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Ppp Gadotti

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PR O J E T O

PROJETO DE CAPACITAO A DISTNCIA PARA GESTORES ESCOLARES - 8 EDIO/2012.

ESCOLAS ESTADUAIS /PROGRAMA TRAVESSIA

CADERNO DE INTERMDULO III MDULO III

Governador do Estado de Minas Gerais Antonio Augusto Junho Anastasia Secretria de Estado de Educao Ana Lcia Almeida Gazzola Secretria Adjunta Maria Sueli de Oliveira Pires Subsecretrio de Gesto de Recursos Humanos Antonio Luiz Musa de Noronha Diretora da Superintendncia de Recursos Humanos Maria de Ftima Perillo de Paula Diretora de Gesto e Desenvolvimento de Servidores Administrativos e de Certificao Ocupacional der Quinto Torres

Coordenao Geral Ana Lcia da Silva Equipe Tcnica Ana Lcia da Silva Mrcia Helena Mesquita Ferreira Maria da Conceio de Brito Magalhes Patrcia Virginia de Souza Magalhes Srgio Pires Costa Suzana Carvalho Ferrari Thais Pequeno

Maio de 2012

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAO DE MINAS GERAIS SUBSECRETARIA DE GESTO DE RECURSOS HUMANOS SUPERINTENDNCIA DE RECURSOS HUMANOS DIRETORIA DE GESTO E DESENVOLVIMENTO DE SERVIDORES ADMINISTRATIVOS E DE CERTIFICAO OCUPACIONAL

APRESENTAO

O presente caderno composto de legislaes, publicaes e textos referentes a poltica educacional do Brasil e de Minas Gerais. Pretende-se com este material promover a interao com os temas abordados no Mdulo III do Projeto de Capacitao a Distncia para Gestores Escolares, Rede Estadual e Programa Travessia, 8 Edio/2012, favorecendo a sistematizao dos contedos estudados e sua aplicabilidade, de acordo com a realidade da escola.

Bom trabalho!

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAO DE MINAS GERAIS SUBSECRETARIA DE GESTO DE RECURSOS HUMANOS SUPERINTENDNCIA DE RECURSOS HUMANOS DIRETORIA DE GESTO E DESENVOLVIMENTO DE SERVIDORES ADMINISTRATIVOS E DE CERTIFICAO OCUPACIONAL

Projeto de Capacitao a Distncia para Gestores Escolares PROGESTO 8 Edio - 2012

CADERNO DE INTERMDULO II I II III IV Parecer do Conselho Estadual de Educao de Minas Gerais n. 1.132/97 Planejamento Escolar Prmio Gesto Escolar - PGE O Projeto Poltico Pedaggico da Escola - Na perspectiva de uma educao para a cidadania

Parecer do Conselho Estadual de Educao de Minas Gerais n. 1.132/97Dispe sobre a Educao Bsica, nos termos da Lei 9.394/96.

1.

Histrico

Por meio da Portaria n 04, de 03 de maro de 1997, a presidncia do Conselho Estadual de Educao de Minas Gerais instituiu comisso a fim de colher subsdios e elaborar estudos para a implementao da lei 9.394/96, de 20.12.96 (nova Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional), no sistema estadual de ensino de Minas Gerais. A comisso instituda pela citada Portaria dedicou-se ao exame das normas at ento vigentes no sistema estadual de ensino de Minas Gerais, bem como ao do texto da nova Lei, para compreender suas propostas e propsitos. Finda essa etapa, resolveu organizar e executar um plano de trabalho envolvendo toda a sociedade mineira, convocada para colaborar na reformulao das normas. Em conjunto com a Secretaria de Estado da Educao e com a Comisso de Educao da Assemblia Legislativa, organizou debates para discusso da nova Lei e encaminhamento de subsdios, primeiramente em quase todos os municpios do Estado e nas Superintendncias Regionais de Ensino; numa segunda etapa, nas cidades-plo e culminando com um ato pblico solene, realizado no plenrio da Assemblia Legislativa de Minas Gerais, com a presena das autoridades educacionais de nosso Estado, para entrega dos documentos com sugestes de normas para regulamentao da nova LDB. As sugestes recebidas foram analisadas, tendo sido consideradas muito importantes para a elaborao deste parecer orientador, constituindo-se fonte futura de subsdios para outros tpicos que venham a ser normatizados. Algumas sugestes sero encaminhadas para outros rgos, j que escapam competncia do CEE. Este Parecer, elaborado conjuntamente pela comisso, tem como finalidade oferecer orientao aos educadores mineiros para aplicao da nova LDB, no que diz respeito fundamentao e organizao da educao bsica, nos termos da compreenso e do pensamento do Conselho Estadual de Educao do Estado de Minas Gerais, considerando tambm os Pareceres do Conselho Nacional de Educao e respeitados os princpios da flexibilidade, da autonomia e da liberdade que caracterizam as inovaes preconizadas pela Lei. 2. 2.1. Mrito Fundamentao

A nova LDB introduz vrias inovaes no que se refere educao bsica, desde a incluso da educao infantil entre as suas etapas de ensino at as novas propostas de organizao e de flexibilizao das aes escolares, especialmente no que se refere verificao do rendimento escolar, deixando claro o pensamento do legislador no sentido de que o Pas abandone a cultura da reprovao e instale nas suas escolas a cultura da aprendizagem centrada no ritmo prprio de cada aluno. A anlise da Lei 9.394/96 permite

concluir que esta considera a autonomia, a flexibilidade e a liberdade como meios necessrios ao resgate dos compromissos da escola e dos educadores com uma aprendizagem de qualidade. 2.1.1. Proposta Pedaggica da Escola

Dentre as inovaes constantes da nova LDB, registre-se o disposto no Inciso I do Artigo 12 que atribui aos estabelecimentos de ensino a incumbncia de elaborar e executar a sua proposta pedaggica (projeto pedaggico), matria sobejamente discutida nos meios acadmicos, mas carente de consistente referencial terico na realidade educacional de nosso Estado. A Proposta Pedaggica da Escola possibilita introduzir mudanas planejadas e compartilhadas que pressupem, de um lado, ruptura com uma cultura de reprovao e com uma educao elitista e, de outro lado, um compromisso com a aprendizagem do aluno e com uma educao de qualidade para todos os cidados. Ela tem por objetivo envolver todos os atores desse processo numa construo coletiva, em busca da excelncia da educao, a partir de valores, concepes, princpios e crenas presentes naquele grupo e que dizem respeito ao futuro do homem e da sociedade, sua melhor maneira de adquirir, transmitir e produzir conhecimentos capazes de orientar e motivar a caminhada do ser humano para a busca de sua auto-realizao, compreenso do sentido da vida e elaborao consolidada de um repertrio saudvel de conhecimentos e de vivncias que lhe proporcionem a alegria de viver, de amar e de servir. O que ocorre, hoje, no cotidiano da maioria de nossas escolas a disperso, a perda do sentido do todo, a ausncia de sinergia e a presena de ilhas de excelncia ou de mediocridade, sustentadas por uma espinha dorsal chamada currculo, que procura compartimentar disciplinas, em indiscutvel prejuzo para o processo de aprendizagem. A construo coletiva da proposta pedaggica da escola, alm de representar um desafio para os seus realizadores, constitui deciso poltica das mais relevantes que um grupo de educadores poderia tomar para assumir um compromisso de fortalecimento da cidadania, em favor das geraes emergentes. No modelo da velha escola, ensinar era a palavra chave e aprender a natural conseqncia do domnio do repertrio do mestre. Hoje, o que se procura aprender a aprender. Isto , o esforo est concentrado na produo de novos conhecimentos e no s no domnio dos conhecimentos passados, pois estes so acessveis a todos nas enciclopdias, nos museus, nas bibliotecas ou na Internet. Saber encontr-los, distinguir os conhecimentos relevantes para as questes que nos afligem, elaborar e criticar situaes e posicionar-se diante do novo ou dos desafios da vida constituem o principal papel da nova educao. No mundo virtual em que vivemos as escolas tm lugar importante. Mas necessrio que elas mudem o seu paradigma e se submetam a uma renovao permanente em termos de redefinio de sua misso e busca constante de sua identidade, de seu verdadeiro papel na sociedade de hoje e de amanh. Que sejam capazes de fazer a autocrtica de suas prticas e deixem de ser escolas congeladas numa postura autoritria e, por vezes at terrorista, de provas, reprovao, repetncia e submisso. Modelo tirnico de destruio da auto-estima, da curiosidade, da cooperao, do respeito mtuo, da responsabilidade, do compromisso, da autonomia, do bom carter e da alegria de aprender.

A proposta pedaggica nasce do movimento de ao-reflexo-ao que nunca estar pronto e acabado. um trabalho pedaggico construdo e vivenciado em todos os momentos por todos os envolvidos no processo educativo da escola. A elaborao da proposta pedaggica mecanismo importante de gesto democrtica passa, portanto, pela reflexo coletiva dos princpios bsicos que fundamentam as definies: das finalidades da escola, da estrutura organizacional, das relaes de trabalho, da relao aluno/professor, dos processos de deciso, do tempo escolar, da organizao dos alunos, dos contedos curriculares, dos procedimentos didticos, da linha metodolgica da ao pedaggica, das estratgias de trabalho, de avaliao e de recuperao, das atividades culturais, do lazer, das atividades de convvio social e outros. Essas reflexes conduziro o processo de elaborao coletiva da proposta pedaggica e partir de uma concepo definida de: que escola queremos? que educao desejamos oferecer? A proposta pedaggica assim concebida poder contribuir para o fortalecimento da escola e para a construo de sua identidade e de sua autonomia. No entendimento dos membros do Conselho Estadual de Educao de Minas Gerais, a Proposta Pedaggica da Escola (Projeto Pedaggico da Escola) parte do Regimento Escolar. O legislador utilizou duas expresses: o Regimento Escolar e a Proposta Pedaggica da Escola. No entanto, este Conselho considera fundamental que ambos sejam pensados como um nico documento, perfeitamente articulado, que conter os dispositivos permanentes da escola, para garantir instituio a estabilidade, necessria continuidade de seu funcionamento e, ainda, segurana e tranqilidade comunidade escolar, com dispositivos relacionados ao escolar. Como garantia de que a autonomia da escola deva ser cada vez mais reforada, a proposta do CEE de que a a