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1 REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO DE JANEIRO RESOLUÇÃO Nº 895/2014 (Compilada com as Resoluções TRE/RJ n os 924/15 , 927/15, 962/16, 970/16, 977/17, 992/17, 1006/18, 1009/18, 1014/18, 1058/18, 1059/18, 1060/18, 1061/18 e com a deliberação do TRE/RJ em Sessão Ordinária de 28/06/17.)

REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL … · Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro – Regimento Interno 3 O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, no exercício

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REGIMENTO INTERNO

DO

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO DE JANEIRO

RESOLUO N 895/2014

(Compilada com as Resolues TRE/RJ nos 924/15 , 927/15, 962/16, 970/16, 977/17, 992/17, 1006/18, 1009/18, 1014/18, 1058/18, 1059/18, 1060/18, 1061/18 e com a

deliberao do TRE/RJ em Sesso Ordinria de 28/06/17.)

Sumrio

TTULO I - Do Tribunal

Captulo I - Da Organizao do Tribunal

Captulo II - Das Atribuies do Tribunal

Captulo III - Das Atribuies do Presidente

Captulo IV - Das Atribuies do Vice-Presidente

Captulo V - Das Atribuies do Corregedor

Captulo VI - Do Procurador Regional Eleitoral

Captulo VII - Do Defensor Pblico

TTULO II - Da Ordem do Servio no Tribunal Captulo I - Da Distribuio

Captulo II - Das Sesses

Captulo III - Do Processo e Julgamento dos Feitos

Captulo IV - Das Audincias

TTULO III - Do Processo no Tribunal Captulo I - Da Declarao de Inconstitucionalidade de Lei ou de Ato Normativo do Poder Pblico

Captulo II - Das Excees de Impedimento e Suspeio

Captulo III - Do Habeas Corpus

Captulo IV - Do Mandado de Segurana

Captulo V - Dos Conflitos de Atribuio, de Jurisdio e de Competncia

Captulo VI - Dos Recursos Eleitorais

Captulo VII - Dos Processos Criminais de Competncia Originria do Tribunal

Captulo VIII - Da Ao de Impugnao do Mandato Eletivo

Captulo IX - Das Representaes, das Instrues, das Consultas e dos Requerimentos

Captulo X - Da Representao por Excesso de Prazo e da Reclamao contra Membro do

Tribunal

Captulo XI - Do Agravo Regimental

TTULO IV - Dos Juzes Eleitorais

TTULO V - Do Registro dos rgos Diretivos

TTULO VI - Das Eleies

TTULO VII - Da Multa Administrativa Eleitoral

TTULO VIII - Das Custas Processuais, do Preparo, das Certides e das Despesas na Reproduo de Documentos

TTULO IX - Da Escola Judiciria Eleitoral

TTULO X - Das Disposies Gerais e Transitrias

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, no exerccio das atribuies que lhe so conferidas pelo art. 96, I, a, da Constituio da Repblica de 1988 e do art. 30, I, do Cdigo Eleitoral (Lei n 4.737, de 15 de julho de 1965),

RESOLVE:

Aprovar o seguinte Regimento Interno:

TTULO I DO TRIBUNAL

Captulo I DA ORGANIZAO DO TRIBUNAL

Art. 1 Este Regimento dispe sobre a composio, a competncia e o funcionamento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, e regula a instruo e o julgamento dos processos e recursos que lhe so atribudos pela Constituio da Repblica e a legislao eleitoral.

Art. 2 O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro - TRE-RJ -, com sede na Capital e jurisdio em todo Estado, compe-se de sete membros titulares assim escolhidos:

I - mediante eleio, pelo voto secreto, de:

a) dois juzes dentre os desembargadores do Tribunal de Justia do Estado;

b) dois juzes, pelo Tribunal de Justia, dentre os juzes de Direito.

II - mediante indicao do Tribunal Regional Federal da segunda regio, de um Juiz Federal;

III - mediante nomeao do Presidente da Repblica de dois juzes dentre seis advogados de notvel saber jurdico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justia do Estado.

1 Os substitutos dos membros titulares do Tribunal sero escolhidos pelo mesmo processo e em nmero igual para cada categoria (Cdigo Eleitoral, art. 15).

2 No podem integrar o Tribunal cnjuges, companheiros ou pessoas que tenham entre si parentesco, ainda que por afinidade, at o quarto grau, excluindo-se, neste caso, quem tiver sido escolhido por ltimo.

3 O cnjuge, o companheiro ou o parente consanguneo ou afim, at o segundo grau, de candidato a cargo eletivo, estadual ou federal, estar impedido de servir como Juiz no Tribunal, desde a escolha do candidato em conveno partidria at a apurao final da eleio.

4 O cnjuge, o companheiro ou o parente consanguneo ou afim, at o segundo grau, de candidato a cargo eletivo municipal estar impedido de manifestar-se nos processos relativos ao respectivo municpio.

5 O advogado nomeado juiz efetivo ou substituto na Justia Eleitoral no pode exercer a advocacia no mbito da Justia Eleitoral.

Art. 3 O Tribunal eleger, em votao secreta, para a sua Presidncia um dos dois desembargadores estaduais efetivos, para mandato de 2 (dois) anos ou at o trmino do binio, proibida

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a reeleio. Caber ao outro a Vice-Presidncia e o exerccio das atribuies de Corregedor Regional Eleitoral, cumulativamente.

1 obrigatria a aceitao do cargo, salvo recusa manifestada e aceita antes da eleio.

2 Vagando, no curso do mandato, o cargo de Presidente, assumir o Vice-Presidente at a posse do novo membro elegvel, devendo convocar eleio no prazo mximo de trinta dias, contados da posse do outro Desembargador.

3 Havendo empate na votao, considerar-se- eleito o magistrado mais antigo no Tribunal Regional Eleitoral e, se igual a antiguidade, o mais idoso.

4 A eleio do Presidente realizar-se- em sesso especial convocada por edital publicado no Dirio da Justia Eleitoral, com antecedncia mnima de 5 (cinco) dias.

Art. 4 Os membros do Tribunal e seus substitutos, salvo por justa causa, exercero os mandatos obrigatoriamente por 2 (dois) anos, a contar da data da posse, e, facultativamente, por mais um binio, desde que reconduzidos pelo mesmo processo da investidura inicial.

1 Compete ao Tribunal a apreciao da justa causa para dispensa da funo eleitoral antes do transcurso do primeiro binio.

2 O binio ser contado ininterruptamente, sem o desconto dos afastamentos decorrentes de frias ou licenas, ressalvada a hiptese de impedimento prevista no artigo 2, pargrafo 3, que acarretar a prorrogao do exerccio pelo tempo que tiver durado o afastamento.

3 Se o membro do Tribunal com direito prorrogao de binio, na forma prevista no pargrafo anterior, ocupar a Presidncia ou a Vice-Presidncia do Tribunal, tambm ter seu mandato nesses cargos prorrogado pelo mesmo perodo do afastamento.

Art. 5 Nenhum membro efetivo poder voltar a integrar o Tribunal, na mesma classe ou em classe diversa, aps servir por 2 (dois) binios consecutivos, salvo se transcorridos 2 (dois) anos do trmino do segundo binio.

1 Para os efeitos deste artigo, consideram-se tambm consecutivos 2 (dois) binios quando entre eles houver interrupo inferior a 2 (dois) anos.

2 (Pargrafo suprimido por deliberao do plenrio do TRE/RJ, em Sesso Ordinria do dia 28/06/2017, conforme Ata da 85 Sesso de 28 de junho de 2017, publicada no DJERJ n 179, de 07/07/2017, pp. 57/58.)

Art. 6 As regras do artigo 5 aplicam-se ao membro substituto enquanto nessa categoria.

Art. 7 No podem participar do Tribunal os Presidentes e os Vice-Presidentes de Tribunais, assim como os Corregedores.

Art. 8 At 20 (vinte) dias antes do trmino do binio de membro da classe de magistrado, ou imediatamente depois da vacncia do cargo por motivo diverso, o Presidente do Tribunal oficiar ao Tribunal de Justia ou ao Tribunal Regional Federal, conforme o caso, para a escolha do novo membro.

Art. 9 At 90 (noventa) dias antes do trmino do binio de membro da classe dos advogados, ou imediatamente depois da vacncia do cargo por motivo diverso, o Presidente do Tribunal oficiar ao Tribunal de Justia para a indicao da lista trplice que ser encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral.

Art. 10. Os membros tomaro posse perante o Tribunal, podendo os substitutos tomar posse perante o Presidente, obrigando-se uns e outros por compromisso formal. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

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1 Em ambos os casos, o prazo para a posse de at 30 (trinta) dias a partir da escolha.

2 Quando a reconduo operar-se antes do trmino do binio, no haver necessidade de nova posse, que ser exigida, apenas, se houver interrupo do exerccio. Naquela hiptese, ser suficiente a anotao no termo da investidura inicial.

Art. 11. Os membros afastados por motivo de licena ou frias de suas funes na Justia Comum Estadual ou Federal ficaro, automaticamente, afastados da Justia Eleitoral pelo tempo correspondente. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 1060/18.)

1 Todos os membros do Tribunal, inclusive os oriundos da classe da advocacia, devero comunicar seus afastamentos Presidncia do Tribunal. (Pargrafo nico transformado em 1 pela Resoluo TRE/RJ n 1060/18.)

2 O Presidente do Tribunal dever convocar o substituto, na mesma classe, para integrar o Tribunal, na hiptese dos afastamentos sobremecionados, obedecida a ordem de antiguidade. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 1060/18.)

3 vedado a todos os membros do Tribunal a fruio de frias ou outros afastamentos voluntrios no perodo compreendido entre o registro das candidaturas, at cinco dias aps a realizao do segundo turno das eleies (art. 94, da Lei n 9.504/97). (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 1060/18.)

Art. 12. O juiz de direito, membro do Tribunal, que for convocado para exercer a funo de substituto de desembargador no Tribunal de Justia, ser afastado automaticamente da funo eleitoral.

Art. 13. Nos casos de vacncia do cargo, o Presidente convocar obrigatoriamente o substituto da mesma classe, obedecida a ordem de antiguidade.

Pargrafo nico. Se o membro substituto convocado se afastar, o Presidente convocar o outro substituto da mesma classe para compor o Tribunal.

Art. 14. O Tribunal delibera por maioria de votos, em sesso pblica, com a presena mnima de quatro dos seus membros, alm do Presidente.

1 Nas ausncias ou impedimentos eventuais de membro efetivo ser convocado o respectivo substituto, segundo a ordem de antiguidade no Tribunal. (NR) (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 927/15.)

2 Regulam a antiguidade no Tribunal, sucessivamente: a posse; a nomeao ou eleio; a idade.

3 As decises do Tribunal sobre quaisquer aes que importem cassao de registro, anulao geral de eleies ou perda de diplomas somente podero ser tomadas com a presena de todos os seus membros. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 927/15.)

4 No caso do pargrafo anterior, se ocorrer impedimento de algum Desembargador, ser convocado o suplente da mesma classe. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 927/15.)

Art. 15. Os juzes do Tribunal sero licenciados da seguinte forma:

I - os magistrados, automaticamente, pelo prazo da licena obtida na Justia Comum Estadual ou Federal;

II - pelo prprio Tribunal, os da classe de advogado e os magistrados afastados da Justia Comum para servir exclusivamente Justia Eleitoral.

Art. 16. Perder automaticamente a jurisdio eleitoral o magistrado que se aposentar ou terminar o binio.

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Art. 17. Funcionar, junto ao Tribunal, um Procurador Regional Eleitoral, com as atribuies definidas em lei e neste Regimento. O Procurador Regional Eleitoral, juntamente com o seu substituto, ser designado pelo Procurador-Geral Eleitoral, dentre os Procuradores Regionais da Repblica no Estado, para o mandato de 2 (dois) anos.

Pargrafo nico. Nas faltas ou impedimentos do Procurador Regional, funcionar o seu substituto.

Art. 18. O Tribunal ter o tratamento de egrgio e os seus membros e o Procurador Regional o de excelncia.

Pargrafo nico. Os membros titulares, enquanto estiverem em exerccio no Tribunal, tm o ttulo de Desembargador Eleitoral.

Art. 19. Os membros do Tribunal, os das juntas eleitorais e os juzes eleitorais, no exerccio de suas funes, gozaro de plenas garantias e sero inamovveis.

Captulo II

DA COMPETNCIA DO TRIBUNAL

Art. 20. Compete ao Tribunal, alm de outras atribuies que lhe so conferidas por lei:

I - processar e julgar, originariamente:

a) os pedidos de habeas corpus e de mandado de segurana, em matria eleitoral, contra ato de autoridade que responde a processo perante o Tribunal Regional Federal ou o Tribunal de Justia do Estado por crimes comuns e de responsabilidade;

b) os pedidos de habeas corpus quando houver perigo de se consumar a violncia antes que o Juiz Eleitoral competente possa decidir sobre a impetrao (Cdigo Eleitoral, art. 29, inciso I, alnea e);

c) os pedidos de mandado de segurana contra atos administrativos do Tribunal;

d) os pedidos de mandado de segurana contra atos Presidente, do Corregedor Regional Eleitoral, do Procurador Regional Eleitoral, dos juzes eleitorais e dos rgos do Ministrio Pblico Eleitoral de primeiro grau;

e) os pedidos de habeas data, nos casos previstos na Constituio, quando versarem sobre matria eleitoral;

f) o registro de candidatos aos cargos de Governador, Vice-Governador e membro do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa (Cdigo Eleitoral, art. 29, inciso II, alnea a);

g) as reclamaes, as representaes e as aes de investigao judicial eleitoral previstas na legislao eleitoral e nas instrues expedidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, ressalvada a competncia do Tribunal Superior Eleitoral e dos juzes eleitorais;

h) as aes de impugnao de mandato eletivo apresentadas contra candidato aos cargos de Governador, Vice-Governador e membro do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa;

i) os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos cometidos pelos juzes eleitorais, federais, do trabalho e estaduais de primeiro grau, por promotores eleitorais e de justia, deputados estaduais, prefeitos municipais, secretrios de estado, procurador-geral de justia, procurador-geral do estado e quaisquer outras autoridades estaduais que, pela prtica de crime comum, respondem a processo perante o Tribunal Regional Federal ou o Tribunal de Justia do Estado;

j) os conflitos de competncia entre juzes eleitorais do Estado (Cdigo Eleitoral, art. 29, inciso I, alnea b);

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k) a suspeio ou impedimento de seus membros, do Procurador Regional Eleitoral, dos servidores da Secretaria Judiciria e dos juzes de primeiro grau (Cdigo Eleitoral, art. 29, inciso I, alnea c);

l) as reclamaes relativas s obrigaes impostas por lei aos rgos regionais dos partidos quanto contabilidade e apurao da origem de seus recursos (Cdigo Eleitoral, art. 29, inciso I, alnea f);

m) os pedidos de desaforamento dos feitos no decididos pelos juzes eleitorais em trinta dias da sua concluso para julgamento, formulados por partido, candidatos, Ministrio Pblico ou parte legitimamente interessada, sem prejuzo das sanes decorrentes do excesso de prazo (Lei n 4.691, de 1966, art. 10);

n) as reclamaes para preservar a competncia do Tribunal ou garantir a autoridade das suas decises, e nas hipteses previstas na legislao eleitoral e nas instrues expedidas pelo Tribunal (Resoluo TSE n 22.676, de 2007);

o) as aes rescisrias dos julgados do Tribunal e dos juzes eleitorais em matria no eleitoral (Resoluo TSE n 22.676, de 2007);

p) as prestaes de contas partidrias dos rgos regionais de direo de partido poltico, bem como as prestaes de contas de campanha eleitoral dos candidatos a governador, vice-governador e membros do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa;

q) os pedidos de veiculao de propaganda partidria requeridos pelos diretrios regionais dos partidos polticos, na forma da lei e de instrues expedidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

II - julgar os recursos interpostos:

a) dos atos e as decises proferidas pelos juzes e juntas eleitorais (Cdigo Eleitoral, art. 29, inciso II, alnea a);

b) das decises dos juzes eleitorais que concederam ou denegaram habeas corpus ou mandado de segurana (Cdigo Eleitoral, art. 29, inciso II, alnea b).

c) dos atos e decises do juiz relator, na forma dos arts. 118 e 119 deste Regimento.

d) das decises administrativas do Presidente e do Vice-Presidente e Corregedor, exclusivamente nas hipteses previstas no art. 155-A. (Includa pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

Art. 21. Compete, ainda, privativamente ao Tribunal:

I - elaborar e alterar o regimento interno;

II - organizar a sua estrutura orgnica, os servios da Diretoria-Geral, das Secretarias, das Coordenadorias, da Corregedoria Regional Eleitoral e dos Juzos Eleitorais que lhes forem vinculados;

III - eleger o Presidente e o Vice-Presidente e Corregedor, entre os desembargadores estaduais efetivos;

IV - empossar o Presidente, o Vice-Presidente e Corregedor Regional Eleitoral, bem como os demais membros titulares;

V - afastar, por deciso devidamente fundamentada, o critrio da antiguidade apurado entre os juzes que no hajam exercido a titularidade na zona eleitoral, pelo voto de cinco dos seus componentes, por convenincia objetiva do servio eleitoral e no interesse da administrao judiciria;

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VI - autorizar a realizao de concursos para provimento dos cargos do Tribunal, baixar as respectivas instrues, nomear a respectiva comisso, homologar os resultados e decidir sobre os prazos de validade e eventual prorrogao;

VII - aplicar as penas disciplinares de advertncia, censura e de suspenso por at trinta dias aos juzes eleitorais, comunicando ao Presidente do Tribunal de Justia e ao Corregedor-Geral de Justia (Cdigo Eleitoral, art. 30, inciso XV, e art. 42, inciso II, da Lei Orgnica da Magistratura Nacional - LOMAN);

VIII - determinar instaurao de processo administrativo disciplinar contra juiz-membro do Tribunal ou contra juiz eleitoral (Resoluo CNJ n 135, de 2011);

IX - decidir fundamentadamente sobre o afastamento do cargo do Magistrado at a deciso final, ou, conforme lhe parecer conveniente ou oportuno, por prazo determinado (Resoluo CNJ n 135, de 2011);

X - determinar o arquivamento da proposta de instaurao de processo administrativo disciplinar apresentada pelo Presidente ou pelo Corregedor Regional Eleitoral contra juiz membro do Tribunal ou juiz eleitoral (Resoluo CNJ n 135, de 2011);

XI - expedir instrues no mbito de sua competncia;

XII - proceder ao rezoneamento e dividir a circunscrio em zonas eleitorais, submetendo, apenas no caso de diviso e criao de novas zonas, aprovao do Tribunal Superior Eleitoral (Cdigo Eleitoral, art. 30, inciso IX);

XIII - responder s consultas que lhe forem dirigidas, em tese, sobre matria eleitoral, por autoridade pblica ou por partido poltico (Cdigo Eleitoral, art. 30, inciso VIII);

XIV - fixar a data das eleies suplementares, e expedir as respectivas instrues;

XV - constituir as juntas eleitorais, a serem presididas por um juiz eleitoral e cujos membros, indicados conforme dispuser a legislao eleitoral, sero nomeados pelo Presidente, com a indicao da respectiva sede e jurisdio;

XVI - requisitar a fora policial necessria ao cumprimento de suas decises e solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral a requisio de fora federal (Cdigo Eleitoral, art. 30, inciso XII);

XVII - apurar os resultados finais das eleies de Governador e Vice-Governador de membros do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa, expedir os respectivos diplomas, remetendo dentro do prazo de dez dias aps a diplomao, ao Tribunal Superior Eleitoral, cpias das atas de seus trabalhos (Cdigo Eleitoral, art. 30, inciso VII);

XVIII - emitir pronunciamento sobre o relatrio de gesto do Presidente do Tribunal e, quando couber, o contedo do parecer do controle interno; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

XIX - decidir o pedido de dispensa das funes eleitorais no primeiro binio, na condio de titular, feito pelo juiz de primeiro grau designado ou na iminncia de s-lo;

XX - constituir a Comisso Apuradora das eleies;

XXI - conceder aos seus membros efetivos, aos substitutos e aos juzes de primeiro grau afastamento das funes que exercem na Justia Comum, durante o perodo eleitoral, submetendo a deciso aprovao do Tribunal Superior Eleitoral (Resoluo TSE n 21.842/04);

XXII - cumprir e fazer cumprir as decises, mandados, instrues, resolues e outros atos emanados do Tribunal Superior Eleitoral;

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XXIII - resolver as dvidas que forem submetidas pelo Presidente ou por qualquer dos membros do Tribunal sobre a interpretao e a execuo deste regimento.

Art. 22. O Tribunal ficar em recesso de 20 de dezembro a 6 de janeiro.

Pargrafo nico. Poder o Presidente designar Juiz Plantonista para apreciar questes urgentes no perodo do recesso.

Art. 22-A. Suspende-se o curso dos prazos processuais nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, na forma do art. 220 da Lei 13.105/2016 (Cdigo de Processo Civil, art. 220; Resoluo TSE 23.478/2016; art. 10). (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 23. O Presidente dever permanecer em exerccio durante o perodo de recesso e convocar os membros do Tribunal para o julgamento de matrias urgentes em sesses extraordinrias.

Art. 24. O Presidente gozar frias fora do perodo eleitoral, juntamente com as concedidas na Justia Comum Estadual.

Art. 25. O Corregedor, caso o servio eleitoral necessite, permanecer em exerccio no perodo de recesso e gozar frias na forma indicada no art. 24.

Captulo III

DAS ATRIBUIES DO PRESIDENTE

Art. 26. Compete ao Presidente do Tribunal:

I - dirigir os trabalhos do Tribunal, presidir as sesses de julgamento, propor e encaminhar as questes, registrar e apurar os votos, proclamar o resultado e subscrever a respectiva smula de julgamento;

II - tomar parte na discusso sobre a matria em julgamento, proferir voto no caso de empate, de incidente de inconstitucionalidade (CRFB, art. 97) e nos processos em que servir como relator;

III - apresentar ao Plenrio e relatar projeto de resoluo em matria administrativa;

IV - assinar as resolues aprovadas pelo Plenrio;

V - designar dia para julgamento dos processos da competncia do Plenrio (CPC, art. 552);

VI - convocar sesses extraordinrias;

VII - resolver questes de ordem ou submet-las ao Plenrio;

VIII - apreciar as peties que lhe forem dirigidas, ressalvada a competncia dos relatores;

IX - exercer o juzo de admissibilidade nos recursos especiais, encaminhando ao Tribunal Superior Eleitoral os que forem admitidos;

X - despachar as peties de recursos para o Tribunal Superior Eleitoral;

XI - decidir:

a) os pedidos de suspenso da execuo de liminar e de sentena em mandado de segurana, na forma do art. 15 da Lei n 12.016, de 2009;

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b) as medidas cautelares ou urgentes nos dias em que no houver expediente forense, ou durante o recesso do Tribunal, quando no houver Juiz plantonista designado, ou este se declarar impedido ou suspeito;

XII - encaminhar, imediatamente, para apreciao do plenrio os conflitos de competncia suscitados pelos integrantes do Tribunal;

XIII - praticar todos os atos de gesto inerentes ao seu cargo sem prejuzo do controle de legalidade pelo Tribunal, por provocao de qualquer de seus membros;

XIV - apresentar ao Tribunal, na ltima sesso ordinria que anteceder o trmino do mandato, relatrio circunstanciado dos trabalhos efetuados em sua gesto;

XV - expedir atos, ofcios e portarias para cumprimento das resolues do Tribunal;

XVI - cumprir e fazer cumprir as deliberaes do Tribunal e as suas prprias decises;

XVI-A - apreciar as peties apresentadas aps o trnsito em julgado; (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

XVI-B - apreciar as peties apresentadas aps o arquivamento dos autos dos processos de natureza administrativo-eleitoral; (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

XVII - dar posse aos juzes substitutos do Tribunal e ao Diretor-Geral;

XVIII - comunicar ao Tribunal Superior Eleitoral o afastamento dos juzes do Tribunal de suas funes nos respectivos rgos de origem;

XIX - representar o Tribunal nas solenidades e atos oficiais, bem como junto s autoridades constitudas ou rgos federais, estaduais e municipais;

XX - prestar informaes aos Tribunais Superiores e demais rgos, quando requisitadas;

XXI - nomear os membros das Juntas Eleitorais, depois de aprovados pelo Tribunal (Cdigo Eleitoral, art. 36, 1);

XXII - assinar os diplomas dos candidatos eleitos para cargos estaduais e federais de competncia do Tribunal (Cdigo Eleitoral, art. 215);

XXIII - comunicar a diplomao de militar candidato a cargo eletivo federal e estadual autoridade a que esteja aquele subordinado;

XXIV - aprovar o registro cadastral de habilitao de empresas; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

XXV - autorizar a realizao de licitaes para compras, obras e servios, bem como ratificar as contrataes diretas, por dispensa ou inexigibilidade de licitao, nas hipteses do art. 24, incisos III e seguintes, e 25 e incisos da Lei 8.666/93; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

XXVI - aprovar e assinar os contratos que devam ser celebrados com o Tribunal, bem como exercer autotutela dos atos administrativos;

XXVII - aprovar e encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral a proposta oramentria e plurianual, solicitando, quando necessria, a abertura de crditos suplementares;

XXVIII - submeter anualmente ao Tribunal de Contas da Unio o relatrio de gesto;

XXIX - autorizar empenho de despesas e ordenar os pagamentos;

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XXX - conceder suprimento de fundos;

XXXI - delegar aos membros do Tribunal, aos juzes auxiliares da Presidncia, ao Diretor-Geral ou servidores da Justia Eleitoral atribuies que no lhe sejam exclusivas;

XXXII - promover a apurao imediata dos fatos que tiver cincia sobre irregularidade atribuda a juiz membro do Tribunal (Resoluo CNJ n 135, de 2011, art. 8, caput);

XXXIII - instaurar e processar sindicncia contra juzes membros do Tribunal, submetendo o relatrio conclusivo apreciao do Plenrio (Resoluo CNJ n 135, de 2011, arts. 8, pargrafo nico, e 14, 1);

XXXIV - relatar proposta de abertura de processo administrativo disciplinar contra juzes membros do Tribunal, apresentando relatrio conclusivo (Resoluo CNJ n 135, de 2011, arts. 13 e 14);

XXXV- votar nos casos de proposta de instaurao de processo administrativo disciplinar contra juzes de primeiro grau, relatados pelo Corregedor (Resoluo CNJ n 135, de 2011, art. 14, 3);

XXXVI - votar no julgamento de processo administrativo disciplinar contra juzes membros e de primeiro grau (Resoluo CNJ n 135, de 2011, art. 20, 3);

XXXVII - julgar, em ltima instncia, os recursos interpostos de decises administrativas do Diretor-Geral, em especial nos processos disciplinados pelas Leis 8.666/93, 10.520/02, 9.784/99 e 8.112/90, quando cabveis; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

XXXVIII - julgar e aplicar as penalidades disciplinares de demisso, cassao de aposentadoria e disponibilidade aos servidores dos quadros da Justia Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, nos termos do art. 141, inciso I, da Lei n 8112/90, sem prejuzo de outras que a legislao federal especfica venha a estabelecer, quando afetas, com exclusividade, sua esfera de competncia; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

XXXIX - apreciar os pedidos de reconsiderao formulados contra suas decises administrativas, nos processos disciplinados pelas Leis 8.112/90, 8.666/93 e 9.784/99, quando de sua competncia originria; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

XL - conceder frias e licena ao Diretor-Geral e designar o substituto;

XLI - nomear, promover, exonerar e aposentar, nos termos da lei, os servidores efetivos do Tribunal, bem como conceder-lhes progresso e promoo;

XLII - nomear e exonerar os ocupantes dos cargos em comisso, bem como designar e dispensar os detentores de funes comissionadas do Tribunal, inclusive os da Vice-Presidncia, da Corregedoria e dos gabinetes dos juzes membros, sendo que estes sero previamente indicados pelos respectivos magistrados, observadas as regras do artigo 171;

XLIII - promover a readaptao e declarar a vacncia de cargo pblico;

XLIV - estabelecer diretrizes para a prestao de servios extraordinrios;

XLV - conceder vantagens e benefcios aos servidores do Tribunal, nos casos em que tal atribuio lhe for expressamente cometida por Lei; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

XLVI - definir o perodo de frias dos servidores do Tribunal e das zonas eleitorais no ano em que se realizar pleito eleitoral, reviso de eleitorado, recadastramento de eleitores, campanhas de alistamento eleitoral ou programas de ao social do Tribunal;

XLVII - conceder dirias para o Vice-Presidente, demais membros do Tribunal, juzes auxiliares, Diretor e Vice-Diretor da Escola Judiciria, juzes eleitorais e Diretor-Geral; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

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XLVIII - instaurar a tomada de contas especial em face dos responsveis pelas contas dos rgos regionais dos partidos polticos quando no for comprovada a aplicao regular dos recursos do fundo partidrio ou sua aplicao tiver sido julgada irregular (Resoluo TSE n 21.841, de 2004);

XLIX - expedir atos regulamentares em matria administrativa;

L - exercer o poder de polcia no Tribunal, podendo requisitar a fora policial quando necessrio;

LI - receber e encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral o recurso contra expedio de diploma em eleies estadual e federal, excetuados os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Repblica, aps a abertura de prazo para manifestao da parte contrria;

LII - autorizar a requisio de servidores federais, estaduais e municipais, no mbito de sua jurisdio, para auxiliar nos Cartrios Eleitorais e nas Secretarias, Diretorias e Coordenadorias do Tribunal, quando o exigir o acmulo ocasional ou a necessidade do servio, sendo automtico o desligamento aps esgotado o prazo;

LIII - convocar juiz substituto nas hipteses do pargrafo nico do art. 11, do art. 13, caput e seu pargrafo nico, e dos pargrafos 1 e 4 do art. 14." (NR) (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 927/15.)

LIV - resolver as dvidas que surgirem na classificao e na distribuio dos processos;

LV - remover e transferir os servidores do Tribunal, movimentando-os de acordo com a necessidade e convenincia do servio;

LVI - fixar o horrio do expediente da secretaria e das zonas eleitorais;

Pargrafo nico. Compete, ainda, ao Presidente, solicitar ao Tribunal de Justia do Estado a designao de Juzes de Direito auxiliares, que oficiaro perante a Presidncia deste Tribunal, sem prejuzo de suas atribuies na Justia Comum Estadual, respeitados os quantitativos mximos fixados pelo TSE e o CNJ. (Pargrafo primeiro transformado em pargrafo nico com redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

LVII - Exercer a superviso, orientao e fiscalizao direta do exato cumprimento das normas atinentes gesto de filiao partidria. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 1009/18.)

Captulo IV

DAS ATRIBUIES DO VICE-PRESIDENTE

Art. 27. Compete ao Vice-Presidente do Tribunal, que exerce as suas funes cumulativamente com as de Corregedor:

I - substituir o Presidente nas suas frias, licenas, faltas, impedimentos e ausncias ocasionais;

II - assumir a Presidncia do Tribunal, em caso de vacncia, at a posse do novo titular, convocando eleio que ser realizada no prazo mximo de trinta dias contados da posse do outro Desembargador, nos termos do art. 3 deste Regimento;

III - praticar os atos que lhe forem delegados pelo Presidente do Tribunal, de comum acordo com este (art. 125 da Lei Orgnica da Magistratura Nacional - LOMAN).

IV - apreciar os pedidos de reconsiderao formulados contra suas decises administrativas proferidas nos processos e expedientes de competncia da Vice-Presidncia. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

Art. 28. O Vice-Presidente, quando no exerccio da Presidncia, no ser substitudo nos feitos em que for relator e, quando presidir ao julgamento dos de outro relator, ter apenas o voto de desempate.

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Art. 29. O Vice-Presidente ser substitudo, nas suas frias, licenas, faltas ou impedimentos ocasionais, pelo suplente da mesma origem, observada a antiguidade.

Pargrafo nico. No caso de vacncia, o suplente assumir o cargo at a posse do novo titular.

Captulo V

DAS ATRIBUIES DO CORREGEDOR

Art. 30. Ao Corregedor, que exerce as suas funes cumulativamente com as de Vice-Presidente e membro do Tribunal, com jurisdio em todo o Estado, compete:

I - conhecer das reclamaes apresentadas contra os juzes eleitorais, encaminhando-as, com o resultado das sindicncias que proceder, ao Plenrio;

II - velar pela fiel execuo das leis e instrues e pela boa ordem e celeridade dos servios eleitorais;

III - verificar se so observados, nos processos e atos eleitorais, os prazos legais; se h ordem e regularidade nos arquivos, sejam eles fsicos ou virtuais, e conservados de modo a preserv-los de perda, extravio ou qualquer dano; se os juzes e os chefes de cartrio mantm perfeita exao no cumprimento de seus deveres;

IV - verificar se h erros, abusos ou irregularidades que devam ser corrigidos, evitados ou sanados, determinando, por provimento, a providncia a ser tomada ou a corrigenda a se fazer;

V - instaurar e proferir deciso em sindicncia ou processo administrativo disciplinar no controle das infraes disciplinares relacionadas aos servidores no mbito do Tribunal Regional Eleitoral;

VI - cumprir e fazer cumprir as determinaes do Tribunal Regional Eleitoral;

VII - orientar os juzes eleitorais, relativamente regularidade dos servios nos respectivos juzos e cartrios.

VIII - manter, na devida ordem, a Secretaria da Corregedoria e exercer a fiscalizao de seus servios;

IX - proceder, nos autos que lhe forem afetos ou nas reclamaes, correio que se impuser, a fim de determinar a providncia cabvel;

X - comunicar ao Presidente do Tribunal Regional Eleitoral a sua ausncia, quando se locomover, em correio, para qualquer zona fora da capital;

XI - convocar, sua presena, o juiz eleitoral da zona, que deva, pessoalmente, prestar informaes de interesse para a Justia Eleitoral ou indispensveis soluo do caso concreto;

XII - exigir, quando em correio na zona eleitoral, que o oficial do registro civil informe quais os bitos de pessoas alistveis ocorridos nos dois meses anteriores sua fiscalizao, a fim de apurar se est sendo observada a legislao em vigor;

XIII - presidir inquritos contra juzes eleitorais, nos quais obrigatria a presena do procurador regional;

XIV - apreciar os pedidos de reconsiderao formulados contra suas decises administrativas proferidas nos processos e expedientes de competncia da Corregedoria. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 992/17.)

1 Os inquritos referidos no inciso XIII sero processados na sede do Tribunal e, no interesse da instruo, podero correr em segredo de justia.

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2 Compete, ainda, ao Corregedor, solicitar ao Presidente, que por sua vez solicitar ao Tribunal de Justia do Estado, a designao de at dois juzes auxiliares, que oficiaro perante a Corregedoria deste Tribunal, sem prejuzo de suas atribuies na Justia Comum Estadual.

Art. 31. O Corregedor Regional Eleitoral ser substitudo nas suas frias, licenas, faltas ou impedimentos ocasionais na forma estabelecida no artigo 29.

Pargrafo nico. No caso de vacncia, aplica-se a regra do pargrafo nico do artigo 29.

Captulo VI

DO PROCURADOR REGIONAL ELEITORAL

Art. 32. Compete ao Procurador Regional Eleitoral:

I - participar das sesses do Tribunal, tomando cincia das resolues e acrdos, dos quais poder recorrer nos casos previstos em lei;

II - exercer a ao pblica e promov-la, at final, em todos os feitos da competncia originria do Tribunal;

III - oficiar em todos os recursos e conflitos de jurisdio encaminhados ao Tribunal, bem como nos processos de registro de candidaturas a cargos eletivos e de diretrios de partidos polticos;

IV - manifestar-se, por escrito ou oralmente, aps as partes, quando intervier como fiscal da ordem jurdica, dispondo das mesmas faculdades das partes, quando em tal situao processual estiver agindo (Cdigo de Processo Civil, art. 178; Resoluo TSE 23.478/2016, art.8); (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

V - defender a jurisdio do Tribunal;

VI - representar ao Tribunal no interesse da fiel observncia das leis eleitorais;

VII - requisitar diligncias, certides e esclarecimentos necessrios ao desempenho de suas atribuies;

VIII - designar os promotores que devam oficiar junto aos juzes e juntas eleitorais, mediante relao encaminhada pelo Procurador-Geral da Justia do Estado, bem como expedir instrues ao fiel cumprimento de suas atribuies;

IX - designar at 3 (trs) membros do Ministrio Pblico Federal para funcionarem em seu auxlio;

X - acompanhar, obrigatoriamente, por si ou por seu substituto, os inquritos contra juzes eleitorais e, quando solicitado, as diligncias realizadas pelo Corregedor;

XI - representar ao Tribunal para o exame da escriturao dos partidos e a apurao de qualquer ato que viole as prescries legais ou escriturrias a que, em matria financeira, estejam sujeitos eles e seus filiados;

XII - funcionar junto Comisso Apuradora do Tribunal;

XIII - exercer outras funes e atribuies que lhe forem conferidas por lei.

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TTULO II

DA ORDEM DO SERVIO NO TRIBUNAL

Captulo I

DA DISTRIBUIO

Art. 33. Os processos sero distribudos diretamente pela Secretaria Judiciria, por classes, cada qual com numerao distinta, mediante sorteio, pelo sistema informatizado que assegura o carter aleatrio e a equivalncia na diviso de trabalho entre os membros do Tribunal.

Pargrafo nico. Na eventualidade de falha no funcionamento do sistema eletrnico, os feitos sero distribudos manualmente, atravs de sorteio, obedecido ao disposto no caput deste artigo.

Art. 34. Os processos sero distribudos nos prprios autos, por classes, a cada uma das quais corresponder uma sigla e um cdigo distintos.

1 Os processos obedecero classificao seguinte:.

Cdigo 1 - Ao Cautelar - Sigla (AC);

Cdigo 2 - Ao de Impugnao de Mandato Eletivo - Sigla (AIME);

Cdigo 3 - Ao de Investigao Judicial Eleitoral - Sigla (AIJE);

Cdigo 4 - Ao Penal - Sigla (AP);

Cdigo 5 - Ao Rescisria - Sigla (AR);

Cdigo 7 - Apurao de Eleio - Sigla (AE);

Cdigo 9 - Conflito de Competncia - Sigla (CC);

Cdigo 10 - Consulta - Sigla (Cta);

Cdigo 11 - Correio - Sigla (Cor);

Cdigo 12 - Criao de zona eleitoral ou Remanejamento - Sigla (CZER);

Cdigo 13 - Embargos Execuo - Sigla (EE);

Cdigo 14 - Exceo - Sigla (Exc);

Cdigo 15 - Execuo Fiscal - Sigla (EF);

Cdigo 16 - Habeas Corpus - Sigla (HC);

Cdigo 17 - Habeas Data - Sigla (HD);

Cdigo 18 - Inqurito - Sigla (Inq);

Cdigo 19 - Instruo - Sigla (Inst);

Cdigo 21 - Mandado de Injuno - Sigla (MI);

Cdigo 22 - Mandado de Segurana - Sigla (MS);

Cdigo 23 - Pedido de Desaforamento - Sigla (PD);

Cdigo 24 - Petio - Sigla (Pet);

Cdigo 25 - Prestao de Contas - Sigla (PC);

Cdigo 26 - Processo Administrativo - Sigla (PA);

Cdigo 27 - Propaganda Partidria - Sigla (PP);

Cdigo 28 - Reclamao - Sigla (Rcl);

Cdigo 29 - Recurso contra Expedio de Diploma - Sigla (RCED);

Cdigo 30 - Recurso Eleitoral - Sigla (RE);

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Cdigo 31 - Recurso Criminal - Sigla (RC);

Cdigo 33 - Recurso em Habeas Corpus - Sigla (RHC);

Cdigo 34 - Recurso em Habeas Data - Sigla (RHD);

Cdigo 35 - Recurso em Mandado de Injuno - Sigla (RMI);

Cdigo 36 - Recurso em Mandado de Segurana - Sigla (RMS);

Cdigo 38 - Registro de Candidatura - Sigla (RCand);

Cdigo 39 - Registro de Comit Financeiro - Sigla (RCF);

Cdigo 40 - Registro de rgo de Partido Poltico em Formao - Sigla (ROPPF);

Cdigo 42 - Representao - Sigla (Rp);

Cdigo 43 - Reviso Criminal - Sigla (RvC);

Cdigo 44 - Reviso de Eleitorado - Sigla (RvE);

Cdigo 45 - Suspenso de Segurana/Liminar - Sigla (SS).

2 No se altera a classe do processo: (Res. TSE n 22.676, de 13/12/2007, art. 3, 3).

I - pela interposio de Agravo Regimental (AgR) e de Embargos de Declarao (ED);

II - pelos pedidos incidentes ou acessrios;

III - pela impugnao ao registro de candidatura;

IV - pela instaurao de tomada de contas especial;

V - pela restaurao de autos.

3 Os recursos de Embargos de Declarao (ED) e Agravo Regimental (AgR), assim como a Questo de Ordem (QO), tero suas siglas acrescidas s siglas das classes processuais em que forem apresentados.

4 Os expedientes que no tenham classificao especfica, nem sejam acessrios ou incidentes, sero includos na classe Petio (Pet) (Res. TSE n 22.676, de 13/12/2007, art. 3, 4).

5 A classe Inqurito (Inq) compreende, alm dos inquritos policiais, qualquer expediente de que possa resultar responsabilidade penal e cujo julgamento seja da competncia originria do Tribunal.

6 A classe Recurso Eleitoral (RE) compreende os recursos de agravo de instrumento interpostos contra decises dos juzes eleitorais.

7 O Presidente resolver as dvidas que forem suscitadas na classificao dos processos.

8 Nos processos em que for colocada petio de providncia urgente, estando ocasionalmente ausente o membro a quem tiver sido feita a distribuio, os autos sero encaminhados ao respectivo substituto, observada a ordem de antiguidade. Estando afastado o substituto, os autos sero encaminhados para o membro titular da mesma classe. Em no havendo, os autos sero remetidos ao integrante do Tribunal que se seguir ao ausente em antiguidade. Cessado o motivo do encaminhamento, os autos retornaro ao relator. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

9 Afastando-se o relator, definitivamente ou por perodo superior a trinta dias, estando pendentes embargos de declarao, haver sorteio de novo relator, dentre os juzes que proferiram voto vencedor no julgamento; havendo revisor, a redistribuio ser feita a ele, se no for vencido.

10. Havendo Juiz plantonista designado, a este sero imediatamente conclusos os processos que forem distribudos e exigirem soluo urgente.

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Art. 35. (Revogado pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 36. Distribuir-se-o por dependncia as causas de qualquer natureza:

I - quando se relacionam, por conexo ou continncia, com outra j ajuizada;

II - quando, tendo havido desistncia, o pedido for reiterado, mesmo que em litisconsrcio com outros autores.

1 A distribuio de habeas corpus, mandado de segurana, habeas data, agravo e medida cautelar torna preventa a competncia do relator para todos os recursos posteriores, referentes ao mesmo processo.

2 A distribuio do inqurito policial torna preventa a da ao penal respectiva.

3 O primeiro recurso protocolado no Tribunal tornar prevento o relator para eventual recurso subsequente interposto no mesmo processo ou em processo conexo (Cdigo de Processo Civil, art. 930, pargrafo nico). (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 37. O membro que formular proposta de resoluo ser designado relator do feito. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 37-A. As propostas de edio de Enunciado de Smula sero de relatoria do Presidente. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 38. Os processos cuja instruo dependa de manifestao das reas tcnicas do Tribunal sero encaminhados, de ofcio, s unidades correspondentes, antes da concluso ao relator.

Art. 39. Ocorrendo afastamento de Juiz Efetivo por motivo de frias ou licena por perodo superior a trinta dias, os feitos que ainda se encontrarem em seu poder, excetuados aqueles em que haja pedido de dia ou colocado em mesa para julgamento, sero devolvidos Secretaria Judiciria para redistribuio ao sucessor ou substituto, conforme o caso.

Pargrafo nico. O juiz substituto, convocado nos termos do pargrafo 1 do art. 14, concorrer na distribuio dos processos com os demais juzes do Tribunal, aplicando-se o disposto no art. 47.

Art. 40. Nos casos de vacncia, o gabinete do Juiz afastado devolver os processos Secretaria Judiciria para redistribuio.

Pargrafo nico. Enquanto perdurar a vaga de Juiz Efetivo, os feitos sero distribudos ao juiz substituto, observada a ordem de antiguidade e a classe; provida a vaga, os feitos sero redistribudos ao titular, salvo se o relator houver requerido incluso em pauta, ou, se for revisor, tiver aposto seu visto.

Art. 41. Nas revises criminais, no poder ser relator ou revisor o juizque haja atuado em quaisquer dessas condies na ao penal cujo julgado tenha dado causa reviso.

Art. 42. O Vice-Presidente, no exerccio da Presidncia, ser excludo da distribuio e no ter contra si efetivada compensao de processos que deixarem de lhe ser distribudos.

Art. 43. A distribuio aos juzes auxiliares realizar-se- durante o perodo eleitoral, de acordo com as instrues em vigor poca.

Pargrafo nico. Cessada a atribuio dos juzes auxiliares, os autos sero redistribudos entre os membros efetivos.

Art. 44. Haver compensao quando o processo for distribudo por dependncia, ou for redistribudo por impedimento ou suspeio do relator, inclusive quando esse for o Corregedor Regional Eleitoral, como relator natural.

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Art. 45. O Presidente ficar excludo da distribuio, com exceo dos processos administrativos (classe 22).

Art. 46. No haver distribuio de feitos a membro do Tribunal, que no for reconduzido, nos 30 (trinta) dias que antecederem ao trmino do binio.

Art. 47. Nas ausncias ou impedimentos eventuais do membro efetivo que demandem convocao de substituto, este ser temporariamente includo na distribuio de processos.

1 Ao substituto somente sero redistribudos os feitos do membro efetivo quando a lei assim o determinar ou motivadamente o requerer alguma das partes, nos termos do artigo 116 da LOMAN.

2 Os feitos de que trata o pargrafo 1 retornaro ao membro efetivo assim que cessar o motivo de sua ausncia ou impedimento, salvo quanto aos processos em que o juiz substituto houver determinado sua incluso em pauta.

Art. 48. Haver redistribuio:

I - no caso de impedimento ou suspeio declarados pelo juiz;

II - ao trmino do binio do membro efetivo;

III - nas hipteses dos artigos 46 e 47.

1 Os autos sero redistribudos ao sucessor. No havendo sucessor empossado, sero os processos redistribudos ao membro substituto de mesma classe, observada a antiguidade.

2 Na vacncia do cargo de membro substituto sero os autos redistribudos aos demais juzes do Tribunal, mediante oportuna compensao.

3 Quando o suspeito ou impedido for o relator, havendo previso de revisor para o processo, a redistribuio ser feita a este, caso haja aposto seu visto nos autos.

Art. 49. O membro eleito Presidente continuar como relator ou revisor do processo em que tiver lanado o relatrio ou aposto o seu visto (RISTF, art. 75).

1 Os processos no abrangidos pelo disposto no caput sero redistribudos ao sucessor no cargo de Vice-Presidente.

2 No havendo sucessor empossado dentre os demais membros efetivos, os processos sero redistribudos ao membro substituto de mesma classe, observada a antiguidade.

Art. 50. O Corregedor Regional Eleitoral relatar:

I - representaes relativas afronta a direito de transmisso e a irregularidades na propaganda poltico-partidria, na modalidade de inseres regionais;

II - aes de investigao judicial eleitoral para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econmico ou do poder de autoridade, ou utilizao indevida de veculos ou meios de comunicao social, em benefcio de candidato ou de partido poltico, nas eleies gerais;

III - reclamaes e representaes relativas aos pedidos de veiculao dos programas poltico-partidrios, na modalidade de inseres regionais;

IV - representaes relativas reviso e correio do eleitorado;

V - pedidos de criao e remanejamento de zona eleitoral;

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VI - pedidos de correio ou reviso do eleitorado e seus incidentes;

Pargrafo nico. A cumulao de pedidos de direito de resposta ou aplicao de multa por propaganda eleitoral extempornea com desvio de finalidade da propaganda partidria no alterar a competncia do Corregedor Regional para conhecer da matria.

Art. 51. A Secretaria Judiciria dever juntar aos autos, antes da distribuio, informao sobre a existncia de causas conexas para exame da competncia do relator.

Art. 52. Da distribuio informatizada dos feitos dar-se- publicidade mediante ata, contendo o nmero do processo, sua classe, o nome do relator e das partes, a ser publicada no Dirio da Justia Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

Art. 53. A restaurao dos autos perdidos ter a numerao destes e ser redistribuda ao mesmo relator ou ao seu sucessor.

Captulo II

DAS SESSES

Art. 54. As sesses do Tribunal so ordinrias, administrativas e solenes. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

1 Devero ser apreciados em sesso ordinria os processos com as seguintes classificaes:

I - Cdigo 1 - Ao Cautelar - Sigla (AC);

II - Cdigo 2 - Ao de Impugnao de Mandato Eletivo - Sigla (AIME);

III - Cdigo 3 - Ao de Investigao Judicial Eleitoral - Sigla (AIJE);

IV - Cdigo 4 - Ao Penal - Sigla (AP);

IV-A - Cdigo 5 - Ao Rescisria - Sigla (AR); (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

V - Cdigo 7 - Apurao de Eleio - Sigla (AE);

VI - Cdigo 9 - Conflito de Competncia - Sigla (CC);

VII - Cdigo 13 - Embargos Execuo - Sigla (EE);

VIII - Cdigo 14 - Exceo - Sigla (Exc);

IX - Cdigo 15 - Execuo Fiscal - Sigla (EF);

X - Cdigo 16 - Habeas Corpus - Sigla (HC);

XI - Cdigo 17 - Habeas Data - Sigla (HD);

XI-A - Cdigo 18 - Inqurito - Sigla (INQ); (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

XII - Cdigo 21 - Mandado de Injuno - Sigla (MI);

XIII - Cdigo 22 - Mandado de Segurana - Sigla (MS);

XIV - Cdigo 23 - Pedido de Desaforamento - Sigla (PD);

XV - Cdigo 24 - Petio - Sigla (Pet);

XVI - Cdigo 25 - Prestao de Contas - Sigla (PC);

XVII - Cdigo 28 - Reclamao - Sigla (Rcl);

XVIII - Cdigo 29 - Recurso contra Expedio de Diploma - Sigla (RCED);

XIX - Cdigo 30 - Recurso Eleitoral - Sigla (RE);

XX - Cdigo 31 - Recurso Criminal - Sigla (RC);

XXI - Cdigo 33 - Recurso em Habeas Corpus - Sigla (RHC);

XXII - Cdigo 34 - Recurso em Habeas Data - Sigla (RHD);

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XXIII - Cdigo 35 - Recurso em Mandado de Injuno - Sigla (RMI);

XXIV - Cdigo 36 - Recurso em Mandado de Segurana - Sigla (RMS);

XXV - Cdigo 38 - Registro de Candidatura - Sigla (RCand);

XXVI - Cdigo 42 - Representao - Sigla (Rp);

XXVII - Cdigo 43 - Reviso Criminal - Sigla (RvC);

XXVIII - Cdigo 45 - Suspenso de Segurana/Liminar - Sigla (SS).

2 Devero ser apreciados em sesso administrativa os processos com as seguintes classificaes:

I - (Revogado pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

II - Cdigo 10 - Consulta - Sigla (Cta);

III - Cdigo 11 - Correio - Sigla (Cor);

IV - Cdigo 12 - Criao de zona eleitoral ou Remanejamento - Sigla (CZER);

V - Cdigo 19 - Instruo - Sigla (Inst);

VI - Cdigo 26 - Processo Administrativo - Sigla (PA);

VII - Cdigo 27 - Propaganda Partidria - Sigla (PP);

VIII - Cdigo 39 - Registro de Comit Financeiro - Sigla (RCF);

IX - Cdigo 40 - Registro de rgo de Partido Poltico em Formao - Sigla (ROPPF);

X - Cdigo 44 - Reviso de Eleitorado - Sigla (RvE).

3 Os recursos eleitorais (Cdigo 30 - Sigla [RE]) referentes a matria administrativa sero apreciados em sesso administrativa.

4 Sero solenes as sesses destinadas posse de membros do Tribunal, a comemoraes e recepo a pessoas eminentes. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 55. O Tribunal reunir-se- ordinariamente 2 (duas) vezes por semana e, extraordinariamente, quando necessrio, mediante convocao do Presidente, que designar dia e horrio, ou da maioria absoluta dos seus membros. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

1 (Revogado pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

2 As sesses sero pblicas, exceto se, por motivo relevante, o Tribunal decidir funcionar secretamente. Poder, tambm, qualquer dos seus membros solicitar que, reservadamente, sejam prestados esclarecimentos pertinentes matria em julgamento.

3 A pauta da 1 sesso aps o recesso do Tribunal ser publicada na ltima semana de funcionamento do Tribunal at 24 (vinte e quatro) horas antes do incio do recesso.

4 Durante o recesso forense, o Tribunal reunir-se-, extraordinariamente, quando convocado pelo Presidente.

Art. 56. Durante as sesses, ocupar o Presidente o centro da mesa, sentando-se sua direita o Procurador Regional Eleitoral e sua esquerda o secretrio judicirio. Seguir-se-o, do lado direito o Vice-Presidente do Tribunal, do lado esquerdo o Desembargador Federal, sentando-se os demais membros, por ordem de antiguidade no Tribunal, alternadamente, direita e esquerda do Presidente.

Pargrafo nico. Os substitutos convocados ocuparo o lugar dos substitudos.

Art. 57. No caso de julgamento de agravo regimental por juiz auxiliar, sendo ele desembargador, dever este tomar assento na mesa principal, direita do Presidente.

Art. 58. Observar-se-, nas sesses, a seguinte ordem de trabalhos:

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a) verificao do quorum;

b) leitura, retificao ou aprovao da ata da sesso anterior;

c) comunicao aos membros do Tribunal de fatos de interesse da Justia Eleitoral;

d) discusso e votao dos feitos constantes da pauta e proclamao dos resultados pelo Presidente.

Art. 59. No conhecimento e julgamento dos feitos, observar-se- a seguinte ordem:

a) habeas corpus e respectivos recursos; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

b) habeas data e respectivos recursos; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

c) mandados de injuno e respectivos recursos; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

d) mandados de segurana e respectivos recursos; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

e) suspenses de segurana/liminares; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

f) aes cautelares; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

g) agravos regimentais; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

h) embargos de declarao; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

i) conflitos de competncia e respectivos recursos; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

j) excees; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

k) aes de impugnao de mandato eletivo, aes de investigao judicial eleitoral e recursos contra a expedio de diploma; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

l) recursos eleitorais; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

m) aes penais; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

n) recursos criminais; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

o) revises criminais; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

p) registros de coligaes; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

q) registros de candidatos; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

r) apurao de eleio; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

s) prestaes de contas; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

t) representaes e reclamaes; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

u) peties; (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

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v) inquritos (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

w) execues fiscais e embargos execuo; (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

x) pedidos de desaforamento; (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

y) matria administrativa. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

1 O previsto no caput ser observado aps o julgamento dos seguintes processos na ordem abaixo (Cdigo de Processo Civil, art. 936): (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

I aqueles nos quais houver sustentao oral, observada a ordem dos requerimentos; (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

II - os requerimentos de preferncia apresentados at o incio da sesso de julgamento; e (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

III - aqueles cujo julgamento tenha iniciado em sesso anterior; (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

2 A ordem estabelecida neste artigo poder ser modificada por convenincia do servio e a juzo do Tribunal. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 60. Os membros do Tribunal e o Procurador Regional podem submeter apreciao do plenrio qualquer matria de interesse geral, ainda que no conste da pauta.

Art. 60-A. Os processos que dispensarem publicao de pauta devero ser indicados pelos respectivos relatores at 1 (uma) hora antes, em perodo no eleitoral, e at 2 (duas) horas antes, em perodo eleitoral, do horrio estabelecido para o incio da sesso, ressalvadas as hipteses de feitos que exigirem solues urgentes. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 61. Ser lavrada ata circunstanciada de cada sesso ordinria e de cada sesso administrativa, assinada pelo Presidente e pelo secretrio judicirio, que resumir com clareza tudo o que houver ocorrido e far referncia presena dos membros e do Procurador Regional.

Art. 62. A ata da sesso ordinria ser submetida aprovao na sesso ordinria seguinte e a ata da sesso administrativa ser submetida aprovao na sesso administrativa seguinte.

Captulo III

DO PROCESSO E JULGAMENTO DOS FEITOS

Art. 63. A publicao da pauta de julgamento anteceder 24 (vinte e quatro) horas, pelo menos, sesso em que os processos possam ser chamados, ressalvadas as regras especficas constantes em lei e das Resolues do Tribunal Superior Eleitoral que regulam os processos relativos s eleies (Cdigo de Processo Civil, art. 935; Resoluo TSE 23.478/2016, art. 18). (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

1 Independem de incluso em pauta para serem julgados:

a) habeas corpus e os recursos em habeas corpus; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

b) embargos de declarao, quando julgados na sesso subsequente respectiva oposio ou, se for o caso, apresentao da manifestao do embargado; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

c) questes de ordem; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

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d) arguies de impedimento ou suspeio; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

e) conflitos de competncia e respectivos recursos; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

f) durante o perodo eleitoral, os processos atinentes ao respectivo pleito; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

g) processos administrativos sem advogado constitudo, com exceo dos pedidos de registro de partido poltico; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

h) tutelas provisrias e liminares em mandado de segurana; (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

i) processos decorrentes da devoluo tempestiva de pedido de vista; (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

j) feitos no apreciados cujo julgamento tiver sido expressamente adiado para a primeira sesso seguinte. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 64. Incumbe ao relator:

I - ordenar e dirigir o processo;

II - determinar s autoridades judicirias e administrativas, sujeitas a sua jurisdio, providncias relativas ao andamento e instruo do processo, bem como execuo de suas decises e despachos;

III - submeter ao Tribunal questes de ordem para o bom andamento dos processos;

IV - (Revogado pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

V - apreciar o pedido de tutela provisria nos recursos e nos processos de competncia originria do tribunal (Cdigo de Processo Civil, art. 932, inciso II); (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

VI - homologar as desistncias, ainda que o feito se ache em pauta ou em mesa para julgamento;

VII - determinar a incluso em pauta, para julgamento, dos feitos que lhe couberem por distribuio;

VIII - decidir sobre a legalidade da priso em flagrante;

IX - conceder e arbitrar ou denegar fiana;

X - decretar priso preventiva;

XI - delegar atribuies, mediante carta precatria ou carta de ordem, aos Tribunais ou aos juzes eleitorais;

XII - presidir audincias necessrias instruo do feito;

XIII - nomear curador ao ru, quando for o caso;

XIV - nomear defensor dativo;

XV - expedir ordens de priso e de soltura;

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XVI - julgar os incidentes, ressalvada a competncia do Tribunal;

XVII - admitir assistente nos processos de sua relatoria;

XVIII - ouvir o Ministrio Pblico;

XIX - determinar a remessa do inqurito zona eleitoral quando o investigado no mais for detentor de foro privilegiado;

XX - homologar o arquivamento do inqurito policial ou de peas informativas, quando assim o requerer o Ministrio Pblico, ou, na hiptese do art. 28 do Cdigo de Processo Penal, submeter os autos apreciao do Tribunal;

XXI - indeferir liminarmente as revises criminais, nos casos previstos em lei;

XXII - executar ou mandar executar a deciso proferida pelo Tribunal;

XXIII - extinguir a punibilidade na hiptese de cumprimento do sursis processual previsto no art. 89 5 da Lei n 9.099, de 1995;

XXIV - no conhecer recurso ou inadmitir ao, prejudicados ou que no tenha impugnado especificamente os fundamentos da deciso recorrida (Cdigo de Processo Civil, art.932, inciso III); (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 970/16.)

XXV - negar provimento a recurso ou julgar pedido improcedente que for contrrio a: (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 970/16.)

a) smula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justia, do Tribunal Superior Eleitoral ou deste Tribunal; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 970/16 .)

b) acrdo proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justia em julgamento de recursos repetitivos (Cdigo de Processo Civil, art. 932, inciso IV); (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 970/16.)

XXVI - negar seguimento a pedido ou recurso quando o signatrio no possuir a capacidade postulatria exigida em lei;

XXVII - dar provimento ao recurso ou julgar procedente pedido, se a deciso recorrida for contrria a: (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 970/16.)

a) smula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justia, do Tribunal Superior Eleitoral ou deste Tribunal; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

b) acrdo proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justia em julgamento de recursos repetitivos (Cdigo de Processo Civil, art. 932, inciso V); (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 970/16.)

XXVIII - marcar prazo para o saneamento da incapacidade processual ou da irregularidade e representao das partes e, no sendo cumprido o despacho dentro do prazo, aplicar as sanes estabelecidas no art. 76 do Cdigo de Processo Civil, conforme o caso; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

XXIX - assegurar a regularizao da capacidade de postulao quando o advogado comparecer em juzo sem a apresentao de instrumento de mandato, a fim de evitar precluso, decadncia ou prescrio, bem como para praticar atos reputados urgentes, podendo deferir a prorrogao do prazo de quinze dias, por igual prazo, quando no for possvel a regularizao no prazo legal (Cdigo de Processo Civil, art. 104). (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

1 (Revogado pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

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2 O relator poder decidir monocraticamente os seguintes feitos a ele submetidos: (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

I - Prestao de Contas, quando for o caso de aprovao, com ou sem ressalvas;

II - Consulta, nos casos em que for formulada por parte ilegtima ou versar sobre caso concreto;

III - Recurso Eleitoral, nas hipteses dos incisos XXIV a XXVII;

IV - Conflito de Competncia, na hiptese do pargrafo nico do art. 955 do Cdigo de Processo Civil. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

3 Contra as decises proferidas na forma do pargrafo anterior, caber agravo para o Plenrio da Corte (Cdigo de Processo Civil, art. 1.021). (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 65. Haver revisor nos seguintes processos:

I - recursos criminais relativos a infraes apenadas com recluso (Art. 364 do Cd. Eleitoral, c/c art. 613 do Cd. Proc. Penal);

II - aes penais originrias (Arts. 1 da Lei n 8.658/93 e 40 da Lei n 8.038/90).

Art. 66. Ser revisor o membro imediato ao relator na ordem decrescente de antiguidade, seguindo-se ao mais novo o mais antigo.

Art. 67. (Revogado pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 68. Depois do relatrio, facultada s partes a sustentao oral e concedida a palavra pelo Presidente ao Procurador Regional, seguir-se- a votao. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

1 A sustentao oral dos advogados das partes e do representante do Ministrio Pblico Eleitoral ser de (Resoluo TSE n 23.478/2016, art. 16): (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

I - 15 (quinze) minutos nos feitos originrios (art. 937 do novo Cdigo de Processo Civil); (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

II - 10 (dez) minutos nos recursos eleitorais (art. 272 do Cdigo Eleitoral); (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

III - 20 (vinte) minutos no recurso contra expedio de diploma (art. 272, pargrafo nico do Cdigo Eleitoral) e nos processos em que haja revisor. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

2 (Revogado pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

3 No haver sustentao oral nos julgamentos de embargos de declarao, agravo, exceo de suspeio e consultas formuladas ao Tribunal, exceto no agravo interposto contra deciso do relator que extinga mandado de segurana ou reclamao (Cdigo de Processo Civil, art. 937, 3). (Redaao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

4 Ressalvadas as disposies legais com previso de prazo especfico, havendo litisconsortes com procuradores diferentes, o tempo de sustentao oral previsto no caput e nos pargrafos 1 e 2 deste artigo ser contado em dobro e dividido igualmente entre os advogados das partes coligadas, salvo se estes convencionarem outra diviso.

5 Os advogados interessados em proferir sustentao oral devero inscrever-se junto Coordenadoria de Sesses at o incio da sesso de julgamento (art. 565 do CPC).

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6 Os votos sero dados na ordem decrescente de antiguidade, a partir do relator.

Art. 69. Se, durante o julgamento, for levantada uma questo preliminar, o uso da palavra aos representantes das partes ficar a critrio do Presidente.

Art. 70. Poder o advogado constitudo no processo em julgamento pedir a palavra, pela ordem, para esclarecer equvoco ou dvida surgidos em relao a fatos, documentos ou afirmaes que influam ou possam influir no julgamento, cabendo ao Presidente decidir sobre o pedido.

Art. 71. Se houver pedido de vista, o julgamento ser suspenso, devendo o Desembargador requerente colocar o feito em mesa, em no mximo dez dias, aps o qual o processo ser reincludo em pauta para julgamento na sesso seguinte data da devoluo, na forma do art. 940 do Cdigo de Processo Civil. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

1 Se os autos no forem devolvidos tempestivamente ou se no for solicitada pelo Desembargador prorrogao de prazo de no mximo mais 10 (dez) dias, o Presidente os requisitar para julgamento do feito na sesso ordinria subsequente, com publicao da pauta em que for includo (Cdigo de Processo Civil, art. 940, 1). (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

2 O mesmo prazo e critrios se aplicam s vistas sucessivas. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

3 Havendo pedido de vista durante o perodo eleitoral, o julgamento dever ser retomado na sesso seguinte. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 72. Rejeitada a preliminar ou prejudicial, entrar-se- na discusso e no julgamento da questo principal, devendo se pronunciar sobre ela os julgadores vencidos na preliminar.

Pargrafo nico. Divergindo os julgadores no tocante s razes de decidir, sem que ocorra qualquer das hipteses previstas no caput, mas convergindo na concluso, os votos sero computados conjuntamente, assegurado aos diversos votantes o direito de declarar em separado as razes do seu voto.

Art. 73. O acrdo conter uma sntese das questes suscitadas, discutidas e decididas, os motivos e as concluses do julgamento e ter uma ementa.

1 Vencido o relator, o autor do primeiro voto vencedor ser designado para redigir o acrdo, de acordo com as notas taquigrficas (Cdigo de Processo Civil, art. 941). (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

2 Os acrdos sero assinados pelo relator, deles dando-se cincia ao Procurador Regional Eleitoral.

3 O voto poder ser alterado at o momento da proclamao do resultado pelo Presidente, salvo aquele j proferido por juiz afastado ou substitudo (Cdigo de Processo Civil, art. 941, 1); (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

4 O voto vencido ser necessariamente declarado e considerado parte integrante do acrdo para todos os fins legais, inclusive de pr-questionamento. (Cdigo de Processo Civil, art. 941, 3). (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 74. So admissveis embargos de declarao:

I - para esclarecer obscuridade ou eliminar contradio; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

II - para suprir omisso de ponto sobre o qual devia se pronunciar o Tribunal de ofcio ou a requerimento; (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

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III - corrigir erro material (Cdgo de Processo Civil, art. 1.022). (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

1 Os embargos de declarao sero opostos no prazo de 3 (trs) dias, em petio dirigida ao relator do acrdo, com indicao do ponto que lhe deu causa (Cdigo Eleitoral, art. 275, 1, com a redao dada pelo art. 1.067 da Lei 13.105/2015). (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

2 O relator apresentar os embargos em mesa para julgamento na sesso subsequente e, no havendo julgamento nessa sesso, ser o recurso includo em pauta de julgamento, na forma do art. 275, 4, do Cdigo Eleitoral. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

3 Caso o relator entenda acerca do cabimento de efeitos infringentes aos embargos de declarao, dar-se- vista parte contrria para se manifestar, sob pena de nulidade.

4 Os embargos de declarao interrompem o prazo para interposio de outros recursos, por qualquer das partes, salvo se intempestivos ou manifestamente protelatrios e assim declarado na deciso que os rejeitar.

5 Quando os embargos de declarao forem opostos contra deciso de relator ou outra deciso unipessoal proferida em tribunal, o rgo prolator da deciso embargada decidi-los- monocraticamente (Cdigo de Processo Civil, art. 1.024, 2). (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 75. O acrdo assinado pelo relator ser publicado, intimando-se as partes com a insero de sua ementa no Dirio da Justia Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, ou por qualquer outro meio (Cdigo de Processo Civil, art. 247). (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

1 O acrdo dever ser publicado no Dirio da Justia Eletrnico do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro no prazo de 10 (dez) dias do julgamento, exceto aqueles proferidos na ltima sesso antes do perodo de recesso. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

2 Quando a concluso do julgamento for publicada em sesso, considerar-se-o intimadas as partes, comeando a contar o prazo para recurso nesse momento.

Captulo IV DAS AUDINCIAS

Art. 76. Quando o relator realizar as audincias necessrias instruo do feito, servir como escrivo servidor por ele designado.

Pargrafo nico. A ata da audincia resumir o que nela tiver ocorrido, devendo ser juntada aos autos.

Art. 77. As audincias sero pblicas, salvo quando a lei ou o relator determinar que sua tramitao seja em segredo de justia.

TTULO III

DO PROCESSO NO TRIBUNAL

Captulo I DA DECLARAO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER

PBLICO

Art. 78. Se, por ocasio do julgamento de qualquer feito no plenrio, for argida a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder pblico, concernentes matria eleitoral, suspender-se- o julgamento, a fim de que o Ministrio Pblico Eleitoral emita o parecer, no prazo de 15 (quinze) dias, exceto no caso da Corte, de plano, assentar a constitucionalidade do preceito.

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1 Devolvidos os autos, o relator, lanando o relatrio nos mesmos, os encaminhar ao Presidente do Tribunal, para designar a sesso de julgamento. A Secretaria Judiciria expedir cpias do relatrio e as distribuir entre os membros.

2 Efetuado o julgamento, com o quorum mnimo de 5 (cinco) membros do Tribunal, includo o Presidente, que participa da votao, proclamar-se- a inconstitucionalidade ou a constitucionalidade do preceito ou ato impugnado, se num ou noutro sentido se tiver manifestado a maioria absoluta dos membros do Tribunal.

Captulo II DAS EXCEES DE IMPEDIMENTO E SUSPEIO

Art. 79. Qualquer interessado poder argir o impedimento ou a suspeio dos membros do Tribunal, do Procurador Regional, dos funcionrios da Secretaria Judiciria, bem como dos juzes e chefes de cartrio eleitorais, nos casos previstos na lei processual civil e por motivo de parcialidade partidria. Ser ilegtima a suspeio quando o excipiente a provocar ou depois de manifestada a sua causa, praticar qualquer ato que importe na aceitao do recusado.

Art. 80. O membro que se considerar impedido ou suspeito dever declar-lo por despacho nos autos, ou oralmente, na sesso, remetendo o respectivo processo imediatamente Secretaria Judiciria, para nova distribuio, se for relator, ou ao membro que lhe seguir em antiguidade, se for revisor.

Art. 81. A exceo dever ser oposta dentro de 48 (quarenta e oito) horas aps a distribuio quanto aos membros do Tribunal que, em conseqncia, tiverem de intervir necessariamente na causa. Quando o impedido ou suspeito for chamado como substituto, contar-se- o prazo do momento da interveno.

Pargrafo nico. Invocando o motivo superveniente, o interessado poder opor a exceo depois dos prazos fixados neste artigo.

Art. 82. A exceo dever ser deduzida em petio fundamentada, dirigida ao Presidente, contendo os fatos que a motivaram e acompanhada de documentos e rol de testemunhas.

Art. 83. O Presidente determinar a autuao e a concluso da petio ao relator do processo, salvo se este for o recusado, caso em que ser sorteado um relator para o incidente.

Art. 84. Logo que receber os autos da suspeio, o relator do incidente determinar que, em trs dias, se pronuncie o excepto.

Art. 85. Reconhecendo o excepto na resposta a sua suspeio, o relator determinar que os autos sejam encaminhados Secretaria Judiciria, para redistribuio.

1 Se o excepto for o relator do feito, a Secretaria Judiciria o redistribuir mediante compensao e, no caso de ter sido outro juiz o recusado, convocar o substituto respectivo, em se tratando de processo para cujo julgamento deva o Tribunal deliberar com a presena de todos os seus membros.

2 Se o recusado tiver sido o Procurador Regional, atuar no feito o respectivo substituto legal.

Art. 86. Deixando o excepto de responder ou respondendo sem reconhecer o seu impedimento ou suspeio, o relator instruir o processo, inquirindo as testemunhas arroladas, se necessrio, e mandar os autos mesa, para julgamento na primeira sesso, nele no tomando parte o juiz recusado.

Art. 87. Se o excepto for o Presidente, a petio de exceo ser dirigida ao Vice-Presidente, o qual proceder na conformidade do que ficou disposto, em relao ao Presidente.

Art. 88. A arguio de impedimento ou suspeio de juiz ou chefe de cartrio eleitoral ser formulada, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, em petio especfica dirigida ao prprio juiz,

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observando-se o procedimento previsto na legislao processual pertinente. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Pargrafo nico. Se o juiz no reconhecer o impedimento ou a suspeio, determinar a autuao em apartado da petio e apresentar suas razes no prazo de 3 (trs) dias. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 89. Distribudo o incidente, o relator dever declarar os seus efeitos, sendo que, se o incidente for recebido: (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

I - sem efeito suspensivo, o processo voltar a correr; (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

II - com efeito suspensivo, o processo permanecer suspenso at o julgamento do incidente (Cdigo de Processo Civil, art. 146, 2). (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Pargrafo nico. Quando o arguido for funcionrio da Secretaria Judiciria, no haver sobrestamento do feito. (Includo pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Captulo III

DO HABEAS CORPUS

Art. 90. Dar-se- habeas corpus sempre que, por ilegalidade ou abuso de poder, algum sofrer ou se achar ameaado de sofrer violncia ou coao em sua liberdade de locomoo, de que dependa o exerccio de direitos ou deveres eleitorais.

Art. 91. O relator requisitar informaes do apontado coator no prazo que fixar, podendo, ainda:

I - sendo relevante a matria, nomear advogado para acompanhar e defender oralmente o pedido, se o impetrante no for bacharel em direito;

II - ordenar diligncias necessrias instruo do pedido;

III - se convier ouvir o paciente, determinar sua apresentao sesso de julgamento;

IV - no habeas corpus preventivo, expedir salvo-conduto em favor do paciente, at deciso do feito, se houver grave risco de consumar-se a violncia.

Art. 92. Instrudo o processo e ouvido, em 2 (dois) dias, o Ministrio Pblico Eleitoral, o relator apresentar o feito em mesa para julgamento na primeira sesso.

Art. 93. No processo e julgamento, quer nos pedidos de competncia originria do Tribunal, bem como nos recursos das decises dos juzes eleitorais, observar-se-, no que lhe for aplicvel, o disposto no Cdigo de Processo Penal, admitida a sustentao oral pelos impetrantes.

Captulo IV

DO MANDADO DE SEGURANA

Art. 94. Nos mandados de segurana de competncia originria do Tribunal, o processo ser o previsto na legislao pertinente, competindo ao relator todas as providncias e decises at o julgamento.

Pargrafo nico. Aps o julgamento incumbir ao Presidente tomar as providncias subseqentes, bem como resolver os incidentes processuais surgidos.

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Captulo V

DOS CONFLITOS DE ATRIBUIO, DE JURISDIO E DE COMPETNCIA

Art. 95. Nos conflitos de atribuies entre autoridade judiciria e autoridade administrativa, o relator, determinando ou no a suspenso do ato da autoridade judiciria:

I - ouvir, no prazo de 5 (cinco) dias as autoridades em conflito;

II - prestadas as informaes, ou esgotado o prazo abrir vista dos autos Procuradoria regional eleitoral para se pronunciar no prazo de 5 (cinco) dias;

III - apresentar o feito em mesa, para julgamento, na primeira sesso subseqente.

1 Aplica-se o procedimento previsto neste artigo aos conflitos e atribuio, de jurisdio e de competncia.

2 A deciso ser imediatamente comunicada s autoridades em conflito, s quais se enviar cpia do acrdo.

Art. 96. Os conflitos de jurisdio e de competncia sero processados e julgados de acordo com o disposto nas leis processuais.

Art. 97. Os conflitos de competncia entre juzos eleitorais sero suscitados ao Presidente do Tribunal, por qualquer interessado, pelo rgo do Ministrio Pblico Eleitoral, mediante requerimento, ou pelas prprias autoridades judicirias em conflito, mediante ofcio, especificando os fatos e fundamentos que deram lugar ao conflito.

Pargrafo nico. Poder o relator julgar de plano o conflito quando sua deciso se fundar em smula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justia, do Tribunal Superior Eleitoral ou do prprio tribunal (Cdigo de Processo Civil, art. 955, pargrafo nico). (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 98. irrecorrvel a deciso que solucionar os conflitos.

Captulo VI

DOS RECURSOS ELEITORAIS

Art. 99. Dos atos, decises, despachos e sentenas dos juzos eleitorais caber recurso para o Tribunal Regional Eleitoral, conforme disposto nos artigos 169 a 172, 257 a 264, 268 a 279 e 362 a 364 do Cdigo Eleitoral, em outras leis especiais e resolues do Tribunal Superior Eleitoral que regem a matria.

Pargrafo nico. Dos atos e decises das juntas eleitorais tambm caber recurso eleitoral.

Art. 100. Nos casos do pargrafo 5 do art. 165 do Cdigo Eleitoral, se o Tribunal decidir pela apurao da urna, constituir junta eleitoral, presidida por um de seus membros, para faz-lo.

Captulo VII

DOS PROCESSOS CRIMINAIS DE COMPETNCIA ORIGINRIA DO TRIBUNAL

Art. 101. Nos processos criminais de competncia originria do Tribunal, sero observadas as disposies do artigo 1 ao artigo 12 da Lei n. 8.038/1990, na forma do disposto pela Lei 8.658, de 26/05/1993.

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Captulo VIII

DA AO DE IMPUGNAO DO MANDATO ELETIVO

Art. 102. A ao de impugnao de mandato eletivo, prevista na Constituio da Repblica, ter seu trmite realizado em segredo de justia, mas seu julgamento ser pblico.

Captulo IX DAS REPRESENTAES, DAS INSTRUES, DAS CONSULTAS E DOS REQUERIMENTOS

Art. 103. As consultas, representaes, assim como outros expedientes sobre os quais, a juzo de qualquer dos membros, deva pronunciar-se o Tribunal, sero distribudos a um relator.

Art. 104. O Tribunal somente conhecer de consultas feitas em tese, sobre matria de sua competncia, por autoridade pblica ou diretrio regional de partido poltico, quando protocolada antes de iniciado o processo eleitoral.

Art. 105. Tratando-se de instrues a expedir, a Secretaria Judiciria providenciar, antes da discusso do assunto e deliberao do Tribunal, sobre a entrega de uma cpia das mesmas a cada um dos membros.

Art. 106. Os requerimentos que no meream, por sua forma e natureza, serem levados apreciao do plenrio, sero decididos pelo Presidente, independentemente de distribuio.

Captulo X

DA REPRESENTAO POR EXCESSO DE PRAZO E DA RECLAMAO CONTRA MEMBRO DO TRIBUNAL

Art. 107. A representao por excesso injustificado de prazo legal ou regimental contra membro do Tribunal poder ser formulada por qualquer das partes, pelo Ministrio Pblico ou pelo Presidente do Tribunal, nos termos do art. 235 do Cdigo de Processo Civil. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Captulo XI

DO AGRAVO REGIMENTAL

Art. 108. Da deciso do relator que causar prejuzo a direito da parte, caber, no prazo de 3 (trs) dias, agravo regimental.

Pargrafo nico. Na petio de agravo, o recorrente impugnar especificadamente os fundamentos da deciso agravada (Cdigo de Processo Civil, art. 1.021, 1). (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 109. O agravo ser apresentado por petio dirigida ao prolator da deciso agravada, que intimar o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 3 (trs) dias, ao final do qual, no havendo retratao, o relator lev-lo- a julgamento pelo rgo colegiado, com incluso em pauta (Cdigo de Processo Civil, art. 1.021, 2; Cdigo Eleitoral, art. 258). (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 962/16.)

Art. 110. O agravo regimental no ter efeito suspensivo.

TTULO IV DOS JUZES ELEITORAIS

Art. 111. Assumir a titularidade de cada uma das zonas eleitorais, pelo perodo de 2 (dois) anos, juiz de direito titular em efetivo exerccio na respectiva comarca. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro Regimento Interno

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Art. 112. Nas comarcas de vara nica, a titularidade da zona eleitoral ser exercida automaticamente pelo respectivo juiz de direito titular da vara, encerrando-se a designao por motivo de afastamento definitivo da comarca. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

Pargrafo nico. Em caso de o magistrado recusar a titularidade a que se refere o caput, o Presidente poder designar outro juiz de direito, ainda que de outra comarca, preferencialmente contgua, que assumir as funes eleitorais, na condio de substituto. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

Art. 113. Nas comarcas com mais de 1 (uma) vara, onde apenas 1 (uma) delas est provida, o nico juiz de direito titular da comarca ser designado para assumir a titularidade da zona eleitoral por 1 (um) binio, sendo renovada a designao at que outra vara seja preenchida. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

1 A renovao da designao de que dispe o caput, se dar na condio de titular, devendo ser interrompida no momento em que a outra vara for provida, ainda que no tenha sido completado outro binio, quando se dar incio ao processo seletivo editalcio de rodzio de juzes eleitorais, observado o disposto nos artigos 120 e 134, no que se refere ao clculo da antiguidade. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

2 Em caso de recusa do nico magistrado apto em assumir a titularidade da jurisdio eleitoral, o Presidente poder designar outro juiz de direito, preferencialmente em atuao na respectiva comarca, ainda que em auxlio ou juiz de regio judiciria. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

Art. 114. No caso de mais de 1 (uma) comarca sob abrangncia de uma nica zona eleitoral, ser designado para assumir a funo eleitoral, atravs de processo seletivo editalcio, juiz de direito em efetivo exerccio nas comarcas sob a jurisdio da zona eleitoral a ser provida, observado, no que couber, o disposto nos artigos 113 e 116. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

Pargrafo nico. Esta designao no acarreta a mudana na sede da zona eleitoral.(Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

Art. 115. Nas comarcas do interior, em que no h juiz de direito titular de vara, ser designado para o exerccio provisrio da jurisdio eleitoral, na condio de substituto, o magistrado designado pelo Tribunal de Justia. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

1 Havendo mais de 1 juiz de direito em exerccio na comarca, ainda que de regio judiciria, o Presidente designar aquele que assumir temporariamente a funo eleitoral. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

2 Poder o Presidente designar outro juiz de direito, diferente daquele designado pelo Tribunal de Justia, mesmo que de comarca distinta, por convenincia objetiva do servio eleitoral e no interesse da administrao judiciria, sobretudo nos anos em que se realizam as Eleies. (Redao dada pela Resoluo TRE/RJ n 924/15.)

Art. 116. Nas comarcas com mais de 1 vara provida, assumir a jurisdio eleitoral, pelo perodo de 2 (dois) anos, o Juiz de Direito titular na comarca que sedia a zona eleitoral, escolhido dentre os inscritos em processo seletivo edit