Prepara§£o Hospitalar

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  • Secretaria de Estado da Sade

    Governo do Estado de So Paulo

    2012

    Desastres e Incidentes com Mltiplas Vtimas Plano de Atendimento - Preparao Hospitalar

  • Secretaria de Estado da Sade

    Giovanni Guido Cerri

    Jos Manoel de Camargo Teixeira

    Elaborao

    Maria Cecilia de Toledo Damasceno

    Gabinete da Secretaria de Estado da Sade

    Jorge Michel Ribera

    Grupo de Resgate e Atendimento s Urgncias da Secretaria Estadual da Sade

  • NDICE

    Introduo

    Definies

    Classificao Logstico-Operacional-Situacional

    Curvas de Atendimento

    Acionamento

    Externo

    Centro de Operaes do Bombeiro (COBOM)

    Outros ou equivalente

    Interno

    Diretoria do Pronto Socorro

    Diretoria do Hospital

    Administrao

    Enfermagem

    Etc.

    Especfico - Por equipes

    Administrao

    Anestesia

    Assistente Social

    Assessoria de Imprensa

    Banco de Sangue - Fundao Pr Sangue - Hemocentro de So Paulo

    Cirurgia Geral/Trauma

    Cirurgia Plstica/Queimados

    Cirurgia Vascular

    Enfermagem

    Farmcia

    Laboratrio

    Nutrio

    Emergncias Clnicas/Clnica Mdica

    Neurocirurgia

  • Ortopedia

    Radiologia

    Unidades de Terapia Intensiva

    Etc.

    Atribuies

    Almoxarifado

    Administrao

    Anestesia

    Assessoria de Imprensa

    Assistente social

    Banco de Sangue

    Central de Regulao de Ofertas e Servios de Sade (CROSS)

    Companhia de Engenharia de Trfego (CET) ou equivalente

    Chefes das Equipes

    Chefe de Planto da Cirurgia

    Central de Equipamentos

    Centro de Operaes do Bombeiro (COBOM) ou equivalente

    Diretor Executivo

    Diretor do Pronto Socorro

    Diretores de outras reas

    Enfermagem

    Farmcia

    Laboratrio

    Nutrio

    Emergncia Clnica/Clnica Mdica

    Equipes Cirrgicas

    Equipe Terapia Intensiva

    Equipe de Limpeza

    Instituto Mdico Legal (IML)

    Planto Controlador/Regulador ou equivalente

    Planto Policial

    Radiologia

  • Registro

    Segurana e Zeladoria

    Etc.

    Capacidade de Atendimento do Hospital

    Nveis de Acionamento

    Acionamento de Aparelhos Radiolgicos

    Ultrassom

    Tomografia

    Triagem Hospitalar

    Heliponto (se houver)

    Registro

    Ficha de identificao

    Familiares

    Imprensa

    Produtos Perigosos

    Agentes Biolgicos

    Agentes Radioativos

    Plano de Contingencia Interno

    Anexos

    Ramais teis

  • INTRODUO

    Desastres no seguem regras. Prever hora, local e nmero de vtimas, em geral,

    no possvel. A estruturao adequada prvia crucial para um bom

    atendimento, pois independentemente da etiologia, as conseqncias mdicas e

    na sade pblica podem ser impactantes, j que o aumento repentino da

    demanda pode trazer grande vulnerabilidade para o sistema de sade. Desta

    forma, a Secretaria de Estado da Sade do Estado de So Paulo implanta em

    todos os seus hospitais um Plano de Atendimento a Desastres, estabelecendo

    regras de bom funcionamento em eventualidades deste tipo, respeitando

    particularidades de cada instituio. Objetiva-se que estas diretrizes de

    funcionamento minimizem o caos e a confuso, que frequentemente, se

    estabelecem durante este tipo de ocorrncia.

    DEFINIES

    Catstrofe: segundo a Organizao Mundial de Sade (OMS) um fenmeno

    ecolgico sbito de magnitude suficiente para necessitar de ajuda externa.

    Mdica aquela situao em que as necessidades de cuidados mdicos excedem

    os recursos imediatamente disponveis, havendo a necessidade de medidas

    extraordinrias e coordenadas para manter a qualidade bsica ou mnima de

    atendimento.

    Desastre: segundo a OMS um fenmeno de causas tecnolgicas de magnitude

    suficiente para necessitar de ajuda externa. Podem ser naturais (enchentes,

    furaces, terremotos) ou antropogenicos (atentados terroristas, acidentes areos).

    Mdica aquela situao em que as necessidades de cuidados mdicos excedem

    os recursos imediatamente disponveis, havendo a necessidade de medidas

    extraordinrias e coordenadas para se manter a qualidade bsica ou mnima de

    atendimento.

    Incidente com Mltiplas Vtimas (IMV) so aqueles eventos sbitos, que

    produzem um nmero de vtimas que levam a um desequilbrio entre os recursos

  • mdicos disponveis e as necessidades, onde se consegue manter um padro de

    atendimento adequado com os recursos locais. Ou como evento complexo que

    requer comando e controle agressivo e coerente, de maneira a fornecer cuidados

    s vtimas, tambm como evento de qualquer natureza que determine um maior

    volume de vtimas, em um pequeno lapso de tempo, de forma a comprometer os

    recursos habitualmente disponibilizados.

    A Secretaria Nacional de Defesa Civil tem uma codificao para os desastres,

    ameaas e riscos no territrio nacional. So divididos em:

    Desastres Humanos

    De natureza tecnolgica.

    De natureza social.

    De natureza biolgica.

    Desastres Naturais

    De origem sideral.

    Relacionados com a geodinmica terrestre externa.

    Relacionados com a geodinmica terrestre interna

    Mistos

    Relacionados com a geodinmica terrestre externa.

    Relacionados com a geodinmica terrestre interna.

    Esta codificao pode ser vista na pgina da Defesa Civil (www.defesacivil.gov.br)

    Tambm podem ser classificados por nveis de complexidade:

    I - Controlvel dentro da regio. Servios locais capazes de fornecer triagem,

    estabilizao e transporte.

    II - Excede a capacidade de resposta mdica local. Requer auxlio regional.

    III - Sobrepuja os recursos locorregionais, precisa de suporte estadual e federal.

    Ou caracterizam-se as situaes anormais em:

    Desastre nvel I: pequena intensidade ou acidente.

    Desastre nvel II: mdia intensidade.

  • Desastre Nvel III: grande intensidade.

    Desastre nvel IV: muito grande intensidade.

    CLASSIFICAO LOGSTICA-OPERACIONAL X SITUAO

    O Grupo de Resgate e Atendimento s Urgncias da Secretaria de Estado da

    Sade do Estado de So Paulo (GRAU/CAMU/SES) trabalha com uma

    classificao logstica-operacional inserida no contexto situacional. uma forma

    de abordagem mais especfica ao cenrio brasileiro, desenvolvida aps atuao

    nas enchentes de So Luis do Paraitinga, Santa Catarina, Alagoas, Serra

    Fluminense. Tambm, nos acidentes areos, na queda do telhado da igreja e

    diversos simulados realizados.

    Desastre GRAU I (IMV)

    Incidente em rea de limites precisos e abordagem habitual, com a rede

    Hospitalar a menos de 30 minutos do foco e ambulncias para o transporte

    suficientes, geralmente no necessitam de Posto Mdico Avanado (PMA)

    Exemplo: incidentes com nibus, deslizamentos etc. (incidentes em locais com

    agrupamento de pessoas ou de veculos coletivos).

    Desastre - GRAU II (IMV)

    Incidente em rea de limites precisos, porm com tempo prolongado de

    chegada rede hospitalar (> 30 minutos), determinado pela distncia,

    insuficincia de ambulncias ou outro (queda de barreiras, trnsito excessivo,

    insuficincia de transporte, etc.). Neste caso importante montagem de um

    PMA, centralizando a observao das vtimas e iniciando tratamento. Nestes

    casos a utilizao de transporte aeromdico por asa rotativa tem grande valia.

  • Exemplo: desastres em estradas, rea rural ou situaes que determinem uma

    evacuao lenta das vtimas.

    Desastre - GRAU III

    Evento de dimenso ou disposio anormal, a ponto de determinar

    mltiplos incidentes crticos e no contguos necessariamente. Impe disperso

    de equipes mdicas prximas aos focos esparsos. A rede hospitalar pode ter

    dificuldade de acesso ou estrutura comprometida, podendo se fazer necessria a

    montagem de PMAs ou de Pronto Atendimento ou at Hospitais de Campanha,

    devido necessidade de um perodo de atuao mais prolongado junto s

    populaes ilhadas. Exemplo: enchentes e deslizamentos atingindo diversos

    ncleos urbanos, simultaneamente, gerando insuficincia de recursos gerais a

    populaes (desde alimentao, comunicao e energia).

    Desastre - GRAU IV

    Evento de propores catastrficas, gerando vtimas em massa e

    determinando comprometimento da rede Hospitalar, por dano estrutural ou por

    excessiva demanda. Pode se fazer necessrio a criao de hospitais de campanha

    e MASHs (Mobile Army Surgical Hospital), nas situaes mais crticas. Exemplo:

    terremotos de alta magnitude.

    Ribera JM; Damasceno MCTD. Desastres, captulo n 2, Pronto Socorro, 2012, Editora Manole, no

    prelo.

  • CURVAS DE ATENDIMENTO

    Curva caracterstica em eventos traumticos, onde o pico de atendimento

    hospitalar ocorre com uma hora aps incio do incidente.

    Asher Hirshberg; Michael Stein - Trauma Care in Mass Casualty Incident. Trauma, David

    Feliciano, sixth edition, 2008.

    Curva apresentada durante o atendimento da Gripe H1N1 no Pronto Socorro do

    Instituto Central do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da

    Universidade de So Paulo em 2009. O pico de atendimento deu-se com nove

    semanas de incio dos primeiros quadros clnicos.

    Ribera