Prof.ª MSc. Heloisa Fuganti Campos .ü Argamassa de cimento e areia; ... • No concreto endurecido,

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  • Universidade Federal do Paran Departamento de Construo Civil Materiais de Construo Civil III

    25/07/16

    Material Prof. Heloisa Fuganti Campos 1

    Materiais de Construo Civil III

    MATERIAIS E TCNICAS PARA REPARO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO

    Prof.: MSc.: Heloisa Fuganti Campos

    SETOR DE TECNOLOGIAUNIVERSIDADE FEDERAL DO PARAN

    DEPARTAMENTO DE CONSTRUO CIVIL

    2016

    Prof. MSc. Heloisa Fuganti Campos

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    PLANEJAMENTO

    1. INTRODUO

    Durabilidade das estruturas de concreto armado; Patologia na construo civil; Principais manifestaes patolgicas Reviso.

    2. TCNICAS DE REPARO

    Preparao da superfcie; Polimento;

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    Tratamento superficial: Argamassas

    Argamassa de cimento e areia; Argamassa com polmero; Argamassa epoxdica; Argamassa projetada;

    Concreto; Graute.

    Reforos de estruturas de concreto: Encamisamento; Protenso externa; Reforo com chapas e perfis metlicos; Polmeros Reforado com Fibras.

    PLANEJAMENTOProf. MSc. Heloisa Fuganti Campos

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    3. SISTEMAS DE PROTEO SUPERFICIALFormadores de pelcula;Bloqueadores de poros;Hidrofugantes de superfcie.4. TCNICAS ELETROQUMICAS PARA REPAROS EPROTEES DE ESTRUTURASReparo tradicional;Proteo catdica;Extrao de cloretos;Realcalinizao.

    PLANEJAMENTO

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    CONCRETO: MATERIAL + UTILIZADO EM CONSTRUES

    MATERIAL INSTVEL AO LONGO DO TEMPO

    DETERIORAO

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    Concreto: Instvel ao longo do tempo Alterao das suaspropriedades fsicas e qumicas;

    Deteriorao: Consequncias destes processos dealterao que venham a comprometer o desempenho deuma estrutura, ou material;

    Agentes de deteriorao: Elementos agressores.

    FONTE: SOUZA e RIPPER,1998.

    Conhecimento da vida til e da curva dedeteriorao de cada material Fatores defundamental importncia para oramentos de obra!

    INTRODUO

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    Capacidade da estrutura resistir s influnciasambientais previstas e definidas em conjunto peloautor do projeto estrutural e o contratante, noincio dos trabalhos de elaborao do projeto.

    DURABILIDADE

    FONTE: NBR 6118:2014.

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    As estruturas de concreto devem ser projetadas e construdas de modo que:

    Sob as condies ambientais previstas na poca do projeto e quando utilizadas conforme preconizado em

    projeto:

    Conservem sua segurana, estabilidade e aptido em servio durante o perodo correspondente sua vida til.

    DURABILIDADE

    INTRODUO

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    Perodo efetivo de tempo durante o qual uma estruturaou qualquer de seus componentes satisfazem osrequisitos de desempenho do projeto, sem aesimprevistas de manuteno ou reparo.

    Perodo durante o qual as suas propriedadespermanecem alm dos limites mnimos especificados.

    VIDA TIL

    FONTE: SOUZA e RIPPER,1998.

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    Comportamento em servio de cada produto, aolongo da vida til, e a sua medida relativaespelhar, sempre, o resultado do trabalhodesenvolvido nas etapas de projeto, construo emanuteno.

    DESEMPENHO

    FONTE: SOUZA e RIPPER,1998.

    INTRODUO

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    Projetistas: Estabelecer a Vida til de Projeto (VUP) de cadasistema;

    um parmetro, estabelecido pelo meio tcnico, que indica operodo de tempo em que os requisitos mnimos de desempenho(indicados pela Norma) devem ser atendidos pela edificao,supondo a correta manuteno;

    O projeto deve especificar o valor terico da Vida til de Projeto(VUP) previsto para cada um dos sistemas que o compem, noinferior ao limite.

    NBR 15575: 2013 - REQUISITOS DE DESEMPENHO DE EDIFICAES

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    NBR 15575:2013 As leis do fora obrigatria s NormasTcnicas ou estabelecem consequncias para o seudescumprimento.

    Consequncias do descumprimento:

    Rejeio do produto; Abatimento do preo / indenizao / dano moral; Obrigao de fazer troca/reparos; Multa (Procons) cobrana executiva; Reflexos na esfera criminal (Normas de segurana).

    NBR 15575: 2013 - REQUISITOS DE DESEMPENHO DE EDIFICAES

    INTRODUO

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    FONTE: NBR 15575:2013.

    NBR 15575: 2013 - REQUISITOS DE DESEMPENHO DE EDIFICAES

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    MANIFESTAES PATOLGICAS

    Patologia na construo civil: Cincia que estuda os sintomas, os mecanismos, a origem e as causas de anomalias nas

    estruturas.

    Manifestaes patolgicas: Sintomas trincas e fissuras, manchas, destacamentos, desagregao do concreto, corroso de armaduras, eflorescncias, etc.

    Mecanismo: Processo que levou anomalia, com origem no momento do surgimento da irregularidade e com um agente causador, dependendo do tipo de manifestao detectada.

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    PATOLOGIA UMA CINCIA

    O SINTOMA A MANIFESTAO PATOLGICA!

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    Os fenmenos patolgicos, geralmente, apresentammanifestao externa caracterstica, a partir da qual se podededuzir a natureza, a origem e os mecanismos dos fenmenosenvolvidos.

    CORROSO EFLORESCNCIA BOLHAS

    MANIFESTAES PATOLGICAS

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    MANIFESTAES PATOLGICAS DURABILIDADE SUSTENTABILIDADE

    Manifestaes patolgicas: Interferem na durabilidade das estruturas Caminha paralelamente com a sustentabilidade;

    A preocupao com anomalias nas estruturas leva a estruturas mais durveis e, consequentemente a um desenvolvimento sustentvel!

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    Durabilidade das estruturas de concreto afetada pelaagressividade do ambiente, que est relacionada s aesfsicas e qumicas que atuam sobre as estruturas de concreto.

    Classe de agressividade

    ambientalAgressividade

    Classificao geral do tipo de ambiente para efeito do

    projeto

    Risco de deteriorao da

    estrutura

    I Fraca Rural/ Submersa Insignificante

    II Moderada Urbana*** Pequeno

    III Forte Marinha* / Industrial** Grande

    IV Muito forteIndustrial**** / Respingos

    de marElevado

    FONTE: Adaptado de NBR 6118: 2014.

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    Mecanismos preponderantes de deteriorao relativos ao concreto:

    a)Lixiviao: Por ao de guas puras, carbnicas agressivasou cidas que dissolvem e carreiam os compostos hidratadosda pasta de cimento;

    b)Expanso por ao de guas e solos que contenham ouestejam contaminados com sulfatos;

    c)Expanso por ao das reaes entre os lcalis do cimentoe certos agregados reativos;

    d)Agregados contaminados.

    FONTE: NBR 6118:2014.

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    Mecanismos preponderantes de deteriorao relativos armadura:a) Despassivao por carbonatao, ou seja, por ao do gscarbnico da atmosfera;b) Despassivao por elevado teor de cloreto.

    Mecanismos de deteriorao da estrutura propriamentedita:a) So todos aqueles relacionados s aes mecnicas,movimentaes de origem trmica, impactos, retrao,fluncia e relaxao.

    FONTE: NBR 6118:2014.

    MANIFESTAES PATOLGICAS

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    CORROSO DAS ARMADURAS REVISO

    Fenmeno que apresenta maior ndice de ocorrncia nas estruturas de concreto;

    Pode reduzir significativamente a vida til das mesmas.

    FONTE: HELENE, 1993; MEHTA e MONTEIRO, 2008.

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    Fenmeno de natureza eletroqumica que pode ser acelerado pela presena de agentes qumicos externos ou internos ao concreto;

    Corroso eletroqumica = Corroso em meio aquoso;

    Necessidade da presena de gua no estado lquido;

    Forma uma pilha ou clula de corroso, com a circulao de eltrons na superfcie metlica.

    CORROSO DAS ARMADURAS REVISO

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    Para que ocorra corroso eletroqumica, so necessrias:

    DDP ELETRLITO CONEXO ELTRICA

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    Elementos fundamentais:

    rea andica: Metal que perde ou cede eltrons - Superfcieonde ocorre a corroso (oxidao);

    rea catdica: Metal que recebe os eltrons - Superfcieprotegida onde no h corroso (reaes de reduo);

    Eletrlito: Soluo condutora envolve as reas andica ecatdica (em geral soluo de gua c/ cidos ou bases);

    Ligao eltrica entre as reas andica e a catdica.

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    PROFESSORES JOS MARQUES FILHO E JOS FREITAS JR.

    corroso

    Existindo os elementos fundamentais, a corrosoocorre quando h a diferena de potencial (ddp)

    CORROSO DAS ARMADURAS REVISO

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    O mecanismo de corroso pode ser representado segundo ummodelo pro