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  • relatrio da administrao e demonstraes contbeis

  • 74 RELATRIO DA ADMINISTRAO 2010

    CENRIO E MERCADO

    A expectativa de crescimento econmico significativo para 2010 vai sendo confirmada. O relatrio Focus de 31.12.2010, elaborado pelo Banco

    Central, indica uma expanso do PIB equivalente a 7,6% sobre 2009, compensando o fraco desempenho da economia naquele ano. Contribuem

    para o bom momento os prazos de financiamento oferecidos e a disponibilidade de crdito, com expanso aproximada de 20% em relao a 2009,

    tendo atingido R$1,7 trilho. Contribuiu tambm a expanso da renda, decorrente de aumentos reais nos salrios e da criao de novos postos

    de trabalho, o que levou a taxa de desemprego a finalizar o ano em 5,3%, uma das mais baixas da srie histrica, de acordo com dados do IBGE.

    Como resultado do ritmo de expanso econmica, houve presso inflacionria advinda, principalmente, de gneros alimentcios, servios e

    commodities, a partir da segunda metade do ano, principalmente. Esta situao motivou o Banco Central a utilizar medidas de conteno do

    nvel de atividade e, desta forma, reduzir tais presses. Assim, houve aumento do compulsrio incidente sobre depsitos a prazo, como forma de

    reduzir a liquidez no mercado, e o incremento da taxa de juros bsica em 0,50%, j na primeira reunio de janeiro de 2011, elevando, desta forma,

    a taxa anual para 11,25%. A adoo de um discurso mais cauteloso, por parte da autoridade monetria, sugere que esse movimento ser seguido

    de novas medidas como forma de manter a inflao sob controle.

    No front externo, verifica-se ainda forte desconforto com a situao fiscal de alguns pases do bloco europeu, principalmente aps Grcia e

    Irlanda buscarem apoio junto ao FMI e Banco Central Europeu. Contribuem para o nvel de incerteza as medidas de conteno da crise financeira,

    necessrias, que retardam a recuperao do nvel da atividade econmica nestes pases. Alm disso, economias europeias de relevncia, como

    Espanha, Portugal e Itlia continuam sob ataque especulativo sobre sua capacidade de solvncia.

    Neste cenrio, o Brasil se destaca das economias dos blocos desenvolvidos o que continua contribuindo para a atrao de capital estrangeiro.

    Ao longo do ano, o Investimento Estrangeiro Direto somou US$ 48,5 bilhes e o saldo de reservas internacionais totalizou US$ 288,6 bilhes,

    20,7% superior daquela ao final de 2009, de acordo com dados do Banco Central. A atrao de capitais provoca presso no cmbio mantendo o

    Real valorizado em relao ao Dlar, cuja cotao finalizou o ano em R$ 1,6662 por Dlar, ante R$ 1,7412 no fechamento de 2009.

    DURATEX 60 ANOS

    Em 2011, a Duratex completa 60 anos de sua fundao. Nasceu da viso de dois grandes empreendedores, Alfredo Egydio de Souza Aranha e

    Eudoro Villela, que decidiram pela introduo, no Brasil, de processo indito de fabricao de painis de chapa de fibra feitos a partir do processa-

    mento de madeira originria da atividade de reflorestamento. Ao longo dos anos, a empresa manteve a urea empreendedora de seus fundadores.

    Diversificou-se, incorporando as operaes da Deca em 1972 e, mais tarde, via aquisio das unidades de Agudos e Itapetininga (SP), e Gravata

    (RS), ingressando no ramo dos painis de aglomerado.

    O empreendedorismo, caracterstico de seus fundadores, continua impregnado na cultura Duratex. Exemplos incluem a introduo dos painis

    de mdia densidade, conhecidos como MDF (Medium Density Fiberboard), no Brasil em 1997, a introduo dos pisos laminados no ano seguinte

    e de louas sanitrias fabricadas atravs de tecnologia indita no pas, conhecida como fire clay, que permitiu grande evoluo do segmento por

    meio da diferenciao de design.

    Chega aos 60 anos no apenas como lder nos segmentos de painis de madeira industrializada, metais e louas sanitrias no Brasil e hemisfrio

    sul, mas tambm rejuvenescida. A idade mdia dos ativos baixa e a tecnologia empregada das mais modernas. Conta com modelo integrado de

    abastecimento de madeira e de fabricao da maior parte da resina utilizada nos processos de painis. A associao com a Satipel, ocorrida em

    2009, alm de capital humano, garantiu importante diversificao geogrfica com ganhos de logstica. No ano de comemorao, em fevereiro

    de 2011, e portanto subsequente ao encerramento do exerccio de 2010, adquire mais uma operao no segmento de louas sanitrias, em Joo

    Pessoa (PB), reforando sua presena no mercado do nordeste brasileiro, se aproximando ainda mais de seus consumidores naquela regio.

  • 75 RELATRIO DA ADMINISTRAO 2010

    Do ponto de vista da Governana Corporativa, a histria da Duratex foi pautada pela proximidade com o mercado de capitais. Nasceu como

    companhia aberta, com aes listadas em bolsa de valores. Evoluiu e hoje tem suas aes listadas no segmento diferenciado Novo Mercado, que

    inclui quelas aes de empresas que, de forma espontnea, concordaram em aderir a uma srie de princpios que contribuem para a melhoria

    da Governana Corporativa.

    A responsabilidade sociambiental no foi deixada de lado ao longo destes anos. Foi a primeira empresa latino americana a ter suas reas flores-

    tais certificadas com o Selo Verde. signatria do Pacto Global da Organizao das Naes Unidas (ONU) e desenvolve aes voltadas s questes

    dos Direitos Humanos, Direitos do Trabalho, Proteo Ambiental e Combate a Corrupo. membro fundador do Green Building Council Brasil,

    organizao dedicada ao fomento da atividade sustentada das construes. Realiza inventrio de emisses de carbono e contribuiu para a elabo-

    rao do ndice de Carbono Eficiente da BM&FBovespa. As reas de preservao permanente em suas fazendas so palco de estudos acadmicos

    que atestam o equilbrio da explorao florestal com a flora e fauna locais.

    O conjunto desta obra garante-nos afirmar que a empresa se encontra posicionada para beneficiar-se do bom momento econmico, crescendo,

    de forma sustentvel, com gerao de valor ao longo de sua cadeia.

    GESTO ESTRATGICA

    Desta forma, atenta s oportunidades de mercado, a Duratex realizou, e mantm em andamento, importantes investimentos voltados expanso

    de capacidade nos seus segmentos de atuao. Na Diviso Deca, tanto metais quanto louas sanitrias encontram-se inseridos num programa

    para a adequao da capacidade de oferta demanda crescente atrelada ao bom momento da construo. Em metais, investimentos entre 2010

    e 2011 elevaro a capacidade para 18,2 milhes de peas anuais (+15,2% em relao a capacidade disponvel no incio de 2010) e em louas in-

    vestimentos, no mesmo perodo, contribuiro para elevar a capacidade a 11,7 milhes de peas anuais (+63% em relao ao incio do perodo) por

    meio de investimentos direcionados s unidades de Cabo de Santo Agostinho (PE) e Queimados (RJ) a serem concludos durante o 1 trimestre

    de 2011 e 2012, respectivamente, includa a aquisio no segmento de cermica, j comentado.

    Na Diviso Madeira, os investimentos so destinados uma nova linha de pisos laminados e de revestimento de painis. Com foco nas futuras

    expanses de capacidade, e na manuteno do modelo integrado de abastecimento de madeira, esto previstas compras de terras e plantio de

    florestas nos prximos anos. Desta forma, em 2010, foram adquiridos 8.671 hectares de terras, com florestas plantadas, no estado de So Paulo.

    Devido ao ganho de escala na produo de painis, foi concluda, em abril, a montagem dos equipamentos e incio de operao de uma unidade

    para a fabricao de resinas que permitir maior gerncia sob o custo de tal insumo. Esta unidade permite autossuficincia de 65% no abaste-

    cimento do insumo.

    No mbito corporativo houve a concluso do processo de implantao de uma nova infraestrutura informtica, baseada na plataforma SAP. Em

    julho foi realizada, com sucesso, a migrao da base de dados e respectivos testes de integridade.

    DESEMPENHO CONSOLIDADO

    Os demonstrativos financeiros disponibilizados nesta data, junto a CVM e BM&FBovespa, contemplam o padro internacional de reporte IFRS

    (International Financial Reporting Standards) em consonncia com as instrues CVM 457/07 e CVM 485/10.

    Como os ajustes decorrentes da adoo do IFRS impactaram de forma significativa as demonstraes financeiras da Companhia, e com o objetivo

    de fazer uma transio de maneira transparente e dentro das melhores prticas, apresentaremos os destaques financeiros antes e aps os ajustes,

    para melhor comparabilidade.

  • 76 RELATRIO DA ADMINISTRAO 2010

    Anterior aos Ajustes IFRS(em R$ 000, exceto onde indicado)

    4 tri/10 3 tri/10 4 tri/09 jan-dez/10 jan-dez/09*

    BALANO PATRIMONIAL

    Ativo Total 5.011.224 4.821.099 4.335.941 5.011.224 4.335.941

    Patrimnio Lquido 2.623.453 2.544.140 2.331.106 2.623.453 2.331.106

    DEMONSTRATIVO DE RESULTADO

    Receita Lquida 719.616 703.312 620.538 2.741.810 2.244.864

    Lucro Bruto 290.577 281.331 220.328 1.079.264 781.138

    Margem Bruta 40,4% 40,0% 35,5% 39,4% 34,8%

    Ebitda (1) 269.404 245.431 189.176 935.679 502.615

    Margem Ebitda 37,4% 34,9% 30,5% 34,1% 22,4%

    Lucro Lquido 131.186 118.384 88.687 442.064 191.400

    Margem Lquida 18,2% 16,8% 14,3% 16,1% 8,5%

    INDICADORES

    Liquidez Corrente (2) 2,0 1,96 1,37 2,0 1,37

    Endividamento Lquido (3) 978.244 1.046.643 1.107.959 978.244 1.107.959

    Endividamento Lquido/Ebitda 0,91 1,07 1,46 1,05 2,20

    Patrimnio Lquido Mdio 2.583.797 2.499.464 2.302.481 2.467.183 2.269.417

    ROE (4) 20,3% 18,9% 15,4% 17,9% 8,4%

    PRINCIPAIS ALTERAES DECORRENTES DA ADOO DO IFRS

    As principais alteraes nos demonstrativos financeiros decorrentes da adoo de IFRS so:

    Combinao de Negcios: Neste item, os a