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INSTITUTO VERITAS

AVALIAO INSTITUCIONAL: QUE TIPO DE CIDADO EU QUERO AJUDAR A FORMAR?

Marisa Aparecida Vaccari Corso

Balnerio Cambori, (SC) julho de 2008.

MARISA APARECIDA VACCARI CORSO

AVALIAO INSTITUCIONAL: QUE TIPO DE CIDADO EU QUERO AJUDAR A FORMAR?

SUMRIO

1 INTRODUO...................................................................................................................04 2 OBJETIVOS.........................................................................................................................06 2.1 Objetivo geral....................................................................................................................06 2.2 Objetivos especficos.........................................................................................................06 3 FUNDAMENTAO TERICA........................................................................................07 3.1 A histria da avaliao.......................................................................................................07 3.2 Princpios da avaliao institucional..................................................................................08 3.3 A avaliao mediada por critrios.....................................................................................09 3.4 O papel do professor no processo da avaliao institucional............................................10 3.5 Avaliao formativa e os sujeitos que a compem...........................................................11 4 METODOLOGIA................................................................................................................13 5 CRONOGRAMA.................................................................................................................15 6 REFERNCIAS...................................................................................................................16 ANEXOS

1 INTRODUOA avaliao institucional, que transcende a avaliao de aprendizagens, pelo nmero de sujeitos e tambm grau de envolvimento destes no processo de ensino e aprendizagem, tema constantemente discutido pelos profissionais da educao. De forma generalizada, a avaliao um processo de coleta e anlise de dados, objetivando a verificao de objetivos propostos anteriormente. Contudo, na ambiente escolar, a avaliao abrange vrios nveis, desde o processo de ensino aprendizagem, o currculo, at o funcionamento da escola como um todo. H de se considerar ento que, a avaliao da aprendizagem do aluno est diretamente ligada avaliao do prprio trabalho docente, do grupo e do espao no qual se insere, ou seja, da avaliao institucional. Logo, pensar em avaliao implica reordenar idias, pensamentos e aes que possam contribuir com o desenvolvimento integral do aluno, transformando-o em cidado, indagando-se acerca do tipo de cidado que eu desejo ajudar a formar. As correntes que fundamentam a avaliao podem ser traduzidas na prtica como meritocrtica, classificatria, controladora, traduzidas em nmeros, despreocupando-se com a incluso social e institucional ou a avaliao transformadora, encarada como instrumento qualitativo, apontando sucessos e dificuldades e formulando objetivos com o propsito de minimizar e at mesmo sanar dificuldades bem como, aprimorando significativas. Pensando nisso, esse projeto foi pensado com o objetivo de resgatar no espao educativo, subsdios que possam retrat-lo a fim de provocar mudanas pertinentes ao ensino e a aprendizagem dos alunos no s do conhecimento cientfico, mas a incorporao de valores necessrios transformao social. Como projetar implica lanar a diante uma idia, algumas estratgias de pesquisa, anlise, reflexo e ao sero apontadas neste projeto. Um resgate das concepes de avaliao pensadas cada uma em seu contexto, ser objeto deste projeto, a fim de propiciar um momento de reflexo e auto-avaliao por parte do corpo docente, quando do primeiro encontro realizado. experincias

Os princpios e critrios da avaliao formativa tambm sero privilegiados, com o intuito de salientar a funo da escola, o papel do professor mediador e a intencionalidade de promover a re-significao do espao escolar. A cooperao dos sujeitos que compem a comunidade educativa de fundamental importncia quando se deseja a transformao. Logo, este projeto enfatiza a importncia do pensar coletivo em prol do bem comum. Enfim, convm ressaltar que conforme os objetivos propostos neste projeto sero desenvolvidas aes pertinentes, e que estas devero ser objeto de observao e registro por parte do corpo docente, servindo como instrumento de pesquisao, ou seja, de retomadas da prxis pedaggica, ampliando sua viso de avaliao.

2 OBJETIVOS2.1 Objetivo geralAvaliao institucional: que tipo de cidado eu quero ajudar a formar?

2.2 Objetivos especficosResgatar a histria da avaliao. Refletir acerca dos princpios de avaliao que norteiam o trabalho desenvolvido na unidade escolar. Analisar os critrios que constituem a avaliao institucional. Estabelecer relao entre o papel do professor e a avaliao formativa. Proporcionar a auto-avaliao acerca da prxis pedaggica. Promover a cooperao entre todos os sujeitos que compem a comunidade educativa. Coletar informaes fidedignas acerca do trabalho desenvolvido unidade escolar. Analisar e refletir sobre a avaliao contnua e transformadora, como instrumento de transformao social. Elaborar aes que propiciem a transformao do espao educativo.

3 FUNDAMENTAO TERICA3.1 A histria da avaliaoSabe-se que o significado do termo avaliar, foi utilizado por muito tempo como sinnimo de medir, mensurar, testar, julgar. Esse conceito norteava a concepo educacional que encarava a educao como uma mera transmisso de conhecimentos prontos e acabados. A nota representava o nmero de informaes memorizadas e no incorporadas, mas, retidas pelo aluno. O termo avaliar etimologicamente, significa dar valor e atribuir um mrito ao objeto de estudo, ou seja, atribuir juzo de valor sobre algo ou algum. Nas primeiras dcadas do sculo XX, a avaliao era instrumento medidor elaborado para a aplicao de testes. Contudo, sua limitao deu-se pelo fato de pesquisadores perceberem que nem todos os aspectos da educao poderiam ser medidos. Firme( 1994) classifica em quatro geraes os estudos acerca da avaliao. A primeira ocorrida entre 1900 e 1940, caracteriza-se pela medida, ou seja, a avaliao sob esta tica, tem carter reducionista e comparativo. Cabe ao professor o papel de tcnico, classificando os alunos em fortes e fracos. O aluno no era, portanto, o centro da discusso. A segunda gerao entre a dcada de 40 e 50, numa nova abordagem, a avaliao era feita por meio de testes, escalas de atitudes, inventrios, questionrios, fichas que tinham a funo de verificar o quanto o aluno havia aprendido, mediante claro, seguindo a concepo tecnicista da poca. O papel de professor continuava sendo de tcnico, preocupando-se com a descrio do que tinha sido fracasso ou sucesso na consecuo dos objetivos j propostos. E ao aluno cabia o papel de receptor de conhecimento. Entre 1960 e 1970, numa tentativa de superar as limitaes observadas, a avaliao passa a ser questionada por pesquisadores estudiosos da educao, era a experincia do aluno, suas necessidades. devido viso reducionista e simplista at ento e assume uma nova intencionalidade. A preocupao maior sua mudana comportamental. A avaliao nesse contexto fundamentava-se no controle do planejamento,

O professor passa de tcnico a juiz, ou seja, aquele que emite um julgamento de valor. O objetivo, sob essa perspectiva no se limitava a medir e descrever, mas considerar o conjunto das dimenses presentes no contexto. Eram julgados os aspectos afetivos, atitudinais e os prprios objetivos. Avaliar significa emitir um julgamento de valor ou mrito, examinar os resultados educacionais, para saber se preenchem um conjunto particular de objetivos educacionais. (AUSUBEL et. al., apud SOUZA, 1993,p.30) Por fim, entre a dcada de 80 e 90, surge a quarta gerao sobre a avaliao que passa a ser vista como negociao, um processo investigativo integrado aprendizagem. A avaliao nesse contexto surge como processo e tem por finalidade, fornecer subsdios sobre este, a fim de permitir aos agentes escolares decidirem sobre intervenes e redirecionamentos necessrios. Para Abramowicz (1994), a avaliao pode ser definida como uma atividade racional, destinada a auxiliares administradores na escolha de alternativas para melhorar o processo de tomada de decises, podendo, pois, ser considerada o ponto de partida para mudanas nos sistemas educacionais. Enfim a partir desta quarta gerao, a avaliao resgata todos os recursos das geraes anteriores e amplia seu olhar a uma viso contextualizada, capaz de captar por meio da observao e registros os aspectos humanos, polticos, sociais, culturais e ticos dos sujeitos envolvidos no processo. Para que consiga abranger estas dimenses, a avaliao precisa estar fundamentada em princpios.

3.2 Princpios da avaliao institucionalOs princpios que regem a avaliao institucional , precisam estar pautados em seus objetivos. Ora, se a funo social da escola formar cidados criativos e inventivos, faz-se necessrio que a instituio se permita conhecer. Assim, o auto-conhecimento, permite observar com eficcia, os pontos fortes e fracos da instituio, buscando sempre o rompimento de paradigmas que no satisfazem sua realidade, proporcionando tambm o aprimoramento de suas experincias significativas.A questo que se coloca a ns, enquanto professores e alunos crticos e amorosos da liberdade, no , naturalmente, ficar contra a avaliao, de resto necessria, mas resistir aos mtodos silenciadores com que ela vem sendo s vezes realizada. A

questo que se coloca a ns lutar em favor da compreenso e da prtica da avaliao enquanto instrumento de apreciao do que - fazer de sujeitos crticos a servio, por isso mesmo, da libertao e no da domesticao. (FREIRE, 1999. p.131).

O princpio da globalidade

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