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Processo Do Trabalho - 1o Estágio

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  • 5/20/2018 Processo Do Trabalho - 1o Est gio

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    Direito Processual do Trabalho

    1 PONTO: Direito Processual do Trabalho: formao histrica, autonomia, princpios, fontes einterpretao.

    1.Conceito de direito processual do trabalho

    Direito Processual do Trabalho o Conjunto de Normas e Princpios, Regras e Instituies que visamregular conflitos individuais ou coletivos da relao de trabalho, por meio da atividade dos rgos

    jurisdicionais

    2.O problema da autonomia cientfica do processo do trabalho.No que diz respeito a autonomia cientfica do processo do trabalho, na seara legislativa ela encontra-se naCLT, e de forma subsidiria, encontramos no Cdigo Civil, nas Leis Espaas e nos Estatutos. Possuindotambm autonomia jurisdicional e doutrinria.O que ir diferenci-lo dos demais processos o Protecionismo (em relao ao empregado), tornando-oautnomo.

    3.Os princpios no Direito Processual do Trabalho.

    3.1Princpios processuais constitucionais.

    a)Princpio do devido processo legal (CF, art. 5, LIV).O artigo 5, inciso LIV, da Constituio Federal, o qual prev que ningum ser privado da liberdade ou deseus bens sem o devido processo legal.A locuo devido processo legal corresponde traduo para o portugus da expresso inglesa due

    process of law. Law, porm, significa Direito, e no lei. A observao importante: o processo h de estar

    em conformidade com o Direito como um todo, e no apenas em consonncia com a lei. do referido preceito constitucional que se extrai o princpio do devido processo legal, uma garantiaconstitucional ampla, que confere a todo indivduo, o direito fundamental a um processo justo, devido. pacfico o entendimento de que o devido processo legal representa um sobreprincpio, supraprincpio ouprincpio-base, norteador de todos os demais que devem ser observados no processo.

    b)Princpio da isonomia (CF, art. 5, caput).O princpio da isonomia est consagrado no art. 5, caput, da CF todos so iguais perante a lei, sem

    distino de qualquer natureza. Tambm est disperso por vrios outros dispositivos constitucionais,

    tendo em vista a preocupao da Carta Magna em concretizar o direito a igualdade. Realando a regra do

    Protecionismo. Consiste em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais.

    c)Princpio da inafastabilidade da jurisdio (CF, art. 5, XXXV).A Constituio Federal de 1988 prev, no artigo 5, inciso XXXV, inserido rol de direitos e garantiasfundamentais, o princpio da inafastabilidade da jurisdio, tambm chamado de clusula do acesso

    justia, ou do direito de ao: a lei no excluir da apreciao do Poder Judicirio leso ou ameaa adireito. Primariamente, trata-se, em poucas palavras, da possibilidade de provocar a prestao

    jurisdicional para garantir a tutela de direitos, ou seja, consiste em um veculo para concretizao dosdireitos materiais.

    d)Princpio do contraditrio (CF, art. 5, LV).art. 5, LV - "aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral soassegurados o contraditrio e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes ". Modalidadeindicadora de que ningum pode ser condenado criminalmente sem que lhe seja assegurado o exerccio do

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    direito de defesa. O princpio do contraditrio determina que a parte seja efetivamente ouvida e que seusargumentos sejam efetivamente considerados no julgamento. Onde a Informao Obrigatria, mas aParticipao Eventual, se o ru no quiser participar, ocorre revelia.

    e) Princpio da publicidade dos atos processuais (CF, art. 5, LX).art. 5, LX: "a lei s poder restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidadeou o interesse social o exigirem" - O princpio da publicidade uma garantia fundamental de justia, pois

    ele permite as partes o conhecimento de todos os atos do processo. O princpio da publicidade, descrito noartigo 5, inciso LX, estabelece a possibilidade de restrio, mas no eliminao, informao dos atosprocessuais que devem ser pblicos.

    f) Princpio do duplo grau de jurisdio (CF, art. 5, LV).O duplo grau de jurisdio garante a todos os cidados jurisdicionados a reanlise de seu processo,administrativo ou judicial, geralmente por uma instncia superior.2 . Em alguns casos, quando acompetncia originria j cabe instncia mxima, o duplo grau propriamente dito fica impossibilitado,mas ocorre ao menos o exame por um rgo colegiado (grupo de pessoas), como o caso das decises doSupremo Tribunal Federal.

    o princpio segundo o qual as decises judiciais podem conter erros e sua reviso por uma instnciasuperior colegiada diminui as chances de erros judicirios, garantindo aos cidados uma Justia maisprxima do ideal.

    3.2Princpios de direito processual civil aplicveis ao Processo do Trabalho.

    a) Princpio da Oralidade.O princpio da oralidade determina que certos atos devem ser praticados oralmente, ou seja, recomenda aprevalncia da palavra falada sobre a escrita nos processos. Um exemplo disso, o agravo, que aconselhado ser promovido oralmente.

    b) Princpio da imediao.O princpio da imediao est inserto no artigo 446, II doCdigo de Processo Civil Brasileiro , o juiz deveproceder direta e pessoalmente colheita das provas naaudincia,o que significa que ele deve ouvir aspartes em interrogatrios ou depoimentos pessoais, inquirir as testemunhas atravs de indagaesformuladas pelos procuradores das partes ou por ele mesmo, pedir esclarecimentos do perito sobre olaudo pericial e do assistente tcnico sobre o parecer tcnico e no art. 765 da CLT: "Os Juzos e Tribunais doTrabalho tero ampla liberdade na direo do processo e velaro pelo andamento rpido das causas,podendo determinar qualquer diligncia necessria ao esclarecimento delas".o princpio da imediao nada mais do que permitir a produo de todas as provas de natureza oralperante o juiz que ir proferir a sentena, pondo-o em contato com as partes, testemunhas e peritos,tambm em atendimento aoprincpio do livre convencimento fundamentado.Mas, como em quase todosos regras, existem excees a esta, tambm. Por exemplo, nas cartas rogatrias e cartas precatrias aoitiva das testemunhas e o depoimento pessoal das partes so realizadas por outro juiz que no o doprocesso, embora este possa remeter aojuiz deprecado (juiz que recebe a carta precatria) perguntas queconsiderar relevantes. Outro exemplo o caso da necessidade de intrpretes para a oitiva de estrangeirosou surdos-mudos.

    c)Princpio da economia processual.Segundo Ada Pellegrini Grinover, o denominado princpio da economia processual preconiza o mximoresultado na atuao do direito com o mnimo emprego possvel de atividades processuais. Exemplo daaplicao desse princpio encontra-se no art.105 do Cdigo de Processo Civil Brasileiro, que trata daocorrncia da conexo e continncia. Na conexo ocorre que dois ou mais processos possuem o pedido eas partes idnticas, conforme art.105, CPC. O juiz ao analisar o processo pode de imediato uni-los para quesejam reconhecidos em conjunto. Assim haveria uma maior celeridade e economia de atos processuais que

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Inst%C3%A2nciahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Duplo_grau_de_jurisdi%C3%A7%C3%A3o#cite_note-2http://pt.wikipedia.org/wiki/Duplo_grau_de_jurisdi%C3%A7%C3%A3o#cite_note-2http://pt.wikipedia.org/wiki/Duplo_grau_de_jurisdi%C3%A7%C3%A3o#cite_note-2http://pt.wikipedia.org/wiki/Supremo_Tribunal_Federalhttp://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_Processo_Civilhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Juizhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Audi%C3%AAnciahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Expertohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Laudo_pericialhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_do_livre_convencimento_fundamentadohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_rogat%C3%B3riahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_precat%C3%B3riahttp://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Juiz_deprecado&action=edit&redlink=1http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Juiz_deprecado&action=edit&redlink=1http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_precat%C3%B3riahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_rogat%C3%B3riahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_do_livre_convencimento_fundamentadohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Laudo_pericialhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Expertohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Audi%C3%AAnciahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Juizhttp://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_Processo_Civilhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Supremo_Tribunal_Federalhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Duplo_grau_de_jurisdi%C3%A7%C3%A3o#cite_note-2http://pt.wikipedia.org/wiki/Inst%C3%A2ncia
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    neste caso seriam dispensveis. Esse o princpio da simplificao ou princpio econmico. Princpiosegundo o qual o processo deve obter o maior resultado com o mnimo de esforo.

    d)Princpio da sucumbncia.O Princpio da sucumbncia, tambm denominado princpio do sucumbimento, atribui parte vencida emumprocesso judicial o pagamento de todos os gastos decorrentes da atividade processual.A adoo do princpio da sucumbncia busca assegurar quele que teve seu direito violado a mesma

    situao econmica que teria se no tivesse sido ajuizada a demanda. Assim, "todos os gastos do processodevem ser atribudos parte vencida quanto pretenso deduzida em juzo, independentemente de suaculpa pela derrota" - " a desconformidade entre o que foi pedido e o que foi concedido pelo juiz. Asucumbncia pode ser total ou parcial, conforme o juiz conceda total ou parcialmente o pedido do autor."Os honorrios advocatcios so fixados entre 10 (mnimo) e 20% (mximo) sobre o valor condenado.OBS: Ver os artigos. 20 e seguintes do Cdigo de Processo Civil brasileiro.No processo do trabalho, o princpio da sucumbncia no tem aplicao ilimitada, dada a existncia dalegislao especfica, no sendo albergada a teoria da reparao integral.

    e)Princpio da identidade fsica do Juiz ao processo.

    O artigo 132 do Cdigo de Processo Civil determina que "o Juiz titu

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