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Propaganda Politica+ +Jean Marie+Domenach

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Propaganda Politica+ +Jean Marie+Domenach

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  • A PROPAGANDA POLTICALa Propagande Politique

    Jean-Marie Domenach

    NDICEAPRESENTAOINTRODUOCAPTULO I - O ambienteAglutinao nacional e concentrao urbana

    Inveno de novas tcnicas

    A Propaganda Poltica

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  • CAPTULO II - As duas fontes da propagandaPublicidade

    Ideologia poltica

    CAPTULO III - Propaganda de tipo leninistaCAPTULO IV - Propaganda de tipo hitleristaCAPTULO V - Leis e tcnicasLei de simplificao e do inimigo nico

    Lei de ampliao e desfigurao

    Lei de orquestrao

    Lei de transfuso

    Lei de unanimidade e de contgio

    Contrapropaganda

    CAPTULO VI - Mito, mentira e fatoCAPTULO VII - Opinio e propagandaCAPTULO VIII - Democracia e propagandaNOTAS

    APRESENTAONlson Jahr Garcia

    O que Propaganda Poltica? H um problema em portugus. Em vrias lnguas h uma distinolingustica bem clara entre os tipos de comunicao persuasiva. Geralmente a palavra Propaganda serefere transmisso de idias, sejam polticas ou religiosas. Publicidade se refere difuso de produtos,servios ou candidatos polticos. Em francs h "Propagande" e "Publicit"; em ingls "Propaganda" e

    A Propaganda Poltica

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  • "Advertising", espanhis distinguem entre "Propaganda"e "Publicidad". Em portugus no, Propaganda ePublicidade so utilizadas indistintamente, da utilizarmos as expresses Propaganda Ideolgica ePropaganda ou Publicidadade comercial. Neste livro, cujo original foi escrito em francs, a palavraPropaganda se refere transmisso de idias polticas, nada tem a ver com promoo de sabonetes,shampoos, fraldas ou polticos descartveis. um clssico, ningum teria coragem de escrever sobre o tema sem cit-lo. Mais do que isso, fundamentado em outros clssicos, como os textos de: Serge Tchakhotine, A. Sauvy, De Felice, Bartlett,Lenin, Goebbels, Gustave Le Bon, Walter Lippman, H.D. Lasswell. O texto parte de uma anlise da propaganda feita por Lenin e Hitler para extrair alguns princpios eleis bsicas; "simplificao e inimigo nico", "ampliao e desfigurao", "orquestrao", "transfuso","unanimidade e contgio". No deixa de lado a reao da "contrapropanda". simplesmente brilhante.

    INTRODUO Um dos fenmenos dominantes da primeira metade do sculo XX a propaganda poltica. Sem ela, osgrandes acontecimentos da nossa poca: a revoluo comunista e o fascismo, no seriam sequerconcebveis. Foi em grande parte devido a ela que Lenin logrou instaurar o bolchevismo; Hitler deve-lheessencialmente suas vitrias, desde a tomada do poder at a invaso de 1940. Mais que estadistas elderes guerreiros, esses dois homens, que de maneira, sem dvida, bem diferente vincaramprofundamente a histria contempornea, so dois gnios da propaganda e ambos proclamaram asupremacia dessa moderna arma: "O principal - asseverou Lenin - a agitao e a propaganda em todasas camadas do povo"; Hitler disse: "A propaganda permitiu-nos conservar o poder, a propaganda nospossibilitar a conquista do mundo". Alfred Sauvy, no livro Le Pouvoir et l'Opinion, assinala com justeza que em nenhum Estado modernoo regime fascista caiu sem interveno externa, o que, na sua opinio, constitui prova da fora dapropaganda poltica. Dir-se- tratar-se sobretudo de um efeito do controle policial. Contudo, apropaganda precedia a polcia ou exrcito e lhes facilitava a ao; a polcia alem no podia grande coisafora das fronteiras da Alemanha; representam, de incio, vitrias da propaganda, a anexao sem combateda ustria e da Tcheco-Eslovquia, bem como a derrocada da estrutura militar e poltica da Frana. Apropaganda poltica, incontestavelmente, ocupa o primeiro lugar, antes da polcia, na hierarquia dospoderes do totalitarismo moderno. No decurso da Segunda Guerra Mundial, a propaganda acompanhou sempre e, algumas vezes,precedeu os exrcitos. Na Espanha, as brigadas internacionais dispunham de comissrios polticos. AWermacht tinha, na Rssia, "companhias de propaganda". Se a Resistncia francesa no houvessecompreendido obscuramente a importncia vital do esforo para imprimir e difundir folhetos e volantesde contedo freqentemente diminuto, jamais teria sacrificado milhares de homens e dos melhores. Semembargo do armistcio, a propaganda no cessou. Ela fez mais para a converso da China ao comunismodo que as divises de Mao-Ts-Tung. Rdio, jornal, filme, folhetos, discursos e cartazes opem as idiasumas s outras, refletem os fatos e disputam entre si os homens. Quo significativa de nossa poca ahistria dos prisioneiros japoneses devolvidos pela URSS em 1949. Convertidos ao comunismo apsuma temporada nos campos de "educao poltica", foram aguardados, na volta; por zeladores de outradoutrina, Bblia em mos, a fim de submet-los "reeducao democrtica". Desde que existem competies polticas, isto , desde o incio do mundo, a propaganda existe edesempenha seu papel. Foram, por certo, uma espcie de campanha de propaganda, aquelas movidas porDemstenes contra Filipe ou por Ccero contra Catilina. Assaz consciente dos processos que tornam

    A Propaganda Poltica

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  • amados os chefes e divinizam os grandes homens, Napoleo compreendeu perfeitamente que umGoverno deve preocupar-se sobretudo em obter o assentimento da opinio pblica: "Para ser justo, no suficiente fazer o bem, igualmente necessrio que os administrados estejam convencidos. A forafundamenta-se na opinio. Que o Governo? Nada, se no dispuser da opinio pblica". Polticos,estadistas e ditadores, de todos os tempos, procuraram estimular o apego s suas pessoas e aos seussistemas de governo. Todavia, no h nada de comum entre as arengas da gora e as de Nuremberg,entre os grafitos eleitorais de Pompia e uma campanha de propaganda moderna. A separao situa-semais perto de ns. A lenda napolenica, to poderosa a ponto de, quarenta anos depois, elevar ao poderum novo Napoleo, no se compara ao mito que envolve os chefes modernos. A propaganda do GeneralBoulanger apresenta, ainda, as feies de outrora: cavalo preto, canonetas, imagens de Epinal... Trintaanos passados, as formidveis vagas da propaganda teriam sua disposio o rdio, a fotografia, ocinema, a imprensa de grande tiragem, os cartazes gigantescos e todos os novos processos de reproduogrfica. Nova tcnica, que usa meios subministrados pela cincia, a fim de convencer e dirigir as massasconstitudas no mesmo momento, tcnica de conjunto, coerente e que pode ser, at certo ponto,sistematizada - sucede ao conjunto dos meios empregados em todos os tempos pelos polticos para otriunfo de suas causas e ligado eloqncia, poesia, msica, escultura, s formas tradicionais dasbelas-artes, em suma. A palavra que a designa , ela tambm, contempornea do fenmeno: propaganda um dos termos que destacamos arbitrariamente das frmulas do latim pontifical; empregada pela Igrejaao tempo da Contra-Reforma (de propaganda fide), mais ou menos reservada ao vocabulrioeclesistico ("Colgio da Propaganda") at irromper na lngua comum, no curso do sculo XVIII. Mas apalavra guarda sua ressonncia religiosa, que no perder definitivamente seno no sculo XX. Agora, aspossveis definies esto muito longe desse primeiro sentido apostlico: "A propaganda uma tentativade influenciar a opinio e a conduta da sociedade, de tal modo que as pessoas adotem uma opinio e umaconduta determinada (1) ou ainda: "A propaganda a linguagem destinada massa; ela emprega palavrasou outros smbolos veiculados pelo rdio, pela imprensa e pelo cinema. O escopo do propagandista ode influir na atitude das massas no tocante a pontos submetidos ao impacto da propaganda, objetos daopinio (2)". A propaganda confunde-se com a publicidade nisto: procura criar, transformar certas opinies,empregando, em parte, meios que lhe pede emprestados; distingue-se dela, contudo, por no visar objetoscomerciais e, sim, polticos: a publicidade suscita necessidades ou preferncias visando a determinadoproduto particular, enquanto a propaganda sugere ou impe crenas e reflexos que, amide, modificam ocomportamento, o psiquismo e mesmo as convices religiosas ou filosficas. Por conseguinte, apropaganda influencia a atitude fundamental do ser humano. Sob esse aspecto, aproxima-se da educao;todavia, as tcnicas por ela empregadas habitualmente, e sobretudo o desgnio de convencer e desubjugar sem amoldar, fazem dela a anttese. Entretanto, a propaganda poltica no uma cincia condensvel em frmulas. Movimenta,inicialmente mecanismos fisiolgicos, psquicos e inconscientes bastante complexos, alguns dos quaismal conhecidos; ademais, seus princpios provm tanto da esttica como da cincia: conselhos daexperincia, indicaes gerais maneira das quais sobeja inventar; caso faltem as idias, escasseie otalento ou o pblico, no h mais propaganda que literatura. A psicagogia, isto , a direo da almacoletiva, deve muita coisa s cincias modernas; pode tornar-se uma cincia? A fica a pergunta. Nossatentativa, portanto, no de codific-la, mesmo no estado atual. Acreditamos - esperamos - que ela nopermanecer encadeada s regras funcionais que lhe reconhecemos.

    A Propaganda Poltica

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  • CAPTULO I - O ambiente A propaganda poltico, conforme a examinamos, isto , como uma empresa organizada parainfluenciar a opinio pblica e dirigi-la, surgiu somente no sculo XX, ao termo de uma evoluo que lheproporciona ao mesmo tempo seu campo de ao - a massa moderna - e seus meios de ao: as novastcnicas de informao e de comunicao A amplitude de sua influncia avultou de tal maneira, que seimpe falar de um salto qualitativo, mesmo que a inteno do propagandista e certos procedimentos seustenham, em regra, permanecido inalterados desde a origem das sociedades polticas.

    Aglutinao nacional e concentrao u

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