PROVA ufpa 2011

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SERVIO PBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR CENTRO DE PROCESSOS SELETIVOS

PROCESSO SELETIVO 2011 19 de dezembro de 2010

EDITAL N. 8/2010 COPERPS COPERPSUFPA (01 de setembro de 2010)Nome: N. de Inscrio:

BOLETIM DE QUESTESLEIA COM MUITA ATENO AS INSTRUES SEGUINTES.1 Este BOLETIM DE QUESTES contm 55 QUESTES OBJETIVAS (5 de Lngua Portuguesa, 5 de Matemtica, 5 de Histria, 5 de Geografia, 5 de Fsica, 5 de Qumica 5 de Biologia, 5 de Literatura, 5 de Filosofia, 5 de Sociologia e 5 de Lngua Qumica, Estrangeira). Cada questo apresenta cinco alternativas, identificadas com as letras (A), (B), (C) (D) e (E), das quais apenas ). (C), uma correta. Esta prova est redigida conforme o Acordo Ortogrfico da Lngua Portugu Portuguesa (1990). Confira se, alm deste BOLETIM DE QUESTES, voc recebeu o CARTO RESPOSTA destinado marcao das respostas CARTO-RESPOSTA das questes objetivas. necessrio conferir se a prova est completa e sem falhas, bem como se o seu nome e seu nmero de inscrio conferem com os dados contidos no CARTO-RESPOSTA. Caso exista algum problema, comunique imediatamente ao fiscal de RESPOSTA. comunique-o sala. A marcao do CARTO-RESPOSTA deve ser feita com caneta esferogrfica de tinta preta (preferencialmente) ou azul. eve O CARTO-RESPOSTA no pode ser dobrado, amassado, rasurado, manchado ou conter qualquer registro fora dos locais A destinados s respostas. No permitida a utilizao de qualquer espcie de corretivo. O C Carto s ser substitudo se contiver falha de impresso. O CARTO-RESPOSTA o nico documento considerado na avaliao. O BOLETIM DE QUESTES deve ser usado apenas . como rascunho e no valer, sob hiptese alguma, para efeito da correo. Ao trmino da prova, devolva ao fiscal de sala todo o material relacionado no item 3 acima e assine a LISTA DE PRESENA. A assinatura do seu nome deve corresponder quela que consta no seu documento de identificao. O tempo disponvel para a prova de quatro horas, com incio s 8 horas e trmino s 12 horas, observado o horrio de horas, Belm-PA. O candidato na condio de PcD tem direito a 1 (uma) hora alm do tempo determinado para a prova, desde que tenha, previamente, solicitado esse tempo adicional ao CEPS.

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10 Reserve os 20 minutos finais destinados prova para a marcao do CARTO inados CARTO-RESPOSTA.

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MARQUE A NICA ALTERNATIVA CORRETA NAS QUESTES DE 01 A 55.LNGUA PORTUGUESA Leia o texto A minha subida ao Everest, de Jos Saramago, para responder s questes de 01 a 05. A minha subida ao Everest 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 Seja por causa da presso atmosfrica ou efeito de embarao gstrico, h dias em que nos pomos a olhar o transcurso passado da nossa vida e o vemos vazio, intil, assim como um deserto de esterilidades por cima do qual brilha um grande sol autoritrio que no nos atrevemos a olhar de frente. Qualquer recanto nos serviria ento para recolher a vergonha de no termos alcanado um simples patamar donde outra paisagem mais frtil se mostrasse. Nunca como nessas ocasies se toma maior conscincia de quanto difcil este aparentemente imediato ofcio de viver, que no parece sequer requerer aprendizagem. nesses momentos que fazemos decididos projectos de exaltao pessoal e nos dispomos a modificar o mundo. O espelho de muito auxlio no dispor das feies adequadas ao modelo que vamos seguir. Mas sobe a presso, o bicarbonato equilibrou a acidez e a vida vai andando, cambaia como se levasse um prego no taco e uma invencvel preguia de o arrancar. De modo que o mundo ser de facto transformado mas no por ns. No estarei, contudo, cometendo grave injustia? No haver no deserto uma sbita ascenso que de longe ainda precipite a vertigem mpar que o lastro denso que nos justifica? Por outras palavras, e mais simples: no seremos todos ns transformadores do mundo? um certo e breve minuto da existncia no ser a nossa prova, em vez de todos os sessenta ou setenta anos que nos couberam em quinho? Mal se vamos encontrar esse minuto num passado longe, ou no momento no temos olhos para outras ascenses mais prximas. Mas talvez haja a uma escolha deliberada, consoante o lugar onde falamos do nosso deserto pessoal ou os ouvidos que nos escutam. Hoje, por exemplo, seja qual for a razo, estou a ver, distncia de trinta e muitos, uma rvore gigantesca, toda projectada em altura, que parecia, na lezria circular e lisa, a haste de um grande relgio de sol. Era um freixo de couraa rugosa, toda fendida na base, e que desenvolvia ao longo do tronco uma sucesso de tufos ramosos, como andares que prometiam uma escada fcil. Mas eram, pelo menos, trinta metros de altura. Vejo um garoto descalo rodear a rvore pela centsima vez. Ouo o bater do seu corao e sinto-lhe as palmas hmidas das mos e um vago cheiro de seiva quente que sobe das ervas. O rapazinho levanta a cabea e v l no alto o topo da rvore que se agita lentamente como se estivesse caiando o cu de azul. Os dedos do p descalo firmam-se na casca do freixo, enquanto o outro p baloua o impulso que far chegar a mo ansiosa ao primeiro ramo. Todo o corpo se cinge contra o corpo spero e a rvore decerto ouve as pancadas surdas do corao que se lhe entrega. At o nvel das outras rvores antes conquistadas, a agilidade e a segurana alimentam-se do hbito. Mas, a partir da, o mundo alarga-se subitamente, e todas as coisas, at ento familiares, se vo tornando estranhas, pequenas, como um abandono de tudo e tudo abandona o rapaz que sobe. Dez metros, quinze metros. O horizonte roda devagar e cambaleia quando o tronco, cada vez mais delgado, oscila ao vento. E h uma vertigem que ameaa e no se decide nunca. Os ps arranhados so como garras que se prendem nos ramos e no os querem largar, enquanto as mos buscam frementes a altura, e o corpo se contorce contra o corpo vertical da rvore. O suor escorre, e de repente um soluo seco

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irrompe altura dos ninhos e dos cantos das aves. o soluo do medo de no ter coragem. Vinte metros. A terra est definitivamente longe. As casas rasteiras so insignificantes, e as pessoas como se tivessem desaparecido, e de todas apenas restasse o rapaz que sobe precisamente porque sobe. Os braos j podem cingir o tronco, as mos j se unem do outro lado. O topo est perto, oscilante como um pndulo invertido. Todo o cu se adensa por cima da ltima folha. O silncio cobre a respirao arquejante e o sussurro do vento nos ramos. este o grande dia da vitria. No me lembro se o rapaz chegou ao cimo da rvore. Uma nvoa persistente cobre essa memria. Mas talvez seja melhor assim: no ter alcanado o pinculo ento, uma boa razo para continuar subindo. Como um dever que nasce de dentro e porque o sol ainda vai alto.Jos Saramago, A bagagem do viajante: crnicas. VOCABULRIO: bicarbonato sal ou nion derivado do cido carbnico. cambaia que tem dificuldade em andar ou manter-se de p. taco parte da sola do calado a que se prende o salto, na altura do calcanhar. lastro base slida que legitima ou autoriza alguma coisa; assento, fundamento. quinho o que cabe ou deveria caber a uma pessoa ou coisa. leziria leito maior ou plancie de inundao, junto a certos rios, onde h depresses que so invadidas pelas cheias. freixo designao comum a diversas plantas do gnero Fraxinus, da famlia das oleceas, cuja madeira elstica tem diferentes empregos. caiar pintar ou recobrir com qualquer produto ou substncia branca. balouar fazer mover ou mover(-se); balanar(-se). cingir estar volta de; conter ou incluir em seu interior; fechar, rodear, circundar, cercar. frementes agitado, trmulo; (sentido figurado) apaixonado, vibrante. cimo a parte superior de uma coisa que tem maior altura que comprimento ou largura; a parte de cima; alto, topo. pinculo o ponto mais alto de um lugar.

01 Considerando-se que, segundo o texto, o ofcio de viver no simples, o dever que cabe a cada pessoa (A) (B) (C) (D) (E) cuidar-se para viver at os sessenta ou setenta anos. esforar-se para alcanar seus objetivos na vida. aventurar-se para ser reconhecido pelos outros. rebelar-se para transformar o mundo. proteger-se para no correr riscos.

02 Considerando-se o carter metafrico do texto, ao tratar do comportamento humano, infere-se que o ttulo A minha subida ao Everest remete ideia de(A) (B) (C) (D) (E) imprudncia. segurana. desafio. megalomania. vaidade.

03 No trecho De modo que o mundo ser de facto transformado mas no por ns. (linhas 10 e 11), a expressode facto imprime ao enunciado a ideia de que o autor (A) (B) (C) (D) (E) teme a transformao do mundo. julga necessria a transformao do mundo. torce por uma possvel transformao do mundo. se esfora para transformar o mundo. tem certeza de que o mundo ser transformado.

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04 A alternativa em que se apresenta uma sequncia descritiva empregada como recurso para ilustrar a teseproposta no texto (A) nesses momentos que fazemos decididos projectos de exaltao pessoal e nos dispomos a modificar o mundo. O espelho de muito auxlio no dispor das feies adequadas ao modelo que vamos seguir. (linhas 07 e 08) No estarei, contudo, cometendo grave injustia? No haver no deserto uma sbita ascenso que de longe ainda precipite a vertigem mpar que o lastro denso que nos justifica? Por outras palavras, e mais simples: no seremos todos ns transformadores do mundo? (linhas 12 a 14) Mal se vamos encontrar esse minuto num passado longe, ou no momento no temos olhos para outras ascenses mais prximas. Mas talvez haja a uma escolha deliberada, consoante o lugar onde falamos do nosso deserto pessoal ou os ouvidos que nos escutam.(linhas 16 a 18) Os braos j podem cingir o tronco, as mos j se un