profissões tradicionais

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    27-Jun-2015

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<p>O CAUTELEIROO cauteleiro um vendedor de cautelas ou bilhetes de lotaria. O cauteleiro um homem humilde, que pode camin har vrios quilmetros por dia procura de quem compre mais uma cautela , anunciando em voz alta preges populares, como por exemplo Olha a taluda, Olha a Grande sorte ! A crise econmica fez baixar muito as vendas de cautelas, mas ainda assim as pessoas, de vez em quando, ainda compram algumas. A profisso de cauteleiro tem tendncia para acabar. Esta profisso cada vez menos comum nas nossas ruas e apenas os mais velhos ainda a vo praticando. O cauteleiro normalmente lembra -se sempre a quem vendeu o bilhete, que depois mais tarde foi premiado. A Cautela um bilhete numerado, cujo jogo depende da sor te ou o acaso.</p> <p>- Olha a sorte grande !... - Olha a taluda! Anda amanh roda.</p> <p>Trabalho realizado por: Joana Gonalves. N15 - 6D.</p> <p>O LEITEIRO</p> <p>Um leiteiro um vendedor, geralmente um homem, que vai de rua em rua, vender leite, sempre pela manh. Um leiteiro no vende apenas leite, mas tambm outros produtos como ovos, creme, queijo, refrigerante, iogurte e manteiga. Nos dias de hoje muito difcil, seno impossvel, encontrar um leiteiro nas ruas, mas antigamente as pessoas at j sabiam de cor e salteado quando chegava o leiteiro. Os instrumentos utilizados pelos leiteiros eram os fervedores e a jarra. Todos os leiteiros tinham uma vaca. O leiteiro ia diariamente fazer o seu trabalho duro de entregar o leite e outros produtos de porta em porta. Ricardo Dias, n 23 Alexandre Gonalves, n4</p> <p>ENGRAXADOR</p> <p>Um engraxador uma pessoa que anda na rua, ou fica num local fixo , numa rua ou praa, com as caixas, com as suas escovas e lquidos procura de clientes. Limpavam os sapatos aos passantes e com isso ganhavam o seu dinheiro H alguns anos andavam em qualquer rua e cidade engraxadores que foram desaparecendo aos poucos co m o passar dos anos. Andar com os sapatos bem engraxados fazia parte das regras de boa conduta masculina e, ao contrrio dos dias de hoje, poucas eram as pessoas que tratavam dos seus prprios sapatos em casa. Hoje em dia, so poucos os que engraxam sapato s porque muitos usam outro tipo de calado que no engraxado, ou ento engraxam -nos em casa. por isso uma profisso que est em extino, sobretudo por falta de clientes. Alguns engraxadores ainda resistem, nas principais cidades</p> <p>portuguesas; so postais para os turistas que lhes pedem fotografias, guardam histrias, olham as pessoas e adivinham -lhes o que lhes vai na alma. Escurece, a rua, noite, no lhes pertence. Acomodam com vagar as ferramentas na caixa, enquanto se despedem com o olhar. Fitam os prprios ps e os sapatos, por vezes, mal engraxados. Resistem e dizem-se, orgulhosos, os ltimos engraxadores de sapatos . Aaron Noah Dolhen, n 1</p> <p>Os azeiteiros eram os vendedores ambulantes que vendiam azeite porta a porta, por medida. Antigamente os azeiteiros transportavam o azeite em mulas, fixando os potes em cangalhas ou em carroas puxadas por animais.</p> <p>Raquel Laginha e Alexandre Sousa</p> <p>GALINHEIRAA galinheira era uma profisso que existia h alguns anos atrs. Essa profisso consistia numa senhora com um cesto na cabea onde levava galinhas vivas para negociar de porta em porta. Hoje esta j no existe, porque temos os avirios que fazem criao de galinhas e distribuem-nas pelas superfcies comerciais. Hoje, a nossa sociedade evoluiu, indu strializou-se e inovou sendo as galinhas criadas em grandes quantidades e distribudas, no por uma pessoa de porta em porta, mas por empresas especficas para esse efeito. As galinhas antigamente iam vivas no cesto da galinheira, mas agora so mortas pelas empresas ou pelos avirios, porque necessrio respeitar as regras de segurana e de higiene. Diogo Amado, n 13 Volodimir Dembitsky, n 28</p> <p>AGUADEIROSOs grupos de aguadeiros podiam ser homens e mulheres, que percorriam as ruas das nossas cidades e vilas. O Transporte da gua era feito de preferncia em pipas, embora tambm utilizassem as bilhas. A gua era recolhida em fontes pblicas e transportada s casas das pessoas; normalmente no pagavam a contribuio ao Estado p ela gua que recolhiam nas fontes. Era transportada em carroas e cada uma levava cerca de 18 bilhas de gua, mas tambm o faziam a p, vendendo a gua a copo. O cntaro era um utenslio indispensvel, no s para transportar a gua, mas tambm para a guardar em casa. As mulheres vestiam-se</p> <p>com saias pretas, com barres, blusas brancas, coletes pretos bordados, lenos e os homens vestiam -se com calas brancas, faixas pretas e camisas brancas com dsticos. Tambm costumavam cantar muitas canes como: Mal rompe a aurora Os passarinhos Saltam trinados L pelos montes,</p> <p>Os aguadeiros Com as cantarinhas Buscando vo gua das fontes. Antes da gua canalizada era uma actividade muito importante, mas que acabou por desaparecer. Bruna Eustquio, n 7 Catarina Costa, n 8</p> <p>O AMOLADOR</p> <p>O amolador um comerciante ambulante que se faz transportar numa bicicleta ou motocicleta para oferecer os seus servios de amolador de facas, tesouras, navalhas, canivetes. Tambm concertava tachos e panelas com buracos, alguidares de barro, jarros, travessas e reparava guarda-chuvas. Para atrair os clientes, o amolador faz-se anunciar atravs do som de uma gaita ou flauta, que o identifica com facilidade, instrumento designado por Gaita de Amolador. Na bicicleta ou motocicleta est montada a pedra ou roda de esmoril com que executa os trabalhos. Na mesma, transporta tambm uma caixa de ferramentas, vris, de diferentes tamanhos, feitios e utilidades: martelos, muitos alicates de pontas diferentes, pregos, arame e ao lado da caixa, traz, por vezes, uns chapus de chuva velos que o ajudam nos seus concertos.</p> <p>Ao longo do sculo XX, os amoladores urbanos tinham que se estabelecer em comrcios situados j dentro do recinto dos mercados. Estes comrcios tm uma dupla funo, tanto eram o lugar de trabalho para o amolador de ferramentas de corte, como ponto de venda das mesmas. Antigamente havia, e ainda h, a crena de que o amolador, com sua gaita caracterstica, anuncia chuva. uma das profisses em risco de extino. Hugo Maciel, n 14 Lucas Silva, n 17Gaita do Amolador</p> <p>AS LAVADEIRAS</p> <p>Instrumentos usados: Lavavam em pedras modeladas e com sabo azul e branco. Stios onde lavavam: rios e ribeiras Caractersticas desta actividade: para lavar nestas margens de piso irregulares, onde no havia joelhos que resistissem, muitas lavadeiras usavam caixes de madeira apoiando a os joelhos para se protegerem. Numa poca em que no havia mquinas de lavar, recolhiam a roupa pelas cidades e vilas e transportavam-nas em carroas ou em trouxas cabea, que entregavam j depois de lavada e tratada. A roupa era lavada com sabo de barra, partido aos bocadinhos e enxaguada nas lmpidas guas do rio ou ribeira, torcida e retorcida e estendida sobre as ervas das suas</p> <p>margens para corar, acto a que muita gente recorria na poca. A roupa secava ao ar livre, se o tempo o permitisse ou nas caves das casas das lavadeiras. Rita Agostinho, n 24 Dbora Gonalves, n 11</p> <p>CARVOEIRO</p> <p>Os carvoeiros dedicavam-se ao fabrico de carvo vegetal, que depois era vendido, nas principais cidades do pas, onde o consumo era elevado. Ao contrrio do que acontecia nas reas rurais, em que a populao utilizava essencialmente lenha, nas cidades consumia-se carvo para aquecimento das casas ou para os foges das cozinhas. Para o fabricar faziam um grande monte de terra em forma de iglu onde colocavam previamente a madeira que ficava a queimar muito tempo at se transformar em carvo. Depois de fabricado o carvo, tarefa que durava algum tempo, vendiam-no, transportando-o em carroas, ou numa barraca na praa pblica da cidade mais prxima. Actualmente ainda consumido o carvo vegetal, embora em menor quantidade, essencialmente nos barbecues de fim -de-semana, sendo vendido, devidamente embalado, nas grandes superfcies e por isso o carvoeiro limita-se apenas a fabricar ainda o carvo, mas no a vend-lo. Bogdan Ciorba, n 6 Mrio Wilson, n 19</p> <p>OS MOOS DE FRETES</p> <p>Os moos de fretes No sculo passado, desenvolviam inmeras tarefas e foram os precursores das modernas firmas que prestam servio de mudanas nos tempos modernos. Situavam-se normalmente nas esquinas das principais ruas da baixa de Lisboa, e mesmo de outras cidades, e esperavam que solicitassem os seus servios. Estes faziam as mudanas, carregando com cordas os volumes, atravs de estreitas escadas dos edifcios; eram pois essencialmente carregadores. Por vezes precisavam subir pianos ou outros artefactos pesados atravs de roldanas colocadas nas varandas e puxados por cordas com a utilizao da fora humana. Tambm eram solicitados alguns servios ou tarefas menos pesadas, como a entrega de cartas ou recados ou ainda a actividade de pesquisa (uma espcie de detectives) que consistia em seguir os presumveis maridos ou namorados infiis. Faziam entrega de pequenas encomendas, e inclusive dedicavam-se a tarefas de acompanhamento nas compras nos mercados ou comrcio de senhoras mais abastadas economicamente, transportando os embrulhos e volumes para a residncia de quem solicitava o servio. Caracterizavam-se por usarem sempre uma corda colocada aos ombros e um bon, com uma chapa metlica, identificadora do prestador de servio. Os moos de fretes para exercerem a sua profisso tinham de estar inscritos nos Governos Civis. Em 1921, o edital camarrio determina a sua inscrio na Cmara Municipal de Lisboa. A inscrio na Cmara efectuou-se a partir de 22 de Julho de 1922, e constava da data, do nmero de ordem da matrcula, o nome do indivduo, o nmero da matrcula do Governo Civil, a morada e o local onde exercia a actividade. Com a introduo das camionetas no mercado, as mudanas feitas pelos moos de fretes decaram a pique.</p> <p>A entrega de recados, de cartas de amor e de cartas de negcios feitas outrora por estas figuras de esquina deixaram tambm de se realizar, pois foram substitudas pelas mensagens telefnicas.</p> <p>LIMPA-CHAMINS</p> <p>Os Limpa chamins Usavam roupa escura, um bon sempre muito enfarruscado da sujidade das chamins que limpavam. Faziam-se acompanhar duma vara comprida, em cuja extremidade colocavam panos ou outros materiais utilizados para executar a limpeza. Levavam igualmente esptulas ou outras ferramentas metlicas para rasparem as paredes sujas. Este trabalho era difcil e requeria alguma destreza, pois eram feitos por duas pessoas, uma fazia a limpeza dentro da casa e outro no telhado, junto sada da chamin. Inicialmente eram trabalhadores por conta prpria, surgindo depois empresas que se dedicavam a estas tarefas e contratavam estes homens. A limpeza duma chamin importantssimo na segurana dum prdio ou duma vivenda, a falta poder originar o fogo. Alguns conseguiam exercer esta actividade em cafs, barbearias. Continuam a existir ainda inmeras empresas de limpeza de chamins, contudo, j no se vem pelas ruas estas figuras com os seus trajes sujos.</p> <p>QUEIJEIRAA QUEIJEIRA complementando a pastorcia, cabia mulher o fabrico do queijo Serra da Estrela, to tpico da regio, alis localizada em pleno corao da Regio Demarcada do Queijo Serra da Estrela. AS ROUPAS DAS QUEIJEIRAS Usam blusa de chita e saia de riscado, cala chinelase, transporta a francela, os ancinhos e</p> <p>cestinhos, utenslios usados na feitura do queijo e do requeijo.</p> <p>Processo de fabrico do queijo artesanalO processo de fabrico artesanal deste queijo pode resumidamente descrever -se: y O leite de ovelha deve estar a uma temperatura de 30c, de seguida pe-se o sal dissolvido previamente no leite. Umas horas antes deve -se preparar o extracto de cardo. A coagulao do leite feita em potes de barro vidrados junto ao lume de uma lareira que demora cerca de 45 minutos. Depois de coalhado deitado dentro de uma grande cincho ou trincho, em cima de uma mesa queijeira, onde trabalhado lentamente com as mos. y Em seguida essa massa posta em pequenas cinchos, onde comprimida com as mos, com fora at sair a quantidade de soro apropriada para uma boa fermentao ou cura do futuro queijo. y Esses queijos vo em seguida para uma casa de enxugo ou sangria, onde esto cerca de 20 dias, com um mnimo de arejamento a uma temperatura de 10 a 12 C, e uma humidade relativa de 90 a 95%. Passado esse tempo os queijos so transferidos para outra casa de cura ou seca onde sofrero outra fase de fermentao durante cerca de 10 dias, com uma lenta corrente de ar, uma temperatura de 12 a 15C, e uma humidade relativa de 85 a 90%. Finalmente so lavados e preparados para venda. Antigamente eram, muitas vezes, vendidos directamente pelas queijeiras, ou pelos maridos, nas vilas e cidades mais prximas. Actualmente s podem ser vendidos mediante determinadas condies de higiene. Pedro costa 6D N20 Marco mesquita 6D N18</p> <p>ARDINASArdinas - Desde de muito cedo iam para as ruas, para venderem e distriburem os jornais dirios, caracterizavam -se igualmente pelos preges que vociferavam enquanto percorriam as artrias citadinas, apregoando a notcia e chamando a teno do potencial cliente.</p> <p>O ardina uma figura muito retratada por artistas e muito popular pela sua exposio pblica, a sua origem</p> <p>perde-se nos tempos e remete-nos "notcia" que corria de boca em boca. O ardina difere do actual distribuidor de jornais gratuitos. Preteridos pelo aparecimento de quiosques e outros meios de distribuio, j raramente se encontram ardinas pelas ruas de Lisboa, ou outras cidades, que apregoavam a manchete do dia e a informao fonte do seu sustento.</p> <p>AS PEIXEIRASVendedora de peixe Esta actividade era exercida pelas mulheres. Abasteciam-se nos mercados e nas lotas e vendiam de porta em porta, divulgando os artigos para venda, com preges muito caractersticos.</p> <p>De todas elas destacavam se as varinas de Lisboa com as suas tpicas canastras cabea. Usavam preges como: da viva da costa , pescada fina do alto , belo carapau , Oh! viva da costa... , H sardinha linda.... , oh! freguesa quem que acaba o resto... treze a dzia! to grato aos gatos e aos pobres das ruas que percorriam. Usavam um traje perfeitamente adaptado sua funo, blusa de algodo, saia ampla e comprida e avental de riscado. Para segurar a saia, adaptando a sua altura, ou o ventre, quando grvida, usavam em volta das ancas uma faixa de fazenda. Na cabea, um leno de fazenda de l e chapu de feltro de aba pequena e revirada para cima, de forma a aparar os pingos que caiem da canastra. Nos ps, geralmente descalos, usavam socas de madeira e carneira preta. De Inverno usavam, pelas costas, um xaile de l espesso que cruza no peito e amarra nas costas, de forma a permitir a mobilidade dos braos. uma profisso que praticamente desapareceu, subsistindo, nas regies rurais, alguns vendedores que se fazem deslocar em carro ou carrinha.</p> <p>Ana Sofia Rodrigues Dbora Oliveira</p>