Primeiro Módulo - Aula 4 - Criação

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  • 1. CRIAO

2. FORMAO DOS MUNDOS

  • Entende-se por Universo os astros e os mundos visveis ou no, que se movem no espao e tudo o que eles contm: seres animados e inanimados, assim como os espaos e os fluidos que os cercam.
  • Conceber-se que o Universo tenha sido obra do acaso, o mesmo que aceitar o relgio sem o relojoeiro.
  • Obviamente o Universo no pode ter gerado a si mesmo. Se assim fosse, confundir-se-ia com o prprio Deus. Por outro lado, se existisse por toda a eternidade sem ter sido criado, no poderia ser obra de Deus e tambm confundir-se-ia com Ele. No resta outra opo de bom senso, seno a de que o Universo obra de Deus.

3.

  • Ninho gerador de toda massa incomensurvel, o Fluido Universal era energia a princpio difusa, que aps concentrar-se, foi-se fragmentando aos poucos em mirades de ncleos menores a agigantar-se e expandir-se em nuvens de partculas, que atravs dos milnios foram se transformando progressivamente em matria, processo esse que se mantm at nossos dias a revelar a grandeza de Deus.
  • A condensao dessa matria espalhada no espao infinito que pontilhou-o de sis, mundos, estrelas, astros, asterides e cometas, com infinita variedade de massas, luminosidade e propriedades.
  • As foras de atrao entre os corpos celestes mantm o equilbrio de modo posio de cada um deles permanecer estvel em relao aos demais.

4.

  • Os cometas em suas rbitas aparentemente conflitantes com a clssica disciplina csmica, so um comeo de condensao da matria, mundos em via de formao.
  • Cada corpo celeste tem a sua parte de influncia, mas ela restrita a certos aspectos fsicos de equilbrio de foras, como a Lua, por exemplo, que funciona como ncora da Terra.
  • Mundos j completamente formados desaparecem, desintegram-se e sua matria espalha-se novamente no espao: Deus renova os mundos como renova os seres vivos ( LE, perg.41)

5. FORMAO DOS SERES VIVOS

  • No comeo tudo era o caos; temperatura elevadssima mantinha fundidos os elementos de sua constituio.
  • As substncias que hoje so lquidas eram gasosas enquanto que os slidos eram lquidos.
  • S pouco a pouco tudo foi se acomodando at organizar-se o clima adequado ao aparecimento dos seres vivos.
  • Os germens responsveis pela formao dos seres vivos estavam contidos na Terra em estado latente, aguardando o momento favorvel para seu desenvolvimento

6.

  • Os elementos orgnicos, antes da formao da Terra, estavam no espao em estado fludico, entre os Espritos ou em outros planetas, aguardando a maturao do novo mundo para iniciarem uma nova existncia em um novo mundo.
  • Nos momentos propcios ecloso, foram surgindo sucessivamente cada uma das espcies. Os seres de cada linhagem, por sua vez, foram se reunindo pela lei de afinidade e se multiplicaram.
  • Os homens j no se enquadram mais entre as espcies que se formaram espontaneamente como na sua origem, mas pode-se dizer que uma vez dispersos sobre a Terra, absorveram em si mesmos os elementos necessrios sua formao, para transmiti-los segundo as leis da reproduo.
  • O mesmo aconteceu com as demais espcies de seres vivos ( LE, perg,49)

7. POVOAMENTO DA TERRA - ADO

  • O Espiritismo nos ensina que a espcie humana no comeou por um nico homem e que aquele a quem chamamos Ado no foi o primeiro nem o nico a povoar a Terra.
  • Kardec indagou aos Espritos Superiores:
  • Em que poca viveu Ado?
  • Eles responderam:
  • Mais ou menos na que lhe assinais: cerca de 4.000 anos antes do Cristo. (L.E., item 51).

8.

  • De fato, a narrativa contida no cap. 4 doGnesisnos leva ao mesmo entendimento, porque somente no perodo neoltico entre os anos 5.000 a.C. e 2.500 a.C. que surgiu na Terra o pastoreio, seguido do cultivo da terra, e o homem passou de caador a pastor.
  • Ora, Caim cultivava o solo e seu irmo Abel era pastor, o que prova que a data indicada pelos Espritos a respeito da poca em que viveu Ado perfeitamente compatvel com os registros histricos.
  • Como o povoamento da Terra se iniciou em pocas bem mais recuadas, evidente que no descendemos dos pais de Abel e Caim, mas de outros ancestrais que teriam vivido muito antes.

9.

  • Mais adiantada do que as que a tinham precedido neste planeta, a raa admica foi, com efeito, a mais inteligente e a que impeliu ao progresso todas as outras.
  • OGnesisno-la mostra, desde os seus primrdios, industriosa, apta s artes e s cincias, o que mostra que ela no passou na Terra pela infncia espiritual, diferentemente do que ocorreu com os demais povos que habitavam, ento, o planeta.
  • Emmanuel, em seu livroA Caminho da Luz , nos d informaes valiosas a respeito da chamada raa admica, assunto que foi tratado igualmente por Kardec emA Gnese .

10.

  • No livro a Genese, o Codificador, depois de aludir questo das emigraes e imigraes coletivas de Espritos de um mundo para outro, faz clara referncia raa admica no cap. XI, item 38:
  • De acordo com o ensino dos Espritos, foi uma dessas grandes imigraes, ou se quiserem, uma dessasColnias de Espritos , vinda de outra esfera, que deu origem raa simbolizada na pessoa de Ado e, por essa razo mesma, chamadaraa admica . Quando ela aqui chegou, a Terra j estava povoada desde tempos imemoriais, como a Amrica, quando a chegaram os europeus.

11. DIVERSIDADE DAS RAAS HUMANAS

  • "As diferenas fsicas e morais que distinguem as raas humanas na Terra provem: do clima, da vida e dos costumes. D-se ai o que se da' com dois filhos de uma mesma me que educados longe um do outro e de modos diferentes, em nada se assemelharo, quanto 'a moral.
  • "O homem surgiu em muitos pontos do globo e em pocas varias, que tambm constitui uma das causas da diversidade das raas. Depois, raas humanas dispersando-se os homens por climas diversos e aliando-se os de uma aos de outras raas, novos tipos formaram.
  • "Pelo fato de no proceder de um s individuo a espcie humana, os homens no podem deixar de se considerarem irmos, porque todos so irmos em Deus, porque so animados pelo Esprito e tendem para o mesmo fim.

12. PLURIDADE DOS MUNDOS HABITADOS

  • H na Terra homens que ainda imaginam que somente este pequenino planeta tem o privilgio de ser habitado por seres racionais.
  • Muitos at pensam que os astros brilham no cu para alegrar seus olhos. No se pode pr em dvida a sabedoria de Deus, que no concebe inutilidades e, certamente criou - e povoou com seres vivos - uma pluralidade de mundos com uma destinao bem mais sria do que a recreao dos homens.
  • Para se ter uma idia da imensido e infinitude do Universo, basta dizer que entre tantos bilhes de galxias, a mais prxima da nossa, considerada irm gmea, a galxia de Andrmeda, dista cerca de 2,2 milhes de anos-luz.

13.

  • Seria ento absurdo supor-se que, entre tantos bilhes de galxias, cada uma delas contendo bilhes de estrelas, em torno das quais ho de girar outros tantos planetas, somente a Terra gozasse o privilgio da vida.
  • O Livro dos Espritos, questes 55 a 58, resume bem as caractersticas dos diversos mundos:
  • a) eles absolutamente no se assemelham; variam no s entre os diferentes tipos de corpos celestes, como tambm variam a sua constituio fsica. Entre os prprios planetas do Sistema Solar existem diferenas: uns so mais densos ( Mercrio, Vnus, Terra) e outros menos densos e at mesmo fludicos (Jpiter, Saturno, Urano e Netuno);

14.

  • b) no sendo uma s para todos a constituio fsica dos Mundos, segue-se terem organizaes diferentes os seres que os habitam, apropriadas ao meio onde vivem, do mesmo modo que os peixes so feitos para viver na gua e os pssaros, no ar.
  • c) os mundos mais distantes do Sol possuem fontes de luz diferentes de luz e calor.
  • Os Espritos afirmam e a razo endossa a idia de que os diferentes mundos que circulam no espao endossa a idia de que os diferentes mundos que circulam no espao so habitados, a exemplo do que ocorre na Terra.

15.

  • As condies de existncia dos seres nos diferentes mundos devem ser apropriados ao meio em que tm de viver.
  • Se nunca tivssemos visto peixes, no compreenderamos como alguns seres pudessem viver na gua.
  • O mesmo acontece com outros mundos, que sem dvida contm elementos para ns desconhecidos. (...)
  • Esses mundos podem conter em si mesmos as fontes de luz e calor necessrios aos seus habitantes (LE, perg.58).

16. H MUITAS MORADAS NA CASA DO PAI

  • Credes em Deus, crede tambm em mim. H muitas moradas na Casa de meu Pai; se assim no fora, eu vo-lo teria dito (Joo 14:1-2).
  • Na obra de Deus reina a perfeio. Nela tudo til e harmonioso.
  • O Universo infinito algo sublimado e transcendental, que jamais poder ser descrito pela linguagem humana.
  • J se eclipsou na voragem do tempo, a poca em que se supunha se a Terra o centro do Universo.

17.

  • A teoria geocntrica foi suplantada pela heliocntrica e, aps Galileu, as teologias terrenas tiveram que rever seus dogmas e seus conceitos. Jesus Cristo definiu esses mundos como sendo outras tantas moradas para o Esprito em sua escalada evolutiva rumo perfeio.
  • A casa do Pai o Universo todo, e as diferentes morada