Registo ed.260

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Edição 260 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 04 de maio de 2015| ed. 260 | 0.50O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora266771284

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    Sphera Castris apresentado em voraSphera Castris apresentado em vora

    Em Reguengos Costa arrasa coligaoPG.06 O secretrio-geral do PS, An-tnio Costa, considerou que a coligao anunciada entre o PSD e o CDS-PP um casamento para disfarar as conve-nincias e que demonstra que o Gover-no nada de novo tem para dar.Tivemos no dia 25 de Abril, a melhor demonstrao de que mesmo nada de novo o Governo tem para dar. No tem novas polticas a propor e aquilo que on-tem vieram fazer era mais do mesmo.

    Encontro de Comisses de ProteoPG.04 Decorreu em vora, no passa-do ms de Abril, o 1. Encontro Regional das Comisses de Proteo de Crianas e Jovens do Alentejo (CPCJs) que serviu para uma partilha de experincias entre os tcnicos e entidades relacionadas com esta temtica. O evento, realizado no Au-ditrio do Colgio Esprito Santo (Univer-sidade de vora), foi organizado pela Co-misso de Proteo de Crianas e Jovens de vora.

    Frum quer mais proximidade PG.15 O Frum Eugnio de Almeida apresenta O MUSEU A HAVER e Micro--eventos ou a Possibilidade de nos equi-vocarmos, duas exposies que marcam o arranque da nova linha programtica. O Museu a Haver assenta num conjunto de pensamentos sobre o lugar e funo de um centro de arte contempornea numa cidade como vora, marcando o desejo de uma nova aproximao ao pblico co-munidade onde se insere.

    FIAPE consolida-se como Feira de referncia AgrcolaPG.13 A Feira Internacional de Agro-pecuria de Estremoz (FIAPE), um dos-mais importantes certames do Alentejo, terminou ontem. O certame, que preten-de contribuir para o desenvolvimento econmico da regio, decorreu desde dia 29, no parque de feiras e exposies da cidade, com a participao de expositores de setores to diversos como a agricultu-ra, produtos regionais, pecuria, artesa-nato, comrcio, indstria e servios.

    Susana R

    odrigues | D.R

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  • 2 04 Maio 15 3

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 750 140 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira; Departamento

    Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Pedro Galego, Rute Marques Fotografia Lus Pardal (editor), Rute Bandeira Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores

    Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa

    Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Mensal

    N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    A Abrir Exclusivo

    H muito classificado como Monumento Nacional, trata-se de um dos imveis monacais de referncia.

    Convento de So Bento de Cstris perto de tornar-se estrutura para o patrimnio, as artes e a cinciaRute Marques | Texto

    O Convento de So Bento de Cstris est prximo de transformar-se numa infraes-trutura de cultura, patrimnio e criao artstica aps a recente apresentao do projeto Sphera Castris- Southwest Park for Heritage and Arts pela Direao Regio-nal da Cultura, podendo vir a afirmar-se uma estrutura inovadora de referncia nvel europeu.

    O anncio surge aps a secretaria de estado da Cultura ter dado aprovao proposta de vir a instalar neste convento cisterciense do sculo XIII o projeto Sphe-ra Castris (Centro para as artes, cincia, e tecnologia e da investigao, inovao e sustentabilidade).

    Quando se encontrar em funciona-mento, espera-se que seja possvel levar mais longe a transmisso de conheci-mento sobre o patrimnio, assim como desenvolver formao, investigao, e a qualificao do capital humano. Segun-do o plano apresentado pela Direo Re-gional da Cultura para o Sphera Castris, outra das finalidades delineadas passa por assegurar a educao artstica e pa-trimonial capaz de contribuir para a qua-lidade de vida das populaes. Quando o processo arrancar esta infraestrutura dever poder afirmar-se como um centro inovador para o conhecimento, baseada num rede de parceiros nucleares, estrat-gicos e associados.

    So Bento de Cstris, em vora, um velho mosteiro cisterciense comeado a construir em 1328, remodelado nos scu-los XV e XVI e, de novo, no ltimo tero do sculo XVIII. Apesar de fases de abando-no, est ainda praticamente inclume nas suas valncias, com igreja, claustro gtico--mudejar, captulo, refeitrio, livraria, dor-mitrios, alas de servio e cerca murada de mais de trinta hectares, e mostra uma situao privilegiada, num outeiro a trs quilmetros de vora, com vista esplendo-rosa sobre o centro histrico.

    De h muito classificado como Mo-numento Nacional, trata-se de um dos

    imveis monacais de referncia (com a Cartuxa, So Francisco, o Espinheiro), tanto assim que, aps o estudo histri-co-artstico de 1957-66 por Tlio Espan-ca, contribuiu para a classificao, pela UNESCO, de vora como Patrimnio Mundial. Aps a morte da ltima freira (1890), passou para a Fazenda Nacional, viu patrimnio mvel ser-lhe desafeta-do e novas construes erguidas, sofreu iconoclastias, esteve na posse do Gover-no Civil de vora e da Casa Pia, e neste vaivm de reapropriaes, atribulaes e silncios houve sempre, apesar de tudo, um esforo de proteger as valias arquitetnicas e as remanescncias ar-tsticas.

    Os espaos do mosteiro, nos ltimos anos albergaram congressos, debates, es-petculos musicais e de teatro, incluindo funes de hospedaria e turismo cultural, mas sem perda do seu esprito de lugar.

    O que se faz em So Bento de Cstris, anunciando um caminho de revitali-

    zao sem amputar partes do existente, pode servir de reflexo local e para o todo nacional como um bom exemplo de de-fesa e salvaguarda do patrimnio e dos valores culturais seculares em busca da modernidade e do tempo, o tempo que por ali no se quer que pare.

    Este projecto surge, em vora, onde esteve prevista a instalao do Museu da Msica.A deciso que foi tomada pelo Governo no sentido de fazer a instalao do Mu-seu da Msica no Convento de Mafra, em 2013, depois de ter sido anunciado para vora, provocou uma onda local de indignao tendo na altura Jorge Barre-to Xavier, revelado, que vrias entidades estariam a trabalhar num outro projecto para o Convento de So Bento de Cstris.

    O novo projecto dinamizado pela Di-reo Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlentejo) e pela Cmara de vora e, mais tarde, tambm em articulao com

    D.R.

    O apelo ao empreendedorismo est, felizmen-te, a encontrar um forte eco na sociedade por-tuguesa. No por ser um conceito simptico e com ares de modernidade mas sim porque, grande parte de ns, j interiorizou que neste novo mercado de trabalho no havero empre-gos por conta de outrem, para todos, para toda a vida. E que a aposta num empreendedorismo informado, inovador e bem gerido, pode ser uma opo mais feliz e recompensadora, como projecto pessoal e profissional.

    Neste contexto, o Alentejo , hoje em dia, uma terra de oportunidades. No digo isto com um orgulho provinciano ou ingnuo, derivado da minha condio de alentejano. Afirmo--o com conhecimento dos recursos e vanta-gens competitivas da regiobem como dos mercados que podem ser o alvo dos eventuais projectos empreendedores. E por a que vou balizar esta breve opinio: partindo do que te-mos de bom para a devida rentabilizao em termos empresariais.

    Em primeiro lugar, a nossa geografia fsica. Clima, plancie, gua, floresta mediterrnica

    trazem um mix fantstico, em termos de re-cursos e condies naturais. A nossa geografia humana complementa-a, com a nossa cultura, histria, tradies, gastronomia, acolhimen-to, vilas e cidades mdias aprazveis, que nos trazem brindam com uma grande qualidade de vida. E, nas ltimas 4 dcadas, a regio ga-nhou muito: infra-estruturas logsticas, acessi-bilidades, investimentos pblicos com impac-tos ambientais e agrcolas e investimentos em educao e formao que tornam a populao activa alentejana actual a mais qualificada de sempre.

    No vale a pena perdermos muito tempo a lamentar a crise/ estagnao da ltima d-cada e a consequente escassez de emprego, a nvel nacional o contexto que temos. Vale a pena, sim, pensar o que podemos fazer e ven-der (sim, digo e repito, VENDER) l para fora, saindo dos nossos reduzidos mercados regio-nal (500 mil pessoas) ou nacional (10 milhes) e olhando para o mundo como o nosso campo de aco.

    Os sectores em que temos cartas para dar

    so mais que bvios: na agricultura, na agro--indstria, nos produtos regionais/ tradicio-nais, na revitalizao do patrimnio, no turis-mo cultural e natural, bem como em alguns nichos industriais que podem ser alavancados pela presena de grandes empresas. Depois, outros menos bvios, mas pertinentes pela sua independncia da geografia como va-rivel crtica: as tecnologias e informao e outros sectores digitais, muitos deles assen-tes em teletrabalho, podem aqui instalar-se e florescer.

    Mas no basta ter uma noo estratgica de reas boas ou menos boas algo que alis, pode ser mutvel no tempo. Cada empreende-dor ou empresa deve ter a preocupao de de-finir um conjunto de aspectos-chave, para que a suas iniciativas no sejam apenas impulsos com muito empenho e voluntarismo, mas pou-co sustentveis. Em concreto, numa ptica de auto-diagnstico, devemos questionar:

    - O que nos diferencia: O que pretendemos criar verdadeiramente inovador ou diferen-ciador