sentido hoje.

JAKOBSON - todo texto tem um objetivo, e cada um deles vai privilegiar uma funo da linguagem. 1- Se o texto tem como objetivo O EMISSOR, um texto EMOTIVO. TEM QUE TER A PRESENA CLARA DO EMISSOR (presena clara da primeira pessoa)! Mas no necessariamente esta primeira pessoa expressa claramente seus sentimentos. Editoria