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Questão de Ordem 411-2009.pdf · PDF fileRecorre, nos termos do art. 95, § 8° do Regimento Interno, ... voltou do Senado Federal, ... Eu quero, portanto, dar uma

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  • Questo de Ordem Deciso Recurso Texto Integral

    Questo de Ordem 411

    53 Legislatura (11/03/2009 )

    Deciso

    Autor: REGIS DE OLIVEIRA (PSC-SP) Presidente: MICHEL TEMER (PMDB-SP) Ementa Defende a tese de que as resolues previstas no inciso VII do art. 59, C.F. no esto subordinadas ao trancamento da pauta, pois no se incluiriam na definio da expresso "deliberaes legislativas", sujeitas a sobrestamento por medidas provisrias, nos termos do 6 do art. 62 da Constituio; alega que as resolues podem ser caracterizadas como matria administrativa, interna corporis, que se excluem do mbito da lei; conclui afirmando que toda matria administrativa afeta ao conhecimento do Plenrio da Cmara no fica inibida em face de medida provisria aguardando deliberao.

    Dispositivos Regimentais Dispositivos Constitucionais Art.62 (6) Art.59 (VII)

    Indexao (clique para exibir)

    Presidente: MICHEL TEMER (PMDB-SP) Ementa: Responde questo de ordem do Deputado Regis de Oliveira com uma reformulao e ampliao da interpretao sobre quais so as matrias abrangidas pela expresso "deliberaes legislativas" para os fins de sobrestamento da pauta por medida provisria nos termos da Constituio; entende que, sendo a medida provisria um instrumento que s pode dispor sobre temas atinentes a leis ordinrias, apenas os projetos de lei ordinria que tenham por objeto matria passvel de edio de medida provisria estariam por ela sobrestados; desta forma, considera no estarem sujeitas s regras de sobrestamento, alm das propostas de emenda constituio, dos projetos de lei complementar, dos decretos legislativos e das resolues - estas objeto inicial da questo de ordem - as matrias elencadas no inciso I do art. 62 da Constituio Federal, as quais tampouco podem ser objeto de medidas provisrias; decide, ainda, que as medidas provisrias continuaro sobrestando as sesses deliberativas ordinrias da Cmara dos Deputados, mas no trancaro a pauta das sesses extraordinrias.

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  • Recurso

    Nmero: 246/2009 Autor: RONALDO CAIADO (DEM-GO) Ementa:Recorre, nos termos do art. 95, 8 do Regimento Interno, da deciso da Presidncia na Questo de Ordem n. 411, de 2009, sobre a interpretao do termo "deliberaes legislativas", para os fins de sobrestamento da pauta por medida provisria.

    Texto Integral

    O SR. REGIS DE OLIVEIRA - Sr. Presidente, peo a palavra para uma questo de ordem. O SR. PRESIDENTE (Michel Temer) - Tem V.Exa. a palavra. O SR. REGIS DE OLIVEIRA (Bloco/PSC-SP. Questo de ordem. Sem reviso do orador.) - Sr. Presidente, cito uma questo de ordem com base no art. 95, entendendo que quando o 6 do art. 62 da Constituio fala em sobrestamento de todas as deliberaes legislativas da Casa quando houver o trancamento por medida provisria, as resolues previstas no inciso VII do art. 59 no esto a compreendidas. Fiz uma pesquisa sobre isso, Sr. Presidente. Cito um grande jurista chamado Michel Temer e seus Elementos de Direito Constitucional, e outros juristas, Manoel Gonalves Filho, Pontes de Miranda e Jos Afonso da Silva, todos eles entendem que o projetode resoluo no faz parte do processo legislativo. Diante desse observao, quero indagar Mesa questo de ordem sobre se, para efeito de trancamento da pauta, todos os itens do art. 59 realmente trancam a pauta, salvo as resolues. Pois assim poderamos trabalhar tranquilamente em termos de alterao regimental e questes de ordem que podem ser solucionadas pelo Plenrio. Entendo que podemos deliberar sobre resolues e toda matria administrativa, como a que ontem deliberamos sobre a prorrogao de prazo para trmino de CPI. Por consequncia, a indagao ou a questo de ordem que suscito, Sr. Presidente, que o Plenrio no fica com a sua pauta fechada. Claro que fica com a pauta fechada em todas as matrias, como vemos aqui, mas resolues no esto subordinadas ao trancamento da pauta. Esta a questo de ordem que coloco a V.Exa. O SR. PRESIDENTE (Michel Temer) Recolho a questo de ordem de V.Exa. e logo de incio j me conveno das primeiras razes de V.Exa., mas examinarei com maior vagar, para dar a soluo questo de ordem que ora suscita. Questo de ordem apresentada pelo autor: Exmo. Sr. Deputado Michel Temer, DD. Presidente da Cmara dos Deputados REGIS FERNANDES DE OLIVEIRA, deputado federal, vem, respeitosamente, presena de V. Exa. suscitar a presente questo de ordem, fazendo-o com base no art. , pelos motivos que a seguir arrola: 0l. Dispe o pargrafo 6 do art. 62 que se a medida provisria no for apreciada em at quarenta e cinco (45) dias, entrar em regime de urgncia, "ficando sobrestadas, at que se ultime a votao, todas as demais deliberaes legislativas da Casa em que estiver transitando". 02. Conseqncia bvia do texto que nada se pode decidir,salvo deliberar sobre a medida provisria que sobresta a pauta. 03. Dentro do processo legislativo, h diversos tipos de edio de normas jurdicas, tal como devidamente mencionadas pelos incisos do art. 59. 04. O processo legislativo engloba os itens I a VI que, realmente esto compreendidas na expresso deliberaes legislativas, exceptuando-se o item VII que cuida das resolues. 05. Todas so espcies normativas. A lei , conceitualmente, um ato geral

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  • e abstrato editado pelo rgo parlamentar e imposto, obrigatoriamente, obedincia de todos. Ressalta: a) o carter de generalidade e abstrao e b) a imposio obedincia de todos. Evidente que o procedimento para elaborao da lei obedece a ritos especificados, seja na Constituio seja nas leis que disciplinam a matria. 06. A lei produz, pois, efeitos externos, isto , alcana terceiros. No ato interna corporis, mas, uma vez aprovada pelo rgo parlamentar e sancionada pelo rgo executivo, ingressa no mundo jurdico (promulgao e publicao), impondo-se obedincia de todos. No se ir cuidar de seu aspecto patolgico, qual seja, o de vcio em sua produo. 07. De seu turno, a resoluo no produz efeitos externos, mas internos, na forma delimitada pelo ilustre Prof. Michel Temer ("Elementos de direito constitucional", Ed. Malheiros, 22. Ed., pg. 157). 08. A propsito do assunto, o Prof. Manoel Gonalves Ferreira Filho afirma: "Se, com boa vontade, ainda se pode dizer que a incluso do decreto legislativo no "processo normativo" apresenta um tnue fundamento, bem mais difcil admiti-lo em relao s resolues, tambm includas pelo art. 59 no "processo legislativo" ("Do processo legislativo", Saraiva, 4. Ed., 2001, pg.198, item 113). Mais contundente PONTES DE MIRANDA ao afirmar que "resoluo a deliberao que uma das cmaras do Poder Legislativo, ou o prprio Congresso Nacional toma, fora do processo de elaborao das leis e sem ser lei" ("Comentrios Constituio de 1967", tomo 3, pg. 89, Rio, 1960). 09. Na Constituio anterior, a resoluo no era prevista como dignidade constitucional e destinava a "regulamentar matria de interesse interno (poltico ou administrativo) de ambas as Casas em conjunto ou de cada uma delas em particular" (Jos Afonso da Silva, "Princpios...", 182). Manoel Gonalves Ferreira Filho conclui dizendo que no mbito de suas competncias internas as Casas do Congresso "podem deliberar, por resolues, para dispor sobre assuntos polticos e administrativos, excludos do mbito da lei" (ob. cit., pg. 198). Fulmina, ao final, esclarecendo que "claramente se infere que a resoluo no tem por que ser includa no processo normativo strictu sensu" (ob. cit., pg. 199). 10. Fora da dvida, pois, que a matria que deve ser apreciada por resoluo no pode ser compreendida na expresso "deliberaes legislativas" da parte final do pargrafo 6. Do art. 62 da Constituio Federal. 11. Resulta bvio, pois, que, quando da medida provisria trancar a pauta de deliberaes da Cmara dos Deputados, no h tal providncia em relao s resolues, que prosseguem sua tramitao normal, inclusive incluso na ordem do dia do Plenrio, sem qualquer restrio. 12. Dizer-se o contrrio aceitar a afirmativa que todas as deliberaes da Casa, isto inclusive o procedimento que se opera junto s Comisses, tambm no podem objeto de deliberao. Haveria paralisao total de todas as deliberaes em todas as comisses e no apenas no Plenrio. O absurdo da afirmativa que embasa a opinio de que as matrias trazidas pauta por fora de resoluo, no ficam obstadas por fora do trancamento da pauta determinado pelo vencimento do prazo de tramitao das medidas provisrias. Da a questo de ordem, a fim de que se entenda que o trancamento de pauta a que alude o pargrafo 6. do art. 62 no alcana a deliberao, em Plenrio, da matria que deva ser apreciada atravs de resoluo, o mesmo sucedendo com as questes de ordem. Em suma, toda matria administrativa afeta ao conhecimento do Plenrio da Cmara no fica inibida em face de medida provisria que aguarde deliberao. o que se aguarda e espera. Braslia, 11 de maro de 2009. Deputado Regis de Oliveira Sesso do dia 17 de maro de 2009 O SR. PRESIDENTE (Michel Temer) - Naturalmente no vamos votar nada, mas podemos comear a discusso. E antes mesmo de comear a discusso, peo a ateno dos senhores membros do

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  • plenrio e daqueles que ainda esto no gabinete, j fizemos uma comunicao aos Srs. Lderes sobre isso, pois quero responder a uma questo de ordem formulada anteriormente. a questo

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