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PROGRAMA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ProEEA/MS SEMAGRO Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar

PROGRAMA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL …d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/...de_educacao_ambientalms_2018.pdf · Reinaldo Azambuja Governador ... Eliane Crisóstomo Dias Ribeiro

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  • PROGRAMA ESTADUAL DE EDUCAO AMBIENTAL

    ProEEA/MS

    SEMAGROSecretaria de Estado de Meio Ambiente,

    Desenvolvimento Econmico,Produo e Agricultura Familiar

  • Direitos desta edio reservados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul / Imasul. permitida a reproduo de dados e de informaes contidos nesta publicao, desde que no sejam utilizados para fins comerciais e que a fonte seja citada.

    Produo: Unidade de Educao AmbientalGerncia de Desenvolvimento e Modernizao

    Reviso da Lngua Portuguesa: Rosa Neide Cardoso

    Diagramao e impresso:Beatriz Boock/WWF Brasil

    Foto capa:Bento Viana/WWF Brasil

    Fotos:WWF BrasilIMASULSED/MS

    Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul / Imasul. Diretoria de Desenvolvimento. Gerncia de Desenvolvimento e Modernizao. Unidade de Educao Ambiental.

    Programa Estadual de Educao Ambiental de Mato Grosso do Sul (ProEEA/MS): Auristela Silva dos Santos (Coordenadora). Campo Gran-de, MS: 2018. 40p.Disponvel tambm em:

    Apoio:

    SEMAGROSecretaria de Estado de Meio Ambiente,

    Desenvolvimento Econmico,Produo e Agricultura Familiar

  • GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL

    Reinaldo AzambujaGovernador

    Jaime Elias VerruckSecretrio de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento

    Econmico, Produo e Agricultura Familiar

    Ricardo Jos SennaSecretrio Adjunto de Estado de Meio Ambiente,

    Desenvolvimento Econmico, Produo e Agricultura Familiar

    Ricardo Eboli Gonalves FerreiraDiretor-Presidente

    Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul

    Thais Barbosa de Azambuja CaramoriDiretora de Desenvolvimento

    Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul

    Eliane Crisstomo Dias Ribeiro de BarrosGerente de Desenvolvimento e Modernizao

    Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul

  • EQUIPE TCNICA

    INSTITUTO DE MEIO AMBIENTE DE MATO GROSSO DO SUL (IMASUL)Adriano Souza CoelhoAndra Carvalho MacieiraAuristela Silva dos SantosEliane Crisstomo Dias Ribeiro de BarrosEliane Maria GarciaHeloisa Pincela Vasconcelos

    CONSULTORES CONTRATADOS - MULHERES EM AO NO PANTANAL (MUPAN)ngela Maria Zanonurea da Silva GarciaPatrcia ZerlottiSynara Aparecida Olendzki Broch

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  • COLABORADORES

    Analice Teresinha Talgatti Silva Secretaria Municipal de Educao de Campo Grande

    Andreia de Moura Victrio Prefeitura Municipal de Ladrio

    Claudete Bruschi Comit de Bacia Hidrogrfica do Rio Miranda

    Dirceu Maurcio Van Lonkhuijzen Museu da Universidade Catlica Dom Bosco

    Donald Parsons Eaton WWF Brasil

    Edina Brindarolli Consrcio Intermunicipal para Desenvolvimento Sustentvel a Regio Sul

    Edvaldo Jos de Souza Prefeitura Municipal de Eldorado

    Eliane Ferreira Silva Nunes Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

    Eliane Semidei de Souza Lima Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

    Fabiola Maria de Oliveira Gonalves Adecoagro Vale do Ivinhema

    Jaqueline Correa Gama ANAMBI Analise Ambiental

    Jssica Arajo dos Santos Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

    Jos Flvio Rodrigues Siqueira Secretaria de Estado de Educao

    Jos Francisco de Paula Filho Prefeitura Municipal de Coxim

    Julia Boock WWF Brasil

    Jussara Jacques de Almeida Agncia Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano de Campo Grande

    Kamila da Silva Fernandes Prefeitura Municipal de Nioaque

    Keyciane Lima Pedrosa Fundao Nacional do ndio

    Luciana Carla Mancino Secretaria de Estado de Educao

    Luiz Carlos de Souza Prefeitura Municipal de Itaquira

    Marcos Vincius Campelo Jnior Secretaria de Estado de Educao

    Maria Rita Mendona Vieira Prefeitura Municipal de Rio Verde de Mato Grosso

    Maristela Benites Instituto Mamede

    Mnica Cristine Junqueira Filho Secretaria Municipal de Educao

    Renan Lima Arakaki Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

    Rosimeire dos Santos Arajo Cunha Mulheres em Ao no Pantanal

    Simone Mamede Instituto Mamede

    Terezinha Cla Signorini Feldens Agncia Estadual de Defesa Sanitria Animal e Vegetal

    Wanda Faleiros Mulheres em Ao no Pantanal

    Wendilly Lorraine Campos Tabosa FIBRACON- Consultoria Percias e Projetos Ambientais

    Wilma Corra de Oliveira Secretaria Estadual de Educao

  • Contribuir para a melhoria da qualidade de vida, a equidade social e a conservao ambiental, por meio da valorizao da diversidade local, da integrao de saberes e da participao

    efetiva do indivduo.

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  • Algumas anotaes de uma educadora ambiental...

    Mato Grosso do Sul, qual a sua identidade? A sua identidade est forjada na diversidade, nos matizes, no seu povo!

    Mato Grosso do Sul, o seu territrio marcado e demarcado por desbravamentos, conquistas, lutas e derrotas. Estado acolhedor, que tem dentre os seus, diversos povos dos originrios aos imigrantes, dos sul-mato-grossenses de nascimento aos que decidiram por aqui ficar, dos que at mesmo nunca saram do seu lugar aos que ganharam o mundo, e que as recordaes os fazem voltar -, os seus saberes e paixes denotam o Estado.

    Mato Grosso do Sul a miscigenao de povos, culturas, cores e sabores em diversos matizes. Tem em seu territrio a exuberncia e encantos dos recursos naturais, a pujana e fertilidade de tudo o que se planta d.

    Mato Grosso do Sul, terra hospitaleira, registrada em prosas, versos e canes, como um amor primeiro e verdadeiro. Traduzido num coro, na hora de defender o nosso Mato Grosso do Sul.

    Mato Grosso do Sul, para alguns, de fora e de dento, o do Sul soa como bairrista, mas a construo de uma identidade, temos como Capital Campo Grande, as belezas da Serra da Bodoquena, Bonito e Pantanal, alm de outras tantas na Bacia do Paran, protegidas em Unidades de Conservao. Temos os limites definidos. Temos as nossas particularidades que se somam ao infinito.

    Mato Grosso do Sul, ah, so tantas coisas, algumas j registradas, outras no, dentre elas a saga de educadores e educadoras ambientais que lutam pela defesa do nosso Mato Grosso do Sul.

    urea da Silva Garcia

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  • PREFCIOMato Grosso do Sul possui localizao geogrfica privilegiada e estratgica fazendo fronteira com a Bolvia e o Paraguai, e divisas com os Estados do Paran, So Paulo, Minas Gerais, Gois e Mato Grosso.

    O Estado contm biomas e ecossistemas significativos: Cerrado, Mata Atlntica, Pantanal e Chaco. Em sua geografia, est localizada a Serra de Maracaju como o grande divisor de guas, situando-se a Leste, a Bacia Hidrogrfica do Rio Paran e, a Oeste, a Bacia Hidro-grfica do Rio Paraguai.

    De origem e tradio agropecuria, em sua essncia, o Estado im-prime, na regio Leste, acelerado crescimento econmico, funda-mentado em atividades e indstrias do agronegcio. A ocupao dessa regio e a diversificao econmica se encontram em pro-cesso de evoluo, se estabelecendo a necessidade de avanos no entendimento das questes socioeconmicas regionais.

    Na regio Oeste, o caminho das guas impe-se como condio vital para a manuteno dos ecossistemas e o modo de vida de seus habitantes. Esta regio carrega a influncia cultural e econmica de seus colonizadores e dos pases fronteirios, destacando-se a msi-ca, a dana e a culinria paraguaia. Alm disso, possui atrativos tu-rsticos, reconhecidos internacionalmente, dados a sua importncia ecolgica.

    As peculiaridades do Estado oferecem oportunidades mpares para o estabelecimento de reflexes e de dilogos com os mais diversos segmentos e atores sociais. Neste contexto geogrfico, socioambien-tal e cultural, destaca-se o importante papel da construo e execu-o de polticas e programas de governo.

    neste universo que se apresenta o Programa Estadual de Educao Ambiental (ProEEA/MS) de Mato Grosso do Sul e se concretiza como importante instrumento de gesto da educao ambiental no Estado.

    Ricardo Eboli Gonalves FerreiraDiretor Presidente

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  • SUMRIO

    APRESENTAO .......................................................................................................................15

    CONTEXTUALIZAO ..............................................................................................................16

    PRINCPIOS ..........................................................................................................................20

    DIRETRIZES ...........................................................................................................................21

    OBJETIVOS ..........................................................................................................................22

    PBLICO ALVO .........................................................................................................................23

    LINHAS DE AO, ESTRATGIAS E AES ............................................................................24

    1. GESTO E PLANEJAMENTO DA EDUCAO AMBIENTAL EM MATO GROSSO DO SUL...........24

    1.1. Planejamento da educao ambiental com base na gesto ambiental integrada..........24

    1.2. Formulao e implementao de polticas pblicas ambientais de mbito local.............25

    1.3. Criao de interfaces entre educao ambiental e os diversos programas e

    polticas de governo, nas diferentes reas. ...............................................................25

    1.4. Articulao e mobilizao social como instrumentos de educao ambiental................26

    1.5. Educao ambiental voltada para empreendimentos e projetos do setor privado...........27

    1.6. Apoio institucional e financeiro a iniciativas de educao ambiental.............................27

    2. FORMAO DE EDUCADORES E EDUCADORAS AMBIENTAIS.................................................28

    2.1. Formao continuada de educadores, educadoras, gestores e

    gestoras ambientais, no mbito formal e no formal..................................................28

    3. COMUNICAO PARA EDUCAO AMBIENTAL....................................................................29

    3.1. Comunicao e tecnologia para a educao ambienta.................................................29

    3.2. Produo e apoio elaborao de materiais educativos e didtico-pedaggicos..........30

    4. INCLUSO DA EDUCAO AMBIENTAL NAS INSTITUIES DE ENSINO E DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA...................................................................................31

    4.1. Incluso da educao ambiental nos projetos poltico-pedaggicos das instituies de ensino................................................................................................31

    4.2. Incluso de estudos, pesquisas em educao ambiental..............................................32

    5. MONITORAMENTO E AVALIAO DE POLTICAS, PROGRAMAS E PROJETOS DE EDUCAO AMBIENTAL................................................................................32

    5.1. Anlise, monitoramento e avaliao de polticas, programas e projetos de e ducao ambiental, por intermdio da construo de indicadores...............................32

    5.2. Anlise, monitoramento e avaliao de Poltica e Programa Estadual de Educao Ambiental..................................................................................................33

    BIBLIOGRAFIA ..........................................................................................................................34

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    APRESENTAO O Programa Estadual de Educao Ambiental (ProEEA/MS) visa atender a um anseio antigo da comunidade, no sentido de nortear gestores pblicos e educadores ambientais para a prtica adequada de educao ambiental s realidades locais.

    O processo de construo do ProEEA/MS foi coordenado pela equi-pe tcnica da Unidade de Educao Ambiental, da Gerncia de De-senvolvimento e Modernizao do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Este processo contou com a parceria do WWF Brasil, por intermdio do Termo de Cooperao Mtua n 009/2016, que resultou na contratao da Mupan Mulheres em Ao no Pantanal (Mupan) para a elaborao da verso preliminar do Programa.

    Para a construo do ProEEA/MS, inicialmente, foi elaborado o Refe-rencial Terico Marco Zero, para a coleta, sistematizao e anlise de informaes referentes educao ambiental em mbito inter-nacional, nacional e estadual. Este abordou definies conceituais, base legal e normativa, constantes em documentos orientadores re-lacionados ao tema da educao ambiental, bem como cenrios e apontamentos de estudos de mbito estadual.

    O processo de construo coletiva da verso preliminar contou com a realizao, em 2017, de uma capacitao denominada Nivela-mento de Conhecimento em Educao Ambiental e duas oficinas nas quais participaram renomados educadores ambientais, gesto-res pblicos e consultores que atuam com programas e projetos em educao ambiental.

    Em 2018, a verso preliminar foi submetida consulta pblica, dis-ponibilizada online, no site do Imasul, e por meio de sete oficinas realizadas em municpios plos do Estado, incluindo a Capital. Ao todo, foram colhidas 266 contribuies s quais foram acatadas, em sua maioria, de forma integral ou parcialmente.

    Destaca-se que a Comisso Interinstitucional de Educao Ambien-tal (CIEA/MS) acompanhou todas as fases do processo de constru-o do ProEEA/MS, contribuindo significativamente para a consoli-dao deste.

    Este documento consolida os princpios, objetivos e diretrizes do ProEEA/MS em cinco Linhas de Aes que englobam as estratgias e aes para o desenvolvimento da educao ambiental em territrio Sul-mato-grossense.

    Eliane Crisstomo Dias Ribeiro de BarrosGerente de Desenvolvimento e Modernizao

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    No mbito do Instituto de Meio Ambiente de Mato Gros-so do Sul (Imasul), rgo executor das polticas ambien-tais, no estado, foram realizados vrios investimentos em estrutura e executadas uma gama de eventos e de iniciativas que culminaram no fortalecimento da educa-o ambiental. Atualmente, o Imasul conta com a de-dicao de uma equipe de experincia acumulada em educao ambiental que atua frente de importantes decises para as polticas e programas de governo per-tinentes ao tema at mesmo com destinao de dotao oramentria especfica.

    Enquanto base legal e normativa, voltada para o meio ambiente, o Imasul tem estabelecido vrios procedi-mentos na rea de educao ambiental, destacando o Sistema Estadual de Informao em Educa-o Ambiental (SisEA/MS), que um banco de dados eletrnico que compe o Sistema Imasul de Registros e Informaes Estratgi-cas do Meio Ambiente (Siriema). O desenvol-vimento do SisEA/MS um marco para a edu-cao ambiental no es-tado de Mato Grosso do Sul. O Sistema for-nece aos usurios tanto a democratizao e a descentralizao de informaes, quanto o fcil acesso e a rapidez de respostas. Mato Grosso do Sul pioneiro nesta questo, sendo o primeiro estado da federao a criar e operar um sistema informatizado de educao ambiental.

    O SisEA/MS foi desenvolvido para promover o cadastro, a integrao, a sistematizao, a anlise e o acompa-nhamento de programas, projetos, campanhas e de-mais aes de educao ambiental, assim como difun-dir informaes que sirvam de orientao, experincia e at modelo para os usurios. Dessa forma, o Sistema constitui uma importante ferramenta de gesto, reunin-do em um banco de dados e tornando pblicas as ex-perincias de educao ambiental realizadas no estado, fomentando a formao de parcerias e possibilitando o mapeamento das potencialidades e carncias deste tema em Mato Grosso do Sul.

    Dentre as aes desenvolvidas pelo Imasul, o Programa ICMS Ecolgico um dos critrios para o rateio da par-cela pertencente aos municpios referente ao Imposto sobre Operaes Relativas Circulao de Mercado-rias e sobre Prestaes de Servios de Transportes Inte-restadual e Intermunicipal e de Comunicao (ICMS), correspondendo ao rateio de 5% da receita por meio de critrios ambientais. Dentre outros critrios, o ICMS Ecolgico dividido entre os municpios que tenham parte de seu territrio integrando unidades de conser-vao da natureza devidamente inscritas no Cadastro Estadual de Unidades de Conservao. Neste contexto, as aes de educao ambiental realizadas pelos muni-cpios so passveis de pontuao dentro das tbuas de avaliao qualitativa para o Componente Unidades de

    Conservao e Terras Indgenas do Progra-ma ICMS Ecolgico.

    Outra relevante ao desenvolvida pelo Imasul est relacio-nada aos empre-endimentos sujeitos apresentao de Estudo e Relatrio de Impacto Ambien-tal (Eia-Rima). Para a apresentao do Programa de Educa-o Ambiental, exi-gido no processo de

    licenciamento ambiental, o empreendedor procede ao cadastramento do mesmo, no SisEA/MS, para anlise, aprovao, acompanhamento e monitoramento. Tendo como objetivo orientar os empreendedores na elabo-rao e execuo dos programas, o Imasul elaborou o Roteiro para elaborao de Programas de Educao Ambiental (PEAs) em atendimento a condicionantes do licenciamento ambiental e o Roteiro para Elaborao de Relatrios de Execuo de Programas de Educao Ambiental (PEAs).

    O Imasul desenvolve, ainda, importantes aes de edu-cao ambiental no mbito de comits de bacias hidro-grficas e audincias pblicas, dentre outras.

    Como rgo formulador de polticas pblicas no campo da educao formal, a Secretaria de Estado de Educa-o de Mato Grosso do Sul (SED), entende a escola como espao que deve incentivar o estudante a pensar

    CONTEXTUALIZAO

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    e a agir rumo sustentabilidade, auxiliando na com-preenso dos princpios bsicos referentes educao ambiental presentes nos documentos oficiais nacionais e internacionais. Desta maneira, a grande tarefa da es-cola proporcionar um ambiente escolar saudvel e coerente com aquilo que pretende que seus estudantes aprendam, para que possa, de fato, contribuir para a formao da identidade como cidados conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente e capazes de atitudes de proteo e melhoria em relao a ele.

    Neste contexto, para que as aes almejadas na rea da educao ambiental sejam efetivadas, especificamente, a Secretaria de Estado de Educao de Mato Grosso do Sul atua ativamente na Comisso Interinstitucional de Educao Ambiental de Mato Grosso do Sul (CIEA/MS).

    A SED coordena a realizao da Conferncia Estadual Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente no estado. No que tange aos processos de mobilizao para as Confern-cias Nacionais pelo Meio Ambiente In-fanto-juvenil e Adulto, iniciados em 2003, eles foram importan-tes para a articula-o de educadores e gestores e, muitos deles, membros da CIEA/MS. Tanto para a Conferncia In-fanto-juvenil quanto para a de Adulto, as articulaes foram fundamentais para a aproximao e forta-lecimento de aes de educao ambiental no Estado. Mato Grosso do Sul tem participado ativamente em to-das as edies dessas conferncias, com apoio para as etapas municipais e realizao das Conferncias Esta-dual, nas duas verses.

    A SED criou um importante procedimento para a educa-o ambiental formal com a publicao da Resoluo SED n. 3.322, de 13 de setembro de 2017 que dispe sobre a oferta da Educao Ambiental nas escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul. Esta Resoluo visa reafirmar alguns dispositivos presentes nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educao Ambiental e acrescentar novas possibilidades de apren-dizagem aos estudantes e processos formativos aos pro-fissionais da educao.

    Neste cenrio da gesto publica, foram estabelecidos encontros, dilogos e articulaes, os quais se desdo-

    braram em programas, projetos, produo de materiais didtico-pedaggicos e eventos, motivados, em sua maioria, pelos rgos Gestores da Poltica Nacional de Educao Ambiental (PNEA), como base para a cons-truo das polticas pblicas de educao ambiental no Estado em outras esferas da educao ambiental.

    A partir desses dilogos, deu-se o encontro de diversas organizaes, governamentais e no governamentais, as quais apresentaram para o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) o Projeto de Estruturao da Rede Aguap de Educao Ambiental para o Pantanal, em 2001. No mbito desse projeto foram realizadas impor-tantes aes de capacitao, publicaes de diagns-ticos que contaram com a participao, inclusive, de educadores do Paraguai e da Bolvia.

    Essa Rede, mesmo aps o encerramento do projeto, se firmou como importante espao de difuso de informa-es socioambientais, mantendo como canais de difu-

    so o portal www.redea-guape.org.br e a Revista Aguap. Foram 12 edi-es da Revista que os membros incorporaram em seus programas e projetos institucionais. Em 2017, foi lanada a de nmero 20, em comemorao aos 15 anos da Rede Aguap.

    Outro processo que envolveu diversos edu-cadores e gestores de organizaes gover-

    namentais e no governamentais, foi a construo do Programa de Formao de Educadoras(es) Ambientais para o Pantanal (ProFEAP), em 2003, induzida pelo r-go Gestor da PNEA. A proposta tornou-se base para um Edital do FNMA para a estruturao de coletivos educadores. Em Mato Grosso do Sul, foi aprovada a proposta apresentada pelo Consrcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Integrada das Bacias dos Rios Miranda e Apa (Cidema), intitulado Coletivo Educador Cidema, envolvendo, diretamente, educadores e gesto-res de 23 municpios. Muitos dos educadores que par-ticiparam desse processo formativo e articulaes hoje fazem parte de colegiado de controle social no Estado, tais como conselhos, comits de bacias hidrogrficas, e at mesmo da CIEA/MS.

    Em 2008 foi criada a Rede de Educao Ambiental do Mato Grosso do Sul (REAMS) durante o projeto intitulado Educao Ambiental e Participao Comunitria rea-

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    lizado pelo Imasul e parceiros, com apoio do GEF Rio Formoso. A REAMS tem como objetivo o fortalecimento dos ns (elos) da Educao Ambiental e a participao comunitria nos processos de deciso e aes socioam-bientais no Mato Grosso do Sul. A REAMS integra a ma-lha da Rede Brasileira de Educao Ambiental (REBEA) e destaca-se por fomentar a Educao Ambiental Crtica e Transformadora. Entre as aes da REAMS esto o apoio na formao do Comit Sul-Mato-Grossense Pr Rio + 20 e a realizao das oficinas intituladas Rio + 20 Local, realizadas entre os anos de 2011 e 2012 em vrias cidades do Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Corumb, Bela Vista e Terenos), eventos que antecede-ram a Rio + 20. Neste processo foram envolvidos mais de 3.000 pessoas, entre Coletivo jovem, comunidades tradicionais e educadores, dentre outros.

    Em 2012 integrantes da REAMS juntamente com a Rede de Educao Ambiental do Cerrado (REACERRADO) per-correram mais de quatrocentos quilmetros disseminando o Tratado de Educao Ambien-tal para Sociedades Sustent-veis e Responsabilidade Global para diversas comunidades do interior do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, utilizando-se para isso um meio de transporte menos poluente, a bicicleta. A rede teve participa-o efetiva na Rio + 20 - Cpu-la dos Povos no Rio de Janeiro em 2012. Em 2017 a REAMS apresentou no Frum Brasileiro de Educao Ambiental o hist-rico da Construo da Poltica Estadual de Educao Ambiental do Mato Grosso do Sul e os inmeros desafios da educao ambiental no Mato Grosso do Sul. A rede utiliza entre seus instrumen-tos de comunicao um grupo em redes sociais, alm de manter o dialogo com as demais Redes Brasileiras de Educao Ambiental. A REAMS, a Rede Aguap e a REACERRADO so as redes presentes no Estado que, de forma direta ou indireta, somam para construo de territrios mais sustentveis.

    Em 2009, lanou-se um Edital da Rede de Educao para a Diversidade, direcionado s Instituies de En-sino Superior (IES), sendo que so as Universidades Fe-deral de Mato Grosso do Sul (UFMS), de Mato Grosso (UFMT) e de Ouro Preto (UFOP) foram habilitadas para a construo do Processo Formativo em Educao Am-biental: Escolas Sustentveis e Com-Vida. Como resul-tado desse Processo, em Mato Grosso do Sul, foram exe-

    cutadas trs edies de cursos de extenso, pela UFMS. Para ter acesso a esses cursos, a escola deve aderir a eles e indicar dez representantes, dentre eles, gestores, coordenadores, equipe da administrao, docentes, discentes, pais e responsveis, alm de lideranas do entorno, conformando a Comisso de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola (Com-Vida). Dentre as suas finalidades, a escola tem o dever de construir a Agenda 21 Escolar.

    Nessa mesma ocasio, em 2009, o Ministrio da Educa-o lanou a Formao Continuada em Educao Am-biental, e em Mato Grosso do Sul foi realizada somente uma edio, considerando que a demanda estava vol-tada para cursos de ps-graduao. Por conseguinte, a UFMS apresentou uma proposta intitulada: Especializa-o em Educao Ambiental em Espaos Educadores Sustentveis que foi aprovada pelo MEC, com aportes

    financeiros e ofertada na modalidade semipresencial, via Universidade Aberta do Brasil (UAB). Para tanto, fo-ram realizadas duas ofertas, totalizando 550 vagas. Essa Especializao tornou-se pio-neira, inspirando outras uni-versidades do Pas.

    Voltado para cursos stricto sensu, desde 2007, a UFMS conta com o Programa de Ps-graduao em Ensino de Cincias, com rea de concentrao em Educao Ambiental Mestrado Pro-fissional. Em 2017, a UFMS iniciou a primeira turma do

    Curso de Doutorado, do referido Programa.

    Ainda para atender demandas de educadores e gesto-res, foram construdos e executados programas e pro-jetos de extenso os quais se destacaram, inclusive, no mbito internacional, e executaram aes diretas junto s comunidades, construram materiais didtico-peda-ggicos e realizaram oficinas de aprendizagem com di-fuso de informaes. Dentre eles, esto o Projeto P na gua (2006-2008) e o Programa Apa para Todos (2015-2016) oferecido pela UFMS e contou com re-cursos do MEC. Uma outra iniciativa foi a Formao em Gnero, gua e Educao Ambiental (GAEA), uma parceria local entre a ONG Mulheres em Ao no Pan-tanal (Mupan) e a UFMS e contou com recursos do Co-mit Holands da IUCN, Wetlands International e Both ENDS. A proposta pedaggica e materiais de apoio foram construdos com a participao de educadores

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    e gestores de organizaes governamentais e no go-vernamentais. A Formao GAEA foi selecionada pela ONU Mulheres, como Boas Prticas para a Capacita-o em Equidade de Gnero, dada a flexibilidade da proposta pedaggica, formato, tema e abrangncia, podendo ser replicada em outros contextos e regies.

    Importantes agendas e iniciativas, voltadas para a con-servao dos recursos naturais e principalmente das guas, tornaram-se fundamentais para a construo de polticas pblicas de educao ambiental. Dentre eles, o Projeto Global Environmental Facility (GEF) Pantanal Alto Paraguai, com apoio financeiro do Fundo Mundial para o Meio Ambiente, elaborado a partir de 1997 e perdurou at 2003. A criao de organismos de bacias primeiro os consrcios (1997), os grupos de trabalhos (2003), e os comits de bacias hidrogrficas (2005) tornaram-se espaos indutores para o estabelecimento de dilogos e iniciativas, voltadas para a educao am-biental no Estado. Vale ressaltar que o terceiro setor tem desempenhado papel preponderante para o fortalecimento da educao ambiental em Mato Grosso do Sul, estabelecendo agendas e iniciativas, tais como a criao de organizaes no governamentais, a partir da dcada de 1980, com recorte e atuao, principal-mente no Pantanal.

    A construo de pol-ticas pblicas tem como alicerce a participao social. No Estado de Mato Grosso do Sul, gestores e educa-dores ambientais tm buscado construir as suas bases a partir de processos participativos, como por exemplo, no mbito da Comisso Interinstitucional de Educao Ambiental (CIEA/MS), criada pelo Decreto n 9.939, de 05 de junho de 2000 e reformulada pelo Decreto n 12.741, de 07 de abril de 2009. A CIEA/MS possui ca-rter consultivo e tem como finalidade promover a dis-cusso, o acompanhamento e a avaliao da Poltica e do Programa Estadual de Educao Ambiental. Desta forma, a CIEA/MS se tornou um espao de dilogos, atendendo ao chamamento para a implementao da Poltica Nacional de Educao Ambiental (PNEA), institu-da pela Lei n 9.795 de 27 de abril de 1999.

    Desde o incio da criao da Comisso Interinstitucional de Educao Ambiental de Mato Grosso do Sul (CIEA/MS), a mesma tem se estabelecido como um colegia-do voltado para o acompanhamento da construo

    da Poltica Estadual de Educao Ambiental de Mato Grosso do Sul (PEEA/MS), com aportes e fomento do rgo gestor e executor das polticas de meio ambiente. A participao da CIEA/MS tem sido fundamental no processo de discusso e da construo da Poltica Es-tadual de Educao Ambiental (PEEA/MS), em trmite na Assembleia Legislativa, e neste Programa Estadual de Educao Ambiental (ProEEA/MS). Desta forma, a Comisso tem congregado representantes de diversas instituies pblicas, privadas e do terceiro setor para estabelecer as bases da educao ambiental no Estado como uma oportunidade para a transformao e aes socioambientais.

    Nos anos de 2003 e 2004, foi elaborada uma primeira proposta para a Poltica Estadual, a qual tomou fora com a reformulao da CIEA/MS em 2009. A partir de ento, foram inmeras reunies para essa construo. Na ocasio, deu-se a aprovao do projeto Educao Ambiental Itinerante, possibilitando a mobilizao e

    consultas pblicas em diversos municpios. Como encerramento dessa consulta, a Ofi-cina Estadual para a Construo da Poltica de Educao Ambiental, realizada juntamente com o Frum de Edu-cao Ambiental de Mato Grosso do Sul, em 2012.

    A partir das contribui-es dessas consultas, os membros da CIEA/

    MS dedicaram-se consolidao da Minuta da Poltica, sendo finalizada e entregue ao Governo do Estado, em 2014. Desta forma, os rgos executores da educao ambiental, no Estado, ajustaram a minuta proposta e em junho de 2017 apresentaram o Projeto de Lei da Po-ltica Estadual de Educao Ambiental de Mato Grosso do Sul (PEEA/MS) Assembleia Legislativa.

    Considerando a legitimidade do processo de consulta pblica realizado para construo da minuta da Pol-tica, todas as contribuies foram incorporadas neste Programa Estadual de Educao Ambiental de Mato Grosso do Sul (ProEEA/MS). Dessa forma, estes subs-dios tornaram-se base da construo do Programa, em conformidade com os princpios e objetivos da Poltica Nacional de Educao Ambiental (PNEA) e do Progra-ma Nacional de Educao Ambiental (ProNEA).

  • 20

    PRINCPIOSIM

    AS

    UL

    I. O enfoque humanista, sistmico, holstico, democr-tico, participativo, do respeito e valorizao vida em todas as suas formas e particularidades, bem como o enfoque baseado na manuteno dos processos ecol-gicos e ecossistmicos para o fortalecimento da identi-dade local.

    II. A concepo e a abordagem do ambiente e das questes socioambientais em sua totalidade, conside-rando a interdependncia entre o meio natural, hist-rico-cultural, socioeconmico e poltico, sob o enfoque da sustentabilidade, destacando consumo, impactos ambientais, gesto ambientalmente adequada de res-duos slidos, recursos hdricos, mudanas do clima, po-luio sonora, visual, trmica e radioativa, conservao dos ecossistemas naturais e a prtica sobre os sistemas de produo.

    III. O pluralismo de ideias e concepes pedaggicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade e do dilogo de saberes da comunidade local.

    IV. A vinculao entre a tica, a educao, o trabalho, a sade pblica, a comunicao e as prticas histrico--culturais e socioambientais, respeitando as diversida-des regionais: fronteirias, pantaneiras, bacias hidrogr-ficas, biomas, paisagens, geossistemas e ecossistemas.

    V. A garantia de continuidade, permanncia e articu-lao do processo educativo com todos os indivduos e grupos sociais, respeitando os aspectos socioecon-micos, histrico-culturais, dos saberes, caractersticas

    e costumes das comunidades locais e a promoo do pertencimento ao local.

    VI. O permanente acompanhamento, transparncia e avaliao crtica do processo educativo.

    VII. A abordagem articulada das questes socioam-bientais locais, regionais, nacionais e globais, sempre respeitando as peculiaridades da sociedade local.

    VIII. O (re) conhecimento, o respeito e a valorizao das pluralidades, identidades, diversidades culturais e do conhecimento e prticas tradicionais, desde os povos originrios, passando pelo processo de transformao e ocupao da sociedade contempornea, com perspec-tivas de sustentabilidade.

    IX. A promoo da equidade social, cultural, ambiental e econmica com o exerccio permanente do dilogo, da alteridade, da solidariedade, da corresponsabilidade e da cooperao entre todos os setores sociais.

    X. A promoo de mecanismos de educao e comuni-cao socioambiental para a difuso, implementao e aprimoramento de polticas pblicas e de instrumentos para seu planejamento, controle e monitoramento.

    XI. A valorizao do patrimnio natural, cultural, ma-terial e imaterial: geolgico, paleontolgico, arqueol-gico, sociocultural, fronteiras e paisagens identitrias de Mato Grosso do Sul.

  • 21

    I. Democracia e ampla participao da sociedade.

    II. Reconhecimento da pluralidade e da diversidade ecolgica e sociocultural do Estado.

    III. Multi, inter e transdisciplinaridade e a descentraliza-o de aes.

    IV. Integrao dos diferentes atores sociais nos planos poltico e operacional.

    V. Reconhecimento dos tratados, acordos e documentos oficiais de educao ambiental para aes locais, com destaque para as regies de fronteira com o Paraguai e Bolvia.

    VI. Reconhecimento dos diferentes aspectos dos usos e ocupaes, vocaes econmicas e de conservao territorial, valorizando as comunidades locais e os cui-dados com os seus territrios, incluindo boas prticas agropecurias e de cultivo, sob a perspectiva de susten-tabilidade.

    VII. Integrao da educao ambiental nas polticas pblicas setoriais, observando a sua aplicabilidade com outros estados limtrofes.

    VIII. Abrangncia e integrao de setores da socieda-de para o planejamento, execuo e monitoramento de aes estratgicas de conhecimento e educao, sobre os servios ambientais, recursos naturais e sistemas pro-dutivos.

    IX. Integrao do fator econmico aos fatores socio-ambientais na formao educacional para a educao ambiental.

    X. Observao da Agenda 2030 (Objetivos de De-senvolvimento Sustentvel - ODS 30), na execuo de aes de educao ambiental.

    DIRETRIZES

  • 22

    I. Disseminar o (re) conhecimento da sociobiodiversida-de encontrada nos tipos vegetacionais representativos no Estado de Mato Grosso do Sul: Cerrado, Pantanal, Chaco e Mata Atlntica, como elementos vinculados s identidades socioculturais e ambientais.

    II. Promover a compreenso integrada do ambiente em suas mltiplas e complexas relaes, envolvendo aspec-tos ecolgicos, histricos, psicolgicos, legais, polticos, sociais, econmicos, cientficos, culturais, tecnolgicos, paisagsticos, ticos e estticos.

    III. Promover a compreenso das intervenes no am-biente que modificam, alteram, interferem e afetam o contexto socioambiental.

    IV. Promover entre indivduos e sociedades a utilizao sustentvel dos recursos naturais e o reconhecimento da interdependncia dos diversos elementos fsicos, qumi-cos, biolgicos, histrico, sociais e culturais para manu-teno da vida em curto e longo prazo.

    V. Democratizar e socializar as informaes socioeco-nmicas e ambientais para possibilitar a construo do conhecimento e a participao social.

    VI. Incentivar e desenvolver a participao individual e coletiva, permanente e responsvel, na preservao e conservao do ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparvel do exerccio da cidadania e da qualidade de vida.

    VII. Estimular a cooperao e integrao de reas transfronteirias, interestaduais e intermunicipais em es-feras micro e macrorregionais, com vistas construo de uma sociedade justa, solidria e democrtica, e ao desenvolvimento sustentvel.

    VIII. Integrar os conhecimentos tradicionais e popula-res, aos processos cientficos e tecnolgicos, valorizando os agricultores familiares, os assentados, as comunida-des tradicionais, com destaque para quilombolas, ind-genas, ribeirinhos, pantaneiros e comunidades imigran-tes objetivando prticas socioambientais sustentveis.

    IX. Promover o envolvimento de grupos sociais, autode-terminao dos povos e a solidariedade na construo de uma sociedade ecologicamente responsvel, econo-micamente vivel, culturalmente diversa, politicamente atuante e socialmente justa.

    X. Promover a formao continuada de educadores, voltada para as questes socioambientais nas institui-es pblicas e privadas.

    XI. Fomentar e disseminar prticas tecnolgicas susten-tveis, em defesa do patrimnio ambiental, natural, his-trico e cultural, nos seguintes setores e aes: turismo; uso e ocupao do solo; a preparao e mobilizao de comunidades situadas em reas de risco; o planeja-mento e desenvolvimento dos transportes; prticas agro-pecurias e industriais.

    XII. Estimular a criao e fortalecer grupos, ncleos, coletivos organizados, redes, fruns, cmaras tcnicas, comisses e outros espaos educadores ambientais, promovendo comunicao e cooperao em mbito local, municipal, intermunicipal, estadual, regional, na-cional e internacional.

    XIII. Promover a divulgao, a comunicao e a co-operao em mbito local, municipal, intermunicipal, estadual, regional, nacional e internacional das aes socioambientais.

    XIV. Promover o monitoramento e a avaliao de pol-ticas, programas e projetos de educao ambiental em Mato Grosso do Sul.

    XV. Incentivar a realizao de aes sobre mobilidade urbana, respeitando os diferentes modais e valorizando o transporte ativo, exercido por pedestres e ciclistas.

    XVI. Promover e incentivar a valorizao da biodiver-sidade urbana em seu contexto socioambiental, econ-mico, paisagstico-funcional e de conectividade ecossis-tmica.

    XVII. Desenvolver, disseminar, incentivar e fortalecer aes de educao ambiental para reduo de riscos de desastres naturais.

    OBJETIVOS

  • 23

    Este programa destinado populao em geral, des-tacando:

    Comunidades tradicionais, tais como: indgenas, qui-lombolas, pantaneiros, ciganos, ribeirinhos e isqueiros, dentre outros.

    Populaes de regies de fronteira com o Paraguai e a Bolvia.

    Pescadores amadores e profissionais.

    Produtores rurais, agricultores familiares e assentados.

    Tcnicos extensionistas.

    Gestores pblicos do Poder Executivo e membros dos Poderes Legislativo e Judicirio;

    Agentes pblicos, tais como: de desenvolvimento ru-ral, de sade e de assistncia social, dentre outros.

    Funcionrios de entidades privadas e de economia mista do setor industrial, empresarial, comercial e de servios.

    Usurios e consumidores finais de bens e servios.

    Membros de sindicatos, associaes, federaes pa-tronal e de empregados.

    Membros da educao formal pblica e privada, tais

    como: estudantes, familiares, profissionais de escola, centros de educao profissional, centros de educao de jovens e adultos e de instituies de ensino superior, entre outros.

    Funcionrios de instituies pblicas e privadas de pesquisa.

    Catadores de materiais reciclveis.

    Participantes de programas sociais, grupos em condi-es de vulnerabilidade social e ambiental.

    Populao do entorno e visitantes de unidades de conservao (UCs) e reas verdes urbanas.

    Membros de colegiados, tais como: conselhos, con-srcios, comisses, comits, cmaras tcnicas, grupos de trabalho e de estudos, dentre outros.

    Educadores, animadores, comunicadores e artistas ambientais.

    Lideranas de comunidades rurais e urbanas.

    Membros de redes, coletivos de juventude, organiza-es da sociedade civil, movimentos sociais, grupos de voluntrios em aes socioambientais, grupos religio-sos, grupos de escoteiros, desbravadores e outros.

    Turistas e visitantes locais.

    PBLICO ALVO

    IMA

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  • 24

    LINHAS DE AO, ESTRATGIAS E AES

    1. GESTO E PLANEJAMENTO DA EDUCAO AMBIENTAL EM MATO GROSSO DO SUL

    1.1. Planejamento da educao ambiental com base na gesto ambiental in-tegrada.

    a) Promoo do planejamento estratgico integrado e participativo das polticas pblicas, programas e proje-tos pelos rgos gestores e executores da poltica de meio ambiente e da poltica de educao, cabendo aos rgos executores esta-duais criarem e fortale-cerem em sua estrutura administrativa um setor correspondente edu-cao ambiental, que dever inserir na previ-so oramentria recur-sos necessrios para o desenvolvimento, coor-denao, superviso, avaliao de planos, programas, projetos, campanhas, pesquisas e aes de educao ambiental.

    b) Estmulo criao e ao fortalecimento de secreta-rias municipais de educao e de meio ambiente, bem como de conselhos com participao democrtica de segmentos da sociedade.

    c) Estmulo criao de estratgias para a insero da educao ambiental de forma compartilhada e integra-da nos conselhos de classe, colegiados, sistemas e pla-nos, em atendimento s polticas pblicas.

    d) Criao de estratgias, especialmente na modalida-de preventiva, para integrao da educao ambiental s polticas, programas e projetos de rgos pblicos e privados que atuem em temas correlatos, como as secretarias e fundaes de sade, centros de zoonose, entidades com atuao em comunidades tradicionais,

    concessionrias de energia eltrica e saneamento, pol-cia militar ambiental e exrcito, entre outros. e) Elaborao e desenvolvimento de programas, pro-

    jetos e aes de edu-cao ambiental de acordo com as dire-trizes da poltica na-cional e estadual, em conformidade com os instrumentos de planejamento urbano e ambiental e as pe-culiaridades locais.

    f) Incorporao de atividades de educa-o ambiental que valorizem a integra-o, o envolvimen-

    to e a participao da populao na realidade local, quando inseridas em unidades de conservao, reas naturais protegidas e no seu entorno, bem como empre-endimentos econmicos envolvidos.

    g) Definio de critrios, indicadores, procedimentos e parmetros para o desenvolvimento de programas, pro-jetos e aes de educao ambiental. h) Estmulo criao de centros de educao ambien-tal, salas verdes, Com-Vidas e demais espaos educa-dores, em reas urbanas e rurais, com redes de banco de dados e imagens integradas.

  • 25

    a) Construo de polticas pblicas que incorporem a dimenso ambiental, para que se promova a educao ambiental em todos os nveis e modalidades de ensino e o engajamento da sociedade na conser-vao, recuperao e melhoria do ambien-te.

    b) Estmulo inser-o da educao am-biental nas polticas pblicas municipais.

    c) Estmulo elabora-o e implantao da poltica municipal de educao ambiental.

    a) Estmulo e orientao do rgo Gestor Estadual de Educao Ambiental para que os demais rgos esta-duais e municipais construam estratgias para progra-mas, projetos e aes de educao ambiental formal e no formal, inclusive para a captao e alocao de recursos.

    b) Apoio do rgo Gestor Estadual de Educao Am-biental s instituies educativas estaduais e estmulo s demais instituies educativas a promover e desenvolver a educao ambiental de forma transversal e integr-la como prtica educativa contnua e permanente em to-dos os nveis e modalidades do ensino formal.

    c) Apoio do rgo Gestor Estadual de Educao Am-biental Comisso Interinstitucional de Educao Am-biental de Mato Grosso do Sul (CIEA/MS), para co-laborar de forma integrada com os rgos de meio ambiente, de educao, dentre outros, na elaborao e acompanhamento de programas, projetos e aes de educao ambiental.

    d) Estmulo elaborao de programas municipais de educao ambiental que sejam referncia para elabora-o de planos e projetos voltados s polticas pblicas.

    e) Estmulo promo-o do dilogo entre os conhecimentos cientfi-cos e tecnolgicos que valorizem os saberes locais das populaes indgenas, ribeirinhas, pantaneiras, quilombo-las, ciganas, produtores rurais, agricultores fami-liares, assentados, entre outras, para elaborao de polticas pblicas.

    d) Estmulo e orientao do rgo Gestor Estadual de Educao Ambiental s organizaes no governamen-tais, s organizaes da sociedade civil de interesse p-blico, s redes e aos movimentos sociais para o desen-volvimento e promoo de programas, projetos e aes de educao ambiental, voltados formao crtica dos cidados no conhecimento e exerccio de seus direitos e deveres em relao ao ambiente, transparncia de in-formaes sobre a sustentabilidade socioambiental e ao controle social dos atos dos setores pblico e privado.

    e) Estmulo e orientao do rgo Gestor Estadual de Educao Ambiental a rgos estaduais que executa-rem aes que envolvam recursos naturais, para que desenvolvam aes de educao ambiental.

    f) Criao de estratgias para a insero da educao ambiental nas polticas setoriais, contemplando as di-ferentes especificidades do Estado de Mato Grosso do Sul, biomas, ecossistemas, bacias hidrogrficas, regies fronteirias, planejamento urbano e ambiental, aspectos sociais, culturais, econmicos e ambientais.

    1.2. Formulao e implementao de polticas pblicas ambientais de mbito local

    1.3. Criao de interfaces entre educao ambiental e os diversos programas e polticas de governo, nas diferentes reas.

  • 26

    a) Realizao peridica de eventos voltados para a di-fuso da educao ambiental, promovendo, assim, di-logos entre os diversos setores: pblicos, privados e sociedade civil.

    b) Estmulo criao e ao fortalecimento de redes e coletivos de educao ambiental, por intermdio de polticas pblicas, fundos e divulgao de suas aes, favorecendo e apoiando sua expanso e consolidao em todos os segmentos da sociedade.

    c) Realizao de campanhas permanentes para a difu-so do Programa e da Poltica Estadual de Educao Ambiental.

    d) Promoo de iniciativas para articular, estimular e estabelecer parcerias entre instituies pblicas e pri-vadas, objetivando o desenvolvimento de prticas edu-cativas voltadas sensibilizao da coletividade sobre questes socioambientais.

    e) Realizao de aes permanentes de mobilizao e sensibilizao da sociedade para participao nas dis-cusses de polticas pblicas relacionadas s questes

    socioambientais e prticas sustentveis na produo e gerao de renda.

    f) Estabelecimento de dilogos com os diversos seg-mentos, por meio dos organismos de controle social de polticas ambientais e educacionais, bem como de ou-tras polticas.

    g) Criao de estratgias para o envolvimento dos di-ferentes atores sociais e comunidades urbanas e rurais (indgenas, quilombolas, ribeirinhos, pantaneiras, den-tre outras comunidades), em aes de educao am-biental, considerando os aspectos econmicos, sociais, culturais e ambientais locais.

    h) Estmulo criao e ao fortalecimento de espaos educadores sustentveis para difuso da educao am-biental. i) Articulao do rgo Gestor Estadual de Educao Ambiental junto s secretarias municipais de educao e de meio ambiente, para o desenvolvimento de aes integradas.

    1.4. Articulao e mobilizao social como instrumentos de educao ambiental

    g) Implementao das diretrizes aplicveis aos resduos slidos, estabelecidas pela Lei n 12.305/2010, na ges-to e gerenciamento de resduos slidos, observando a seguinte ordem de prioridade: no gerao, reduo, reutilizao, separao seletiva de resduos s-lidos, visando o favore-cimento da disposio final ambientalmente adequada, e aes de proteo, defesa e re-cuperao de recursos naturais.

    h) Estmulo do rgo Gestor Estadual de Edu-cao Ambiental e da Comisso Interinstitu-

    cional de Educao Ambiental de Mato Grosso do Sul (CIEA/MS) promoo do dilogo sobre a temtica da educao ambiental no Conselho Estadual de Controle Ambiental (CECA), no Conselho Estadual de Educao

    (CEE), no Conselho Estadual de Recursos Hdricos (CERH), no Conselho Estadual da Pesca (CONPESCA) e nos demais rgos colegiados de mbito estadual e municipal para colaborarem de forma integrada em deliberaes referen-tes s aes de edu-cao ambiental.

  • 27

    a) Realizao de iniciativas de educao ambiental pelo setor pblico e privado, para empregadores/trabalha-dores, comunidades do entorno dos empreendimentos e demais partes interessadas, respeitando a sua cultura e os seus saberes populares. b) Adoo de roteiros especficos, estabelecidos pelo rgo Gestor Estadual de Educao Ambiental, para a construo de Programa de Educao Ambiental (PEA) determinado como condicionante de licenciamento am-biental.

    c) Abordagem dos principais impactos ambientais, bem como das medidas mitigadoras e compensatrias a eles associadas, nos PEAs referentes instalao e operao

    a) Articulao do rgo Gestor Estadual de Educao Ambiental junto s instituies do estado para a inser-o da educao ambiental na regulamentao e im-plementao de fundos estaduais existentes, bem como de outras fontes de dotaes orament-rias previstas em Pla-no Plurianual (PPA), na Lei Oramentria Anual (LOA), para a aplicao de re-cursos em planos, programas, projetos, pesquisas e aes.

    b) Estmulo e orien-tao criao e implementao de fundos municipais de meio ambiente ou de educao, ou de outras fontes de arrecadao municipal, para a destinao de recursos financeiros ao desenvolvimento de planos, programas, projetos, pesquisas e aes de educao ambiental.

    c) Estmulo e orientao do rgo Gestor Estadual de Educao Ambiental aos rgos colegiados, especial-mente comits e consrcios, para o planejamento e a aplicao de recursos em planos, programas, projetos, pesquisas e aes de educao ambiental.

    de empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambien-tal, para a populao do entorno e partes interessadas.

    d) Identificao e considerao das diferentes percep-es das partes interessadas no empreendimento e da comunidade localizada nas reas de influncia para a elaborao do respectivo programa de educao am-biental.

    e) Estmulo do rgo Gestor Estadual de Educao Ambiental s pessoas jurdicas de direito pblico e pri-vado para promoverem a formao e a capacitao de seus empregados e trabalhadores, visando implemen-tao de aes de educao ambiental e melhoria do ambiente de trabalho.

    d) Estmulo e orientao ao estabelecimento de par-cerias que permitam a sustentabilidade de programas, projetos, e aes que invistam em educao ambiental

    para a otimizao de recursos.

    e) Criao e implemen-tao de certificao para reconhecimento e valorizao de iniciati-vas e boas prticas em educao ambiental.

    f) Estmulo execuo de projetos de forma-o continuada de pro-fessores.

    g) Estmulo execuo de programas, projetos e aes de educao ambiental diretamente para escolas e instituies parceiras.

    h) Apoio do rgo Gestor Estadual de Educao Am-biental Comisso Interinstitucional de Educao Am-biental de Mato Grosso do Sul (CIEA/MS) para o cum-primento de sua finalidade.

    1.5. Educao ambiental voltada para empreendimentos e projetos sujeitos ao licenciamento ambiental.

    1.6. Apoio institucional e financeiro a iniciativas de educao ambiental.

  • 28

    a) Insero da educao ambiental na capacitao de agentes multiplicadores e na formao continuada de professores, favorecendo o intercmbio de informaes, materiais e experincias entre instituies, para atuao em educao ambiental formal e no formal.

    b) Criao de estratgias para a formao em educa-o ambiental dos membros de organismos colegiados, visando a participao e controle social na gesto dos recursos ambientais e na elaborao e execuo de po-lticas pblicas.

    c) Abordagem dos tratados e acordos locais em progra-mas e projetos de formao em educao ambiental, especialmente de regies de fronteiras com a Bolvia e o Paraguai e de limites estaduais.

    d) Estmulo s vivncias em ambientes naturais, por meio de visitas monitoradas e estudos de campo, orien-tados tecnicamente por educadores habilitados para a sensibilizao em relao ao meio ambiente e s inter--relaes que nele ocorrem.

    2. FORMAO DE EDUCADORES E EDUCADORAS AMBIENTAIS

    2.1. Formao continuada de educadores, educadoras, gestores e gestoras am-bientais, no mbito formal e no formal.

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  • 29

    a) Aprimoramento do Sistema Estadual de Informao em Educao Ambiental (SisEA/MS).

    b) Divulgao do Sistema Estadual de Informao em Educao Ambiental (SisEA/MS) e incentivo para que pesquisadores e educadores de instituies pblicas e privadas cadastrem suas prticas e pesquisas em edu-cao ambiental.

    c) Divulgao das iniciativas cadastradas no Sistema Esta-dual de Informao em Educao Ambiental (SisEA/MS).

    d) Proposio e desenvolvimento de estratgias pelo rgo Gestor Estadual de Educao Ambiental e est-mulo aos rgos municipais, para a difuso de progra-mas e campanhas educativas e de informaes acerca de temas relacionados ao ambiente e tecnologias sus-tentveis, por intermdio de meios de comunicao.

    e) Criao de programas e campanhas permanentes de educao ambiental nas rdios educativas e outros meios de comunicao para a difuso de prticas so-cioambientais, valorizando a cultura e os saberes das populaes tradicionais.

    f) Criao, promoo e fortalecimento de espaos de dilogos entre sociedade, instituies de ensino e pes-quisa e demais instituies pblicas e privadas na for-mulao e execuo de programas, projetos e ativida-des de educao ambiental formal e no formal. g) Criao de campanhas permanentes de sensibiliza-o da sociedade para a importncia da participao e acompanhamento de aes de gesto ambiental, urba-na e rural.

    h) Insero, em planos de manejo ou em outros instru-mentos de planejamento, da realizao de aes per-manentes para sensibilizao das populaes residentes em reas protegidas, unidades de conservao e no seu entorno, para a relao harmoniosa destas com seu ha-bitat.

    i) Criao de estratgias de comunicao para a inser-o da educao ambiental, principalmente nas ativida-des de conservao da biodiversidade, de licenciamento ambiental, de gerenciamento de resduos, de gesto de

    recursos hdricos, de ordenamento de recursos pesquei-ros, de manejo sustentvel de recursos ambientais e de melhoria de qualidade ambiental.

    j) Criao de estratgias de comunicao para a inser-o da educao ambiental nas polticas econmicas, sociais, culturais, de cincia e tecnologia, de comuni-cao, de transporte, de saneamento e de sade e nos planos, programas, projetos e atividades urbanas e ru-rais financiados por recursos pblicos e privados.

    k) Estmulo ao desenvolvimento e execuo de estra-tgias de comunicao para a utilizao de centros de educao ambiental, salas verdes, espaos educadores sustentveis, dentre outros, como espaos de dilogos.

    l) Promoo de aes educativas por meio da educo-municao, utilizando recursos miditicos e tecnolgicos em produes dos prprios educandos para informar, sensibilizar, mobilizar e difundir a educao ambiental.

    m) Divulgao da Carta da Terra, dos tratados referen-tes educao ambiental, dos resultados das confern-cias, particularmente de educao e de meio ambiente, e dos demais documentos de referncia.

    n) Identificao, sistematizao e divulgao das fontes de recursos disponveis para a realizao de programas e projetos de educao ambiental.

    o) Desenvolvimento e execuo de estratgias para a divulgao de polticas, programas, projetos e aes de educao ambiental nas instituies pblicas, privadas, ONGs, instituies de ensino e de pesquisas, sociedade civil organizada e demais instituies.

    p) Divulgao de campanhas informativas e educativas em portugus, espanhol e guarani nos municpios de fronteira com a Bolvia e o Paraguai.

    q) Divulgao da realizao e dos resultados dos pro-gramas, projetos e aes de educao ambiental por meio de diferentes mdias existentes.

    r) Estmulo ao desenvolvimento de tecnologias, softwa-res e aplicativos para fins de divulgao e difuso de aes de educao ambiental.

    3. COMUNICAO PARA EDUCAO AMBIENTAL

    3.1. Comunicao e tecnologia para a educao ambiental

  • 30

    a) Produo, distribuio e intercmbio de materiais educativos e didticos de forma contextualizada reali-dade local, observando os biomas, ecossistemas, bacias hidrogrficas, fronteiras, entre outros, de acordo com a Poltica e o Programa Nacional e Estadual de Educao Ambiental.

    b) Incentivo s instituies pblicas de ensino e orga-nizaes no governamentais, para firmarem parcerias destinadas produo e distribuio de materiais edu-cativos e didtico-pedaggicos.

    3.2. Produo e apoio elaborao de materiais educativos e didtico-pedaggicos.

    c) Incentivo produo de material didtico-pedaggi-co bilngue para atender as populaes indgenas e os municpios de fronteira com a Bolvia e o Paraguai.

    d) Produo e divulgao de materiais didtico-peda-ggicos no desenvolvimento de aes de formao con-tinuada.

    e) Estmulo produo de materiais educativos e did-tico-pedaggicos adaptados ao pblico da educao especial

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  • 31

    a) Implantao da educao ambiental nos currculos das instituies de ensino pblicas, privadas e comu-nitrias, englobando todos os nveis e modalidades de ensino.

    b) Fomento, promoo e implantao da educao ambiental de forma transversal no currculo escolar e a sua integrao como prtica educativa contnua e perma-nente em todos os nveis e modalidades do ensino formal, atendendo as Diretri-zes Curriculares Na-cionais de Educao Ambiental por meio do rgo estadual e dos municipais li-gados ao sistema de ensino (bsico, supe-rior e profissional) do Ministrio da Educa-o (MEC).

    c) Insero da educao ambiental no Projeto Poltico- Pedaggico em todas as instituies de ensino, em con-sonncia com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educao Ambiental.

    d) Insero da educao ambiental nos currculos de formao de professores licenciados, bacharis e tecn-logos, em todos os nveis, e tambm nas propostas de formao continuada, extenso e ps-graduao.

    e) Incluso da educao ambiental como disciplina nos cursos superiores de licenciatura e bacharelado.

    f) Incorporao das temticas socioambientais nos cur-sos de formao e especializao de educao pro-fissional e tecnolgica, com nfase na formao tica para o exerccio profissional.

    g) Promoo, apoio e incentivo realizao de even-tos de educao ambiental para as escolas pblicas e privadas.

    h) Fomento da insero dos saberes locais de popula-es tradicionais, povos indgenas, quilombolas, ribei-rinhos e pantaneiros, relacionados ao uso sustentvel

    dos recursos naturais, no currculo escolar das instituies de ensino que atendem esse p-blico.

    i) Criao das agendas 21 escolar e comunit-ria.

    j) Promoo do inter-cmbio das prticas de educao ambiental desenvolvidas nas es-colas que apresentam particularidades cultu-

    rais, ambientais, econmicas e sociais, urbanas e rurais, destacando as escolas pantaneiras, indgenas, quilom-bolas e de assentamentos.

    k) Estmulo ao desenvolvimento de instrumentos e me-todologias, visando participao da sociedade na for-mulao e execuo de programas, projetos e aes relacionadas questo ambiental.

    l) Apoio ao desenvolvimento de tecnologias sociais, instrumentos e metodologias, visando incorporao da dimenso socioambiental, de forma multi, inter e transdisciplinar, nos diferentes nveis e modalidades de ensino.

    4. INCLUSO DA EDUCAO AMBIENTAL NAS INSTITUIES DE ENSINO E DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA

    4.1. Incluso da educao ambiental nos projetos poltico-pedaggicos das instituies de ensino

  • 32

    a) Criao e fortalecimento de grupos e coletivos locais como um espao de dilogo visando ao desenvolvimen-to de estudos e pesquisas em educao ambiental, con-siderando a identificao dos problemas e a busca de solues pelas comunidades locais, assim como os seus modos de vida. b) Estmulo realizao de pesquisa e iniciao cien-tfica voltadas para o fortalecimento da educao am-biental e temticas ambientais pertinentes.

    c) Desenvolvimento de metodologias participativas, in-clusivas, abrangentes e orientadas, aplicveis s aes de educao ambiental, valorizando a diversidade cul-tural e de gnero, os saberes e as especificidades das populaes tradicionais e tnicas sul-mato-grossenses.

    4.2. Incluso de estudos, pesquisas em educao ambiental.R

    egin

    aldo

    Oliv

    eira

    - IM

    AS

    UL

    a) Adoo do Sistema Estadual de Informao em Edu-cao Ambiental (SisEA/MS), que tem como finalidade a coleta, o armazenamento, a sistematizao e a divul-gao de programas, projetos, campanhas, pesquisas e

    aes de educao ambiental realizadas no estado de Mato Grosso do Sul, como um instrumento permanente da Poltica Estadual de Educao Ambiental (PEEA/MS).

    5. MONITORAMENTO E AVALIAO DE POLTICAS, PROGRAMAS E PROJE-TOS DE EDUCAO AMBIENTAL

    5.1. Anlise, monitoramento e avaliao de polticas, programas e projetos de educao ambiental, por intermdio da construo de indicadores.

  • 33

    b) Desenvolvimento de instrumentos, critrios e metodo-logias visando ao acompanhamento e avaliao de programas, projetos e aes de educao ambiental.

    c) Criao de parmetros e de indicadores de melhoria da qualidade da vida e do ambiente, a serem avaliados periodicamente, nos programas e projetos de educao ambiental em todos os nveis de atuao.

    d) Criao de indicadores para anlise e monitoramen-

    to de programas e projetos de educao ambiental for-mal e no formal.

    e) Estabelecimento de estratgias de acompanhamento de aes de educao ambiental junto aos rgos co-legiados.

    f) Estmulo ao uso de tecnologias disponveis, softwares e aplicativos para fins de monitoramento de aes de educao ambiental.

    a) Criao de critrios, estratgias e indicadores para a avaliao e o monitoramento da implementao da Po-ltica e do Programa Estadual de Educao Ambiental.

    b) Fortalecimento da Comisso Interinstitucional de Educao Ambiental (CIEA/MS) e da equipe tcnica dos rgos gestores para o acompanhamento da implemen-tao da Poltica e do Programa Estadual de Educao Ambiental.

    c) Reviso e atualizao quadrienal do Programa Esta-

    dual de Educao Ambiental (ProEEA/MS).

    d) Criao de canais de comunicao permanente, abertos populao em geral, para troca de informa-es sobre a Poltica e o Programa Estadual de Edu-cao Ambiental de Mato Grosso do Sul, para fins de monitoramento.

    e) Fomento a criao de instrumentos de avaliao e monitoramento de programas e polticas pblicas corre-latas educao ambiental.

    5.2. Anlise, monitoramento e avaliao de Poltica e Programa Estadual de Educao Ambiental.

  • 34

    BIBLIOGRAFIA

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    Apoio:

    Realizao:

    SEMAGROSecretaria de Estado de Meio Ambiente,

    Desenvolvimento Econmico,Produo e Agricultura Familiar