Redalyc.A sade na percepo do - Revista de Sade Coletiva ISSN: 0103-7331 publicacoes@ims.uerj.br Universidade do Estado do Rio de Janeiro Brasil Adas

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  • Physis - Revista de Sade Coletiva

    ISSN: 0103-7331

    publicacoes@ims.uerj.br

    Universidade do Estado do Rio de

    Janeiro

    Brasil

    Adas Saliba Garbin, Cla; Isper Garbin, Artnio Jos; Adas Saliba Moimaz, Suzely; Elaine Gonalves,

    Patrcia

    A sade na percepo do adolescente

    Physis - Revista de Sade Coletiva, vol. 19, nm. 1, enero-marzo, 2009, pp. 227-238

    Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Rio de Janeiro, Brasil

    Disponvel em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=400838222012

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    A sade na percepo do adolescente

    | 1Cla Adas Saliba Garbin, 2Artnio Jos Isper Garbin, 3Suzely Adas Saliba Moimaz,4Patrcia Elaine Gonalves |

    Resumo: Na fase da adolescncia, o indivduoexperimenta os melhores ndices de sade, os quais podem

    ser mantidos e/ou melhorados, dependendo da percepo e

    valorizao dos mesmos, influenciando na sua qualidade devida. O estudo avaliou a opinio de adolescentes (n=493) da

    Fundao Mirim do Municpio de Araatuba - SP, quanto

    sade geral e bucal, bem como sua percepo sobre elas, pormeio questionrio semiestruturado, durante o ano letivo de

    2006, j que os mesmos possuem acesso ateno sade

    bucal e palestras sobre sade. Dentre os entrevistados 34,5%conceituaram a sade como coisa ou algo que precisa(mos)

    cuidar; 26,6%, como bem-estar; 18,1%, como a prpria

    existncia; e 14,5%, como ausncia de doena. Em relaoaos conceitos de sade bucal, 68,4% definiram como

    higiene; 16,2%, como aparncia; e 15,5%, como ausncia de

    doenas bucais. A percepo desses jovens quanto a suasade em geral foi para 46,5%, tima, e 44,1%, boa,

    enquanto que a da sua sade bucal foi para 53,6%, boa, e

    24%, tima. Pode-se concluir que os adolescentes tm umaideia tanto sobre sade geral como sade bucal, porm a

    classificao menor no que tange sade bucal, pois

    envolve aspectos afetivos, estticos e sociais. Ademais,percebe-se a necessidade de programas educativo-preventivos

    direcionados a esse grupo.

    Palavras-chavePalavras-chavePalavras-chavePalavras-chavePalavras-chave: Sade do adolescente; sade bucal doadolescente; percepo; adolescente.

    1 Vice-Coordenadora doPrograma de Ps-graduaoem Odontologia Preventiva eSocial da Faculdade deOdontologia de Araatuba -UNESP. Endereo eletrnico:cgarbin@foa.unep.br

    2 Professor no Programa dePs-graduao emOdontologia Preventiva eSocial da Faculdade deOdontologia de Araatuba -UNESP.

    3 Professora no Programa dePs-graduao emOdontologia Preventiva eSocial da Faculdade deOdontologia de Araatuba -UNESP.

    4 Aluna de Doutorado doPrograma de Ps-graduaoem Odontologia Preventiva eSocial da Faculdade deOdontologia de Araatuba -UNESP.

    Recebido em: 21/11/2007.Aprovado em: 29/09/2008.

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    IntroduoNo Brasil, jovens com idade entre 15 a 19 anos correspondem a 15,6% dapopulao (IBGE, 2006). A infncia e a adolescncia so perodos do ciclo de vidamarcados por grande vulnerabilidade, por representarem fases em que o ser humanoest crescendo e se desenvolvendo, tanto fsica como intelectualmente, e mereceateno redobrada. Por isso, estratgica e necessria uma educao voltada para asade com impacto, que resultar em maior autonomia das pessoas em relao aocuidado consigo mesmas, com o outro e com o meio em que vivem, para a conquistade melhor qualidade de vida (GUIMARES, 2003).

    Entre as caractersticas psicolgicas dos adolescentes, esto a busca de identidade,os desequilbrios e instabilidades extremas, a alternncia de perodos de altivez,introverso, audcia, timidez, descoordenao, urgncia, desinteresse e apatia, osconflitos afetivos e as crises religiosas (ABERASTURY; KNOBEL, 1992). Assim,quando uma criana entra no processo de adolescncia, questiona de forma radicalsua identidade, a dos seus pais, assim como a sociedade em que vive, por seremsurpreendentes as mudanas fsicas e emocionais que so parte dessa transio. Operodo da adolescncia adquiriu uma reputao tempestuosa e estressante, o queno exagerado, tal a importncia do processo (BEE, 1997).

    Na fase da adolescncia, o indivduo experimenta os melhores ndices desade e vitalidade, que o permitiro realizar suas tarefas na idade adulta(PALAZZO et al., 2003). No entanto, nela que se apresenta um perodo derisco para a sade bucal, devido maior independncia em relao ao consumode alimentao mais aucarada e certa repulsa em relao higiene bucal, almde outros fatores agregados. Mas sabe-se que as doenas bucais prevalentes podemser prevenidas com medidas de autocuidado e de proteo especfica (VALENTE,2004). Por isso, importante realizar estudos com os adolescentes para que, apartir de suas vivncias, expectativas e viso do mundo, se possa compreendermelhor como se expressam e buscam ajuda, com o objetivo de auxiliar e orientara criao de medidas mais eficazes, e o planejamento de aes educativo-preventivas voltadas para esse grupo (PALAZZO et al., 2003).

    O objetivo deste trabalho foi avaliar o conhecimento do adolescente quanto sade geral e bucal, bem como sua percepo sobre elas.

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    Material e mtodosO presente trabalho foi submetido e aprovado pelo Comit de tica em Pesquisacom Seres Humanos da Faculdade de Odontologia de Araatuba UNESP,registrado sob o protocolo n. 2006-01243.

    A populao objeto deste estudo foi composta por 493 adolescentes (n=493), deambos os sexos, de 15 a 17 anos de idade, matriculados na Fundao Mirim deAraatuba - So Paulo, instituio que oferece aos adolescentes cursos de capacitaopara o mercado de trabalho. Esse nmero de indivduos corresponde totalidade dealunos da instituio no ano letivo de 2006. A pesquisa foi realizada especificamentena primeira semana de aula, quando os alunos se apresentam instituio e recebeminformaes quanto aos cursos. No houve perda de sujeito de pesquisa.

    Para que fosse concretizada a pesquisa, foi enviado a Fundao Mirim deAraatuba ofcio solicitando a colaborao da mesma para a realizao da pesquisa,a qual concordou prontamente.

    Antes do ingresso do adolescente instituio, solicitou-se a todos os pais e/ouresponsveis que assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, noqual se informava que seu filho seria convidado a participar de pesquisa sobre otema de sade e sade bucal. Isso ocorreu pelo fato de os adolescentes seremconsiderados, segundo a Resoluo CONEP/CNS n 196/96, sujeitos de pesquisavulnerveis, ou seja, no apresentam autonomia suficiente para decidir sobre suavida. Porm, antes das perguntas propriamente ditas, foi inserido no questionrioum breve cabealho, esclarecendo aos possveis adolescentes participantes sobre avoluntariedade da sua participao, a manuteno do sigilo de suas identidades(apesar de no ser solicitada identificao dos respondentes) e a publicao dosdados obtidos. Ademais, foram respeitados todos os ditames do Conselho Nacionalde Sade do Ministrio da Sade.

    O instrumento de anlise utilizado foi um questionrio semiestruturado,elaborado pelos pesquisadores, o qual apresentava cinco questes subjetivas e duasobjetivas relativas sade geral e bucal. Antes de realizar a pesquisa concretamente,o mesmo instrumento foi testado em estudo piloto com adolescentes que nofizeram parte da pesquisa, para adequao do instrumento, quanto melhora doentendimento das perguntas e para que no ocorresse vis na pesquisa (quadro 1).

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    QQQQQuadruadruadruadruadro 1 o 1 o 1 o 1 o 1 Instrumento de coleta de dados. Araatuba SP, 2007

    Vale ressaltar que no foi realizada nenhuma atividade educativa prvia aplicao do questionrio visando a obter dados que refletissem o realconhecimento de cada aluno sobre o tema avaliado. A coleta dos dados foirealizada por um nico examinador devidamente treinado para a aplicao doinstrumento. Os questionrios foram respondidos individualmente pelos alunos,em sala de aula, na presena do pesquisador, para que este pudesse fornecerinstrues sobre seu preenchimento e esclarecer eventuais dvidas, sem contudoinfluenciar o contedo das respostas.

    Aps a coleta dos dados, estes foram armazenados em um banco de dados doprograma EPI INFO 3.2, sendo que as respostas das perguntas abertas foramanalisadas qualitativamente quanto ao seu contedo, a partir da Anlise deContedo Temtica (BARDIN, 1994), e agrupadas em categorias. J as respostasdas perguntas fechadas foram analisadas quantitativamente. Em ambas foirealizada a distribuio de frequncias.

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    ResultadosDentre os pesquisados, 59% so do gnero feminino e 41% do masculino. Aidade dos mesmos varia