PR£â€°MIOS NOBEL 2019 2019. 10. 14.¢  Antes do Nobel, que recebe este ano, Ratcliffe foi distinguido com

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    Artigos de jornal

    BIBLIOTECA ESASGAIA

    Outubro 2019

    https://bibliotecaesasgaia.wordpress.com/

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    Nobel da Medicina distingue descoberta sobre mecanismo celular que regula oxigénio

    https://www.dn.pt/vida-e-futuro/nobel-da-medicina-para--11379494.html Filomena Naves 07 Outubro 2019

    A Medicina abre a temporada Nobel 2019 e distingue William G. Kaelin, Gregg Semenza e Peter Ratcliffe pelas suas descobertas sobre os mecanismos celulares relacionados com o oxigénio

    Os trabalhos de William G. Kaelin, Gregg Semenza e Peter Ratcliffe, que permitiram desvendar o mecanismo celular fundamental que permite às células adaptar-se à disponibilidade de oxigénio no ambiente valeram-lhes este ano o prémio Nobel da Medicina, anunciado esta segunda-feira pela Academia de Ciências sueca.

    "Este é um dos mecanismos críticos dos organismos para a adaptação à vida", explica a academia sueca.

    "A importância fundamental do oxigénio para a vida é conhecida há século, mas a forma como as células se adaptam aos níveis de oxigénio disponíveis era desconhecida", afirma o júri do prémio, sublinhando que "este mecanismo é central numa série de doenças", lançando assim as bases para "novas e promissoras estratégias para combater patologias como a anemia, o cancro e muitas outras doenças".

    https://www.dn.pt/vida-e-futuro/nobel-da-medicina-para--11379494.html

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    William G. Kaelin, Gregg Semenza e Peter Ratcliffe, sublinha o comité Nobel, "identificaram a maquinaria celular que regula a atividade dos genes em resposta aos níveis variáveis de oxigénio".

    Num Twitter publicado pelo comité Nobel, o britânico Peter Ratcliffe mostra-se radiante no início de um novo dia de trabalho, o primeiro já com a distinção Nobel.

    Um mecanismo celular básico

    Em resposta a uma situação de níveis baixos de oxigénio - o organismo entra em hipoxia - são desencadeados mecanismos fisiológicos de adaptação, em que se dá o aumento dos níveis de uma hormona chamada eritropoetina, ou EPO, que por sua vez induz o aumento da produção de glóbulos vermelhos no sangue.

    A importância deste mecanismo já era conhecida desde o princípio do século XX, mas a forma como este processo era controlado permanecia um mistério, explica o comité Nobel.

    O americano Gregg Semenza, que é professor e investigador na Universidade de John Hopkins, nos Estados Unidos, estudou o gene EPO e a forma como ele é regulado pelos níveis de oxigénio variáveis. Utilizou ratinhos geneticamente modificados e descobriu que há sequências genéticas específicas que regulam a resposta celular em situação de hipoxia.

    O britânico Peter J. Ratcliffe

    © EPA/PAUL WILKINSON / UNIVERSITY OF OXFORD

    O britânico Peter Rattcliffe, professor e investigador na Universidade de Oxford, no Reino Unido, estudou também aquele mecanismo genético e chegou também a resultados idênticos. Os grupos liderados pelos dois cientistas descobriram independentemente que este mecanismo celular relacionado com a regulação do oxigénio está presente em todos os

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    tecidos do organismo, e não apenas nas células dos rins, onde a EPO é normalmente produzida.

    O cientista americano Gregg Semenza

    © EPA/JOHNS HOPKINS UNIVERSITY

    Gregg Semenza descobriu ainda que sequências genéticas, ou seja, que genes, estão associados a este mecanismo de regulação do oxigénio celular. Faltava apenas identificar um último gene relacionado com todo este processo e essa última peça do puzzle chegou pela mão de William Kaelin, professor e investigador na Universidade de Harvard.

    Na mesma altura em que Gregg Semenza e Peter Rattcliffe estavam a fazer o seu trabalho pioneiro sobre este mecanismo celular, o americano William Kaelin estava a estudar uma doença chamada Hippel-Lindau, causada por uma mutação genética, e cujos portadores têm um elevado risco de desenvolver determinados tipos de cancro.

    O cientista americano William Kaelin

    © EPA/DANA-FARBER CANCER INSTITUTE

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    William Kaelin descobriu que o gene relacionado com essa doença, designado VHL, codifica uma proteína que inibe o desenvolvimento do cancro e mostrou que as células que não contêm o VHL exibem um estado crónico de baixos níveis de oxigénio.

    Na prova dos nove, ao reintroduzir o VHL nessas células, William Kaelin mostrou que elas recuperavam o normal controlo dos níveis de oxigénio, ficando assim demonstrada a participação desse gene no complexo mecanismo de regulação dos níveis de oxigénio nos tecidos celulares.

    Novas estratégias para algumas patologias

    A Academia sueca destaca a importância das descobertas dos três cientistas para o conhecimento de um processo celular e fisiológico básico à vida,

    Este mecanismo, sublinha o comité Nobel, "permite às células adaptarem-se o seu metabolismo a condições ambientais de baixos níveis de oxigénio", como acontece por exemplo nos tecidos musculares durante o exercício físico intenso. Outros exemplos, destaca, são as situações de produção de novos vasos sanguíneos ou de glóbulos vermelhos.

    Uma série de patologias estão também relacionadas com este mecanismo, como é o caso da anemia, sendo que é central também em doenças como o cancro, pelo que a sua compreensão permite novas estratégias para tentar combatê-las, destaca ainda o comité Nobel.

    Dois americanos e um britânico

    Nascido em 1957 em Nova Iorque, William Kaelin, é professor e investigador da Harvard Medical School, em Boston, Estados Unidos. Formou-se em matemática e bioquímica na Universidade de Duke e enveredou por uma carreira de investigação sobre os mecanismos moleculares e celulares na área do cancro.

    O prémio Nobel da Medicina culmina uma série de prémios anteriores, entre os quais se destacam, em 2016, o Albert Lasker Award for Basic Medical Research, atribuído pela Fundação Lasker, que distingue contributos pioneiros na área da investigação médica, ou o Wiley Prize in Biomedical Sciences, em 2014. No ano passado, foi também galardoado com o prémio Massry, atribuído pela Fundação Meira and Shaul G. Massry, que distingue contributos inovadores na área da investigação médica.

    O britânico Peter Ratcliffe nasceu em 1954, em Lancashire. Formou-se em medicina na Universidade de Cambridge, e mudou-se para Oxford, onde se mantém ainda hoje, para se dedicar ao estudo dos mecanismos relacionados com a regulação do oxigénio a nível renal

    Antes do Nobel, que recebe este ano, Ratcliffe foi distinguido com uma série de importantes prémios internacionais, entre os quais se incluem igualmente o Albert Lasker Award for Basic Medical Research (2016) e o Massry (2018), para além de outros, como a medalha Buchanan, que lhe foi atribuída em 2017 pela Royal Society.

    Gregg Semenza, que nasceu em 1956, em Nova Iorque, médico especialista em química médica e oncologia, formou-se na Universidade da Pensilvânia e é professor e investigador

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    na Universidade Johm Hopkins. Tem igualmente uma carreira recheada de prémios, entre os quais o Lasker, em 2016, o prémio Wiley, em 2014, ou aida o Scientific Grand Prize da da prestigiada fundação Lefoulon-Delalande.

    Os três premiados deste ano sucedem ao americano James P. Ellison e ao japonês Tasuko Honjo que no ano passado foram distinguidos com o Nobel da Medicina pelo seus trabalhos sobre imunoterapia aplicada ao cancro.

    Vídeos:

    https://www.youtube.com/watch?v=F--oWq-gRtE

    http://g1.globo.com/globo-news/videos/v/premio-nobel-de-medicina-vai-para-trio-que- pesquisa-adaptacao-de-celulas-e-oxigenio/7983126/

    https://www.dn.pt/vida-e-futuro/premio-nobel-da-medicina-vai-para-trabalho-sobre-cancro-9931829.html https://www.dn.pt/vida-e-futuro/premio-nobel-da-medicina-vai-para-trabalho-sobre-cancro-9931829.html https://www.youtube.com/watch?v=F--oWq-gRtE http://g1.globo.com/globo-news/videos/v/premio-nobel-de-medicina-vai-para-trio-que-pesquisa-adaptacao-de-celulas-e-oxigenio/7983126/ http://g1.globo.com/globo-news/videos/v/premio-nobel-de-medicina-vai-para-trio-que-pesquisa-adaptacao-de-celulas-e-oxigenio/7983126/

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    O cientista a quem o prémio tinha escapado e o laureado que ensinou os astrofísicos portugueses. Quem são os vencedores do Nobel da Física? Peebles queria o Nobel pela descoberta da radiação de fundo mas chegou um ano atrasado. Mayor trabalhou com os melhores astrofísicos portugueses. Ganharam o Nobel da Física esta terça-feira.

    08 Oct 2019

    https://observador.pt/2019/10/08/nobel-da-fisica-para-cientistas-que-descobriram-um- exoplaneta-a-orbitar-uma-estrela-semelhante-ao-sol/

    O prémio Nobel da Física de 2019 foi entregue a James Peebles, Michel Mayor e Didier Queloz, revelou esta terça-feira a Academia Real das Ciências da Suécia. Os três cientistas foram laureado pelas “contribuições para a compreensão do universo e do cosmos”. O primeiro contribuiu “para melhor entender a estrutura do universo”. Os outros dois descobriram um exoplaneta a orbitar uma estrela semelhante ao Sol, indicou a Academia numa conferência de imprensa em Solna, nos arredores de Estocolmo, na Suécia.

    https://observador.pt/2019/10/08/nobel-da-fisica-para-cientistas-que-descobriram-um-exoplaneta-a-orbitar-uma-estrela-semelhante-ao-sol/ htt