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PRATICA CIVIL - Sandro Gilbert Marti

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PRATICA CIVIL - PREPARATÓRIO OAB

Text of PRATICA CIVIL - Sandro Gilbert Marti

  • www.iesde.com.br

    PRTICA CIVIL

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    Sandro Gilbert Martins

    PRTICA CIVIL

  • Sandro Gilbert Martins

    IESDE Brasil S.A.Curitiba

    2011

    4. edio

    Prtica Civil

  • M386 Martins, Sandro Gilbert. / Prtica Civil. / Sandro Gilbert Martins. / 4. ed. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2011. 124 p.

    ISBN: 978-85-387-2243-4

    1. Processo Civil. 2. Direito. I. Ttulo.

    CDD 341.46

    2008-2011 IESDE Brasil S.A. proibida a reproduo, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorizao por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais.

    Todos os direitos reservados.

    IESDE Brasil S.A.Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482

    CEP: 80730-200 Batel Curitiba PR0800 708 88 88 www.iesde.com.br

    04/1

    1

    Atualizado at abril de 2011.

  • SUMRIO

    Prtica civil Aula I9 Processo11 Processo de conhecimento12 Petio inicial16 Modelo de petio inicial

    (processo de conhecimento)

    19 Modelo de petio inicial de ao de alimentos

    Prtica civil Aula II23 Respostas do ru26 Modelo de contestao

    Prtica civil Aula III31 Excees de incompetncia,

    impedimento e suspeio

    33 Modelo de exceo de incompetncia35 Modelo de reconveno

    Prtica civil Aula IV39 Recursos40 Apelao42 Modelo de petio de recurso de apelao

  • SUMRIO

    Prtica civil Aula V47 Agravo (em primeiro grau)47 Agravo retido48 Agravo de instrumento51 Modelo de petio de agravo de instrumento54 Petio do artigo 526 do

    Cdigo de Processo Civil

    Prtica civil Aula VI57 Ao de execuo58 Ao monitria60 Modelo de requerimento de cumprimento

    de sentena

    62 Modelo de petio inicial de ao de execuo fundada em ttulo judicial

    64 Modelo de petio inicial de ao de execuo fundada em ttulo extrajudicial

    66 Modelo de petio inicial de ao monitria

    Prtica civil Aula VII69 Embargos execuo70 Impugnao ao cumprimento de sentena71 Ao cautelar73 Modelo de petio inicial de embargos

    execuo

  • SUMRIO

    76 Modelo de impugnao ao cumprimento de sentena

    78 Modelo de petio inicial de ao cautelar

    Prtica civil Aula VIII83 Ao possessria84 Embargos de terceiro87 Modelo de petio inicial de

    ao possessria

    89 Modelo de petio inicial de embargos de terceiro

    Prtica civil Aula IX93 Mandado de segurana95 Interveno de terceiros97 Modelo de petio inicial de mandado de

    segurana

    99 Modelo de denunciao da lide

    Prtica civil Aula X103 Ao de despejo103 Ao de usucapio de terras particulares105 Modelo de petio inicial de ao de despejo107 Modelo de petio inicial de usucapio

  • SUMRIO

    Prtica civil Aula XI111 Dicas sobre a prova escrita

    Prtica civil Aula XII115 Resolues de questes prticas

  • Prtica civil Aula I

    Sandro Gilbert Martins*

    Processo

    Classificao dos processos

    O Cdigo de Processo Civil (CPC) prev e regula trs tipos de processos: de conhecimento (Livro I arts. 10 a 565), de execuo (Livro II arts. 566 a 795) e cau-telar (Livro III arts. 796 a 889). Os procedimentos especiais de jurisdio contenciosa e jurisdio voluntria (Livro IV arts. 890 a 1.210) so, como o procedimento comum, subespcies do processo de conhecimento.

    Processo de conhecimento

    o instrumento pelo qual o Estado-juiz toma conhecimento da pretenso das partes por intermdio da petio inicial e da resposta do ru e reconhece, mediante a prolao de uma sentena de mrito (CPC, art. 269, I), qual das partes tem razo. Subclassifica-se de acordo com a natureza do provimento pretendido pelo autor em:

    processo meramente declaratrio (visa apenas declarao da existncia ou inexistncia da relao jurdica, exemplo: declarao da incidncia ou no inci-dncia de um tributo sentena meramente declaratria);

    processo condenatrio (quando o autor busca a condenao do ru pela viola- o de um direito, exemplo: indenizao por perdas e danos sentena con-denatria);

    processo constitutivo (visa buscar um provimento jurisdicional que consti- tua, modifique ou extinga uma relao ou situao jurdica material, exemplo: renovatria de aluguel sentena constitutiva).

    Mestre e Doutorando em Direito pela Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo (PUC-SP). Professor dos cursos de Gradu-ao e Ps-Graduao do Centro Universitrio Curitiba (UNICURITIBA). Advogado.

  • PRTICA CIVIL

    Processo de execuo

    Possui como fundamento um ttulo executivo, judicial ou extrajudicial. A execu-o de ttulos executivos judiciais, relacionados no artigo 475-N do CPC, tem como fim fazer cumprir as sentenas proferidas no processo de conhecimento ou outras situaes a esta equiparadas. J nos ttulos extrajudiciais, a execuo destina-se a satisfazer as obrigaes assumidas entre as partes, atravs de documentos pblicos ou particulares como: o cheque, a duplicata, a nota promissria, a letra de cmbio, os contratos de hipo-teca, de penhor e outros relacionados no artigo 585 do CPC.

    Processo cautelar

    Esse processo tem como pressupostos bsicos o fumus boni iuris e o periculum in mora. Refere-se s medidas de carter preventivo ou acautelatrio que se fazem necess-rias antes ou no curso do processo principal, ficando dependentes deste. Sua finalidade assegurar a eficcia do processo principal. So exemplos de medidas cautelares: o arresto, o sequestro, a busca e apreenso, a justificao, a posse em nome de nascituro, a produo antecipada de provas (ad perpetuam rei memoriam) entre outros.

    Toda medida cautelar no se reveste de carter definitivo, caracterizada pela provisoriedade, portanto tem durao de um espao temporal limitado.

    Essas trs espcies de processos se desenvolvem por meio de formalidades pro-cessuais distintas, fixadas no CPC, e recebem a denominao de procedimentos, sendo este o nosso prximo assunto.

    Procedimentos

    O processo uma unidade como relao processual em busca da pretenso juris-dicional. O procedimento o rito, a forma sequencial e organizada de fases pela qual o processo se desenrola, pode assumir diversas feies ou modos de ser. Se o rito no for especial ser comum e, sendo comum, se no for sumrio ser ordinrio. O critrio , pois, de eliminao, segundo a previso legal.

    O rito especial por apresentar alguma peculiaridade que exigiu do legislador tratamento diferenciado. Por sua vez, o rito sumrio apresenta-se mais concentrado, permitindo uma soluo em menor tempo.

  • 11

    Processo de conhecimento

    Fases processuais

    De maneira didtica, a doutrina identifica fases distintas no processo de conhe-cimento desenvolvido em primeiro grau de jurisdio.

    Fase postulatria

    Dispe o artigo 2. do CPC que nenhum juiz prestar tutela jurisdicional seno quando a parte ou o interessado a requerer, nos casos e formas legais. A fase postula-tria tem incio com o pedido que o autor faz ao Estado para que lhe preste tutela juris-dicional na soluo de um litgio ou demanda, por intermdio de uma petio inicial. Recebida a petio inicial, o juiz manda citar o ru, a quem dado o direito de responder pretenso do autor. A resposta do ru consiste em contestao, exceo e reconveno. A seguir, para completar o contraditrio, a contestao do ru encaminhada ao autor para impugnao. Ainda, nessa fase, pode ocorrer o indeferimento da petio inicial, a interveno de terceiros e a revelia.

    Fase de saneamento do processo

    Nessa fase, o juiz de posse da pretenso do autor, do contraditrio do ru e das demais formalidades, faz exame da regularidade do processo, ordena diligncias e supre eventuais nulidades ou irregularidades.

    Ao lado da atividade saneadora, dependendo dos resultados alcanados, abrem-se possibilidades para o julgamento conforme o estado do processo. Assim, o magistrado poder tomar as seguintes decises:

    decidir pela extino do processo com ou sem julgamento do mrito, se ocor- rer uma das hipteses esculpidas nos artigos 267 e 269 do CPC;

    indeferir a petio inicial dentro das condies do artigo 295 do CPC;

    decidir de maneira antecipada audincia: a procedncia ou improcedncia do pedido do autor, e, se a demanda versar sobre direito disponvel, promover a conciliao das partes.

  • PRTICA CIVIL

    Fase instrutria ou probatria

    constituda da produo de provas e da audincia de instruo e julgamento. Na audincia realizam-se os atos relacionados com a conciliao, com o depoimento de perito, com o depoimento pessoal das partes, com a inquirio de testemunhas e deba-tes e, se for o caso, a sentena.

    Se o juiz proferir sentena na audincia, a fase probatria se incorpora fase decisria.

    Fase decisria

    D-se com a sentena depois de encerrada a instruo, ou antes, em determina-dos casos, como aqueles mencionados na fase de saneamento.

    A sentena o ato culminante do processo. O juiz, ao prolatar a sentena, esgota a jurisdio de primeira instncia, cabendo parte inconformada recorrer da deciso aos tribunais em instncia superior.

    Petio inicialA petio inicial a pea inaugural do processo pela qual o autor provoca o

    impulso da marcha processual. a pea mais importante para o autor, pois nela o pro-ponente, dentro dos requisitos legais, ir expor ao juiz os fatos e os fundamentos de seu pedido de prestao da tutela jurisdicional do Estado.

    bom lembrar que a petio inicial determina o contedo e a extenso do pro-cedimento, faz nascer, com o despacho do juiz, a relao jurdica processual, induz, com a citao vlida, a litispendncia e determina, se no sobrevm restrio, o contedo e a extenso da prpria sentena, pois o juiz no poder decidir alm (ultra petita), aqum (citra petita) ou fora (extra petita) do pedido. Nesse sentido, os artigos 128 e 460 do CPC so bastante claros.

    Se o juiz indefere a petio inicial, extingue o proc

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