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Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas Manuel ... · Quadriénio 2013/2017 Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício-Évora 5 • Mudança = Abertura

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  • Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício-Évora Srª da Glória

    A BÚSSOLA, ORIENTAÇÃO EM A BÚSSOLA, ORIENTAÇÃO EM A BÚSSOLA, ORIENTAÇÃO EM A BÚSSOLA, ORIENTAÇÃO EM AUTONOMIAAUTONOMIAAUTONOMIAAUTONOMIA

    Manuel

    Ferreira

    Patrício

    Vista Alegre

    Valverde

    Srª da Glória

    Cruz da

    Picada

    Quadriénio 2013/2014 a 2016/2017

    Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas

    Manuel Ferreira Patrício-Évora

    Volume I

  • Quadriénio 2013/2017

    Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício-Évora

    1

    “Suportada por uma concepção organizacional de escola que prefere o consenso ao conflito, a

    harmonia à desarticulação, os valores partilhados e as relações informais ao formalismo e ao

    normativismo, com a imagem da identidade e do consenso pretendemos equacionar uma noção

    de projeto educativo da escola que procura realçar a sua dimensão processual de interiorização

    da cultura escolar, ou seja, a ideia do projeto enquanto um espaço e um tempo que permite

    desenvolver relações de proximidade, de partilha de valores e de expetativas entre os membros

    da organização, tendo em vista uma maior coesão e satisfação organizacional e, portanto, um

    melhor funcionamento escolar.” (Costa, 2003:78)

    Nesta perspetiva o papel do projeto educativo pode ser:

    “(…)qualquer coisa que nos protege (é a membrana que dá a cada ser – pessoa, empresa, cidade

    ou organização – a sua existência distinta, a sua consciência de pertença;

    Qualquer coisa que nos une (são os valores partilhados, a cultura vivida);

    Qualquer coisa que nos mobiliza (é, na verdadeira aceção, o sentido: ao mesmo tempo a direção

    que se toma e o significado da aventura coletiva.”(Sérieyx, 1993: 220-221)

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    2

    Índice Geral

    Volume I

    Introdução 3

    Capítulo 1. Orientação estratégica do projeto educativo 4

    1.1. Visão estratégica 4 1.2. Missão do agrupamento 4 1.3. Finalidades e objetivos 4 1.4. Etapas de desenvolvimento 5

    Capítulo 2. Perfil do agrupamento 6

    2.1. Contextos do concelho de Évora 6

    2.2. Localização geográfica e área(s) de influência 9

    2.3. Caracterização do agrupamento 11

    2.4. Notas biográficas sobre o patrono 17

    Capítulo 3. Diagnóstico swot do agrupamento 18

    Capítulo 4. Organização funcional e administrativa 20

    4.1. Organograma 20

    Capítulo 5. Indicadores de partida e metas de chegada 22

    Capítulo 6. Plano de ação estratégico (Eixos+ações) 23

    Capítulo 7. Avaliação do Projeto 31

    Considerações finais 37

    Volume II

    Anexos:

    Indicadores de fatores de sucesso e insucesso 1

    Critérios gerais para a formação de turmas 10

    Critérios para a distribuição de serviço docente e elaboração de horários 13

    Atores educativos 21

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    INTRODUÇÃO

    No âmbito do quadro legal em vigor, pretende-se “Um projeto educativo contextualizado,

    consistente e fundamentado” (Decreto Lei nº 137/2012 art.º 57, ponto 3, alínea a).

    A construção do projeto educativo para o quadriénio 2014/2018 implica pressupostos vários:

    • A construção na continuidade (como uma mais valia em relação ao trabalho eficaz que foi desenvolvido até aqui);

    • A construção a partir do relatório da avaliação interna (os pontos fortes e os constrangimentos e as preocupações da comunidade educativa);

    • A construção tendo por base a avaliação feita ao anterior projeto educativo (procurando integrar as propostas que surgiram em contextos anteriores).

    • A construção tendo por base os resultados da avaliação externa. • A construção tendo por base o enquadramento legal vigente.

    Pretende-se que este projeto educativo seja um referencial estratégico, articulado e integrado,

    suficientemente flexível para emergirem respostas educativas, onde todos os atores educativos se

    sintam envolvidos. Daí a escolha do nome que consubstancia o projeto nos próximos anos: “A Bússola.

    Orientação em autonomia”. Através dele traçamos um percurso organizacional em termos

    pedagógicos e curriculares, tendo em conta a realidade deste agrupamento e a assinatura do recente

    contrato de autonomia. No entanto esta fidelidade ao projeto educativo quer-se dinâmica, ou seja, é

    na irrupção de cada um no confronto livre com os outros em dinâmicas sociais, pedagógicas e

    profissionais que se desenvolve a cooperação, o respeito, a liberdade e a criatividade.

    Privilegia-se a integração, a transversalidade, o princípio da contextualização, uma escola que

    não isola os objetos de estudo e conteúdos programáticos, mas os considera e os trata na sua relação

    com a multiplicidade de contextos de vida e a permeabilidade institucional, acolhendo e

    desenvolvendo colaborações com redes de parceiros.

    Pretendemos um projeto amplo, integrador sustentado por valores cívicos e democráticos

    Exigimos o direito ao futuro na sua plenitude, melhorando o processo educativo na sua

    globalidade através de respostas educativas que se adequem aos alunos deste agrupamento.

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    Capítulo 1. Orientação estratégica do projeto educativo

    1.1. Visão estratégica:

    A curto, médio e longo prazo, queremos ser uma escola coesa, inclusiva, reflexiva, inovadora e

    aberta à comunidade.

    1.2. Missão do agrupamento:

    Promover valores éticos;

    Dispõe-se a praticar a democracia, ajudar os encarregados de educação, no processo educativo e

    promover parcerias entre entidades diferentes.

    É intuito deste agrupamento esbater as diferenças sociais e manter uma cultura de avaliação e

    monitorização com vista a uma maior eficiência e eficácia.

    1.3. Finalidades e objetivos estratégicos

    São finalidades deste projeto educativo:

    • Identidade = reconhecimento da comunidade escolar das características organizacionais, das linhas de ação da política educativa gizada pelo agrupamento, que o distingue e caracteriza;

    construção de um sentido de pertença e coesão.

    • Inclusão = respostas adequadas a todos os alunos, respeitando e integrando as diferenças, atentos às necessidades das crianças e dos alunos.

    • Parcerias = estabelecimento de uma rede de colaboradores e parceiros locais, nacionais e internacionais numa perspetiva de abertura ao exterior.

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    • Mudança = Abertura aos desafios e a solicitações emergentes do contexto educativo, desenvolver uma escola aberta às transformações do mundo e da sociedade, ao meio, a si

    própria e à inovação.

    • Empreendedorismo = desenvolvimento de competências de inovação, criatividade, solidariedade e interajuda com a realização de projetos específicos.

    • Responsabilidade = Partilha democrática de responsabilidades educativas pelos vários atores educativos, valorização do capital humano numa coresponsabilização em prol das finalidades

    e objetivos da Escola.

    • Envolvimento = Sem envolvimento não há respostas substanciais a problemas concretos.

    • Cultura de agrupamento = existência de um ambiente de aproximação entre os vários atores educativos propício ao bom ambiente educativo e à assunção de responsabilidades e

    consequente articulação.

    • Avaliação = monitorização consubstanciada num processo de gestão e melhoria da qualidade de ensino e numa perspetiva de melhoria contínua da organização, através do ciclo PDCA

    (Plan-planear; Do-executar; Check-rever; Act-ajustar).

    São objetivos estratégicos:

    • Valorizar o saber e o conhecimento, fomentando a aquisição de competências essenciais; • Promover o sucesso educativo, garantindo diferentes ritmos de aprendizagem; • Promover valores de cidadania ativa e participada; • Promover a literacia e valorização da Língua Portuguesa no desenvolvimento de projetos; • Promover a Educação para a saúde; • Fomentar o trabalho colaborativo e articulado, incentivando a partilha de práticas,

    experiências e saberes;

    • Promover a inclusão e o respeito pela diferença; • Promover uma cultura de colaboração interna e externa; • Adaptar respostas educativas ao contexto socioeconómico, político e cultural.

    1.4. Etapas de desenvolvimento:

    Toda a orientação estratégica está concentrada no acompanhamento, avaliação, reflexão e

    divulgação de resultados de todo o processo ligado à implementação do plano de ação

    estratégico do projeto educativo.

    Prevê-se a sua aplicação em quatro fases distintas:

    1ª- Apresentação e divulgação do projeto educativo a toda a comunidade educativa;

    2ª- Aplicação/Interiorização das ações do projeto educativo em cada departamento;

    3ª- Análise e divulgação de resultados, análise do grau de concretização das ações do projeto

    educativo;

    4ª- Momento de reflexão e reajustamento da estratégia global de execução do projeto

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    educativo.

    Capítulo 2. Perfil do agrupamento

    2.1. Contextos do Concelho de Évora

    Para melhor entendermos quem somos, e quais as características da nossa comunidade

    educativa importa sabermos onde estamos, e por isso conhecer os contextos que nos rodeiam, e que

    influenciam e condicionam muitas das nossas ações.

    Consideramos por isso, ser de capital importância ter como referência a Carta Social e o

    Diagnóstico Social do Concelho – 2013/2015 de abril de 2012, que caracteriza e diagnostica algumas

    das problemáticas do concelho, e da freguesia da Malagueira, com as quais nos identificamos.

    Situa-se no centro da grande planície Alentejana, caraterizada, em termos de relevo, por uma

    ondulação suave e uma altitude de cerca de 240m, a Sul do Rio Tejo e de Lisboa e a Norte do Algarve,

    tem uma área total de 1 309,0 Km2 (cerca de 5% do Alentejo)

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    Em termos históricos, a cidade de Évora é uma das povoações de maior importância da

    História de Portugal. Os vestígios de seu vasto e rico passado levaram seu centro histórico a ser

    classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1986.

    Estamos perante uma cidade cujo património arquitetónico e artístico é diverso e harmonioso

    e permite encontrar vestígios: da pré-história, do romano ao neoclássico, passando pelo gótico e pelas

    várias expressões do manuelino, da renascença e do barroco, todas as épocas da história estão

    documentadas com obras que nos enchem os olhos e a alma.

    Demograficamente falando, este é um concelho que, de acordo com os Censos de 2011, não

    acompanhou a tendência de crescimento do país, embora tenha registado em 2011, um pequeno

    aumento da população residente com 56 596 habitantes. Este crescimento continua a ser inferior ao

    do país e é fruto dos movimentos migratórios. Apresenta-se com uma pirâmide de “duplo

    envelhecimento demográfico”, na medida em que expressa um envelhecimento na base e no topo da

    pirâmide, isto é, apresenta um saldo natural negativo (situação recorrente na última década), pois

    aumentou a estrutura etária acima dos 65 anos e diminuiu o grupo etário dos 0-14 anos. Este é

    também um concelho em que 73% do território perdeu população e a densidade populacional é de

    43,3 (muito abaixo da média nacional de 114,5 n/Km2), e onde a dimensão média das famílias é de 2,4

    indivíduos em 2011.

    Em termos socioeconómicos, a situação perante o trabalho é um dos fatores que contribui

    significativamente para a incidência do risco de situações de pobreza e exclusão social das famílias,

    destacando-se aqui os grupos mais vulneráveis como os idosos, as crianças e jovens, e as pessoas com

    deficiência, pois a população desempregada apresenta um risco mais elevado de acumular outros

    fatores desfavoráveis como problemas habitacionais, de saúde e de dependências várias.

    Concorrem para a situação de desemprego, fatores como os baixos níveis de escolaridade,

    formação profissional deficitária e/ou desadequada da realidade económica local, a vida familiar

    problemática, a situação social deficitária e cíclica (ciclos de pobreza nas famílias) e a degradação

    generalizada das condições de vida das famílias, poderão levar a situações de vulnerabilidade que,

    caso persistam no tempo e no espaço, renovam e reinventam novos ciclos geracionais de pobreza,

    para além de agravarem as situações existentes.

    A Educação constitui um bem fundamental para a valorização da vida de todas as pessoas e

    constitui um elemento estruturante do desenvolvimento social de qualquer território.

    Évora, enquanto cidade membro da Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE),

    inscreve-se numa linha de compromisso social com a educação e com o desenvolvimento social dos

    seus habitantes.

    A Rede Escolar criada anualmente tem por base a Carta Educativa e informação da DGEstE –

    CME, e Universidade de Évora. Em julho de 2013, o Concelho de Évora passou a dispor de quatro

    agrupamentos, três dos quais considerados mega agrupamentos.

    Não obstante os polos de interesse que a cidade possui, coexistem alguns fatores que

    ressaltam da análise do sistema educativo e da própria realidade socio-juvenil e familiar do concelho,

    denunciadores das problemáticas sentidas na freguesia a que pertencemos. Assim sendo, no topo das

    preocupações sociais estão as questões relacionadas com o Abandono e o Absentismo Escolar que,

    apesar das melhorias sentidas, em virtude das politicas educativas e sociais, como por exemplo a

    medida do RSI – Rendimento Social de Inserção que obriga à frequência escolar, foram a causa de 25%

    das sinalizações na CPCJ, em 2012. Relativamente ao Insucesso Escolar, importa referir que as taxas de

    retenção mais elevadas, no Ensino Básico são inferiores à média nacional e mesmo à média do

    Alentejo. No contexto da Educação Especial existem neste concelho cerca de 284 crianças e/ou jovens

    integrados com Necessidades Educativas Especiais, (ano letivo de 2011/2012) nos estabelecimentos de

    educação pré-escolar e nas escolas, usufruindo de apoios especializados. As instituições como a

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    APPACDM, a APCE, entre outras, são parceiros importantes na disponibilização de recursos humanos e

    materiais para dar respostas adequadas aquela população.

    Relativamente à Saúde, o último Perfil realizado para a Região Alentejo, nesta área data de

    2010 e continua a ser o instrumento que orienta a resposta da administração em matéria de saúde,

    constituindo-se como um instrumento de referência, consubstanciado numa fonte de dados atualizada

    de forma sistemática que determinou a construção do PNS 2011-2016, no que à Região Alentejo

    respeita. Do perfil traçado ressalta o consumo de bebidas alcoólicas, hábitos tabágicos enraizados,

    consumo de substancias ilícitas (drogas), maus hábitos alimentares e acidentes rodoviários como

    alguns dos principais problemas que afetam a saúde dos alentejanos. A freguesia da Malagueira

    continua a ser a de maior prevalência desta problemática, no que respeita ao consumo de álcool e

    droga, sobretudo “cannabis”, estando referenciados 49 utentes no Centro de Respostas Integradas

    (CRI).Das várias equipas multidisciplinares dos Centro de Saúde, importa ressaltar a Unidade Unidades

    de Cuidados na Comunidade (UCC).

    As questões relacionadas com a Habitação ocupam lugar central nas preocupações e

    aspirações dos cidadãos, sendo consideradas como elemento básico de suporte aos processos de

    autonomização de vida e como tal, dos processos de inserção ou reinserção social.

    Alterações demográficas que se refletem na composição da população nas estruturas

    familiares e nos modos de vida (envelhecimento populacional acentuado; redução de população;

    aumento de agregados familiares com menor numero de elementos, isolamento social, etc) a que se

    acrescenta a redução dos rendimentos das famílias, são problemas detetados que contribuem para

    que em Évora se verifique a Desertificação do Centro Histórico, a estigmatização dos bairros

    sociais/pessoas com nítida separação na distribuição espacial e a degradação das habitações.

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    2.2. Localização geográfica e área (s) de influência do agrupamento

    Localização geográfica

    O Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício situa-se no coração da freguesia da Malagueira .

    Integra a Área Urbana na zona considerada Cidade Extramuros, e a Norte-Noroeste encontra-se na

    Zona de Transição, conforme é exemplo o mapa representado. Inclui vários bairros: Cruz da Picada,

    Sta. Maria, Malagueira, Fontanas, Alto dos Cucos, Escurinho, Vila Académica, Espadas, St. Antonico,

    Tapada do Ramalho, Sta Catarina, Vista Alegre, Torregela, Srª da Glória, António Sérgio, Três Bicos,

    Horta da Porta e Villas da Cartuxa.

    A aldeia de Valverde, que embora pertencente à freguesia de Nossa Senhora da Tourega, é

    parte integrante deste Agrupamento de Escolas.

    Até à década de 40 do séc. XX, a zona urbana de Évora limitava-se à cidade intramuros. Todo o

    espaço não integrado dentro das muralhas medievais era constituído por quintas, hortas, ferragiais e

    vinhas. A expansão urbanística da cidade na zona extramuros, fez-se, na sua maior parte, à margem de

    estudos urbanísticos, com exceção de duas zonas, uma a nascente e outra a poente (iniciativa privada:

    Quinta da Vista Alegre, Quinta St.ª Catarina, Tapada do Ramalho).

    Em 1997 surgiram novas freguesias, entre elas a Freguesia da Malagueira.

    A freguesia da Malagueira é uma das mais populosas e reflete a existência de realidades

    sociais, económicas e culturais muito diversas. Por um lado, existem bairros cujos moradores têm um

    relativo bom nível de vida, quer a nível habitacional quer a nível socioeconómico; por outro lado,

    existem bairros de habitação social, cujos moradores refletem um conjunto de problemas

    socioeconómicos graves, entre eles o desemprego, e outros daí decorrentes.

    Estas populações têm sido alvo de várias intervenções, quer de programas e projetos, estatais

    e locais, que procuram intervir de forma a apoiar as famílias e a minimizar os problemas.

    Malagueira

    Valverde

    Centro Histórico Cidade Extramuros Zona de Transição Zona rural

    Legenda

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    Para melhor ilustrar a importância e gravidade de alguns destes problemas, passamos a citar

    um breve trecho do Diagnóstico Instituto da Droga e da Toxicodependência.

    Com base em indicadores recolhidos foram identificados os seguintes grupos: - Adolescentes e jovens consumidores de haxixe e tabaco; - Consumidores problemáticos e dependentes de álcool; - Crianças, adolescentes e jovens em situação de abandono, insucesso e absentismo escolar; - Indivíduos de etnia cigana; - Desempregados jovens com baixa escolaridade e sem qualificações. Em termos populacionais, é constituída por famílias e indivíduos da freguesia onde se situam alguns bairros de habitação social (em estado de alguma degradação), como o Bairro do Escurinho, Cruz da Picada, Sta Maria, N. Sra da Glória e 3 Bicos, caracterizados por zonas exíguas (becos, caves e largos) associadas a consumos de substâncias ilícitas. (…) Esta freguesia é assumidamente uma zona sinalizada como sendo de consumo e tráfico e inclusive de onde são oriundos a grande maioria dos utentes do CRI [Centro de Respostas Integradas] de Évora. O parque habitacional e a tipologia dos equipamentos sociais desta freguesia não são facilitadores de intervenções e relações sociais promotoras em situação de vulnerabilidade económica e social e por crianças e jovens, que passam grande parte do seu tempo expostos a situações de risco (tráfico, consumos, marginalidade).

    In Diagnóstico sobre a freguesia da Malagueira, IDT, 2012

    Os alunos do Agrupamento de escolas Manuel Ferreira Patrício refletem as diferentes

    realidades e aspetos da sua vida quotidiana, evidenciando grandes assimetrias culturais e sociais que aqui são retratados.

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    2.3. Caracterização do agrupamento

    Constituição

    O agrupamento de escolas Manuel Ferreira Patrício é um agrupamento vertical, pois tem

    Jardins de Infância, 1º, 2º e 3º Ciclos, e está organizado da seguinte

    maneira:

    As escolas deste agrupamento distribuem-se pela freguesia da Malagueira, incluindo áreas

    urbanas e de transição, e ainda a freguesia de Nossa Senhora da Tourega, cuja principal povoação é

    Valverde, onde se localizam um Jardim de Infância e uma EB1, inserida numa área rural que fica a 12

    km da escola sede.

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    Localização geográfica

    A distribuição espacial das diferentes escolas/polos e sua respetiva localização pode ser

    observada nas fotos que se seguem.

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    Breve caracterização do Agrupamento

    O agrupamento acolhe crianças e jovens maioritariamente residentes na freguesia da

    Malagueira, que é constituída por bairros bastantes diversificados relativamente às suas

    características socioeconómicas, sendo estes alunos o reflexo da realidade envolvente que evidencia

    grandes assimetrias culturais e sociais.

    No ano letivo de 2012/13 o agrupamento teve um total de 1136 alunos, 7% dos quais

    apresentam Necessidades Educativas Especiais (NEE), 5% são de etnia cigana e 11% dos alunos são

    acompanhados pela Equipa Multidisciplinar “Espaço Com Tacto”.

    Relativamente à envolvente familiar dos alunos deste agrupamento, estudos vários revelam

    que, é constituída por uma população adulta com baixos níveis de escolaridade e níveis elevados de

    desemprego.

    O corpo docente do Agrupamento é maioritariamente constituído por pessoal do quadro do

    agrupamento (63%), os restantes elementos são quadros de zona pedagógica (19%) e contratados

    (18%).

    No que respeita ao pessoal não docente este Agrupamento possui 55 assistentes operacionais

    e 11 assistentes técnicos, o que se revelou manifestamente insuficiente para as necessidades de todo

    o agrupamento.

    A organização e gestão do Agrupamento são garantidas pela Equipa Diretiva, pelo Conselho

    Geral, pelo Conselho Pedagógico e pelo Conselho Administrativo.

    Com vista ao desenvolvimento deste Projeto Educativo, colaboram com o Conselho

    Pedagógico e com o Diretor, com o objetivo de assegurar a coordenação, supervisão e

    acompanhamento das atividades escolares e promover o trabalho colaborativo, as seguintes

    estruturas intermédias: Departamentos Curriculares; Conselho Coordenadores de Departamento

    Curriculares e de Estabelecimento; Equipas Pedagógicas; Conselhos de Docentes; Conselhos de Turma;

    Conselhos de Diretores de Turma; Equipa de Avaliação Interna; Equipa de Monitorização e

    Acompanhamento do Projeto Educativo; Equipa de Acompanhamento da Avaliação Especializada

    (NEE); Equipa Multidisciplinar “Espaço Com Tacto”; Biblioteca Escolar; Assembleias de Assistentes

    Operacionais.

    Para assegurar as respostas aos nossos alunos desenvolvem-se:

    • Projetos Pedagógicos,

    • Unidades de Ensino Estruturado para:

    o Educação de alunos com perturbações do espetro do autismo;

    o Apoio especializado para a educação de alunos com multideficiência e

    surdo-cegueira congénita;

    o Ensino bilingue para alunos surdos (Escola de referência nesta área)

    • Grupos de nível / Pares pedagógicos,

    • Percursos Curriculares Alternativos (PCA),

    • Projeto Integrado de Educação e Formação (PIEF)

    • Assessorias Pedagógicas

    • Equipa Multidisciplinar do “Espaço Com Tacto”

  • Quadriénio 2013/2017

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    • Oficinas Pedagógicas

    • Componente de Apoio à Família (CAF)

    • Atividades Extracurriculares (AEC) Por forma a realizar todos estes projetos e atividades importa não só contar com a

    comunidade escolar, mas torna-se imprescindível, a cooperação, o trabalho em rede e as parcerias

    com diversas instituições, nomeadamente:

    • Câmara Municipal de Évora;

    • Centro de Saúde;

    • APPACDM;

    • Associação Chão dos Meninos;

    • CPCJ – Comissão de Proteção de Crianças e Jovens;

    • Instituto da Segurança Social (ISS);

    • Universidade de Évora,

    Convém salientar as respostas específicas existentes no âmbito da educação especial :

    O Agrupamento tem como princípio orientador garantir a todos os alunos do Agrupamento

    que usufruem de medidas previstas na legislação em vigor no âmbito da Educação Especial (Decreto-

    Lei nº 3/2008 de 7 de Janeiro): a adequação dos espaços, dos recursos materiais, dos recursos

    humanos e das ofertas educativas que promovam o desenvolvimento de programas educativos

    individuais (PEI) que atendam à especificidade dos alunos, a sua inclusão educativa e social, a

    igualdade de oportunidades no acesso ao ensino e ao sucesso educativo, a promoção da sua

    autonomia pessoal e da estabilidade emocional, a preparação da transição para o prosseguimento de

    estudos ou para a transição para a vida pós-escolar.

    A Educação Especial constitui-se como um conjunto de recursos materiais e humanos do

    Agrupamento, organizados para a criação de condições que visam a adequação do processo educativo

    às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da atividade e da

    participação, num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais de

    carácter permanente ou prolongado.

    Constituem-se como recursos humanos especializados: os docentes de Educação Especial dos

    grupos 910 e 920, psicólogo, terapeuta da fala, docentes/formadores de língua gestual portuguesa

    (LGP), intérpretes de língua gestual portuguesa e outros técnicos especializados a cujo serviço se

    recorre, nos termos legal e regulamentarmente fixados, para o desenvolvimento de atividades com os

    alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) abrangidos pelo Decreto-lei n.º 3/2008.

    Constituem-se como recursos físicos e materiais: os espaços adaptados para o funcionamento

    das unidades especializadas, os gabinetes para intervenção terapêutica, as salas adaptadas para o

    ensino de alunos surdos, a facilitação dos acessos para alunos com problemas de mobilidade, a

    adaptação do sistema de alarme e de evacuação em situação de emergência que atenda às

    especificidades das pessoas surdas ou com problemas de mobilidade, o acesso a tecnologias de apoio

    e a materiais e mobiliário adaptados às especificidades dos alunos com diferentes necessidades

    educativas especiais de carácter permanente ou prolongado, o centro de recursos TIC para a Educação

    Especial.

    A elegibilidade para a intervenção dos apoios especializados de Educação Especial

    compreende os alunos com limitações significativas ao nível da atividade e da participação num ou

    vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais de carácter permanente ou

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    prolongado, resultante em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da

    mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social, sendo o processo

    de avaliação especializada realizado por referência à Classificação Internacional de Funcionalidade

    (CIF).

    Para a determinação da aplicação de medidas ou respostas específicas da Educação Especial,

    são desenvolvidos procedimentos de referenciação e avaliação de alunos que atendem à organização

    interna do Agrupamento e à legislação em vigor, no âmbito da Educação Especial.

    Modalidades Específicas de Educação

    Na Escola Básica Manuel Ferreira Patrício, são criadas respostas específicas e diversificadas,

    para alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente, e também desenvolvidas

    modalidades específicas de educação dirigidas para o ensino bilingue de alunos surdos, de alunos com

    autismo e de alunos com multideficiência ou surdo cegueira.

    Constituem-se como respostas educativas de carácter organizativo e de funcionamento

    Específico, nesta escola, as seguintes Modalidades Específicas de Educação para alunos com

    necessidades educativas especiais de carácter permanente:

    - a Unidade de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência e Surdo

    cegueira Congénita.

    - a Unidade de Ensino Estruturado para a Educação de Alunos com Perturbações do Espectro

    do Autismo;

    - a Educação Bilingue de Alunos Surdos;

    O acesso a tecnologias de apoio ou dispositivos facilitadores destinam-se a reduzir a

    incapacidade do aluno com necessidades específicas de educação de carácter permanente, facilitando-

    lhes o acesso ao desempenho de atividades e às aprendizagens.

    CRTICEEEVORA (Centro de Recursos TIC para a Educação Especial de Évora)

    - Área de Abrangência:

    Este Centro de Recursos está vocacionado para o atendimento de Instituições de quinze

    concelhos da região do Alentejo nomeadamente: Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora,

    Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Viana do Alentejo, Vendas

    Novas, Vila Viçosa, Sousel e Avis. Instituições: Escolas; IPSS; Serviços de Saúde.

    - Objetivos:

    - Avaliação dos alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado, para

    efeitos de utilização de tecnologias de apoio e adequação do equipamento/ajuda técnica à sua

    situação particular, com vista a garantir a inclusão destes alunos no processo de ensino aprendizagem;

    - Acompanhamento dos alunos através da monitorização da intervenção e de reuniões de avaliação

    que ao longo do processo se percecionem importantes;

    - Prestação de serviços de informação, formação, aconselhamento e documentação aos

    professores, outros técnicos e famílias no que respeita a utilização das tecnologias de apoio e também das

    metodologias a implementar na sala de aula;

    - Promoção de encontros, seminários, workshops no âmbito da Educação Especial tendo como

    destinatários docentes, técnicos e encarregados de educação;

    Intervenção Precoce

    Sendo o Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício, designado pelo Ministério da

    Educação, como Agrupamento de referência para a colocação de docentes do grupo 910 no âmbito da

    intervenção precoce, estes integram o Departamento de Educação Especial, devendo participar nas

    reuniões dos docentes de Educação Especial e serem seguidas as orientações emanadas da DGEstE -

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    DSRA no que concerne à distribuição de serviço destes docentes, bem como a supervisão da sua

    intervenção docente e a referenciação de crianças para a intervenção da Educação Especial.

    Articulação com Instituições Cooperação e Parceria

    O Agrupamento pode desenvolver parcerias, protocolos e projetos de cooperação com

    Instituições no sentido de realizar programas específicos de desporto adaptado, no âmbito de

    atividades de enriquecimento curricular, na execução de respostas terapêuticas, no despiste

    vocacional, na preparação para a integração em centros de atividades ocupacionais, na integração em

    programas de formação profissional e noutras ações necessárias para o desenvolvimento da Educação

    Especial.

    O CRI (Centro de Recursos para a Inclusão) da APPACDM, apoia o nosso Agrupamento, através

    de recursos nas áreas da psicologia, fisioterapia e transição para a vida ativa.

    Todos em conjunto, constituem os meios que permitem assegurar as respostas aos alunos deste Agrupamento.

    Breve história do agrupamento

    Este agrupamento de escolas foi criado no ano de 2004, nos termos do nº4 do artº8º, do

    decreto-lei nº 115-A/98 de 4 de Maio, por proposta da DREA. A Escola sede (EBI/JI da

    Malagueira) foi inaugurada no mesmo ano integrando o Agrupamento de Escolas nº 1 da

    Malagueira.

    Em dezembro de 2009, e tendo em conta a diversidade da população escolar com distintas

    características sociais, económicas e culturais, o agrupamento contratualizou com a DGIDC e a DREA

    um Contrato Programa no âmbito do Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP). Este

    projeto tem permitido dotar o agrupamento de recursos essenciais para melhor dar resposta aos casos

    de insucesso, absentismo escolar e comportamentos disruptivos.

    Mais recentemente, foi homologado o Contrato de Autonomia deste Agrupamento em

    fevereiro de 2013, espera-se uma maior autonomia na gestão e organização dos recursos necessários,

    de forma a proporcionar as respostas adequadas, na prossecução de estratégias de inclusão e da

    criação de um clima educativo favorável às aprendizagens e à convivência, entre todas as

    crianças/alunos do agrupamento

    Recentemente foram criados os Mega agrupamentos de escolas (Despacho nº 137/2012, de 2

    julho) no Concelho de Évora, no entanto, o nosso agrupamento não foi agregado por se encontrar no

    regime de exceção, artigo 7º-A, ponto 1, alínea a) e e), do referido despacho, isto é, por ser TEIP e por

    ter Contrato de Autonomia, respetivamente.

    Ao longo do ano letivo de 2012/13 decorreu um processo de seleção e de eleição, por parte

    dos vários elementos da comunidade educativa, do patrono da escola.

    Assim, o agrupamento passou a designar-se Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício

    desde 13 de Junho de 2013, data esta que passará a ser a data da celebração do Dia do Agrupamento.

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    2.4. Notas biográficas sobre o patrono – Manuel Ferreira Patrício

    Manuel Ferreira Patrício, antigo Reitor da Universidade de Évora, é natural de Montargil onde

    nasceu em Setembro de 1938.

    É um filósofo da educação e foi professor catedrático na Universidade de Évora. Licenciado em

    Filosofia e Doutor em Ciências da Educação, na especialidade de Filosofia da Educação, foi professor

    do ensino primário durante alguns anos, antes de se licenciar em Filosofia.

    Foi Presidente da Comissão de Planeamento da Região Sul, responsável pelo de Educação de

    Adultos da Universidade de Évora e coordenador da Comissão Regional do Alentejo para o Ensino

    Técnico-Profissional. Fez parte da Comissão de Reforma do Sistema Educativo e foi um dos

    responsáveis pela redação do Relatório Global da Reforma. Foi Reitor da Universidade de Évora.

    É dirigente da Associação Portuguesa de Professores e membro fundador da Associação para a

    Educação Pluridimensional. Foi Presidente do Instituto de Inovação Educacional durante o período em

    que o Ministério da Educação deu um forte apoio ao Projeto da Escola Cultural.

    Tem publicada uma obra imensa nos domínios da Educação e da Filosofia. Define-se como um

    personalista de muitas influências., a começar pela influência da filosofia grega clássica e continuando

    com os filósofos modernos.

    Revelou desde cedo uma clara vocação musical. O seu pai era trompetista da Banda de

    Montargil. A sua formação musical aconteceu no Seminário Menor de Vila Viçosa e foi aí que adquiriu

    o gosto e a prática da música coral, datando dessa altura as primeiras experiências de regência e de

    composição de peças corais simples. Enriqueceu depois, ao longo da vida, os seus conhecimentos e a

    sua experiência de coral. Em 1965, frequentou na Fundação Calouste Gulbenkian, o Curso de Educação

    Musical dirigido por Edgar Willems e o Curso de Prática e Regência de Canto Coral dirigido por Michael

    Corboz. A convite do maestro e compositor Fernando Lopes Graça, nesse mesmo ano, substituiu-o

    durante alguns meses na direção do Coro da Academia de Amadores de Música. Entre 1973 e 1984, foi

    maestro do Orfeão de Estremoz Thomaz Alcaide. Em Abril de 1983, com um conjunto de estudantes da

    sua universidade, fundou o CORUÉ – Coro da Universidade de Évora. Foi seu diretor artístico/maestro

    até Janeiro de 1987, altura em que foi nomeado para presidir ao Instituto de Inovação Educacional

    (Lisboa).

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    Capítulo 3. Diagnóstico Swot do Agrupamento

    Análise Swot:

    Foi feita a análise swot em relação ao diagnóstico da situação do agrupamento nos domínios

    avaliados pela equipa de avaliação interna, nomeadamente: Resultados, Prestação do Serviço

    educativo, Liderança e Gestão Escolar.

    RESULTADOS

    Pontos fortes Oportunidades -Desenvolvimento e articulação entre projetos

    (reconhecido pelos vários atores educativos – alunos,

    docentes, pais e encarregados de educação e Conselho

    Geral);

    -Valorização, por parte da maioria dos atores

    educativos, do trabalho da escola no combate à

    indisciplina mas ainda há uma margem a trabalhar;

    -Existência de um Plano de Ação de combate à

    indisciplina, onde está envolvido o Observatório da

    Qualidade Cívica do Agrupamento;

    -Participação e envolvimento dos pais e encarregados

    de educação no contexto educativo;

    -Reconhecimento geral do sucesso escolar de um modo

    bastante positivo e como um objectivo trabalhado de

    modo adequado;

    -Introdução de estratégias de reforço, que trouxeram

    maior visibilidade à ação desenvolvida nos diversos

    departamentos curriculares e áreas disciplinares, a par

    de um conhecimento específico mais aprofundado

    sobre o trabalho realizado nos vários ciclos de

    educação e ensino;

    -Diferenciação pedagógica, adaptando-se o ensino às

    capacidades e aos ritmos dos alunos.

    -Possibilidade de dar continuidade e enriquecer

    oportunidades de aprendizagem dos alunos em

    termos de diferenciação de respostas educativas;

    -A adequação equilibrada do Plano de Ação de

    combate à Indisciplina conduzirá a um melhor

    ambiente educativo;

    -Continuação da aposta no envolvimento dos pais na

    vida escolar dos seus educandos, como parceiros

    educativos;

    -Reforço da participação dos pais através de medidas

    muito concretas que estão a ser projectadas e que

    integrarão futuramente o projeto Educativo e o

    Plano de Melhoria;

    -A eficácia do sucesso escolar confere qualidade ao

    processo ensino/aprendizagem, sendo uma mais

    valia no desenvolvimento cognitivo e intelectual dos

    alunos

    Pontos fracos Ameaças -A notória falta de assistentes operacionais pode ser

    uma condicionante ao Plano de Ação do combate à

    Indisciplina;

    -Perspetivas diferentes entre os vários atores

    educativos sobre a participação dos pais e

    encarregados de educação: os alunos, os pais e

    encarregados de educação consideram o seu

    envolvimento na vida escolar adequado enquanto que

    os docentes consideram que esse envolvimento

    poderia ser mais efetivo;

    -A instabilidade do corpo docente poderá por em

    causa a continuidade de alguns projetos bem como a

    promoção do sucesso escolar dos alunos, já que o

    Agrupamento tem como grande prioridade, sempre

    que possível, a continuidade pedagógica com vista a

    minimizar os efeitos do fator “mudança”, em início

    de ciclo, na vida escolar dos seus alunos;

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    LIDERANÇA E GESTÃO ESCOLAR

    Pontos fortes Oportunidades - Promoção do envolvimento da comunidade educativa em projetos e ações comuns para o sucesso educativo e ambiente escolar harmonioso; - Comunicação eficaz que permite articulação e colaboração entre as várias estruturas intermédias; - Interiorização da matriz identitária do Agrupamento através das ações consubstanciadas no Projeto Educativo do Agrupamento.

    - Contratualização do Programa TEIP e a assinatura do Contrato de Autonomia - novos patamares de eficácia e qualidade.

    Pontos fracos Ameaças - Falta de recursos, nomeadamente assistentes operacionais, em relação ao número de alunos do agrupamento: necessidade de uma gestão muito racional dos mesmos.

    - Gestão de recursos (materiais e humanos) com as limitações financeiras impostas pelo ministério educação/governo; - A degradação das condições sociais e económicas das famílias pode provocar constrangimentos na relação escola/comunidade.

    PRESTAÇÃO DO SERVIÇO EDUCATIVO

    Pontos fortes Oportunidades - O trabalho em equipa realizado por grupos pertencentes a vários atores educativos. - A participação de todos os atores educativos para a construção de uma escola eficaz e estimulante. - A prestação dos diferentes serviços educativos na escola (Secretaria, Biblioteca, Refeitório, Bar, Papelaria/Reprografia) é considerada adequada, na generalidade, pela comunidade educativa.

    - Possibilidade de dar continuidade ao trabalho desenvolvido com a colaboração de pais e encarregados de educação.

    Pontos fracos Ameaças - A notória falta de assistentes operacionais condiciona a prestação de serviços de forma adequada à comunidade educativa, não permitindo que alguns desses serviços possam funcionar, por exemplo, em horário mais alargado.

    - A prestação de alguns serviços na escola poderá ficar comprometida devido à falta de assistentes operacionais.

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    Capítulo 4. Organização funcional e administrativa

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    Capítulo 5. Indicadores de partida e metas de chegada

    Indicadores de partida e metas de chegada

    Indicadores de partida em junho de 2013 Metas de chegada*

    Taxa de sucesso

    1º ciclo: 94,8% • Aumentar em 0,5% o sucesso

    2º ciclo: 96,03%

    3º ciclo: 95,3%

    Taxa de sucesso a Português

    4º ano: 90,5% • Aumentar em 0,5% o sucesso

    6º ano: 97,4%

    9º ano: 94,4%

    Taxa de sucesso a Matemática

    4º ano: 96,2% • Aumentar em 0,5% o sucesso

    6º ano: 84,4%

    9º ano: 81,1%

    Percentagem de classificação positiva em todas as disciplinas

    1º ciclo: 85,79% • Aumentar em 0,5% 2º ciclo: 78,21%

    3º ciclo: 67,72%

    * As metas serão sempre ajustadas no início de cada ano escolar em Conselho Pedagógico em função dos resultados obtidos.

    Indicadores de partida em junho de 2013 Metas de chegada* Taxa de Abandono Escolar: 0% Manter

    Taxa de Absentismo: 3% Reduzir 0,5%

    Taxa de Indisciplina: 12% Reduzir 0,5%

    * As metas serão sempre ajustadas no início de cada ano escolar em Conselho Pedagógico em função dos resultados obtidos.

    Avaliação Externa

    Anos de Escolaridade Indicadores de sucesso-junho de 2013 Metas de chegada

    4º Ano Taxa de sucesso Português: 59,5% Taxa de sucesso de Matemática: 67,8%

    • Aumentar em 0,5% o sucesso

    6ºAno Taxa de sucesso Português: 66,4% Taxa de sucesso de Matemática: 46,2%

    • Aumentar em 0,5% o sucesso

    9ºAno Taxa de sucesso Português: 48,6% Taxa de sucesso de Matemática: 36,8%

    • Aumentar em 0,5% o sucesso

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    Capítulo 6. Plano de ação estratégico (Eixos + Ações)

    Estrutura organizacional e funcional

    Eixo Norte Orientação para a melhoria

    das aprendizagens

    Eixo Sul Orientação para a monitorização e

    divulgação do P.E.

    Eixo Este Orientação para a cultura e valores

    matriciais

    Eixo Oeste Orientação em rede

    Ação nº1: Diversificação pedagógica

    • Continuação da aposta na articulação vertical e horizontal;

    • Aposta no combate ao insucesso, promovendo o sucesso educativo;

    • Organização do PAA com menor nº de atividades;

    • Continuação da componente local do currículo;

    • Diversificação de práticas pedagógicas

    Ação nº 6: Regular e divulgar

    • Manter a continuidade na cultura de avaliação e monitorização com ampla divulgação e reflexão entre os vários atores educativos.

    Ação nº4: caleidoscópio de

    culturas Ação nº5: Identidades

    • Manter uma forte cultura de agrupamento, promovendo a identidade, o sentido de pertença, desenvolver projetos que promovam o acesso a diferentes expressões culturais.

    Ação nº2: Espaço Com Tacto

    Ação nº3: A Escola na comunidade

    • Abertura da

    Escola aos vários parceiros educativos, contemplando prioritariamente as famílias.

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    Plano de ação estratégico-junho de 2013

    Ação nº1: Diversificação Pedagógica

    (descrição sumária de atividades)

    Objetivos

    Indicadores de

    partida

    Metas

    (quantificáveis se possível)

    Observações

    a) Componente local do

    currículo( rentabilizar a cultura patrimonial ambiental e histórica da região)

    b) Assessorias pedagógicas (colaboração de outro docente em sala de aula, auxiliando o professor titular de turma na condução da atividade letiva)

    c) Partilha de práticas pedagógicas (entre os vários níveis e ciclos de ensino, desenvolvem-se atividades; parcerias entre professores de educação especial e professores titulares para adequação de programas)

    d) Visionamento de aulas filmadas (em cada departamento visionam-se excertos de aulas numa perspetiva de partilha)

    e) Equipas Pedagógicas( manter equipas de trabalho de docentes por ano e por ciclo.)

    f) Tutorias (manter docentes com perfil para desenvolverem tutorias de acompanhamento aos alunos.)

    g) Voluntariado no estudo( alunos apoiam outros alunos numa atitude colaborativa).

    h) Salas de estudo (criação de grupos com homogeneidade de

    • Diversificar diferentes respostas de modo a contribuir para o sucesso educativo;

    • Dinamizar práticas pedagógicas inovadoras e consubstanciadas na cultura de escola;

    • Apropriação e transformação das orientações da política educativa nacional em atividades.

    • Taxas de sucesso no 1º ciclo: 94,8%

    • Taxas de insucesso no 1º ciclo: 5,2%

    • Taxas de sucesso no 2º ciclo: 96,03%

    • Taxas de insucesso no 2º ciclo: 3,97%

    • Taxas de sucesso no 3º ciclo: 95,30%

    • Taxas de insucesso no 3º ciclo: 4,70%

    • Aumentar em 0,5% o sucesso

    • Diminuir em 0,5% o insucesso

    • As metas serão sempre ajustadas no início de cada ano escolar em Conselho Pedagógico em função dos resultados obtidos.

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    dificuldades e potencialidades)

    i) Coadjuvações (docentes em sala de aula, leccionam em co-docência)

    j) Supervisão pedagógica (coordenadores de departamento acompanham atividades dos respetivos docentes de cada departamento.

    k) Criação de um dossier de materiais utilizados com alunos com NEE

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    Ação nº2: Espaço ComTacto (descrição sumária de

    atividades) Objetivos

    Indicadores de partida

    Metas (quantificáveis

    se possível) Observações

    • Manter o gabinete de acompanhamento ao aluno e à família; Sinalização de alunos considerados de risco ou em risco de insucesso, absentismo, abandono, exclusão, toxicodependência e marginalidade.

    • Fazer o acompanhamento e/ou encaminhamento de alunos cuja situação educativa e/ou familiar o determinem;

    • Promover a articulação e mediação com as famílias através da intervenção psicológica, psicopedagógica e psicossocial promovida pelo psicólogo e técnico de serviço social.

    • Nº de alunos com acompanhamento no agrupamento: 201

    • Nº de famílias acompanhada pelo espaço ComTacto: 163

    • Reduzir 1% o nº de alunos e famílias acompanhadas

    • As metas serão sempre ajustadas no início de cada ano escolar em Conselho Pedagógico em função dos resultados obtidos.

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    Ação nº 3: A Escola na Comunidade

    (descrição sumária de atividades)

    Objetivos Indicadores de

    partida Metas Observações

    Promover o diálogo e a comunicação com a comunidade educativa numa perspetiva construtiva de alargar os horizontes relacionais da escola e do agrupamento.

    a) Criar um Banco de voluntariado de pais;

    b) Seminários temáticos em articulação com parceiros;

    c) Biblioteca digital (criação de um espólio online com informações culturais, sociais e históricas) em articulação com parceiros

    d) Turma e Famílias (atividades conjuntas onde há lugar e espaço à participação de pais e encarregados de educação)

    • Estabelecer um plano de convivência e comunicação com as famílias;

    • Envolver os pais e encarregados de educação na dinâmica do agrupamento.

    • Nº de famílias acompanhadas: 163

    • Nº de atividades desenvolvidas: 126

    • Aumentar a participação dos pais/ encarregados de educação na comunidade escolar em 2%

    • As metas serão sempre ajustadas no início de cada ano escolar em Conselho Pedagógico em função dos resultados obtidos.

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    Ação nº 4: Caleidoscópio de

    culturas

    (descrição sumária de atividades)

    Objetivos Indicadores de

    partida Metas Observações

    Fomentar várias respostas culturais, permitindo o acesso à cultura e à formação a todos os alunos numa perspetiva inclusiva:

    a) Alquimia de projetos (Teenrock, Promosaúde, BE, P.N.L. Eco-escolas, Desporto escolar, Rádio Malagueira;

    b) Visitas de estudo temáticas

    c) Oficinas Pedagógicas (destinadas a todos os atores educativos)

    • Dar continuidade aos projetos em desenvolvimento no agrupamento;

    • Inovar e criar novos projetos que possam emergir de acordo com a dinâmica cultural e pedagógica do agrupamento.

    • Nº de projetos existentes no agrupamento: 9

    • Nº de visitas de estudo realizadas: 20

    • Nº de Oficinas pedagógicas realizadas: 15

    • Manter ou reforçar os projetos em desenvolvimento no agrupamento

    • Manter ou aumentar o nº de oficinas pedagógicas realizadas

    • As metas serão sempre ajustadas no início de cada ano escolar em Conselho Pedagógico em função dos resultados obtidos.

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    Ação nº 5: Identidades (descrição sumária de

    atividades) Objetivos

    Indicadores de partida

    Metas Observações

    Manter e reforçar o espírito identitário, reforçar o espírito de cidadania ativa e participada.

    a) Observatório da qualidade Cívica do agrupamento -Observatório do aluno; -Observatório da indisciplina; -Projeto Diálogos (mediação e gestão de conflitos em contexto escolar)

    b) Dia da Comunidade educativa c) Plano de Inclusão e Empreendedorismo d) Jornal da Escola; e) Projetos emergentes (deixar espaço à criatividade e à emergência de atividades direcionadas para esta ação)

    • Desenvolver uma cultura de agrupamento;

    • Fomentar o sentido de pertença a este agrupamento em concreto;

    • Criar coletivamente uma imagem de marca através atividades pedagógicas com cariz cultural cívico, solidário e inclusivo.

    • Nº de assembleias de alunos realizadas: 10

    • Nº total de ocorrências disciplinares: 72

    • Nº de alunos/ turmas envolvidos em projetos de cidadania: 1100

    • Aumentar o nº de assembleia de alunos em 0,5% em cada ano:

    • Diminuir o nº total de ocorrências em 0,5%

    • Manter o nº de alunos envolvidos em projetos de cidadania.

    • As metas serão sempre ajustadas no início de cada ano escolar em Conselho Pedagógico em função dos resultados obtidos.

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    Ação nº 6: Regular e divulgar

    (descrição sumária de atividades)

    Objetivos Indicadores de

    partida Metas Observações

    Com vista ao desenvolvimento de uma cultura de auto avaliação, já conseguida no agrupamento, importa manter e reforçar esta regulação interna, através de uma análise e reflexão interna sobre:

    a) Grau de concretização do P.E.;

    b) Nível de execução das atividades proporcionadoras de um ambiente saudável;

    c) Desempenho dos órgãos de administração e gestão;

    d) Resultados escolares (análise, divulgação e reflexão com identificação de fatores determinantes para o sucesso e o insucesso dos alunos.

    • Dar continuidade à monitorização e acompanhamento de resultados escolares, grau de execução do projeto educativo, avaliação do contrato de autonomia e avaliação interna do agrupamento.

    • Taxas de sucesso no 1º ciclo: 94,8%

    • Taxas de insucesso no 1º ciclo: 5,2%

    • Taxas de sucesso no 2º ciclo: 96,03%

    • Taxas de insucesso no 2º ciclo: 3,97%

    • Taxas de sucesso no 3º ciclo: 95,30%

    • Taxas de insucesso no 3º ciclo: 4,70%

    • Melhorar em 0,5% a regulação interna do projeto educativo.

    • Em cada ano estes indicadores e metas de chegada serão atualizados.

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    31

    Capítulo 7. Avaliação do Projeto Educativo

    A avaliação constitui um procedimento e uma etapa essencial na vida de qualquer projeto. Dando

    continuidade a uma cultura de avaliação já implementada em relação ao anterior projeto educativo, a

    avaliação do projeto educativo “A Bússola, orientação em autonomia” desenvolve-se do seguinte

    modo:

    1. Acompanhamento periódico do grau de execução das ações do projeto educativo, através de grelhas preenchidas pelos docentes que dinamizam e participam nas ações e

    respetivas atividades – Grelha 1;

    2. A supervisão destas evidências em cada ação é feita por cada coordenador de departamento curricular – Grelha 2;

    3. A equipa de coordenação do projeto quantifica as ações de cada departamento – Grelha 3;

    4. Após a quantificação é feita uma análise dos dados recolhidos, com as devidas reflexões que poderão possibilitar eventuais ajustes de estratégias e práticas em salas de

    aula. Esta análise é depois apresentada em Conselho Pedagógico e em Conselho Geral e nos

    respetivos departamentos curriculares;

    5. No final do ano letivo é feita uma avaliação swot da execução do projeto, tendo em conta as análises trimestrais;

    6. Saliente-se ainda que no âmbito do programa Teip são preenchidos relatórios semestrais emanados pela DGE que, externamente, acompanha e monitoriza a execução do

    projeto educativo.

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    Organograma de Funcionamento/Aplicação do

    Projeto Educativo

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    Pontos fortes Constrangimentos Observações

    Ação nº _____/Atividade_______________________________________Data:_____________

    Professor __________________________________________

    Ano____/Turma____

    Grelha 1

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    ANO LETIVO 2013/2014

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    ATIVIDADES REALIZADAS

    AÇÃO 1

    Diversificação Pedagógica

    a) Componente local do currículo

    b) Assessorias pedagógicas

    c) Partilha de práticas pedagógicas

    d) Visionamento de aulas filmadas

    e) Equipas Pedagógicas

    f) Tutorias g) Voluntariado no estudo

    h) Salas de estudo i) Coadjuvações j) Supervisão pedagógica

    k) Criação de um dossier de materiais utilizados com alunos com NEE

    AÇÃO 2 Espaço ComTacto

    a) Sinalização de alunos em risco

    AÇÃO 3

    A Escola na Comunidade

    a) Banco de voluntariado de pais

    b) Seminário temáticos c) Biblioteca Digital d) Turma e Famílias (Atividades conjuntas)

    AÇÃO 4 Caleidoscópio de

    culturas

    a) Alquimia de projetos

    b) Visitas de estudo

    c) Oficinas pedagógicas

    AÇÃO 5 Identidades

    a) Observatório da qualidade cívica do agrupamento

    b) Dia da comunidade educativa

    c) Plano de Inclusão e Empreendedorismo

    d) Jornal da Escola

    e) Projetos emergentes

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    ANO LETIVO 2013/2014

    Grelha 2 Checklists

    Departamento _________________________________________

    Período escolar: 1º/2º/3º

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    AÇÃO 6 Regular e divulgar

    a) Grau de concretização do P.E. b) Nível de execução das atividades

    c) Desempenho dos órgãos de administração e gestão

    a) Resultados escolares

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    ANO LETIVO 2013/2014

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    Departamentos Ação nº1 Total de

    atividades

    Ação nº2 Total de

    atividades

    Ação nº3 Total de

    atividades

    Ação nº4 Total de

    atividades

    Ação nº5 Total de

    atividades

    Ação nº6 Total de

    atividades

    Pré-Escolar

    1º Ciclo

    Línguas

    Matemática e Ciências

    Experimentais

    Ciências Sociais e Humanas

    Expressões

    Educação Especial

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    ANO LETIVO 2013/2014

    MATRIZ DE ACOMPANHAMENTO Grelha 3

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    37

    Considerações finais

    Umas breves palavras que concentram o essencial:

    O fundamental na construção deste projeto educativo foi a sua intencionalidade, a sua

    exequibilidade e avaliação.

    Pretende-se ainda que todos os atores educativos estejam envolvidos num mesmo projeto

    com vista a atingir um objetivo comum: uma escola de qualidade melhorada, um ensino mais

    eficiente e eficaz numa linha contínua, rentabilizando conhecimentos e experiências adquiridas

    resultantes da implementação do anterior projeto educativo.

    Queremos um projeto próprio e singular, executado de uma forma participada, adequado às

    características do agrupamento capaz de enfrentar desafios educativos e funcionando como um

    factor impulsionador de uma autonomia que também se conquista.

    Na organização deste projeto educativo optámos por uma divisão em dois cadernos: no

    caderno um concentram-se as grandes linhas orientadoras que são os pilares deste documento, os

    seus indicadores de partida, o plano de ação estratégico e as modalidades de avaliação. No caderno

    dois, Anexos, onde se situam algumas informações de carácter normativo que são atualizadas em

    cada ano.

    Saliente-se ainda que será elaborado ainda um programa de divulgação do projeto educativo

    a toda a comunidade educativa: docentes, alunos, pessoal não docente e pais/encarregados de

    educação. Só assim o projeto se concretizará, valorizando-se o papel a desempenhar por cada um e

    por todos tornando a escola um espaço verdadeiramente participado de convergências.

    A Bússola orientar-nos-á num caminho pleno de significados e referências, que nos identifica

    e consubstancia.