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COLÉGIO ESTADUAL GENERAL CARNEIRO – EFMP PROJETO CONSTRUINDO A AGENDA 21 ESCOLAR RONCADOR 2006

PROJETO CONSTRUINDO A AGENDA 21 ESCOLAR · 4.6 Recursos da educação: ... Núcleo de jurisdição Campo Mourão ... O relevo do território municipal de Rooncador é caracterizado

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  • COLGIO ESTADUAL GENERAL CARNEIRO EFMP

    PROJETO CONSTRUINDO A AGENDA 21 ESCOLAR

    RONCADOR2006

  • COLGIO ESTADUAL GENERAL CARNEIRO - EFMP

    PROJETO CONSTRUINDO A AGENDA 21 ESCOLAR

    O presente projeto fruto da construo coletiva organizada no Frum Construindo a Agenda 21 Escolar sob coordenao tcnica do professore Fernando Facini.

    RONCADOR2006

  • SUMRIO

    1. Identificao ............................................................................................................................................................................................................. 6

    2. Participao na Agenda 21 ..................................................................................................................................................................................... 6

    3. Reunies ................................................................................................................................................................................................................... 7

    4. Reconhecimento: Anlise da comunidade ............................................................................................................................................................. 7

    Estudo dos recursos naturais: clima, vegetao, gua, solo, fauna, impactos das aes humanas, etc. ........................................................................ 7

    4.2 Estudo da populao (recursos humanos): nmero de habitantes, idade mdia, aumento ou diminuio do ndice de populao, classes sociais,

    histria da populao, nvel educacional, atividades, tradies, valores, etc. ............................................................................................................. 11

    4.3 Recursos econmicos: atividades econmicas e servios aos consumidores (transporte, sade, educao, recreao, habitao, etc). .............. 14

    4.4 Segurana pblica: aes preventivas, etc. ........................................................................................................................................................... 15

    4.5 Sade, tratamento de gua e esgoto coleta e tratamento de resduos, mortalidade infantil, doenas mais comuns, programas para

    manuteno da sade, alimentao, etc. ...................................................................................................................................................................... 16

    4.6 Recursos da educao: populao escolar, escolas pblicas e privadas, bibliotecas, museus, atividades de recreao, etc. ............................... 18

    4.7 Nvel de demanda socioeducativa: necessidades da comunidade, problemas para o atendimento das demandas: transportes, recursos

    financeiros, etc. .......................................................................................................................................................................................................... 18

    4.8 Os problemas de entorno da escola e sua influncia na escola. ........................................................................................................................... 19

    5. Diagnstico ............................................................................................................................................................................................................. 21

  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    5.1 Caracterizao da situao atual a partir da anlise dos dados coletados anteriormente: Como a situao atual da comunidade? ................... 21

    5.2 Caracterizao da situao desejvel a partir das questes: ................................................................................................................................. 26

    5.3 Identificao das causas/motivos que esto causando a discrepncia entre a situao atual e a situao desejvel: localizao geogrfica,

    ausncia de estmulos para a busca de solues, falta de conhecimento e destrezas para a compreenso dos fatos e a tomada de deciso, falta de

    recursos, discrepncia dos rgos pblicos, etc. ......................................................................................................................................................... 27

    5.4 Definio dos problemas a partir das discrepncias encontradas na comparao entre a situao real e a desejada. .......................................... 28

    6. Ttulo da Agenda 21 Escolar ................................................................................................................................................................................ 30

    7. Introduo .............................................................................................................................................................................................................. 30

    8. Objetivos ................................................................................................................................................................................................................ 33

    9. Plano de trabalho .................................................................................................................................................................................................. 34

    10. Oramento ............................................................................................................................................................................................................ 41

    11. Potenciais parcerias ............................................................................................................................................................................................. 42

    12. Projeo para o futuro. ....................................................................................................................................................................................... 43

    13. Avaliao do Projeto ........................................................................................................................................................................................... 44

    14. Avaliao Sistematizada pelos Coordenadores ................................................................................................................................................ 47

    Referncias: ................................................................................................................................................................................................................ 49

    ANEXOS .................................................................................................................................................................................................................... 51

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    COLGIO ESTADUAL GENERAL CARNEIRO - EFMP ................................................................................................................................. 63

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  • 1. Identificao

    Nome da Escola Colgio Estadual General Carneiro - EFMPEndereo Praa Moiss Lupion - 645Telefone (044) 3575-1381 Municpio RoncadorNcleo de jurisdio Campo MouroEndereo eletrnico [email protected] Coordenador tcnico da Agenda 21 Escolar. Fernando Facini

    2. Participao na Agenda 21

    Grupos Quantidade de pessoas pro grupo

    Participando da Construo da Agenda

    Comunidade escolar 2500 50Nmero de professores 48 30Nmero de alunos 1200 1200Nmero de pessoas que trabalham na equipe tcnico-pedaggica

    06 06

    Nmero de pessoas que trabalham na equipe administrativa

    10 05

    Nmero de pessoas que trabalham nos servios gerais

    09 02

    Pais atuantes na APMF e/ou como representantes de turma

    15 05

    mailto:[email protected]

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    Sociedade civil organizada (associao de moradores, igrejas, ONG, governo municipal, etc.)

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    3. Reunies

    Local Data N.de Participantes (lista em anexo)Colgio Estadual General Carneiro 21/10/2005 40Colgio Estadual General Carneiro 09/12/2005 19Colgio Estadual General Carneiro 14/12/2005 15

    4. Reconhecimento: Anlise da comunidade

    Estudo dos recursos naturais: clima, vegetao, gua, solo, fauna, impactos das aes humanas, etc.

    A formao geolgica que compreende o territrio do municpio de Roncador explicada pela ocorrncia do chamado vulcanismo

    fissural fenmeno ocorrido na Era Mesozica (idade entre 248 a 65 milhes de anos), entre os perodos Jurssico e Cretceo. Por este fenmeno

    vulcnico aflorou na superfcie as lavas efusivas bsicas, que consolidado formou o basalto e, em algumas reas restritas ocorrem diques de

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    diabsio. O tipo de magma o mesmo que formou o basalto e o diabsio, o que difere nestas rochas o local dos derrames de lavas, o magma

    precisa aflorar e esparramar na superfcie terrestre para originar o basalto, enquanto que para o diabsio, o magma intrusivo, formando os

    chamados diques ou preenchendo fraturas nas rochas encaixantes. Estratigraficamente o basalto constitui a Formao Serra Geral.

    Os sucessivos derrames de lavas baslticas formaram camadas denominadas de Trapp que em muitos pontos chegam a ter at 50 metros

    de altura cada um, chegando a um total de 32 derrames consecutivos (LEINZ, 1998: p.286). Segundo Maack (2002: p.421) perfuraes realizadas

    em Campo Mouro apontaram uma espessura da camada geolgica denominada Formao Serra Geral em torno de 1.157 metros de

    profundidade.

    O relevo do territrio municipal de Rooncador caracterizado por duas cotas de altitudes em relao ao nvel do mar. As altitudes mais

    elevadas de em torno de 800 metros. Enquanto que no restante do territrio predomina as terras acima de 600 metros de altitudes.

    Na realidade, a cota hipsomtrica do municpio pesquisado reflete as altitudes mdias do chamado terceiro planalto paranaense que na

    regio apresenta altitude mxima de 800 metros, indo decair progressivamente em direo ao oeste rumo calha do rio Paran que apresenta uma

    altitude de em torno de 200 metros em relao ao nvel do mar.

    A Geomorfologia o ramo da Geografia Fsica que se dedica a estudar os processos de formao e evoluo do relevo na superfcie

    terrestre. Assim, a compreenso da Geomorfologia do municpio de Roncador est relacionada deposio de lavas efusivas bsicas na regio e

    ao processo de atuao do intemperismo, e ao erosiva que os rios exercem nessas rochas. De acordo com Maack (2002: p. 423):

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    O bloco mdio do terceiro planalto, de Campo Mouro, caracterizado por mesetas e largos plats de guas entre os rios Iva,

    Cantu e Piquiri, sendo profundamente entalhado a sudeste, formando as mesetas das serras de Pitanga com altitudes de 950 a 1.050

    metros s.n.m.

    o basalto que ser esculpido pela ao do intemperismo dando a feio geomorfolgica regio. Assim, explica-se a presena de

    patamares e mesetas e, em algumas reas os rios estaro talhando (erodindo) o basalto formando pequenos vales.

    Os principais tipos de solos que ocorrem no territrio municipal de Roncador, so explicados pelo tipo de rochas (basalto e diabsio) e ao

    processo de intemperismo atuante na regio. Isto , pelo intemperismo qumico derivado da gua das chuvas. No municpio encontramos dois

    tipos de solos predominantes na rea de estudo que so: LE Latossolos Vermelho Escuro e o Ra Solos Litlicos.

    exatamente nas reas que ocorrem os solos Latossolos Vermelho Escuro por suas caractersticas fsico-qumicas e de relevo favorvel

    que so utilizados para a agricultura de soja e milho. Enquanto que, nas reas dissecadas (relevo cados) predominam os chamados Solos

    Litlicos (Neossolos pela nova nomenclatura Pedolgica) subsistem as pastagens para a pecuria extensiva e prtica de agricultura de

    subsistncia familiar.

    Com relao ao clima da rea estudada, adotamos a diviso climtica proposta por Wladimir Kppen1. Sendo que para facilitar o

    1 Enquanto que a classificao de Strahler (mais recente) baseia-se na dinmica das massas de ar, a de Kppen (mais antiga e por isso mais difundida) baseia-se fundamentalmente nos elementos climticos temperatura e pluviosidade relacionados com a vegetao. Analisando a distribuio dos tipos climticos segundo a classificao de Kppen, observamos uma semelhana muito grande com o mapa de vegetao nativa brasileira, o que nos demonstra muito bem a

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    entendimento desta classificao climtica, os significados dos smbolos e o seguinte: Cfa a primeira letra maiscula C - informa o tipo de

    Clima dominante na regio, ou seja, o Clima Subtropical mido (mesotrmico) (temperatura mdia do ms mais frio, abaixo de 18oC), a segunda

    letra minscula f - significa precipitao (chuvas) isto a regio no apresenta estao seca e, a terceira letra minscula a relacionado

    temperatura, ou seja, a regio apresenta a temperatura mais quente, acima de 22oC.

    O espao territorial do municpio em estudo apresenta duas linhas de temperaturas, isto , as linhas de temperaturas de 18oC e 19oC. A

    poro sudoeste do municpio apresenta as temperaturas mdias de 18oC. Esta temperatura reflete as condies de altitudes em relao ao nvel

    do mar (800 metros). Enquanto que para as reas que apresenta as mdias de temperaturas de 19oC, coincide com as zonas de menor altitude

    (300-600 metros). Fica evidente regio a relao entre altitude e temperaturas mdias.

    No tocante a pluviosidade do municpio, em mdia o menor ndice de precipitao de 1.400 milmetros, enquanto que, o maior ndice

    pluviomtrico apurado foi de 1.600 milmetros anuais. Deste modo, a maior parte do territrio municipal (regio centro norte) contemplada

    com 1.400 milmetros de precipitao, enquanto que na regio sul vai aumentando para 1.500 a 1.600 milmetros de ndices pluviomtricos.

    Estes dados estatsticos, ao serem cruzados com as informaes do mapa de relevo, indicam que em direo ao sul, apresentam as maiores

    altitudes em relao ao nvel do mar.

    O municpio no passado contava com as antigas formaes florestais. Evidente que estas matas foram em grande extenso desmatados

    para dar lugar agricultura e a pastagem para criao do gado.

    A regio central do municpio, antes da derrubadas da floresta para dar lugar s atividades agropecurias, havia no lugar a chamada Mata

    influncia da vegetao em sua classificao.

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    Pluvial, enquanto que na poro sul do territrio, por ser de altitudes mais elevadas, adaptou-se no local a conhecida Mata de Araucrias por ser

    tpica de zonas climticas de climas temperados. Por outro lado, a regio mais ao norte do municpio, desenvolveu-se a chamada Mata Pluvial

    Tropical dos Planaltos do Interior ocupando na regio os vale dos rios Iva e Piquir.

    No tocante aos impactos provenientes das aes humanas podemos ressaltar ao devastadora do homem na derrubada da floresta para o

    uso do solo para a agricultura. Por se tratar de um municpio essencialmente agrcola, as aes mais impactantes so realizadas na agricultura. A

    derrubada da floresta para o uso agrcola do solo, as queimadas, o uso indiscriminado de agrotxicos, o despejo de carcaas animais e resduos

    nos rios, so algumas das aes impactantes que acontecem na zona rural da cidade. Na zona urbana do municpio tambm ocorrem algumas

    aes impactantes devido falta de estrutura do municpio para uma melhor preservao do ambiente, tais como falta de rede de esgoto, coleta

    seletiva, entre outros.

    4.2 Estudo da populao (recursos humanos): nmero de habitantes, idade mdia, aumento ou diminuio do ndice de populao, classes sociais, histria da populao, nvel educacional, atividades, tradies, valores, etc.

    O municpio de Roncador apresenta uma rea superfcie de 736,14 km2, e de acordo com o censo de 2000, realizado pelo IBGE conta com

    uma populao de 11371 habitantes, sendo 5.693 habitantes na rea urbana e 5.678 na rea urbana, portanto. No que diz respeito a alguns

    indicadores sociais, o municpio de Roncador apresenta um ndice de desenvolvimento humano mediano. O indicador IDH (ndice de

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    desenvolvimento humano) calculado sobre trs pilares, escolaridade, sade da populao e renda per capita. De acordo com o IPARDES

    (2003)2, na poro central do Estado do Paran, apenas quatro municpios apresentaram situaes com um ndice de desenvolvimento humano

    um pouco melhor, sendo eles: Campo Mouro, Guarapuava, Ivaipor e Telmaco Borba.

    Abordaremos agora, um a um os pilares que compem o IDH-M. Iniciando pela Alfabetizao de Adultos. Com base nos dados do

    IPARDES, 90% da populao adulta paranaense est alfabetizada. Mas existem municpios, principalmente na regio central do Estado, onde

    essa proporo bem menor, em reas economicamente deprimidas. o caso do municpio estudado, que conta com pouco mais de 81% de sua

    populao adulta alfabetizada.

    O indicador esperana de vida ao nascer uma medida resumo dos nveis de mortalidade da populao em geral, tornando-se maior

    medida que declinam as taxas de mortalidade. O ndice de longevidade obtido para o Brasil de 68,14 anos, enquanto que o Paran obteve um

    resultado um pouco acima da mdia nacional 69,57 anos. No entanto existem municpios paranaenses, onde o ndice de longevidade est abaixo

    da mdia nacional, isso ocorre naquelas reas economicamente deprimidas do estado, dentre elas a regio central. Nesse indicador o municpio de

    Roncador apresentou um resultado mediano, obtendo ndices semelhantes aos de municpios de porte maior como Campo Mouro.

    Com relao ao indicador renda per capita, o componente que melhor espelha os resultados finais do IDH-M, e que identifica situaes

    de maior heterogeneidade entre os municpios e a maior precariedade nas condies de desenvolvimento humano (IPARDES, 2003: p.16).

    Nesse indicador, o municpio de Roncador apresenta resultados baixssimos, com um renda per capita de R$ 143,17, resultado este comparado

    2 Dados retirados da publicao on-line ndice de Desenvolvimento Humano Municipal IDH_M 2000, publicado pelo IPARDES Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econmico e Social em 2003. E podem ser acessadas no site www.pr.gov.br/ipardes.

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    apenas a municpios como Luiziana, Corumbata do Sul, Mato Rico e Nova Tebas.

    No que tange ao IDH-M que formado pelos trs indicadores j discutidos, escolaridade, sade e renda per capita, o estado do Paran

    ainda apresenta uma mancha contnua de municpios com IDH abaixo da mdia nacional e estadual, essa mancha corresponde a cerca de 33% da

    populao paranaense (IPARDES, 2003: p.6). Ainda de acordo com o IPARDES, essa situao piora quando tratamos da populao rural

    distribuda nesses municpios com IDH abaixo da mdia nacional, eles totalizam cerca de 71% da populao paranaense com dificuldades de

    acesso a servios e infra-estrutura. Dentre os municpios da mesorregio centro-ocidental paranaense, apenas Campo Mouro apresentou um

    IDH-M superior a 0,764 (mdia nacional), a grande maioria apresentou resultados superiores a 0,700 e inferiores a 0,764, enquanto que alguns

    poucos municpios apresentaram resultados inferiores a 0,700, dentre eles Altamira do Paran, Corumbata do Sul, Janipolis, Nova Cantu,

    Rancho Alegre do Oeste e Iretama. Neste indicador o municpio de Roncador apresentou um resultado mediano, apresentando um IDH-M de

    0,701.

    Culturalmente, o municpio teve em sua formao uma grande influncia dos povos ucranianos, que aqui chegaram acompanhando a

    frente de colonizao tradicional do Paran. Esses povos trouxeram consigo, seus hbitos, costumes e tradies que com o tempo incorporaram-

    se cidade. Como o municpio tambm teve influencia de outras frentes colonizatorias como a sulista e a nortista, Roncador tambm tem traos

    das culturas gachas, paulistas e mineiras. Toda essa miscelnea cultural fez com o municpio adotam-se dois santos padroeiros, So Nicolau

    pela Igreja Ucraniana e So Pedro pela Igreja Catlica. A populao de Roncador ainda cultiva os costumes de influencia ucraniana, como

    vestimentas e alimentao, mantendo inclusive um grupo de dana ucraniana que realiza vrias apresentaes no municpio e em outros eventos

    fora.

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    4.3 Recursos econmicos: atividades econmicas e servios aos consumidores (transporte, sade, educao, recreao, habitao, etc).

    A base da economia do municpio de Roncador a agropecuria. O municpio constitudo de pequenas, mdias e grandes propriedades,

    onde se destaca a pecuria leiteira, e os cultivos de milho, soja, e pequenas lavouras de subsistncia. Na rea urbana, destaca-se a atividade

    comercial com mercados, lojas, farmcias, postos de gasolina, lanchonetes e bares. Para a sua gesto, o municpio conta com recursos

    provenientes do prprio municpio, como por exemplo, o IPTU, e recursos oriundos do estado e da unio, como por exemplo, o FUNDEF. Com a

    gesto desses recursos, o municpio oferta aos seus habitantes recursos como transporte, sade, educao, recreao, habitao e outros.

    Com relao ao setor de transporte, segundo informaes cedidas pelo setor rodovirio da Prefeitura Municipal, o municpio oferta aos

    alunos da zona rural transporte escolar nos perodos da tarde e algumas linhas no perodo noturno. O municpio de Roncador conta ainda com

    dois nibus para o transporte de acadmicos at Campo Mouro e transporte urbano do bairro Vila Anchieta, localizado na extremidade da parte

    urbana do municpio at o centro.

    Na rea da sade, segundo informaes da Secretaria Municipal de Sade, o municpio conta com um quadro de profissionais, composto

    por mdicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, dentistas, farmacuticos, psiclogo, socorrista, agentes comunitrios e outros. A populao

    do municpio conta com uma unidade hospitalar e um posto de sade na rea urbana.

    Na rea da educao, conforme informaes da Secretria Municipal de Educao, o municpio oferta a educao bsica nas sries

    iniciais (1 a 4 srie) em escolas municipais, sendo duas (02) urbanas. O municpio conta tambm com escolas de educao infantil e creches.

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    Roncador conta ainda com quatro (04) escolas estaduais onde ofertado o ensino nas sries finais da educao bsica e ensino mdio, sendo duas

    (02) na rea urbana e duas (02) na rea rural. Existem ainda no municpio duas escolas particulares de educao bsica nas sries iniciais.

    Com relao habitao, o municpio ainda conta com uma parcela de sua populao com moradias em situao precrias. Para

    solucionar este problema, de acordo com informaes do secretario municipal de habitao, o municpio vem requerendo verbas para

    regularizao de moradores que possuem lotes e vivem em situao precria. Alm disso, esta em andamento o projeto do governo Federal

    Morar Melhor.

    4.4 Segurana pblica: aes preventivas, etc.

    Em contato com os rgos de segurana do municpio, policias civil e militar e prefeitura municipal, foi constatado que no atual momento

    no existe nenhuma ao preventiva no sentido de melhorar a segurana pblica.

    4.5 Sade, tratamento de gua e esgoto coleta e tratamento de resduos, mortalidade infantil, doenas mais comuns, programas para manuteno da sade, alimentao, etc.

    Com relao a este tpico, apurou-se que o municpio de Roncador tem no permetro urbano quase 100% das residncias atendidas com

    fornecimento de gua potvel atravs da Companhia Paranaense de Saneamento SANEPAR. As residncias que ainda no so atendidas so

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    famlias que se encontram abaixo da linha da pobreza no tendo condies de financeiras de arcar com o custo da fatura da gua tratada fornecida

    pela citada companhia, mesmo com a tarifa social que a Sanepar implantou recentemente. Essas famlias em sua maioria utilizam gua de mina

    ou poo.

    O municpio ainda no conta com unidade de tratamento de esgoto, o que um problema srio, pois nem todos os muncipes destinam o

    seu esgoto adequadamente para fossas spticas. Existem vrios casos de despejo de esgoto na galeria pluvial da cidade, o que vai acarretar uma

    contaminao dos cursos de gua, uma vez que essas galerias so despejadas diretamente nos rios sem qualquer tratamento ou controle. Outro

    problema, que muitos habitantes transformaram antigos poos artesianos do municpio em fossas, o que pode ocasionar uma contaminao do

    lenol fretico.

    No que concerne coleta e tratamento dos resduos slidos, a coleta domiciliar do lixo feita seguindo uma escola de acordo com a rea

    da cidade. Para a realizao de tal tarefa o municpio conta com maquinrios e funcionrios. O destino final do lixo um aterro controlado.

    Diariamente o lixo recebe uma cobertura de uma camada de material inerte, no entanto, no existe qualquer procedimento tcnico para esta

    tarefa. As galhadas tambm so dispostas no aterro, mas em local separado dos resduos slidos. O lixo hospitalar depositado em vala prpria

    em espao cercado e trancado dentro do aterro. O municpio ainda no dispe de coleta seletiva porta a porta. O municpio de Roncador est

    implantando o PGRSS Programa de Gerenciamento de Resduos Slidos de Servios de Sade.

    A mortalidade infantil no municpio vem sendo extremamente baixa, o municpio ficou em 1 lugar na micro-regio de Campo Mouro,

    registrando apenas 02 casos em 2005. Dentre as doenas mais comuns, ocorrem presena de viroses, dentre a mais comum a influenza (gripe),

    hansenase, tuberculose, hepatite A, intoxicao por medicamentos, intoxicao por agrotxicos, meningites virais. O municpio conta com

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    alguns programas para manuteno da sade como o trabalho dos agentes comunitrios no combate ao mosquito transmissor da dengue, a

    farmcia comunitria com o fornecimento gratuito de diversos tipos de medicamentos, dentre os quais se podem ressaltar os pscotrpicos,

    remdios para hipertensos e diabticos, anticoncepcionais via oral, entre outros. Ainda destaca-se na rea de preveno da sade, o Programa da

    Sade da Famlia PSF, Acompanhamento de gestantes com psiclogo, Programa de apoio a portadores de MH (Mal de Hansey), e na rea de

    alimentao, os programas de vigilncia sanitria no comrcio de alimentos in natura, prontos e preparados, alm da orientao da nutricionista

    para pessoas com dietas especiais.

    4.6 Recursos da educao: populao escolar, escolas pblicas e privadas, bibliotecas, museus, atividades de recreao, etc.

    Os recursos destinados educao no municpio provem de duas fontes basicamente, do FUNDEF (recursos repassados pela unio) para

    as sries iniciais da educao bsica, recursos estes administrados pelo municpio; e recursos repassados pelo Estado para a manuteno das

    escolas estaduais. Roncador contava em 2005 com uma populao escolar de 3.602 estudantes, excluindo deste valor os universitrios no

    computados. Conforme informaes da Secretaria Municipal de Educao, o municpio oferta a educao bsica nas sries iniciais (1 a 4 srie)

    em escolas municipais, sendo duas (02) urbanas. O municpio conta tambm com escolas de educao infantil, creches e ainda 02 escolas

    particulares para as sries iniciais da educao bsica. Roncador conta ainda com quatro (04) escolas estaduais onde ofertado o ensino nas

    sries finais da educao bsica e ensino mdio, sendo duas (02) na rea urbana e duas (02) na rea rural. O municpio no possui museus. Com

    relao s bibliotecas, alm das bibliotecas instaladas nas escolas, o municpio disponibiliza para a populao em geral uma biblioteca publica

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    Ainda segundo a secretria municipal de educao, o municpio realiza atividades de recreao, esportivas, culturais, artsticas entre outras.

    4.7 Nvel de demanda socioeducativa: necessidades da comunidade, problemas para o atendimento das demandas: transportes, recursos financeiros, etc.

    Como foi constatado ao longo do processo de construo desta agenda 21, o municpio de Roncador apresenta inmeros problemas

    ambientais, muitos decorrentes da falta de investimentos na rea ambiental, outros simplesmente da pura falta de educao socioambiental. Nesse

    sentido, o municpio apresenta uma grande demanda por trabalhos voltados educao socioambiental e investimentos para melhoria do

    ambiente local com obras e programas que minimizem os impactos ao meio ambiente. A construo da presente agenda apenas o passo inicial

    para o atendimento desta demanda, muito ainda tem a ser feito neste segmento. No entanto a parte desta demanda que necessita atendimento mais

    imediato a de sistematizao e implementao de um amplo trabalho de educao socioambiental, pois somente com o sucesso deste, que

    qualquer programa ou obra voltada conservao do meio ambiente ter sucesso, como exemplo pode-se destacar a coleta seletiva para resduos

    mdicos que j esta em projeto para ser colocada em pratica a partir deste ano.

    4.8 Os problemas de entorno da escola e sua influncia na escola.

    A demanda atendida pela nossa escola composta por alunos de classe baixa e mdio-baixa, caracterizando-se em sua maioria por alunos

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    carentes, tanto na questo financeira, como familiar e cultural. Um dos grandes problemas agravantes da situao que alguns alunos residem em

    localidades distantes da escola, o que em pocas chuvosas, acaba dificultando o acesso escola por conta das estradas, que nem sempre so

    cascalhadas.

    No tocante aos recursos financeiros, boa parte so recebidos do governo estadual, sendo repassado mensalmente, o que nem sempre acaba

    dando conta de atender s necessidades bsicas da escola, necessitando que se faa como complementao rifas e demais promoes para

    angariar mais recursos. Em relao ainda questo escolar, enfrentamos o grande desafio de fazer com que a comunidade se sinta parte da

    escola, participando e auxiliando em suas principais necessidades e ainda, confrontamos com famlias que deixam parcialmente ou totalmente de

    acompanhar a vida escolar dos alunos, no seu dia-a-dia, contribuindo para o fracasso escolar.

    O que se percebe, geralmente dentro e fora da escola a falta de perspectiva das pessoas, seja pelos problemas enfrentados na nossa

    regio, como o desemprego, violncia, dentre outros; como pela prpria carncia cultural que acaba impedindo novas vises de mundo.

    Concluindo, pensamos que a educao o caminho. necessrio comear um trabalho de base com as crianas, onde as mesmas possam estar na

    escola, permanecer e ter sucesso, estendendo essa oferta aos adultos que no tiveram oportunidade na poca devida. S assim, poderemos ter

    condies de analisar as condies sociais que enfrentamos e lutamos coletivamente para poder melhor-las.

    18

  • 5. Diagnstico

    5.1 Caracterizao da situao atual a partir da anlise dos dados coletados anteriormente: Como a situao atual da comunidade?

    Aps um trabalho envolvendo toda a comunidade escolar atravs de questionrio distribudo a todos os alunos da zona rural e urbana da

    escola, foram detectados os seguintes problemas que ocorrem no municpio. Os problemas levantados atravs das respostas datas pelos

    questionrios foram agrupados em seis eixos temticos. Na seqncia esto elencados todos os problemas levantados e os eixos temticos.

    Eixo Temtico: Cidades Sustentveis

    Queima do lixo.

    Falta de coleta peridica do lixo.

    Falta de reciclagem do lixo.

    Falta de tratamento de gua.

    Desperdcio de gua.

    Sujeira nas ruas.

    Mau cheiro causado pelos laticnios.

  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Acmulo de lixo em quintais e terrenos baldios.

    Criao de animais no permetro urbano.

    Falta de lixeiras nas ruas da cidade.

    Despejo de esgoto na galeria pluvial.

    Poluio dos rios.

    Problemas com fossas residenciais sem a devida manuteno.

    Cavalos no centro da cidade.

    Lixo.

    Lixo hospitalar jogado a cu aberto.

    Eixo Temtico: Agricultura Sustentvel

    Poluio dos rios atravs dos agrotxicos.

    No devoluo das embalagens de agrotxicos.

    Lixo depositado ao longo do curso dos rios.

    Queima para a realizao do plantio.

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Falta de conservao na vegetao ciliar ao longo do curso dos rios.

    M conservao das minas e nascentes por falta de vegetao suficiente.

    Falta de esclarecimento para os agricultores.

    Depsito de embalagens de agrotxicos ao longo dos rios.

    Falta de locais apropriados para a limpeza dos equipamentos utilizados na aplicao de agrotxicos.

    Falta de planejamento adequado para a destinao dos dejetos animais.

    Criatrios de animas prximos aos rios.

    Utilizao de agrotxicos prximo s nascentes e represas.

    Despelo de animais mortos nos cursos dos rios.

    Falta de planejamento para o destino do lixo na zona rural.

    Eixo Temtico: Gesto dos Recursos Naturais

    Caa de animais silvestres.

    Desmatamento.

    Eroso do solo.

    21

  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Venda ilegal de madeira.

    Eixo Temtico: Segurana

    Falta de segurana na zona rural.

    rvores encostando nas redes de transmisso de energia eltrica.

    Falta de manuteno na iluminao pblica.

    Policiais mal preparados e mal remunerados.

    Falta de rondas policiais constantes.

    Animais soltos nas ruas.

    Som alto em bares e lanchonetes a noite.

    Uso de drogas em diversos pontos da cidade.

    Eixo Temtico: Infra-estrutura e Integrao Regional

    Falta de conservao de estradas e pontes.

    Bueiros entupidos.

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Falta de energia eltrica em dias de chuva.

    Falta de pavimentao em ruas da cidade.

    Falta de galeria pluvial em muitos pontos da cidade.

    Caladas danificadas ou ausncia de caladas.

    Eixo Temtico: Reduo das Desigualdades Sociais

    Desemprego.

    Qualidade no atendimento mdico.

    Falta de moradias apropriadas.

    Analfabetismo.

    Pelo resultado obtido atravs dos questionrios e mesmo empiricamente atravs de um simples passeio pelo municpio, constate-se um

    grande nmero de problemas necessitando de uma soluo. Alguns desses problemas apresentam um grau de complexidade menor, requerendo

    solues mais simples, outros com um grau maior de complexidade, requerendo solues, mais elaboradas e com maior envolvimento de toda

    comunidade, inclusive das autoridades polticas.

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    5.2 Caracterizao da situao desejvel a partir das questes: Como deveria ser a situao da comunidade?Como desejaramos que fosse a situao da nossa comunidade?Para descrever a situao desejvel devem ser apresentados fatos reais que deveriam ocorrer, mas que no esto ocorrendo no momento.

    Para a construo deste item da agenda, foi realizada uma reunio especfica com a finalidade de debater e chegar a um consenso na

    construo da concepo de meio ambiente ideal, qual a situao desejvel para a comunidade. As pessoas que participaram do frum travaram

    uma discusso calorosa, mas as opinies no divergiam radicalmente umas das outras. Aps o termino do debate, a situao desejvel para o

    meio ambiente e para a comunidade ficou caracterizada da seguinte forma:

    A situao ideal para o municpio seria aquela na qual a comunidade se relacionaria harmoniosamente com o ambiente, onde as pessoas

    tivessem de igual maneira todas as condies para uma boa qualidade de vida, vivendo em um ambiente adequado. Onde todos os moradores

    tivessem acesso a tratamento mdico adequando e mtodos de preveno de doenas eficientes. A agricultura fosse praticada de forma racional,

    visando uma relao equilibrada entre produo e preservao do ambiente, livre da presena de agrotxicos. Todos os resduos slidos gerados

    pelo municpio fossem totalmente reutilizados e reciclado evitando assim a sua disposio no ambiente, com a conseqente contaminao do

    mesmo. Uma situao desejvel para a comunidade seria aquela onde as fontes de gua fossem preservadas e pura, livre de qualquer

    contaminao, e que a gua fosse utilizada como um recurso natural extremamente importante, e por isso utilizada de forma estritamente

    racional, evitando qualquer desperdcio.

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Uma situao ideal para a comunidade seria aquela onde os recursos florestais fossem preservados e utilizados de forma sustentvel

    atravs de projetos agroflorestais. Onde o respeito entre as pessoas reinasse intensamente, no havendo qualquer tipo de perturbao, como a

    provocada por som alto em carros e bares. Onde as pessoas se sentissem seguras para sair rua, sem qualquer tipo de medo. Onda todos os

    trabalhadores tivessem uma forma digna de sobreviver e sustentar sua famlia. A situao ideal idealizada pelo presente frum assenta-se nos

    principio do uso sustentvel dos recursos naturais, na racionalidade, na relao harmoniosa e equilibrada entre comunidade e ambiente.

    5.3 Identificao das causas/motivos que esto causando a discrepncia entre a situao atual e a situao desejvel: localizao geogrfica, ausncia de estmulos para a busca de solues, falta de conhecimento e destrezas para a compreenso dos fatos e a tomada de deciso, falta de recursos, discrepncia dos rgos pblicos, etc.

    Muitas so as causas/motivos que causam a discrepncia entre a situao atual e a situao desejvel, dentre as quais podemos elencar: a

    ausncia de estmulos no municpio para projetos voltados a preservao do meio ambiente, agora que comeam delinear-se algumas solues

    neste aspecto. A falta de conhecimentos de aspectos tcnicos para aqueles que so responsveis pelas tomadas de decises outra causa de

    discrepncia entre a situao real e a desejada. A falta de recursos, ou a falta de conhecimento de onde encontr-los tambm se torna uma

    causa/motivo de tal discrepncia, alm da incoerncia dos rgos pblicos, que muitas vezes mantm discursos voltados preservao do meio

    ambiente, mas na prtica pouco o faz, e por fim nota-se tambm como causa desta discrepncia a falta de educao scioambiental ou a falta de

    trabalhos nessa rea. Esses problemas em conjunto formam uma barreira separando a situao atual e a desejada.

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    5.4 Definio dos problemas a partir das discrepncias encontradas na comparao entre a situao real e a desejada.

    Podemos definir como problemas a partir das discrepncias acima encontram resultantes da comparao entre a situao real e a situao

    desejada os seguintes:

    Falta de recursos para aes voltadas melhoria do meio ambiente;

    Falta de atuao dos rgos pblicos e coerncia nas aes dos mesmos;

    Falta de estmulo para a preservao ambiental;

    Falta de educao scioambiental;

    Falta de projetos voltados preservao do ambiente;

    Falta de conhecimento tcnico sobre meio ambiente por parte dos responsveis pelas tomadas de decises;

    Esses so apenas alguns dos problemas que podemos encontrar, e que requerem solues imediatas, se no nada ser feito para a melhoria

    das condies ambientais e de vida da populao em geral.

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  • 6. Ttulo da Agenda 21 Escolar

    Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro - EFMP.

    7. Introduo

    A eminncia da preocupao com as questes ambientais tem perpassado todos os nveis e segmentos das sociedades, sejam elas locais,

    regionais, nacionais ou planetrias. Tal fato deve-se ao quadro que se instalou no planeta devido ao ritmo de utilizao dos recursos naturais

    empreendido pelo ser humano em suas atividades. Segundo Barbieri (2003, p. 15):

    A preocupao com os problemas ambientais decorrentes dos processos de crescimento e desenvolvimento deu-se lentamente e de modo muito diferenciado, entre os diversos agentes, indivduos, governos, organizaes internacionais, entidades da sociedade civil, etc.

    O homem atravs de sua ao tem explorado os recursos naturais de forma irracional e gananciosa na busca pelo lucro. De acordo com

    Costa (2000, p.314) o homem se julga o senhor da terra e explora os recursos de forma cruel e devastadora como se fossem infinitos.... Nesse

    intuito degradam o Planeta destruindo os mais diversos tipos de ambientes sem pensar nos problemas que esta devastao acarretar, sobre esta

    questo Almeida (1988, p.14) tem a seguinte argumentao:

    Em busca do lucro fcil e rpido, o sistema capitalista, com o seu sistema de produo, utiliza-se da fauna e flora e recursos materiais (terras, minrios, etc.) como se fossem infinitos. A extrao das riquezas minerais, vegetais e animais obedecem lgica

  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    do capital de obteno do lucro fcil e rpido, sem a preocupao de renovao dos recursos naturais.

    Nesse novo contexto, ou seja, nesse mundo moderno o homem passou a estabelecer relaes com o meio basicamente de pura

    explorao, o meio ambiente passou a ser focado dentro do sistema capitalista apenas do ponto de vista econmico, no havendo nenhum indcio

    de preocupao da finitude do planeta. No h sinais de uma concepo do homem como integrante da natureza, como bem lembra Clive Ponting

    (1995, p.43):

    Os seres humanos tambm fazem parte dos ecossistemas terrestres, mesmo nem sempre estando conscientes desse fato e de suas implicaes. Todas as plantas e animais tendem a modificar o meio ambiente enquanto competem e cooperam com os outros para sobreviver e florescer. Em seu relacionamento com o ecossistema, dois fatores distinguem os seres humanos de todos os outros animais. Primeiro: so a nica espcie capaz de pr em perigo, ou at mesmo destruir, os ecossistemas dos quais dependem para a sua existncia. Segundo: os seres humanos so a nica espcie que se espalhou por todos os ecossistemas terrestres e, depois do uso da tecnologia, conseguiu domin-los.

    Segundo Paula (1998, p.141), a ameaa que o homem causa sua prpria espcie constante e apresenta-se de diversas formas, pois a

    suposta supremacia sobre os demais seres vivos lhe permite tal faanha. Porm, por mais que a sua inteligncia lhe possibilite manter esse

    domnio, a relao que estabeleceu com a natureza poder ameaar a sua prpria existncia. Nesse ato, agindo como observador, e no como

    sujeito do meio, o homem perde muito da compreenso do todo, ficando sua anlise e ao restrita a superficialidade, muitas vezes ficando essas

    anlises presas por amarras econmicas.

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Para tanto, foi necessria a desconstruo dos valores ticos e morais que regiam a relao do homem com o ambiente, principalmente

    dos povos primitivos como ndios e aborgines que mantinham um timo relacionamento com a me terra. O ambiente passou a ser tido como um

    ser inspito, distante, perigoso, e tinha que ser dominado, controlado, e posto a servio do homem.

    Na procura por uma resposta que explique toda esta confusa situao, na qual o planeta se encontra, vrios encontros internacionais foram

    realizados, dentre os quais podemos destacar o Clube de Roma, a Conferncia de Estocolmo, a Conferncia de Tibilisi, a Eco 92, entre outra

    tantas. Dessas as que tiveram mais repercusso pratica foram as conferncias de Tibilisi que estabeleceu os princpios para a Educao Ambiental

    e a Eco 92, realizada no Rio de Janeiro.

    Durante a realizao da Eco 92, foram construdos vrios documentos que serviriam de princpios norteadores para a realizao de aes

    de recuperao de diminuio no ritmo da degradao ambiental, dentre os quais podemos ressaltar a Carta da Terra, a Conveno sobre

    Mudanas Climticas, a Conveno sobre Diversidade Biolgica e a Agenda 21, com o compromisso de ser implementada em todos os nveis

    (planetrio, nacional, estadual, municipal, e mais recentemente escolar). De acordo com Barbieri (2003, p. 61):

    Esta Agenda 21, transformada em Programa 21 pela ONU, um plano de ao para alcanar os objetivos do desenvolvimento sustentvel. Ela uma espcie de consolidao de diversos relatrios, tratados, protocolos e outros documentos elaborados durante dcadas na esfera da ONU (Assemblia Geral, FAO, PNUMA, UNESCO, etc.).

    Desde ento, tantos os princpios estabelecidos para a educao ambiental, quanto os estabelecidos nas convenes ou na Agenda 21,

    foram lenta e gradualmente sendo implementados em todas as instncias, dentre as quais podemos destacar a escola, no intuito de tentar reverter

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    esse quadro com as geraes futuras. Nesse sentido as prticas da educao ambiental, e mais recentemente a agenda 21 atravs da construo da

    Agenda 21 Escolar se inseriram no cotidiano escolar com esse objetivo. Ainda citando Barbieri (2003, p. 65) a Agenda 21 uma espcie de

    manual para orientar as naes e as suas comunidades nos seus processos de transio para uma nova concepo de sociedade.

    8. Objetivos

    A presente agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro - EFMP tem por objetivos:

    Atender as necessidades da nossa comunidade escolar de participar da sociedade como um todo, na busca de possveis solues e a

    convivncia mais humana e racional com o meio ambiente, encaminhando um conjunto de aes que venham auxiliar na resoluo

    dos problemas enfrentados hoje.

    Enfrentar os principais problemas que a nossa comunidade apresenta, sendo eles: a degradao do ambiente pela ao do homem,

    como uso indiscriminado de agrotxicos, uso desordenado do solo, o desperdcio de gua e a falta de conscincia e preocupao com

    o lixo e o seu destino.

    Reconstruir valores ticos, morais que dizem respeito natureza, o que imprescindvel para o uso consciente dos bens de consumo e

    a garantia de qualidade de vida para toda a populao local.

    Despertar a noo de meio ambiente imediato, sendo este qual for, o quarto, a casa, a rua e at mesmo a escola ou cidade, e a

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    preocupao com a manuteno do mesmo para uma melhor qualidade de vida.

    Conscientizar a comunidade escolar da importncia da educao socioambiental, do conhecimento de tcnicas para a conservao do

    meio ambiente, saber usar com cuidado os recursos naturais, manterem o interesse pelo crescimento econmico sustentvel diferindo

    do conceito amplo de desenvolvimento que produziu efeitos alienantes nos habitantes urbanos e rurais.

    9. Plano de trabalho

    Uma vez realizado o diagnstico e detectado os problemas que afetam o ambiente coletivo no municpio de Roncador, e chegado ao

    consenso de meio ambiente que a comunidade deseja o frum da Agenda 21 escolar ateve-se a elaborar aes que visem reverter o quadro

    detectado e levar o ambiente do municpio situao desejada.

    Eixo Temtico: Cidades Sustentveis

    Realizar trabalhos orientado a populao e alunos na escola atravs da adubao orgnica, realizarem o aproveitamento de folhas e

    outros restos orgnicos; e implantar na escola coleta dos resduos slidos reciclveis.

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Contatar as autoridades locais, solicitando a coleta de lixo com maior freqncia nos pontos do municpio que isso no vem ocorrendo

    e implantar coleta aonde no tem.

    Implantar no municpio a coleta seletiva do lixo (j consta em projeto atravs da prefeitura municipal) e incentivar a instalao de um

    posto para a separao do mesmo.

    Repassar s autoridades locais o resultado do diagnstico para que o mesmo solucione o problema da gua tratada nos distritos,

    atravs do conserto de bombas e construo de poos artesianos.

    Realizar palestras visando conscientizar populao quanto importncia da gua e com economizar esse recurso to precioso vida

    humana.

    Incentivar a instalao de cisternas para captao de gua da chuva para lavagem de caladas, descargas em sanitrios e regar plantas.

    Levar os agentes de sade e professores na escola a orientar quanto ao destino do lixo, no jogando lixo nas ruas e terrenos baldios, e

    orientar populao para no dia da coleta do lixo, coloc-lo em locais altos, para que animais no o alcance.

    Solicitar aos rgos estaduais competentes maior fiscalizao nos laticnios.

    Rever a legislao do municpio, estabelecendo multas para quem depositar lixo em quintais e terrenos baldios, aumentar a equipe de

    vigilncia sanitria e intensificar a fiscalizao com veiculo a disposio.

    Atravs da vigilncia sanitria e rgos ambientais, aumentar a fiscalizao, conscientizao e se for o caso, punio.

    Implantar lixeiras na cidade e conscientizar a populao para no depredao do patrimnio pblico, pois existiam lixeiras na cidade e

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    as mesmas foram destrudas pro vndalos.

    Cobrar dos rgos polticos seja municipal ou estadual, a implantao de rede de esgoto no municpio.

    Maior fiscalizao dos rgos ambientais estaduais com relao poluio dos rios. Solicitar instalao de entreposto do IAP no

    municpio.

    Atravs da prefeitura, criar mecanismos que auxiliem as pessoas carentes a realizarem a manuteno peridica de suas fossas, com a

    devida limpeza e tampas para fossas abertas.

    Encontra-se em fase de desenvolvimento pela prefeitura, o plano de gerenciamento de resduos slidos, tanto urbano quanto

    hospitalar, com coleta seletiva e destino correto dos resduos coletados, criao de uma usina de compostagem para manuteno do

    viveiro municipal de mudas.

    Eixo Temtico: Agricultura Sustentvel

    Realizar trabalhos de conscientizao dos produtores com relao ao uso de agrotxicos na lavoura e da devoluo das embalagens

    atravs de palestras voltada aos alunos e comunidade de forma e geral e maior fiscalizao dos rgos competentes.

    Realizar trabalho com alunos e famlias de agricultores visando esclarecer os mesmo acerca da importncia da conservao da

    vegetao ciliar em torno dos rios e nascentes, bem como zelar pela manuteno na qualidade dos rios, no jogando lixo e nem outros

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    resduos ao longo do curso dos rios. Cobrar maio eficcia dos rgos ambientais que muitas vezes no atuam como deveriam.

    Integrar igrejas, associaes de produtores, escola entre outras instituies com o objetivo de fornecer ao produtor maiores

    esclarecimentos, para que o mesmo no incorra em erros acarretando os problemas ambientais j mencionados anteriormente.

    Cobrar do poder executivo subsdios e verbas para construo de locais apropriados para lavagem de equipamentos utilizados na

    aplicao de agrotxicos, destino do lixo e destino final de restos de animais mortos.

    Trabalhar com os alunos, projetos que incentivem a utilizao da agroecologia, como por exemplo, a horta escolar orgnica.

    Eixo Temtico: Gesto dos Recursos Naturais

    Cobrar maior fiscalizao dos rgos ambientais competentes (IAP/IBAMA), e solicitar ao municpio a criao de uma guarda

    municipal ou instalao de um posto da policia florestal no municpio.

    Realizar junto aos proprietrios trabalhos de conscientizao atravs de folders e palestras visando coibir a prtica da caa e

    desmatamento em suas propriedades.

    Integrar rgos tcnicos como IAP/SEAB/EMATER e escola em um projeto visando orientar os agricultores a construrem as curvas

    de nvel corretamente atravs de palestras explicativas, trabalhos de campo e outros e incentivar a manuteno e implantao de reas

    de cobertura vegetal visando reduzir o impacto da chuva com o solo totalmente desnudo.

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Implementar amplo trabalho de conscientizao visando reduzir a venda de madeira ilegal, cobrar dos rgo competentes maior

    fiscalizao e incentivar a criao de reas de reflorestamento como forma de preservao das reas florestais remanescentes e fonte

    de renda.

    Eixo Temtico: Segurana

    Solicitar ao destacamento policial local maior nmero de rondas da zona rural e urbana, enviar projeto ao governo estadual solicitando

    contratao de mais policiais, bem como treinamento dos mesmos e aquisio de mais viaturas.

    Elaborar plano de manejo e poda das rvores no permetro urbano.

    Realizar levantamento dos pontos que necessitam instalao e manuteno nas lmpadas do sistema pblico de iluminao e cobrar

    dos rgos competentes.

    Elaborar plano de manejo para animais soltos perambulando pela cidade, bem como local apropriado para destinar os mesmos.

    Reforar a legislao existente com relao ao horrio (23:00 hs) e volume para som alto no perodo noturno, bem com a sua

    fiscalizao pelos rgos competentes.

    Intensivar trabalhos de conscientizao de alunos e comunidade em geral com relao ao uso de drogas atravs de palestrar, teatros e

    campanhas em geral, bem com a realizao de mais rondas pela cidade visando reduzir o uso de entorpecentes.

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Eixo Temtico: Infra-estrutura e Integrao Regional

    Solicitar prefeitura municipal maior conservao das estradas e pontes na rea rural.

    Intensivar trabalhos atravs dos rgos competentes para que os proprietrios de terrenos com declive muito acentuado, tomem os

    cuidados necessrios para evitar o processo de carreamento do solo para os bueiros da galeria pluvial, e se necessrio aplicar sanes

    atravs do IPTU, os mesmo cuidados devero ser realizados com relao ao lixo, para que o mesmo seja destinado corretamente,

    evitando assim, ir parar nos bueiros.

    Cobrar do rgo competente maior atuao sobre o problema da falta de energia na zona rural.

    Elaborar projetos para captar recursos a fim de concertar caladas e providenciar pavimento para as ruas desprovidas do mesmo.

    Aumentar a rede de galeria pluvial e implantar rede de esgoto.

    Elaborar plano de manejo para arborizao urbana, visando o plantio correto de espcies apropriadas para a rea urbana do municpio.

    Aumentar a quantidade de lixeiras na cidade.

    Eixo Temtico: Reduo das Desigualdades Sociais

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Elaborar projeto para realizao de cursos de hortalias, formao de granjas em uma primeira etapa. Em uma segunda etapa realizar

    cursos de culinria, garom, atendimento, noes de administrao e artesanatos em geral. Assim desta forma, estar sendo propiciado

    ao jovem do municpio, valorizao de sua auto-estima, incluso social, aumento de renda. Em uma terceira etapa, implantar um

    restaurante popular e centro de vendas de artesanatos, dessa forma, a produo das novas hortas e granjas seria comprada pelo

    restaurante popular, que serviria com centro de treinamento para os alunos dos cursos de culinria, garom, atendimento e ponto de

    venda do artesanato dos alunos do curso.

    Cobrar do governo municipal maior eficincia e controle no atendimento mdio. Realizar parceria entre a escola e os Agentes

    Comunitrios de Sade no sentido de realizar aes conjuntas como campanhas, palestras, visando promover a melhoria nas

    condies de sade da populao do municpio.

    Promover parceria com o municpio para realizar um diagnostico da quantidade de pessoas que necessitam de moradias, bem como

    campanhas de conscientizao para os beneficirios no abandonarem suas moradias ou vende-las, bem como zelar pela manuteno

    da mesma.

    Realizar cadastramento das pessoas analfabetas no municpio e criar formas de incentivo para que as mesmas freqentem os cursos de

    alfabetizao j ofertados pelo municpio e estado.

    Implementar aes de valorizao e respeito as diferenas culturais, religiosas, fsicas ou quaisquer outras.

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    As aes acima citadas foram elaboras pelo frum construindo a Agenda 21 Escolar em suas reunies. Parte das aes acima elencadas, j

    esto sendo organizadas para serem colocadas em prtica atravs de projeto especifico.

    10. Oramento

    Itens Valor R$Confeco da Agenda 200,00Impresso da Agenda 50,00Confeco de 500 Camisetas para divulgao da Agenda 2.500,00Confeco de 500 bons para divulgao da Agenda 1.500,00Confeco de 2000 folders para divulgao da Agenda 1.300,00Total 5.700,00

    O oramento acima organizado refere-se apenas aos custos para confeco, organizao e divulgao da Agenda 21 Escolar, no

    abrangendo os custos a serem gerados pela execuo das aes propostas pela mesma. Tais custos envolvem um trabalho mais abrangente para

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    sua definio os quais sero realizados aps a organizao do frum permanente do Projeto Agenda 21 Escolar do Municpio de Roncador em

    conjunto com suas parcerias.

    11. Potenciais parcerias

    A presente Agenda 21 para sua organizao, construo e implementao, tem como potencias parcerias vrios rgos, entidades e

    associaes comunitrias, dentre as quais destacamos:

    Prefeitura municipal e suas secretarias;

    Instituto Ambiental do Paran IAP;

    Secretaria de Agricultura e Abastecimento SEAB;

    EMATER-PR;

    Associao Comercial;

    Associao dos Produtores Rurais;

    Rotary Club;

    Igrejas;

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  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    Faculdade Estadual de Cincias e Letras de Campo Mouro FECILCAM;

    Secretaria de Estado da Educao SEED-PR;

    Pastorais;

    Secretaria de Estado do Meio Ambiente SEMA-PR.

    12. Projeo para o futuro.

    A presente Agenda 21 tem como projeo para o futuro a sua implementao atravs de aes conjuntas entre as parcerias acima

    mencionadas, visando melhoria das condies ambientais e de vida da populao. Esta Agenda 21 projeta-se para o futuro como uma

    ferramenta, que se posta em pratica, ser capaz de levar a comunidade da situao real diagnosticada at a situao desejvel.

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  • 13. Avaliao do Projeto

    Como o Plano de Ao contribuir para melhorar a compreenso scioambiental dos envolvidos e orientar suas aes.Professores Os professores trabalharo a importncia da Agenda 21 em sala de aula com os alunos e atravs de grupo de

    estudos aprofundaro seus conhecimentos sobre a questo.Alunos Os alunos alm dos trabalhos em sala conjuntamente com os professores, tambm participaro das tarefas

    prticas e trabalhos de campo necessrios para a execuo da Agenda.Pais Os pais sero envolvidos nas aes junto com os filhos visando construo coletiva dos novos valores que

    nortearo a sociedade a partir da implementao da agenda.Funcionrios da Escola Os funcionrios, assim como os professores, equipe pedaggica, direo e demais parcerias sero membros ativos

    em todas as tarefas necessrias para a execuo da agenda. Comunidade Escolar A comunidade escolar como um todo alm de participar da implementao da agenda, acompanhara a mudana

    de comportamento e a importncia de aes que visem a melhoria das condies ambientais.

    Como ser a insero da Agenda 21 Escolar no Projeto Poltico-Pedaggico da escola?

    A insero desta Agenda 21 Escolar no Projeto Poltico-Pedaggico da escola se dar com forma de projeto coletivo a ser desenvolvido

    permanentemente na escola, implementando na prtica escolar as aes propostas na agenda.

    O plano contribuir para melhorar a relao humana, Homem x Homem e Homem x Natureza?

    Sim, uma vez que entre os objetivos da presente agenda, encontra-se a reconstruo dos valores ticos e morais que deveriam nortear as

  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    aes humanas, alm de propor um modelo onde a relao homem x natureza se dar de forma harmoniosa e equilibrada.

    O contedo abordado contempla as DCEs?

    Sim, a questo ambiental j se encontrava presente nos PCNs na forma de eixo transversal, nas Diretrizes Curriculares tambm esto

    presentes contedos abordados nesta agenda, como a relao homem x natureza, preservao e uso racional dos recursos naturais, tica, entre

    outros.

    O plano ir contribuir para melhorar o relacionamento e estimular parcerias da escola com a comunidade? De que maneira isso ir

    acontecer?

    Sim. O plano ir melhorar e estimular parcerias da escola com a comunidade, pois para ser implementado, necessitar do bom

    entendimento entre comunidade e escola. Isso acontecer atravs das aes conjuntas que devero ser organizadas para a execuo das tarefas

    propostas na agenda como soluo para os problemas da escola e do municpio.

    Quais so os atuantes da comunidade escolar que esto presentes na Construo da Agenda 21 Escolar? Qual a sua atuao?

    42

  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    ( X ) Setor Pblico ( ) Setor Privado ( ) ONGs ( X ) Outros

    O setor pblico est presente na construo da Agenda 21 Escolar atravs da participao das diversas secretarias da Prefeitura Municipal

    e Cmara de Vereadores, que tero papel muito importante nas parcerias a serem desenvolvidas para a operacionalizao desta Agenda 21

    Escolar. Tambm destacamos a presena de outros rgos como associaes de produtores e comercial do municpio que tambm tero papel

    vital para a implementao da agenda.

    43

  • 14. Avaliao Sistematizada pelos Coordenadores

    Partindo do pressuposto de que a Agenda21 Escolar, prev iniciativas e aes voltadas para a melhoria da qualidade de vida da populao

    e que a participao de todos os setores da sociedade, bem como das escolas condio indispensvel para a construo da mesma.

    Primeiramente quero ressaltar que no fui o profissional designado por esta escola para o curso de capacitao e coordenao da construo da

    Agenda 21 Escolar, no entanto, em virtude de o professor designado pela escola no ter dado inicio aos trabalhos, a escola em vista da

    necessidade da construo da Agenda, solicitou meus prstimos, uma vez que eu havia sido designado por uma outra escola do municpio de

    Iretama e estava a par do processo.

    Posteriormente foram convocados todos os professores da escola para uma reunio onde enfatizei a importncia e a necessidade da

    divulgao junto aos alunos para a construo da mesma. O trabalho foi fatigante, pois alm desta, eu tinha a responsabilidade de construir a

    agenda 21 escolar da escola pela qual eu fui designado, na qual optamos por um trabalho maior envolvendo as quatro escolas do municpio de

    Iretama, o que resultou em um total de 05 Agendas 21 Escolares sob minha responsabilidade, em um trabalho que seguramente ultrapassou s 40

    horas disponibilizadas em certificado para a construo da agenda.

    Depois de esclarecida e muito discutida atravs de um questionrio respondido pelos alunos juntamente com seus familiares, foram

    diagnosticados os problemas de ordem social, ambiental e econmico. Outro passo importante dessa foi realizao dos fruns nos dias 21 de

    outubro de 2005 e 09 e 14 de dezembro de 2005, onde convidamos quase todos os segmentos da sociedade, onde novamente explicamos aos

    presentes o que a agenda 21, quando e porque surgiu e os objetivos.

    A grande dificuldade que encontramos para a realizao da construo da mesma a falta de participao da sociedade tanto no frum

  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    quanto nas reunies, talvez pelo fato das pessoas desconhecerem totalmente do que se trata a Agenda 21, por ser esse assunto pouco ou quase

    nada divulgado pelos meios de comunicao. Tais consideraes levam-nos a concluir que atingimos nossos objetivos parcialmente, uma vez que

    a nossa inteno inicial, era a de mobilizar, mais intensamente a sociedade de modo geral, no entanto, por outro lado, foi intensamente

    gratificante a participao daqueles que entenderam a importncia desta tarefa, e que contriburam de forma significativa nos fruns para a

    construo da presente Agenda 21 Escolar. Agora, com a agenda construda, restam os trabalhos de operacionalizao e execuo das aes

    propostas pelo frum Construindo a Agenda 21 Escolar, trabalho este que com certeza ser muito mais rduo do que o trabalho de construo da

    mesma. Por fim, quero registrar que a operacionalizao da presente agenda j est em andamento atravs de projeto a ser desenvolvido pela

    escola e comunidade.

    45

  • Referncias:

    ALMEIDA, J. P. de. A extino do arco-ris: ecologia e histria. So Paulo: Papirus, 1998.

    BARBIERI, J. C. Desenvolvimento e meio ambiente: as estratgias de mudanas da Agenda 21. Petrpolis: Vozes, 2003.

    COSTA, F. R. O desmatamento da mata atlntica no Estado do Paran. In: Revista da I Semana de Iniciao Cientifica da Faculdade Estadual de Cincias e Letras de Campo Mouro. Campo Mouro: Fecilcam, 2000, p.313-322.

    DALMAS, ngelo. Planejamento Participativo na Escola: Elaborao, Acompanhamento e Avaliao. Petrpolis: Vozes, 1994.

    FACINI, F. A agricultura familiar no contexto da organizao do espao agrrio de Iretama (monografia de ps-graduao). Campo Mouro: FECILCAM, 2006.

    GUIMARES, M. A dimenso ambiental na educao. So Paulo: Papirus, 1995.

    GUIMARES, M. A formao de educadores ambientais. So Paulo: Papirus, 2004.

    IPARDES. ndice de desenvolvimento humano municipal IDH-M 2000: anotaes sobre o desempenho do Paran. Curitiba: IPARDES, 2003.

    LEINZ, V.; AMARAL, S. E. do. Geologia Geral. So Paulo: Companhia Editora Nacional, 1998.

    MAACK, R. Geografia fsica do Estado do Paran. Curitiba: Imprensa Oficial, 2002.

  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP

    PAULA, Z. C. O campo da vida o campo da morte: uma leitura da agricultura no municpio de Maring na dcada de 80. In: Revista de histria regional. Ponta Grossa: UEPG, 1998. p.139-156.

    PONTING, C. Uma histria verde do mundo. Rio de Janeiro: Civilizao Brasileira, 1995.

    47

  • ANEXOS

  • ANEXO 01

    FOTOS DA SEGUNDA REUNIO DO FRUM

  • ANEXO 02

    FOTOS DA TERCEIRA REUNIO DO FRUM

  • Agenda 21 do Colgio Estadual General Carneiro EFMP 55

    COLGIO ESTADUAL GENERAL CARNEIRO EFMP1. Identificao2. Participao na Agenda 213. Reunies4. Reconhecimento: Anlise da comunidadeEstudo dos recursos naturais: clima, vegetao, gua, solo, fauna, impactos das aes humanas, etc.4.2 Estudo da populao (recursos humanos): nmero de habitantes, idade mdia, aumento ou diminuio do ndice de populao, classes sociais, histria da populao, nvel educacional, atividades, tradies, valores, etc.4.3 Recursos econmicos: atividades econmicas e servios aos consumidores (transporte, sade, educao, recreao, habitao, etc).4.4 Segurana pblica: aes preventivas, etc.4.6 Recursos da educao: populao escolar, escolas pblicas e privadas, bibliotecas, museus, atividades de recreao, etc.4.7 Nvel de demanda socioeducativa: necessidades da comunidade, problemas para o atendimento das demandas: transportes, recursos financeiros, etc. 4.8 Os problemas de entorno da escola e sua influncia na escola.

    5. Diagnstico5.1 Caracterizao da situao atual a partir da anlise dos dados coletados anteriormente: Como a situao atual da comunidade?5.3 Identificao das causas/motivos que esto causando a discrepncia entre a situao atual e a situao desejvel: localizao geogrfica, ausncia de estmulos para a busca de solues, falta de conhecimento e destrezas para a compreenso dos fatos e a tomada de deciso, falta de recursos, discrepncia dos rgos pblicos, etc.

    6. Ttulo da Agenda 21 Escolar7. Introduo8. Objetivos9. Plano de trabalho10. Oramento11. Potenciais parcerias12. Projeo para o futuro.13. Avaliao do Projeto14. Avaliao Sistematizada pelos CoordenadoresReferncias:ANEXOS