PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO DE 2010, CELEBRADO .Também no Protocolo de Cooperação de 2008 foi identificada

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  • PROTOCOLO DE COOPERAO DE 2010, CELEBRADO ENTRE O

    MINISTRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL E A

    UNIO DAS MISERICRDIAS PORTUGUESAS

    O Protocolo de Cooperao, anualmente celebrado entre o Ministrio do Trabalho e da

    Solidariedade Social e a Unio das Misericrdias Portuguesas tem, designadamente, como

    objectivo fixar os valores da comparticipao financeira da Segurana Social relativamente

    ao custo das respostas sociais, de harmonia com o estabelecido nos n.s 2 e 4 da Norma

    XXII do Despacho Normativo n. 75/92, de 20 de Maio.

    Considerando a situao que o Pas atravessa e tendo em conta a vital importncia do

    contributo das Instituies de Solidariedade Social no apoio prestado aos mais vulnerveis

    na actual conjuntura econmica e social, mantm-se inalterados os valores da

    comparticipao financeira da Segurana Social, praticando-se os montantes acordados para

    2009, sem prejuzo de novos mecanismos e iniciativas previstos no presente protocolo.

    De acordo com o disposto no n. 5 do artigo 63. da Constituio da Repblica Portuguesa,

    bem como os princpios orientadores do sistema de aco social definidos na Lei de Bases da

    Segurana Social e ainda os princpios corporizados no Pacto de Cooperao para a

    Solidariedade Social, o presente Protocolo traduz tambm os princpios de uma parceria

    pblico/social, estabelecendo um compromisso assente numa partilha de objectivos e

    interesses comuns e de repartio de obrigaes e responsabilidades entre o Estado e as

    Instituies.

    De harmonia com este objectivo, em 2006, foi assinado pela Unio das Misericrdias

    Portuguesas e pelo Governo um Acordo Base de Compromisso que visava a construo dum

    novo modelo de financiamento para acesso a servios e equipamentos sociais.

    Na sequncia deste compromisso, o Protocolo de Cooperao de 2008 veio j estabelecer

    novas regras de comparticipao familiar em lar de idosos, com vista a assegurar a

    diferenciao positiva no acesso dos cidados aos servios e equipamentos sociais,

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    salvaguardando a sustentabilidade das Instituies, com base na definio de um valor de

    referncia para o lar de idosos e num conjunto de normas a aplicar comparticipao

    familiar nesta resposta social.

    A actual situao, muito exigente do ponto de vista social e que levanta novos desafios, quer

    s instituies quer s famlias, levou a que fossem revistos os limites de comparticipao

    familiar nos lares de idosos, mantendo-se o equilbrio e reforando o acesso dos mais

    carenciados a estes equipamentos, num quadro de sustentabilidade das instituies.

    Assim, prossegue-se o trabalho de consolidao destas regras de comparticipao familiar e

    da avaliao rigorosa das suas implicaes para a continuao de eventuais ajustamentos e

    melhorias, sendo que, em funo dos resultados e das concluses da referida avaliao e

    dando continuidade ao desenvolvimento do novo modelo, caminha-se, com as devidas

    adaptaes, para a aplicao dos princpios e das regras de comparticipao familiar

    definidos para o lar de idosos a outras respostas sociais, em particular creche.

    Esta metodologia deve ser, progressivamente, aplicada a outras respostas sociais,

    nomeadamente, Lar Residencial, Centro de Actividades Ocupacionais e Centro de Dia, em

    funo das suas especificidades.

    A adaptao do novo modelo e das novas regras de comparticipao em lar de idosos, a

    outras respostas sociais, concretiza-se em parceria, em sede de Comisso Nacional de

    Acompanhamento e Avaliao dos Protocolos e Acordos de Cooperao (CNAAPAC), apoiada

    por um grupo de trabalho paritrio j constitudo para o efeito.

    Sendo uma preocupao das polticas pblicas o apoio aos cidados com menos recursos no

    acesso aos equipamentos sociais, registam-se algumas situaes em que, por inexistncia de

    vagas nas instituies da Rede Solidria, o Estado recorre colocao de idosos em lares do

    sector privado.

    Para contribuir para a soluo deste problema, consagra-se neste Protocolo a reserva de

    vagas em acordos de cooperao celebrados para os equipamentos com vista colocao de

    idosos indicados pelos servios competentes da Segurana Social.

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    Dada a situao de muitos cidados que se encontram internados em Lares de idosos, com

    Acordos de Cooperao celebrados com a Segurana Social, e que apresentam elevados

    nveis de dependncia, ser garantida, atravs de despacho conjunto da Senhora Ministra da

    Sade e do Senhor Secretrio de Estado da Segurana Social, a admisso prioritria de

    utentes provenientes destes lares de idosos, at ao mximo de 10% da capacidade das

    unidades de internamento de longa durao e manuteno da Rede Nacional de Cuidados

    Continuados Integrados.

    Ainda com o objectivo de melhorar a gesto dos equipamentos sociais e obter maior

    eficincia e uma vez que o Estado no est vocacionado para a gesto directa deste tipo de

    equipamentos, inteno proceder-se transferncia gradual da gesto dos

    estabelecimentos integrados, nomeadamente para as IPSS, Misericrdias e Mutualidades,

    salvaguardando-se a satisfao das necessidades da Segurana Social na colocao de

    utentes carenciados, atravs de oferta pblica, mecanismo que salvaguarda a transparncia

    de todas as obrigaes e deveres das partes contratantes.

    Tambm no Protocolo de Cooperao de 2008 foi identificada a necessidade de reavaliao

    global do modelo da cooperao para a rea da promoo dos direitos e da proteco das

    crianas e jovens em perigo, designadamente, no lar de crianas e jovens e no centro de

    acolhimento temporrio.

    Relativamente ao lar de crianas e jovens, ser analisado pela CNAAPAC, no decorrer do ano

    de 2011, um novo modelo de cooperao.

    Nesta rea, ainda de realar os apartamentos de autonomizao que visam o apoio ao

    processo de autonomia e a integrao dos jovens na comunidade, sendo desejvel que

    sejam apartamentos comuns e, tanto quanto possvel, semelhantes aos que os rodeiam, pelo

    que para a celebrao de acordos de cooperao com a Segurana Social basta estarem

    reunidas as condies necessrias para uma habitao normal, cumprida a lei em vigor.

    De forma a dotar as instituies de maior flexibilidade na gesto e maior capacidade de

    resposta s novas exigncias e desafios, prev-se no presente Protocolo a possibilidade de

    reconverso para salas de creche de salas de outros estabelecimentos, nos locais onde se

    verifique essa necessidade.

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    No sentido de promover uma maior e melhor capacidade de resposta s realidades em

    presena e s necessidades das populaes refora-se, no presente Protocolo, o princpio da

    flexibilidade e simplificao de algumas exigncias que no prejudiquem a qualidade das

    respostas sociais, nomeadamente a de creche, assumindo-se o compromisso de rever o

    respectivo normativo no prazo de 30 dias aps a assinatura do presente Protocolo.

    J no que diz respeito ao lar de idosos e outras solues residenciais para esta faixa da

    populao proceder-se-, no mesmo prazo, reviso dos requisitos legais em vigor tendo em

    vista, designadamente, a harmonizao das condies previstas para as estruturas

    residenciais de maior dimenso, em particular no que respeita percentagem de quartos

    individuais.

    Aos equipamentos sociais com acordos de cooperao que sofram obras de requalificao e

    que legalmente no necessitem licena camarria, no exigida a celebrao de novos

    acordos, mas to s a actualizao quanto capacidade.

    Tambm a implementao de sistemas de gesto da qualidade em Instituies de carcter

    social e solidrio j uma realidade em muitos pases europeus, desafio que no pode deixar

    de ser correspondido no contexto portugus. Neste mbito, o ISS,IP desenvolveu o Sistema

    de Qualificao das Respostas Sociais, disponibilizando referenciais para a implementao

    voluntria do sistema de gesto da qualidade que permitem a obteno da Marca registada

    Resposta Social Certificada.

    Considera-se pertinente que os resultados e impacto da implementao destes referenciais

    sejam alvo de anlise contnua, nomeadamente pela CNAAPAC, visando a identificao de

    eventuais melhorias a introduzir nestes instrumentos tcnicos.

    Embora este seja um sistema de qualificao que responde s particularidades de

    funcionamento das respostas sociais, tal no obsta que as Instituies optem pela

    implementao de outros sistemas de qualidade, cuja certificao seja igualmente atribuda

    por uma entidade acreditada no mbito do Sistema Portugus de Qualidade.

    No mbito da Estratgia Nacional para a Energia 2020 (ENE 2020), o Ministrio da

    Economia, da Inovao e do Desenvolvimento, no quadro da legislao da micro e da mini-

    gerao, definir num perodo de 9 meses, em funo da procura, e em articulao com as

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    entidades representativas das instituies, a criao de um plafond especfico de potncia

    reservado a projectos apresentados por Instituies Particulares de Solidariedade Social.

    O presente Protocolo institui, pois, um conjunto de compromissos que envolvem uma

    articulao permanente entre as instituies de Segurana Social e o sector social e uma

    colaborao estreita na sua implementao. Assim, com vista a imprimir uma dinmica

    adequada Comisso Nacional de Acompanhamento e Avaliao dos Protocolos e Acordos de

    Cooperao e s Comisses Distritais, cujo papel determinante na esfera da cooperao

    sero, para o efeito, revistos os respectivos modelos de regulamento, aps a celebrao

    deste Protocolo.

    Considerando ainda as ac