R$ 16,90 - .constantes na Lei Maria da Penha ... acusação de que a Corte estaria acovardada,

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  • Edição 1 8 8 - A

    bril de 2 0 1 6

    ISSN 1807-779X

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  • 2 Justiça & Cidadania | Abril 2016

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    EM DEFESA DA ADVOCACIA E DA CIDADANIA

    S umário

    Editorial – E agora, José?

    O STJ, o transporte público e a reparação dos danos nas relações de consumo

    O uso das redes sociais nas eleições e nos processos eleitorais: o sistema brasileiro

    Sociedade se mobiliza por menos tributos

    A Justiça Militar da União e a defesa do espaço aéreo brasileiro: uma análise sobre o tiro de destruição

    Novo Marco Legal para a Primeira Infância

    No meio do caminho tinha um cachorro

    Dissimulação, não!!!

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    8 Capa –O arbitramento da indenização por dano moral e a jurisprudência do STJ

    Foto: Arquivo STJ

    Crimes contra a ordem tributária: Pagamento e extinção da punibilidade do agente, uma interpretação ampla

    Seminário discute rumos do meio ambiente na Alerj

    Em foco – Justiça em alerta

    Identidade de gênero: análise de sua pertinência e aplicabilidade das normas constantes na Lei Maria da Penha

    Considerações acerca da prisão domiciliar em face da Lei no 13.257/16

    A hora é esta

    Novas regras eleitorais

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  • 2016 Abril | Justiça & Cidadania 5

    Apoio

    Conselho dos Tribunais de JusTiça

    Associação dos Magistrados Brasileiros

    Especial: U m

    a H om

    enagem a

    SÁLVIO D

    E FIG U EIR

    ED O

    4

    Ano II - nº 4 - Outubro 2007

    Edição 188 • Abril de 2016 • Capa: Sergio Lima SCO/STJ

    facebook.com/editorajc twitter.com/editorajc

    Para acessar o site da Editora, baixe o leitor de QR code em seu celular e aproxime o aparelho do código ao lado.

    Conselho Editorial

    Adilson Vieira Macabu

    Alexandre Agra Belmonte

    André Fontes

    Antônio Augusto de Souza Coelho

    Antônio Souza Prudente

    Aurélio Wander Bastos

    Benedito Gonçalves

    Carlos Antônio Navega

    Carlos Ayres Britto

    Carlos Mário Velloso

    Cláudio dell’Orto

    Dalmo de Abreu Dallari

    Darci Norte Rebelo

    David Ribeiro Salles

    Enrique Ricardo Lewandowski

    Erika Siebler Branco

    Ernane Galvêas

    Fábio de Salles Meirelles

    Gilmar Ferreira Mendes

    Guilherme Augusto Caputo Bastos

    Henrique Nelson Calandra

    Humberto Martins

    Ives Gandra Martins

    João Otávio de Noronha

    José Geraldo da Fonseca

    José Renato Nalini

    Julio Antonio Lopes

    Lélis Marcos Teixeira

    Luis Felipe Salomão

    Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho

    Luís Inácio Lucena Adams

    Luís Roberto Barroso

    Luiz Fux

    Marco Aurélio Mello

    Marcus Faver

    Maria Cristina Irigoyen Peduzzi

    Maurício Dinepi

    Mauro Campbell

    Maximino Gonçalves Fontes

    Nelson Tomaz Braga

    Ney Prado

    Paulo de Tarso Sanseverino

    Paulo Dias de Moura Ribeiro

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    Ricardo Villas Bôas Cueva

    Roberto Rosas

    Sergio Cavalieri Filho

    Sidnei Beneti

    Siro Darlan

    Sylvio Capanema de Souza

    Thiers Montebello

    Tiago Salles

    Bernardo Cabral Presidente

    Orpheu Santos Salles SecretárioAv. Rio Branco, 14 / 18

    o andar Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-000 Tel./Fax (21) 2240-0429 editorajc@editorajc.com.br www.editorajc.com.br

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    Orpheu Santos Salles Editor

    Tiago Salles Editor-Executivo

    Erika Branco Diretora de Redação

    Diogo Tomaz Coordenador de Produção

    Mariana Fróes Coordenadora de Arte

    Amanda Nóbrega Assinatura e Expedição

    Ada Caperuto Jornalista colaboradora

    Correspondentes:

    Brasília Arnaldo Gomes SCN, Q.1 – Bl. E / Sl. 715 Edifício Central Park Brasília – DF CEP: 70711-903 Tel.: (61) 3710-6466 Cel.: (61) 9981-1229

    Manaus Julio Antonio Lopes Av. André Araújo, 1924-A – Aleixo Manaus – AM CEP: 69060-001 Tel.: (92) 3643-1200

    CTP, Impressão e Acabamento Edigráfica

    ERRATA: O artigo “Inovações trazidas pelo NCPC relativas à Apelação Cível e ao Agravo de Instrumento”, de autoria da Desembargadora Maria Inês da Penha Gaspar, publicado na última edição, teve como colaboradoras as senhoras Aline Carvalho dos Reis Calôba e Fatima Denise Botelho Ludwig. A íntegra do material encontra-se disponível em: http://goo.gl/GrXf2f

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  • 2016 Abril | Justiça & Cidadania 76 Justiça & Cidadania | Abril 2016

    A fala de Lula exasperou o decano do STF, ministro Celso de Mello, que reforçou a irritação dos ministros com contundente pronunciamento apoiado pela Corte, especialmente contra o trecho em que Lula diz que o STF era uma Corte “totalmente acovardada”, afirmando: “Esse insulto ao Poder Judiciário traz, no presente contexto da profunda crise moral que envolve os altos escalões da República, reação torpe e indigna. Além de não admitir privilégios, repudia a outorga de favores especiais e rejeita a concessão de tratamentos diferenciados aos detentores do poder ou a quem quer que seja. Por isso, cumpre não desconhecer que o dogma da isonomia a todos iguala, governantes e governados, sem qualquer distinção, indicando que absolutamente ninguém está acima da autoridade das leis e da Constituição. Condutas criminosas perpetradas à sombra do poder jamais serão toleradas, e os agentes que as houverem praticado, posicionados, ou não, nas culminâncias da hierarquia governamental, serão punidos na exata medida e na justa extensão de sua responsabilidade criminal”.

    No Superior Tribunal de Justiça o ministro João Otávio de Noronha, em discurso, reagiu à altura à acusação de que a Corte estaria acovardada, afirman- do: “Esta Casa não é Casa de covardes, é de juízes íntegros, que não recebem doação de empreiteiros. Não se alinha a ditaduras da América do Sul, conce- dendo benefícios a ditadores e amigos políticos que estrangulam as liberdades (...) Me envergonho de ter algumas lideranças políticas que o País tem”.

    O procurador federal Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, disse que o Ministério Público brasileiro e a Justiça não se amedrontarão e darão fiel cumprimento à Constituição e às leis. Dallagnol leu manifesto

    Os ultrajantes acontecimentos políticos e sociais ocorridos no País, além da ultra-jante perplexidade dos fatos envolvendo destacadas figuras da política e do gover- no, deixam à mostra as tentativas que se processam para a desmoralização das instituições.

    As desabusadas, impróprias e infamantes acusações proferidas pelo ex-presidente Lula contra o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, e as palavras de calão proferidas contra os titulares do Senado Federal e da Câmara dos Deputados refletem o descalabro de seu destempero e irresponsabilidade.

    A pronta resposta do presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski: “O Supremo jamais esteve acovardado. A história do Supremo é de coragem e de protagonismo respeitando a Constituição nos momentos de crise. Eu acho que a República tem uma Constituição que está em vigor, as instituições estão funcionando. Nós temos que ter confiança nas instituições. Os constituintes de 1988 atribuíram a esta Suprema Corte a missão de manter a supremacia da Constituição e a manutenção do Estado Demo- crático de Direito. Tenho certeza de que os juízes desta Casa não faltarão aos cidadãos brasileiros com o cumprimento desse elevado múnus”.

    E ditorial

    E agora, José?

    Orpheu Santos Salles Editor

    afirmando: “Os procuradores da República do caso Lava Jato têm dever de esclarecer que as interceptações telefônicas foram legalmente determinadas pelo juiz da 13a Vara Federal”.

    A Ordem dos Advogados do Brasil, em decisão tomada em reunião realizada no dia 18, em Brasília, por seu Conselho Federal, presidido pelo novo titular, o advogado Cláudio Pacheco Prates Lamachia, aprovou apoio ao processo de impeachment da presidente pelo voto de 26 bancadas contra dois. O relator, conselheiro Erick Venâncio, apontou quatro atos que se configurariam como crimes de responsabilidade: as pedaladas fiscais; as isenções fiscais concedidas para a organização da Copa do Mundo; a tentativa de atrapalhar as investigações, denunciadas pelo Senador Delcídio Amaral; e a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o ministério da Casa Civil como forma de mudar o foro em que ele é investigado.

    O presidente da OAB, Cláudio Lamachia, disse que será examinado ainda pela direção da entidade se haverá um novo pedido de impeachment ou se a entidade apoiar