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Previdencia Dez 2012

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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULO

MANUAL BSICO DE PREVIDNCIA

Dezembro 2012

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULOMANUAL BSICO DE PREVIDNCIA

CONSELHEIROS RENATO MARTINS COSTA Presidente ROBSON RIEDEL MARINHO Vice-Presidente ANTONIO ROQUE CITADINI Corregedor EDGARD CAMARGO RODRIGUES CRISTIANA DE CASTRO MORAES DIMAS EDUARDO RAMALHO SIDNEY ESTANISLAU BERALDO

Dezembro 2012

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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULOMANUAL BSICO DE PREVIDNCIA

Superviso Srgio Ciquera Rossi Secretrio-Diretor Geral Coordenao Pedro Issamu Tsuruda Alexandre Teixeira Carsola Diretores dos Departamentos de Superviso da Fiscalizao I e II Este Manual uma edio Revista, Atualizada e Ampliada do Guia elaborado pelos funcionrios Eduardo Paravani, Celso Atlio Frigeri, Sandra Leiko Teraoka, Nair Aparecida Siquieri Gimenes, Lavite Jesuna de Morais Andrade e Luiz Fernando de Carvalho Soutello Reviso 2012 Celso Atlio Frigeri Coordenao Operacional Jos Roberto Fernandes Leo Editorao Adlia da Silva Milagres Colaborao Alexandre Manir Figueiredo Sarquis Claudia Harumi Matsumoto Miura Marcello Jos Ferreira de Amorim

Procurador-Geral do Ministrio Pblico de Contas Celso Augusto Matuck Feres Jnior Auditores Samy Wurman Alexandre Manir Figueiredo Sarquis Antonio Carlos dos Santos Josu Romero Silvia Monteiro3

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Apresentao

Tanto a experincia internacional quanto a literatura sobre direito financeiro, uma e outra indicam a transparncia como essencial ferramenta para inibir o mau uso do dinheiro pblico.

Nos dias atuais, o instituto da transparncia foi bastante prestigiado com a edio das leis da transparncia fiscal e de acesso informao governamental.

Sob essas portas que se abrem sociedade, vital conhecer, minimamente, as regras que disciplinam o financiamento dos servios pblicos. Afinal, no Brasil, mais de um tero da riqueza gasto pelos diversos entes de governo.

De outro lado, o saber da Academia d ainda pouca importncia ao controle dos recursos pblicos.

Nesse contexto, a tarefa de ensinar vem sendo bem suprida pelos Tribunais de Contas, que, baseados em slida experincia, vm orientando no apenas os que atuam nas finanas governamentais, mas, de igual modo, os representantes do controle exercido pela sociedade.

Alm de fiscalizar, in loco e todo ano, mais de 3.400 entidades jurisdicionadas, o Tribunal Paulista de Contas jamais se furtou misso4

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pedaggica, exercida, de forma regular, mediante inmeros cursos e encontros nas vrias regies do Estado e por intermdio de manuais de orientao, a todos franqueado em nossa pgina eletrnica.

queles que se utilizam deste manual na lide diria, sejam de setores de governo ou interessados na temtica que envolve as competncias da Corte de Contas, compreendam esta publicao como renovao de nosso compromisso com a cidadania, a exigir o melhor de nossos esforos para sermos dignos da confiana que nos foi depositada pelos brasileiros de So Paulo.

No outro o intuito e o sentido desta publicao.

So Paulo, Dezembro de 2012

Renato Martins Costa Presidente

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ndice1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. INTRODUO ...................................................................................... 8 FORMAS DE REGIMES DE PREVIDNCIA................................................ 9 REGIME GERAL DE PREVIDNCIA SOCIAL RGPS.................................. 9 PARTICIPANTES DO RGPS .................................................................... 9 TIPOS DE BENEFCIOS ....................................................................... 10 ASPECTOS RELEVANTES ..................................................................... 10 REGRAS DE TRANSIO ..................................................................... 11 REGIMES DE PREVIDNCIA COMPLEMENTAR RPC............................. 12 8.1 Participantes das entidades de Previdncia Complementar patrocinadas por Entidades Pblicas .................................................... 14 8.2 Aspectos relevantes.................................................................. 15 9. REGIME PRPRIO DE PREVIDNCIA SOCIAL DOS SERVIDORES PBLICOS E DOS MILITARES RPPS................................................................... 16 10. CRIAO, ORGANIZAO E FUNCIONAMENTO .................................... 16 10.1 Critrios para a sua organizao................................................ 16 10.2 Clculo Atuarial ........................................................................ 17 10.2.1 Segregao da massa............................................................. 19 10.2.2 Base cadastral........................................................................ 21 10.3 A contabilidade e as demonstraes financeiras ......................... 23 10.4 Aplicao dos Recursos............................................................. 25 10.4.1 Alocao dos recursos ............................................................ 25Segmento de Renda Fixa ............................................................................................................. 30 Segmento de Renda Varivel ....................................................................................................... 31 Segmento de Imveis ................................................................................................................... 32 Das Vedaes............................................................................................................................... 32

11. 12. 13. 14.

PARTICIPANTES DO REGIME PRPRIO................................................ 32 SITUAO DOS AGENTES POLTICOS ................................................. 33 TIPOS DE BENEFCIOS ....................................................................... 33 CONCESSO DE BENEFCIOS E REGRAS DE TRANSIO ...................... 34 14.1 Emenda Constitucional n 41/03 ............................................... 44 14.2 Emenda Constitucional n 47/04 ............................................... 46 14.3 Emenda Constitucional n 70/12 ............................................... 47 14.4 Concesso de penso por morte do segurado ............................ 49 14.5 Concesso de aposentadoria por invalidez e compulsria............ 50 14.6 Clculo da mdia e atualizao dos benefcios de aposentadoria . 50 15. CONTRIBUIES................................................................................ 51 16. VINCULAO DOS RECURSOS............................................................. 52 16.1 Despesas administrativas.......................................................... 526

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17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36.

37.

CONSRCIOS/CONVNIOS ................................................................. 54 REGISTRO INDIVIDUALIZADO DOS SEGURADOS ................................. 54 ACESSO S INFORMAES RPPS ........................................................ 55 FISCALIZAO ................................................................................... 55 EMPRSTIMOS ................................................................................... 55 ASSISTNCIA MDICA ........................................................................ 55 DAO E PAGAMENTO........................................................................ 56 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A PREVIDNCIA ........................ 56 EXTINO DO REGIME PRPRIO ........................................................ 59 IMPLICAES PELA NO ADEQUAO LEI de REGNCIA, A LEI N 9.717, DE 1998 .................................................................................. 60 PENALIDADES AOS DIRIGENTES ......................................................... 60 MINISTRIO DA PREVIDNCIA SOCIAL - MPS ...................................... 60 TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULO............................. 61 CONSOLIDAO DAS CONTAS PELO PODER EXECUTIVO...................... 61 PRAZOS DE ENCAMINHAMENTO DE DOCUMENTAO AO TCESP.......... 62 CERTIFICADO DE REGULARIDADE PREVIDENCIRIA ........................... 62 COMPENSAO FINANCEIRA .............................................................. 65 CERTIDO EMITIDA PELO TCESP ........................................................ 66 O TRIBUNAL DE CONTAS E A FISCALIZAO DOS REGIMES PRPRIOS DE PREVIDNCIA SOCIAL ................................................................... 66 FORMALIZAO DOS PROCESSOS DE APOSENTADORIA E PENSO ...... 68 36.1 PROCESSOS DE APOSENTADORIAS........................................... 68 36.2 Processos de penso ................................................................ 71 36.3 Quadro Resumo da Formalizao dos Processos......................... 73 BIBLIOGRAFIA ................................................................................... 74

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1. INTRODUO

A Previdncia Social vem sendo tratada desde a Constituio de 1824. A atual Carta, no pargrafo 1 do art. 149, permitiu aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios a instituio de contribuio, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefcio destes, de sistemas de previdncia e assistncia social. A Emenda Constitucional n 20, de 15/12/98, veio modificar o sistema de previdncia social, estabelecendo normas de transio e introduzindo importantes alteraes nos regimes de previdncia, consolidadas mediante as Emendas Constitucionais ns 41, 47 e 70, havendo ainda constantes estudos e alteraes no aprimoramento do Sistema de Gesto Previdenciria no Brasil. O principal objetivo dos Regimes de Previdncia